quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A Insegurança dos “Lugares Seguros”

Randall Smith
Há dias passei por um gabinete com um sinal à porta que dizia “Lugar Seguro”. Senti-me imediatamente inseguro.

Eu espero que toda a gente que entra no meu gabinete se sinta segura. Mas não deviam ser elas a dizer-me se se sentem seguras, e não ao contrário?

Seja como for, a questão não se põe, porque normalmente eu encontro-me com os meus alunos em cafés, alguns dos quais são mais “seguros” que outros. Certa vez um aluno, um jovem veterano das Forças Armadas, disse-me que tinha passado pelo café onde sabia que eu costumava estar à noite, mas não me tinha encontrado. “A que horas chegaste?”, perguntei “Cerca das 21h20”, respondeu. “Eu cheguei uns cinco ou dez depois. Porque é que não esperaste?” “Não, não”, disse ele, “aquilo estava cheio de hipsters (está sempre), e eu conseguia senti-los a olhar para mim e a julgar-me, por isso tive de sair”.

Não tenho a menor dúvida de que a maior parte das pessoas naquele café devem ter uma imagem muito acolhedora e aberta de si mesmas, mas é curioso como estas coisas podem ser relativas. O que parece “aberto” e “acolhedor” para um grupo de hipsters que se consideram muito progressistas, pode alienar uma multidão de outras pessoas que se sentem “julgadas” por ser demasiado “normais”, ou não serem suficientemente “fixes”.

Deve ter sido este mesmo medo instintivo de ser “observado” ou “julgado” que senti quando vi o sinal de “Lugar Seguro”. Será que o meu olhar tinha sido suficientemente aprovador? E a minha linguagem corporal, foi a correcta? Se alguém visse a curiosidade estampada na minha cara talvez pensasse que estava a expressar desaprovação, o que não era de todo a minha intenção.

Se a dona do gabinete tivesse posto a cabeça de for a e perguntasse: “Está a olhar para o meu sinal. Algum problema?”, o que é que eu teria respondido? “Não, não, não… De todo. Estava a só a ler… o seu… errr… sinal”. Teria acreditado em mim? Ou teria continuado desconfiada? Teria feito queixa?

E se ela adivinhasse que sou católico? O que é que teria pensado acerca das coisas horríveis que supostamente penso sobre homossexuais? Teria conseguido convencê-la de que não penso essas coisas? Nunca consegui convencer os meus pais protestantes de que os católicos não acreditam nas coisas em que eles pensavam saber que os católicos acreditavam.

Talvez o que me tenha feito sentir desconfortável com o sinal de “Lugar Seguro” seja o facto de o passatempo mais popular na América, agora, ser uma versão do que um autor de outra geração chamou “upmanship”, a superação do outro. Por exemplo, se você disser “a semana passada conheci o presidente da Câmara de Londres” e o seu amigo responder: “O presidente da Câmara de Londres? É um tipo encantador! Almoçou em minha casa a semana passada”, fazendo com que o seu encontro pareça muito menos impressionante, supera-o.

Nos Estados Unidos há cada vez mais pessoas apostadas em jogar uma versão ligeiramente diferente a que se pode chamar “ultrapassar pela esquerda”, cujo objetivo é mostrar-se mais à esquerda que o outro. Você diz: “Mandei a minha filha para uma escola muito liberal e progressista, só para meninas” e o seu amigo responde, com um desprezo mal disfarçado, “ainda se chamam meninas? Quero dizer, tantas dessas escolas só para meninas não percebem como o termo ‘menina’ pode ser ofensivo para os transgéneros”. E eis que a escola muito progressista em que orgulhosamente matriculou a sua filha, de repente parece bastante menos progressista, ou até mesmo discriminatória.

Você sente-se muito pequeno, o que era precisamente o objetivo.

