Showing posts with label Papa Tawadros II. Show all posts
Showing posts with label Papa Tawadros II. Show all posts

Friday, 12 May 2023

Papas a preto e branco

A semana passada enganei-me no link to principal artigo que queria partilhar convosco, com novidades e comentários sobre as famosas listas de alegados abusadores, tanto das dioceses como dos institutos religiosos. Está aqui o link correcto.

O líder da Igreja Copta Ortodoxa, o Papa Tawadros II – Tawadros significa Teodoro, mas ele costuma ser referido pelo nome copta – esteve em Roma onde participou, de forma inédita, numa audiência geral com o Papa Francisco. Trata-se de um gesto ecuménico de enorme magnitude, que permitiu ter dois Papas lado-a-lado, um de preto, outro de branco. O ecumenismo faz-se de diálogo doutrinal profundo e intenso, mas também de gestos de amizade pessoal que ajudam a quebrar barreiras de desconfiança que às vezes têm vários séculos. Se nunca ouviu falar, ou não sabe nada sobre esta comunidade, recuperei e actualizei este artigo onde se explica o essencial de quem são os coptas.

No sábado passado tivemos a coroação do Rei Carlos III. Foram muitos os que viram a celebração na televisão e terão reparado em vários detalhes religiosos. Eu gostaria de ter visto, não só porque sou monárquico, mas porque enquanto descendente de ingleses e nascido no Canadá, Carlos é em vários sentidos o meu Rei também. Contudo, não o pude fazer porque tive a primeira comunhão de um dos meus filhos, e há um Rei que mais importantes que os outros. Já tinha partilhado o link para a entrevista em inglês que fiz ao antigo capelão real, sobre a espiritualidade de Carlos, e agora já posso partilhar o link para a entrevista portuguesa.

Por estes dias muitos são os que estão a caminho de Fátima (incluindo esta peregrina muito especial). As celebrações deste mês ficam a cargo do Cardeal Parolin. Podem ler aqui uma entrevista exclusiva que ele deu à Renascença.

Os médicos católicos estão a pedir voluntários para a área da saúde durante as JMJ. Se tem interesse, leia aqui para saber o que tem de fazer.

Um dos pontos altos da minha viagem ao Líbano em 2022 com a AIS foi o tempo passado com os seminaristas maronitas em Beirute. O artigo sobre essa parte da visita só foi publicado agora, e convido-vos a ler e a inspirarem-se com a alegria e a paixão evangélica destes jovens. Leiam também, se puderem, a história das freiras que acompanham os migrantes que passam pela Colômbia para tentar chegar aos EUA.

No artigo desta semana do The Catholic Thing o autor Casey Chalk explica como uma doutrina pouco conhecida, mas fundamental para os protestantes, levou este antigo seminarista calvinista a pôr tudo em causa e acabar por entrar para a Igreja Católica.

Por fim, têm aqui informação interessante sobre o ciclo de conferências que a Associação de Juristas Católicos está a organizar até novembro, sendo o próximo já na sexta-feira da semana que vem.

Thursday, 11 May 2023

Quem são os Coptas?

Os coptas são os descendentes dos egípcios antigos e a sua presença no país antecede a invasão árabe do século VII.

O Cristianismo existe no Egipto desde a sua aurora. A tradição atribui a evangelização naquela região ao Evangelista São Marcos, que terá sido bispo de Alexandria.

Desde os primeiros tempos da era cristã Alexandria assumiu uma enorme importância na Igreja Universal. Era um grande centro de educação cristã e só se encontrava atrás de Roma na hierarquia dos primeiros quatro Patriarcados – Roma, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

Foi na região do Egipto que nasceu a tradição do monaquismo, preconizada por Santo Antão. Ainda hoje os mosteiros são uma pedra angular da cultura e espiritualidade cristã copta, incluindo uma iconografia muito rica e distinta. Um exemplo é o ícone de São Minas e Cristo, que foi adoptado pela comunidade ecuménica de Taizé.
A palavra Copta deriva do egípcio Aegiuptos, que significa nada mais nada menos que “egípcio” e desde a invasão árabe passou a designar os habitantes originais do país, que na sua maioria mantiveram o Cristianismo.

Não há estatísticas fiáveis, mas calcula-se que os cristãos coptas representem entre 10% a 20% da população, o que equivale a entre 8 e 16 milhões de fiéis. A esmagadora maioria pertence à Igreja Copta Ortodoxa, liderada pelo Patriarca de Alexandria, Papa Tawadros II eleito em Novembro de 2012. Esta Igreja separou-se da Igreja Universal depois do concílio de Calcedónia, devido a divergências teológicas sobre a natureza de Cristo. Faz parte da comunhão de Igrejas Ortodoxas pré-calcedónias juntamente com a Igreja Arménia Ortodoxa, a Igreja Siríaca Ortodoxa, a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja Malankara, da Índia. As divergências que levaram à separação já foram sanadas através de declarações conjuntas entre estas igrejas e a Igreja Católica, mas a separação mantém-se. A utilização do título "Papa" pelo líder dos coptas é antiga e nada tem de pretensão ou usurpação da autoridade do Papa da Igreja Católica. 

