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quinta-feira, 7 de março de 2019

Barbarin e a renúncia quaresmal

Cardeal Barbarin
Já entrámos na Quaresma. Este ano juntámos aqui notícias sobre todas as mensagens quaresmais dos bispos portugueses, com informação também sobre o destino das renúncias quaresmais. Este ano 10 dioceses escolheram a Venezuela.

O Papa Francisco celebrou missa de Quarta-feira de Cinzas e falou de uma Quaresma que liberta.

Hoje foi condenado mais um bispo por encobrimento de casos de abuso sexual. O cardeal Barbarin anunciou a sua renúncia ao cargo.

O bispo do Porto escreveu uma nota pastoral em que diz que a diocese pode admitir alguns “recasados” aos sacramentos.

Eu já escrevi mais que uma vez sobre a importância de reconhecermos a sacralidade do corpo, mesmo depois da morte. Ora é precisamente sobre isso que escreve a autora do artigo desta semana do The Catholic Thing em português, partindo da situação particular das relíquias. Não deixem de ler e partilhar!

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Cimeira anti-céptica e FNOmenal

Sei que não vos costumo maçar ao fim-de-semana, mas como vou estar de folga nos próximos dois dias não queria deixar de vos mandar este mail com o essencial da cimeira sobre abusos sexuais, e não só.

Mas se os abusos representam a pior faceta da Igreja, perdoem-me se prefiro começar com uma bem mais bonita. Ontem foi o Faith’s Night Out. Uma iniciativa feita inteiramente por jovens, amadores, mas de um nível absolutamente incrível. Eu cresci como homem e como cristão nas Equipas de Jovens de Nossa Senhora e a minha geração não sonhava fazer coisas tão boas. Aqui está a minha reportagem de uma noite muito, muito bem passada.

E agora para a cimeira. Hoje foi a conclusão, com um discurso do Papa em que comparou os abusos sexuais ao sacrifício de menores e elencou oito orientações para resolver este problema não só na Igreja mas em toda a sociedade.

Tendo acompanhado tudo isto de perto devo confessar que um certo cepticismo de que fosse só conversa foi ultrapassado. O arcebispo Scicluna diz que este encontro marca o ponto definitivo em que se percebeu que o encobrimento é um pecado tão grave como os próprios abusos e isso está em linha com a “revolução coperniciana” pedida pelo arcebispo de Brisbane, por uma Igreja que coloca a vítima no centro, e não o contrário .

Ontem houve também momentos fortes, entre os quais uma jornalista veterana (ainda mais veterana que a Aura Miguel!) a dizer muito claramente aos bispos que se eles estão do lado dos abusadores, então bem podem ter medo dos jornalistas. Isto no mesmo dia em que o cardeal Marx admitiu que a Igreja preocupou-se mais em disciplinar as vítimas do que os abusadores e falou de dioceses que até destruíram documentação sobre os criminosos. Uma das oradoras que mais impressão causou foi a freira nigeriana que disse aos bispos que por mais que se escondam, esta é uma tempestade que não vai passar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Pedi resultados concretos, e dár-se-vos-ão

Vítima de abusos, ouvido pela Renascença
Como devem calcular, hoje – e pelo menos até domingo – o tema é quase só um: Abusos.

Começou a cimeira no Vaticano, o Papa introduziu, pedindo aos participantes para “escutar o grito dos que pedem justiça”. Francisco também deu a cada participante uma lista de 21 pontos de reflexão que, sendo apenas pontos de reflexão, não deixam de ser pontos de reflexão dados pelo Papa. Traduzi-os para português. Vale muito a pena ler!

Depois viu-se um vídeo com testemunhos gravados de vítimas de abusos, que causou um grande impacto. Aqui podem ler alguns dos testemunhos. Custa, mas leiam.

Entretanto a Renascença falou diretamente com uma vítima que se encontra em Roma nestes dias. Mais uma vez, um testemunho duro, mas que deve ser lido.

