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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

E o ano ainda agora começou...

O assunto do momento é o Irão. Este é um conflito que vai muito para além da religião, mas que também não se compreende sem a sua dimensão religiosa. Convido-vos a ler este artigo explicador que escrevi para a Renascença logo no dia depois do assassinato de Qassem Soleimani e aqui podem encontrar uma cronologia para perceber o que nos trouxe até aqui.

Lembram-se do rapaz católico que foi crucificado pelo mundo por supostamente ter gozado com um ancião nativo-americano depois da Marcha Pela Vida em Washington, o ano passado? Soube-se entretanto que a história estava muito mal contada e hoje recebeu uma indemnização da CNN.

2019 foi um ano recorde para a hostilidade anticristã no mundo, diz a fundação Ajuda à Igreja que Sofre. Aqui trazemos-lhe o que esperar da agenda do Papa em 2020 e convido-vos ainda a ler o meu segundo artigo sobre coisas a ter debaixo de olho neste novo ano: Hoje foco o caso do Cardeal Pell, que vai conhecer o desfecho final.

Há cerca de um mês no grupo do Facebook, um lefebvriano comentou a notícia da morte de um rabino com a frase: “Mais um fariseu no inferno”. É por essas e por outras que me deu o maior gosto traduzir o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre a importância do legado do cardeal Lustiger, que escreveu sobre si mesmo: “Nasci judeu. Recebi o nome do meu avô, Aaron. Tendo-me tornado cristão pela fé e pelo baptismo, permaneci judeu. Tal como os Apóstolos.”

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Religião - onde realidade e ficção são por vezes difíceis de distinguir

Como prometi no último, a partir deste ano estes mails servirão mais para partilhar textos de opinião e análise do que apanhados de notícias. É precisamente com esse objetivo que vos escrevo hoje, na esperança de que tenham tido um Santo Natal e uma excelente entrada em 2020.

Ao longo dos próximos dias vou tentar publicar uma série de curtos textos sobre coisas a que devemos estar atentos em 2020. Hoje começo com os Estados Unidos, onde teremos a possível reeleição de Donald Trump e como isso poderá afetar o Supremo Tribunal, cuja importância é muitas vezes subestimada por quem não vive naquele país.

Tenho também para partilhar convosco o artigo do The Catholic Thing em português, em que Stephen P. White analisa a forma como está a mudar a nossa visão dos bispos e o seu papel e convida os leigos a assumir as suas responsabilidades para que a Igreja se renove verdadeiramente.

Noutras notícias, destaque para o número de missionários assassinados em 2019, que inclui a “nossa” irmã Antónia e também para este explicador sobre o filme “Os Dois Papas” – onde acaba a realidade e começa a ficção? Devo dizer que tenho acompanhado com interesse o debate em torno do filme, mas como ainda não tive oportunidade de o ver, não escrevi nada sobre ele.

Por fim, este texto ajuda a compreender o conflito em Montenegro que envolve a Igreja Ortodoxa e aqui podem ler sobre o pedido de desculpas do Papa Francisco por ter feito a uma peregrina aquilo que eu faço aos meus filhos quando me puxam a mão, várias vezes por dia…

Para estar atento em 2020 – Trump e Ginsburg

Donald Trump tem sido uma das figuras dos últimos quatro anos e vai continuar a sê-lo pelo menos até novembro de 2020. O mais provável mesmo é continuar a sê-lo até 2024, para horror de quase todo o resto do mundo bem-pensante.

Naturalmente não tenho uma bola de cristal, mas há grandes possibilidades de Trump vencer a reeleição em novembro deste ano. Pessoalmente, preferia outro republicano, mas pessoas bem-informadas com quem tenho falado garantem-me que nenhum republicano tem possibilidade de o retirar da corrida.

Não devemos subestimar o apelo de Trump para uma grande parte do eleitorado americano e por mais que tentemos dizer que se trata simplesmente de um misto explosivo de racismo e estupidez, isso é demasiado simplista. A subida da direita populista é preocupante, sim, mas é uma reação natural a décadas de deriva populista de esquerda que nos brindaram com marcos de progresso humanitário como casas de banho mistas e homens a competir na categoria feminina em desportos vários.

Enquanto arranca os cabelos, a esquerda que considera que toda a gente que fica aquém do Bloco é fascista deve pensar no papel que desempenhou em promover a extrema direita. Se Passos Coelho é fascista, se Assunção Cristas é fascista e agora chamam a André Ventura fascista, então que se lixe, fascistas por fascistas voto naqueles que de facto dão voz às minhas preocupações, pensa o eleitor do Chega. Se acontece aqui, não haveria de acontecer em Itália, Espanha e nos Estados Unidos?

Para quem não se identifica com a esquerda progressista (vulgos fascistas, na terminologia do admirável mundo novo), mas também não está disposto a colocar os populistas no pedestal, a vitória de Trump tem coisas desagradáveis, mas tem uma que vale ouro, a possibilidade de reformular o Supremo Tribunal.

Desde que foi eleito, Trump nomeou dois juízes para o Supremo Tribunal americano. Um foi para substituir o porta-estandarte dos conservadores no tribunal, Antonin Scalia, que morreu inesperadamente. Entrou outro conservador, ficou ela por ela (ou ele por ele). O segundo foi para substituir Anthony Kennedy, que era um conservador moderado, que votava frequentemente com a ala liberal, incluindo em assuntos-chave. Foi o seu voto que permitiu legalizar o casamento homossexual no país inteiro, por exemplo.

Com Ruth Bader Ginsburg, porta-estandarte dos progressistas e uma das responsáveis pela liberalização do aborto nos EUA, a caminho dos 87 anos e a combater cancro do pulmão e do pâncreas e outro juiz liberal, Stephen Brayer, a caminho dos 82, é muito provável que o próximo Presidente tenha de fazer pelo menos uma, talvez duas nomeações para o Supremo. Goste-se ou não do modelo, a nomeação de dois conservadores para substituir dois liberais seria sem sombra de dúvida a maior vitória para os conservadores nos Estados Unidos, provavelmente mais importante que quaisquer danos reais que Trump pudesse impor ao país durante o resto do seu mandato.

Ruth Bader Ginsburg
Mais, as duas nomeações anteriores comprovam que Trump não tem medo de nomear conservadores reais e que, caso tenha o apoio do Congresso, não terá de fazer cedências e nomear alguém que seja conservador para algumas coisas e liberal para o que interessa.

