sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Bombas para todos os gostos e desgostos

Calma meninas...
A visita do Papa ao Chile promete… Hoje quatro igrejas foram atacadas na capital e foram deixadas ameaças directas a Francisco.

Se no caso de Francisco são só – por enquanto – ameaças, na Síria o caso é mais sério. Hoje temos a história do arcebispo que se levantou da sesta para ir à casa de banho e segundos depois caiu-lhe um morteiro na cama. Sobreviveu por milagre.

Outra arquidiocese, outra bomba… Braga vai apresentar uma proposta de acompanhamento de pessoas em situação matrimonial irregular, incluindo a possibilidade de acederem aos sacramentos, à luz do Amoris Laetitia.

Com Donald Trump as bombas são outras. Ontem terá dito – embora ele nega – coisas pouco agradáveis sobre países em desenvolvimento. O jornal do Vaticano lamenta a linguagem “dura e agressiva”.

Nos últimos dias recebeu uma mensagem no telefone ou no mail a pedir orações por 22 missionários cristãos prestes a serem executados no Afeganistão? Então leia isto, e partilhe com quem lhe enviou. O mundo agradece.

22 missionários no Afeganistão executados?

Fake news
Nos últimos dias várias pessoas me perguntaram sobre a veracidade de uma mensagem que anda a circular, a pedir orações para 22 missionários cristãos no Afeganistão que vão ser executados "amanhã".

Não, não é verdade. Graças a Deus.

Eu não sei quem é que inventa estas mensagens, nem percebo quem ganha com isso, mas tal como esta mensagem e esta, a dos 22 missionários também é falsa.

Rezem, isso sim, pelos cristãos perseguidos no mundo. Eles não faltam. Mas não espalhem, por amor de Deus, mensagens sobre situações concretas sem estarem certos da sua veracidade.

Eu não sou o sabichão, mas dado a minha profissão, conhecimento e acesso a fontes terei todo o gosto em poder confirmar ou despistar as informações que vos cheguem. Basta que me contactem, pode ser até pela caixa de comentários deste post.

Obrigado!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Ela não quer salvar o mundo sozinha, mas vai fazendo a sua parte

Joana Gomes
A Joana não pretende salvar o mundo sozinha, mas continuará no Chade, a única branca no campo de refugiados onde trabalha, enquanto Deus a quiser lá. Se pensam que tiveram um dia chato no trabalho, leiam esta entrevista. Se o dia correu bem, leiam na mesma.

O Chade é longe e a vida é difícil, mas é bastante pior para cristãos que vivem num dos 10 países que mais perseguem o Cristianismo, segundo a organização Open Doors. Conheça essa lista aqui.

O Papa vai na segunda-feira para o Chile e segue para o Peru. Não é desta que visita a Argentina, mas pelo menos 40 mil argentinos vão visitá-lo a ele.

A primeira-ministra do Reino Unido nomeou uma vice-presidente do Partido Conservador para promover a integração das mulheres. As organizações e figuras pró-aborto do país tiveram um ataque porque ela é, pasme-se, pró-vida e pretende ser uma voz para os que não têm voz. Bravo Maria Caulfield!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Europa sem Sharia e reclusos no circo

Estou de volta depois de uma ausência motivada por horários nocturnos, dias de folga e excesso de trabalho. Certamente já morriam de saudades!

Começo por vos informar que foi preciso esperar por 2018 para a Sharia deixar de ser obrigatória na… Grécia. Leu bem. Saiba porquê.

O Papa teve um dia ocupado. Começou por assumir o controlo directo de mais uma organização católica conservadora envolvida em escândalos de abusos sexuais e ainda teve tempo de convidar 2.100 sem-abrigo, presos e refugiados para ir ao circo.

Boas notícias de Angola, onde a Igreja venceu a “guerra da rádio” contra o regime. A Ecclesia vai poder emitir para todo o país.

No dia 7 assinalou-se o Natal para os cristãos que seguem o calendário juliano. No Egipto, onde a data tem sido ocasião para atentados nos últimos anos, correu tudo bem mas em Belém o patriarca greco-ortodoxo passou um mau bocado, tendo sido insultado por uma multidão que lançou ovos e pedras contra o seu carro. Os responsáveis? Não foram muçulmanos, foram os seus próprios fiéis. Veja porquê.