Os primeiros oradores hoje foram o arcebispo Scicluna e o cardeal Tagle, sendo que ambos falaram da importância de se respeitar a dor das vítimas e mais tarde, no briefing, o especialista Hans Zollner deixou claro que sim, este encontro vai traduzir-se em resultados concretos.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Actualidade Religiosa: Omertà No More

Começa esta semana a cimeira sobre abusos sexuais, no Vaticano. Hoje foi a conferência de imprensa de apresentação, com o arcebispo Scicluna a dizer que “o silêncio já não dá”. Aqui podem ver as respostas para as vossas perguntas. Se tiverem mais perguntas que não estão no artigo, não deixem de me dizer, porque se forem relevantes pode-se acrescentar.

Durante o fim-de-semana aconteceu, como já se esperava, a redução do ex-cardeal McCarrick ao estado laical. Aqui explico como o outrora influente clérigo passou do Colégio dos Cardeais à desgraça.

O próximo dia 20 de fevereiro vai ser feriado municipal em Jurandá! Porquê? Porque é o dia dos Pastorinhos e Jurandá é a terra do menino que foi curado por sua intercessão.

O Papa deixou-se fotografar hoje com um crachá a pedir a abertura dos portos a barcos com migrantes.

D. Nuno Brás foi apresentado na Madeira, recordando que a riqueza “não é o sentido último da existência dos cristãos”.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Tão Maduro que Desilude

O Papa tem sido acusado de ter mão leve em relação a Nicolas Maduro. Pois hoje foi revelada uma carta escrita por Francisco em que se manifesta “desiludido” com o líder venezuelano, a quem nem sequer trata por Presidente.

O Vaticano aliou-se à Microsoft para promover a Ética na Inteligência Artificial. Vai haver um prémio internacional e tudo!

Foi aprovado o milagre que permite canonizar o cardeal John Henry Newman. São excelentes notícias.

Há quem tenha honras de capa, e há quem tenha capa de honras. O Papa conjuga os dois factores e diz que os “Portugueses são muito fortes”.

Os bispos dizem que desde 2001 os tribunais eclesiásticos analisaram cerca de uma dezena de casos de abusos. Recordo que podem ver aqui uma cronologia rigorosa de todos os casos que tem havido em Portugal nos últimos anos.

Um artigo de leitura obrigatória para quem se interessa pelo tema do aborto. Nos Estados Unidos torna-se cada vez mais claro que o direito ao aborto se estende até aos bebés que acabam por nascer vivos. Não se esqueçam que o que se passa lá, mais cedo ou mais tarde vem cá parar. Leiam e divulguem.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Proibido rezar, permitido abortar

Perigosíssimos criminosos
Sabia que em Londres há duas zonas em que é proibido rezar? Os defensores do aborto não olham a meios para fazer avançar a sua agenda…


Mantém-se a situação de crise na Venezuela. Muitos têm estranhado a posição do Vaticano, mas o cardeal Pietro Parolin veio esta sexta-feira defender o que chama “neutralidade positiva”, que tem por objectivo “superar o conflito”.

O bispo de Setúbal foi entrevistado em conjunto pela Renascença e pela Ecclesia. D. José Ornelas falou do “processo de purificação” que a Igreja está a viver por causa dos abusos sexuais e referiu-se ainda à situação do Bairro da Jamaica, que muita tinta tem feito correr ultimamente.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Francisco preparado para mediar crise na Venezuela

O Papa regressou ontem dos Emirados Árabes Unidos. No último dia lá celebrou missa com os católicos, a quem pediu que trabalhassem pela paz.


Por falar em Venezuela, a missão católica portuguesa no país diz que urge travar, de todas as formas, uma intervenção militar dos EUA no país.

Conhece o “Gabinete de Escuta”? Se não conhece, leia isto. Pode ser o que falta para ajudar uma pessoa que conhece.

Porque hoje é quarta-feira trago-vos um artigo do The Catholic Thing em português, desta vez sobre um tema muito atual, a importância do estabelecimento de uma Igreja Ortodoxa da Ucrânia independente de Moscovo e como isso pode afectar o Cristianismo global. Não deixem de ler.

