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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Conselhos da Irmã Lúcia e conservadores na encruzilhada

Sobrinha da irmã...
Uma sobrinha da irmã Lúcia revela o conselho que a sua tia lhe deixou. Clique para saber qual é, mas não espere grandes surpresas!

Esta manhã em Roma o Papa Francisco afirmou que uma sociedade que se torna indiferente ao sofrimento é uma sociedade cega.

O massacre da Flórida continua a dar que falar. Obama atacou Trump por este ter tentado aproveitar o atentado para promover as suas causas, isto apenas dois dias depois de Obama ter usado o atentado para promover as suas causas… Política. Entretanto a mulher do assassino pode vir a ser acusada, uma vez que, ao que parece, tinha conhecimento dos planos do seu marido.

Por falar em Trump, o fenómeno tem levado muitas pessoas a compreender finalmente que os conservadores não são todos iguais. Neste artigo do The Catholic Thing, Francis Beckwith divide o movimento entre os que limitam o seu conservadorismo ao mercado e os que são conservadores em termos de valores morais. Estamos numa encruzilhada, diz o autor, e é preciso decidir que vai tomar as rédeas… O artigo diz directamente respeito à realidade americana, mas aplica-se também à Europa e a Portugal.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Resistir todos os dias à corrupção e ao tráfico de Droga

O Papa Francisco gravou um vídeo de antecipação da sua visita ao México, pedindo aos fiéis daquele país que lutem todos os dias contra a corrupção e o tráfico de droga.

Ontem foi dia de Barack Obama visitar uma mesquita. Foi a primeira vez que o Presidente visitou uma mesquita no seu próprio país. Bush já o tinha feito depois dos ataques do 11 de Setembro, em 2001.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Insultos ao Islão não ajudam e "adoramos o mesmo Deus?" - o regresso

Sim Donald, é contigo...
A Turquia deteve ontem dezenas de pessoas ligadas ao Estado Islâmico, na sequência do atentado que vitimou vários turistas, de manhã.

Entretanto Barack Obama fez ontem à noite o discurso do Estado da União, dizendo que ter políticos a insultar o Islão não contribui em nada para a estabilidade interna ou externa…

Hoje, por ser quarta-feira, temos novo artigo do The Catholic Thing, com um regresso à polémica sobre se cristãos e muçulmanos adoram o mesmo Deus. Francis Beckwith regressa ao assunto, depois de o seu primeiro artigo ter gerado muita controvérsia, com um aprofundamento do seu argumento anterior. Não deixem de ler!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Papa e Obama trocam elogios e alfinetadas

O Papa chegou ontem aos Estados Unidos e logo esta manhã foi recebido por Barack Obama. O Papa deixou recados para o presidente no seu discurso, Obama só fez elogios, mas a sua lista de convidados deixa mensagens claras.

Mais à tarde o Papa esteve com os bispos americanos e deixou-lhes várias indicações. Não é legítimo evitar temas como o aborto e a morte de inocentes, devem-se acolher os imigrantes da América Latina e Francisco elogiou ainda a forma como os bispos lidaram com o escândalo dos abusos sexuais de menores.

E haja sentido de humor! Um habitante de Washington DC iniciou uma petição online para pedir ao Papa que abençoe o metro da cidade… Para ver se funciona.

Mudando de ares, um Cardeal nigeriano quer que o Governo ofereça uma amnistia aos militantes do Boko Haram, acreditando que até 80% não partilham das ideias fundamentalistas do grupo.

Ultimamente tem-se debatido muito a questão do casamento e dos processos de nulidade. Alguns defendem que hoje em dia, nas nossas sociedades, muitos (se não mesmo a maioria) dos casamentos são nulos porque as pessoas não compreendem bem o conceito. Será assim? David Warren discorda, no artigo desta semana do The Catholic Thing em português.

Por fim, partilho a pedido de uma leitora as datas de formação para a consagração total a Nossa Senhora na zona de Lisboa:

Em Lisboa: Basilica dos Mártires (Chiado) começa na quinta-feira, dia 22 de Outubro pelas 19h00 uma vez por mês - mais informação no local.

Em Oeiras: Igreja do Alto da Barra começa no Sábado, dia 24 de Outubro pelas 15h30, uma vez por mês - mais informação no local.

Estoril: Paróquia de S. João e S. Pedro do Estoril, começa no Sábado, dia 24 de Outubro pelas 15h30, uma vez por mês - mais informação no local

Cascais: Igreja dos Navegantes, começa no Sábado, dia 24 de Outubro pelas 15h30, uma vez por mês - mais informação na Paróquia.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Patriarca Siríaco no Vaticano e Rito Moçarabe em Lisboa

Vasos sagrados a serem tapados com um véu
numa celebração de rito moçárabe
O Papa encontrou-se esta sexta-feira com o Patriarca da Igreja Ortodoxa Siríaca, uma Igreja de mártires, como disse Francisco. Juntos rezaram pelas vítimas da guerra na Síria, incluindo os dois bispos raptados há mais de dois anos perto de Alepo.

A encíclica do Papa Francisco continua a dar que falar. Ontem na Renascença houve um debate entre Pedro Vaz Patto, da Comissão Nacional Justiça e Paz e Francisco Ferreira, da Quercus, em que foi dito esta é uma “forma de pressão” sobre os líderes mundiais.

Pelo menos um desses líderes, Barack Obama, não poupou elogios ao documento.

Ontem houve um trágico massacre numa igreja histórica afro-americana, no sul dos Estados Unidos. O assassino, que matou nove pessoas, incluindo um pastor, é um jovem branco e racista, que entretanto foi detido.

