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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O que é a Pachamama e o que não é a Pachamama

Peço desculpa pela minha longa ausência, que se deve a viagens e excesso de trabalho. Tentarei ser mais regular nas próximas semanas!

O Papa chegou esta quarta-feira à Tailândia, fica até sexta-feira e depois segue para o Japão. Oficialmente Francisco celebra na Tailândia os 350 anos do Catolicismo naquele país, onde o a religião chegou, na verdade, há mais de 500. Mas não digam nada aos franceses…

A Santa Sé volta a insistir na solução de dois estados para a Terra Santa, lamentando “recentes decisões” que dificultam o processo de paz.

Estiveram recentemente em Portugal dois representantes políticos da comunidade cristã do nordeste da Síria para falar sobre a situação que lá se vive. Para além de reuniões políticas estiveram na Renascença para dizer que a única maneira de estancar o fluxo de refugiados é apoiando a paz naquela região.

Destaque ainda para uma entrevista à missionária que levou as imagens da Pachamama para Roma e que explica exatamente o que são e o que não são. Ela acompanhou o sínodo da Amazónia, que diz ter sido positivo, mas que ainda não acabou.

Aproveito para divulgar os dois últimos artigos do The Catholic Thing em português, ambos excelentes. Randall Smith pergunta porque é que os católicos se satisfazem com a mediocridade nas suas instituições de ensino, dando exemplo de seminaristas que plagiam impunemente nos seus cursos e Gunnar Gundersen explica que a noção de um país pós-cristão é contrassenso. Do Cristianismo um país apenas pode passar a anticristão. Fica o aviso.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Santo Sepulcro fechado outra vez

A Igreja do Santo Sepulcro está fechada. É um facto quase inédito e deve-se ao protesto das Igrejas cristãs contra o Estado de Israel. Vejam aqui e aproveitem para ver uma das melhores fotos de sempre… Quem é que se meteria com estes tipos?

A liberdade religiosa protege todos os cidadãos, diz a ministra da Justiça, enquanto o presidente da Comissão da Liberdade Religiosa diz que a presença de símbolos religiosos nos espaços públicos é uma decisão que cabe às comunidades.

As seis dioceses do centro já têm um documento para aplicação do Amoris Laetitia.

Quase 9 anos depois volta a haver um português na mais alta roda da diplomacia do Vaticano. É José Avelino Bettencourt.

A minha colega Elsa Rodrigues conversou com o sociólogo francês Dominique Wolton que falou do Papa Francisco. Ele surpreende porque fala como um laico”, diz o autor.

E conheça aqui as voluntárias que vão fazer “o que for preciso” para Cabo Verde.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sugestões para o Natal

Se é daquelas pessoas que todos os anos fica sem ideias para presentes de Natal, precisamente nas últimas semanas antes da data, aqui ficam algumas dicas da Actualidade Religiosa. Cada dia divulgarei mais uma dica.

1. Que Fazes Aí Fechada
Sim, sou mesmo tão desenvergonhado que começo por sugerir um livro da minha autoria. Mas faço-o sem problemas de consciência porque, como já disse várias vezes, este livro não vive de mim, mas sim das histórias fantásticas das entrevistadas.

Ao longo de oito conversas com freiras ou monjas de diferentes ordens e congregações, desfazem-se vários mitos sobre a vida consagrada. Desde a cantora de jazz que faz um esforço para não sofrer pelo Benfica num convento de clausura, no Alentejo, até à rapariga de Viseu cujo pai queria que assumisse a exploração agrícola, mas agora dedica a vida ao trabalho com prostitutas e a combater o tráfico humano.

Há ainda a história da freira cujo pai deixou de praticar quando ela disse que ia para o convento, a dominicana albanesa que cresceu a pensar que os padres e as missas eram coisas do tempo dos contos de fadas e o fantástico prólogo de Maria João Avillez, cuja filha se tornou carmelita e que fala do assunto de uma perspectiva muito diferente, de matriarca de uma família que ainda luta por aceitar essa decisão.

O livro é da Aletheia e custa cerca de 15 euros. Pode ser adquirido nas principais livrarias ou encomendado do site da editora.


2. O Meu Deus é um Deus Ferido
Este livro é da autoria do padre checo Tomás Halík. Recebi-o há alguns meses da editora Paulinas e logo na altura despertou-me a atenção, mas acabou por ir parar a uma prateleira e só peguei nele novamente há duas semanas. Foi preciso pouco para ficar fã.

Halík faz uma leitura da passagem do Evangelho em que São Tomé duvida da ressurreição de Jesus e explora o significado de Cristo lhe ter mostrado as chagas, de Cristo, mesmo ressuscitado, continuar a ter chagas, concluindo que é através da identificação com as chagas dos mundo, dos pobres e dos oprimidos, nos vários sentidos da palavra, que nos salvamos.

