quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Ressurreição, Pureza e Fúria


Depois de duas reportagens da Aura Miguel sobre morte, vida e ressurreição, hoje foi a minha vez. Cinco personalidades públicas dão o seu testemunho sobre porque faz sentido acreditar na Ressurreição… Desde o cantor rock até ao ex-deputado do Bloco de Esquerda. Ver para crer… aliás, crer sem ver… vejam.

Num ano em que vemos serem realizados filmes bíblicos, um olhar pela história deste género que tem quase 100 anos e algumas recomendações de filmes imperdíveis.

Fartos de matar homens inocentes, mulheres e crianças, os corajosos militantes do Boko Haram decidiram agora raptar 100 alunas de uma escola na Nigéria.

Hoje há artigo novo do The Catholic Thing. Randall Smith explica porque é que se recusa a comentar politiquices do Vaticano. Bons conselhos para todos, a começar por mim.

E vai decorrer já no início de Maio um encontro ibérico de capelães prisionais. Todos os interessados são convidados a participar. O programa promete e o tema é importantíssimo! Ainda por cima é barato… inscrições ou dúvidas para aqui.

Eu volto na segunda-feira. Já sabe que na Renascença pode acompanhar toda a actualidade nestes dias de Páscoa.


Porque Não Escrevo sobre o Vaticano

Randall Smith
Na qualidade de professor de teologia recebo vários pedidos para comentar “desenvolvimentos” no Vaticano. “Pode comentar o facto do Papa Francisco ter mandado este cardeal para aqui e mudado aquele para ali?” “O que é que isto significa para a Igreja?” “Como é que vai afectar os católicos?” Tenho de lhes dizer: “Desculpe, mas não comento politiquices do Vaticano”.

Em primeiro lugar, não sei se as pessoas percebem isto ou não, mas geralmente não cobrem políticas do Vaticano nas licenciaturas de Teologia. Estranhamente, “Mudanças de Cardeais no Vaticano” não foi uma das cadeiras da licenciatura que frequentei. “Lidar com Dicastérios” também não, nem “Arrumar a Casa no Banco do Vaticano”. Por alguma razão, as universidades preferem concentrar-se em Jesus Cristo, a Trindade, as Escrituras, a Igreja, a Salvação, as Virtudes, a Graça, os Sacramentos – coisas desse género.

Por isso eu não sou mais qualificado para comentar a confusão mais recente no Vaticano do que qualquer outra pessoa. E quando ouço outras pessoas a comentar estes assuntos, normalmente também não sabem do que estão a falar. Pode-se contar o número de comentadores fiáveis sobre o Vaticano nos dedos de uma mão – mesmo que tenha perdido alguns dedos.

Já reparei que muitas pessoas papagueiam a ideia de que precisamos de “reformas no Vaticano”, apesar de não terem a menor ideia do que as pessoas no Vaticano fazem. Simplesmente ouviram pessoas a dizer que é preciso reformar o Vaticano tantas vezes que repetem a ideia. A minha suposição é que claro que precisamos de reformas. Quando é que não precisámos de reformas? Reformas constantes, renovação, arrependimento de falhas e dedicação renovada aos objectivos primeiros da instituição – de qualquer comunidade humana! É um dos efeitos do pecado original.

Claro que há alturas em que o Vaticano está melhor e outras em que está pior. Prefiro o melhor ao pior. Mas mesmo quando está “melhor”, é sempre composto por pecadores desgraçados necessitados do perdão, da redenção e da santificação oferecidos por Jesus Cristo.

Não é que eu não queira saber o que se passa no Vaticano, é só que não há nada que possa fazer sobre o assunto. Só sei que precisamos de rezar pelo Papa e todos os membros da Cúria. Portanto é isso que faço. Eles não precisam dos meus conselhos.

Estarei ingenuamente convencido de que farão sempre as escolhas certas? Um olhar rápido por qualquer período da história da Igreja sugere redondamente que não. Mas por outro lado, um olhar para toda a história da Igreja sugere (para quem tem ouvidos para ouvir e olhos para ver) que o Espírito Santo continua a guardar a Igreja e a guiá-la por entre as brumas da história. Dado o carácter de alguns dos coitados que têm sido responsáveis por ela (como aquele tipo que negou sequer conhecer Cristo e que viria a ser o primeiro Papa e a rocha sobre a qual foi edificada), se o Espírito Santo não tivesse protegido a Igreja todos estes anos, como é que teria sobrevivido?