A importância religiosa disto é evidente, uma vez que a liberdade religiosa está sob ataque como nunca esteve nos Estados Unidos (ver exemplospráticos aqui) e a esmagadora maioria desses casos só se decidem no Supremo.

Claro que nem tudo são rosas. Ter de aguentar mais quatro anos de figuras absurdas como Trump fez no anúncio da morte do líder do Estado Islâmico é penoso, como é penoso ter como figura de referência para um movimento que se quer de valores um homem que tão claramente não os parece ter. Para mim, o discurso desumanizante sobre os migrantes é também uma coisa gravíssima e lamentável. Contudo, os efeitos práticos de uma ou duas vitórias destas no Supremo não podem ser subestimados, como não pode ser subestimada a deriva progressista que acompanhará a eleição de qualquer candidato democrata.

Por isso é natural que a direita e os conservadores americanos, incluindo os que pessoalmente não gostam de Trump, estejam dispostos a aguentar com mais quatro anos deste por vezes triste espetáculo.

De uma coisa podem ter a certeza absoluta. Se Trump vencer em 2020 vamos ver uma campanha concertada entre fazedores de opinião e imprensa progressista para mudar o sistema do Tribunal, onde as nomeações são vitalícias e que em muitos casos funciona como um órgão legislativo. Esses apelos virão de precisamente as mesmas pessoas que aplaudiram de pé o Roe v. Wade, que legalizou o aborto e o Obergefell v. Hodges que legalizou o casamento gay, mas o que é a coerência para os arautos da nova humanidade?

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Newman e ditadores ressuscitados

O Cardeal John Henry Newman vai ser canonizado no dia 13 de Outubro!

Espanha vai apresentar queixa formal sobre o núncio apostólico. A culpa é do Franco, claro.

Numa altura em que o segredo da confissão está sob ataque em vários sítios, o Vaticano emitiu um documento a falara da importância da inviolabilidade.



Ultimamente tenho lido, sobretudo nas redes sociais, várias referências aos trabalhadores das organizações que resgatam migrantes no Mediterrâneo como “negreiros” e traficantes humanos. Segundo esta lógica, evidentemente, as freiras que ajudam prostitutas são chulos e as instituições que socorrem grávidas adolescentes estão a incentivar a sexualidade desregrada. É a lógica dos “bloquistas de direita”.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

A fé que moveu o autor na Rússia move agora o médico no Sudão

Apresento-vos o Dr. Tom Catena. Um herói dos nossos tempos, que atende cerca de 400 doentes por dia e faz mil cirurgias por ano. No Sudão. Como? Com muita fé.  


Donald Trump aprovou uma lei destinada a ajudar as vítimas do genocídio do Médio Oriente.

Na passada segunda-feira assinalaram-se os 70 anos da declaração universal dos Direitos do Homem. Podem esses direitos ser mudados? Se sim, valerá a pena sequer existir uma carta dos Direitos do Homem? O Papa Francisco pede aos líderes mundiais que ponham esses direitos no centro de todas as políticas.

E ontem assinalou-se outra efeméride importante, mas que passou despercebida à maioria. Aleksandr Solzhenitsyn foi dos maiores heróis do Século XX na luta contra o comunismo, juntamente com João Paulo II. No artigo desta semana do The Catholic Thing em português, Douglas Skries escreve sobre o autor e o homem que sofreu na pele os horrores do comunismo e o ajudou a desmascarar.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Kavanaugh e Nicarágua

A Igreja da Nicarágua suspendeu o seu papel de mediadora na crise política, depois de dois bispos e o núncio apostólico terem sido agredidos por paramilitares.

No Japão o número de mortos devido às cheias não pára de subir. O Papa enviou ontem um telegrama de solidariedade com aquele país.

Donald Trump nomeou ontem um candidato para suceder ao resignatário Anthony Kennedy, no Supremo Tribunal. Trata-se de Brett Kavanaugh.

E o que é que isso tem a ver com actualidade religiosa? Tudo, como se explica aqui.


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Nossa Senhora de Fátima protegida pelos páras

Drama na República Centro-Africana, onde uma igreja foi atacada ontem. Morreu um padre e cerca de 20 fiéis. A igreja chama-se Nossa Senhora de Fátima e está neste momento a ser protegida por paraquedistas portugueses.

É já daqui a 27 dias que os nossos deputados discutem se o Estado deve matar os seus cidadãos doentes e frágeis. A Renascença falou hoje com uma psicóloga belga que diz algo que deveria parecer óbvio: “A Eutanásia por sofrimento mental compromete todo o sector dos cuidados em saúde mental”.

Enquanto se fala de eutanásia já vai avançando a questão da mudança de género. O assunto vai ser debatido nos Jerónimos na sexta-feira, não percam. Detalhes no anexo.

A Administração americana é acusada de não fazer o suficiente para proteger a liberdade religiosa no mundo.

Há um novo príncipe! Não, não é o Louis… Este tem 73 anos e bigode e é o novo grão-mestre da Ordem de Malta.

Os bispos alemães criticam a decisão do Governo regional da Baviera de colocar crucifixos nos edifícios públicos.

Ainda o caso Alfie Evans, desta vez no artigo do The Catholic Thing desta semana, onde Stephen White põe o dedo na ferida e destaca o perigo inerente à ingerência do Estado os assuntos das famílias, apoiado nas palavras de Leão XIII.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Avaliando o Progresso na Luta pela Vida

Alan L. Anderson
Na passada sexta-feira realizou-se a 45.ª Marcha pela Vida, em Washington, pelo que vale a pena ponderar os significativos progressos feitos ao longo do último ano na tentativa de assegurar o mais fundamental dos direitos que Deus nos concede – o direito à vida. As conquistas têm sido ao nível público e por vezes político, mas nestas questões convém lembrar sempre que os nossos verdadeiros inimigos são os “poderes e potestades”, “tronos e dominações”, sobre os quais São Paulo nos avisou.