Existem ainda outras confissões cristãs no Egipto, incluindo algumas igrejas coptas protestantes e uma pequena Igreja Copta Católica, com umas centenas de milhares de fiéis.

Há também uma importante diáspora copta em países ocidentais, tal como a Austrália, Estados Unidos ou Reino Unido. Em Portugal os cristãos coptas, de diferentes confissões, contam-se pelos dedos.

Há longos anos que os coptas se queixam de discriminação política, religiosa e social. A comunidade praticamente não está representada nas forças armadas, na polícia ou no sistema judicial. Desde o regime de Mubarak que é extraordinariamente difícil construir ou sequer restaurar igrejas, enquanto as leis que regem as mesquitas são muito mais permissivas. 

Mesmo assim, muitos coptas temeram as revoltas da Primavera Árabe, que levaram ao derrube de Mubarak, mas milhares de cristãos, sobretudo jovens, estiveram nas ruas a contribuir para a libertação do país. Os medos dos mais cépticos pareceram justificados quando um Governo da Irmandade Muçulmana venceu as primeiras eleições, e a situação começou a deteriorar-se para os cristãos que, sem grandes surpresas, apoiaram na maioria a revolta do general Sisi que levou ao derrube desse governo.

A situação interna melhorou sob a alçada de Sisi, mas a aparente colagem ao homem forte do Egipto tem servido para hostilizar ainda mais os jihadistas que, num dos piores episódios de violência contra os coptas, decapitaram 21 cristãos numa praia na Líbia, em Fevereiro de 2015. Seguiram-se outros atentados contra a comunidade copta dentro do Egipto. Em 2017 morreram perto de 30 cristãos que estavam em peregrinação para um mosteiro no deserto quando foram interceptados por terroristas que abriram fogo sobre os civis desarmados.

Coptas etíopes?
Por vezes os cristãos da Etiópia são apelidados de coptas também. Isto deve-se ao facto de esta Igreja ancestral (a Etiópia é o país cristão independente mais antigo do mundo) ter estado na esfera de influência dos Patriarcas de Alexandria durante muitos séculos.

Eram estes quem nomeava um bispo para reger a Igreja Etíope, ordenar sacerdotes e resolver disputas teológicas e litúrgicas. A Igreja Etíope apenas se tornou independente em 1959, com a nomeação de um Patriarca próprio.

Em bom rigor, porém, o termo copta apenas se aplica correctamente aos cristãos de origem egípcia.

[Texto publicado originalmente a 13 de Outubro de 2011, actualizado no dia 11 de Maio de 2021]

Monday, 7 January 2019

Recados sobre o Brexit no Natal egípcio

Christmas like an Egyptian
O Papa Francisco falou hoje ao corpo diplomático na Santa Sé e, em tempos de Brexit, saudou os benefícios da integração europeia, para além de ter referido uma enorme variedade de outros assuntos da atualidade. Tudo aqui.

Hoje é Natal para muitos cristãos do Oriente, incluindo os coptas, a quem o Papa Francisco saudou de forma especial, durante a inauguração de uma nova catedral.

Um cardeal francês começou hoje a ser julgado por alegadamente encobrir um caso de abusos sexuais.

Durante o fim-de-semana o Papa Francisco pediu aos países europeus que acolham os refugiados que estão neste momento abordo de dois navios de organizações não-governamentais, no Mediterrâneo. Na sexta-feira passada falei precisamente com o tripulante de um desses navios, que considera uma vergonha a atitude da Europa neste caso.


E parece que o Vaticano não se vai imiscuir na questão da exumação de Francisco Franco, em Espanha.

Friday, 28 April 2017

Pedro diz a Marco que "os teus sofrimentos são os meus"

Hoje foi um dia histórico, com os líderes das três maiores comunhões cristãs a encontrarem-se no Cairo. O Papa Francisco teve um dia pleno de eventos, começando com um discurso na Universidade Al-Azhar, onde sublinhou que perante a violência e as crises no mundo, a religião não é o problema, mas parte da solução.

Depois Francisco fez um discurso diante do Presidente do Egipto, fazendo os maiores elogios ao país mas referindo muitas vezes os cristãos, o que deve ter sido muito consolador para eles.

Finalmente, encontrou-se com o Papa Tawadros dos coptas, tendo falado com grande emoção e intensidade sobre as ligações entre os dois, que datam até São Pedro e São Marcos e que hoje são fortalecidos pelo comum testemunho dos mártires.

Amanhã Francisco continua com a sua agenda, celebrando missa para a comunidade católica e encontrando-se com bispos e clero. Tudo acompanhado pela Renascença, tanto em antena como no liveblog criado para o efeito.

Morreu esta sexta-feira o padre Joaquim Carreira das Neves. O franciscano padre Albertino da Silva acompanhou-o de perto e o padre Tolentino conhecia-o bem e partilham as suas memórias, mas o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa também não quis deixar de lhe prestar homenagem.

