quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Não há pão para Malukkal

Freiras enfurecidas
Mais um bispo suspenso por abusos sexuais. Desta vez é na Índia e a vítima é uma freira. O bispo Franco Malukkal nega.

O Vaticano continua a tentar colocar-se na linha da frente da prevenção de abusos e anunciou hoje a realização de um mestrado sobre proteção de menores, em Roma.

Um missionário italiano foi raptado por jihadistas no Níger, e na Nigéria o Boko Haram ameaça matar a jovem que foi raptada em fevereiro e que não foi libertada por que se recusa a converter ao Islão.

Quem explora ou rejeita migrantes e refugiados acabará por “prestar contas” a Deus, garante o Papa.

Anthony Esolen constrói aqui um texto muito forte, e interessante, com base na obra clássica “O Paraíso Perdido” de John Milton, em que pergunta se os padres que abusam de crianças acreditam ou não em Deus e pede que venha rapidamente um “novo Samuel” para limpar a casa.

E deixo-vos ainda o convite para irem a Cascais, este fim-de-semana, ao Family Land, organizado pela Associação das Famílias Numerosas. É no hipódromo, promete diversão para toda a família e os bilhetes estão à venda na Blue Ticket, ou então no recinto, no próprio dia. As portas abrem às 10 e encerram às 19.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Quando o Padre se Torna Ateu

Anthony Esolen
Quando John Milton, no seu poema épico “Paraíso Perdido”, identifica e descreve os piores dos anjos caídos, diz-nos em que parte do mundo mediterrânico e do Levante eles se estabeleceram, quais falsos deuses, para serem adorados. Quanto mais perto de Sião, pior o demónio. Nesse sentido Moloch, que é o primeiro a ser referido, é o pior de todos, depois de Satanás e Belzebub.

Não bastava que fosse adorado pelos vizinhos amonitas:

Cioso por ver de Deus o altar vizinho,
Com fraudulenta sedução pôde ele
De Salomão levar o peito egregio
(Salomão, o mais sábio d’entre os homens)
A edificar-lhe um majestoso templo
Na montanha do Opróbrio, bem defronte
Do Templo do grão Deus, e a consagrar-lhe,
Como parque, de Hinom o vale ameno
Que ficou desde então, sob outro nome
De Tofete e Geena, emblema do Orco.[1]

Consegue imaginar algo pior do que seduzir o construtor do templo de Deus, Rei Salomão, a construir um templo para si, colado ao verdadeiro? Pode-se estar mais próximo que isso?

Sim, pode. É aí que Milton quer chegar. O último demónio que ele nomeia, supostamente o oposto do sanguinário e guerreiro Moloch, é o lascivo, efeminado Belial, amante do vício pelo vício.

E onde é que Belial é adorado? A resposta é preocupante:

Em honra desse monstro
Não se erguem templos, nem altares fumam;
Porém, com refinada hipocrisia,
É quem templos e altares mais frequenta
Chegando a ser ateus os sacerdotes,
Bem como de Eli sucedeu aos filhos
Que de Deus os alcáçares encheram
De atroz fereza, de brutal lascívia!
                                
Belial não precisa que lhe construam templos ou altares. Ele já ali está, quando o padre se torna um verdadeiro ateu. Não que isso sirva de desculpa para os leigos, porque Belial também se instalou nas sedes de governo e nos costumes lascivos do povo:

Reina ele pelas cortes, nos palácios,
E nas cidades onde os vícios moram,
Onde a devassidão, a infâmia, o ultraje,
Sobem por cima das mais altas torres.
Ali, assim que tolda a noite as ruas,
Os filhos de Belial n’elas divagam
Pela insolência e pelo vinho insanos.

O vício específico de que disfrutam os filhos de Belial é perverso:

Testemunhas as ruas de Sodoma
E a noite em Gaba quando a virtude,
Por amparar os hóspedes, decide
Dar às torpezas a infeliz matrona,
Para evitar mais feios atentados!

Temos então de um lado Moloch, o devorador de crianças, brutal e sangrento, de templo encostado ao de Deus, e do outro lado o mal sexual e antinatural de Belial, que penetra tanto templos como cortes e que toma conta das ruas pela noite, determinando o estilo de vida das pessoas ou levando-as a esconder-se em casa, se puderem.

Moloch e Belial; infanticídio e sodomia; sangue derramado em vão e semente espalhada em vão; guerra pela guerra, lascívia pela lascívia; um deus da fertilidade que come a sua prole e um deus da esterilidade, cujo vício nem prole chega a conceder.

Como dizia o pregador, não há nada de novo debaixo do Sol.