Alguns pró-vida, sobretudo os que estavam preocupados com as credenciais de Donald Trump neste campo, poderão estar agradavelmente surpreendidos com o facto de, durante este seu primeiro ano no poder, se ter revelado um aliado fiável. Seja qual for a opinião dele no geral, agiu de forma rápida e sólida para inverter o percurso impiedoso e anti-vida do seu antecessor Barack Obama. Trump nomeou e garantiu a confirmação do juiz pró-vida Neil Gorsuch para o Supremo Tribunal americano. Foi a nomeação pró-vida mais importante de várias, incluindo o senador Jeff Sessions para procurador-geral e Sarah Huckabee Sanders como chefe do gabinete de imprensa.

Na arena política, Trump não só reinstituiu como expandiu dramaticamente a Política da Cidade do México, que proíbe o financiamento federal de organizações não-governamentais que praticam e promovem o aborto; retirou também o financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e promulgou regulamentos que permitem aos Estados desviar fundos da Planned Parenthood.

Em Outubro o Departamento de Saúde e Serviços Humanos expandiu significativamente as objecções de consciência para funcionários ao abrigo do Mandato de Contracepção do Obamacare. Também em Outubro a Câmara dos Representantes aprovou uma lei que protege nascituros capazes de sentir dor, embora essa lei esteja actualmente presa no Senado. Da mesma forma (graças a senadores como Marco Rubio e Mike Lee, que se mantiveram firmes para que fosse aprovada), a lei de reforma fiscal inclui um maior crédito fiscal para crianças, que será muito benéfico para famílias trabalhadoras, promovendo assim ainda mais uma cultura da vida.

Infelizmente também houve retrocessos ao nível dos estados. Por exemplo, o governador republicano do Illinois, Bruce Rauner, assinou uma lei radical e anti-vida que financia os abortos e declara que o aborto continuará a ser legal naquele estado, mesmo que o Roe V. Wade seja revogado. Da mesma forma, tentativas por parte dos estados de Texas e da Virgínia para retirar o financiamento à Planned Parenthood foram frustrados por um juiz e um governador anti-vida, respectivamente.

Fraco consolo para a malta da Planned Parenthood, contudo, uma vez que foi anunciado para o final de 2017 que o FBI e o Departamento de Justiça lançaram uma investigação acerca da venda de tecidos fetais obtidos através de abortos.

Mas outras duas histórias – daquelas que desaparecem tão depressa que não temos tempo de avaliar a sua importância – que também apareceram no final de 2017 e que nos dão que pensar, recordam-nos de que embora as nossas batalhas se travem na arena política, jurídica e burocrática, esta continua a ser, na sua raiz, uma guerra espiritual.

Primeiro, duas figuras mediáticas conhecidas – Chip e Joanna Gaines do programa “Fixer Upper” – anunciaram que estão à espera do seu quinto filho. As redes sociais explodiram com reacções ferozes. Um crítico observou que “a sobrepopulação está a matar o planeta. Ter outra criança é um acto irresponsável”, o que levanta o véu bonitinho que pretende esconder o que o movimento pró-aborto tem em mente quando fala de “escolha”. Outros pareciam regozijar-se com os boatos sensacionalistas de que o casamento do casal estava em perigo, sugerindo que apenas estavam a ter mais um bebé para tentar salvar a relação. “Ter um bebé não vai melhorar a vossa vida”, disse um. Um casal anuncia que vai ter mais um bebé – um momento belo, um momento de celebração – e chovem mentiras e fealdade. Os demónios estão certamente satisfeitos.

Depois, surgiu um video no YouTube, postado pela Students for Life of America, no dia 4 de Janeiro, que serve para nos mostrar os progressos feitos pelo Pai da Mentira nas nossas instituições de ensino superior de elite. O vídeo mostra um aluno na Universidade de Tennessee a argumentar, de forma calma e serena, a favor da legitimidade do infanticídio, argumentando que uma vez que crianças de dois anos não são “sensíveis” – uma palavra cujo significado parece muito orgulhoso de conhecer – não têm direito à vida. Muitos de nós conhecemos académicos, como
Peter Singer e Steven Pinker que apresentaram argumentos igualmente “insensíveis”. Mas que estas opiniões tão assustadoras possam ser expressas de forma tão descomprometida por um jovem num campus em Knoxville, Tennessee, deve servir para nos alertar sobre o quão longe se espalhou este espírito nocivo que continua a afectar negativamente a nossa cultura.

Claro que devemos continuar as marchas, o exercício dos nossos direitos políticos e os processos. Mas não nos esqueçamos das nossas armas mais poderosas – esmola, jejum e oração, sobretudo o terço. O combate é espiritual e no final de contas vencer-se-á no plano espiritual. A conversão das leis virá depois da conversão dos corações. Seria fácil deixarmo-nos desencorajar nesta tarefa, mas devemo-nos lembrar sempre que “Para Deus tudo é possível” (Mt. 19,26).

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós e pelos nascituros que tentamos proteger.


Alan L. Anderson trabalha há mais de vinte anos para a diocese católica de Peoria, ao nível paroquial e diocesano. É um convertido, ia de quatro filhos e escreve sobre cultura e fé a partir de Roanoke, Illinois.

(Publicado pela primeira vez na sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018 em The Catholic Thing)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Bombas para todos os gostos e desgostos

Calma meninas...
A visita do Papa ao Chile promete… Hoje quatro igrejas foram atacadas na capital e foram deixadas ameaças directas a Francisco.

Se no caso de Francisco são só – por enquanto – ameaças, na Síria o caso é mais sério. Hoje temos a história do arcebispo que se levantou da sesta para ir à casa de banho e segundos depois caiu-lhe um morteiro na cama. Sobreviveu por milagre.

Outra arquidiocese, outra bomba… Braga vai apresentar uma proposta de acompanhamento de pessoas em situação matrimonial irregular, incluindo a possibilidade de acederem aos sacramentos, à luz do Amoris Laetitia.

Com Donald Trump as bombas são outras. Ontem terá dito – embora ele nega – coisas pouco agradáveis sobre países em desenvolvimento. O jornal do Vaticano lamenta a linguagem “dura e agressiva”.

Nos últimos dias recebeu uma mensagem no telefone ou no mail a pedir orações por 22 missionários cristãos prestes a serem executados no Afeganistão? Então leia isto, e partilhe com quem lhe enviou. O mundo agradece.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Buda, São Francisco de Assis e Donald Trump

Católicos de diferentes regiões na missa com o Papa Francisco
O Papa Francisco continua a sua viagem pela Birmânia e esta manhã teve o primeiro verdadeiro encontro com o povo católico, vendo uma Igreja viva que nos últimos anos tem multiplicado o número de padres, freiras e até dioceses.