Trata-se de um autor que foi ordenado sacerdote na clandestinidade, durante o regime comunista, e que sofreu perseguições mas agora é um perito em diálogo intercultural e inter-religioso. Um livro, sem dúvida, a não perder.

Não é uma obra leve, mas também não é preciso ter um curso de teologia para o ler, e custa € 14,90 no site das Paulinas.


3. Uma Vida de Doação – Padre Dâmaso Lambers
Há vários anos que estou a trabalhar na Renascença e tem acontecido muita coisa boa. Mas um dos maiores privilégios que sinto que tenho tido é ter conhecido e poder acompanhar, pelo menos semanalmente, o padre Dâmaso. Em 2010 entrevistei-o para a série “Vidas Consagradas” e fiquei fascinado com a sua história.

Agora todos podem conhecer a vida do padre Dâmaso. Dedicou a vida aos reclusos; sobreviveu à Segunda Guerra Mundial; diz, com naturalidade, que foram poucos os dias que não comungou desde criança e, acima de tudo, é profundamente apaixonado por Jesus.

“Jesus é fantástico” é a expressão que mais se ouve da sua boca. Tudo isso transparece neste livro tremendamente simples e tremendamente inspirador.

A edição é das Paulinas e, no site, custa 10 euros.


4. Artesanato da Terra Santa
Tempos houve em que um em cada cinco palestinianos era cristão, mas com o passar dos anos e devido ao conflito interminável e o aumento do clima de perseguição aos cristãos por parte de movimentos islâmicos fundamentalistas, esta percentagem tem diminuído drasticamente.

Ainda assim, alguns permanecem e sobretudo na zona de Belém ganham a vida muito à custa do turismo e da vende de artigos de artesanato religioso, esculpido em madeira de oliveira.

À imagem do que se passou noutros anos, este Natal encontram-se em Portugal alguns membros dessa comunidade para vender esses artigos. É uma forma de ajudar directamente os cristãos da Terra Santa a enfrentar as dificuldades diárias e as peças, para além de serem de boa qualidade, são muito bonitas.

Em Lisboa é possível encontrar estes artigos à entrada da Basílica dos Mártires, no Chiado.

5. Fiat Lux
O número especial da Invennire, publicação do secretariado dos Bens Culturais da Igreja, é de um beleza de cortar a respiração.

Ao longo de 130 páginas, pode encontrar aqui imagens de altíssima qualidade de algumas das mais bonitas iluminuras feitas em Portugal.

A revista está esgotada na loja online, mas encontra-se à venda em vários locais, incluindo na Férin, em Lisboa, ou na Voz Portucalense do Porto, Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima ou no Museu Diocesano de Santarém, entre outros.

Claro que a palavra "revista" é pouco para caracterizar uma obra destas, que tem tanta ou mais qualidade que muitos livros. O preço reflecte isso, 18 euros, mas vale cada cêntimo, sobretudo se o destinatário for um apreciador de arte.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Enviem mas é os manhosos para Pyongyang

Perigosa ameaça ao regime da Coreia do Norte
O Papa Francisco alertou esta quarta-feira para os “manhosos” que tentam ganhar dinheiro com o Jubileu da Misericórdia, vendendo bênçãos falsas e acessos a portas santas, por exemplo.

Um pastor evangélico com nacionalidade canadiana foi condenado, na Coreia do Norte, a prisão perpétua em regime de trabalhos forçados, por actividades contra o Estado. A acusação queria pena de morte, mas a defesa pediu clemência, para que o condenado possa “ver por si a realidade da nação do Sol enquanto cresce em poder e prosperidade”.

Vai-se realizar no fim-de-semana o 10º concerto solidário dos movimentos católicos, em Lisboa. Saiba tudo aqui.


E hoje é dia de artigo do The Catholic Thing. Hadley Arkes aborda a importância da declaração Dignitatis Humanae, que faz 50 anos mas nunca foi tão actual!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Papa vai à sinagoga e dicas de presentes de Natal

Presentes de Natal!
O Papa Francisco vai visitar a sinagoga de Roma em Janeiro, como já fizeram antes dele os Papas Bento XVI e João Paulo II.

Está disponível o livro “Quero dizer-Te: Obrigado!”, um roteiro espiritual, que pretende ajudar doentes e os que cuidam de quem está a viver a última etapa da vida.

Enquanto prosseguem os desenvolvimentos à volta dos atentados de Paris, a comunidade muçulmana de França teme represálias e insiste na mensagem de que o Islão não tem nada a ver com aquilo.