E deixo-vos novamente o convite para ler a minha grande reportagem sobre o dérbi mais improvável do mundo, que se joga na língua de Cristo. Muitos dos adeptos neste jogo peculiar são naturais da Síria, onde já só 2% da população é cristã.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Dérbis há muitos, nenhum é como este

A Renascença estreia hoje uma nova grelha e foi para mim uma grande honra ser o autor da primeira grande reportagem a passar no dia da inauguração. Numa semana em que tanto se fala de dérbi, convido-vos a conhecer o dérbi mais improvável do mundo. Opõe cristãos de tradição siríaca/assíria, oriundos do Médio Oriente, mas que vivem na Suécia… Só visto, e lido. Espero que gostem, pois deu-me imenso prazer fazer.

Por falar em Médio Oriente, o Papa Francisco encontra-se em Abu Dhabi. Ainda agora acabou de falar num encontro inter-religioso, em que disse que ou se constrói o futuro em conjunto,ou não haverá futuro de todo. Ontem, antes de partir, rezou de forma especial pela paz no Iémen, um conflito esquecido por muitos, em que quem mais sofre continuam a ser as crianças.

Na Holanda chegou finalmente ao fim a maratona religiosa em defesa da família Tamrazyan. Batei e abrir-se-vos-á… Os cristãos holandeses bem bateram, e a família viu abrir-se a porta.

Nota ainda para o facto de o Papa ter enviado flores às religiosas do Vaticano e para a descoberta de uma capela quinhentista em Cabo Verde.

Em anexo mando o convite para a Caminhada de Namorados e Casais Novos promovida pela Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa e deixo-vos com o convite para ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing sobre a importância do latim para a civilização ocidental.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

JMJ - It's coming home

Por força das circunstâncias, estive fora vários dias e sem conseguir mandar o mail noutros. Peço desculpa pelo silêncio, sobretudo numa altura tão importante para a Igreja portuguesa, com o anúncio das JMJ de 2022 para Lisboa.

Aqui encontram todos os textos feitos no âmbito das Jornadas do Panamá, mas deixem-me destacar estes, que têm a minha mão:


A directora de informação da Renascença lança um “alerta vermelho ao Estado laico

No avião de volta para Roma o Papa falou do aborto, do celibato, da Venezuela e disse que não devemos ter expectativas exageradas sobre a cimeira dos abusos, marcada para Fevereiro.

No meio disto tudo, uma notícia triste das Filipinas, onde um atentado ontem matou 27 pessoas numa catedral.

Deixo-vos ainda com os últimos dois artigos do The Catholic Thing. Randall Smith escreve sobre o perigo dos “lugares seguros” nas universidades e Robert Royal, no dia da Caminhada pela Vida nos EUA, diz que no meio dos escândalos que se abatem sobre a Igreja, podemo-nos orgulhar de sempre ter mantido erguido o estandarte da causa pró-vida. Leiam e partilhem!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Fé, Razão, Vida

A 46ª Caminhada Pela Vida que se realiza hoje [sexta-feira, 18 de Janeiro] em Washington não é um evento católico. Ao longo dos últimos anos tem sido muito gratificante ver um aumento no número de evangélicos, outros protestantes e judeus – como não adorar o som do Shofar a ser soprado do palco, antes de a multidão arrancar –, mórmones, muçulmanos e ainda outros a participar. Todos os que se têm vindo a aperceber que matar os mais pequenos e vulneráveis da espécie humana não tem nada de humano nem ajuda em nada as mulheres, que são mortas através do aborto às dezenas de milhões, em todo o mundo, simplesmente pelo facto de serem do sexo feminino.

Mas a caminhada – e a causa pró-vida – também não são, verdadeiramente, um tema religioso. É sempre bom ver na caminhada os Ateus pela Vida, mas também é uma recordação importante. Não somos contra o aborto por se opor a um qualquer dogma religioso. Se fosse esse o caso – como muitos defensores do aborto afirmam, erradamente – seria difícil evitar a acusação de estarmos a tentar “impor a nossa religião” aos outros. Pelo contrário, estamos a tentar evitar que as pessoas pratiquem uma forma irracional, falsa e sangrenta de idolatria.