Depois o Papa encontrou-se com líderes budistas, traçando uma comparação entre Buda e São Francisco de Assis. No respectivo artigo pode encontrar ainda alguma contextualização sobre a politização do budismo naquele país.

Em Portugal, a diocese de Bragança-Miranda quer despertar a consciência das pessoas para a deficiência.

Nos EUA Donald Trump achou que seria boa ideia publicar vídeos partilhados por elementos da extrema direita inglesa que mostram actos de violência alegadamente praticados por muçulmanos.

E já que falamos de Trump, no artigo desta semana do The Catholic Thing em português David Warren pega no famoso slogan do Presidente americano, adapta-o e pergunta se não seria preferível “Make America Christian Again”?

Make America Christian Again

David Warren
O erro é um grande dissipador de tempo e de energia. Quem o disse foi Goethe, numa carta que escreveu a alguém, mas poderia ter sido outra pessoa qualquer, em qualquer outro lado. Sim, Goethe diz que num mundo em que o erro se repete de forma incessante, a verdade deve ser repetida frequentemente.

Recordei-me desta máxima devido ao meu péssimo hábito de ler as notícias – outra actividade que dissipa tempo e energia. As notícias confundem-nos. Certamente não é preciso dar exemplos.

Há tolos santos, embora actualmente sejam difíceis de encontrar; há tolos triviais; e depois há tolos maliciosos. Estes útimos são grandes dissipadores, não só deles mesmos. Faríamos bem em ignorá-los totalmente, mas o problema é que tendem a ser ambiciosos. É preciso tempo e energia para os travar.

Na América de hoje (enquanto Canadiano incluo-me neste continente), parece que o erro está consagrado na Constituiçao. Está expresso como separação entre Igreja e Estado. Isso significa uma coisa para os seus autores, que eram cristãos, e outra para os seus descendentes pagãos.

Ao excluir da vida pública os próprios princípios sobre os quais se fundou a sociedade americana, o erro fica com uma espécie de monopólio, para ser imposto por um sem número de departamentos de Estado.

Aqui neste “espaço seguro” somos maioritariamente católicos, e os pais fundadores (pré e pós-revolução) eram maioritariamente protestantes, mas as verdades fundamentais a que se referiam atravessavam fronteiras confessionais.

A Virgínia, o Massachusetts e o Québec eram regiões bem distintas, tanto em termos eclesiais como gerais, mas para um observador da China seriam bastante semelhantes. A noção do homem num mundo decaído, nascido escravo do pecado e a precisar de redenção, era comum a todas as facções. Daqui seguiam muitas particularidades.

Entre os poucos filmes que já vi inclui-se “Nashville”, realizado pelo falecido Robert Altman, para o bicentenário dos Estados Unidos. Entre os seus enredos inclui-se a odisseia de uma jornalista pretensiosa da BBC (desempenhada por Geraldine Chaplin), em busca da “verdadeira América”, mas constantemente a enganar-se.

Num certo domingo de manhã ela encontra-se num gigantesco parque de estacionamento, cheio de autocarros escolares amarelos. Encontra nestes monstros metálicos um grande simbolismo.

Mas depois a câmara mostra-nos várias igrejas – baptistas, metodistas, episcopalianas, etc. – em que se encontram os vários protagonistas cómicos do filme. Todos estão a cantar, a rezar e a ouvir homilias. Aí vemos a “verdadeira América” que a menina bem de Inglaterra não tinha conseguido ver.

Refiro o filme apenas porque é tão recente; afinal de contas, 1976 não foi assim há tanto tempo. Eu lembro-me da data e estou na casa dos 60. Lembro-me que quando estava a crescer em Ontário o que era normal era ir à Igreja. Eu não fui criado por cristãos praticantes, mas percebia que isso é que era fora do comum.

De certa forma os meus pais eram liberais à moda antiga, anticlericais por disposição e a minha mãe, na verdade, era conscientemente ateia, mas penso que nunca lhes passou pela cabeça sugerir que a cultura religiosa do continente inteiro tinha de ser destruída. Até dizia que “os crentes são mais bem-comportados”.

Isso porque dão por adquiridas coisas sobre as quais os outros precisam de reflectir – com todos os erros que se seguem naturalmente quando alguém precisa de reinventar a moralidade a partir do zero. Os crentes tinham noções básicas do bem e do mal, implantadas desde pouco depois do nascimento. Até as crianças de lares sem fé absorviam estes valores da sociedade em geral.

Sim, a maioria dos crentes era hipócrita; e também eram ateus, na prática, naqueles momentos em que se esqueciam que Deus nos observa. Esta não é uma particularidade dos cristãos, mas da condição humana: encontramo-nos frequentemente no erro.

E é por isso que Goethe – também ele um liberal à antiga – diz que devemos regressar à verdade, como quem desperta do sono, sentindo-se refrescado. Domingo, “todo o santo Domingo”, era o nosso toque de despertar.

Não sou um daqueles parvos ingénuos que pensa que a América simplesmente pensou duas vezes e concluiu, de forma democrática, que a religião era inconveniente e dispensável. Deu muito trabalho minar a religião, resultado de uma “longa marcha pelas instituições” dos progressistas. Foi preciso muita capitulação das nossas figuras de autoridade.

E como todos sabem – e como todos os progressistas gostam de proclamar – a história não anda para trás. Não há nada na antiga América que se vá reedificar espontaneamente. Não foi sozinha que se edificou, foi resultado do trabalho e da aspiração humana, com raízes muito anteriores à sua própria descoberta e povoação.

Muita coisa foi destruída no espaço de duas gerações. Não estamos perante uma transição geracional, mas civilizacional. Quando abandonamos o Cristianismo, o nosso passado cristão torna-se incompreensível para nós. Os nossos antepassados tornam-se impossivelmente estranhos. A sua prática religiosa torna-se um factor de alienação. Os cristãos sobreviventes tornam-se uma seita exótica minoritária que precisa de ser cuidadosamente regulada e vigiada pelo Governo.

O slogan “Make America Great Again” pode ter resultado durante a última eleição presidencial, mas são palavras vazias. Partem do princípio que houve uma América que em tempos foi grande. Talvez tenha havido, mas esta já não é a América. “Já não estamos no Kansas”

Mesmo o conceito de grandiosidade é vazio se não puder ser especificado. Estamos a falar de grandeza geográfica? Mas isso já somos. Económica? Mas já produzimos bens de gosto duvidoso em quantidades sem precedentes. Ou estaremos a falar de um conceito de virtude e de nobreza?

