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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Vaticano entra na corrida

Não selecionável...
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem aceitou ouvir um caso sobre a eutanásia na Bélgica. É talvez a mais significativa ameaça à terrível lei naquele país.

Os bispos portugueses reafirmaram hoje que estão disponíveis para ouvir as vítimas de abusos. O porta-voz da CEP confirma ainda que Lisboa é candidata a receber as JMJ, mas que o Papa apenas anunciará a decisão final no dia 27.

A Santa Sé vai ter uma equipa oficial de atletismo, mais especificamente de maratonistas. É a primeira vez que a Santa Sé forma uma equipa oficial desportiva.

O Papa Francisco divulgou hoje a mensagem para o dia dos doentes, a 11 de Fevereiro e pede uma aposta na cultura da gratuidade e solidariedade.

Soube-se hoje que um padre bastante famoso, ligado ao Opus Dei nos Estados Unidos, é suspeito de assédio sexual de pelo menos duas mulheres. À primeira vista a organização lidou exemplarmente com o caso. O autor já foi colaborador do The Catholic Thing e nesse contexto traduzi e publiquei três artigos dele. Saiba mais aqui.

Padre John C. Mcloskey acusado de assédio sexual

Surgiu hoje a notícia de que o padre John C. McCloskey, dos EUA, esteve envolvido em pelo menos dois, talvez três, casos de assédio sexual.

Não estamos perante um caso de abuso de menores nem de pedofilia, mas de assédio de mulheres adultas. Contudo, não deixa de ser assédio, pois terá sido contra a vontade delas e em situações que as deixaram muito desconfortáveis. Pelo menos uma dela estava numa situação vulnerável e, seja como for, estamos sempre perante um caso de abuso de posição privilegiada de alguém que faz aconselhamento espiritual.

Pelo que se lê no artigo do Washington Post, parece-me que o Opus Dei, a que o padre pertence, lidou bastante bem com o caso. A mulher recebeu uma indemnização considerável mas que foi sustentada com um donativo particular, ou seja, não se desviou dinheiro de outros fins nem se "enganou" quem doa dinheiro à organização. O padre, que era uma espécie de "vedeta" e conhecido por atrair muitos famosos para a Igreja, foi afastado do contacto com mulheres e retirado da cena pública. Foi a decisão certa e não deve ter sido fácil. Muitos, sabe-se agora, estranharam o seu "desaparecimento".

O caso não foi comunicado às autoridades, pois não é claro que se tenha tratado de um crime, ou pelo menos só seria comunicado a pedido das vítimas, pois não se tratou, repito, de abuso de menores ou de crianças. A vítima na altura não terá querido levar o caso mais longe.

A situação foi tornada pública pelo Opus Dei ontem à noite, nos EUA, a pedido da vítima, pois ela temia que pudesse haver mais vítimas que não tinham tido a coragem de falar. Mais uma vez, apenas tenho acesso à informação no artigo, mas parece que aqui se respeitou a privacidade e as necessidades da vítima acima da preservação da reputação da organização.

Neste ponto gostaria de esclarecer que nada me liga ao Opus Dei se não amizade pessoal com alguns membros. Não pertenço, ninguém da minha família pertence e não tenho especial atração pessoal pela espiritualidade e a organização interna do movimento. Simplesmente não é o meu estilo.

Dito isto, e por uma questão de transparência, devo dizer que colaboro há vários anos com o The Catholic Thing, para o qual McCloskey escrevia. Deixou de escrever há bastante tempo, agora compreendo porquê. Durante estes anos traduzi, salvo erro, apenas três artigos dele.

Se surgirem mais detalhes importantes sobre o caso, acrescentarei ou actualizarei este artigo.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Duas Juventudes

No passado Domingo de Ramos, 2.500 alunos de 150 universidades em todo o mundo reuniram-se em Roma para o UNIVFORUM 2018, um encontro de uma semana para aprofundar a compreensão do catolicismo e a sua relação com o futuro do mundo. O Opus Dei tem organizado encontros do género desde 1968. Os delegados participarão numa audiência papal a apresentarão ao Santo Padre dinheiro que angariaram para caridade, bem como um mosaico de Maria, Mãe da Igreja (para os cristãos na Síria). As suas deliberações terminam no Domingo de Páscoa.