De ontem temos a notícia de que o Governo vai conceder tolerância de ponto para a visita do Papa a Fátima em Maio. António Costa diz que seria insensível não o fazer.

Wednesday, 26 April 2017

Patriarca reeleito e encontro histórico no Egipto

Alvin Plantinga
D. Manuel Clemente foi hoje reeleito presidente da Conferência Episcopal. Houve muitas mexidas nas comissões episcopais, e D. Manuel diz que a sua prioridade será os jovens. Há ainda uma polémica em Beja, onde foi extinto o departamento de Património Histórico e Artístico da diocese…

O Papa Francisco viaja para o Egipto na sexta-feira. Ontem enviou uma mensagem vídeo para os egípcios e hoje temos dois artigos de análise da importância desta viagem:
E saiba também qual é a importância, e o difícil papel que desempenha, a Universidade de Al-Azhar, onde o Papa irá discursar.


Ontem foi anunciado o vencedor do prestigiado Prémio Templeton. Este ano o galardoado foi o filósofo Alvin Plantinga. Se não conhece, está em falta

Recentemente esteve em Portugal o influente católico americano R. R. Reno, editor do First Things, que me confessou achar que o Papa Francisco tem deixado a confusão “mais à vista” na Igreja Católica. Em breve terei a transcrição completa.

E para hoje, porque é quarta-feira, tenho o artigo do The Catholic Thing em que Randall Smith explica porque é que não faz sentido interpretar a passagem de São Mateus do “que o seu sangue caia sobre nós” como uma maldição sobre os judeus. Um excelente argumento que ecoa os feitos por Bento XVI na sua trilogia sobre Jesus de Nazaré.

Tuesday, 13 December 2016

Papa escreve a ditador e telefona a colega

Mons. Javier Echeverria
Depois de várias folgas e um feriado, estou de regresso, na noite em que se soube da morte de Mons. Javier Echeverria, prelado do Opus Dei, aos 85 anos de idade.

Isto depois de um fim-de-semana triste, com um novo atentado no Egipto a matar dezenas de cristãos coptas. O Papa Francisco telefonou esta segunda-feira para o Papa Tawadros, dos coptas, para mostrar a sua solidariedade.

Também hoje o Papa Francisco fez chegar uma carta a Bashar al-Assad. Nela pede respeito pelos direitos humanos, mas a simples existência da carta recorda o facto de o Vaticano nunca ter abandonado o reconhecimento da legitimidade de Assad. Tudo isto no dia em que Alepo foi reconquistada pelo regime…

Anda meio mundo em alvoroço porque saiu um documentário em que o Papa diz que pensa que o seu pontificado vai ser curto. Ora essa frase não é nova, e mesmo que fosse, tirar daí ilações sobre uma eventual resignação em Março de 2017 (como ouvi alguém a dizer hoje, ressalvando que antes o Papa vai a Fátima em Maio…) parece-me abusivo.

Saíram novas indicações para a formação nos seminários. Entre outras coisas os seminaristas vão ter de aprender sobre o aquecimento global. Não é novidade, mas acabou por ser o centro da notícia, que a homossexualidade continua a ser um impedimento para a ordenação.

A semana passada publiquei no blog mais um artigo do The Catholic Thing em português.Leiam para saber como uma universidade feminina nos EUA proibiu qualquer representação de “Os Monólogos da Vagina” no seu campus. Porquê? Porque discrimina contra “mulheres que não têm vagina”. Bem-vindos ao fantástico mundo da ideologia do género!

Thursday, 4 July 2013

Um olhar sobre o Egipto pós-Morsi

O primeiro Presidente democraticamente eleito no Egipto não durou mais que um ano.

Mohamed Morsi foi ontem deposto através de um golpe militar anunciado. O mais interessante, para mim, é o facto de os militares se terem reunido previamente com os principais líderes religiosos do país, que sancionaram a sua actuação.

Do lado cristão, a escolha era óbvia. O carismático e recém-eleito Papa Tawadros II esteve presente e fez questão de dar a sua aprovação à acção dos militares e aos manifestantes que se encontravam nas ruas.

Do lado muçulmano, o escolhido era o líder da Universidade Al-Azhar, a principal e mais prestigiada instituição de ensino em todo o mundo islâmico. Mas aqui é que a situação fica mais complexa. Como se sabe, o Islão não tem uma hierarquia centralizada. Cada sheikh, ou imã, é virtualmente independente. Em alguns países há cargos oficiais criados pelo Governo, ou então há cargos como este que carregam inerentemente grande prestígio, mas as suas bases não são teológicas e, por isso, não é difícil outras correntes apresentarem objecções ou darem a sua fidelidade a outros líderes.

Por isso, não se pode presumir que, pelo simples facto de o presidente do Al-Azhar ter “dado a sua bênção”, os militares contem agora com o apoio dos islamistas. A Irmandade Muçulmana, e todos os seus seguidores, estão tudo menos contentes com o golpe.