Às vezes preocupo-me quando vejo uma pessoa com fé pouco esclarecida a atrever-se a olhar “para os bastidores” da Igreja. Quando alguém se torna ministro extraordinário da comunhão, por exemplo, o lidar directamente com as hóstias pode levar a uma certa “desmistificação” da Eucaristia. Uma pessoa que não esteja preparada para isso pode ser tentada a pensar: “afinal isto é só um pedaço de pão. Quer dizer, as hóstias são enviadas por correio num saco de plástico!”
 
"Deixem os homens trabalhar!"
Não, não são levadas misticamente por anjos até à porta traseira da Igreja. E antes da consagração, de facto é mesmo apenas pão. O problema é que há pessoas que simplesmente não têm maturidade para compreender que Deus pode pegar na coisa mais rasca e transformá-la na coisa mais maravilhosa.

De igual modo há pessoas que provavelmente não têm maturidade suficiente para pensar sobre a mais recente confusão no Vaticano, porque não terão capacidade para ver como Deus pode pegar até nesta confusão – a fuga dos discípulos, negações de Cristo, crucificação do Salvador – e torná-la um veículo de graça. Se não gosta de ver como a comida é preparada, saia da cozinha.

Na mesma medida, quando o Papa publica uma encíclica ou uma exortação apostólica, leia-a. Tente compreendê-la e vivê-la. É isso que o Vaticano faz e as pessoas deviam-se interessar.

Infelizmente não me parece que seja isso que acontece. Os blogs de queixas e de preocupações recebem muitas visitas. Os artigos que explicam os ensinamentos católicos não, ou pelo menos é isso que me dizem. Não foi São Paulo que nos alertou para “pensar nas coisas que são de cima”? Essa sabedoria encontra-se reflectida naquilo que lemos?

Bem sei que muitas pessoas gostam de saber das politiquices do Vaticano. Mas eu prefiro que os fiéis as ignorem, na medida do possível. Os fiéis têm coisas mais importantes com que se preocupar do que a última “intriga” do Vaticano – coisas do tipo, sei lá, dar de comer aos pobres, ir à missa, tomar conta de pais idosos, criar os seus filhos, melhorar as escolas, renovar os bairros, votar em políticos responsáveis, confessarem-se bem, serem esposos fiéis. A lista de coisas mais importantes que devem preocupar um católico – as coisas sobre as quais podemos, e devemos, fazer alguma coisa – é interminável.

Por isso, por favor rezem constantemente pelo Papa, pelos cardeais e pelos bispos. Rezem para que eles tenham a sabedoria e o amor para acudir fielmente aos apelos do Espírito Santo. Depois deixem o Santo Padre e os bispos fazer o trabalho para o qual receberam do Espírito Santo o Carisma especial. Deixem o Papa preocupar-se com a burocracia do Vaticano. Essa é uma das suas funções – das menos interessantes e mais aborrecidas. Nós, leigos, temos outras coisas com que nos preocupar, sobretudo agora que se aproxima o final da Páscoa.


Randall Smith é professor na Universidade de St. Thomas, Houston, onde recentemente foi nomeado para a Cátedra Scanlon em Teologia.

(Publicado pela primeira vez no Domingo, 6 de Abril 2014 em The Catholic Thing)

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.


terça-feira, 15 de Abril de 2014

Neo-pagão equivocado no Kansas

Odin, o Deus para anti-semitas confusos
No passado domingo um homem matou três pessoas a tiro no Kansas… O que é que isto tem a ver com religião? Para começar, as três vítimas foram escolhidas por serem judias. Para acabar, o autor dos homicídios é um “neo-pagão” que adora Odin. Entretanto todas as vítimas eram, afinal cristãs…

Cada vez mais próximos da Páscoa, hoje a Renascença transmitiu a reportagem sobre duas mulheres que vivem a vida de forma intensa, mas encaram a morte com serenidade. Isabel Jonet e Leonor Castro dão testemunhos que vale a pena ouvir.

E o bispo de Bragança-Miranda recorda na sua mensagem pascal que “não há Páscoa sem Cruz, mas também não há Cruz sem Páscoa”.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, que serve sobretudo de alento aos cristãos pessimistas com o rumo do mundo. Perseguição? Been there, done that, e os cistercienses estão de volta a Zirc.


segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Ressurreições há muitas

Depois de uma semana de férias estou de volta.