Claro que é isso, apesar da confusão. Mas sem um conceito claro do que é nobre e virtuoso continuamos desorientados. E estas coisas não virão do nada.

E é por isso que proponho um slogan alternativo, “Make America Christian Again”. E já que a história não anda para trás, concentremo-nos em fazê-la católica, desta vez. Caso contrário estaremos a dissipar tempo e energia. 


David Warren é o ex-director da revista Idler e é cronista no Ottowa Citizen. Tem uma larga experiência no próximo e extreme oriente. O seu blog pessoal chama-se Essays in Idelness.

(Publicado pela primeira vez na sexta-feira, 24 de Novembro de 2017 em The Catholic Thing)

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Charlie em Paz, feministas zangadas e "transgéneros"

Charlie Gard, finalmente em paz
Ao fim de uma longa batalha legal, que cativou o mundo, Charlie Gard está finalmente em paz. Este caso motivou muitas opiniões, algumas apaixonadas, muitas desinformadas. Sugiro a leitura deste artigo.

Mais uma sexta-feira, mais um ataque terrorista. Desta vez foi na Alemanha.

Bispos, tenham cuidado! Elas andam aí. Quem são elas? São o Comando Feminista Informal para a Acção Antiautoritária que atacou a sede da Conferência Episcopal no México.

Está a sentir-se generoso? Ajude lá os Leigos para o desenvolvimento a ajudar os miúdos santomenses a ajudar a sua comunidade através do surf.

Donald Trump proibiu as pessoas “transgénero” de servirem nas forças armadas americanas. É uma decisão parva, motivada por uma série de outras decisões parvas, tudo assente no mito de que um homem se pode transforar numa mulher. Leia aqui porquê.

Há artigo novo do The Catholic Thing. O padre Paul Scalia pega no Evangelho do domingo passado para explicar porque é que as pessoas não devem levar longe demais o seu zelo em expulsar o joio – leia-se outras pessoas – de entre o trigo. Vale muito a pena ler numa altura em que as tensões e divisões na Igreja se acentuam.

Como é costume, o Actualidade Religiosa vai de férias durante as próximas semanas, salvo alguma notícia urgente. Vão acompanhando o blog para ver os artigos do The Catholic Thing ou artigos da minha autoria e já sabem que no grupo do Facebook há sempre discussões animadas…

Trump & Trans: O mundo de pernas para o ar

Trump e os transgéneros, tudo mal desde o princípio
Há poucos dias Donald Trump anunciou – através do Twitter, como é seu estilo – que vai proibir as pessoas transgénero de servirem nas Forças Armadas, uma vez que a missão destas é proteger o país e não podem mais suportar os custos médicos inerentes à presença daquelas.

Logo surgiram gritos de discriminação, homofobia, transfobia e alguém foi buscar dados que mostram que as Forças Armadas gastam cinco vezes mais em viagra para os seus soldados do que em operações de mudança de sexo.

Esta não devia ser uma questão complicada de analisar, mas infelizmente é. Porquê? Porque estamos a discuti-la com as bases inquinadas… Vamos por pontos.

1º O problema aqui centra-se numa comunidade específica que se identifica como “transgénero”. Mas – e lamento aqui ter de vos assustar com um pouco de ciência – não existem mulheres e homens transgénero. Existem mulheres, e existem homens. Algumas mulheres pensam que são homens. Alguns homens pensam que são mulheres. Alguns homens e mulheres pensam até que são outras coisas. Alguns homens mutilam-se e drogam-se para poderem parecer mulheres e algumas mulheres mutilam-se e drogam-se para parecer homens. Mas da mesma maneira que eu não fico mais novo se fizer um implante de cabelo, nem fico mais velho se pintar o pouco cabelo que ainda tenho de branco, um homem mutilado, drogado e com uma saia não se transforma numa mulher, e vice-versa.

2º Se um homem ou uma mulher estão aptos física e psicologicamente, então devem poder servir nas Forças Armadas e devem ser integrados nas Forças Armadas na qualidade de homem ou mulher que são, de facto, e não como se imaginam ou como gostariam de ser.

3º O facto de um homem se identificar com uma mulher ou de uma mulher se identificar com um homem revela uma instabilidade psicológica? Excepto na muito reduzida quantidade de casos em que existe uma disforia de género clinicamente comprovada, penso que isso é evidente. Deve isso excluir a sua participação nas Forças Armadas? Só isso, a meu ver – que não sou psicólogo nem especialista no assunto – não deve ser impedimento. Eu também acho que as pessoas que gostam de se vestir de verde e participar em rituais semanais de humilhação colectiva não devem bater bem da cabeça, mas não é por isso que são piores pais de família, bombeiros ou soldados. Se, porém, um homem diz que o facto de ter de ser tratado como um homem pelas Forças Armadas é para ele insuportável, então haverá uma clara incompatibilidade.

4º Se eu percebo porque é que as Forças Armadas americanas pagam os cuidados de saúde básicos dos seus membros, com destaque especial para mutilados e traumatizados de guerra, por exemplo, confesso que não faço a menor ideia porque é que devem pagar a homens e mulheres fisicamente saudáveis operações ou tratamentos que os mutilam ou alteram o regular funcionamento do seu corpo. A ideia de que essa mutilação física é necessária para que haja bem-estar psicológico não só não está comprovada pela ciência, como os estudos apontam precisamente no sentido contrário.

5º Já que estamos nesta, também não faço a menor ideia porque é que as Forças Armadas andam a comprar viagra para os seus soldados…

Resumindo. Trump tomou uma decisão parva, com uma justificação parva. Mas fê-lo dando continuidade a uma já longa e honrada tradição de parvoíces, que atingiu o seu cúmulo quando alguém nas Forças Armadas decidiu que seria adequado e boa ideia financiar operações medicamente desnecessárias aos seus soldados.

Se Trump, em vez de excluir das Forças Armadas homens e mulheres que, tanto quanto eu ou ele sabemos, podem ser excelentes soldados e têm vontade de servir o seu país, se limitasse a rescindir a prática absurda de financiar as operações de mudança de sexo tinha-se evitado este problema. Seria acusado de homofobia e de transfobia de qualquer maneira, como tem sido desde que apareceu na cena política, mas pelo menos teria razão.

