sexta-feira, 22 de junho de 2018

Fé e Liberdade, pelos vistos, é em Portugal

Magalhães Crespo
O Papa esteve ontem em Genebra para um importante encontro ecuménico em que pediu às igrejas que “as distâncias não sejam desculpa” para não dialogar e pediu um novo ímpeto de evangelização para unir ainda mais os cristãos.

Portugal é dos países com menos restrições à liberdade religiosa, segundo a Pew Research Center.

foram escolhidos os bispos que vão estar no sínodo dos jovens, em Outubro e a Igreja portuguesa garante que está atenta aos mais novos.

O antigo vice-presidente da Renascença vai receber o Prémio Fé e Liberdade, dado pelo Instituto de Estudos Políticos, da Universidade Católica, este ano.


quarta-feira, 20 de junho de 2018

A Consciência Existe?

David Carlin
Há poucos dias o Supremo Tribunal dos Estados Unidos chegou a uma decisão no caso de um pasteleiro do Colorado que se recusou, por objecção de consciência, a fazer um bolo para o casamento homossexual de dois homens. Infelizmente, o tribunal não decidiu sobre o facto de o pasteleiro, ou qualquer outra pessoa numa posição parecida, ter direito, ao abrigo da Primeira Emenda, de seguir a sua consciência num caso como este.

O tribunal limitou-se a declarar que o tribunal dos direitos civis do Colorado, que tinha decidido punir o pasteleiro, tinha revelado um preconceito antirreligioso indevido ao chegar à sua decisão. Podemos esperar, por isso, que esta questão apareça novamente diante do Tribunal num futuro não muito distante, a saber, se a cláusula de “livre exercício” da Primeira Emenda protege lojistas que se recusem a fornecer bens ou serviços porque estão honestamente convencidos de que seria pecaminoso, ou imoral, fazê-lo.

No mundo anglófono a questão dos direitos de consciência religiosa data de há muitos séculos, remontando talvez aos Lollardos (seguidores do padre revoltoso John Wycliffe) no Século XIV. Foi formulado de forma clara no Século XVII quando, entre outros, Roger Williams e o seu amigo John Milton argumentaram que os indivíduos, desde que em tudo o resto sejam cumpridores da lei, têm direito a obedecer às suas consciências, ainda que essas consciências estejam erradas. Na geração depois da independência essa visão tornar-se-ia quase universal nos recém-fundados Estados Unidos.

Na América existe uma longa tradição de permitir que os fiéis de confissões religiosas pacifistas (como os quakers, por exemplo) obedeçam às suas consciências quando estas lhes pedem que evitem o serviço militar. Durante a guerra do Vietname o estatuto de objector de consciência era frequentemente atribuído mesmo a pessoas que não pertenciam a uma religião pacifista – como por exemplo católicos ou secularistas rigorosos – desde que apresentassem argumentos convincentes de que tinham uma convicção sincera de que seria para elas imoral participar nesta guerra em particular.

De tal forma acreditamos na importância da consciência, ainda que esta esteja errada, que temos estado dispostos a tolerar objectores de consciência, mesmo quando está em causa o destino da nação.

Mas essa atitude de tolerância parece ter mudado. Muitos americanos acreditam hoje que a lei deve obrigar pessoas como o pasteleiro do Colorado a violar as suas consciências. E não é por o destino da nação estar em perigo. Nem é porque de outra forma este casal homossexual teria de passar sem bolo de casamento, uma vez que podiam facilmente ter obtido o que queriam noutra pastelaria ou podiam até ter comprado um bolo não personalizado nesta pastelaria em particular.

Fico pasmado com esta falta de noção sobre a importância da consciência. Estas pessoas não compreendem que o direito a obedecer à consciência é um direito humano fundamental? Talvez o mais fundamental de todos? Estas são geralmente as mesmas pessoas que pensam que o aborto e as relações homossexuais são direitos humanos fundamentais. Mas não pensam que exista um direito fundamental a obedecer sinceramente à consciência? Incrível. Em que mundo estamos a viver?

Mais me espanta que esta gente não compreenda que a consciência é um importante bem social. Todos ficamos mais bem servidos quando os nossos amigos, vizinhos e concidadãos prestam atenção à voz das suas consciências. Claro que existem consciências demasiado rigorosas, e isso não é algo a encorajar, mas o mal social causado por uma consciência demasiado rigorosa não é nada comparado com o mal provocado por consciências demasiado lassas. Uma sociedade desencorajar a liberdade de consciência é uma loucura. Mas há dezenas de milhões de americanos dispostos a fazer precisamente isso para tornar o mundo mais seguro para bolos personalizados para casamentos homossexuais.