As pessoas podem fazer como entenderem, mas para mim é tudo menos claro que estas guerras linguísticas que travamos nos confins refinados do mundo académico estejam de facto a ajudar as pessoas que dizemos querer ajudar. Depois de décadas a patrulhar obsessivamente o discurso, os miúdos pobres estão a obter uma melhor educação? E os homossexuais sofrem de menos ansiedade? As minorias estão a ser tratadas com maior respeito nos seus locais de trabalho, habitação e educação? As mulheres estão a ser mais respeitadas?

Porque se a resposta for não, e se tudo o que estamos a fazer é jogar o jogo da linguagem para que nós mesmos nos sintamos melhor, como se estivéssemos a resolver os problemas, mostrando que nos preocupamos, ao contrário das outras pessoas que não estão tão despertas como nós, então, para dizer a verdade, prefiro não fingir.

Quando vemos tantas pessoas a esforçar-se para não serem apanhadas nas armadilhas deixadas por todas as pessoas que jogam o jogo da ultrapassagem pela esquerda, dificilmente alguém se sente “seguro”. Lugares que deixam de fora as pessoas que têm as opiniões e atitudes “incorrectas” tendem a ser o oposto de seguras.

Agora, por exemplo, temos um grupo de pressão que lançou uma petição para apresentar à Universidade de Oxford no sentido de remover John Finnis, que é católico, do seu cargo, por este revelar “pontos de vista extremamente discriminatórios contra grupos de pessoas vulneráveis” (i.e., por não concordar com a visão dos signatários em relação a actividades homossexuais ou cirurgias de mudança de sexo). Eles insistem que a Universidade “clarifique a sua política em relação a professores que discriminam”, porque, atualmente, “os estudantes e corpo docente têm de esperar que haja um momento de assédio pessoal ou de vitimização, antes de se poderem queixar sobre o ambiente de intolerância e de intimidação que os professores criam através dos seus artigos escritos”. Não é preciso tratarem mal alguém, basta terem as opiniões erradas.

Por agora a Universidade está a recusar-se a agir. Mas que mensagem é que esta petição transmite a outros membros do corpo docente em relação à sua “segurança” caso não aceitem expressar as opiniões “aprovadas” sobre um grupo ou outro, quer tenha a ver com o casamento gay, com a forma como os muçulmanos tratam as mulheres, ou a questão israelo-palestiniana?

Essa é uma questão. Mas outra é esta: Será que as manobras tácticas das pessoas envolvidas neste jogo de “ultrapassagem pela esquerda” está mesmo a ajudar as minorias e as pessoas vulneráveis, como se alega?

Será seguro sequer fazer a pergunta?


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Congo, Venezuela e lixo jornalístico

Em relação à polémica do momento, digo apenas o seguinte. Uma reportagem que desmascara uma rede secreta de católicos que procuram curar pessoas da sua homossexualidade, é uma grande reportagem. Se souberem de uma reportagem dessas avisem-me. Ontem passou uma coisa que dizia ser isso, mas que afinal não passou de lixo jornalístico. Os visados da encenação, e bem, estão a pensar processar judicialmente os responsáveis.


O Papa vai receber novamente os bispos do Chile, para falar sobre medidas contra os abusos sexuais.

Atenção a todos os que se interessam pelos temas, a Capela do Rato vai acolher um debate sobre apoio espiritual em cuidados paliativos. Hoje visitou freiras de clausura.


Numa altura em que o Vaticano se prepara para ter uma equipa desportiva, pela primeira vez, o IronPriest Ismael Teixeira diz que o desporto também é um meio de salvação.

Certamente já viu por aí missionários mórmons. Andam aos pares, sempre de gravata preta, calças pretas e camisa branca e uma placa com Elder, seguido do nome. São muitas vezes alvo de gozo e humilhação, mas no artigo desta semana do The Catholic Thing, Casey Chalk sugere que os católicos mudem de atitude perante estes nossos irmãos

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Dialogar com os Mórmons

Casey Chalk
“Gozar com os mórmons é”, nas palavras do já falecido teólogo católico Stephen Webb, “uma das últimas fronteiras da desordem verbal que ainda não foi beliscada pelos poderes do politicamente correcto”. O missionário mórmon é frequentemente alvo de ridicularização. “O Livro de Mórmon”, um musical de sucesso escrito pelos criadores do “South Park” brincava com o tradicional missionário da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (ISUD), com as suas calças pretas e camisa branca.