É a razão, e não a revelação, que nos diz que, caso acreditemos que é errado matar, então matar crianças ainda na barriga das mães também é errado. E com cada ano que passa essa posição moral torna-se ainda mais clara. Quando a decisão Roe v. Wade, que legalizou o aborto em todo o país, foi anunciada, em 1973, a medicina estava a anos-luz do que está agora. Hoje sabemos, por exemplo, que o coração de uma criança começa a bater cerca de quatro semanas depois da concepção e que já acontecem muitas outras coisas que tornam claro que aquilo que se está a desenvolver e a crescer é um ser humano vivo (com o seu próprio ADN), rapaz ou rapariga desde o começo. Segue-se, racionalmente, que quem decidir pôr fim a essa vida, mesmo no seu estado mais incipiente, está a cometer um erro moral grave.  

E fazemos bem tanto em argumentar racionalmente como em caminhar pelo fim do aborto. Aliás, é mesmo uma obrigação moral. Confrontar-nos uns aos outros, em busca da verdade, é uma forma de demonstrar a nossa convicção de que aqueles com quem discordamos são, como nós, seres racionais. Eu sei que é pedir muito que a razão prevaleça, quando há tantas paixões e interesses em jogo. Mas é por isso que as caminhadas, manifestações e o exemplo pessoal devem também ser usados, nem que seja para criar oportunidades de fazer-se ouvir o lado científico e os bons argumentos.

Cerca de dez anos depois da decisão judicial de Row, estava a conversar com um filósofo, que entretanto se tornou mundialmente conhecido, sobre o aborto. Ele previu que, apesar de se tornar cada vez mais claro, através da ciência e da razão, o que estamos a fazer quando abortamos os nossos filhos, nada disso importaria. “Chegará o dia em que serão forçados a admitir a verdade. E então dirão, ‘Sim, é um bebé que se está a matar, e depois?’”

Na altura tive as minhas dúvidas, hoje já não tenho. Há anos que se muda o assunto do estatuto moral da vida intrauterina para tudo, desde o respeito pela liberdade das mulheres, o preconceito religioso e o combate à pobreza e aos danos ambientais. E também já nos disseram que, sim, é uma escolha difícil. Mas difícil porquê? Talvez porque esteja um bebé em causa? Sim, mas insistem que a mulher continua a ter aquele direito. Num acesso de paixão moral o Papa Francisco acertou no ponto quando disse que fazer um aborto é como contratar um assassino para nos resolver um problema. E a verdade é que esse assassino está a receber muitas chamadas: 42 milhões em todo o mundo só no último ano, de acordo com uma estimativa, fazendo do aborto a principal causa de morte.  

Os católicos americanos têm tido um papel central e louvável, claro, em manter viva a causa pró-vida. E por isso não é surpresa nenhuma que outros, que acreditam que é a verdade que nos liberta, se tenham juntado a nós. E não apenas neste país. O nosso exemplo tem espoletado outros esforços parecidos em vários países e, recentemente, até em Roma, embora a Igreja italiana e o Vaticano se tenham mantido distantes, por razões políticas aparentemente más, da Marcia per la Vita.

Desde esta segunda vaga da crise de abusos, os bispos americanos – e por implicação a Igreja como um todo – têm levado com críticas severas, algumas injustas, mas na maior parte justas. Tudo isso tem danificado a força do nosso testemunho público em várias frentes. Nestes últimos dias o Cardeal Wuerl até teve de abandonar os seus planos para celebrar a missa pró-vida que antecede a Caminhada. Foi substituído pelo núncio apostólico, o arcebispo Christophe Pierre. Mas nós, os americanos, conseguimos lidar com mais do que um problema de cada vez. Eventualmente vamos conseguir lidar com a crise de abusos enquanto continuamos com o nosso testemunho pró-vida e pró-família.

Mas não será um caminho fácil. Foram precisos quase cem anos – e uma Guerra Civil – desde os primeiros textos de John Wesley contra a escravatura até à Proclamação da Emancipação. Talvez leve tanto tempo, ou ainda mais, para anular o Roe v. Wade e mudar atitudes culturais para com o aborto. Mas, por mais tempo que leve, quando chegarem dias melhores as pessoas vão olhar para trás, para este tempo de trevas, e perguntar como é possível que uma população a gozar a maior prosperidade que o mundo alguma vez conheceu pôde ser cega para este massacre dos inocentes.