O mundo não parou e não há espaço para dar conta de todas as notícias que houve entretanto, mas destaco, com particular tristeza, o assassinato de um padre jesuíta que não abandonou nunca o povo que tinha sido chamado a servir, em Homs, na Síria. Deus certamente será tão fiel para com Ele como ele foi para com os seus irmãos. O Papa Francisco não esqueceu este seu servidor.

Por falar em Síria, hoje é notícia que as tropas governamentais voltaram a controlar a vila de Maaloula, um dos mais significativos marcos do Cristianismo no Médio Oriente e que tinha estado nas mãos de islamitas durante vários meses.

Na Nigéria outros islamitas são os principais suspeitos de terem colocado uma bomba num terminal de autocarros que matou 71 pessoas inocentes

A dias da Páscoa, Aura Miguel foi à procura de histórias modernas de morte e ressurreição. Não percam a reportagem (áudio) feita com duas pessoas que estiveram na morte mas conseguiram “ressuscitar” para a vida. Porque ressurreições há muitas e nem todas envolvem morte física.

Chamo também a vossa atenção para o mais recente artigo em português do The Catholic Thing que, em tempos difíceis, traz esta mensagem de esperança: “Quando formos tentados pelo medo de que a Igreja vai ser «varrida pelas forças da história» – aborto, casamento gay, supressão de instituições e empresas católicas – devemos lembrar-nos que houve uma época em que as forças do poder e do dinheiro conspiraram com a elite intelectual da Hungria para suprimir os cisterciences e destruí-los completamente.” Mas sabem que mais? Os cistercienses estão de volta ao mosteiro húngaro de Zirc… Porque ressurreições há muitas, lá está.


quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Os Cistercienses Estão de Volta a Zirc

Pe. Placid Czismazia.  Pe. Chris Rabay.  Pe. Roch Kereszty.  Pe. Gilbert Hardy. E, claro, o Pe. David Balas. Estes são os nomes de alguns dos Cisterciences húngaros com quem tive a bênção de estudar quando fiz os meus estudos de pós-graduação na Universidade de Dallas. Todos tinham fugido da Hungria depois da supressão do mosteiro cisterciense de Zirc (pronuncia-se Zeerts), nos arredores de Budapeste. Podíamos ouvir as suas histórias mil vezes e mal teríamos passado a superfície.

Há a história do Pe. Placid, por exemplo, a passear pelas ruas de Budapeste durante a ocupação nazi, arriscando execução sumária no caso de ser apanhado, para poder visitar os seus alunos nas suas casas e acompanhar os seus estudos de Latim e Grego. Disse-me uma vez que queria dar-lhes a máxima regularidade possível e uma sensação de esperança, de estarem a preparar-se para um futuro melhor depois da guerra. E que mais fazer quando o mundo está embrenhado em guerra do que estudar línguas clássicas?

Depois havia o Pe. Chris Rabay, com cerca de um metro e meio, mas duro que nem pedra e com a constituição de uma boca de incêndio, de quem se dizia que tinha carregado um dos seus irmãos cistercienses às cavalitas através das montanhas, depois de este ter partido o tornezelo durante a perigosa travessia.

Havia ainda o Pe. Gilbert Hardy, o paradigma do burocrata da Europa de Leste: os papéis todos em ordem, os formulários todos assinados, os ficheiros completos. Eu irritava-o imenso. Quando era reitor chamou-me ao seu gabinete e exigiu saber: “Rahndy, em que prrugrama estáz?”. “Estou a acabar o mestrado em Teologia e já comecei o mestrado em Filosofia”. Abanou a cabeça. Esta não era a ordem correcta. Perguntou de novo, muito de vagar: “Em que prrugrama estáz?”. Ao que dei exactamente a mesma resposta. Andámos assim para a frente e para trás onze vezes, ele a perguntar, eu a responder. Lembro-me de pensar na altura que ele daria um bom vilão do James Bond. Estava cheio de medo que ele carregasse num botão e me atirasse para uma piscina de tubarões.

As histórias não têm fim. Mas todas essas histórias individuais são parte de uma história maior. Um desses tipos de “história maior” – a história maior de todas – é a história da salvação: a história da nossa queda e redenção pela morte sacrificial de Cristo na Cruz, a sua ressurreição dos mortos e ascensão para a direita de Deus, de onde nos envia o seu Espírito Santo e onde espera para nos receber no seio do Seu Pai, na comunhão eterna de amor Trinitário.