Estes não são, convém deixar claro, os 305 jovens delegados convidados pelo Papa Francisco para o encontro pré-sinodal que decorreu no Vaticano na semana passada, que eu descrevi noutro artigo. Esses jovens concluíram as suas actividades no mesmo Domingo de Ramos, apresentando ao Papa um relatório nalguns pontos útil, noutros previsivelmente contraditório e heterodoxo, em particular na esperança de que a doutrina da Igreja se possa adaptar de certa forma – independentemente das Escrituras, da tradição e das próprias palavras de Jesus – aos actuais modos de vida, em claro contraste com o Cristianismo histórico.

Resumindo, nestas duas semanas antes da Páscoa tivemos, em Roma, duas visões muito diferentes de como abordar os jovens. Admitamos, por uma questão de justiça, que ambas têm vantagens e desvantagens.

A UNIVFORUM 2018, como quase tudo o que é organizado pelo Opus Dei, é um evento bem pensado, com um enfoque claro. Inclui organizações e indivíduos que o meu colega George Weigel defende deviam estar presentes no sínodo de Outubro, pelas provas dadas em termos de sucesso de pastoral juvenil. O programa deste ano olha de forma particular para o Maio de 1968, com as suas expectativas utópicas, e pergunta se, meio-século mais tarde, as promessas de liberdade e felicidade humanas foram cumpridas.

Em contraste, a reunião pré-sinodal juntou um grupo heterogéneo (jovens católicos sérios, jovens católicos confusos, não crentes e até alguns muçulmanos). Alguns temas polémicos entraram na discussão, como por exemplo o apelo por mulheres cardeais, feito por defensores da ordenação feminina, mas em geral os delegados reflectiram os muitos temas que se esperaria ouvir de um encontro de jovens: um maior desejo por acompanhamento no desenvolvimento da fé (sem uma Igreja moralista ou julgadora), o papel das mulheres na Igreja, justiça social e alguma discordância quanto ao ensinamento da Igreja sobre sexo, casamento, homossexuais e celibato sacerdotal. Também houve questões sobre a própria existência de Deus e esperança de que a Igreja consiga explicar melhor a doutrina ou as escrituras. Alguns querem um acompanhamento mais próximo por parte da Igreja, outros temem que esse acompanhamento possa limitar a sua liberdade.

Temos aqui dois pontificados em operação. No evento do Opus Dei temos algo como a abordagem de João Paulo II no início de Veritatis Splendor, em que de evoca o “jovem rico” dos Evangelhos que pergunta a Jesus o que deve fazer para ter a vida eterna. A resposta, claro está, é deixar tudo e segui-lo. O enfoque principal é trabalhar sobretudo com jovens já comprometidos com a Igreja e ajudá-los a comprometer-se ainda mais para, só então, sair para convencer outros.

A segunda abordagem, do Papa Francisco, parte do princípio que muitos já abandonaram a Igreja porque também eles não gostam do que Jesus pede. Mas outros porque ainda ninguém lhes desafiou, ou porque não compreenderam bem. Ou então por causa de obstáculos colocados no seu caminho pela própria Igreja, que precisam de ser removidos.

Francisco costuma convidar as pessoas a falar sem medo e sem hesitações, pensando que “sempre se fez assim”. Esse convite ajuda-os a sentirem-se parte de um processo e traz assuntos à superfície. Mas também é um risco, pois ameaça virar as questões ao contrário. Uma boa parte dos participantes do encontro pré-sinodal – com pouca experiência de Deus ou do mundo – sentem-se menos chamados a mudar-se a si mesmos e mais a dizer; bem, se não é preciso fazer as coisas como sempre foram feitas, então é sobretudo a Igreja que deve mudar.