O eurodeputado Paulo Rangel publicou um ensaio sobre política e religião que foi lançado esta semana e no qual se descreve como um “mau samaritano”.


Deixo-vos com um aviso e um convite. No sábado, às 18h30, quem vive na zona de Lisboa tem a oportunidade raríssima de ir a uma missa de rito moçárabe na Sé de Lisboa. A não perder!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Skorka, Goucha, Vocações

A cidade de Palmyra, agora ocupada pelo Estado Islâmico
Mais um dia, mais uma entrevista sobre o meu último livro “Que fazes aí fechada”. Desta vez fui à TVI, ao programa do Goucha “Você na TV” para uma conversa de 10 minutos que correu muito bem e que podem ver através deste link.

Outra entrevista que não vão querer perder é do rabino Abraham Skorka à Renascença. O amigo do Papa fala da perseguição religiosa e outros temas da actualidade.

Entretanto há uma corrida de potências que querem ajudar o Iraque a combater o Estado Islâmico. Depois do Irão, agora é a Rússia. Entretanto Obama insiste que a guerra, apesar dos recentes avanços dos jihadistas, está a ser ganha.

Não deixem ainda de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre a eterna polémica dos estudos sobre os benefícios/malefícios dos relações homossexuais, casamento e adopção etc. Há muitas ideias espalhadas sobre este assunto que não têm bases sólidas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O nosso Presidente-Teólogo

Pe. Mark A. Pilon
Diga-se o que se disser sobre os terroristas que estão a massacrar cristãos, muçulmanos e pessoas de outras religiões, parece-me extremamente arrogante que o presidente dos EUA se reserve ao direito de declarar quem é, ou não é, um verdadeiro muçulmano, ou quem é, ou não é, um verdadeiro líder muçulmano. No seu discurso no encontro na Casa Branca na semana passada, o presidente, declarou “ex-cathedra” que os líderes do Estado Islâmico não são líderes religiosos mas simplesmente terroristas que interpretaram falsamente a religião muçulmana: “Não são líderes religiosos”, afirmou, dizendo ainda: “estamos em guerra contra pessoas que perverteram o Islão”.

Essa afirmação poderá ser verdade, ou não, mas depende sobretudo de como se interpreta os textos sagrados do Islão. Por exemplo, que peso atribuímos aos escritos iniciais, por oposição aos mais tardios? Por isso, que um não muçulmano, que certamente não é um especialista em religiões e que não é capaz de ler os livros sagrados nas suas línguas originais (algo muito importante para os estudiosos do Islão) se coloque na posição de juiz de quem é, ou não é, um verdadeiro muçulmano, revela extrema arrogância e ignorância. Como se interpreta estes textos antigos de forma precisa – com base no qual se determina quem é ou não um muçulmano fiel –, é algo que, no fim de contas, só pode ser resolvido no seio desta antiga religião.

Se eu fosse muçulmano, de que confissão fosse, (sabendo que existem várias seitas, dependendo da forma como se lê os textos sagrados, por exemplo), ficaria muito ofendido se um infiel decidisse determinar se eu, ou qualquer outro muçulmano, era um verdadeiro crente ou um verdadeiro  líder religioso. A verdade é que não existe uma autoridade suprema no Islão que tenha o direito de determinar quem é um imã válido ou um verdadeiro líder religioso. Como é que um infiel se arroga ao direito de o fazer? Se isso não constitui uma ameaça ao Islão vinda do mundo infiel, então é o quê?

O que se está a passar na mente do presidente ou nas mentes dos seus conselheiros é muito perturbador. Estas declarações não se explicam pela sua tendência de improvisar, são demasiado consistentes e repetidas. A sua defesa persistente do Islão, quando confrontado por actos terroristas de homens que se identificam como muçulmanos fiéis é bastante bizarra e está em desacordo com a sua obsessão com coisas como a “identidade de género”. Neste campo, a sua administração acredita claramente que se deve dar total crédito ao que as pessoas dizem ser o seu género, mesmo quando esta identificação choca com a sua constituição biológica.

No passado mês de Dezembro, por exemplo, o Departamento da Educação publicou um memorando que afirma que o artigo IX das Emendas da Educação de 1972 é para ser interpretado como abrangendo a identificação de género dos estudantes e obrigando todos os outros aspectos de planeamento e implementação da educação a corresponder a essa auto-identificação.

Por isso, mesmo as crianças mais novas que se possam identificar biologicamente como sendo de um sexo devem ser respeitados se escolherem declarar que pertencem ao sexo oposto, independentemente dos factos biológicos. Mas os adultos que se identificam como muçulmanos ou como líderes muçulmanos não devem ser respeitados ou receber qualquer crédito se não preencherem os critérios do presidente e dos seus conselheiros em assuntos de religião. Há algo tão bizarro sobre tudo isto que me parece estarmos perante um problema muito mais profundo.

Obama a receber inspiração divina para
melhor cumprir o seu papel de supremo teólogo

Parece que chegámos ao mundo representado nos livros de Huxley e Orwell sobre líderes totalitários que abandonaram a verdade em troca do poder da propaganda, novalíngua, manipulação e duplipensar. As palavras já não têm qualquer ligação directa com a realidade. São puros instrumentos de manipulação política. Ambos os autores compreenderam bem o poder que a linguagem tem para manipular, mas foi Orwell quem explicou melhor a metodologia usada pelo ironicamente denominado Ministério da Verdade.