Muito do material apologético católico e evangélico ridiculariza as crenças mais excêntricas da ISUD – a corporalidade de Deus, o casamento eterno e os tons de politeísmo, entre outros. Quando eu era um jovem evangélico ensinaram-me que o mormonismo é uma seita. Sejam quais forem as heresias presentes na teologia mórmon, a nossa abordagem aos mórmons, enquanto católicos que somos, precisa de ser repensada. 

A apologética cristã respeitante aos mórmons costuma assumir uma de duas formas. Uma abordagem recomenda atacar as crenças dos Santos dos Últimos Dias através do “texto-prova”. Para os protestantes, isto resulta naturalmente da presunção da claridade da Escritura. Claro que o que parece claro para um provavelmente parecerá muito menos claro para outro, sobretudo se tiver sido catequizado para ler a Bíblia de uma certa forma. Mas existe ainda outra dificuldade quando se debate com os mórmons, é que a ISUD ensina que a Bíblia é subserviente ao Livro de Mórmon, logo eles têm sempre esse trunfo em qualquer debate sobre texto-prova.

A outra abordagem recomenda confrontarmos os missionários mórmons com alguns dos aspectos mais bizarros da sua fé. Um autor católico conhecido descreve uma vez em que conseguiu forçar uns missionários a reconhecer algumas das idiossincrasias das suas crenças. Depois assegurou-lhes que “isso é simplesmente uma loucura”. Não faço ideia porque é que essa estratégia haveria de resultar. Raras são as pessoas que são persuadidas a abandonar a sua religião simplesmente porque um estranho lhes diz que as suas crenças são ridículas.

Aliás, eu diria que isto teria precisamente o efeito contrário. Mais, há muitos não cristãos que consideram as histórias da Bíblia “simplesmente loucas”, e os cristãos não católicos gozam frequentemente com as aparições marianas, como Guadalupe, Lourdes ou Fátima.

Ambas estas estratégias assumem um ponto de partida inerentemente contencioso para o diálogo com os mórmons. Talvez seja natural, tendo em conta as muitas heresias da ISUD. Mas por outro lado isso ignora o facto de os missionários mórmons serem, de provavelmente todos os grupos religiosos nos Estados Unidos, aqueles que mais tentam falar de Jesus na Praça Pública. Nunca um evangélico ou um católico me bateu à porta para pedir para falar sobre Jesus. Mas ao longo dos anos muitos mórmons o fizeram. Duvido que seja caso único. A Igreja Mórmon pode ter ideias erradas sobre Cristo, mas pelo menos têm vontade e são persistentes no seu desejo de falar dele.

Para além disso, os mórmons têm sido aliados constantes de evangélicos, católicos e ortodoxos nas batalhas contra as forças seculares agressivas na América. Têm trabalhado incansavelmente para preservar as suas comunidades, resistir às tentações e influências da cultura pós-cristã e lidar com os ataques contra eles e contra a sua devoção a Cristo. Este zelo viu-se de forma especial há dez anos quando membros da ISUD colaboraram com conservadores de outras religiões para fazer aprovar a Proposição 8, que durante algum tempo proibiu o casamento homossexual no Estado da Califórnia.

Modelo do templo mórmon em construção em Lisboa
E a vida dos missionários mórmons não é nada fácil, poucas são as vocações religiosas que se comparam em termos de intensidade ou sacrifício. Para os homens, as missões duram dois anos; as missões das mulheres são de ano e meio. Durante esse tempo os missionários nunca deixam o seu território de missão. Têm poucas oportunidades de falar com família e amigos. Vivem com um orçamento apertado – muitos comem apenas cereais e noodles, praticamente todos os dias, durante meses. Passam cerca de doze horas por dia em missão, enfrentando muitas vezes hostilidade ou indiferença. Um amigo meu mórmon que foi enviado para o Japão conseguiu converter apenas uma pessoa durante o tempo inteiro que lá esteve.