E deve, como devemos todos, se tenciona manter-se viva. A questão está em saber como. O grande Cardeal Newman costumava dizer que “a mudança é prova de vida e ser perfeito é ter mudado muito”. Mas há uma diferença entre uma mudança que conserva e enaltece fielmente e mudança que transforma em algo fundamentalmente diferente. Esse tipo de perspectiva desempenha um papel menor no relatório dos jovens. E não admira, porque da parte dos adultos houve pouco encorajamento por valores como a fidelidade e a verdade. A ênfase foi para que os jovens falassem na sua própria voz – uma categoria em tempos reservada a grandes poetas e romancistas, o que significou, como é costume com jovens, que a maioria dos delegados se limitou a ecoar aquilo que tem ouvido dos seus pares.

Papa Francisco com os jovens no encontro pré-sinodal
Há aqui muita coisa que não deve admirar os padres sinodais. Alguns jovens estão a sugerir que este documento mudará o rumo da Igreja. Um escreveu mesmo no Twitter que “Se este documento não resultar numa mudança sísmica em como ministramos a, e com, os jovens, então não está a ser lido correctamente”.

Mudanças sísmicas, mudanças de paradigma – na era das redes sociais há uma grande tentação de dramatizar, mesmo que se trate de um relatório de um comité de jovens, após um breve encontro com outros, previamente desconhecidos uns dos outros, e sugestões de 15 mil seguidores do Facebook. 

Mas o terreno não mudou e, recordemos, o objectivo não é simplesmente melhor pastoral juvenil. O que queremos sempre saber é se mais jovens vão ser conduzidos a Jesus Cristo – o verdadeiro, das Escrituras, preservado pelo Espírito Santo no seu Corpo Místico, a Igreja.

O acompanhamento costumava significar família, depois paróquia e comunidade. Os jovens reconhecem isto no seu relatório – bem como a crise das famílias, o futuro incerto de muitas paróquias e a hostilidade do Estado moderno para com a religião em geral e o Catolicismo em particular. Eles compreendem que algo tem de ser feito para compensar o desaparecimento de velhas formas de formar identidade, mas não sabem bem o quê.

E aqui está outro dilema: será que se pode beneficiar da força da Fé se rejeitar os necessários juízos não de pessoas, mas de verdade e falsidade, de coisas que exigem uma decisão? Coisas que podem restaurar a família, paróquia, sociedade, uma vez que estes não têm substitutos? Se a Igreja não der uma mão orientadora firme – se querem que ela lá esteja (como os pais) se falharem, mas não querem seguir os seus conselhos – então que utilidade terá para a maioria dos crentes?

O Papa Francisco publicou recentemente o livro “Deus é Jovem”, que reflecte, em parte a famosa fórmula de Santo Agostinho sobre a beleza de Deus: tam antiqua, tam nova, “sempre antiga, sempre nova”. Os jovens que vieram a Roma a semana passada alcançaram algo de valor real, embora parcial. Resta ver se os adultos, adultos responsáveis, conseguem retirar daí algo de bom em Outubro.


Robert Royal é editor de The Catholic Thing e presidente do Faith and Reason Institute em Washington D.C. O seu mais recente livro é A Deeper Vision: The Catholic Intellectual Tradition in the Twentieth Century, da Ignatius Press. The God That Did Not Fail: How Religion Built and Sustains the West está também disponível pela Encounter Books.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Segunda-feira, 26 de Março de 2018)

© 2018 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Actualidade Religiosa: Paradoxos consagrados

O Papa Francisco falou esta sexta-feira sobre os paradoxos dos votos religiosos, nomeadamente a pobreza, castidade e obediência. Vale a pena ler.

A Fundação Fé e Cultura conseguiu oferecer mais de 2.000 presentes solidários a quem mais precisa!

Dois avisos para este final de semana… Para os mais noctívagos, não percam na Antena 3, na noite de domingo para segunda-feira, o programa do meu amigo Tiago Cavaco. Começa à meia-noite e dura duas horas. Os convidados desta semana sou eu, o chefe da sala de imprensa do Opus Dei e outro pastor baptista, também chamado Tiago. Foi uma conversa interessante, divertida e com música à mistura.