Encontram-se em Lisboa dois irmãos cristãos da Palestina, que vêm vender artesanato produzido pela comunidade cristã de Belém. Os artigos estão à venda na entrada da Igreja dos Mártires, no Chiado e a sua compra é uma forma muito concreta de ajudar estes cristãos, que vivem situações complicadas.

O ano passado também cá estiveram e na altura entrevistei um deles. A transcrição integral dessa entrevista, muito interessante, está aqui e não perdeu nada da sua actualidade.

“Sem cristãos os lugares santos tornam-se apenas pedras e prédios”

Transcrição integral da entrevista feita a Nicolas, um cristão da Terra Santa que se encontra em Portugal para vender artesanato produzido pelos cristãos de Belém. A entrevista foi feita o ano passado, mas na altura não publiquei a transcrição no blog. Os artigos estão à venda na Igreja dos Mártires, no Chiado e é uma maneira concreta de ajudar os cristãos na Terra Santa, que tanto precisam.


Estás em Portugal, mas originalmente és da Terra Santa, não é?
Sim, da Terra Santa, da cidade de Belém.

Cidade essa que ganha uma importância muito especial nesta altura do ano...
Sim.

És cristão?
Sou cristão, católico.

Os cristãos em Belém têm noção do significado do sítio onde vivem?
Sim. Sinceramente, temos um grande valor. Porque vivemos num lugar muito importante, muito religioso, que se pode considerar um dos lugares mais sagrados do mundo, onde nasceu o nosso salvador Jesus Cristo, e temos um grande amor, grande fé, desse lugar, o único lugar que temos, na cidade de Belém.

Belém é governada pela Autoridade Palestiniana?
Sim.

Houve uma altura em que os cristãos eram maioria em Belém...
Sim. Éramos quase 60% de cristãos no território da Palestina, hoje em dia somos perto de 1%.

Com as guerras e acontecimentos no país ao longo dos anos muitos cristãos emigraram e foi afectando a população.

E em Belém em Particular?
São cerca de 50 mil habitantes, os cristãos são cerca de 25%.

Com a causa palestiniana cada vez mais focada em movimentos islamitas, os cristãos ainda se identificam com ela?
Continuamos sempre a fazer parte da situação do território, mas sinceramente, como minoria que somos já não temos muita voz nem muitas opções. Temos que ficar calmos e ter fé que um dia os problemas passam.

A maioria dos cristãos que saem vão para onde?
Em 1910, 1915, começaram a ir para a América Latina, por causa da perseguição dos turcos. Mas hoje em dia, onde tiverem acesso fácil, saem para a Europa, América, América Latina, porque vão à procura de uma vida melhor, segurança, paz, tranquilidade. Formar uma família sem conflitos nem problemas.

No teu caso, sais da Palestina para vir temporariamente à Europa. Mas depois voltas?
Muitas pessoas ofereceram-me estadia aqui, mas sinceramente a minha família depende do meu trabalho e gostaria de ficar, mas prefiro voltar para a minha terra, porque somos a pedra e o sal desta terra e sem cristãos os lugares santos, com tempo, tornam-se apenas pedras e prédios.

Prefiro ficar na minha terra, porque sou um da minoria cristã que fica na Terra Santa e a Terra Santa sem cristãos é um problema grande.

Tens irmãos?
Sim, somos dois rapazes e uma rapariga.

E o teu irmão vem ajudar-te nestes tempos em Portugal?
Sim, porque ele não tem emprego na Terra Santa, na parte da Palestina. Belém é como Fátima, vivem do Turismo, dos peregrinos, mas muita gente que escuta e vê na televisão acha que é perigoso, que não vale a pena ir, que tem bombas e essas coisas, e como o nosso petróleo é o fabrico de artesanato de madre-pérola e madeira de oliveira, por causa destes problemas muitos cristãos tiveram de fechar as suas oficinas e sair do país. Então nós, como vários cristãos que têm contactos noutras partes do mundo, tentamos trazer artesanato dessas oficinas para mover os seus produtos e assim eles ficam nas suas oficinas, com a esperança de ainda poder sobreviver.

Vocês aqui vendem artesanato, mas não produzem...
Não, só trazemos directamente das oficinas de Belém.

A tua irmã também está lá em Belém?
Ela está em Espanha, a estudar. Em Julho termina. Arranjou um diploma através da Universidade Católica, porque também não tem trabalho na nossa terra, mas assim que terminar vai voltar à cidade de Belém.

Os desenvolvimentos dos últimos anos têm tornado a vida mais difícil para quem vive destas actividades em Belém, não é?
Sim. Está muito difícil. É difícil falar de como está a situação. E na Síria e no Iraque ainda está pior, mas por exemplo Portugal teve guerra, problemas políticos, agora económicos, mas tem liberdade, paz e prosperidade. Nós na Terra Santa sempre tivemos problemas políticos, religiosos e económicos, há dois mil anos. Não sabemos o que é paz, nem prosperidade nem liberdade. Mas continuamos nesta terra. Viver na Terra Santa é ser um herói.