Isto porque, no meu entender, a Irmandade Muçulmana é a grande derrotada deste golpe militar. Quando caiu o regime de Hosni Mubarak ela era, de longe, a força social e política mais bem organizada do país. Foi com naturalidade que chegou ao poder, através do seu Partido da Justiça e da Liberdade, e fez eleger o seu candidato à presidência. Um ano depois o Presidente foi deposto, depois de ter sido abandonado por todos os seus aliados, à excepção da Irmandade, e os líderes do movimento estão detidos.

Tenho sérias dúvidas de que a Irmandade recupere a sua legitimidade e capacidade de acção. Mesmo que lhe seja permitida concorrer a novas eleições. Mas o problema é que isso deixa em aberto um espaço vazio que poderá muito bem ser preenchido por forças bastante mais fundamentalistas. É que em vários aspectos a Irmandade Muçulmana é bastante moderada.

O futuro do Egipto é, portanto, incerto nesta altura. É esperar para ver.

E os cristãos? 10% da população, os coptas são a mais importante comunidade cristã de todo o Médio Oriente. Eles estavam publicamente desiludidos com o regime de Morsi e as suas políticas islamizantes e recordavam frequentemente que ao longo dos últimos anos o número de ataques anticristãos tinha crescido, em relação ao regime de Mubarak.

O apoio dado pelo Papa Tawadros às forças armadas e aos protestos foi impressionante e muito explícita. A sua “glorificação” dos militares é curiosa, tendo em conta a forma como os coptas os criticaram quando há cerca de dois anos mataram uns 25 cristãos desarmados durante uma manifestação.

A seguir à queda de Mubarak todos os egípcios acabaram por revelar a sua impaciência com o tempo levado pelos militares a abandonar o poder aos civis. Agora veremos quando tempo é que as Forças Armadas continuam nas boas graças dos defensores da democracia.

Em todo o caso, o que parece evidente é que os coptas têm em Tawadros um líder forte, sem medo de se comprometer com as causas e de dizer a verdade e defender o seu rebanho. Tawadros é carismático e de sorriso fácil e está a ser levado a sério pelos actores políticos, neste caso pelos militares, o que é bom augúrio para o estatuto dos cristãos no futuro próximo do Egipto.

Vejamos se é desta que o Egipto experimenta mesmo uma Primavera, ou se vem aí outro verão quente seguido de inverno.

Outros artigos relacionados:

Wednesday, 3 July 2013

Tweet papal defende a revolução no Egipto

Could'a done better
O Egipto parece estar à beira de um golpe de Estado, com todos os aliados do Presidente a abandoná-lo à excepção da Irmandade Muçulmana. Ontem o Papa Tawadros usou o twitter (sim, não se pode ser Papa sem usar o twitter), para dar a sua bênção às manifestações.


A CEP reúne no dia 9 de Julho, pela primeira vez desde que D. Manuel Clemente foi eleito presidente. A crise estará certamente na agenda.




Ontem surgiu a notícia de que França planeia legalizar a eutanásia. O texto desta semana de The Catholic Thing é precisamente sobre esse tema, não deixem de o ler.

Friday, 10 May 2013

Votar, no Paquistão, é só para muçulmanos bem comportados

Francisco com Tawadros e o seu gangue
O Pontificado do Papa Francisco será consagrado a Nossa Senhora na próxima segunda-feira dia 13, em Fátima. O santuário espera um “boom” de acessos ao site para assistir às cerimónias.

O Papa dos Coptas esteve hoje com o Papa dos Católicos a venerar São Pedro, no Vaticano. Francisco elogiou Tawadros e falou no “Ecumenismo do sofrimento”, uma realidade cada vez mais presente no Médio Oriente.

A polícia turca diz ter frustrado um plano para assassinar o Patriarca de Constantinopla. O homicídio serviria para comemorar a ocupação islâmica daquela cidade, hoje chamada Istambul.

Domingo é dia das Comunicações Sociais, a Igreja está cada vez mais presente nas redes sociais, mas é um processo de aprendizagem que tem altos e baixos. Por exemplo, os bispos dizem todos que é muito importante estar nas redes sociais, mas em Portugal só dois dão o exemplo.

Amanhã o Paquistão vai a votos. Mas quatro milhões de pessoas só podem votar se renegarem oficialmente a fé… viva a democracia!

Durante a próxima semana vou estar fora e por isso não vai haver mails.

Thursday, 9 May 2013

Três Papas no Vaticano...

É uma daquelas pessoas a quem faz impressão ver dois papas no Vaticano? Então saiba que a partir de hoje estão lá três… Mas não se preocupe, um deles é o Papa Tawadros, da Igreja Copta Ortodoxa.

Como se não bastasse o recorde de “papas no Vaticano ao mesmo tempo”, no Domingo o Papa Francisco vai-se tornar também um recordista de canonizações. Com mais de 800 de uma assentada, ultrapassa em larga escala o Papa João Paulo II.