Convido-vos também a visitar e manter debaixo de olho o blog https://wherepeteris.com/, onde encontrarão artigos a defender o Papa Francisco dos seus críticos, incluindo aqueles de dentro da Igreja. Um projecto a acompanhar!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Novo Prelado no Opus Dei, eu na FNAC de Santa Catarina

Foi ontem escolhido e confirmado o novo prelado do Opus Dei. Chama-se padre Fernando Ocáriz e tem 72 anos. Toda a informação aqui.

O Vaticano divulgou esta terça-feira a mensagem das comunicações sociais. Diz o Papa que os media deviam tentar comunicar de forma mais positiva.

Este é um assunto comentado por Paulo Rocha, da Ecclesia, que foi o convidado de Ângela Roque, na Renascença.

Na preparação para os meus artigos sobre o filme Silêncio, falei com três especialistas. Mas o mais interessante de todos foi sem dúvida o padre Adelino Ascenso, padre e missionário com mais de 10 anos de experiência no Japão, cuja tese de doutoramento foi precisamente sobre a obra de Shusaku Endo, autor do livro original. Depois de terem visto o filme, leiam a entrevista. É obrigatório. Sou eu que mando.

Um aviso a todos os que vivem para norte. Estarei amanhã na FNAC de Santa Catarina, no Porto, para moderar uma conversa sobre o filme Silêncio. Será às 18h, apareçam!

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing. A semana passada a escolha recaiu sobre Martin Luther King e a sua carta de umaprisão de Birmingham, a não perder.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

"Silêncio". Vota-se no Opus Dei

Actualidade Religiosa confirma que "Silas"
não será o próximo prelado do Opus Dei...
Mais de centena e meia de membros do Opus Dei estão reunidos em Roma para escolher o novo prelado. Saiba como funciona a eleição.

O Patriarca de Lisboa convocou uma assembleia diocesana para 2020, aproveitando a missa de Santo Estêvão para o anunciar.

O Papa Francisco deu uma entrevista ao jornal El País em que disse que prefere “esperar para ver” antes de comentar a eleição de Trump, mas alertou para o perigo de se escolher, em tempos de crise, um “salvador” que promete construir muros.

Silêncio já estreou há vários dias e muitos já foram ver. Se for o seu caso, não deixe de ler a minha opinião sobre o filme. Também tenho online as transcrições integrais das entrevistas que fiz para as reportagens sobre a obra de Martin Scorsese, que irei divulgando aqui ao longo desta semana.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing. De vez em quando o site publica um texto antigo e clássico de um autor conhecido. A semana passada a escolha recaiu sobre Martin Luther King e a sua carta de uma prisão de Birmingham, a não perder.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Papa escreve a ditador e telefona a colega

Mons. Javier Echeverria
Depois de várias folgas e um feriado, estou de regresso, na noite em que se soube da morte de Mons. Javier Echeverria, prelado do Opus Dei, aos 85 anos de idade.

Isto depois de um fim-de-semana triste, com um novo atentado no Egipto a matar dezenas de cristãos coptas. O Papa Francisco telefonou esta segunda-feira para o Papa Tawadros, dos coptas, para mostrar a sua solidariedade.

Também hoje o Papa Francisco fez chegar uma carta a Bashar al-Assad. Nela pede respeito pelos direitos humanos, mas a simples existência da carta recorda o facto de o Vaticano nunca ter abandonado o reconhecimento da legitimidade de Assad. Tudo isto no dia em que Alepo foi reconquistada pelo regime…

Anda meio mundo em alvoroço porque saiu um documentário em que o Papa diz que pensa que o seu pontificado vai ser curto. Ora essa frase não é nova, e mesmo que fosse, tirar daí ilações sobre uma eventual resignação em Março de 2017 (como ouvi alguém a dizer hoje, ressalvando que antes o Papa vai a Fátima em Maio…) parece-me abusivo.