Muitos têm criticado a Igreja e outras organizações cristãs pelas suas falhas no combate à escravatura durante os séculos XVIII e XIX e é verdade que isso permanece como uma nódoa no registo de muitos seguidores de Cristo que tinham obrigação de saber melhor.

Mas naquele grande dia em que o aborto for visto novamente como o terrível mal moral que é, as pessoas também poderão ver que foi em primeiro lugar a Igreja, apesar de tantas críticas e muitas vezes sozinha, que defendeu a sacralidade de toda a vida humana. Numa altura em que pairam dúvidas sobre tanta coisa, isso é algo que merece ser festejado.


Robert Royal é editor de The Catholic Thing e presidente do Faith and Reason Institute em Washington D.C. O seu mais recente livro é A Deeper Vision: The Catholic Intellectual Tradition in the Twentieth Century, da Ignatius Press. The God That Did Not Fail: How Religion Built and Sustains the West está também disponível pela Encounter Books.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Vaticano entra na corrida

Não selecionável...
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem aceitou ouvir um caso sobre a eutanásia na Bélgica. É talvez a mais significativa ameaça à terrível lei naquele país.

Os bispos portugueses reafirmaram hoje que estão disponíveis para ouvir as vítimas de abusos. O porta-voz da CEP confirma ainda que Lisboa é candidata a receber as JMJ, mas que o Papa apenas anunciará a decisão final no dia 27.

A Santa Sé vai ter uma equipa oficial de atletismo, mais especificamente de maratonistas. É a primeira vez que a Santa Sé forma uma equipa oficial desportiva.

O Papa Francisco divulgou hoje a mensagem para o dia dos doentes, a 11 de Fevereiro e pede uma aposta na cultura da gratuidade e solidariedade.

Soube-se hoje que um padre bastante famoso, ligado ao Opus Dei nos Estados Unidos, é suspeito de assédio sexual de pelo menos duas mulheres. À primeira vista a organização lidou exemplarmente com o caso. O autor já foi colaborador do The Catholic Thing e nesse contexto traduzi e publiquei três artigos dele. Saiba mais aqui.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Recados sobre o Brexit no Natal egípcio

Christmas like an Egyptian
O Papa Francisco falou hoje ao corpo diplomático na Santa Sé e, em tempos de Brexit, saudou os benefícios da integração europeia, para além de ter referido uma enorme variedade de outros assuntos da atualidade. Tudo aqui.

Hoje é Natal para muitos cristãos do Oriente, incluindo os coptas, a quem o Papa Francisco saudou de forma especial, durante a inauguração de uma nova catedral.

Um cardeal francês começou hoje a ser julgado por alegadamente encobrir um caso de abusos sexuais.

Durante o fim-de-semana o Papa Francisco pediu aos países europeus que acolham os refugiados que estão neste momento abordo de dois navios de organizações não-governamentais, no Mediterrâneo. Na sexta-feira passada falei precisamente com o tripulante de um desses navios, que considera uma vergonha a atitude da Europa neste caso.


E parece que o Vaticano não se vai imiscuir na questão da exumação de Francisco Franco, em Espanha.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Natal sem Jingle Bells? Sim, se faz favor!

Mais um bispo em maus lençóis... 
Mais um caso de abusos no Vaticano? Agora as suspeitas envolvem um bispo argentino que resignou da sua diocese – alegadamente por outras razões – e foi para um cargo na Santa Sé.

O Papa escreveu entretanto uma carta aos bispos americanos, reunidos em retiro, em que teceu duras críticas à forma como lidaram com a crise dos abusos naquele país e a desunião que os caracteriza.

E ontem o Vaticano emitiu uma decisão da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a licitude moral das histerectomias, em certas situações. Veja aqui os detalhes.

Há Natal sem Jingle Bells? Pois claro que pode haver. Pelo menos eu acredito que sim, e o coro da Sé de Lisboa também. O concerto é dia 6. Aproveitem para ir ver!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Kismet, o muçulmano que ressuscitou neste Natal

Santo Natal para todos!
O Papa Francisco fez hoje o seu discurso à Curia Romana. Ao longo destes anos tem sido neste evento que ele aproveita para mandar recados internos, criticando os defeitos na própria igreja. Hoje não foi excepção e Francisco proferiu algumas das mais duras palavras contra os abusos sexuais até hoje.


