quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Mensagem do Papa para pró-vidas Portugueses!

O que é que Alpha Blondy e o Papa têm em comum?
Ambos te querem na Caminhada Pela Vida 2014
Não vai ser o único tema, longe disso, mas é o mais polémico. No dia em que cinco cardeais lançam um livro em defesa da actual doutrina da Igreja, a Renascença faz um apanhado da discussão sobre o acesso dos divorciados e recasados aos sacramentos.

Precisa de mais alguma razão para ir à Caminhada Pela Vida, no sábado? Que tal o apoio e a bênção apostólica do Papa Francisco? É verdade. O Papa escreveu aos participantes da Caminhada, agradecendo o seu empenho na luta pela vida. Seja um deles!

Já agora, para ir entrando no espírito da coisa, ficam aqui umas boas vibrações. Destaco a letra: “Don’t blame the women, blame society. You gotta blame the system! Give the women everything that they need. No children, no future”.

Porque esta batalha, como tantas outras, trava-se sobretudo na arena dos corações e não da política ou da discussão, vem mesmo a propósito o artigo de Francis J. Beckwith, no The Catholic Thing, sobre como a razão tem a ver com muito mais do que apenas argumentos.

Uma última nota para avisar que a imagem de Nossa Senhora Peregrina chegou esta tarde ao IPO. Quem estiver por lá pode ir visitá-la… aproveitem para dar sangue!

Não esqueçam que esta noite há debate de religião na Renascença. A Caminhada Pela Vida é um dos temas que estará em discussão.

Entrando no espírito da Caminhada (I)

A Razão é Mais que Meros Argumentos

Francis J. Beckwith
O coração tem razões que a razão desconhece... Chegamos à verdade não só pela razão, mas também pelo coração. – Blaise Pascal (1623-1662)

Há cristãos cujas vidas parecem uma Quaresma sem Páscoa. – Papa Francisco

A minha primeira atracção pela filosofia chegou através da apologética cristã. Desde que me lembro, os aspectos cognitivos da minha fé – e como justificá-los – ocuparam a minha mente. Em 1968, quando os meus pais me perguntaram o que queria para a minha Primeira Comunhão, pedi uma Bíblia. Todos os meus colegas pediram uma medalha ou outra, mas eu fui atraído pelo λόγος. Era um puto católico fora do comum.

Na adolescência abandonei a Igreja e tornei-me evangélico. Sentia-me atraído por autores que se dedicavam a defender as credenciais intelectuais do Cristianismo. Antes de ir para a Universidade de Fordham, em 1984, para fazer o meu mestrado e doutoramento em filosofia estudei numa faculdade evangélica onde tirei um mestrado em apologética.

Ao longo dos anos, como já referi nestas páginas, comecei a discernir em mim o desejo desordenado de tratar as minhas crenças cristãs apenas como dados sobre os quais podia exercer o poder desapaixonado da razão, como se fossem apenas uma colecção de proposições que eu devia comprovar para minha satisfação. Em vez de ver o conjunto das minhas crenças como um aspecto integral mas não exclusivo de uma caminhada que não se pode percorrer sem as virtudes teológicas da fé, esperança e caridade, abordava-as como se não passassem de uma colecção de problemas a resolver.

Comecei também a descobrir que alguns dos meus heróis da apologética evangélica não eram, afinal, pessoas muito simpáticas. Eram intelectualmente brilhantes, claro, e enfrentavam quem fosse preciso com uma variedade de argumentos inteligentes e sedutores. Mas no fim de contas não queria ser como eles. Não obstante os seus apelos por um Cristianismo intelectualmente sério, alguns tendiam a aceitar atalhos intelectuais em vez de dedicar o tempo necessário para pesar paciente e cuidadosamente os argumentos dos seus críticos.

