sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Sinai(s) de perigo e os mercadores do Santuário

Ui... Em Fátima seria um festival!
Ontem o Papa Francisco criticou as pessoas que dizem que são católicas mas depois agem de forma desonesta no trabalho, ou metem o lucro acima da ética. Hoje soubemos que em Fátima alugam-se espaços para dormir em saco de cama por mil euros por noite. Dizias, Francisco?

O pastor adventista que ontem foi detido por abusos sexuais afinal foi destituído do seu cargo antes de terem começado a circular os boatos sobre esses mesmos abusos. Uma fonte próxima da igreja deu hoje mais alguns detalhes sobre esta triste história.

O Papa Francisco voltou hoje a falar sobre a questão do casamento e do divórcio, enfatizando que justiça e misericórdia são sinónimos aos olhos de Deus.

Do Egipto chega a notícia dramática de uma vaga de assassinatos de cristãos na difícil região do Sinai. Já morreram sete, a comunidade está a fugir.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Abusos adventistas e futebol como imagem de vida

O Papa com o Submarino amarelo
Foi detido esta quinta-feira um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, por suspeita de abuso sexual de menor. Passou-se em Tomar e a Igreja não se mostra surpreendida…

O investigador Luís Salgado Matos escreveu um livro para os 300 anos do Patriarcado de Lisboa e considera que este é uma fonte de “honra para Portugal”.

O Papa recebeu hoje uma delegação de judeus que lhe ofereceu uma nova edição da Torá. Antes, Francisco tinha recebido a equipa e dirigentes do Villarreal, de Espanha, a quem disse que o futebol é a imagem da vida e da sociedade.

Um desafio para quem vive a norte, vai decorrer na Faculdade de Letras da Universidade do Porto um curso livre sobre “As Religiões na Cidade”. Deve ser do maior interesse. As inscrições estão abertas até 19 de Abril. Mais informação aqui.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sudão do Sul e Solidariedade Suspeita

Ajuda? Desculpa, estamos a financiar abortos...
O Papa Francisco apelou esta quarta-feira à ajuda concreta ao Sudão do Sul, onde existe actualmente uma grande crise alimentar que agrava a já terrível situação de guerra civil.

Da próxima vez que tiver de esperar meses por uma consulta no Serviço Nacional de Saúde, não se preocupe! Reconforte-se sabendo que Portugal – sempre solidário – comprometeu-se a financiar organizações que promovem ou praticam o aborto em países em desenvolvimento.

No artigo do The Catholic Thing de hoje temos uma recensão ao filme “Inácio de Loyola”, que retrata a vida do fundador dos Jesuítas. Segundo me dizem, em breve o filme chegará a Portugal precisamente através desta ordem religiosa. Fiquem atentos.

Cavaleiro de Deus: Recensão de “Inácio de Loyola”

Brad Miner
Embora esta biografia cinematográfica do fundador dos jesuítas tenha estreado no Verão passado, só esta semana é que tive oportunidade de a ver. O filme do guionista-realizador Paulo Dy foi gravado – em inglês – entre Espanha e as Filipinas, sob os auspícios da Fundação de Comunicações Jesuítas das Filipinas (JesCom Films). É pouco provável que apareça no seu cinema local mas, como explicarei mais à frente, pode tomar a iniciativa de organizar um visionamento para um grupo ou uma organização católica.

E sugiro que o façam, porque este é um filme católico que está muito à frente de qualquer outro que tenho visto nos últimos anos. Consegue ser simultaneamente verdadeiramente católico e bom cinema.

O filme começa com fogo e água – um tema que se mantém ao longo da película. Entramos pelo fogo da conversão e emergimos através do baptismo da vida nova. Inácio Lopez de Loyola (desempenhado pelo actor Andreas Muñoz) desenvolve-se como uma flor a brotar de terra queimada – é um soldado forjado como uma espada nas chamas e depois submetido à água para testar a força. É mesmo assim que culmina a cena, e é muito forte.

A história de Loyola, um nobre espanhol quebrado pela guerra que acaba por fundar a Sociedade de Jesus, é como muitas verdadeiras histórias de conversão: De Agostinho a Merton, mas sobretudo São Francisco de Assis, antes dele e Charles de Foucauld, depois, que também eram soldados para quem os profundos ferimentos da guerra levaram a uma vontade mais profunda para servir Cristo. Tal como Agostinho, Loyola viveu uma vida bastante carnal até ser gravemente ferido na Batalha de Pamplona, em 1521.