Último ponto. Deve este texto ser lido como uma crítica ou desvalorização pessoal de homens ou de mulheres que, tragicamente, não estão em paz com a sua própria biologia? Não, não deve. Eles e elas não deixam de ser pessoas com uma dignidade indelével que devem ser amadas, respeitadas e apoiadas. Mas apoiar, amar e respeitar alguém não implica alinhar com uma fantasia irracional, sobretudo quando ela pretende impor-se à sociedade, querendo obrigado todo o resto do mundo a compactuar com aquilo que é, na verdade, uma mentira.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Deus te guarde Charlie Gard

Charlie Gard com os pais
Nos últimos dias tem-se falado bastante do caso de um bebé inglês, chamado Charlie Gard. É uma história triste, de contornos difíceis e polémicos que infelizmente colocou os pais contra o hospital onde tem sido tratado e acabou por merecer comentários do Papa e do Trump. A história explicada aqui.

O Papa vai visitar a sede da FAO em Outubro e diz que é preciso mais do que boas intenções para combater a fome.

Decorre por estes dias o torneio de futsal de padres, este ano em Santiago do Cacém.


E a Congregação para a Doutrina da Fé mudou de chefia. O novo responsável é o jesuíta Luis Ladaria.

Por fim, conheçam o caso deste Centro de Noite para idosos que pretende dar algum merecido descanso aos cuidadores.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Árabes consagram em Fátima, ameaçam no Curdistão e perdem nos EUA

Curdos próximos da independência no Iraque
Quem esteve em Fátima no fim-de-semana não pode ter deixado de se surpreender com a quantidade de pessoas que falavam árabe nas ruas. A explicação é fácil. Milhares de libaneses vieram ao santuário consagrar o seu país a Nossa Senhora. A sua protecção, dizem, tem evitado que a guerra da Síria passe a fronteira.

É lançado amanhã o novo livro de José Luís Nunes Martins, colunista da Renascença. Vale a pena ler esta entrevista para aguçar o apetite.

Domingo há ordenações um pouco por todo o país. Em Vila Real são dois os jovens que serão feitos sacerdotes. No dia seguinte estarão já a participar no torneio de futebol para padres…

Nos EUA o Supremo Tribunal deu a Donald Trump uma meia vitória na questão da proibição de entrada de muçulmanos no país.

Esta semana olhamos de perto para o que se passa no Iraque. A cidade de Mossul está prestes a ser libertada das garras do Estado Islâmico mas o futuro pode ainda trazer complicações. A agravar o problema temos o referendo pela independência anunciado pelo Curdistão Iraquiano para Setembro. Poderá estar prestes a nascer um novo Estado?

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing sobre a cristofobia e, indirectamente, a islamofobia do político americano Bernie Sanders.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Camisolas que Compensam Chapadas

"Francisco, toma a minha camisola"
Donald Trump poderá anunciar ainda hoje a saída dos Acordos de Paris. O Vaticano sentirá isso como uma “chapada na cara” e os bispos católicos americanos pedem ao Presidente que honre os seus compromissos.

O Papa Francisco recebeu esta quinta-feira mais uma camisola de futebol para a sua já assinalável colecção…

Morreu o antigo líder da Igreja Greco-Católica da Ucrânia. Saiba quem foi o cardeal Husar.

Decorreu ontem um seminário sobre “Paz e Futuro da Humanidade” que contou com a presença do bispo das forças armadas e do bispo da Igreja Lusitana.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Trump, Francisco e a Mantilha de Melania

Nossa Senhora Auxiliadora da China
A notícia do dia é o encontro entre Trump e o Papa Francisco. Falaram sobre muita coisa e trocaram presentes mas claro que o que gerou mais atenção foi a roupa de Melania e de Ivanka Trump. Se não sabe porque é que estavam de preto, aproveite para descobrir.

Hoje é dia de oração pela Igreja na China. O cardeal Joseph Zen reza mas aproveita também para criticar o regime.

Uma capela na Índia dedicada a Nossa Senhora de Fátima foi vandalizada por fanáticos hindus.

Sabia que existe uma Bíblia escrita em verso? Pois é verdade! E é de autoria portuguesa…

O Papa nomeou novos cardeais. Há surpresas não só pelos locais representados, mas também pelo facto de um deles ser bispo auxiliar de uma diocese cujo bispo não é cardeal.

E os terroristas continuam a fazer das suas. Na segunda-feira à noite deu-se o terrível ataque em Manchester, mas nas Filipinas também houve novos confrontos.

Leiam também o artigo desta quarta-feira do The Catholic Thing em que o padre Gerald Murray escreve sobre a importância da verdade e da realidade também nas relações ecuménicas. O tema aqui é a validade das ordens anglicanas, o que pode parecer uma ninharia,mas na realidade tem bastante importância.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

R. R. Reno: "Transgender debate is one step too far for progressives"

This is a full transcript, in the original English, of my interview with R. R. Reno, of First Things. Please not that this interview was done on March 30th, which must be taken into account regarding answers about President Trump and the Suprem Court nomination, for example. The news story, in Portuguese, can be read here.

Esta é uma transcrição integral, no inglês original, da minha entrevista com R. R. Reno, editor da First Things. A entrevista foi feita no dia 30 de Março, o que deve ser tido em conta no que diz respeito a temas como a presidência Trump e a nomeação para o Supremo Tribunal, por exemplo. A reportagem pode ser lida aqui.

What is it you are here to talk about?
It is my view that the post-war era is ending, culturally and politically and what I am going to talk about tonight is not the political side of things, but what I call a spiritual, metaphysical diagnosis of the populism that seems to be abroad in Europe and the United States, so that we can orient ourselves, not just as Christians but also generally as engaged citizens, into the social realities that we face.

First Things was founded in 1990 with the intention of influencing the public square. Since then the magazine and website has become a reference in its field, but considering all that has changed in American society… Do you feel First Things has failed in its overall goal?
The journal was founded in order to fill a vacuum. Our American elites had been, for most of the XXth Century - at least for the first half of the XXth Century - very deeply influenced by liberal protestant thinking. While one can critique liberal Protestantism theologically, it still meant that our political culture was influenced in a pretty deep way by an engagement with Christianity.

