quarta-feira, 24 de maio de 2017

Trump, Francisco e a Mantilha de Melania

Nossa Senhora Auxiliadora da China
A notícia do dia é o encontro entre Trump e o Papa Francisco. Falaram sobre muita coisa e trocaram presentes mas claro que o que gerou mais atenção foi a roupa de Melania e de Ivanka Trump. Se não sabe porque é que estavam de preto, aproveite para descobrir.

Hoje é dia de oração pela Igreja na China. O cardeal Joseph Zen reza mas aproveita também para criticar o regime.

Uma capela na Índia dedicada a Nossa Senhora de Fátima foi vandalizada por fanáticos hindus.

Sabia que existe uma Bíblia escrita em verso? Pois é verdade! E é de autoria portuguesa…

O Papa nomeou novos cardeais. Há surpresas não só pelos locais representados, mas também pelo facto de um deles ser bispo auxiliar de uma diocese cujo bispo não é cardeal.

E os terroristas continuam a fazer das suas. Na segunda-feira à noite deu-se o terrível ataque em Manchester, mas nas Filipinas também houve novos confrontos.

Leiam também o artigo desta quarta-feira do The Catholic Thing em que o padre Gerald Murray escreve sobre a importância da verdade e da realidade também nas relações ecuménicas. O tema aqui é a validade das ordens anglicanas, o que pode parecer uma ninharia,mas na realidade tem bastante importância.

A Verdade não é Rígida, é Real

Pe. Gerald E. Murray
A realidade interessa? Ela é a referência necessária e decisiva para descobrir o que é e o que não é, o que é verdade e o que é falso? Ou será a realidade sujeita a revisão com base nas nossas preferências, desejos ou outros factores? São questões como estas que se nos colocam quando vemos comentários como aqueles feitos pelo Cardeal Francesco Coccopalmerio sobre a validade das ordens anglicanas. Segundo Christopher Lamb, do “The Tablet”, Coccopalmerio caracterizou o ensinamento da Igreja sobre as ordens anglicanas da seguinte maneira: “Temos tido, e temos ainda, uma compreensão muito rígida sobre a validade e a invalidade: Isto é válido, aquilo não é. Mas deve-se poder dizer: ‘Isto é válido num certo contexto, aquilo é válido noutro’.”

O Cardeal especula sobre as implicações doutrinais de gestos papais de respeito e de amizade no passado, dizendo: “O que significa o facto de o Papa Paulo VI ter dado um cálice ao Arcebispo de Cantuária? Se era para celebrar a Ceia do Senhor, a Eucaristia, então era para ser feito de forma válida, não?” E continua: “Isto é ainda mais significativo do que a cruz peitoral, porque o cálice não é usado apenas para beber, mas para celebrar a Eucaristia. Com estes gestos a Igreja Católica está já a intuir, a reconhecer uma realidade”.

Estas declarações surgem num novo livro, cujo título não é indicado por Lamb, que inclui o conteúdo de um encontro do Grupo de Conversação de Malines, que teve lugar perto de Roma em Abril deste ano. A Rádio Vaticano cobriu o encontro, tomando nota da participação do Cardeal Coccopalmerio. A reportagem da Rádio Vaticano inclui comentários feitos pelo padre Tony Currer, do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Sobre as ordens anglicanas ele diz: “Penso que é verdade que não utilizamos termos como ‘nulas’” pois “claramente não é isso que dizem os gestos, a generosidade e a simpatia que temos visto repetidamente”.

Validade é sinónimo de realidade quando se fala de sacramentos. A Igreja ensina claramente o que é necessário para a celebração válida – isto é, verdadeira e real – dos sacramentos. Ao invocar linguagem pejorativa como “compreensão rígida” sobre validade e invalidade, Coccopalmerio reduz o entendimento da Igreja sobre o que conta como um sacramento válido à expressão de uma atitude psicologicamente doentia, radicada na ignorância e no medo irracional.

A questão da validade é simples: A Igreja considera que uma ordenação anglicana é uma administração válida do sacramento da Ordem? A resposta é não, tal como foi determinado com a autoridade do Papa Leão XIII na sua encíclica Apostolicae Curae. A ordenação anglicana não transforma um homem num sacerdote católico. Essa determinação é objectiva e feita com base num estudo razoável e cuidadoso da história, da doutrina e da prática tanto da Igreja Católica como da Comunhão Anglicana.

Paulo VI e o arcebispo de Cantuária
Coccapalmerio diz mais: “Quando alguém é ordenado na Igreja Anglicana e se torna pároco numa comunidade não podemos dizer que não se passou nada, que é tudo ‘inválido’.” A opção apresentada nesta afirmação é de que numa ordenação anglicana ou o homem se torna um padre validamente ordenado, ou então nada acontece. Mas há uma terceira possibilidade: A ordenação anglicana transforma alguém num padre anglicano, não num padre católico.

A Igreja ensina que esta ordenação não é uma ordenação católica válida. O homem ordenado numa cerimónia anglicana não recebe o sacramento da Ordem. O sacramento da Ordem não é administrado. (Deixo de parte aqui a questão de anglicanos ordenados por bispos que receberam sagração episcopal das mãos de bispos veterocatólicos ou ortodoxos).