Depois de na semana passada o The Catholic Thing nos ter desafiado a largar a ira durante 2018, hoje o grande Randall Smith pede-nos para dar um passo atrás antes de embarcar nas discussões já cansadas entre liberaise conservadores sobre problemas como a educação católica, os processos de nulidade e outros e perceber quais são as verdadeiras origens destes problemas. É boa leitura, não deixe de ver!

Empurrando problemas com a barriga...

Randall Smith
Há alguns anos surgiu um filme chamado “A Corrente do Bem” [Pay it Forward], cuja ideia principal era de que quando alguém nos faz bem, em vez de retribuir devia-se fazer bem a outra pessoa. A realidade costuma ser menos benigna. O que as pessoas costumam passar aos outros são os resultados de um trabalho mal feito, um problema por resolver, uma disfunção que vai passando de gabinete em gabinete até que cai no colo de alguém que não tem nem a autoridade para o poder passar a mais ninguém.

Digamos que um jovem padre, acabado de se formar em Direito Canónico, é colocado num tribunal diocesano, esperando idealisticamente poder aplicar o conhecimento e as práticas que aprendeu, com base na tradição da Igreja, aos desafios pastoralmente difíceis dos casos de nulidade. O que descobre, porém, é que há anos que o tribunal não segue essas práticas, adoptando uma atitude de despachar os processos, dos quais muito poucos são rejeitados.

Estes funcionários sabem, com base em décadas de experiência (uma vez que muitos estão no tribunal desde os anos 70) que se recusarem um processo, ou se recusarem a nulidade, as partes envolvidas tendem a abandonar a Igreja. Por isso, quando o nosso jovem padre chega, o tribunal encontra-se a decretar algumas centenas de nulidades por ano, tendo rejeitado apenas oito ou nove na última década.

O jovem padre idealista decide resistir a este laxismo burocrático. Assim ele é que passa a ser o problema. A burocracia diocesana gere as coisas de uma certa forma há anos; os padres que aconselham os casais estão habituados a dizer-lhes que não haverá qualquer problema uma vez ultrapassada a difícil fase do preenchimento dos papéis.

Ao resistir, o nosso jovem padre vai causar muito mal-estar. Pessoas zangadas por terem visto os seus processos negados irão abandonar a Igreja e os padres que os aconselharam ficarão furiosos. Se o conflito se tornar público os comentadores “liberais” escreverão artigos revoltados, lamentando a “falta de caridade e sensibilidade pastoral” do tribunal, enquanto os “conservadores” criticarão o tribunal por ser tão laxista, insistindo que a caridade maior é a aplicação rigorosa das leis da Igreja.

Eu, para dizer a verdade, não tenho nada a dizer sobre o assunto.

Em vez disso, pergunto se não fará sentido sugerir que “o problema” começou muito antes. Cada pedido de nulidade que chega ao tribunal deve ser considerado uma falha na preparação para o matrimónio. Se a Igreja pode legitimamente decretar a nulidade de tantos casamentos por ano, então tem de enfrentar a triste realidade de que todos os anos milhares de casais católicos não estão a ser bem preparados para o casamento. Tentar lidar com o problema na fase do processo de nulidade é como tapar uma ferida de bala com um penso. Não faz mais do que esconder o problema, em vez de lidar com a ferida profunda, que devia ter sido evitada. Um “hospital de campanha” responsável deveria perguntar porque é estão a aparecer tantas pessoas vítimas de balas, em vez de procurar pensos mais sofisticados.

O pessoal das urgências era capaz de ficar irritado se um médico se recusasse a fazer como todos os outros e simplesmente tapar a ferida com um penso. Parece cruel deixar a ferida aberta. Mas devemos continuar a tapar os problemas em vez de lidar com as suas causas? Os médicos das urgências que já fizeram as pazes com aquilo que se lhes pede há anos provavelmente dirão que não conseguem controlar o que se passa antes de os feridos darem entrada, e isso é verdade, eles não criaram o problema, simplesmente caiu-lhes no colo. E agora?

Hospital de Campanha na Áustria, Primeira Guerra Mundial
Podíamos fazer um comentário semelhante sobre as escolas católicas. As escolas não costumam estar na raiz dos problemas, mas são o local onde todos os problemas tóxicos, que grassam na nossa cultura, vão parar. Questões com drogas e álcool, pornografia e a adolescência híper-sexualizada; consumismo; as pressões de ser bem-sucedido numa economia tecnocrática e globalizada; e por detrás de todas estas, as dificuldades de lidar com as exigências cada vez mais insaciáveis de multidões de indivíduos autónomos alimentados pela ideologia do Estado liberal e que acreditam que têm o “direito” de fazer o que querem, com pouca ou nenhuma consideração pelos desejos dos outros e as obrigações para com a comunidade.

