sexta-feira, 24 de abril de 2015

Um milhão e quinhentos mil novos santos

Fiéis arménios beijam um ícone que
representa 1,5 milhões de novos santos
É já na segunda-feira o lançamento do meu livro “O que fazes aí fechada”, que inclui oito entrevistas com diversas freiras. Desde uma cujo pai deixou de praticar quando ela entrou no convento a uma que diz que o celibato a liberta para melhor poder trabalhar com as prostitutas que procura ajudar. São histórias de vida e de vocação, mas acima de tudo são histórias de amor.

Para quem puder ir ao lançamento, no Convento dos Cardaes, Rua do Século 123, em Lisboa, às 18h30, terei o maior gosto em ver-vos lá.

Decorreu ontem a maior canonização em massa da história do Cristianismo. São 1,5 milhões de novos santos da Igreja Apostólica da Arménia, vítimas do genocídio levado a cabo em território turco. Os Assírios também sofreram e chamam a esse triste episódio o “Seyfo”, ou “Espada”, pois foi através desse instrumento que a maioria dos mais de 150 mil foram assassinados.

E porque passados 100 anos estamos novamente a ver cristãos a serem perseguidos em massa no mundo muçulmano, a fundação Ajuda à Igreja que Sofre convocou uma jornada de oração para sábado.

A Associação de Rádios de Inspiração Cristã contesta a ideia de que os meios de comunicação precisem de dar a conhecer o seu plano de cobertura das eleições legislativas.

E se participou no sorteio do Natal para ganhar um dos presentes que o Papa tem recebido ao longo dos meses, não desespere! Vem aí nova oportunidade e o primeiro prémio é um carro Kia Soul.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

"Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos" - Obrigado Jamaal

Apresento-vos o Jamaal. A dele é uma história que têm de conhecer. Não digo mais porque diante do seu testemunho tudo o que não seja silêncio estarrecido parece profano.

Várias instituições da Igreja, incluindo a Renascença, estão por detrás da iniciativa #somostodospessoas, um acto de solidariedade e de oração pelas vítimas das tragédias no Mediterrâneo.

Graça Franco, directora de informação da Renascença, pergunta, a este propósito, “E se os sírios de hoje fossem os judeus de ontem?

E o Serviço de Refugiados dos Jesuítas reclama que as medidas que têm sido apresentadas até agora são insuficientes.

O Patriarca D. Manuel Clemente diz que faltam sacerdotes e pergunta até que ponto os nossos jovens estão abertos a ouvir o chamamento de Deus.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Muçulmanos também perseguidos e Papa vai a Cuba

Já disponível no site da editora
O Papa Francisco vai a Cuba. A viagem terá lugar quando for aos Estados Unidos também, em Setembro.

Um homem foi detido em França, no passado domingo, e a polícia descobriu que tinha planos detalhados para fazer atentados contra uma ou duas igrejas.

Não são só os cristãos que são perseguidos. Na República Centro Africana acontece também o contrário, e esta história de muçulmanos perseguidos por milícias cristãs é verdadeiramente triste e chocante.

Resignou ontem o bispo Robert Finn, do Kansas (Missouri), que foi o primeiro bispo do país a ser condenado em tribunal num processo relacionado com encobrimento de abusos sexuais.

E faz hoje dois anos que dois bispos sírios foram raptados perto de Aleppo. Até hoje, não se sabe nada deles. Não os esqueçamos.

No artigo desta semana do The Catholic Thing em português, Hadley Arkes lamenta que tanta gente não seja capaz de compreender a ideia de princípios num argumento e recorda a resposta que teve de uma professora de direito quando lhe disse que era indiferente se um bebé se encontra no útero da mãe ou numa paragem de autocarro, não se pode matar: “Está a dizer que o meu útero é igual a uma paragem de autocarro?”

Fica ainda o aviso que o meu livro “Que Fazes aí Fechada” já está disponível online no site da Aletheia. Mas para quem puder aparecer no lançamento, segunda-feira no Convento dos Cardaes às 18h30, já sabe que está convidado!