That began to diminish after the 1960's, and the idea was to start the magazine to renew the strength of the religious voice at a very high intellectual level, that would engage culturally. Have we failed? It’s always difficult, because it is a counterfactual... What if we had not been around? Would American society be even more secularized than it currently is? But I do agree that the trend has been, among our leadership class, towards what I would think of as a policy economic thinking about political culture, and not a philosophical/theological way of thinking about political culture.

But it is my view, and this is what my lecture will be about tonight, that the narrow, almost anti-metaphysical approach to politics is not humanly satisfying, and so it may be coming to an end.

This is connected to the theory in one of your more recent books, “Ressurecting the idea of a Christian Society”. Is that still possible in America, for example?
I think we have a Christian society in America, I think you have Christian societies over here in Europe. The ancient Romans would have let people drown in the Mediterranean, but contemporary Europe is courting very challenging social and political issues, with respect to migrants, precisely because of the fact that Christianity is still in the DNA of the West. So the question is: How can we reactivate that DNA, in a way that could renew our societies and make them more vital and more engaged and able to meet the challenges that we currently face? So my book is not an argument that we are going to go back to the way things were two, three or four generations ago, but instead that a vibrant Christian minority can revitalize the Christian influence and be a leaven in contemporary society. So as I say, Christianity is part of the DNA of the West. It doesn't take much, actually, to reactivate that DNA.

Yet being part of the DNA of the West, we see many secularists bending over backwards to deny that it is. Is that a danger?
They say it’s not because they want a different kind of future. It’s a kind of a compliment to the power of an idea that it gets repudiated with vigor. You ignore things that have no influence on the future. Because you don't have to worry about them. No one is worried about feudalism because this is not a living possibility. But secular progressives denounce the possibility of a Christian society because it is a real possibility.

The term “Culture wars” has become famous in America, but is the time for a culture war mentality over?
You can't paper over deep and profound differences in the view of human flourishing in a society. The American culture wars are not a function of random and unprovoked aggression; they reflect a deep division in our society about what it means to be a human person.

The constant being on the defensive, and the hostile language in the debates, is that something that can be toned down, would it be possible to find middle ground?
It seems to me that the sexual revolution, which is really the focal point in the United States of almost all of these cultural debates, they all, in some way, have something to do with the sexual revolution, it’s really about whether or not our bodies have moral meaning and so something like transgenderism, or doctor assisted suicide are both denials that bodies have moral meaning, and that we give them meaning through our choices and through our will. This is fundamentally at odds with the Christian doctrine of creation.

I think you can obviously approach these differences in a spirit of charity, and certainly calmly, and without vitriolic angry language, but you can't deny this deep difference about arguably one of the most fundamental questions about what it means to be human.

For a while, with victories in state referenda, it seemed like the gay marriage debate might be going well, but since then it crashed and burned… Is it a lost cause?
Yes and no... The victories were narrower and narrower, and the trend was going against those of us who though that it was really crucial to preserve traditional ideas in marriage. So I think it’s right to say that there is no one political party or figure that is out in the United States arguing to roll back gay marriage. This is different from the pro-life cause, because it is more difficult to speak about what is at stake. Whereas the question of the sanctity of life, with abortion or doctor assisted suicide, it is so clear... But what is the harm of gay marriage? It is very difficult to articulate in a soundbite, first of all.

Second of all, there are people now who are married, so what are you going to do if you go back to a traditional understanding of marriage? So it is a much more complicated issue.

I think the imperative in the United States is for people like me and other conservatives to try to discern how to reinvigorate the culture of marriage, because it is in trouble in the United States, and especially in trouble with people at the bottom of the social scale, who are marrying with greater and greater infrequency. These are people whose lives are already very at risk, so the security and the stability that marriage provides are really even more important for them, and paradoxically the well-educated and well-to-do have reconsolidated around a very strong culture of marriage, so we have an unequal society in America, not just economically, but also culturally, where marriage is something that is increasingly inaccessible to the poor and something that is readily accessible to the well-to-do

And now the transgender debate… What are your expectations?
I think this is a bridge to far for the sexual liberation crowd. Also, it clarifies what is at stake, because it is not about sex, it's about our bodies. And I think that frames things differently, politically. It looks like it’s probably a loser at the polls for progressives, in a way that gay marriage wasn't. One can never predict the future about these things, but it could be that this turns out to be something that the public... Americans are very tolerant and they don't want to tell people what to do, but they also don't want to be told that their children have to use the bathrooms that are being used by somebody of the opposite sex, and that seems to actually strike a chord. I've talked to a lot of my friends who are liberals and progressives who roll their eyes over this issue. They were quite sincere and ardent about how it was morally necessary to affirm gay unions, but on this one, not so much.

In the midst of all this there are several issues regarding religious freedom. Is religious freedom under threat?
I always counseled my friends in the USA to not become too hysterical about threats to religious freedom. Under the Obama Administration there most certainly were threats to religious freedom, but they were on the margins, but we were not anywhere near a situation where the state was going to dictate what could and could not be said from the pulpit, so I think some of the core protections of religious freedom in the US are quite solid. But it is on the margins, about whether or not can do the corporal works of mercy, in the public square, in accord with their beliefs. That is where the adoption agencies, and medical care especially, where reach on these hot button issues of abortion, euthanasia, gay marriage, and things like that, where we are facing problems, and also in the areas of education, where we are facing problems.

With the Trump administration it seems extremely unlikely that this administration is going to press the progressive causes in these areas, so I think the pressure is off in the short term.

Moving on to the current political landscape, many Catholics opposed Trump from the beginning, but you were not among them and then you endorsed him in October. How do you evaluate his presidency so far?
It’s a mixed bag. Many of my friends who did sign that letter against Trump I think had legitimate worries about his competency to actually govern. And this administration is one that is quite chaotic in many respects, on one hand.

On the other hand those of us who thought – and I am among them – that we were on an unsustainable trajectory, and that we had to get on a different track, I think that Trump's election and this current administration has put the cultural political future of America up for grabs. And it has disrupted the trajectory that we were on. And that has happened. And as I mentioned, in the area of religious freedom, the results could be quite favorable to the churches, and in the pro-life cause there is reason to hope for progress, within the constraints of our culture in the United States.