Um dos propósitos do Ministério é desenvolver e promover a Novalíngua, que é descrita como:

“Uma vontade leal de dizer que o preto é branco quando tal for exigido pela disciplina partidária. Mas significa também a capacidade de ACREDITAR que preto é branco e, mais, de SABER que preto é branco e esquecer-se de que alguma vez se acreditou no contrário. Isto exige uma modificação contínua do passado, tornada possível pelo sistema de pensamento que na verdade abarca tudo o resto e que é conhecida, em Novalíngua, como DUPLIPENSAR.”

A história e o passado têm de ser totalmente alterados para acomodar a grande mentira, por exemplo, e os seus efeitos, precisamente da mesma maneira que os nossos líderes políticos falam tão levianamente das Cruzadas e da Inquisição sem verdadeiramente compreender uma coisa ou outra.

Se repetirmos a mentira vezes suficientes as pessoas começarão a acreditar nela. Os totalitários do século passado compreendiam bem isso. A descrição de Orwell mantém-se válida:

Dizer mentiras de forma deliberada, enquanto se acredita genuinamente nelas, esquecer qualquer facto que se tenha tornado inconveniente, e depois, quando se torna necessário novamente, trazê-lo de volta do esquecimento pelo tempo estritamente suficiente, negar a existência de uma realidade objectiva e, todavia, tomar em conta a realidade que negamos – tudo isto é indispensavelmente necessário.

Tudo isto está a acontecer no mundo da política Novalíngua de hoje, apesar de termos acesso a mais informação do que em qualquer outra época. Podemos fazer juízos absurdos sobre a identificação religiosa de alguém, porque a verdade é tudo aquilo que serve a agenda política. Verdade histórica objectiva? Esquece isso! O que é a verdade?

Essa pergunta cínica foi colocada por outra figura política, e conduziu à morte da encarnação da Verdade. Hoje está a conduzir ao caos social.


O padre Mark A. Pilon, sacerdote da Diocese de Arlington, Virginia, é doutorado em Teologia Sagrada pela Universidade de Santa Croce, em Roma. Foi professor de Teologia Sistemática no Seminário de Mount St. Mary e colaborou com a revista Triumph. É ainda professor aposentado e convidado no Notre Dame Graduate School of Christendom College. Escreve regularmente em littlemoretracts.wordpress.com

(Publicado pela primeira vez na quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015 em The Catholic Thing)

© 2015 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Barack o Teólogo e Lutero o Playmobil

A cristandade continua a tentar perceber como reagir ao terrível martírio dos 21 cristãos coptas às mãos do Estado Islâmico. Mas se a notícia nos chocou a todos, que dizer da aldeia egípcia de onde eram naturais 13 dos homens? Segundo o pároco, “houve gritos em todas as casas, em todas as ruas”.

Ontem Barack Obama falou do Estado Islâmico. Não contente com o facto de ser líder político e comandante supremo das Forças Armadas, Obama agora também é teólogo e decide o que é o verdadeiro Islão e o que são deturpações…

Já escrevi sobre este assunto antes, aqui, mas escusado será dizer que sou da opinião de que não cabe aos líderes políticos fazer este tipo de juízos. E não estou sozinho! Não deixem de ler este excelente e autoritário artigo que explica, bem explicado, o que é o Estado Islâmico e em que é que acreditam.

Mudando de tom, porque bem falta nos faz rir, os responsáveis da empresa alemã Playmobil estão estupefactos com o maior fenómeno de vendas de sempre daquele brinquedo… Nada mais nada menos que Martinho Lutero! Bom, neste caso um bocadinho menos, porque afinal de contas é só um boneco…

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Agora aguentem-se Estado Islâmico!

Sabes que nunca fui grande fã, mas obrigado!
Não sei se foram as orações, o lobbying, ou simplesmente o impacto dos relatos e das imagens, mas finalmente vemos acção internacional no Iraque.

Os EUA mostraram que é só para isto que vale a pena ser uma superpotência e já começaram a lançar ajuda humanitária para ajudar os yazidis e iniciou também ataques contra o Estado Islâmico.

Washington: Caso tenham dificuldade em reconhecê-los, são os tipos que passam a vida a decapitar pessoas e a tirar fotos a segurar nas cabeças das vítimas, enquanto se riem.

Já agora, para quem sempre quis saber quem são e no que acreditam os yazidis, está aqui a informação toda. Saiba também porque é que os fundamentalistas os consideram satânicos.

Entretanto o primeiro-ministro do Iraque, outro dos responsáveis pela situação, uma vez que nem sequer consegue formar um Governo para fazer frente à ameaça, está sob ainda mais pressão para se demitir, depois de ter ouvido umas bocas fortes da parte do principal líder religioso dos xiitas.

O Papa Francisco, que foi criticado por ontem apenas ter mandado ler um documento em seu nome durante um briefing na Sala de Imprensa da Santa Sé, disse hoje que vai enviar um cardeal italiano para o representar junto dos refugiados. O Papa publicou também um tweet a pedir orações. É dirigido a “todos os homens e mulheres de boa vontade”, mas essas pessoas devem falar todas inglês, porque mais nenhuma das contas do Papa replicou a mensagem, nem sequer em árabe… vá lá malta da comunicação do Vaticano, estão todos de férias?

Se estão, ou não, não sei. Mas eu vou, a partir de agora. Os mails ficam suspensos, mas em caso de alguma notícia de última hora mais urgente, não vos deixarei sem o meu apoio! Não se esqueçam que há ainda o grupo do Facebook e o Twitter que vão sendo alimentados regularmente. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Derrota contraceptiva para Obama... e muito mais!