D. Jorge Ortiga pede que as comunidades sejam mais acolhedoras neste Natal.

Nesta altura do Natal, aproveitem para conhecer Kismet, Homem do Destino, o primeiro super-herói muçulmano, que foi agora ressuscitado por um artista americano.

E olhos postos na Síria, onde a Turquia ameaça invadir para “limpar” o território das milícias curdas que combatem contra o Estado Islâmico.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, em que David Carlin critica os católicos “protestantes”.

Dia 24 ainda estarei por cá, mas tentarei não vos maçar. Desejo por isso um Santo Natal a todos!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

A fé que moveu o autor na Rússia move agora o médico no Sudão

Apresento-vos o Dr. Tom Catena. Um herói dos nossos tempos, que atende cerca de 400 doentes por dia e faz mil cirurgias por ano. No Sudão. Como? Com muita fé.  


Donald Trump aprovou uma lei destinada a ajudar as vítimas do genocídio do Médio Oriente.

Na passada segunda-feira assinalaram-se os 70 anos da declaração universal dos Direitos do Homem. Podem esses direitos ser mudados? Se sim, valerá a pena sequer existir uma carta dos Direitos do Homem? O Papa Francisco pede aos líderes mundiais que ponham esses direitos no centro de todas as políticas.

E ontem assinalou-se outra efeméride importante, mas que passou despercebida à maioria. Aleksandr Solzhenitsyn foi dos maiores heróis do Século XX na luta contra o comunismo, juntamente com João Paulo II. No artigo desta semana do The Catholic Thing em português, Douglas Skries escreve sobre o autor e o homem que sofreu na pele os horrores do comunismo e o ajudou a desmascarar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Papa nos Emirados e Big Bang

O Papa Francisco vai visitar os Emirados Árabes Unidos em Fevereiro. A notícia saiu hoje e apanhou os principais especialistas de surpresa. Isto quer dizer que as muitas pessoas que obviamente estavam envolvidas na organização não andaram a dizer nada antes da divulgação oficial, não fossem estragar tudo. E mais não digo.

A Área Metropolitana de Lisboa é um laboratório da diversidade religiosa em Portugal, e como tal foi alvo de um interessante estudo coordenado pela Universidade Católica. Veja aqui os resultados, alguns dos quais surpreendentes.


Se não vai na conversa de que a religião e a ciência são incompatíveis, então este artigo do The Catholic Thing é para si. Michael Baruzzini escreve sobre o crescente reconhecimento que está a ser dado ao padre Lemaître, que desenvolveu a teoria do Big Bang, e como os seus primeiros críticos diziam que a teoria cheirava demais a religião… Como os tempos mudam!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Velas em Roma pela paz na Síria

O Papa acendeu ontem uma vela pela paz na Síria. Faz parte de uma campanha internacional lançada pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

Soube-se também por estes dias que o Papa deu uma longa entrevista a um padre espanhol, que será publicada em breve, em que diz que os padres homossexuais que não vivem de forma celibatária devem abandonar o sacerdócio.

Conheça aqui a exposição “Capela Mundi”, sobre os 100 anos da Capelinha das Aparições.

Esta segunda-feira assinala-se o Dia Internacional dos Deficientes e Isabel do Vale, do Serviço Pastoral às Pessoas com Deficiência lamenta que ainda haja igrejas onde as pessoas com dificuldades de locomoção não conseguem entrar.


E termino com o convite, como tenho feito nos últimos anos, de se deslocarem, se possível, ao Chiado onde encontram no número 10 da rua Anchieta um espaço onde estão à venda artigos religiosos feitos pelos cristãos da Terra Santa, trazidos mais uma vez pelo Nicolas Ghobar (ver foto). Este ano o Nicolas esteve em directo na Renascença para falar sobre a sua experiência de cristão na terra onde Jesus nasceu.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Maratona religiosa pelos arménios


Hoje é dia de Santo André e o Papa, como é costume, escreveu uma carta ao Patriarca de Constantinopla em que volta a sublinhar o seu desejo de plena comunhão entre católicos e ortodoxos. A união entre os próprios ortodoxos é que está complicada por estes dias.