So I think the jury is out on this administration. My hope is that Trump will break down what I think is an undue ideological commitment to free markets on the Republican Party's side, so we can have a kind of conservatism in America that seeks limited government, space for civil society, but doesn't make a God of free-market ideology. I am hoping we can do that, and I am gratified that the health care bill failed, because I don't think we should revise our current health care system without clearly expanding the scope of coverage, rather than limiting the scope of coverage. And he has expressed a desire, certainly a commitment to defending the American social safety net, against arguments that it has to limited or privatized.

So I think those are good things. We need to break down, in the United States, a narrow ideological competition between free-market republicanism and a politic of a culturally progressive democratic party. It would be healthy to get away from that, and that would help minimize the divisive effect of the culture wars as well.

Neil Gorsuch
Do you believe Gorsuch will become a Supreme Court judge? And how important is that?
Certainly! He sailed through the confirmation hearings. Democrats may resist him, in which case the republicans will pick a procedural vote to get rid of the filibuster option, so we would have to have a revolution for him not to become a Supreme Court justice.

The real question is the next one. There are some very elderly people on the United States Supreme Court and the ones who are elderly are the liberal ones, so there is a good chance that he will appoint another Supreme Court justice over the course of the next four years, and that will be a real battle, because that is going to wind up changing the ideological complexion of the court. Gorsuch can go through. The democrats won't like it, they are going to grand-stand for their voters, and supporters, but in the end they'll say “ok we'll just have to swallow this one” and the next one they'll go all out.

First Things has published, among others has published some harsh criticism of Pope Francis, namely around the Amoris Laetitia debate. What is your assessment of the papacy, four years in?
I think the Papacy is a study in paradoxes. I think the Holy Father is a man who runs on very powerful intuition, rather than systematic thought, and so he can say contradictory things. He can strongly denounce the way our culture in the West is undermining the difference between men and women, and then turn around and really urge a pastoral approach to difficult questions and reject a legalistic approach, and then you are left wondering ok, so, how do I respond to this matter of transgenderism for instance? He doesn't give you very clear guidance. So I think the jury is out on the Papacy. I do think that the Papacy, the confusions that flow from the Vatican, in all fairness, reflect the unsettled mind of the Church that was masked by the towering intellectual and spiritual leadership of John Paul II and Benedict the XVI.

Underneath their leadership, though, was a Church that since the Second Vatican Council has not achieved any real clarity about its own relation to the contemporary world. So here we have a man who has many gifts, but he doesn't have the same dominating intellectual personality that Wojtyla and Ratzinger had. So the inner confusion of the Church is much more visible to us.

So I tend to think that this Papacy, I'm not happy about it, I don't like the confusion that it creates, I think he sends mixed messages. I have lots of reasons to criticize Pope Francis, but at the end of the day I am inclined to think that a lot of what I don't like is really the much broader Church, and I participate in many of those confusions. I am not sure I could provide, myself, any clear way forward.

But I do think that with this Papacy we are at the end of the Vatican II generation. He'll be the last Pope for whom the defining experience was the experience of living through the transformations of the Church, and living through the transformations as an experience of a new possibility, a new vitality, a new openness. The next generation of Popes will have come of age amidst all the confusion and I think that people who worry about the Cardinals he is appointing, and the kind of people... That's not as relevant as this generational issue.

Would you have become a Catholic, do you think, today?
When I entered the Catholic Church I had been teaching at a Jesuit University for 14 years. I knew exactly what I was getting into. I had no illusions about the Catholic Church. It was also in the midst of the clerical abuse crisis in the United States, I was perfectly aware of the possibility of faithless priests, criminally negligent bishops...

The Catholic Church for me... I did not choose the Catholic Church, I lost confidence in the form of Protestantism that I was practicing, I felt kind of abandoned and I put myself up for adoption in the Catholic Church. I didn't think it had any qualities that particularly recommended itself to me, other than the fact that it is the prime substance of Christianity in the Western world, and if one wants a Christian intellectual in the West in the XXI Century, one has to take one's stand in the Catholic Church, with all of its problems, all its warts, all of its failures.

And it is interesting that many of my Evangelical protestant friends see Catholicism as, in many ways, their anchor as well. Admittedly from afar, but nevertheless they look to the Catholic Church for ballast in the ship of the Church, in its many forms as it tries to navigate these difficult seas in this late modern moment that we are living in.

You were of course a very active member of the Episcopal Church in the United States...
That was my mistake...

From that standpoint, with that inside knowledge, how do you see the future of the Anglican Communion at the moment?
I don't think about the future of the Anglican Communion.

I met with a very close friend of mine, sort of my “rabbi” in that sense of the term, an Episcopal minister, and he gave me the best counsel: You are leaving the Episcopal Church, leaving Anglicanism, you should not put your fingers back in these messes and try to involve yourself. And I have really just not let myself...

Part of the spiritual damage that I was doing to myself was bitter angry engagement in the Church politics of Anglicanism, and to revisit that would only be to allow myself to be tempted back into these spiritual vices that I was allowing myself to cultivate as an Anglican, and that was really the reason that I left.

So I have no thoughts about Anglicanism, other than a really deep appreciation for the foundation it provided me in the faith. Anglicanism has many really great riches. One of my friends who is a priest in the diocese of New York, where I live, is a former Episcopalian, was asked, when he became Catholic and then a Catholic Priest, what he missed most about Anglicanism, and he said “The liturgy in English”.

You publish countless authors, some more famous than others. Are there any rising stars, people we should keep our eyes on?
That's a great question, and I am terrible at names.

I find the work of Michael Hanby, who is a youngish theologian at the John Paul II Institute of Marriage and the Family at the Catholic University of America, to have a really powerful theological interpretation of modernity. We have published him on a number of occasions; I'm very excited about his work.

I wish I could get my friend William Cavenaugh to write. He has written some for the magazine, but to write more. But he and I disagree about politics too much. But I think Bill also is an important voice about how to be the Church in the late modern era.

We cover theology, but we also cover culture and politics, although politics at a remove, and I am a big fan of Elizabeth Corey who really can speak about the way our contemporary culture undermines domestic life. Being a parent, being a spouse, the way different patterns of life, our traditional ways are less and less accessible to us and she gives a very winsome defense of those traditional patterns of life.

And finally it comes to politics and culture there is a young writer in Washington D.C. named Matthew Walther, and Walther is... He's the Tom Wolf of his generation, which is a pretty high compliment. He is a writer's writer, and I'll publish anything he writes.

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