Não fazem eles, faço eu: Não deixem de passar pelo blogue do Actualidade Religiosa, onde podem ler um artigo do The Catholic Thing sobre os padres enquanto “Ungidos de Deus”, visitem o grupo no Facebook, que hoje ultrapassou as 1300 pessoas e já conta com dois novos administradores, e se estiverem no Twitter, sigam-me para estarem a par das mais recentes novidades!

E por fim, se vivem na área da grande Lisboa marquem o dia 18 de Maio na agenda e peçam convites para ir à festa do Ponto de Apoio à Vida, uma organização que ajuda, no terreno, as mulheres a escolher a vida e que bem merece as “25 vidas” que custa o convite. A festa promete, nem que seja porque eu vou lá estar e, se me pedirem discretamente, dou autógrafos.

Monday, 25 March 2013

Dois papas juntos?

Todos terão ficado impressionados, como eu, com o encontro de "dois Papas" no passado fim-de-semana, em Castel Gandolfo.
Há muitas pessoas que contestam o título "Papa emérito", mas até surgir uma indicação diferente por parte do Vaticano é esse o título de Bento XVI e por isso, de facto, encontraram-se dois Papas.

Mas será a primeira vez? Mais ou menos!

Esta fotografia mostra o Papa João Paulo II com o Papa Shenouda III, dos Coptas-ortodoxos.

O líder dos coptas, actualmente Tawadros II, também tem o título Papa, o que não implica de modo algum uma "concorrência" com o Papa dos católicos. Neste caso é apenas o título, como Patriarca. Como se sabe, Papa vem do grego para Pai e é assim que os coptas encaram o seu patriarca. Ninguém pretende insinuar que os papéis dos dois "papas" sejam comparáveis, e a Igreja Católica não contesta a utilização do título por parte do Patriarca de Alexandria, uma antiquíssima e venerável sede apostólica.

É só uma curiosidade, claro, mas a verdade é que em bom rigor o encontro entre "dois papas" não é tão inédito como possa parecer!

Já agora, para quem quiser saber mais sobre os coptas, actualizei o texto "Quem são os Coptas?", com o nome do novo "Papa" deles.

João Paulo II com Shenouda III, no Egipto

Friday, 8 February 2013

Fé, Filhos e Rock & Roll

Manuel Fúria a contemplar os lírios do campo
(Foto Paulo Moreira)
Os bispos e padres estão no Vaticano neste momento a discutir as “culturas juvenis emergentes”. Por isso nós trouxemos Manuel Fúria e Tiago Cavaco, dois jovens emergentes da cultura, para falar de como conciliam o rock e a fé. Esta é mesmo daquelas reportagens em que vale a pena perder uns minutos a ler a transcrição integral da conversa, que foi muito gira.

Diz-se que a crise financeira faz aumentar a fé, mas a verdade é que foram menos peregrinos a Fátima em 2012. Talvez seja do preço da gasolina…

A semana passada Obama estendeu a mão aos bispos católicos, na questão da contracepção e a reforma do sistema de saúde. Hoje eles agradeceram o gesto mas não estão satisfeitos e consideram que há ainda muita coisa a esclarecer.

O Papa dos coptas criticou ontem a violência no Egipto, mas as piores críticas estavam reservadas para o regime. Tawadros não está contente com Mursi.

As catequeses quaresmais do Patriarca de Lisboa já eram transmitidas na net, agora vão passar a sê-lo no Meo

Thursday, 24 January 2013

"We are not worried. It is against our faith"

Transcrição completa de entrevista com o Pe. Boulos, da Igreja Copta Ortodoxa. Ver reportagem aqui.

Full transcript of the interview with Fr. Boulos, of the Coptic Orthodox Church. See news story here, in Portuguese.

Are the Copts worried about the new Constitution which has just been enacted in Egypt?
The word “worried” is against our Faith. We are not worried at all.

In the holy Bible the phrase “Do not be worried”, or “do not be afraid” is mentioned in all its meanings, 366 times. So every day there is a message from Our Lord for each person: “Do not worry”. This is our faith. Not only for spiritual concerns but for all our concerns, we are not worried.

We are currently celebrating the feast of the Nativity, and the feast of the incarnation of Jesus Christ. At this time we remember that the name of Our Lord is Emmanuel, as Isaiah the prophet said, and this means “the Lord is with us”. So we are not worried because we believe Jesus Christ is with his people. Pope Shenouda III always said this: We are not worried because the Lord is with us.

So we have faith and we see His powerful and almighty hand in everything in our Church, in the history of the Church, starting in the first century, until now, until His second coming.

About the Constitution, it is not just the Copts, there are a lot of people refusing the Constitution. Even those who took part in preparing the Constitution say that there are many things in it which are not suitable, which are against the hope of the Egyptians for change. Some subjects are against human rights, some are against what we expect and even what we deserve. We deserve a better Constitution than this. They do not pay attention to the rights of children, women or minorities. This is very difficult for us.