Para as mulheres o sofrimento e o risco são ainda piores. Uma missionária contou-me uma vez que um homem que parecia sinceramente interessado na sua religião, mas afinal apenas queria casar! Outros homens tentaram abordá-la fisicamente. Certa vez um homem bêbado e quase nu saiu de casa a correr e a praguejar contra ela. Os mórmons, talvez mais até do que outras tradições religiosas, conhecem o falhanço. Recentemente disse a uns convidados que a sua experiência parecia um pouco uma passagem pelo inferno – o mais experiente acenou com a cabeça.

Por tudo isto eu argumentaria que o modo certo para começar um diálogo com missionários mórmons não é polémica e hostilidade, mas hospitalidade. Recentemente a minha mulher e eu convidámos duas missionárias para jantar, e foi muito divertido.

Durante a sobremesa elas sentiram-se na obrigação de partilhar a sua fé. Nós ouvimos cuidadosamente e fizemos algumas perguntas. Disse-lhes que discordava deles por razões teológicas e filosóficas, que expliquei de forma breve. A minha mulher – de forma muito perspicaz – partilhou a sua experiência de ter sido traída pelo padre Marciel Maciel, o fundador dos Legionários de Cristo, que vivia uma vida dupla. Explicou que tinha sido difícil, mas essencial, manter a sua fé em Cristo, mesmo quando aprendeu que o homem que tanto admirava, afinal era um patife. O paralelo com a vida de Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon, foi perfeito e espero que as missionárias o tenham entendido.

Creio que esta abordagem é superior à da confrontação. Sim, os erros teológicos do mormonismo são terríveis. Mas ao mesmo tempo eles estão nas ruas a falar de Jesus numa altura em que cada vez menos pessoas O conhecem. Isso tem de valer alguma coisa. E se quiserem passar cá por casa para partilhar uma refeição, construir uma amizade e trocar opiniões sobre Deus, a nossa porta está sempre aberta.

Se Deus quiser, algo dessa vida partilhada, bem como os nossos testemunhos sobre Cristo e a sua fidelidade à sua Igreja, terão um impacto maior e mais duradouro do que a polémica e hostilidade contenciosa.


Casey Chalk é um autor que vive na Tailândia, onde edita um site ecuménico chamado Called to Communion. Estuda teologia em Christendom College, na Universidade de Notre Dame. Já escreveu sobre a comunidade de requerentes de asilo paquistaneses em Banguecoque para outras publicações, como a New Oxford Review e a Ethika Politika.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 9 de Janeiro de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Vaticano entra na corrida

Não selecionável...
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem aceitou ouvir um caso sobre a eutanásia na Bélgica. É talvez a mais significativa ameaça à terrível lei naquele país.

Os bispos portugueses reafirmaram hoje que estão disponíveis para ouvir as vítimas de abusos. O porta-voz da CEP confirma ainda que Lisboa é candidata a receber as JMJ, mas que o Papa apenas anunciará a decisão final no dia 27.

A Santa Sé vai ter uma equipa oficial de atletismo, mais especificamente de maratonistas. É a primeira vez que a Santa Sé forma uma equipa oficial desportiva.

O Papa Francisco divulgou hoje a mensagem para o dia dos doentes, a 11 de Fevereiro e pede uma aposta na cultura da gratuidade e solidariedade.

Soube-se hoje que um padre bastante famoso, ligado ao Opus Dei nos Estados Unidos, é suspeito de assédio sexual de pelo menos duas mulheres. À primeira vista a organização lidou exemplarmente com o caso. O autor já foi colaborador do The Catholic Thing e nesse contexto traduzi e publiquei três artigos dele. Saiba mais aqui.

Padre John C. Mcloskey acusado de assédio sexual

Surgiu hoje a notícia de que o padre John C. McCloskey, dos EUA, esteve envolvido em pelo menos dois, talvez três, casos de assédio sexual.