Princípios, úteros e paragens de autocarros

Hadley Arkes
Na altura pensei apenas que a jovem senhora, apesar de ser professora de Direito, era tremendamente limitada ao nível intelectual. Nunca me ocorreu que era uma mostra dos tempos que aí vinham. Estávamos em meados dos anos 90 e um grupo de colaboradores do First Things estava a defender os nossos argumentos sobre o aborto e os abusos do poder judicial numa faculdade de Direito em Nova Orleãs. Não querendo dizer que os nossos adversários estavam em inferioridade, para além de mim estavam a lidar com o padre Richard Neuhaus, Robert George e Russell Hittinger.

Num dos painéis eu estava a argumentar novamente que a prole no útero nunca muda de espécie; que é humana em todas as fases da sua existência; que o seu estatuto humano não pode depender do tamanho nem do peso e que a criança é sem dúvida inocente de qualquer crime.

Foi nessa altura que a jovem professora de Direito me surpreendeu. “Mas está no meu útero”, afirmou. Respondi rapidamente que na minha opinião a questão essencial é que a criança é um ser humano inocente e que a localização geográfica é totalmente irrelevante no que toca à licitude de se matar um ser humano inocente. “A vítima podia estar numa paragem de autocarro”, disse eu, que não faria diferença nenhuma.

Foi aí que a jovem professora respondeu, indignada: “Está a dizer que o meu útero é igual a uma paragem de autocarro?”. Respondi: “Espero bem que não seja”.

Isto passou-se há cerca de 18 anos. Mas a cada dia que passa parece que encontramos provas de que mesmo pessoas com educação superior parecem ter dificuldade em compreender a noção de “princípio” que se aplica a um argumento.

Costumo recorrer a um exemplo, como modelo de raciocínio baseado em princípios, o texto que Lincoln escreveu, sobre uma conversa imaginária com um esclavagista, em que se questiona a legitimidade de se possuir escravos. Seria o escravo menos inteligente que o seu dono? Se for esse o caso, então o dono sujeita-se a ser escravizado pelo próximo homem branco mais inteligente que ele. Era uma questão de cor, podendo o mais claro escravizar o mais escuro? Se sim, então um branco com pele mais clara do que a sua poderia torná-lo escravo também.

Por outras palavras, qualquer princípio apresentado servia tanto para justificar a escravatura de brancos como de negros.

Muitos de nós utilizamos o mesmo argumento em relação ao aborto, ao perguntar porque é que o nascituro não está protegido pela lei. E da mesma forma, descobrimos que não há qualquer princípio que possa justificar o aborto que não seja aplicável a muitas pessoas que já se encontram bem fora do útero. A criança não é desejada? Por esse critério há muito que nos teríamos livrado de Joe Biden. A criança está dependente de outros? Não consideramos que as pessoas perdem a sua humanidade na medida em que se tornam dependentes dos cuidados de outros.

No útero Na paragem à espera do autocarro
Os meus alunos tendem a compreender esta ligação imediatamente. Mas fico espantado com a quantidade de pessoas que tenho encontrado recentemente, incluindo pessoas com formação universitária, que não conseguem perceber a lógica. Estamos a falar de duas coisas diferentes, argumentam. O que é que a escravatura tem a ver com o aborto?

Na discussão sobre a homossexualidade a incompreensão é ainda maior e é agravada por revolta. Já afirmei que mesmo os activistas homossexuais considerarão que certas “orientações sexuais” são ilegítimas. Discutem se a Associação de Amor entre Homens e Rapazes devia poder marchar na parada gay e podem ter reservas em relação ao excitamento sexual conseguido através de sexo com animais, ou asfixia. Poderão ter dúvidas, por isso, como todos nós temos, sobre se as pessoas comprometidas com estas “orientações” deviam poder adoptar crianças.

Mas então como é que podemos justificar leis que, de forma geral, proíbem toda a discriminação com base em “orientação sexual”? Entretanto alguns dos licenciados da minha faculdade, hoje com sessenta e tal anos, acusam-me de dizer que o sexo homossexual equivale a ter sexo com animais, ou que estou a tratar os dois como analogia.

Mas não faço qualquer sugestão de “analogia”. Se eu avançar a proposição de que “as pessoas deviam ser livres para fazer o que quiserem”, isso abrange tanto o direito ao homicídio como ao plágio. Mas ninguém estaria a sugerir que o homicídio é igual, ou análogo, ao plágio.