Mainly the Muslim Brotherhood and the fundamentalists had the upper hand in writing the Constitution, reflecting only their views. About 27 people of the 100 who prepared the Constitution withdrew from the sessions. Not only the church, there were five people from the churches, three from the Orthodox Church, one Catholic and one Protestant. When 27 people withdraw it is to show the state that they oppose the Constitution, but they did not pay attention and they continued in a hurry to finish the Constitution in a few days and asked the people to vote in a few days.

Also the timing for the voting was not suitable at all, there were many political worries, many of the judges had problems with the regime and did not want to supervise the voting. Also there was not enough time for the uneducated to get to know what they were voting for. The people responsible even said that they could change some of the subjects afterwards in the new Parliament. So there is a big question, why were they in a hurry? But it doesn’t matter, this is the Constitution now in effect in Egypt, and we hope all will go well.

Does the Church see the Muslim Brotherhood as a threat, or does it feel that it can work with the Muslim Brothers?
They are not a threat, we can deal with any regime. Mubarak’s regime was also Muslim, but we can deal with them, as with the Muslim Brotherhood, and the fundamentalists, any of them. We want our country to live in peace and love, safely, this is our hope. And we have the faith that our church is in the hand of God.

From the start of Christianity the Christian people suffered with the Romans, later from the Muslims, but our role is merely spiritual. We do not like to play politics. Our congregations, when they suffer and are deprived of their rights just because they are Christians, they go first to the people responsible, the President, Parliament, Government, and when they find that the problems are not solved, then they go to the Church, to ask the Church to interfere to get them their rights back. From that point we ask for the rights, we do not play politics.

We are about 15 million and we live in Egypt with our Muslim brothers and we want the same rights for Christians and Muslims.

If you look for Christians in high ranks and positions in Parliament, Government, ministers, heads of universities, there are very, very few. This is not right. In spite of this we offer love to all people and we hope that Our Lord will interfere at the appropriate time for the good of Egypt, first, and then for the Muslims and the Christians.

Eleição de Tawadros II como Papa dos coptas
15 million is a lot of people, even if it is a minority. Enough to perhaps even think of forming groups to defend themselves in a violent way. Is that anything the Copts have ever been tempted to do?
Never, never! We don’t need to defend our rights by fighting. This is in the Bible. At the time of the crucifixion when St. Peter drew his sword to defend Jesus He said to him: No.

This is not our way. We defend ourselves by prayer and fasting, and asking Jesus Christ to interfere and we have the faith that He has already interfered, and all for the good of those who love Jesus Christ.

How has the election of Pope Tawadros been received by the Copts, and is he prepared to face the challenges ahead?
His election was received in a very happy way, we are all happy. Even the process, of election and of voting for our new Pope, with the testimony not only from Egyptians, but from the whole world, even from Muslims, was run in a very democratic and pure way.

There is no fighting for this position. To be a Patriarch is a responsibility, more than a position or a dignity, and the first candidates are all good, they are all suitable for the position. They are all leaders in the Church, monks who have already died to the World, who love poverty, live in chastity, are unmarried, want nothing for themselves, they only want to serve the Lord and the Church till the end of their lives, this is the only thing they want.

So we choose these 17 at first, then vote and narrow it down to three. Then the Pope is chosen from the altar ballot, after the liturgy, by a young child. When he chose Pope Tawadros the II we were all happy, because this is the choice of Our Lord Jesus Christ. This is our Faith. Even his name means “The Gift of God”, so he is the gift of God to our Church, this is our faith.

Even this process is described in the Bible, in the Book of Acts, chapter 1, when the disciples want to chose a replacement for Judas, who betrayed Jesus, they do the same steps. They see that they have 120 people, all of them have been found good. They have a criterion, men who have accompanied them from the beginning, since Jesus’ baptism by John until now. Then they propose two, then they pray to the Lord and they cast the lots, which land on Mathias, and he is counted as one of the 12. So these rules are in the Bible and we are happy with them.

Now, is he prepared for the challenges? Well, first of all, as he was chosen by Jesus Christ, of course he is prepared. We have examples in our recent history. Pope Cyril the VI was chosen by the Lord and he was suitable and prepared to deal with Gamal Abdel Nasser. Pope Shenouda III worked with Sadat and Mubarak and he was very well prepared for that. So we have the faith that Pope Tawadros II is well prepared.

He is a scientific man, a pharmacist, he is well educated, a good leader, he has an open mind. He worked for a long time with one of the elders of the Church, Anba Pachomius, so he is well trained and he has a lot of experience. Besides that he has the Lord supporting him, all the clergy supporting him and the love of the faithful all over the world, so he is well prepared.

Pope Benedict XVI prayed today (16 January 2013) for Christian Unity. Is this wish for unity, which has been expressed by the Catholic Church many times, shared by Pope Tawadros and the Coptic Church?
Of course! The prayer for unity and communion and solidarity of the churches is very important, and this did not start with Pope Benedict or Pope Tawadros, it started a long time ago, in the time of Cyril VI, and of Pope Shenouda, there were a lot of meetings.