Saíram novas indicações para a formação nos seminários. Entre outras coisas os seminaristas vão ter de aprender sobre o aquecimento global. Não é novidade, mas acabou por ser o centro da notícia, que a homossexualidade continua a ser um impedimento para a ordenação.

A semana passada publiquei no blog mais um artigo do The Catholic Thing em português.Leiam para saber como uma universidade feminina nos EUA proibiu qualquer representação de “Os Monólogos da Vagina” no seu campus. Porquê? Porque discrimina contra “mulheres que não têm vagina”. Bem-vindos ao fantástico mundo da ideologia do género!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Caracóis, amigos, drusos, maçonaria e Opus Dei

Drusos. Grandes barbas!
Já está online a transcrição integral da entrevista que fiz na terça-feira a Austen Ivereigh, biógrafo do Papa. Está igualmente online o artigo desta semana do The Catholic Thing, onde lhe explicamos que para salvar a Cristandade basta casar, ter filhos e fazer bons amigos cristãos.

Recentemente, a propósito de uma campanha sobre os direitos dos caracóis, um grupo de jovens universitários bem-intencionados fez uma campanha de resposta, contra o aborto. Teve algum sucesso e chegou até a alguns meios de comunicação. A ideia foi boa, mas podia ter sido bem melhor, como procuro explicar aqui.

Passando a notícias mesmo, o Vaticano criou um tribunal onde vão ser julgados os bispos acusados de terem encoberto casos de abusos sexuais.

Só em Portugal é que se equipara o Opus Dei à Maçonaria, considera o responsável pela organização católica em Portugal, a propósito de recentes polémicas em que o Opus se viu metido.

Depois dos cristãos, dos curdos e dos yezidis, agora são os drusos que sofrem às mãos dos extremistas islâmicos na Síria. Só ontem terão sido mortos vinte numa aldeia.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Papa em Sarajevo e Conferência de Hadjadj

Sarajevo aguarda visita do Papa Francisco em Junho
O Papa Francisco vai visitar Sarajevo em Junho. O anúncio foi feito ontem, durante o Angelus. Não deixa de ser muito interessante que com esta visita, três das quatro visitas europeias de Francisco fora de Itália sejam a países de maioria muçulmana!

Decorrem no Porto as Jornadas de Teologia da Universidade Católica, desta vez dedicadas a questões económicas.

Os últimos números mostram que por cada dois padres que morrem em Portugal, apenas um é ordenado. Passa-se uma situação parecida com as religiosas. Saiba mais aqui.

A lei que concede nacionalidade portuguesa a judeus sefarditas deu mais um passo em frente. Este é um momento histórico, dizem alguns judeus.

O director do Gabinete de Imprensa do Opus Dei em Portugal, Pedro Gil, considera que a Igreja precisa de mais mulheres a trabalhar na comunicação.


E as autoridades do Vaticano detectaram dois casos de posse de pornografia infantil dentro da Santa Sé em 2014. Houve também casos de tentativa de fazer entrar droga por via do correio. Saiba mais aqui.

A semana passada elogiei muito a conferência de Fabrice Hadjadj, no Congresso dos Leigos, que teve lugar no Porto no outro fim-de-semana. Agora podem ler o texto aqui. Não deixem de o fazer.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Vatican in overdrive...

Do Egipto... uma das mais bizarras fotografias inter-religiosas de sempre
Um manifestante enverga um Alcorão e um crucifixo enquanto equilibra
um veículo militar em cima da cabeça. (Nem sei o que tem na boca...)
É uma regra básica do marketing que uma organização não deve fazer várias iniciativas no mesmo dia, porque acabam por ofuscar-se umas às outras. Alguém que explique isso ao Vaticano se faz favor porque só esta manhã tivemos:


Pela primeira vez desde que regressou ao Vaticano, Bento XVI foi visto em público com Francisco, não no lançamento da encíclica, mas para a inauguração de uma estátua de São Miguel Arcanjo.