A principal dificuldade nos últimos anos tem sido o muro...
Sim, são quase 720 quilómetros...

Que divide territórios e impede a chegada de outras pessoas a Belém, não é?
Sim.

Como é que viveram a ida do Papa à Terra Santa?
No tempo do Papa Bento XVI, quando ele foi à Terra Santa em 2009, estive lá, e ele trouxe muita gente e uma mensagem. Mas com o Papa Francisco veio ainda mais gente e mostrou ao mundo que precisamos de paz, que não tem de haver muralhas, mas pontes e surpreendeu-nos ao parar diante do muro e rezar diante do muro. Com a sua mensagem deu-nos uma grande paz e ânimo para ficar nesta terra.

Os israelitas defendem-se, dizem que desde que construíram o muro que de facto diminuíram os ataques...
É preciso ver para crer...Eles dizem que baixou muito. Mas com a muralha há pessoas que têm terrenos do outro lado e já não podem cultivar, não podem construir. Dificulta muito o acesso. Como cristãos temos direito a ir ao outro lado duas vezes por ano, no Natal e na Semana Santa, a certas horas e em certas partes. É mais fácil para um turista conhecer a nossa terra do que para nós mesmos.

Estava a dizer que há muitos turistas que têm medo porque pensam que há instabilidade e bombas em toda a parte. Para quem pensa eventualmente ir visitar, o que tem a dizer?
Diria que não há essas coisas. Claro que acontecem, mas é longe. Nos lugares de turismo, de peregrinação, nunca aconteceram esses conflitos. Estive com grupos em Junho e Julho e não se passou nada. É seguro e recomenda-se. Recomendo muito, é uma viagem da vida, é onde nasceu a nossa religião e não é como parece nas notícias.

Como é que é o Natal em Belém? Claro que vão muitos turistas, mas para vocês, que tradições têm?
Há dois anos colocaram uma árvore de Natal na praça da Manjedoura, onde transmitem a Missa do Galo e deram um pouco mais de vida e de sabor à cidade de Belém, com mais decoração, mais luzes, uma vez que este lugar é a capital do Natal. Nós como cristãos temos a tradição de estar em família. Jantamos juntos e depois ir à missa, mas com poucos cristãos a tradição, a decoração, essas coisas, estão a perder-se um pouco cada ano.

Certamente têm vizinhos e amigos muçulmanos, eles respeitam os vossos festejos?
Respeitam muito, sim. Assim como nós respeitamos o Eid-al-Adha ou o Ramadão, duas festas muito importantes, cada um respeita o dos outros.

Há quantos anos vem a Portugal vender estes produtos?
Há quase cinco anos, de Novembro a Dezembro.

Vale a pena?
Vale. Eu diria que vale a pena porque conhecemos melhor os países, vendemos os produtos das oficinas de Belém e gosto muito do país. Também não tenho outra opção.

Consegue dinheiro pelo menos para pagar as viagens?
Sim. Como trazemos as coisas directamente das oficinas e não da loja, o preço é acessível e são coisas de artesanato e religiosas e coisas de que os portugueses muito gostam, como presépios, cruzes, terços.

Há quanto tempo é que a sua família é cristã?
Essa é uma pergunta que nos fazem muitas vezes, porque trabalho como guia em Belém e muitas pessoas pensam que não há cristãos, pensam que só há judeus e muçulmanos, mas a minha família, toda a vida foi cristã. Não é como noutros países onde se pode trocar de religião, lá isso não acontece, por tradição e por cultura. Toda a vida fomos católicos, desde a altura de Jesus.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Fim do pesadelo em França?

Chegou ao fim, pelo menos assim parece, o episódio de terror em França, que começou com um ataque à redacção do Charlie Hebdo e terminou com a morte de três terroristas, incluindo um que tinha levado a cabo outro ataque na quinta-feira de manhã, e mais quatro reféns.

Durante os últimos dias começaram a ouvir-se novamente vários lugares-comuns, entre os quais “Isto não tem nada a ver com a religião”, “Isto não é o verdadeiro Islão” e, por outro lado, “Todos os muçulmanos são assim”. Este facto levou-me a escrever o seguinte texto, em que disputo todas as afirmações.

O Papa Francisco recebeu ontem no Vaticano duas visitas interessantes. Uma foi de Angelina Jolie, a outra foi dos líderes da comunidade Yazidi. A primeira diz que os refugiados se sentem representados por ele e os segundos chamaram-no “pai dos pobres”.