We have to understand first that there are a lot of differences between the churches, that began in the fifth and sixth centuries, so to solve them all we need time, lots of meetings, and this is important, but the most important is to pray. This is the most important step, all the churches need to pray for the unity of the church.

But at the level of the Christians themselves, we love each other. We love the Catholics, the Protestants, all the people, and we respect each other. The hope of unity is not only our hope, it is the hope of Jesus himself. As He said in his prayer before the crucifixion, in John 17, He said to the Lord: “Keep through your Name those who you have given me, that they may be one as We are one”. This is the hope of Jesus, that we may be one as He is one with His Father.

So we hope that the time will come when we will be one Church, because the Church is the body of Christ and He is the head of this Church.


Ícone copta 
All the changes there have been in Egypt, is the situation for Christians better or worse since the fall of Mubarak?
The situation of Christians is nearly the same. We have to be honest. We hear about churches destroyed and burned. Women are kidnapped and after a time we are told that they became Muslims and got married, this is a shame, something that hurts the hearts of the families. This is something difficult for the church.

Every now and then they tell us that it will all be controlled, that the law will take the upper hand, we are all under the law, and even after investigations nothing changes, everything stays the same. We are in a time of change, we hope that in the future when everything is settled, things will be better, not only for Christians, but for all Egyptians.

How do you see the future of the Christian communities in other countries?
The future of the church and of the communities is in the hand of God, this is our Faith. The shepherd of the Church is Jesus Christ. There are changes at the church level and changes and challenges at the political level. This is life. People depart and others become leaders. The ones who depart, like Pope Shenouda and the Patriarch of Syria, for example, they are saints, and all are very good.

We are expecting more from the new leaders, this is our hope, we expect more for our churches and we expect more for the unity of the churches. We ask the Lord to give them more wisdom about how to deal with the challenges and the political changes happening nowadays. In our liturgy we pray, “As it was in the beginning, is now and forever shall be”, so the changes will be for good.

Is there a sense of solidarity amongst Middle Eastern Christians, or is the fact that there are so many different communities and churches an obstacle?
To some extent the differences are an obstacle. We are not so close to each other. People do not follow the events in different countries. But at the level of the leaders they are starting on the way to solidarity and unity.

Tuesday, 4 December 2012

9 – Novos líderes dos coptas e dos anglicanos

Por regra a eleição de um líder de uma grande confissão cristã acontece com pouca frequência. Não é comum, por isso, que no mesmo ano se dê a eleição de líderes de duas das mais importantes comunidades cristãs do mundo.

Estas duas eleições foram em tudo diferentes. Comecemos pelo Papa dos Coptas, porque foi o primeiro cronologicamente.

A 17 de Março morreu o Papa Shenouda III. Shenouda estava para a Igreja copta um pouco como João Paulo II para os católicos. Teve um papado de décadas e para gerações inteiras de coptas era o único líder que conheciam. Ainda por cima teve um papel muito importante em modernizar aquela que é a maior comunidade cristã do Médio Oriente e uma das mais antigas do mundo e, numa região conturbada, era um pilar de estabilidade.

Shenouda morreu precisamente numa altura de grande mudança regional e por isso o sentimento de orfandade foi realçado para os coptas. Como o processo de selecção para um novo Papa é tão complexo, foi preciso esperar meses até ter um novo líder e, durante esses meses, o Egipto passava por mudanças radicais sem que os coptas tivessem uma voz forte que intercedesse por eles.

Tudo isso mudou no dia 18 de Novembro com a eleição de Tawadros II. O futuro dirá, mas Tawadros já falou firmemente contra, por exemplo, a inclusão da Sharia na constituição do país, que está a ser preparada. A nível ecuménico a escolha parece ter sido feliz porque ele era apontado como o mais aberto em termos de diálogo com outras confissões cristãs e tem ampla experiência internacional. Isto é tanto mais importante quanto a Igreja Copta não tem grande tradição a nível do diálogo ecuménico e a investir nele seria sem dúvida um parceiro bem-vindo para católicos e ortodoxos.

De todo este processo ficam duas imagens muito fortes. Primeiro as cerimónias após a morte de Shenouda, sobretudo a do seu cadáver, paramentado e coroado, colocado no trono patriarcal para veneração e, radicalmente diferente, a imagem de uma criança vendada a retirar o nome do novo Papa do lote de três candidatos, assegurando assim a intervenção do Espírito Santo na escolha do líder de milhões de coptas no Egipto e no exterior.

Mudamos então completamente de ares e vamos para o Reino Unido, para uma Igreja que se afasta cada vez mais do Cristianismo tradicional que os coptas representam, a Igreja Anglicana.

O Arcebispo de Cantuária é uma espécie de “primus inter pares” na Comunhão Anglicana e acumula a tarefa de supervisionar a Igreja de Inglaterra e também de zelar pela unidade de toda a Comunhão Anglicana, o que tem provado ser um trabalho absolutamente impossível.