Jack Phillips, detentor de consciência
Porque é que alguém chegaria ao ponto de desvalorizar a consciência?

Vejamos, o que é a consciência? No sentido tradicional do termo (uma tradição que remonta alguns séculos na língua inglesa) é vista como uma faculdade de conhecimento moral. Não conseguimos conhecer o bem e o mal da mesma maneira que conhecemos coisas do mundo material, isto é, através dos nossos sentidos (vista, audição, toque, etc.). Mas não se preocupem, para além destas faculdades sensoriais, temos a faculdade de conhecimento moral. Normalmente chamamos a isto consciência (embora também tenha sido conhecido como sentido moral).

Muitos secularistas humanistas (ou pós-cristãos, como também podem ser chamados), não acreditam que exista um sentido não-sensorial que nos forneça conhecimento moral. Todo o conhecimento, alegam, vem dos sentidos. As convicções que não vêm dos sentidos não são, por isso, conhecimento, mas sim sentimentos, preconceitos ou caprichos. Quando as pessoas dizem, “a minha consciência dita que devo fazer isto, ou aquilo”, o que estão mesmo a dizer – deste ponto de vista – é “os meus sentimentos, preconceitos ou caprichos ditam que devo fazer isto, ou aquilo”.

Mas se a consciência não passa disto, então não há grandes razões para que seja reverenciada. Se é possível alcançar algum bem social obrigando as pessoas a ignorar as suas consciências, então que se obrigue.

A maior parte dos que acreditam apaixonadamente no casamento entre pessoas do mesmo sexo serão provavelmente humanistas seculares ou pós-cristãos, que por sua vez tenderão a acreditar que não existe nada que se pareça com uma faculdade especial de conhecimento moral, isto é, qualquer consciência que mereça respeito e protecção legal. Quem é que pode ficar surpreendido, então, com o facto de os grandes defensores do casamento homossexual não se sentirem incomodados com a ideia de impor castigos legais a pasteleiros que, por razões de consciência, recusem fazer bolos para estes casamentos?

Trata-se de um ponto de vista comum, mas é um ponto de vista comum que ameaça directamente o núcleo moral de cada um de nós.


David Carlin é professor de Sociologia e de Filosofia na Community College of Rhode Island e autor de The Decline and Fall of the Catholic Church in America

(Publicado pela primeira vez na sexta-feira, 15 de Junho de 2018 em The Catholic Thing)

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Aquarius e honoris

Após um fim-de-semana que ficou marcado pelo caso do “Aquarius”, as comissões de Justiça e Paz das dioceses portuguesas assinaram um documento conjunto em que deixam votos de que “as correntes de hostilidade ao acolhimento de refugiados e migrantes” não tenham expressão em Portugal. O Papa falou deste assunto no domingo, defendendo “a responsabilidade e a humanidade” no acolhimento aos refugiados.

O novo bispo de Viseu tomou posse no fim-de-semana. D. António Luciano Costa, ex-enfermeiro, diz que as prioridades são estar com as pessoas e rezar (na foto).

Já passou um ano dos incêndios de Pedrógão. O bispo de Coimbra enaltece a força da esperança da população afectada. Sobre isto, não deixem de ver a grande reportagem da Renascença

Na sexta-feira a Universidade Católica concedeu um doutoramento Honoris Causa ao cardeal Sean O’Malley. No seu discurso, o cardeal americano enalteceu a educação católica como remédio para a cultura das celebridades.


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Falta um para a selecção da AIS

Não dá para fugir ao assunto, começou o mundial!

Quem já entrou no espírito é a fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que apresenta a sua selecção. Têm uma freira à baliza e um cardeal na defesa. Só lhes falta um ponta-de-lança, que pode ser você!

Está suspensa a construção do museu judaico que estava previsto para Alfama, mas em contrapartida o museu de Leiria vai expor as Rosas de Ouro oferecidas pelos Papas ao Santuário de Fátima.

Falámos com o novo bispo de Viseu. D. António Costa mostra-se “optimista e confiante”.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Irlanda não perdoa a hospitais católicos

A Irlanda prepara legislação para legalizar o aborto e o primeiro-ministro Leo Varadkar já avisou que todos os hospitais que recebem fundos públicos vão ter de “fornecer” este “serviço”. Os hospitais católicos não são excepção.

O Papa diz que a crise dos migrantes exige uma “mudança de mentalidade” e uma resposta humanitária internacional.

Começou o Mundial! Francisco pede que este seja uma “ocasião de encontro” entre culturas e religiões.

Esta quarta-feira há artigo do The Catholic Thing em português. Perante as acusações de neo-gnosticismo na Igreja actual o padre Weinandy dá uma contextualização histórica sobre esta heresia e diz que se ela existe não será onde muitos pensam.