Houve dois, em particular, que à medida que envelheceram se tornaram caricaturas da sua juventude tão promissora. As virtudes que antes os tinham servido tão bem – a juventude, o charme e o raciocínio rápido – começaram a esvanecer na medida em que os vícios, mal contidos na sua juventude, se começaram a realçar. A dada altura deixaram de ser pessoas com mau feitio mas com imensas qualidades, tornando-se velhos zangados, descansando sobre louros antigos.
Razão e coração
Como é evidente tinha muitos outros heróis apologistas que não eram só academicamente brilhantes, mas também decentes e boas pessoas. Ao contrário das primeiras, estas eram pessoas de oração, devoção, grande piedade e caridade pessoal. A sua fé cristã não se podia reduzir a um combate intelectual, possuíam uma maneira de ser atraente e irradiavam um sentido de alegria, contentamento e verdadeira curiosidade intelectual. Queria ser como eles.

Quando reentrei para a Igreja Católica, há quase oito anos, descobri um fenómeno semelhante. Alguns apologistas católicos eram como o primeiro grupo que tinha encontrado quando era protestante: tinham argumentos fantásticos, mas almas feias. Pareciam estar sempre zangados, rejeitando os seus críticos como tolos cegos movidos por má-fé.

Mas os outros, para minha grande alegria, eram como o segundo grupo. Compreendiam que a evangelização não tem a ver com apresentar argumentos aos nossos vizinhos para os ganhar para Jesus; passa por introduzir os nossos irmãos a Jesus através do nosso exemplo para que se sintam atraídos a ouvir os nossos argumentos.

Acredito que seja isto que o Papa Francisco nos esteja a tentar ensinar sobre a Nova Evangelização. Como o próprio escreve na sua exortação apostólica “Evangelii Gaudium”, de 2013: 

É verdade que, na nossa relação com o mundo, somos convidados a dar razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam. A advertência é muito clara: fazei-o “com mansidão e respeito” (1 Pd 3, 16) e “tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens” (Rm 12, 18). E somos incentivados também a vencer “o mal com o bem” (Rm 12, 21), sem nos cansarmos de “fazer o bem” (Gal 6, 9) e sem pretendermos aparecer como superiores, antes “considerai os outros superiores a vós próprios” (Fl 2, 3).


(Publicado pela primeira vez na Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014 em The Catholic Thing)

Francis J. Beckwith é professor de Filosofia e Estudos Estado-Igreja na Universidade de Baylor. É autor de Politics for Christians: Statecraft as Soulcraft, e (juntamente com Robert P. George e Susan McWilliams), A Second Look at First Things: A Case for Conservative Politics, a festschrift in honor of Hadley Arkes.

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Os temas do Sínodo e Cavaco pela Caminhada (o fixe)

Em breve numa declaração de IRS perto de si...
Aproxima-se o sínodo sobre a Família e ao longo destes dias publicaremos várias reportagens sobre o assunto. Hoje, fique a par dos principais temas que irão ser discutidos no encontro dos bispos.

Mas nem só de bispos se faz este encontro! Saiba o que faz um casal brasileiro no Sínodo para a Família!

E por falar em Família, D. Antonino, bispo de Portalegre e Castelo Branco, vê com bons olhos a inclusão de “avós” a cargo das famílias na declaração do IRS.

Por fim, o Papa Francisco chamou a Roma os núncios apostólicos dos países do Médio Oriente, para falar sobre a ameaça apresentada pelo Estado Islâmico.

E não deixem de ver o vídeo de Tiago Cavaco, de apoio à Caminhada pela Vida! Ele considera que há causas que exigem que saíamos da nossa “zona de conforto”. E você? Está pronto a largar o conforto da sua “vidinha” para caminhar em defesa da VIDA?

segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Portugal v. Estado Islâmico

Antes de mais nada, faltam poucos dias para a Caminhada Pela Vida. Esta semana começaram a surgir vídeos de apoio de figuras da sociedade civil. Fernando Soares Loja, da Comissão da Liberdade Religiosa e Eugénio da Fonseca, da Cáritas querem-no lá. Eu também. Precisa de mais para o convencer? Mais terá, nos próximos dias.