Que diria a freira mais destemida do faroeste
sobre o "mandato contraceptivo?
Temos muita coisa hoje, mas vamos começar por uma notícia de última hora… O Supremo Tribunal dos EUA decidiu contra o Governo americano no caso “Hobby Lobby”, que diz respeito ao mandato contraceptivo do ObamaCare. É uma importante vitória para a liberdade religiosa. Saiba tudo aqui. Há ainda contextualização aqui e aqui.

Antes de sair dos EUA, conheça a fantástica história da freira mais destemida do faroeste, que poderá estar a caminho da santidade. A irmã Blandina enfrentou, entrou outros, o famoso Billy the Kid…

Este fim-de-semana tivemos três notícias importantes do Papa Francisco. No domingo foi a missa da solenidade de São Pedro e de São Paulo, em que o Papa impõe o pálio aos novos arcebispos. Para além de ter perguntado aos presentes do que é que têm medo, o Papa fez questão de usar um pálio “normal” em vez do “Papal”, o que pode ser mais significativo do que uma mera questão de moda.

Mas mais interessante foi a entrevista que o Papa concedeu a um jornal italiano, em que disse que, em relação à pobreza, “os comunistas roubaram a bandeira” ao Cristianismo.

Antes, no sábado, o Papa tinha dado um recado importante sobre o diálogo ecuménico. Falando a uma delegação ortodoxa, Francisco convidou todos a olharem-se pelos olhos da fé.

Temos ainda para si uma entrevista com um padre nigeriano em Portugal, sobre a situação na Nigéria com os ataques do Boko Haram, bem como as últimas de Meriam Ibrahim que foi novamente libertada e encontra-se na embaixada americana no Sudão.

Mudando de ares, começou este fim-de-semana o Ramadão. O Sheikh David Munir explica quais são as dificuldades de não comer nem beber, em pleno verão, durante 17 horas e esclarece que os jogadores da selecção argelina não são obrigados a jejuar hoje, o dia em que jogam os oitavos de final do Campeonato do mundo. Pode ler a transcrição integral da entrevista aqui.

Para terminar, na passada sexta-feira a RTP transmitiu uma reportagem difamatória sobre uma pessoa que me é muito próxima. Porque a conheço e porque me dei ao trabalho de conhecer o caso, escrevi este artigo que vos convido a ler.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Barack e Francisco em Roma


Obama afirma que ficou muito comovido pela compaixão do Papa, convidou-o a ir à Casa Branca ver o jardim e comprometeram-se os dois a lutar pela erradicação do tráfico humano. Obama também elogiou o Papa por nos lembrar que o fosso entre ricos e pobres não é uma coisa normal.

Antes do encontro escrevi que estes seriam os principais tópicos a discutir. Não se sabe ao certo do que é que falaram, para além do consensual que foi divulgado publicamente, mas convém não esquecer que depois do Papa, Obama foi recebido pelo Secretário de Estado Parolin, e pode ter sido lá que os temas mais duros foram abordados.

Entretanto, nos Estados Unidos, teme-se perder o emprego por ser contra o casamento homossexual. Chocante, mas pouco surpreendente, tendo em conta a tendência que já tinha divulgado aqui.

Noutro tema, foi hoje divulgado o programa, muito preenchido, para a histórica visita do Papa à Terra Santa, em Maio.

Por fim, alerto a todos que no sábado às 18h vou falar ao Clube 7+ sobre o primeiro aniversário do Papa Francisco. Estão todos convidados a aparecer, aqui encontram indicações para lá chegar.

(Clicar para aumentar)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Bispos e Belles

O Papa aceitou esta quarta-feira a resignação do bispo despesista (e clone de Herr Flick, ver foto), que gastou 31 milhões de euros a renovar a sua residência episcopal.

No mesmo dia o Papa disse que quer bispos que rezem e que se confessem


Esperava-se que começasse hoje o julgamento da paquistanesa Asia Bibi, condenada à morte por blasfémia e na prisão há quatro anos. Segundo o seu advogado, ela “reza e espera”, mas está bem de saúde.

Atenção a todos que amanhã Obama visita o Papa. Terão certamente muito que conversar, mesmo que a maior parte nunca se torne público. Estejam atentos que a Renascença tem reportagens preparadas para o assunto.

Recentemente rebentou uma polémica nos EUA com uma jovem universitária a confessar que faz filmes pornográficos para pagar as propinas. “Belle Knox” é o tema do artigo desta semana do The Catholic Thing, a não perder.

Adenda do dia seguinte
Depois de publicar este post recebi dois comentários (que podem ler abaixo), a lamentar o facto de eu estar a comparar o bispo Franz-Peter Tebartz-Van Elst ao Herr Flick... escusado será dizer que não estou a insinuar qualquer semelhança moral entre um bispo e a Gestapo. É mesmo só a parecença física... digam lá que não é igual?!

Quanto ao Bispo, o post não era de análise, mas já agora aproveito para dizer que acredito na redenção de qualquer homem. Penso que ele errou, e muito (não é só a questão dos gastos, há mais detalhes, incluindo perjúrio no tribunal e desvio de dinheiro de um fundo de assistência a famílias numerosas para a tal residência episcopal), acredito que se foi enfiando num buraco do qual dificilmente conseguiu sair até que o escândalo público o acordou para a realidade.

Mas acredito, sobretudo, que é perfeitamente capaz de se arrepender, virar uma nova página e levar o resto da sua vida como um bom pastor e um bom cristão e é isso que espero que aconteça.

Agora, a fotografia? Por amor de Deus, é só uma brincadeira.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O Seminário dos Pequenos Monstros

E tu, em que seminário andaste?
Desde dia 1 de Janeiro já são milhões de dólares que as instituições católicas devem ao Estado. Poderá Obama acabar definitivamente com os serviços sociais, educativos e de saúde da Igreja? Pelo menos parece estar a tentar. Aqui podem encontrar a transcrição integral da entrevista que fiz à porta-voz do presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos sobre este assunto.