As pessoas têm perguntado se é possível que os padres que tiveram relações sexuais com jovens, consensuais ou não, acreditavam em Deus. Eu tenho tentado recordar a capacidade ilimitada do homem para o fingimento e autoengano, para não falar de mera contradição. Mas talvez devêssemos olhar a questão de outra perspetiva. Milton não disse que Finéias e Hofni, filhos de Eli, eram ateus quando assumiram o seu cargo em Siló. Ele diz que eles se tornaram ateus.

Algumas pessoas perdem a sua fé em Deus por causa das tribulações que sofrem. Desesperam, sucumbindo à sensação de abandono. Outros perdem a fé em Deus por causa dos sucessos de que gozam. Presunçosos, são seduzidos pelo sentimento de invencibilidade. Qual é o caso do padre?

Não estou a estabelecer uma regra universal. Cada padre é um homem, como qualquer um de nós, e pode sofrer aquilo que qualquer um de nós sofre. Mas se perguntarmos quais as ameaças específicas para a fé dos padres, teremos de concluir que no nosso mundo elas vivem do lado do poder, do conforto e do prestígio, e não do lado da fraqueza, privação física e humilhação.

Isto não é uma acusação. Não estou a sugerir que os padres devam viver a pão e água, e que devem ser agredidos em via pública. Estou apenas a constatar um facto. Não é a perseguição que leva os nossos padres a perder a fé, é a complacência.

A Justa Ana com o Profeta Samuel
E o que acontece se perdem mesmo a fé? Mais uma vez, devemos ter o cuidado de recordar o enlear e as contradições do coração humano. Fugimos das verdades difíceis. Talvez o desgraçado cardeal McCarrick acreditasse que acreditava. Mas o que é que você faria se estivesse a tornar-se ateu e toda a sua vida tivesse sido orientada para uma só coisa, o ministério de Deus?

Não pode voltar à sua antiga profissão, porque não existe. Não pode vender os seus serviços, porque não existem. Não tem recursos para voltar à escola, mesmo que pudesse aguentar a vergonha. Não está preparado para trabalho físico, por isso as obras não são uma opção. Então fica quieto.

Se for sincero, reza, reza e mortifica-se, arranja um bom director espiritual e tenta sobreviver à tempestade. Se for fraco e insincero, deixa a sua fé enfraquecer cada vez mais enquanto tenta robustecer a sua imagem, convencendo-se de que é o arauto de uma nova fé, uma nova forma de crença. Só você sabe o que pertence verdadeiramente à fé e o que não pertence. Destrói. Tem ciúmes de pessoas que têm devoções que não o movem. Secretamente, regozija com o falhanço dos outros.

Segue o mundo, porque tem de seguir alguma coisa. Todos os seres humanos seguem uma bandeira, os ateus não são excepção. Mas o dia do pequeno Samuel está para chegar, e não será para si qualquer conforto. Senhor Deus, que seja em breve!


Anthony Esolen é tradutor, autor e professor no Providence College. Os seus mais recentes livros são:  Reflections on the Christian Life: How Our Story Is God’s Story e Ten Ways to Destroy the Imagination of Your Child. 

(Publicado pela primeira vez no domingo, 16 de Setembro de 2018 em The Catholic Thing)

© 2018 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.



[1] Na versão portuguesa baseei-me nesta edição, modernizando apenas alguma da ortografia

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Conversas metropolitanas

Hoje entrevistei o Metropolita Hilário, número dois da Igreja Ortodoxa da Rússia. Da longa conversa surgiram três textos. No primeiro ele fala sobre a importância de se preservar o Cristianismo na Europa, avisando que a Europa ocidental deve aprender com os erros cometidos na Rússia.

Num segundo texto ele fala sobre a necessidade de católicos e ortodoxos aprofundarem o diálogo, nomeadamente sobre questões como casamento e ruptura familiar. Mas ao mesmo tempo critica a Igreja Greco-Católica da Ucrânia, um espinho cravado na Igreja Russa há já muitos anos.

E por fim um texto muito mais virado para dentro, com o metropolita a criticar duramente o Patriarca Bartolomeu, de Constantinopla, pondo a nu o conflito aberto que existe no seio da Igreja Ortodoxa.

O metropolita profere amanhã uma conferência na Universidade Católica, em Lisboa, às 18h30, caso queiram ouvi-lo falar da relação entre a sua Igreja e os cristãos do Médio Oriente.


E aqui podem ler sobre como a Igreja de Angola está a atravessar um momento de grande entusiasmo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Monges mártires beatificados e bispos europeus com o Papa

Rogai por nós
Os bispos da Europa estão “completamente com o Papa”, diz D. Manuel Clemente, referindo-se à questão do combate aos abusos sexuais.