Não estamos perante um caso de abuso de menores nem de pedofilia, mas de assédio de mulheres adultas. Contudo, não deixa de ser assédio, pois terá sido contra a vontade delas e em situações que as deixaram muito desconfortáveis. Pelo menos uma dela estava numa situação vulnerável e, seja como for, estamos sempre perante um caso de abuso de posição privilegiada de alguém que faz aconselhamento espiritual.

Pelo que se lê no artigo do Washington Post, parece-me que o Opus Dei, a que o padre pertence, lidou bastante bem com o caso. A mulher recebeu uma indemnização considerável mas que foi sustentada com um donativo particular, ou seja, não se desviou dinheiro de outros fins nem se "enganou" quem doa dinheiro à organização. O padre, que era uma espécie de "vedeta" e conhecido por atrair muitos famosos para a Igreja, foi afastado do contacto com mulheres e retirado da cena pública. Foi a decisão certa e não deve ter sido fácil. Muitos, sabe-se agora, estranharam o seu "desaparecimento".

O caso não foi comunicado às autoridades, pois não é claro que se tenha tratado de um crime, ou pelo menos só seria comunicado a pedido das vítimas, pois não se tratou, repito, de abuso de menores ou de crianças. A vítima na altura não terá querido levar o caso mais longe.

A situação foi tornada pública pelo Opus Dei ontem à noite, nos EUA, a pedido da vítima, pois ela temia que pudesse haver mais vítimas que não tinham tido a coragem de falar. Mais uma vez, apenas tenho acesso à informação no artigo, mas parece que aqui se respeitou a privacidade e as necessidades da vítima acima da preservação da reputação da organização.

Neste ponto gostaria de esclarecer que nada me liga ao Opus Dei se não amizade pessoal com alguns membros. Não pertenço, ninguém da minha família pertence e não tenho especial atração pessoal pela espiritualidade e a organização interna do movimento. Simplesmente não é o meu estilo.

Dito isto, e por uma questão de transparência, devo dizer que colaboro há vários anos com o The Catholic Thing, para o qual McCloskey escrevia. Deixou de escrever há bastante tempo, agora compreendo porquê. Durante estes anos traduzi, salvo erro, apenas três artigos dele.

Se surgirem mais detalhes importantes sobre o caso, acrescentarei ou actualizarei este artigo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Recados sobre o Brexit no Natal egípcio

Christmas like an Egyptian
O Papa Francisco falou hoje ao corpo diplomático na Santa Sé e, em tempos de Brexit, saudou os benefícios da integração europeia, para além de ter referido uma enorme variedade de outros assuntos da atualidade. Tudo aqui.

Hoje é Natal para muitos cristãos do Oriente, incluindo os coptas, a quem o Papa Francisco saudou de forma especial, durante a inauguração de uma nova catedral.

Um cardeal francês começou hoje a ser julgado por alegadamente encobrir um caso de abusos sexuais.

Durante o fim-de-semana o Papa Francisco pediu aos países europeus que acolham os refugiados que estão neste momento abordo de dois navios de organizações não-governamentais, no Mediterrâneo. Na sexta-feira passada falei precisamente com o tripulante de um desses navios, que considera uma vergonha a atitude da Europa neste caso.


E parece que o Vaticano não se vai imiscuir na questão da exumação de Francisco Franco, em Espanha.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Natal sem Jingle Bells? Sim, se faz favor!

Mais um bispo em maus lençóis... 
Mais um caso de abusos no Vaticano? Agora as suspeitas envolvem um bispo argentino que resignou da sua diocese – alegadamente por outras razões – e foi para um cargo na Santa Sé.

O Papa escreveu entretanto uma carta aos bispos americanos, reunidos em retiro, em que teceu duras críticas à forma como lidaram com a crise dos abusos naquele país e a desunião que os caracteriza.

E ontem o Vaticano emitiu uma decisão da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a licitude moral das histerectomias, em certas situações. Veja aqui os detalhes.

Há Natal sem Jingle Bells? Pois claro que pode haver. Pelo menos eu acredito que sim, e o coro da Sé de Lisboa também. O concerto é dia 6. Aproveitem para ir ver!


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