O que faz o Papa quando tem tempo livre? Pelos vistos telefona às pessoas. Desta vez foi a umas freiras de clausura… foi parar ao gravador.

Francisco celebrou esta manhã missa numa Igreja histórica dos jesuítas, em Roma, e pediu “uma fé autêntica” capaz de “mudar o mundo”.



Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing. Fiquem aqui com um pequeno excerto: “Enquanto marido e mulher, descobrimos o sentido da vida à medida que caminhamos. Quando o amor chega a este ponto, torna-se mesmo um amor desinteressado. É por isso que o casamento é para toda a vida. É por isso que o casamento é salvífico”

“Obama could stop the fines. He has chosen not to do so”

Full transcript of interview with Kim Daniels, spokesperson for the president of the United States Conference of Catholic Bishops, regarding the church’s opposition to the HHS Mandate. News feature, in Portuguese, here.

Transcrição completa no inglês original da entrevista a Kim Daniels, porta-voz do presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos sobre o braço-de-ferro entre Obama e Igreja Católica. Veja a notícia aqui.


What exactly does the church object to in the Affordable Care Act?
The HHS mandate requires us to facilitate insurance coverage for abortifacients, contraception, sterilization and related counselling, against our deeply held beliefs. That is the problem. It violates our beliefs, it imposes crippling fines on us if we choose not to participate in providing such insurance coverage. We are simply asking for an exemption from that.

The fines kicked in on January 1st. What could this mean for Catholic institutions?
For Catholic institutions the ability of our many social service, education and health care ministries, to live out the fullness of our faith, is now in jeopardy. January 1st marked the date that the Department of Health and Human Services has chosen to begin implementing this mandate against the ministries and it requires them to violate our deeply held beliefs or face crippling fines of 100 dollars per day, per employee, so that is about 36,500 per year, per employee. This would really harm the ability of these ministries to serve those who depend on them.

Has somebody done the math? How many people will be affected by this?
Its 100 dollars per day, per employee or affected person – employee’s spouse or dependant – so that adds up very quickly. For instance in the diocese of Pittsburgh, the court’s decision which prevents the government from enforcing this mandate, specified that Catholic Charities provides 230,000 acts of service for people in need in half of Western Pennsylvania. These are the kinds of acts of service which will be cut off if Catholic Charities has to pay these crippling fines. We don’t have a global number, but we take these fines for each social service ministry and expand it across the United States and you see how many people might be impacted.

Can you foresee a future where they have to close down?
Certainly some groups might have to close down, some will have their services impaired, and the people who depend on those services are the ones who will suffer most. If your services have to be cut because you are paying fines to the Government, then you can’t serve as many people. Though, for instance, the Little Sisters of the Poor, an order which serves the elderly poor, recently won an order from the Supreme Court preventing the Government from enforcing this mandate against them. The Supreme Court will make a further determination on that soon. Groups like them are emblematic of groups around the country which serve the poor, which will face these crippling fines and will have to determine how to react.

Some organizations have had court orders granting them exemptions for now. Could the Administration cancel the fines until the Supreme Court decides on the issue?
We’ve asked President Obama. Just this week Archbishop Kurtz, who is the president of the USCCB sent a letter to President Obama asking him to temporarily exempt religious institutions from these crippling fines which will be imposed by the mandate and he has said that he believes his policy continues to be correct. So yes, president Obama could take such an action, he has chosen not to do so, and so we still face these fines.

If the courts finally decide against the catholic institutions, will the Church give in and comply?
I think the remarkable thing we have seen among the US bishops is first that they stood together throughout this controversy as pastors charged with proclaiming a Gospel in its entirety. They have also stood united in their resolve to resist the heavy burden imposed on our ministries and to protect our religious freedom. Even as each bishop is struggling to address the mandate, they are all striving to, together, develop alternative avenues of response to this difficult situation. As you know, the Affordable Care Act has lots complications to it and, like many other people, bishops and dioceses and Catholic Social Service ministries are trying to figure out how to respond.

So this is more than about contraceptives, you see it as a religious freedom issue…
Exactly. Religious liberty is a priority of the US bishops, because we see issues like this encroaching on our religious liberty and of course the United States sees itself as a beacon to the world as an example of religious liberty. When we have so many problems around the world concerning attacks on people’s religious freedom, we think that government regulations that infringe on our religious freedom here in the US stand as a witness to the fact that we consider this to be a fundamental issue.

Some people are painting this as being the Church against ObamaCare. Is the church against ObamaCare?
No. As a matter of fact the US bishops are longstanding advocates of a shared goal of accessible life affirming health care. Just this November in a special message issued unanimously they reaffirmed this commitment to accessible life affirming health care. But the HHS mandate harshly penalizes those who seek to offer life affirming health coverage in accord with the teachings of our faith. We are simply asking for an exemption of this particular regulation of the Affordable Care Act.

Is the Catholic church alone on this, or has there been support from other religious organizations?
There is broad ecumenical support, not just from religious people but from people across the board who care about religious liberty. This is really part and parcel of an attack on our longstanding common sense bipartisan view of religious liberty in the United States, where people are allowed to live out their faith and witness to their faith, without having the Government place substantial burdens on it. That understanding of religious freedom has been encroached on in recent years and there has been a broad coalition of religious and non-religious groups coming together to stand for religious liberty.

When can we expect a decision from the Supreme Court?
On the Little Sisters of the Poor case, the court should rule quite soon about whether or not to lift the temporary stay that they have imposed against the Government. But there is another case in the Supreme Court that will have oral arguments in March and a decision by June as to whether the HHS mandate could be imposed against private employers as well.