Ainda sobre o assunto dos abusos, publiquei na Renascença um artigo de opinião que me parece importante. O choque, horror e revolta são legítimos, mas há um dado importante a ter em conta: as directrizes nos EUA têm estado a funcionar. Isso não é um facto acessório!

O presidente da Conferência Episcopal da Hungria critica o processo que a União Europeia está a mover contra o seu país.

E uma excelente notícia, sobretudo nestes tempos de confusão e incerteza. Os monges de Tibhirine – sobre os quais foi feito o filme “Dos Deuses e dos Homens” – vão ser beatificados ainda este ano!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Os sofrimentos da Igreja e novo vice-reitor da UCP

Novo vice-reitor da Universidade Católica
No contexto da crise de abusos sexuais na Igreja, o Papa recebeu hoje os principais líderes da Conferência Episcopal americana, embora não se saiba ainda que medidas saíram, ou sairão, da reunião. Mas rolou mais uma mitra, com um bispo acusado de abusos há vários anos a resignar e o Papa a autorizar uma investigação sobre as alegações.

Como se não bastasse tudo isto, o coro da Capela Sistina está também a ser investigado, mas desta feita por alegadas irregularidades financeiras.

Hoje, dia 13 de Setembro, D. António Marto recordou os “sofrimentos da Igreja”. Bem pode.

Com a nomeação de D. Tolentino Mendonça para Roma, ficaram vagos os cargos de vice-reitor da Universidade Católica e de director da Faculdade de Teologia da mesma universidade. O primeiro desses cargos foi hoje preenchido com a nomeação do padre José Manuel Pereira de Almeida.


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Voltei de férias, posso-me ir embora outra vez?

Antes de ir de férias falei várias vezes do caso McCarrick, nos EUA. O que para muitos parecia ser apenas uma crise localizada nos EUA revelou-se, como eu já imaginava, uma crise para a Igreja Global que hoje levou o Papa a convocar todos os presidentes de Conferências Episcopais para uma cimeira sobre abusos, em Fevereiro.

Isto no mesmo dia em que o sucessor de McCarrick anunciou que vai a Roma discutir a sua resignação e um relatório na Alemanha, revelado pela imprensa, mostra que houve pelo menos 3.700 casos de abusos sexuais naquele país nas últimas sete décadas.

Neste momento os bispos americanos preparam-se para viajar para Roma para discutir estes assuntos mais directamente com o Papa também e o secretário pessoal de Bento XVI disse ontem, numa data apropriada, que os abusos são o 11 de Setembro da Igreja.

Por cá, os bispos continuam a confiar que as directrizes já aprovadas chegam para lidar com eventuais casos de abusos. Esperemos que tenham razão.

O tema dos abusos continua a merecer atenção por parte dos autores dos artigos do The Catholic Thing. Anthony Esolen dá um murro na mesa neste artigo e o padre Vaverek considera que o que está verdadeiramente em causa é uma crise de abuso de autoridade.

Temos também dois artigos do jovem Casey Chalk. No primeiro ele aconselha-nos a, no meio da tempestade, rezar mais e com mais força e, no de hoje, adverte para o perigo de, no meio dos pedidos de responsabilização, não “protestantizar” a Igreja.

Não Protestantizem a Igreja

Casey Chalk
O actual escândalo de abusos sexuais está a motivar muitos comentários sobre a estrutura do Catolicismo. Num artigo no “The Federalist”, Robert Tracinski afirma que um modelo baseado na ideia de certos homens estarem dotados de uma autoridade de origem divina “entra em conflito com a natureza humana” porque o Catolicismo exige que rejeitemos a possibilidade de “ajuizar por nós mesmos”. Outro artigo da Angela Bonavoglia argumenta que “aqueles que conduzem a obra de Cristo devem ser… mulheres, homens, homossexuais, heterossexuais, trans, jovens e velhos. Devem reflectir a visão dos reformadores de um ‘sacerdócio de todos os crentes’”.

Afirmações destas reflectem nada menos que uma exigência para que a Igreja Católica se protestantize, e têm as suas raízes na afirmação da Reforma de que todos os cristãos possuem a autoridade para determinar a verdade sobre Deus e sobre a Sua Igreja por si.

Martinho Lutero atacou a hierarquia da Igreja Católica com base no sacerdócio universal. No seu livro “Do Cativeiro Babilónico da Igreja”, explica-o da seguinte maneira:

Então, são forçados a admitir que somos todos igualmente sacerdotes, uma vez que muitos de nós somos baptizados, e por isso verdadeiramente o somos; enquanto a eles é confiado apenas o Ministério (ministerium) pelo nosso consentimento (nostro consensu)? Se eles reconhecessem isto saberiam que não têm direito a exercer sobre nós poder (ius imperii, fora daquele que lhes foi confiado) excepto na medida em que nós o tenhamos concedido.