O filme custou cerca de 1 milhão de dólares (trocos para Hollywood). Normalmente nos filmes de guerra de baixo custo as cenas de combate são pouco impressionantes, mas não é o caso aqui. Alguns dos efeitos especiais, sim, são limitados, mas não podemos esperar efeitos ao nível do “Reino dos Céus” de Ridley Scott, que teve um orçamento dez vezes superior. Mas no geral, as imagens de guerra são potentes – sobretudo as imagens das sequelas do combate, por exemplo a perna destroçada de Loyola, que o deixou coxo para o resto da vida, precisa de ser colocada no sítio, depois partida novamente e recolocada. Estas cenas devem muito à realização prudencial de Dy e à cinematografia de Lee Briones Meily.

Mas é a representação de Muñoz que verdadeiramente faz com que as cenas e, na verdade, todo o filme, funcionem tão bem. É ele quem dá unidade. É um papel pelo qual facilmente poderia ter sido nomeado para um Oscar, caso os membros da academia tivessem visto o filme. Há outros actores igualmente bons, o suficiente para terem sido nomeados para um prémio de elenco da Screen Actors Guild, se essa malta tivesse visto o filme.

Deve ser mais fácil representar a agonia do que o carinho e há uma cena no filme – na minha opinião a melhor – em que entra um Inácio desgastado pela guerra, e uma prostituta, Ana. O seu irmão e o seu primo levaram-no a um bordel, na esperança de o animar depois da guerra, sem saber que ele já ouviu o chamamento de Deus. Sentado na cama de Ana, recusa os seus avanços, querendo apenas conversar, algo que nenhum homem lhe tinha pedido.

Ana, desempenhada por Marta Codena, e Inácio falam sobre Jesus. Tal como faz com outras personagens durante o filme, ele pede-lhe que use a sua imaginação para ver Jesus sentado numa cadeira no seu quarto. A conversão dele está bem encaminhada, a dela está apenas a começar. A cara de Ana é transformada primeiro pelo medo, depois pela esperança, e a dele também. É um momento tão emocionalmente poderoso como qualquer outro que tenho visto nos ecrãs nos últimos anos; a subtileza estonteante atinge-nos como uma vaga.

Pouco depois Loyola parte para seguir as pegadas de São Francisco. Serve os doentes e os moribundos num hospital em Manresa, Espanha, e vive durante meses numa caverna – torturando-se e sendo tentado por um demónio (também representado por Muñoz). As cenas de autoflagelação remetem sempre para uma forma de loucura, mas o resultado da angústia de Inácio é uma quase total sanidade. O que o leva à presença da Inquisição.

Esta parte do filme é estranha, não porque não tenha acontecido (aconteceu), mas porque o inquisidor que o julga por pregar sem ter curso de teologia nem ser ordenado, é Alonso de Salazar Frias. Mas Frias – desempenhado por Gonzalo Trujillo – que era conhecido como o defensor das bruxas, só nasceu oito anos depois da morte de Loyola. Talvez tenha havido outro inquisidor chamado Frias, mas se sim, não encontrei qualquer referência. Mas adiante.

Há medida que a história se desenrola, vemos Loyola a escrever um diário da sua vida (que formaria a base da sua autobiografia) e os seus Exercícios Espirituais. A conversão pode ser descrita como morrer em, e por, Cristo e, em certo sentido, Loyola desenvolveu uma fórmula para fazer isso mesmo – um processo disciplinado através do qual tudo é visto através de Jesus Cristo e oferecido a Cristo.

O filme termina sem contar a história da fundação da Sociedade de Jesus e as décadas finais da vida de Loyola, por isso talvez possamos esperar uma sequela – eventualmente com um flashback para a sua viagem à Terra Santa. Acredito que isso acontecerá se houver gente suficiente a ver o filme. A Ignatius Press está a disponibilizar o filme para exibições cinematográficas patrocinadas por qualquer organização. Podem encontrar mais informação aqui. [Nota do Tradutor: O gabinete de comunicação dos jesuítas em Portugal diz-me que estão previstas sessões de visionamento do filme, mas ainda não há detalhes concretos].