Um dos meus comentadores preferidos, Charles Krauthammer, afirmou recentemente que se deve banir os abortos no terceiro trimestre porque o bebé no útero podia agora ser visto claramente nas imagens das ecografias. Mas para além disso ele não parece dar qualquer importância no nosso debate político a um assunto que envolve a morte de mais de um milhão de pequenos e inocentes seres humanos, por ano, neste país.

Mas certamente Krauthammer não pensa que um sexagenário de 60 anos é mais humano que um ser humano pequeno no útero; nem admito que ele possa achar que matar um sexagenário seja pior do que matar uma criança de dois anos.

Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava distraído? Alguma coisa que tenha afectado até as nossas “melhores cabeças”? Ouvimos falar tanto da polarização da nossa política, mas a maior preocupação, presente em ambos os partidos, é a profunda erosão das mentes das pessoas que compõem as nossas classes políticas.


Hadley Arkes é Professor de Jurisprudência em Amherst College e director do Claremont Center for the Jurisprudence of Natural Law, em Washington D.C. O seu mais recente livro é Constitutional Illusions & Anchoring Truths: The Touchstone of the Natural Law.

(Publicado pela primeira vez na Terça-feira, 21 de Abril de 2015 em The Catholic Thing)

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Mártires etíopes que nem chegaram aos barcos da morte

Novos mártires coptas
rogai pelos nossos irmãos etíopes
Mais um massacre na Líbia. Desta vez foram cristãos etíopes os massacrados, o que não deixa de ser irónico… saiba aqui porquê.

Estes cristãos estavam a tentar chegar à Europa. Morreram pelo caminho, antes de chegarem aos navios onde morrem outros tantos milhares, numa tragédia que parece não ter fim.


A controvérsia que opunha as freiras americanas ao Vaticano chegou ao fim. Assim de repente, sem grandes polémicas, sem grandes escândalos. Graças a Deus!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Bento Brinda, Católicos Crescem, Livro Lança-se

Se pensam que isto parece divertido,
esperem pelo lançamento do meu livro!
Antes de mais, um convite pessoal.

Ao longo de um ano estive a escrever um livro, que será lançado agora no dia 27 de Abril. O convite vai em anexo, considerem-se todos desafiados para ir ao lançamento e divulguem por quem acharem que possa estar interessado.

O livro é composto por várias entrevistas a religiosas e aborda tudo o que anda à volta das suas vidas e vocações. Foi um projecto que me deu imenso gosto fazer e que dependeu muito menos do meu trabalho do que do testemunho das entrevistadas. Sai agora, a propósito do Ano da Vida Consagrada.

Espero ver-vos lá!

Quanto a actualidade, hoje fez anos o Papa Bento XVI. Foram 88 e festejou à grande, como se vê pelas fotografias, que não vai querer perder.

Saíram esta quinta-feira os mais recentes dados do anuário pontifício. Ao que parece o número de católicos aumentou 20% desde o ano 2000, mas o número de seminaristas, que tinha vindo a aumentar, decresceu ligeiramente ao longo dos últimos dois anos.

Morreram pelo menos 40 imigrantes ilegais no Mediterrâneo, a tentar chegar à Europa, mas a notícia mais chocante é da detenção de 15 imigrantes muçulmanos que chegaram recentemente a Itália e são acusados de terem lançado borda fora 12 cristãos que estavam no mesmo barco, e que se presume terem afogado.


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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ideologia do género não é a solução, é o problema

Desde que não engravides...
O Papa Francisco criticou a ideologia do género, esta manhã, dizendo que eliminar a diferença entre os sexos não é a solução, é o próprio problema.

Por esta hora, na Sinagoga de Lisboa, está a ser homenageado do padre Joaquim Carreira, que foi considerado “Justo Entre as Nações” pelo memorial do holocausto, Yad Vashem.

Esta tarde representantes das três principais religiões em Portugal juntaram-se para discutir a relação entre a cultura e a religião, concluindo que a cultura pode ser mesmo o antídoto para o fanatismo religioso.

Já perdi a conta às vezes que ouvi dizer que a pílula contraceptiva é não só, e magicamente, isenta de efeitos secundários negativos, como até tem só vantagens. Também já estou habituado a ouvir falar nos métodos naturais como os “métodos da Igreja”… Ora aqui está um artigo do The Catholic Thing para acabar definitivamente com ambos os mitos. Divirtam-se!

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