We are strongly encouraged by recent legal developments, in particular by developments in the Supreme Court. We are confident that the courts will vindicate the religious liberty of our schools, hospitals and social service ministries. We continue to seek dialogue with the Obama administration and ask for relief from Congress.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma primavera persa?

Há quase precisamente um ano estava em Roma e assisti a uma conferência após a qual escrevi o seguinte:

"Michelle Zanzucchi, director da revista Cittá Nuova, do movimento Focolares, falou longamente sobre a questão da Primavera Árabe e da situação dos cristãos no mundo árabe e no Médio Oriente. Uma coisa que retive de forma particular foi em relação ao Irão, o menino mau regional. Segundo Zanzucchi a Arábia Saudita vai explodir dentro dos próximos 8-10 anos, e isso terá influências no resto do Médio Oriente. Nessa altura, acredita, o Irão, que deverá sofrer uma importante transição nos próximos quatro anos, será fundamental para ajudar a pacificar a região, isto porque, segundo ele, o Irão é de longe o país do Médio Oriente que é mais próximo, em termos de mentalidade, do Ocidente.

É uma perspectiva interessante. De facto o Irão não é um país árabe, mas sim indo-europeu e quem conhece a realidade persa actual diz que o fundamentalismo islâmico do regime praticamente não tem raízes no país, sobretudo na capital."

Agora, na Assembleia Geral das Nações Unidas, uma das grandes questões em cima da mesa é a aproximação entre os Estados Unidos e o Irão... a ver, a ver... mas isto pode ser histórico.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Abusos sexuais: Nos EUA pior já passou


Transcrição integral da entrevista feita ao Cardeal O’Malley. Notícias aqui e aqui. A entrevista foi realizada inteiramente em português.

O que significa para si participar nestas celebrações do Santo Cristo dos Milagres?
É uma alegria imensa poder estar aqui, sobretudo durante o ano da fé. Fui bispo de Fall River durante 10 anos e tive muitas vezes a oportunidade de celebrar com os nossos fiéis, onde metade dos católicos são açorianos e mantém muitas das tradições portuguesas, como as festas do Divino Espírito Santo, e as do Santo Cristo, que são muito importantes. Assim, poder ir ao sítio onde têm origem estas devoções é um privilégio e uma alegria muito grande.

No seu trabalho pastoral tem trabalhado muito com portugueses e é conhecida a sua simpatia por esta comunidade e pelo país. O que é que realçaria da prática religiosa dos portugueses?
Em Washington, quando era um padre jovem trabalhava com emigrantes, sobretudo da América Central, mas também alguns retornados portugueses de África, que voltando para Portugal acabaram por ir para os EUA e assim começámos uma paróquia portuguesa em Washington. Depois de 10 anos como bispo das Ilhas Virgens, fui nomeado bispo de Fall River, onde há muitíssimos portugueses, quase todos açorianos, e assim fiquei a conhecer muito bem as suas tradições. Para os emigrantes a religião e a fé são muito importantes para a sua própria identidade. A Igreja é o centro da sua vida religiosa e social.

Há muitas comunidades diferentes na Igreja nos Estados Unidos. Faz sentido falar de um catolicismo americano?
Somos uma Igreja de imigrantes, mas os emigrantes americanos formam um mosaico entre si e os portugueses americanos já não são iguais aos portugueses de Portugal, os irlandeses americanos têm uma experiência diferente. Têm diferentes tradições mas também se integram numa nova realidade.

Ao longo dos últimos anos temos notado uma interessante evolução na Igreja Americana. Olhando para a hierarquia vemos uma Igreja unida, forte, influente, sem medo de participar nos debates públicos… mas a nível dos fiéis a situação parece semelhante a muitos outros países, com os católicos a revelar opiniões divergentes às oficiais em relação a muitos assuntos. Como vê a evolução da situação nos próximos anos?
A Igreja tem muitos desafios nos EUA mas estamos a crescer sobretudo devido aos novos imigrantes que chegam, que são sobretudo católicos. Para nós é um grande desafio ter vocações suficientes para ter padres e religiosas e pessoas para trabalhar com os recém-chegados.

Também há um processo de secularização nos EUA, que para nós é algo novo, porque apesar de ser um país muito desenvolvido, os americanos são crentes e religiosos, mas estamos a começar a experimentar um pouco o que já existe na Europa, muita gente que não pertence a nenhuma Igreja, o que para nós é uma coisa nova, mas é uma realidade sobretudo entre os mais jovens, pelo que temos de dedicar-nos ao que a Igreja chama a nova evangelização, evangelizar os católicos e os cristãos que já não praticam a sua fé, que receberam uma vez a mensagem do Evangelho mas que agora estão afastados. É um desafio muito grande mas importante para o nosso futuro.

Nos últimos anos temos assistido a vários momentos de tensão entre a hierarquia e o Governo. Há quem diga que há um clima quase de perseguição da Igreja. É real esse medo?
Nos Estados Unidos não existe um partido político católico. Os republicanos e democratas têm coisas que estão de acordo com a Igreja e outras que não.

A administração actual tem tido muitos conflitos, sobretudo por causa do aborto e o casamento homossexual. Por outro lado os democratas, no que diz respeito a emigração e justiça social económica, estão mais perto das posições da Igreja. Mas a tensão é real e para nós o Evangelho da Vida é o centro do nosso evangelho de doutrina social católica.