A minha colega Rosário Silva esteve em Campo Maior para falar com uma noviça da Ordem da Imaculada Conceição que vai tomar o hábito este sábado, e Ângela Roque falou com as Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que querem dar a conhecer o legado da sua fundadora.

O imã radical Abu Hamza Al-Masri foi condenado a prisão perpétua, nos EUA.

O padre Duarte da Cunha explica como os bispos europeus vão apoiar os cristãos da Terra Santa.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Abusos sexuais são profanação da imagem de Deus

Unidas na dor. Mães dos rapazes judeus assassinados
O Papa recebeu esta segunda-feira seis vítimas de abusos sexuais, no primeiro gesto do género do seu pontificado. Aqui podem ler a notícia da fantástica homilia em que Francisco pede perdão, condena o encobrimento dos casos e louva o facto de as vítimas terem denunciado publicamente os abusos. Mas se puderem, não deixem de ler a homilia completa, aqui a versão em inglês.

Por falar em abusos, o Ministério Público anunciou no fim da semana passada que deduziu acusação contra um padre da Ordem Hospitaleira de São João e um funcionário de uma instituição da mesma ordem, por prática de abuso sexual de pessoa internada e de pessoa incapaz de resistência. Este dado já foi acrescentado à cronologia de casos de abusos em Portugal.

Foi um fim-de-semana em cheio para o Papa que, no sábado, visitou uma zona pobre de Itália e lamentou a “indignidade” de não conseguir colocar pão na mesa.


Ao longo das últimas semanas a situação na Terra Santa agravou-se bastante, com a morte de três adolescentes judeus e o assassinato, em retaliação, de um árabe de 16 anos. Mas no meio da loucura há sinais de sanidade. A sanidade radical do perdão e da reconciliação. Não perca.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Beleza Salvará o Mundo, com ou sem consentimento

Mas seria?
A Beleza Salvará o Mundo? Solzhenitsyn acreditava que sim, e o pastor Pentecostal Brian Zahnd, autor de um livro com o mesmo nome. Em entrevista à Renascença, Zahnd fala das suas ideias e confessa que a tradição protestante foi longe de mais ao “despir” as igrejas e o culto de elementos de beleza. Podem ler a transcrição completa desta entrevista, no inglês original, no blogue. Aconselho vivamente!

O Papa Francisco reconheceu esta quarta-feira que a Igreja Católica também tem algumas culpas nas divisões que existem entre os cristãos, e pediu perdão por isso a Deus.

Ainda sobre a viagem do Papa à Terra Santa, não percam esta noite na antena da Renascença o debate semanal sobre religião, com Aura Miguel, D. Nuno Brás e Pedro Vaz Patto. É às 23h30 e estarão em análise, sobretudo, as declarações do Papa a bordo do avião.


A escravatura é errada? Penso que todos concordamos que sim. Mas porquê? Porque atenta contra a dignidade inerente aos homens escravizados? Ou porque os escraviza contra a sua vontade? A questão é importante. No artigo desta semana do The Catholic Thing Francis Beckwith explica as perigosas consequências de uma ética baseada apenas no conceito do consentimento.

Salvo em caso de notícias urgentes, não deverão receber mails meus até meados de Junho. Podem ir acompanhando novidades no Facebook e no Twitter.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Apanhados papais e aldeias rebaptizadas

Como tinha avisado, o Papa falou ontem a bordo do avião, a caminho de Roma. Ficamos a saber que vai haver um encontro com vítimas de abusos sexuais, que o Papa tem pena que o debate sobre o sínodo da família se esteja a resumir à questão da comunhão de recasados. Também disse mais do mesmo sobre a questão da ordenação de homens casados.

Ainda em relação à peregrinação de Francisco à Terra Santa, aqui podem encontrar a minha leitura da viagem e os 10 pontos mais importantes a reter. Um bom ponto de partida para quem não conseguiu acompanhar de perto.

A sudanesa que foi condenada à morte por alegada apostasia e adultério já deu à luz e tem agora dois anos para amamentar o bebé antes de ser executada

Menos sorte ainda teve uma paquistanesa que foi morta pela família à frente do edifício do supremo tribunal, tudo por ter casado com o homem por quem estava apaixonada.

Os bispos da União Europeia manifestaram-se preocupados com os votos em partidos nacionalistas nas eleições para o Parlamento Europeu.

E os habitantes da aldeia espanhola de “Castrillo Matajudíos” decidiram por maioria… mudar o nome da localidade.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Beijinhos e abraços na Terra Santa

(Clicar para aumentar)
O Papa Francisco está neste momento a despedir-se da Terra Santa, onde passou os últimos três dias. Está por publicar um artigo com 10 dos pontos altos desta viagem, que divulgarei amanhã, mas desta peregrinação destaco os seguintes:


O discurso do Rei Abdullah, da Jordânia, que chamou ao Papa “Consciência do mundo”.