O filme é para maiores de 13 [nos EUA], em grande parte por causa das cenas de flagelação. Entre o elenco contam-se ainda a belíssima Tacuara Casares, que representa a Princesa Casares e Javier Godino e Mario de la Rosa, que fazem de parentes de Loyola. A elegante Isabel Garcia Lorca representa uma das primeiras mecenas de Inácio e Julio Perillán aparece no papel do dominicano que defende Inácio diante da Inquisição. Pepe Ocio é um camarada em armas de Loyola, cuja morte assombra o futuro santo e o projecta em direcção a Deus.


(Publicado pela primeira vez na terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017 em The Catholic Thing)

Brad Miner é editor chefe de The Catholic Thing, investigador sénior da Faith & Reason Institute e faz parte da administração da Ajuda à Igreja que Sofre, nos Estados Unidos. É autor de seis livros e antigo editor literário do National Review.

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Trump critica anti-semitismo e Pastorinhos são heróis para crianças

Imagem de N.S.F. enviada para o Iraque
O Papa Francisco pede a abertura de canais humanitários para refugiados que fogem de zonas de guerra.


Para as crianças, os pastorinhos são verdadeiros heróis, considera a autora Thereza Ameal, numa altura em que o bispo de Fátima espera que a canonização dos pastorinhos avance durante o centenário das aparições.

Decorreu no fim-de-semana o Faith’s Night Out. Correu da melhor maneira, aqui pode ler um pouco sobre a experiência.

Recentemente entrevistei o arcebispo de Lahore, no Paquistão, um local onde as escolas e igrejas cristãs mais parecem prisões e onde a Páscoa se transforma, num abrir e fechar de olhos, em Sexta-feira Santa.

No domingo tive a sorte de poder estar presente, em família, na missa campal em Cascais em que foi benzida uma imagem de Nossa Senhora de Fátima que será agora enviada para o Iraque, juntamente com milhares de terços e dezenas feitos por crianças. O Presidente Marcelo também esteve presente e ficou tão impressionado como eu.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Agora ninguém tira o Papa do México

Rui Marques considera que é mais urgente que nunca uma visão cristã da realidade. É uma entrevista de antecipação do Faith’s Night Out (FNO), que se realiza amanhã em Lisboa. Ricardo Araújo Pereira, outro dos convidados, diz que apesar de ser ateu tem altas expectativas em relação aos crentes, que nunca foram defraudadas.

Faz exactamente um ano que o Papa Francisco este no México. Hoje foi inaugurada uma estátua dele na fronteira com os EUA.

Se vive para os lados de Évora não deixe de visitar uma exposição muito engraçada na igreja de São Vicente, chamada “Levei uma Tampa”.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Tweets patriarcais e Nossa Senhora "On Tour"

Nossa Senhora de Fátima coroada em Westminster
Boas notícias para quem tem conta no Twitter! D. Manuel Clemente vai juntar-se a nós a partir de sábado. Será – tanto quanto consegui averiguar – o primeiro patriarca católico a usar esta rede social. (Já agora, se não me seguem ainda, de que é que estão à espera?)

Duas imagens de Nossa Senhora de Fátima estão a caminho de países muito diferentes. Uma será entronizada em Londres este fim-de-semana e outra vai para Erbil, no Curdistão iraquiano, depois de ser benzida numa missa em Cascais, este domingo.

Vão-se multiplicando assim as iniciativas por ocasião do centenário das aparições de Fátima, como por exemplo esta, curiosa, em Évora.

O Papa criticou ontem as iniciativas económicas ou industriais que desrespeitam os direitos indígenas sobre o território, o que tem sido visto como uma crítica à Administração americana por causa de uma disputa com uma tribo de índios.

Em 2012, em Roma, conheci pessoalmente o cardeal Burke, que ultimamente tem estado a ser referido em associação a várias polémicas. Ora uma coisa são as opiniões de Burke e a sua discordância em relação a aspectos do pontificado de Francisco… Outra é pôr em causa a sua boa-fé e tentar colá-lo a Trump, como tem acontecido ultimamente. É sobre esses processos de difamação que escreve Robert Royal esta semana naversão portuguesa do The Catholic Thing. Leiam.

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