A maioria dos homens que referi aceitaram, para usar as palavras de T.S. Elliot, a “constituição do silêncio". O que é feito agora das suas vidas, das suas lutas, da sua sabedoria, do seu amor? Enquanto cristãos acreditamos que nada foi obliterado nem se perdeu com a morte. Pelo contrário, ficou preservado e glorificado na sua verdadeira Fonte e Fim, naquele que é tanto o Alpha como o Omega.

Mas há outra história, um pouco mais próxima de nós. As autoridades comunistas mandaram esvaziar e fechar o mosteiro cisterciense em 1950. Muitos dos monges fugiram do país e estabeleceram novas abadias em locais inóspitos e selvagens como Spring Bank, Wisconsin e Dallas, Texas, enquanto outros continuaram a viver clandestinamente na Hungria, alguns como padres diocesanos, outros como leigos, mantendo os seus votos e celebrando missas em privado, na medida do possível.
 
A abadia de Zirc
Mas em 1989, depois de o povo da Hungria ter sido libertado do “paraíso comunista” que os soviéticos lhe tinham impingido, aconteceu uma coisa incrível: A ordem cisterciense recebeu o mosteiro de Zirc de volta, bem como quatro escolas. O problema era (e é), que o mosteiro de Zirc foi construído ao longo de séculos e em tempos passados tinha servido de abrigo a centenas de monges. Agora vivem lá cerca de 35. É como um miúdo de cinco anos a tentar calçar os sapatos tamanho 44 do pai. Vai levar uns quantos anos até caberem nos paramentos que lhes foram deixados pelos seus antecessores.

Mas recordo-me de um pequeno poema do Robert Frost, no qual ele avisa:

Quando, por vezes, a multidão for conduzida
A levar longe de mais o elogio ou a culpa,
[Devemos] escolher algo como uma estrela
Para fixar a nossa mente e para nos fixar.

Quando formos tentados pelo medo de que a Igreja vai ser “varrida pelas forças da história” – aborto, casamento gay, supressão de instituições e empresas católicas – devemos lembrar-nos que houve uma época em que as forças do poder e do dinheiro conspiraram com a elite intelectual da Hungria para suprimir os cisterciences e destruí-los completamente. Dizia-se que viviam “na idade das trevas” e que estavam condenados a “serem ultrapassados pela história”, enquanto se pensava (e alguns católicos concordavam), que os seus opressores representavam o futuro: algo brilhante, reluzente e novo. “Vamos enterrar-vos”, diziam (esquecendo que a ressurreição sempre foi o presente especial de Cristo para os fiéis).

E hoje, onde andam esses reformadores utópicos? Varridos para a lixeira da história, naquele espaço que reservamos não só para os falecidos, mas para os brutos, os reles e os cobardes. Não estão apenas mortos, a sua memória é motivo de desprezo.

E os cistercicienses? Os cistercienses estão de volta a Zirc – bem como em Spring Bank e Dallas. A rezar. A ensinar. Como fazem há séculos. Provando novamente que, apesar das mais recentes maquinações do Inimigo:

Tudo estará bem e
Todas as coisas estarão bem
Pela purificação do motivo
Na terra da nossa súplica


Randall Smith é professor na Universidade de St. Thomas, Houston, onde recentemente foi nomeado para a Cátedra Scanlon em Teologia.

(Publicado pela primeira vez no Domingo, 6 de Abril 2014 em The Catholic Thing)

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.




sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Tolerância à FireFox

O Papa Francisco vai oferecer milhares de “evangelhos de bolso” aos fiéis que participarem no Angelus do próximo Domingo.  É uma forma de encorajar os cristãos a ler os Evangelhos.

Esta manhã o Papa falou também dos cristãos perseguidos e alertou os poderosos para o facto de não poderem silenciar a voz dos que se lhes opõem.

Ao longo dos últimos meses tenho chamado atenção para o facto de os crentes estarem cada vez mais sujeitos a consequências por serem fiéis às suas consciências. Há quem ache que isto não passa de uma obsessão minha, mas por outro lado há casos como o de ontem, do recém-nomeado CEO da empresa Mozilla, que foi obrigado a demitir-se por ser opositor do casamento entre homossexuais.

Leram bem. A empresa emitiu um comunicado, que podem ler aqui, em inglês, com alguns comentários meus.

A listagem de casos de cristãos vítimas da marcha dos novos “direitos” dos homossexuais também foi actualizada com este novo caso.

Já agora, por curiosidade, aponto-vos para este artigo escrito por um veterano activista homossexual que em relação a este novo caso diz que “se isto é o movimento pelos direitos dos gays actual, então não contem comigo”.