O encontro ecuménico entre Francisco e o Patriarca de Constantinopla.

E por fim o momento esta manhã em que o Papa beijou as mãos a seis sobreviventes do Holocausto.

Leiam também a crónica de Aura Miguel sobre a viagem para a Jordânia, em que o Papa falou de Fátima.

A viagem termina, mas o Papa vai falar com os jornalistas a bordo do avião, de regresso a Roma, pelo que haverá certamente novidades ainda, já sabem que as poderão encontrar na Renascença.

Na próxima quinta-feira realiza-se um colóquio em Lisboa que não vai querer perder. Trata-se do primeiro evento do género dedicado a Chesterton (pelo menos de que eu tenha conhecimento…). Supostamente eu vou moderar uma das conferências, mas acabei de ser informado pelo obstetra da minha mulher que na quinta-feira os planos poderão ser outros, por isso não posso garantir a minha presença. Mas a não ser que estejam a ter filhos também, espero que consigam ir ao Auditório 2 da Universidade Católica a partir das 16h para ouvir João César das Neves, Tiago Cavaco, Pedro Picoito, Miguel Morgado e Zita Seabra, entre outros, a falar desta figura ímpar.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Um Papa, um imã e um rabino entram num avião...

Como é? Vamos à Terra Santa?
Decorreu durante os últimos dias o congresso ibérico da pastoral penitenciária. Em Fátima estiveram dezenas de pessoas a discutir as melhores formas de acolher e ajudar os reclusos.

Um Papa, um imã e um rabino entram num avião e… vão para a Terra Santa. Não, não é o começo de uma anedota…

Parabéns a todos os amigos do movimento de Schoenstatt, que fez 100 anos no passado fim-de-semana!

Na China os muçulmanos atacam estações de comboio, na Índia, porém, são os muçulmanos a serem atacados, o que é duplamente preocupante tendo em conta que é época de eleições.

Está em Portugal o Cardeal ganês Peter Turkson, que veio encontrar-se com empresários para promover a doutrina social da Igreja.

E por fim, chamo a vossa atenção para a transcrição integral da minha entrevista a Maria Hildingsson, da Federação Europeia de Associações de Famílias Católicas, um trabalho particularmente útil em mês de eleições europeias!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Barack e Francisco em Roma


Obama afirma que ficou muito comovido pela compaixão do Papa, convidou-o a ir à Casa Branca ver o jardim e comprometeram-se os dois a lutar pela erradicação do tráfico humano. Obama também elogiou o Papa por nos lembrar que o fosso entre ricos e pobres não é uma coisa normal.

Antes do encontro escrevi que estes seriam os principais tópicos a discutir. Não se sabe ao certo do que é que falaram, para além do consensual que foi divulgado publicamente, mas convém não esquecer que depois do Papa, Obama foi recebido pelo Secretário de Estado Parolin, e pode ter sido lá que os temas mais duros foram abordados.

Entretanto, nos Estados Unidos, teme-se perder o emprego por ser contra o casamento homossexual. Chocante, mas pouco surpreendente, tendo em conta a tendência que já tinha divulgado aqui.

Noutro tema, foi hoje divulgado o programa, muito preenchido, para a histórica visita do Papa à Terra Santa, em Maio.

Por fim, alerto a todos que no sábado às 18h vou falar ao Clube 7+ sobre o primeiro aniversário do Papa Francisco. Estão todos convidados a aparecer, aqui encontram indicações para lá chegar.

(Clicar para aumentar)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Papa sem férias e viagens que se prolongam no tempo...

O mais próximo que o Papa vai
estar de uma palmeira este verão
Começa hoje uma peregrinação à Terra Santa da Universidade Católica. Este é o tipo de viagem que não acaba com o regresso a casa, explica uma peregrina que a fez recentemente. Aqui podem ler a entrevista completa ao padre João Lourenço, especialista na Terra Santa e orientador desta peregrinação.

O Papa Francisco não vai para Castel Gandolfo nas férias, não fazia férias enquanto arcebispo de Buenos Aires, não fará agora, explica o Vaticano.

Os futuros diplomatas do Vaticano correm o risco de se tornarem leprosos… ou de serem carreiristas, o que segundo o Papa é mais ou menos a mesma coisa. Seja como for, o melhor é ter cuidado, alerta Francisco!


“Uma peregrinação à Terra Santa é um belíssimo instrumento de evangelização”

Transcrição integral da entrevista ao padre João Lourenço, director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, a propósito da peregrinação à Terra Santa da Universidade. A notícia encontra-se aqui.