Com este processo de secularização penso que as tensões entre Igreja e Estado vão aumentar, infelizmente, mas é uma realidade e temos de preparar o nosso povo para dar testemunho da fé num ambiente por vezes hostil.

Como sabemos, a crise dos abusos sexuais foi muito forte nos Estados Unidos. O pior já passou?
Acho que sim, porque todos os casos são de há 20, 30 ou 40 anos. Ultimamente os casos são muito, muito raros. Mas têm feito muito dano à credibilidade da hierarquia da Igreja.

Há muitos anos os bispos iniciaram umas normas muito exigentes para proteger as crianças e têm sido muito eficazes, acho que as nossas instituições, igrejas e escolas são os sítios mais seguros para crianças que existem no nosso país, nenhuma outra Igreja, nem o Governo, fazem as coisas que nós fazemos para proteger as nossas crianças.

Enquanto arcebispo tem de lidar com estes assuntos, mas não pode deixar de o afectar, ter de estar tão próximo destes problemas.
Sim, porque levo muitos anos com estes problemas tão sérios e eu tenho reunido muitas vezes com vítimas, as suas famílias, tenho visto de perto o grande dano que tem feito e quando se trata de pessoal da Igreja a traição é maior porque o dano que faz é também espiritual.

Tenho sido bispo em quatro dioceses e em três foi precisamente para tratar destes problemas. São já 20 anos a lidar com isto, e é duro.

Em alguns países da Europa começam agora a surgir casos de abusos na imprensa. Que conselhos daria às igrejas dos países em que o problema começa agora a manifestar-se?
O Papa Bento mandou que todas as conferências episcopais no mundo preparem normas sobre estes casos de abuso sexual. Nas normas também indica que deviam ter muita transparência, muita atenção às vítimas e tolerância zero para casos de pedofilia na Igreja. É muito importante que as conferências episcopais o façam.

Eu sei que em muitos países não há muitos recursos e é difícil, mas acho que os países que têm passado por estes problemas podem aconselhar e ajudar estas conferências episcopais, mas é muito importante.

Acho que o novo Papa Francisco concorda com a importância de continuar a dar atenção necessária ao problema de abusos de crianças que, não é um problema clerical nem da Igreja, é um problema humano e existe muito mais fora da Igreja do que dentro, da Igreja, mas como tenho dito, quando se trata de um sacerdote ou de um religioso, o dano é maior para a vítima.

Cardeal O'Malley prostrado numa cerimónia
penitencial pelos crimes de abusos sexuais
Recentemente foi nomeado para uma comissão que vai aconselhar o Papa sobre a reforma da Cúria. A primeira reunião será só em Outubro… porquê esperar tanto tempo?
Sim, mas temos começado a trabalhar por correio, entre nós, mas a primeira reunião, quando nos reunimos todos, porque somos de todos os continentes, é só em Outubro.

Já tem algumas ideias a apresentar ao Papa?
Estou a pensar, estou também a consultar com várias pessoas.

Fala-se muito de problemas da Cúria, até que ponto é que os problemas residem mesmo aí?
Estou a começar a conhecer a realidade da Cúria, há muitas pessoas muito dedicadas e muito capazes que trabalham ali. Acho que os meios de comunicação falam muito do Vatileaks e dos problemas que tem havido, mas há também trabalho de muito valor que se faz ali.

Queremos encontrar formas de coordenar melhor e com maior comunicação entre os vários dicastérios e a sua relação entre a Cúria e as conferências episcopais no mundo inteiro para que haja mais colaboração e coordenação.

O Banco do Vaticano também tem sido muito criticado. Na sua opinião faz sentido o Vaticano ter um banco?
Essa é uma das coisas que estamos a estudar. O nosso banco não é muito grande, mas vemos como muitos bancos europeus e também americanos têm tido problemas.

O dinheiro que está no banco pertence às ordens religiosas benéficas da Igreja e isso é uma grande responsabilidade, por isso vamos procurar proteger esses recursos da melhor maneira. Sei que o Papa Bento XVI contratou um novo dirigente, um perito nestes assuntos, vamos ver.

Temos reuniões com várias pessoas sobre isto e acho que vamos ter tempo para o estudar, mas eu pessoalmente não creio que a Igreja deva fechar o banco sem estudar muito o caso, porque vimos o que está a acontecer noutras partes e talvez a situação fosse pior.

Este Papa tem sido uma surpresa para muita gente, tem-no sido também para quem o elegeu?
Sim e não, conheço o Papa há muitos anos, de Buenos Aires.

Um bispo que vem da América, sobretudo da América Latina tem uma experiência muito diferente que um bispo da Europa. A sua maneira de proceder é uma reflexão da sua experiência pastoral na América Latina. Também, ele é religioso, mas acho que vai dar muita importância ao Evangelho Social da Igreja, que é muito importante.

Na América Latina houve muita controvérsia sobre a Teologia da Libertação e muitas pessoas entenderam isso como a Igreja a perder a sua opção preferencial pelos pobres.

Acho que este Papa vai por a ênfase no Evangelho Social da Igreja, o que na América Latina é muito importante, porque há muita gente muito pobre, muitos problemas sociais, e também o Papa assumiu o nome Francisco por isso, porque para São Francisco o pobre é um sacramento de Cristo Crucificado. Também Francisco queria fazer-se um irmão universal. Acho que neste Papa vamos ver os temas de Francisco no seu pontificado.

O Papa está num Estado de Graça, faz homilias públicas todos os dias, a imprensa está a trata-lo bem. Não há o perigo que isso passe?
Acho que vão criticar o Santo Padre quando escutarem os seus ensinamentos sobre questões morais, mas acho que todo o mundo está feliz com o seu estilo, e acho que isso vai continuar igual.