É perante casos destes que somos levados a concordar com o pessimismo de Anthony Esolen... haverá algo a salvar nesta sociedade? Ou será tempo de deitar abaixo para construir de novo?

Termino com alguns avisos. Em primeiro lugar, na próxima semana estarei fora e por isso não haverá serviço de mails. Mas publicarei como de costume o artigo semanal do The Catholic Thing à quarta-feira.

Fica o convite para o teatro “O processo de Jesus”, este Domingo às 15h30 no Centro Cultural Franciscano, no Largo da Luz, em Lisboa; e também o desafio para uma conferência, no dia 14 de Abril, sobre os desafios do sínodo para a família, com o padre Duarte da Cunha, que também promete. O cartaz está no fundo do post.

Entretanto, um assunto que não é estritamente religioso, mas que interessa a todas as famílias. A minha colega Marina Pimentel dedica o tema do seu programa semanal aos regimes de protecção das crianças, comparando o caso inglês, onde recentemente cinco crianças foram retiradas a um casal português, com o nosso país. É para ouvir depois do noticiário das 12h, na Renascença, ou então podem ouvir mais tarde através da página do “Em Nome da Lei”.
(Clicar para aumentar)



Mozilla's blog post - improved

Mitchell Baker
Mozilla published a blog post regarding the resignation of Brendan Eich, hounded out as CEO because he supports traditional marriage.

In the spirit of transparancy, which Mozilla no doubt prizes, I decided to add my comments, to improve to text. All that is in bold is my addition.

Thank you Mozilla for making the world a better and more liberal place!

Mozilla prides itself on being held to a different standard [that of not employing people with dissenting views] and, this past week, we didn’t live up to it. We know why people are hurt and angry, and they are right [because we also hold ourselves to be the arbiters of who is right and who is wrong in the gay marriage debate, that is what we feel web companies are called to do]: it’s because we haven’t stayed true to ourselves.

We didn’t act like you’d expect Mozilla to act [i.e. only hire the sort of people who think in the right way]. We didn’t move fast enough to engage with people once the controversy started. We’re sorry. We must do better [perhaps question all employees on their social and religious views before hiring them?].

Brendan Eich has chosen to step down from his role as CEO. He’s made this decision for Mozilla and our community. [And the witch hunt had NOTHING to do with it...]

Mozilla believes both in equality and freedom of speech [so long as people who are conservative are not held to be equal to liberals and do not speak]. Equality is necessary for meaningful speech. And you need free speech to fight for equality. Figuring out how to stand for both at the same time can be hard [So we thought the best solution would be to give in to the masses and get rid of somebody who holds different views].

Our organizational culture reflects diversity and inclusiveness [But we are trying to change that, by hounding out conservatives]. We welcome contributions from everyone regardless of age, culture, ethnicity, gender, gender-identity, language, race, sexual orientation, geographical location and religious views [So long as they are pro-gay marriage]. Mozilla supports equality for all [except those who do not think that the definition of marriage as being between people of different sexes should be changed].

We have employees with a wide diversity of views [Again, we are doing our best to narrow that down]. Our culture of openness extends to encouraging staff and community to share their beliefs and opinions in public [So that you can hound them out if you don't agree with them]. This is meant to distinguish Mozilla from most organizations and hold us to a higher standard. But this time we failed to listen, to engage, and to be guided by our community [which is, apparently, the LGBT Community].

While painful, the events of the last week show exactly why we need the web [So that we can dig up dirt on people we hire and make them resign]. So all of us can engage freely in the tough conversations we need to make the world better [The best way to hold those conversations is to scream at people until they quit].

We need to put our focus back on protecting that Web. And doing so in a way that will make you proud to support Mozilla.

What’s next for Mozilla’s leadership is still being discussed [We are considering barring any religious believers from working for us, but haven't made our mind up yet]. We want to be open about where we are in deciding the future of the organization and will have more information next week. However, our mission will always be to make the Web more open so that humanity is stronger, more inclusive and more just: that’s what it means to protect the open Web [Making sure that people who we don't agree with don't get to speak out, or make them resign if they do].

We will emerge from this with a renewed understanding and humility — our large, global, and diverse community is what makes Mozilla special, and what will help us fulfill our mission. We are stronger with you involved [and with conservatives out].

Thank you for sticking with us. [All the rest of you, get lost]


Mitchell Baker, Executive Chairwoman [with a little help from Filipe]


Partilhar