Quantas pessoas vão nesta peregrinação e quanto tempo dura?
Trata-se de uma peregrinação que eu considero um programa longo, são duas semanas. Inclui a totalidade de Israel e também a Península do Sinai, incluindo a subida ao Monte Sinai e a visita ao Convento de Santa Catarina.

É uma peregrinação singular porque feita a partir da Universidade Católica, mas também porque reúne dois grupos, um que vem directamente de Macau, constituído por 17 pessoas, que vêm via Hong Kong, e um grupo de Lisboa, incluindo pessoas ligadas à universidade, na sua maioria, e outras menos próximas. As ligadas à universidade são essencialmente as que frequentam os cursos que eu oriento, ou pessoas amigas. De Lisboa vão 16 pessoas.

É uma tradição a Universidade Católica peregrinar à Terra Santa?
Eu já orientei outras iniciativas semelhantes a esta, a partir da universidade. A primeira, propriamente, que remonta a uma relação com a universidade foi em 1988, em que participou D. José Policarpo que nesse mesmo ano tinha sido nomeado reitor. Várias vezes fiz peregrinações destas com grupos de finalistas. Depois a tradição interrompeu-se e desde o meu regresso desenvolvi mais neste sentido.

Da sua parte não será a primeira vez. Que experiência tem da Terra Santa?
Estudei em Israel durante dois períodos de tempo que perfazem cinco anos, quatro a fazer o meu doutoramento, de 1980 a inícios de 1985, depois mais tarde por alguns meses entre 2003 e 2004, em licença sabática para preparar a minha agregação. Portanto posso dizer que conheço melhor Israel que Portugal, pelo menos na sua diversidade geográfica, histórica, espiritual, nos seus caminhos e itinerários. Para além disso dirigi já várias viagens. Uma das que faço frequentemente é precisamente ao monte Sinai, ao qual espero subir em breve pela 12ª vez.

Portanto vou lá num ritmo relativamente anual, às vezes com duas ou mais visitas, se bem que desde que sou director da Faculdade de Teologia tenho menos tempo. Para além disso tenho cartão de guia de peregrinações, pelo que não só organizo e preparo os programas, como faço de guia na totalidade da peregrinação, não só espiritual. Isso dá-me uma satisfação muito grande porque acredito e sinto que uma peregrinação à Terra Santa é um belíssimo instrumento de evangelização e de fazer uma nova catequese, que contextualizada, localizada, quer histórica e geograficamente pode retirar-se e colher-se mais benefícios espirituais, tanto em grupo como individualmente.

Para mim é um instrumento muito importante, que por outro lado, como sou professor de Sagrada Escritura, me ajuda a actualizar e a passar aos peregrinos aquilo que já escutaram e sentiram a partir do texto, ou no estudo exegético e hermenêutico dos textos bíblicos.

É importante, a seu ver, viajar com um guia, alguém que já conheça o local e as suas histórias?
Essa é uma questão muito importante. Em Israel há bons guias, conheço alguns bons, excelentes, respeitadores, conhecedores da realidade cristã e atenciosos. Não diria que todos, mas uma parte sim. O que é importante quando se prepara uma viagem à Terra Santa, se se quer que seja verdadeiramente uma peregrinação e os peregrinos colham os melhores frutos dessa experiência e dêem por bem empregues os custos e os sacrifícios que fazem para poder beneficiar desses momentos, creio que uma viagem dessas deve ser bem preparada e deve ter alguém, se não o guia primeiro da peregrinação, pelo menos um bom assistente espiritual.

O que sucede muitas vezes é que os programas são de descanso disfarçado, são viagens quase iguais às outras, os grupos compram os programas e não propõem os seus programas.

No meu guia da Terra Santa deixei algumas propostas de programas que se podem fazer, para grupos, sacerdotes, orientadores de peregrinações, com motivações, lugares, itinerários, percursos adequados, o que permitirá aos grupos beneficiar mais. Portanto uma viagem à Terra Santa, para ser uma peregrinação, tem de ter esta matriz, esta identidade específica. Caso contrário não será uma peregrinação, chamem-lhe uma visita turística, um percurso, um itinerário de matriz histórica, tudo isso tem o seu lugar, mas acho que para uma identidade específica de um grupo em peregrinação, e para poder beneficiar dessa riqueza, que pode proporcionar, tem de ser bem acompanhada e bem organizada, não deixar que sejam as agências a fazer os percursos, mas que cada guia, chefe ou responsável do grupo, saiba de facto ter uma identidade específica para conferir a esse grupo.

Isso é uma tarefa muito importante e creio que com isso todos beneficiam e as viagens podem tornar-se de facto um momento privilegiado na vida de cada pessoa.