No meio disto tudo decidiu-se fazer uma conferência de imprensa para anunciar que João Paulo II e João XXIII devem ser canonizados ainda este ano. A surpresa é que “O Papa Bom” foi “dispensado” de um segundo milagre…

Também hoje foi aprovada a beatificação de monsenhor Álvaro del Portillo, sucessor de Josemaria Escrivá à frente do Opus Dei… e ainda… foi promulgado o reconhecimento das “virtudes heróicas” da fundadora das Concepcionistas, a portuguesa Madre Isabel.

Apesar das tentativas de monopolizar as notícias por parte do Vaticano, há mais actualidade religiosa… os cristãos egípcios apelam à reconciliação nacional após o fim do regime do islamista Mohamed Morsi. Os islamistas, por sua vez, apelaram a uma “sexta-feira de cólera” que já fez pelo menos quatro mortos. Se está a leste do que se passa no Egipto, pode ler aqui o meu texto sobre o assunto.

E se está pelo Norte e quer ajudar a criar um banco de leite para São Tomé e Príncipe, saiba aqui como.


Última nota para dizer que este fim-se-semana D. Manuel Clemente toma posse do Patriarcado de Lisboa. Pode assistir a tudo ao vivo no site da Renascença. Amanhã, a partir das 11h00.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"O Papa tem vontade de cooperar com a verdade"

Transcrição integral da conversa com Pedro Gil, director de comunicação do Opus Dei em Portugal, sobre a mensagem do Papa para o dia das Comunicações Sociais. Ver reportagem aqui.

Na mensagem do Papa lê-se que: “As redes sociais podem reforçar laços de unidade entre as pessoas e promover a harmonia da família humana”: Na sua experiência, é assim?
Falo pela experiência pessoal e de outros. É um dilema. Temos por um lado o facto inovador de uma pessoa de repente, com facilidade poder entrar em contacto com gente a quem quer muito bem, que não tem possibilidade de ver fisicamente e com quem entra em contacto pelas redes sociais. Mas temos também um dado que é dilemático, contrastante e irónico que é de pessoas que estão no mesmo espaço familiar, que estão ligadas a pessoas distantes mas que dentro da mesma casa não têm muito tempo para estar uns com os outros.

Portanto há uma aprendizagem que é preciso ser feita. Mas dentro dos condicionalismos que o Papa apresenta, sim é possível chegar à ideia de que as redes sociais reforçam a unidade e podem promover a harmonia.

O Papa diz também que as pessoas devem esforçar-se por serem autênticas. Há uma maior facilidade em ser falso no mundo digital?
Este é um dos pilares da proposta positiva que o Papa tem. Ele diz que devemos ser o que somos em qualquer circunstância. Tem a ver com a ideia da unidade de vida, segundo alguns autores, que nos deve fazer ser sempre aquilo que somos em qualquer circunstância, portanto não andarmos disfarçados. Concretamente sabemos que é fácil na internet transformar a relação entre as pessoas numa espécie de baile de máscaras em que as pessoas estão mas ao mesmo tempo estão escondidas. O desafio é esse, ser completamente transparente, não quer dizer contar tudo, quer dizer é que cada um deixe mostrar aquilo que realmente é, sem transmitir falsas imagens. Isso já seria o caminho da mentira, que o Papa considera ser o caminho errado. É apenas um risco de liberdade, enquanto oportunidade pode dar-se um ambiente de unidade e até de harmonia.

O Papa pede um “cuidadoso” discernimento, que se evite o sensacionalismo e os “tons demasiado acesos”. No seu caso, enquanto director de comunicação do Opus Dei, como é que mantém a calma quando confrontado com os muitos preconceitos que existem não só em relação à Igreja, mas em particular contra a obra?
Temos que enfrentar sempre essas dificuldades com muita serenidade, em primeiro lugar considerando que é normal que haja pessoas que tenham opiniões diferentes, tenham visões do mundo que não sejam compatíveis ou que simplesmente não se sintam bem com certas propostas, isso é normal. Quando diante de nós aparecem pessoas com atitudes mais hostis ou provocadoras isso é um teste à nossa resistência, a percebermos que também não tem tanta importância assim.