Quem também deu o seu apoio foi a organizadora da Marcha Pela Vida, nos EUA, o maior exemplo deste tipo de iniciativa. Há jovens nas ruas a distribuir panfletos e pessoas a preparar faixas e cartazes. Não fique em casa!

Portugal anunciou que vai participar na coligação contra o Estado Islâmico. Independentemente da insignificância material do apoio, pelo menos não ficamos calados!

Em Hong Kong houve manifestações pela democracia que se tornaram violentas quando as autoridades entraram em acção. Ao lado dos manifestantes estava um octogenário que é também arcebispo emérito e cardeal e que diz ao regime que não quer ser escravo.

Do fim-de-semana fica o encontro do Papa com avós e outras pessoas de terceira idade, incluindo o Papa emérito Bento XVI.

As IPSS ligadas à saúde estão em Fátima e sugerem fornecer médicos de família aos cidadãos das zonas mais “deprimidas”, nas palavras do padre Lino Maia.

E, por fim, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé diz que a demissão do bispo no Paraguai não é um caso de perseguição ideológica, nem se deve principalmente ao facto de ele ter sido acusado de encobrir e promover um padre acusado de abusos sexuais.

sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Mais um padre vítima de ébola

Padre García Viejo, vítima de Ébola
Morreu mais um sacerdote espanhol, vítima de ébola. Mais um que pagou o maior preço pelo serviço aos pobres e necessitados. “Tudo o que fizeste ao mais pequeno dos meus irmãos…”



A semana passada entrevistei a secretária de Estado da família e da juventude da Hungria, sobre as medidas e políticas familiares de um governo que conseguiu aumentar, em pouco tempo, a taxa de natalidade. Podem ler aqui a transcrição completa da conversa.

Por fim, chamo a vossa atenção para a realização da seguinte conferência: “O Sínodo na Igreja – perspectivas histórica e teológica”, a realizar em Lisboa (Auditório da Igreja do Sagrado Coração de Jesus), a 26 de Setembro, e em Torres Vedras (Auditório do Centro Pastoral), a 3 de Outubro, das 21h30 às 23h00, com a intervenção dos Professores Pe. David Barbosa e Borges de Pinho (UCP), que deve ser do maior interesse de quem pretende colaborar com o processo do sínodo diocesano.

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Clima de Guerra, de Espanha ao Paraguai

Num gesto raro, o Papa Francisco “demitiu” hoje um bispo do Paraguai. É um caso que promete dar que falar e que envolve tanto a questão de abusos sexuais como a “guerra” entre liberais e conservadores.

Em Espanha também há guerra, mas os protagonistas são outros. De um lado o movimento pró-vida e do outro o PP de Mariano Rajoy, que traiu os seus compromissos eleitorais e abandonou a reforma da lei do aborto.

Este facto só prova que esta é uma batalha que não pode ser deixada apenas nas mãos dos políticos. Dia 4 estaremos na rua para, em ambiente de festa, recordar que a luta pela vida não é um combate político mas social e que não queremos só mudar leis, queremos tocar corações e mudar mentalidades. NÃO FIQUE EM CASA! Aqui está uma imagem que pode adoptar como foto de perfil no Facebook e outras redes sociais. Eu já o fiz.


Ontem escrevi que o Estado Islâmico tinha ameaçado decapitar um refém francês. Mal o fiz surgiu a notícia de que ele já foi morto. Que descanse em paz. Entretanto hoje temos informação sobre como os militantes do Estado Islâmico treinam crianças, obrigando-as a matar ou torturar um preso para se “formarem”.



Termino com um aviso. Quem estiver interessado em fazer uma pós-graduação sobre gestão e administração de organizações religiosas, pode encontrar aqui todas as informações necessárias.

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