Mas há mais no The Catholic Thing esta semana. Depois de vários anos a colaborar com este site, traduzindo centenas de artigos de qualidade, ontem vi publicado pela primeira vez um artigo da minha autoria. É sobre a recente votação da eutanásia, no Parlamento. Espero que gostem!

Decorre nos dias 20 e 21 de junho o colóquio “A Religião nas Multiplas Modernidades”, cujo programa podem ver aqui. Para os que se interessam por esta área académica, fica o convite.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Gnosticismo nos Nossos Dias

Thomas G. Weinandy, OFM, Cap.
Fala-se muito, hoje em dia, da presença de um novo gnosticismo na Igreja Católica. Algumas das coisas que se têm escrito são úteis, mas muito daquilo que se tem descrito como sendo um reavivar desta heresia tem pouco a ver com o antecedente histórico. Mais, as atribuições desta antiga heresia a várias facções no seio do Catolicismo contemporâneo tendem a ser mal direccionadas. Mas para que haja alguma claridade nesta discussão sobre o neo-gnosticismo, primeiro temos de compreender a forma antiga.

O gnosticismo antigo tinha várias formas e expressões, muitas vezes confusas, mas é possível discernir alguns princípios essenciais:

Primeiro, o gnosticismo defende um dualismo radical: a “matéria” é a fonte de todo o mal e o “espírito” é a origem divina de tudo o que é bom.

Segundo, os seres humanos são compostos de matéria (corpo) e de espírito (que dá acesso ao divino).

Terceiro, a “salvação”, consiste em obter o verdadeiro conhecimento (gnosis), uma iluminação que permite progredir do mundo material do mal para o reino espiritual e, por fim, até à comunhão com a divindade suprema imaterial.

Quarto, surgiram diversos “redentores gnósticos”, cada um afirmando possuir estes conhecimentos e a capacidade de fornecer o acesso a esta iluminação “salvífica”.

Neste contexto, os seres humanos encaixam-se em três categorias diferentes: 1) os sarkikos, ou carnais, estão de tal forma presos ao mundo corporal do mal que são incapazes de acolher o “conhecimento salvífico”; 2) os psíquicos, ou da alma, parcialmente confinados ao reino da carne e parcialmente iniciados no domínio espiritual. (No que diz respeito ao “gnosticismo cristão”, estes são os que vivem meramente pela “fé”, pois não possuem a totalidade do conhecimento divino. Não estão inteiramente iluminados e por isso dependem daquilo em que “acreditam”.) 3) por fim, aqueles que são capazes de verdadeira iluminação, os gnósticos, pois esses possuem a totalidade do conhecimento divino. Através do seu conhecimento salvífico conseguem extrair-se do mal do mundo material e ascender ao divino.

Vivem, e salvam-se, não através da “fé” mas do “conhecimento”.

Comparado com o gnosticismo antigo, aquilo que hoje está a ser proposto como sendo neo-gnosticismo no seio do catolicismo contemporâneo aparece como confuso e ambíguo, para além de mal direccionado. Alguns católicos são acusados de neo-gnosticismo alegadamente por acreditarem que são salvos por aderir a “doutrinas” inflexíveis e inertes e por acreditarem num “código moral” rígido e impiedoso. Afirmam “saber” a verdade e, por isso, exigem que esta deve ser defendida e, mais importantemente, obedecida. Supostamente, estes “católicos neo-gnósticos” não estão abertos ao movimento fresco do Espírito na Igreja Contemporânea, conhecido como o “novo paradigma”.

Claro que todos conhecemos católicos que agem como se fossem superiores aos outros, que se gabam de compreender melhor a teologia dogmática ou moral e que acusam os outros de laxismo. Este tipo de julgamento presunçoso não tem nada de novo, mas é uma forma de superioridade pecaminosa que, todavia, tem tudo a ver com o orgulho e não é, em si mesmo, uma forma de gnosticismo.

Só faria sentido chamar a isto neo-gnosticismo se aqueles que dele fossem acusados estivessem a propor um “conhecimento salvífico novo”, uma iluminação nova que difere do Evangelho como este é tradicionalmente conhecido, e daquilo que é ensinado de forma autêntica pela tradição viva do magistério.

Verdade salvífica, ao alcance de todos
Mas esta acusação não se pode fazer contra “doutrinas” que, longe de serem verdades abstractas e mortiças, são expressões maravilhosas das realidades centrais da fé católica – a Trindade, a Encarnação, o Espírito Santo, a presença real substancial de Cristo na Eucaristia, o mandamento de Jesus de amor a Deus e ao próximo reflectido nos Dez Mandamentos, etc. Estas “doutrinas” definem o que a Igreja foi, é, e sempre será. São estas as doutrinas que fazem da Igreja una, santa, católica e apostólica.