Ao mesmo tempo julgo que é preciso sempre imaginar que quem faz isso pode estar numa posição de fragilidade, por isso há circunstâncias da vida dessa pessoa que facilitam a que tenha essa reacção, por isso o mundo que não conhecemos dentro do universo pessoal de cada um é tão grande que temos de ter um bocadinho de humildade e respeitar, por isso determo-nos diante disso e ter um pouco de paciência e esperar por melhores dias, também é importante.

Bento XVI cita o seu discurso ao mundo da cultura, em Lisboa. “Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza”. Falta à sociedade esta capacidade de acolher e aprender com a cultura do outro, e não apenas “tolerá-la”?
Falta muito e não falta só naquelas pessoas que têm uma opinião diferente de nós e que são um bocado intransigentes, pode faltar também no mundo do Cristianismo essa abertura.

Este apontamento, além de para nós ser uma simpatia porque a única citação do texto é do seu discurso de Lisboa, é também um apontamento autobiográfico. O Papa é assim. Eu até já ouvi testemunhos de pessoas que o conhecem directamente que dizem que tal como diz o seu lema, ele tem tanta vontade de cooperar com a verdade que assim que a descobre noutros não tem nenhuma dificuldade em se render a isso.

Papa no Twitter, autenticamente
Isto é fácil de dizer mas é mais difícil de fazer, porque muitas vezes construímos as nossas convicções de tal maneira que achamos que fizemos um percurso triunfante até chegar lá, por isso quando alguém põe isso em questão e nos faz perceber que o percurso era outro, temos de nos despir do nosso orgulho para conseguir perceber que ela tem razão. É um processo difícil, não só intelectual, é também volitiva, do coração. Só quero dizer que o Papa aconselha a fazer isso, a ter essa ginástica interior, mas quando o faz é com base na sua experiência pessoal.

O Papa termina num tom positivo, indicando que por causa das redes digitais há muita gente que sente um apelo para participar “em lugares concretos” experiências de oração ou litúrgicas. A sua experiência confirma isto?
Para muita gente tudo pode ter começado na internet. Ainda há pouco tempo conheci uma história de uma rapariga que foi a ouvir uma música no YouTube que teve uma percepção clara que Deus a chamava para dominicana. Isso acontece assim, as pessoas às vezes encontram a curiosidade, o movimento do coração a propósito destes meios.

Sempre será assim, a forma pela qual se dá aquele encontro com Deus é sempre variadíssima. Aqui mais do que a criatividade do homem em encontrar novas plataformas é a criatividade de Deus em serviço de todas as plataformas para se fazer comunicar. Confirmo a experiência de muita gente que conhece o Cristianismo através dos suportes digitais, mas depois chega mesmo a ter um encontro real com Deus.

Recentemente fez-se muito alarido com a chegada de Bento XVI ao Twitter. Na sua opinião, qual é a real importância da presença do Papa nas redes sociais?
A presença é importante porque onde há um espaço bom, aberto, humano, aí deve estar a voz de Deus, a voz da Igreja e a voz do Papa. O Twitter em concreto aproveita um dos aspectos singulares deste Papa de conseguir dizer ideias muito fortes em muito poucas palavras, o Twitter é uma plataforma excelente para isso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Yom Kipur em Lisboa e em Tripoli

Para os nossos leitores judeus, votos de um santo Yom Kipur.
A partir do pôr-do-sol começa este dia da expiação/arrependimento, cujo significado nos foi explicado pelo Rabino de Lisboa, para ler e ouvir aqui.
Ainda no campo do judaísmo falamos de David Gebri, que voltou para a Líbia para limpar uma sinagoga. Resultado? Uma manifestação esta tarde em Tripoli contra ele, contra os judeus em geral e contra a abertura das sinagogas…
Hoje o Papa aceitou a renúncia de um dos bispos auxiliares do Porto e ontem foi lançada uma obra que o Opus Dei espera que possa acabar com alguns dos preconceitos que existem contra ele.

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