O resultado é que temos uma população, incluindo americanos, que sentem que têm o “direito” a casar e a casar nesta igreja; o “direito” a uma declaração de nulidade quando as coisas não correm bem; o “direito” a ter a escola católica que querem (o que pode significar aulas de educação sexual, ética ambiental ou missa em latim); e o “direito” de escolher a vida que querem, quer isso signifique o “direito” a um aborto, o “direito” a casas de banho transgénero ou o “direito” a acumular toda a riqueza possível para poder comprar os bens de consumo que querem.

Por isso, e quando os padres insistem perante as suas congregações que a principal virtude cristã é “ser simpático”, esses fiéis têm alguma dificuldade em compreender porque é que uma instituição católica lhes negaria o que consideram ser desejos legítimos, porque negar às pessoas aquilo que querem não é “simpático”. Quando se alimenta uma cultura de liberalismo autónomo e se prega o Evangelho de deísmo terapêutico moralista, está-se a dar força às raízes das ervas daninhas da nossa cultura, muitas das quais acabarão por crescer com força no jardim de alguém que não tem os recursos necessários para se livrar delas.

Por isso podemos continuar a discutir amargamente e sem fim sobre os tribunais e as escolas onde os problemas acabam por ir parar – embora nesse ponto as dificuldades são já tão grandes e os recursos tão escassos que teria sorte se até um penso lhe dessem. Ou então podemos levar a sério o que está a acontecer na nossa cultura e o que não se está a passar na nossa Igreja e começar a responsabilizar as pessoas envolvidas no sistema, a começar por nós, para não empurrem mais os problemas com a barriga.

Talvez devêssemos fazer disso a nossa resolução de Ano Novo.


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 3 de Janeiro de 2017)

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os tristes frutos da guerra

Frutos da guerra
Nos últimos dias têm circulado notícias sobre uma investigação da Polícia Judiciária relativa ao desaparecimento de arte sacra na Igreja de Santo Condestável, em Lisboa, sendo um anterior pároco o principal suspeito. O Patriarcado confirma a investigação e diz que “sem precipitar juízos que cabem aos tribunais, cumpra-se a lei e acompanhem-se as pessoas”. Parece ser um bom princípio.

O Papa Francisco e o Patriarca de Lisboa falaram ambos sobre o drama dos refugiados no dia de Ano Novo. Dias antes o Papa Francisco lembrou os verdadeiros frutos da guerra com uma foto histórica verdadeiramente impressionante.

O Santuário do Cristo Rei quer usar a arte para combater a ignorância religiosa.

Mais um atentado em Cabul, esta quinta-feira, reivindicado pelo Estado Islâmico.


Não foi de propósito, mas veio a calhar. Foi em dia de dérbi, quando os ânimos mais se exaltam, que publiquei o artigo do Catholic Thing que nos convida a uma reflexão sobre a ira e como ela se pode tornar um “falso deus”nas nossas vidas. Leiam e sigam os conselhos que vêm no fim. Para terem um ano melhor. 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Um Novo Começo para 2018

O ministério de João Baptista foi um apelo ao arrependimento, à renúncia ao pecado, como tinha sido profetizado por Isaías: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt. 3,3). Os Dez Mandamentos fornecem uma base moral, com destaque para o primeiro: “Eu sou o Senhor teu Deus. Não terão falsos deuses diante de mim”.

Os falsos deuses assumem várias formas e feitios. À medida que a nossa cultura vai rejeitando a herança judaico-cristã, não podemos dar por adquirido que não regressaremos aos falsos ídolos de pedra. Mas um falso deus também pode ser uma obsessão tão intensa que nos impede de adorar devidamente o Deus único. Essas obsessões são legião, mas pode ser útil concentrarmo-nos apenas numa: a ira.

À medida que ficamos mais velhos acontece uma coisa curiosa. As nossas vidas parecem comprimir-se e começamos a perder a noção do tempo. Há coisas que parecem ter acontecido recentemente mas que na verdade se passaram há vários anos. Curiosamente até as memórias distantes – tanto boas como más – se tornam mais presentes. No aniversário do ataque a Pearl Harbour os jornais mostraram veteranos já na casa dos 90 anos, com as caras a expressar a dor da mágoa enquanto recordavam esse dia terrível em 1941.