Rowan Williams é um homem afável, bom teólogo, se bem que bastante liberal, com quem é fácil simpatizar. O Papa, diz-se, gosta imenso dele. Mas era claramente o homem errado no lugar errado. Não tinha maneira de evitar a ruptura crescente da Comunhão Anglicana, entre liberais radicais nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e até certo ponto no próprio Reino Unido, e conservadores, sobretudo dos países africanos.

Durante a sua vigência diferentes primazes excomungaram-se uns aos outros, os americanos ignoraram todos os apelos no sentido da moderação e consagraram mais que um bispo a viver em relação homossexual e até aprovaram ritos de bênção de uniões homossexuais, tudo para horror não só dos anglicanos africanos mas também da Igreja Católica que deu a entender que o diálogo ecuménico já não iria a lado nenhum.

É neste contexto que Rowan Williams resigna e é eleito Justin Welby. Welby, um homem relativamente novo e com experiência no mundo empresarial será, espera-se, o homem certo para tentar garantir a unidade. Ainda por cima, vem de um espectro conservador do ponto de vista teológico mas relativamente liberal do ponto de vista litúrgico e por isso poderá eventualmente construir pontes.

Mas os primeiros tempos de Welby, que só será entronizado em Março, mas que para muitos fiéis e sobretudo para a imprensa já é “o” Arcebispo de Cantuária, não correm da melhor maneira.

Justin Welby
Questionado sobre um dos temas do momento, a introdução do “casamento” homossexual no Reino Unido, a que sempre se opôs, Welby admite repensar o assunto e no seu primeiro grande teste, a votação em sínodo para permitir a ordenação de mulheres bispo na Igreja de Inglaterra, é aplaudido longamente no seu discurso a defender a medida mas depois tem de vir a público lamentar o facto de o sínodo ter rejeitado a decisão e procurar meios para contornar as próprias regras anglicanas para ver se conseguem fazê-la passar para o ano em vez de esperar outros cinco.

A nível da Comunhão Welby ainda não foi devidamente testado mas dificilmente conseguirá melhor do que Williams durante os anos em que ocupou a sé de Cantuária, ou seja pouco mais que capitanear um navio claramenteà deriva e com pessoas a remar em direcções opostas.

Friday, 9 November 2012

The challenges facing the next coptic Pope

O bispo Angaelos, do Reino Unido
Full transcript of interview with bishop Angaelos, of the Coptic Church in the UK, regarding the election of Pope Tawadros. News report here.

Transcrição integral da entrevista com o bispo Angaelos, da Igreja Copta no Reino Unido, sobre a eleição do Papa Tawadros. Notícia aqui.

What can you tell us about Amba Tawadros?
Amba Tawadros is somebody who is a very good monk and bishop, has been serving with the current interim Patriarch for over 20 years and is somebody who has hands-on experience with diocesan work and administrative work, but also has a very firm spiritual foundation to everything he does. He is fluent in English and is forward thinking and he will be able to present very much to the church if he is chosen”.

What will the main challenges for the next Pope be?
There will be three main challenges.

First is the current situation in Egypt, which has changed significantly in the past almost two years. Not only in terms of the political administration and regime, but also in terms of people’s mind-set and the way they deal with issues, the concept of democracy being people saying whatever they want to say, regardless of responsibility, outcome or accountability. It’s almost a complete breakdown in the fear barrier which has led to a relative anarchy in some cases. There are greater security risks and political risks because the situation is not yet stable regarding the current president or his administration or Government. Engagement will have to be on constantly changing ground, moving ground, because nobody knows where things are going at the moment.

The second challenge is that the church has spread so far. Being a church that started in Egypt and is predominantly in Egypt, but a church that now exists all over the world, and being able to deal with that diversity is a challenge that is not impossible, because it has been met so far, but it is a challenge that will continue to increase because of the way that both the situation in the Middle East and in the West are constantly evolving.

The third challenge is that he steps into the shoes of the late Pope Shenouda, who was not only an exemplary and charismatic figure, but who was also there in that place for forty years. So he is dealing with a charismatic figure with 40 years of experience behind him, and stepping into those shoes will also be quite a task.

Having said that, we believe that God’s choice will be there, the Holy Spirit will empower him, and that he will not be acting alone, but that he will be guided as God sees fit for him and his people.

Monday, 5 November 2012

Habent x4

Sem pressão, estás só a escolher o Papa!
Habent Papam! Os Coptas ortodoxos já têm um novo líder. Uma criança de olhos vendados escolheu de uma urna a bola com o nome do bispo Tawadros, que se torna assim novo Papa daquela Igreja.

Hoje o Papa de Roma enviou uma mensagem de parabéns. É a única ocasião em que um Papa escreve a outro…


Habent Multos Deos! Na Índia uma organização encontrou uma forma original de salvar as árvores, pintando-as com imagens de deuses hindus e esperando que os locais, conhecidos pela sua devoção, não as cortem por isso.

Habent Comitia! Amanhã é dia de eleições nos EUA. Há muito em jogo e há muita religião no jogo. Mas felizmente está tudo explicado aqui…

Partilhar