Dizem que o número de pessoas que está a chegar a Roma para as audiências é muito grande. Cresceu com Bento XVI, mas com Francisco continua a crescer. Acho que é um bom indício de entusiasmo que o povo tem.

Os meios de comunicação secular têm outra visão do mundo e da vida e sempre vão estar em desacordo com a Igreja, e sobretudo com o Papa que é o nosso mestre principal, mas acho que até os inimigos da Igreja gostam do seu estilo e isso vai continuar igual.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Fé, Filhos e Rock & Roll

Manuel Fúria a contemplar os lírios do campo
(Foto Paulo Moreira)
Os bispos e padres estão no Vaticano neste momento a discutir as “culturas juvenis emergentes”. Por isso nós trouxemos Manuel Fúria e Tiago Cavaco, dois jovens emergentes da cultura, para falar de como conciliam o rock e a fé. Esta é mesmo daquelas reportagens em que vale a pena perder uns minutos a ler a transcrição integral da conversa, que foi muito gira.

Diz-se que a crise financeira faz aumentar a fé, mas a verdade é que foram menos peregrinos a Fátima em 2012. Talvez seja do preço da gasolina…

A semana passada Obama estendeu a mão aos bispos católicos, na questão da contracepção e a reforma do sistema de saúde. Hoje eles agradeceram o gesto mas não estão satisfeitos e consideram que há ainda muita coisa a esclarecer.

O Papa dos coptas criticou ontem a violência no Egipto, mas as piores críticas estavam reservadas para o regime. Tawadros não está contente com Mursi.

As catequeses quaresmais do Patriarca de Lisboa já eram transmitidas na net, agora vão passar a sê-lo no Meo

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O meu jihad é mostrar Jose Gomez ao mundo! E o teu?

Jose Gomez mostra como se lida com o flagelo dos abusos

Temos muitas notícias importantes hoje, para meditarem ao longo do fim-de-semana.

Começamos pelo Papa, que hoje publicou o seu texto para a Quaresma. Bento XVI fala sobre a relação entre caridade e fé, com implicações no terreno para organizações que trabalham no campo da solidariedade social. Escrevi um texto para ajudar a compreender isto que, para mim, será uma das grandes discussões na Igreja nos próximos anos.


Duas notícias importantes dos Estados Unidos, de âmbitos muito diferentes. Obama voltou a ceder na questão dos contraceptivos e das instituições católicas, ao abrigo do ObamaCare. Resta ver se os bispos vão aceitar a nova proposta. Contexto aqui e aqui.

De Los Angeles, uma notícia que é uma autêntica bomba. O arcebispo Jose Gomez, que ocupa o cargo desde 2011, suspendeu o seu antecessor, o Cardeal Mahony, de quaisquer deveres públicos e administrativos. Tem tudo a ver com o escândalo dos abusos…

Mudando de ares. Uma interessante campanha muçulmana nos EUA quer mudar a conotação negativa da palavra Jihad. No Paquistão preferem a conotação mais violenta e ontem atacaram uma mesquita xiita.

O Cónego João Seabra esteve em estúdio na Quarta-feira à noite para dizer que a defesa da família não é uma causa confessional, mas de defesa da civilização.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"Under President Obama abortion has been a high priority item"

Transcrição integral, no inglês original, de entrevista a Joseph Meaney, coordenador internacional da Human Life International. Ver reportagem aqui.

Full transcript of interview with Joseph Meaney, International Coordinator for Human Life International. See here for news story (in Portuguese)

What was the impact of Roe v. Wade at an international level?
The cumulative effect of abortion over the past 40 years is almost 2 billion abortions worldwide; the fact that it has been legalized in most of the industrialized world, and large parts of the developing world as well is kind of a snowball effect.

Abortion is promoted actively by many groups including the International Planned Parenthood Federation, and it has moved through all the key countries around the world. The USA legalized abortion in 1973 and was one of the first countries to do so after the communist block and the UK, in 1967.

It was a domino effect, all of Western Europe, in the 70s and 80s legalized abortion, there are a few countries holding out, like Ireland and Malta, and Poland reversed its abortion legalization, but still there has been a tide of more and more countries legalizing abortion, and that has been pushed with the ideology of Roe v. Wade, the ideology that abortion is a right, that women have a right to choose an abortion and that the right to life of the child does not enter into the equation.

This has been a strong feminist mantra and the strongest push for abortion has come from radical feminists around the world and a lot of the argumentation goes to Roe V. Wade and the right to privacy and the right to choose, which was enshrined in that decision in 1973

What role does the USA currently play in the international abortion debate?
It has been very clear that under President Obama and Secretary of State Hillary Clinton that abortion rights, and pushing the legalization of abortion around the world has been a high priority item. The new constitution of Kenya comes immediately to mind, which weakened their pro-life laws significantly and which was lobbied for by the USA and by VP Biden who made a special trip to Kenya to urge voting for the new constitution and saying the US would donate money if it passed.

So these different incidences around the world where abortion has been legalized or there have been moves in that direction, have been strongly supported by the current administration. What we see in American politics in general is a polarisation. The Democratic administrations, since the 70’s have been very much for abortion and the republican administrations, since Reagan, have been against, and the foreign policy of the USA has followed in that vein.

There is something called the Mexico City policy which Reagan instituted in the 1980’s, which says that organizations that promote or perform abortion cannot receive funds from the US Government. That of course cut out Planned Parenthood and other organizations like that from receiving millions and millions of dollars. The very same Mexico City policy has been rescinded both by Clinton and Obama. There is also a question of money: pro-abortion groups get more money when there is a pro-abortion administration.

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