Há uma piada velha sobre o Alzheimer irlandês: Esquecemos tudo menos os ressentimentos. Mas infelizmente isto não se limita aos irlandeses. A ira é fácil de compreender – a maioria de nós conhece-a muito bem. Até a vemos nos bebés. Tire um brinquedo a um bebé e ele faz birra. À medida que envelhecemos, tornamo-nos um pouco mais sofisticados na forma como exprimimos a nossa ira, quando são os outros a brincar connosco.

Se não tivermos cuidado é perfeitamente possível que até irritações miudinhas se transformem em ódios. Somos capazes de deixar um incómodo momentâneo transformar-se na razão por detrás de um ressentimento.

Isto não significa que tenhamos o dever de ignorar a revolta que costuma acompanhar a injustiça. Essa revolta tem o seu lugar. Por exemplo, a Igreja reconhece o papel do Estado na administração da pena de morte, precisamente para responder a esse desejo de justiça: “As penas capitais infligidas pela autoridade civil, que é a legítima vingadora do crime… concedem segurança à vida ao reprimir a revolta e a violência” (catecismo de Trento). Mas mesmo a revolta legítima que surge como resposta à injustiça deve ser controlada e devidamente ordenada.

Mais, não podemos contar que qualquer Governo seja perfeito no cumprimento de todas as leis justas. Para além de manter todos os potenciais criminosos em bicos de pés, com a ameaça do sistema judicial, não é razoável esperar que todos os malfeitores sejam conduzidos à justiça. Mas cultivar a ira enfurecida por causa de uma injustiça por resolver não dá resposta a estes factos da vida humana. Cultivar a ira não é apenas autodestrutivo; a obsessão torna-se um tipo de falso deus, o centro das nossas vidas.

Há anos um conhecido caçador de nazis observou que talvez a maior tragédia do Holocausto tenha sido que ele substituiu o Êxodo como centro da história judaica.

Como é que nós, pela graça de Deus, podemos remover o falso deus da ira nesta época em que acolhemos a vinda do Senhor e nos preparamos para começar um Novo Ano? Sabemos que não será fácil.

Eis umas sugestões bíblicas:

·         Reconhecer que a justa ira não é pecado. A ira impele-nos à acção, a equilibrar os pratos da balança da justiça. “Irai-vos e não pequeis” (Ef. 4,26).
·         A justa ira deve ser proporcional e sob controlo da razão: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef. 4,26)
·         Conte até dez depois de cada provocação: “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1,19) (“Querida, porque é que não me respondes?”, “Estou a contar até dez querido!”)
·         Esteja preparado para perdoar, e perdoar novamente. “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete” (Mt. 18,21-22)
·         Suporte as falhas dos outros, recordando as suas próprias fraquezas. “Perdoai-nos os nossos pecados, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
·         Reconheça que as emoções fortes, como a ira, são voláteis e não podem ser controladas sem a graça de Deus. Por isso, não negligencie a oração, o sacramento da reconciliação e a recepção devota da Sagrada Comunhão. “Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem” (Mt. 5,44).
·         Não ignore o valor redentor do sofrimento injusto: “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a Igreja” (Col. 1,24).
·         Experimente um pouco de bondade cristã à antiga; “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rom. 12,20-21).
·         Por fim, especialmente para casos de injustiças graves e crónicas, confie na justiça de Deus. Por mais que assim possa parecer, ninguém escapa impune: “A mim pertence a vingança e a retribuição. No devido tempo os pés deles escorregarão; o dia da sua desgraça está chegando e o seu próprio destino se apressa sobre eles” (Deuteronômio 32,35). Ninguém escapa ao trono de justiça de Deus, porque existe um céu e existe um inferno.

Podemos escolher entre ficar obcecados com injustiças e arriscar as nossas almas, ou antecipar a Cristo com uma fé firme. Por isso, tomemos a resolução firme de… parar. Parar de alimentar os nossos ressentimentos, grandes ou pequenos, e preparar o caminho para o Senhor neste Ano Novo – e todos os anos.


O padre Jerry J. Pokorsky é sacerdote na diocese de Arlington e pároco da Igreja de Saint Michael the Archangel em Annandale, Virgínia.

(Publicado pela primeira vez no domingo, 31 de Dezembro de 2017 em The Catholic Thing)

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