Mais, estas doutrinas e mandamentos não são uma espécie de forma de vida esotérica que nos torna escravos de leis irracionais e impiedosas, impostas de fora por uma autoridade tirânica. Pelo contrário, estes mesmos “mandamentos” foram-nos dados por Deus, no seu amor misericordioso, a toda a humanidade, para garantir uma vida santa e à imagem de Deus.

Jesus, o filho encarnado do Pai, revelou-nos ainda o tipo de vida que devemos viver na expectativa do seu reino. Quando Deus nos diz aquilo que não devemos nunca fazer, está a proteger-nos do mal, o mal que destrói as vidas humanas – vidas que ele criou à sua imagem e semelhança.

Jesus salvou-nos da devastação do pecado através da sua paixão, morte e ressurreição, e verteu sobre nós o seu Espírito Santo, precisamente para nos tornar capazes de viver vidas genuinamente humanas. Promover este estilo de vida não é propor um novo conhecimento salvífico. No antigo gnosticismo as pessoas de fé – bispos, padres, teólogos e leigos – eram chamados psíquicos. Os gnósticos olhavam-nos com sobranceria precisamente porque não reivindicavam possuir qualquer “conhecimento” único ou esotérico. Vêem-se obrigados a viver pela fé na revelação de Deus, como compreendido e transmitido fielmente pela Igreja.

Aqueles que erradamente acusam os outros de neo-gnosticismos propõem – quando confrontados com as miudezas de questões morais e doutrinais da vida real – a necessidade de discernir aquilo que Deus gostaria que fizessem. As pessoas são encorajadas a discernir, sozinhas, a melhor via de acção, tendo em conta o dilema moral que enfrentam no seu próprio contexto existencial – aquilo de que são capazes em determinado momento no tempo. Desta forma a consciência individual de cada um, a sua própria comunhão com o divino, determina quais são os requisitos morais nas circunstâncias individuais. Aquilo que a Escritura ensina, aquilo que Jesus afirmou e que a Igreja nos faz chegar através da sua tradição magisterial viva, é ultrapassado por um “conhecimento” mais alto, uma “iluminação” avançada.

Se existe de facto um novo paradigma gnóstico na Igreja actualmente, diria que é aqui que se encontra. Quem propõe este novo paradigma afirma ser um verdadeiro conhecedor, com especial acesso ao que Deus nos diz enquanto indivíduos aqui e agora, mesmo que isso ultrapasse ou possa mesmo contradizer aquilo que Ele revelou a todas as outras pessoas através da Escritura e da tradição.

As pessoas que afirmam ter este conhecimento não deviam, pelo menos, ridicularizar enquanto neo-gnósticos aqueles que se limitam a viver segundo a “fé” na revelação de Deus, que nos chega através da tradição da Igreja.

Espero com isto ter trazido alguma clareza para a actual discussão sobre o gnosticismo “católico” contemporâneo, colocando-o no seu contexto histórico adequado. O gnosticismo não pode ser usado como alcunha para os fiéis “não iluminados” que se limitam a agir, com a ajuda da graça de Deus, da forma como o ensinamento divinamente inspirado da Igreja os convida a agir.


Thomas G. Weinandy, OFM, um autor prolífico e um dos mais conhecidos teólogos vivos, faz parte da Comissão Teológica Internacional do Vaticano. O seu mais recente livro é Jesus Becoming Jesus: A Theological Interpretation of the Synoptic Gospels.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quinta-feira, 7 de Junho de 2018)

© 2018 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Actualidade Religiosa: Papa pede vigor e Lavrador mostra agrado

O Papa vai receber 500 crianças, amanhã, a maioria dos quais de bairros problemáticos dos arredores de Milão.

Francisco convida ainda os sacerdotes a um “novo vigor” na missão de servir as suas comunidades.

Este fim-de-semana assinala-se o Dia de Portugal. As cerimónias oficiais vão ser nos Açores, o que muito agrada ao bispo de Angra.

Aproveito para partilhar convosco duas notícias minhas que foram publicadas a semana passada na imprensa britânica, sobre a rejeição da lei da eutanásia no Parlamento português. Uma foi no Catholic Herald e outra no The Tablet. Fui ainda citado pela BBC e esta semana deve sair uma análise para o Herald também. Se tiverem amigos anglófonos, partilhem! Claro que se a eutanásia tivesse sido aprovada seria notícia em todo o mundo, como foi rejeitada pouco se fala nisso.


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