Na Holanda está a decorrer uma maratona de celebrações religiosas, de diferentes confissões, numa igreja protestante. O objetivo é impedir a deportação de uma família para a Arménia.

Foi descoberto um documento cristão no Japão que data dos tempos da pior perseguição naquele país.

Começa na segunda-feira um curso online sobre “A Missa Explicada”, que promete ser do maior interesse para quem gosta de aprofundar o seu conhecimento nestas áreas.

Publiquei esta sexta-feira no blogue a transcrição integral da minha conversa com o Pe. Tomás Halík. Aconselho a sua leitura!


E deixo-vos ainda com o link para um site chamado Livres para Amar, que pode ser de interesse para cristãos que procuram conciliar a sua fé com uma atração por pessoas do mesmo sexo. Não tenho nada a ver com o site, mas este é um assunto que me interessa, por isso se tiverem comentários a fazer agradeço que me os façam chegar.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Diferentes Papas para Diferentes Épocas

Dentro de cerca de uma hora o padre Tomás Halík vai proferir uma conferência em Lisboa. Se não teve a sorte de poder ir ao evento, não deixe de ler a entrevista que lhe fiz, em que ele explica como o Papa Francisco inaugurou uma nova época para a Igreja, mas sem tecer qualquer crítica – muito pelo contrário – aos seus antecessores. Se conseguiu ir à conferência, leia a entrevista à mesma. Quando acabar de a ler podem ainda ir ler a entrevista que ele deu à Ecclesia, ao Octávio Carmo, que complementa bem a minha.

Por falar na Ecclesia, os nossos amigos dessa agência estão por Angola e de lá mandaram estas duas reportagens muito interessantes. Numa os bispos sublinham a importância da relação com Portugal e noutra colocam-se firmemente junto ao atual regime e às reformas que está a empreender.

O Vaticano divulgou esta quarta-feira o programa da visita do Papa ao Panamá, para as Jornadas Mundiais da Juventude, em Janeiro. O Papa publicou ainda uma mensagem em vídeo para os participantes.

Hoje no artigo do The Catholic Thing trago-vos Michael Pakaluk, que comente ao Evangelho de Marcos e a centralidade, no mesmo, do poder de Cristo sobre os demónios. É uma análise muito interessante, cuja leitura recomendo!

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A raiz perversa da pobreza, segundo o Papa Francisco

O Papa Francisco almoçou com cerca de três mil pobres, ontem em Roma, na segunda Jornada Mundial dos Pobres. Antes celebrou missa e criticou a injustiça, que é a “raiz perversa da pobreza”. O Papa elencou ainda diferentes classes de pobreza, incluindo os bebés que não chegam a nascer e as populações privadas dos seus recursos naturais.

Ontem houve ainda a celebração do Angelus, como é tradicional. O Papa recordou as vítimas de um terrível massacre de cristãos na República Centro Africana e também as vítimas mortais dos incêndios na Califórnia.

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica tem nova direcção. Pela primeira vez na sua história a directora é uma mulher e leiga, embora consagrada. A Renascença deu a notícia na véspera de o Papa ter valorizado o papel das mulheres na teologia.

Os Jesuítas de Angola juntam-se aos bispos do Congo ao manifestar preocupação pela situação de centenas de milhares de congoleses deportados de Angola e que poderão ter sido vítimas de maus-tratos.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, sobre o perigo para a alma dos bispos que encobrem casos de abusos sexuais praticados pelo clero. Pode também gostar de ler outro artigo na mesma linha, da semana anterior, sobre como a sua oração e os seus sacrifícios espirituais podem beneficiar a Igreja nesta fase difícil que atravessa.

Termino com um aviso. No dia 27 de Novembro há concerto dos Simplus, no auditório da Igreja de Santa Joana Princesa, em Lisboa. A cara mais bonita desta dupla de artistas católicos fala sobre o seu trabalho nesta entrevista a Aura Miguel. Todas as informações no cartaz anexo.

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