Durante a peregrinação existe algum contacto com as comunidades cristãs locais?
Procuramos algum contacto. Não é fácil. Os contactos que acima de tudo procuramos é sermos recebidos por alguém da Custódia da Terra Santa, que nos apresenta as dinâmicas pastorais e motivações fundamentais que presidem à espiritualidade da Terra Santa e à presença dos cristãos.

Os contactos com as comunidades, às vezes ocasionais, acontecem com grupos que se cruzam connosco ou que celebram ou antecedem as nossas celebrações. É difícil fazermos visitas porque as comunidades só se reúnem ao domingo, Sábado ou sexta-feira, de acordo com as possibilidades que têm, e isso é de facto muito difícil, porque os itinerários são marcados por um ritmo acelerado. Para podermos fazer mais esse contacto com os santuários, as experiências dos lugares, o percurso das estradas e dos itinerários bíblicos, o nosso tempo é muito limitado. Mesmo com duas semanas, muito fica por fazer.

Para os cristãos não há centros de peregrinação obrigatórias, como existe no Islão, por exemplo, mas acha que todos os cristãos devem tentar ir à Terra Santa?
Eu diria que isso era um ideal, desde que fosse uma experiência espiritual, não uma obrigação ou uma necessidade.

Um contacto com a Terra Santa pode ajudar os cristãos a interiorizar, a percepcionar, a ter aquela experiência interior, de uma dimensão mais contextualizada e mais vivenciada daquilo que é a realidade bíblica, dos dinamismos da experiência e da teologia bíblica. Contextuar, situar no espaço e no tempo, ter uma geografia bíblica da realidade da palavra bíblica é uma experiência importante e um elemento importante.


Na minha experiência os inúmeros grupos que têm ido comigo, muitos dizem que a partir da visita toda a riqueza da palavra tem um novo sabor, um novo sentido.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Que horas em Moscovo? Hora de Borrego no Alentejo

Começaram hoje as celebrações dos 75 anos da Renascença. D. Nuno Brás, que presidiu a uma missa de acção de graças, considera que os ouvintes esperam ver nos funcionários da Renascença o Rosto de Deus. Cá vamos fazendo os possíveis.


Hoje, no Alentejo, o Borrego é rei e senhor… Pelo menos na medida em que representa o “outro” Senhor…


Terminamos com duas notícias do mundo islâmico. Um diz respeito ao jovem cristão que foi condenado a três anos de prisão no Egipto, por blasfémia, outro diz respeito à existência, ou não, de igrejas na Península Arábica. Um responsável turco diz que sim, em nome da tolerância muçulmana.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Padres pedem sangue, china aposta na simpatia

"Olha mãe, daqui não consigo ver os meus irmãos!"
A Igreja portuguesa diz-se disponível para apelar às dádivas de sangue nas missas. O apelo é que será feito nas missas, as dádivas presume-se que não.

O Vaticano pede dádivas de outro género, desta feita para ajudar a salvar a vida das comunidades cristãs no Médio Oriente, sobretudo na Terra Santa.

A Santa Sé também está preocupada com a desertificação em África e está a investir na sua prevenção.

O ministro da Economia diz que o Turismo Religioso pode ser muito importante para combater a crise.

Finalmente, um assunto que não é explicitamente religioso mas que levanta todo o género de questões morais. A China quer promover a política do filho único de forma mais simpática. Parece que frases como “Se escapares [à esterilização], vamos encontrar-te. Se te quiseres enforcar, damos-te a corda” são consideradas demasiado agressivas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"Kikos" aprovados, migrantes discutidos e bilhar episcopal

O “nosso” grupo no Facebook arrancou bem e já conta com cerca de 70 pessoas. Divulguem entre os possíveis interessados, é uma boa forma de partilharmos opiniões e sugestões.

O Vaticano aprovou hoje, de forma definitiva, os estatutos e a liturgia do movimento Caminho Neocatecumenal. O movimento tem os seus admiradores e detractores, uma das questões polémicas é precisamente a liturgia. Aqui podem ver um vídeo que mostra um pouco do espírito dos “Kikos” como são conhecidos, por causa do seu fundador Kiko Arguello.

Hoje entrevistei o Arcebispo de Liverpool, recém-chegado da Terra Santa. Patrick Kelly (na foto a jogar bilhar em Nablus) comenta a situação da Igreja local e, interessantemente, compara-a à Irlanda. Aqui podem encontrar a transcrição completa desta curta entrevista, no inglês original.

Hoje esteve em discussão a Maternidade de Substituição, ou “barrigas de aluguer”. O Padre Vítor Feytor Pinto dá aqui a sua opinião sobre o assunto.

E por fim, durante este fim-de-semana a Igreja debate a situação dos migrantes. Tudo bem com os que vêm para cá, menos bem com os nossos que estão fora…

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