De igual forma, Calvino viu no sacerdócio universal de todos os crentes uma forma de minar a hierarquia católica, apelidando o sacerdócio de “uma infâmia nefasta e blasfémia incomportável, tanto contra Cristo como contra o sacrifício que fez por nós através da sua morte na cruz”. Ele pôs em prática as ideias de Lutero, formulando uma eclesiologia em que os membros da Igreja elegem líderes leigos para governarem os seus pares.

A ideia do “sacerdócio universal de todos os crentes” tem, de facto, raízes bíblicas. É por isso que os Reformadores apelam a ela. São Pedro convida a Igreja a aceitar este chamamento. “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (…) vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido” (1 Pedro 2, 5-9).

O próprio Catecismo da Igreja Católica afirma que: “Toda a comunidade dos crentes, como tal, é uma comunidade sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio baptismal através da participação, cada qual segundo a sua vocação própria, na missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei. É pelos sacramentos do Baptismo e da Confirmação que os fiéis são «consagrados para serem [...] um sacerdócio santo»”. (CIC 1546)

Porém, esta ideia deve ser aceite à luz do reconhecimento de que Deus, de facto, instalou líderes para o seu povo, cuja autoridade não pode simplesmente ser negada através da referência ao sacerdócio universal. Há até uma passagem do Antigo Testamento que fornece um exemplo pertinente, impressionantemente semelhante à linguagem invocada pela teologia protestante e pelos católicos anti-episcopais:

E Coré, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. E levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, chamados à assembleia, homens de posição.
E congregaram-se contra Moisés e contra Arão, e disseram: Basta-vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do Senhor? (Números 16, 1-3)

Moisés, de Miguel Ângelo
Coré e a sua laia argumentam que Deus fez de todo Israel um povo santo e que por isso Moisés e Aarão não têm qualquer direito a exercer autoridade sobre eles. Trata-se de uma autêntica rebelião, não apenas contra os líderes divinamente instituídos, mas contra o próprio Senhor. Moisés diz mesmo aos rebeldes: “Assim tu e todo o teu grupo estais contra o Senhor” (Números 16, 11)

A resposta de Deus a esta traição é rápida e dramática:

E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra que estava debaixo deles se fendeu.
E a terra abriu a sua boca, e os tragou com as suas casas, como também a todos os homens que pertenciam a Coré, e a todos os seus bens. E eles e tudo o que era seu desceram vivos ao abismo, e a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação. (Números 16:31-33)

Eis o que acontece a quem procura destruir as instituições estabelecidas pelo próprio Deus, são consumidos, segundo as escrituras.

A liderança da Igreja Católica ocupa uma posição de autoridade divinamente ordenada, tal como a de Moisés. Jesus, aliás, fala mesmo dos líderes judeus como estando sentados “sob a cátedra de Moisés”, o que lhes confere a autoridade de governarem o Povo de Deus.

Os nossos bispos (e o nosso Papa), não obstante os erros, juízos errados e pecados que possam ter cometido, continuam firmemente sentados nessa cátedra. Em várias passagens do Novo Testamento lemos que os líderes da Igreja gozam de autoridade apostólica. São Paulo, por exemplo, fala do episcopado como sendo conferido pela imposição das mãos (1 Timóteo 1,6 e 4,14).

Reconhecer a mão de Deus na contínua liderança da Igreja não é, claro, um cheque em branco para os nossos líderes – eles serão julgados por Deus pelos seus pecados e nós temos todo o direito em exigir que assumam os seus erros e que sejam disciplinados quando esses erros forem particularmente gravosos. Por vezes há até bispos e cardeais que devem ser removidos – não por nós (lamento Lutero), mas por outros que tenham autoridade para tal.

Sejam quais forem as medidas tomadas contra os líderes eclesiais que nos falharam, talvez um bom conselho neste tempo de crise seja aquele dado por Jesus logo depois de se ter referido à “cátedra de Moisés”. Nosso Senhor ordena: “Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem” (Mateus 23,3).


Casey Chalk é um autor que vive na Tailândia, onde edita um site ecuménico chamado Called to Communion. Estuda teologia em Christendom College, na Universidade de Notre Dame. Já escreveu sobre a comunidade de requerentes de asilo paquistaneses em Banguecoque para outras publicações, como a New Oxford Review e a Ethika Politika.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no Domingo, 9 de Setembro de 2018)

© 2018 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Partilhar