Mas aparentemente Coccopalmerio e Currer resistem a esta verdade. O Cardeal afirma que o cálice que o Papa ofereceu ao Arcebispo de Cantuária significa que o Papa Paulo VI considerava que o Serviço de Comunhão Anglicano era uma celebração válida da Missa porque “era suposto ser feito de forma válida”. Mas o Papa Paulo VI nunca disse aquilo que Coccopalmerio conclui. Um gesto não equivale a um pronunciamento papal.

O padre Currer diz que “nós já não usamos termos como ‘nulo’”. Se por “nós” se refere à Igreja Católica, está enganado. O pronunciamento do Papa Leão XIII não foi rejeitado por qualquer dos seus sucessores. É evidente que o padre Currer e outros não gostarem do facto de as ordens anglicanas terem sido consideradas nulas. Mas esta insatisfação de Currer com o exercício do magistério papal não significa que a Igreja tenha deixado de defender a invalidade das ordens anglicanas.

Coccopalmerio procura dispensar a verdade objectiva do que constitui validade sacramental na Igreja Católica, tornando-a variável de acordo com um “contexto”. Não estamos perante relativismo, puro e simples? O Cardeal não afirma que os critérios para determinar a validade ou a invalidade da administração da Ordem foram mal aplicados por Leão XIII quando este examinou as ordens anglicanas. (Talvez aborde a questão noutro lado). Limita-se a dizer que estes critérios não se devem aplicar porque são rígidos. A conclusão do Papa Leão XIII de que as ordens anglicanas são inválidas é criticada como sendo rígida quando a pessoa não gosta dessa verdade em particular. O que para uns é rigidez, para outros é solidez. A Igreja está a ser teimosa ou firme nesta questão? Diria que ambos. É isso que a verdade exige, independentemente do contexto. Se ela tiver cometido um enorme erro neste ponto, que mais devemos lançar borda fora?

No seu ensaio “O Destronar da Verdade”, Dietrich von Hildebrand escreveu: “O desrespeito pela verdade – quando não se trata de uma tese teorética, mas de uma atitude vivida – claramente destrói toda a moralidade, mesmo a razoabilidade e a vida comunitária. Todas as normas objectivas são dissolvidas por esta atitude de indiferença para com a verdade; como é destruída também a possibilidade de resolver de forma objectiva qualquer discussão ou controvérsia. Também se torna impossível haver paz entre pessoas ou entre nações. A própria base da vida humana real é subvertida”.  

Corremos grande risco ao dispensar a verdade. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Rezar pela Venezuela e contra a pornografia

Contra a pornografia
O Parlamento congratulou-se esta sexta-feira com o sucesso da visita do Papa Francisco. O voto foi aprovado por unanimidade.

Também hoje a fundação Ajuda à Igreja que Sofre fez um apelo a uma jornada de oração pela Venezuela. Em Lisboa há missa e terço no domingo, mas quem quiser certamente pode associar-se pessoalmente, onde estiver.

Nos Açores decorrem por estes dias os festejos do Santo Cristo dos Milagres. Este ano preside o bispo de Fall River, onde há uma grande comunidade açoriana. Marcelo também lá vai estar.

Ao longo dos anos já publiquei alguns artigos, nomeadamente do The Catholic Thing, sobre o flagelo que é a pornografia nos nossos dias, que em muitos casos pode chegar a ser um terrível vício que prejudica muito mais os utilizadores do que possam imaginar. Dois desses artigos podem ser lidos aqui, aqui e aqui. Agora reparo, com grande satisfação, que a editora Princípia publicou em Portugal um livro da autoria da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, que trata muitíssimo bem do assunto. Fica o conselho para quem se interessa por este tema!


quinta-feira, 18 de maio de 2017

First Things, de embriões a eutanásia

Clicar para aumentar
O Papa recordou esta quinta-feira que “nenhum meio justifica a destruição de embriões humanos”, em conversa com vítimas e investigadores de doença neurodegenerativa.

A Igreja de São Cristóvão, em Lisboa, está a ser renovada e é possível agora assistir ao vivo à última fase do restauro de uma tela do século XVII, da Última Ceia.

O livro “Conversas em Altos Voos”, de Aura Miguel, já foi lançado em versão áudio e braille!

Publiquei hoje, com algum atraso, admito, a transcrição integral da minha entrevista com R. R. Reno, editor da influente revista americana First Things. Vale a pena ler para ver o que ele acha de Trump, do Supremo Tribunal americano, das actuais questões fracturantes na sociedade e quais os nomes que devemos ter debaixo de olho a nível de opinadores conservadores nos EUA.


E termino com um aviso. Vai-se realizar uma conferência sobre a Eutanásia: “A Morte da Pessoa que Sofre: Causar ou acompanhar?”. Realiza-se no dia 31 de Maio no auditório da União de Associações do Comércio e Serviços, em Lisboa, com várias sessões, como podem ver na imagem que ilustra o post. Não percam.

R. R. Reno: "Transgender debate is one step too far for progressives"

This is a full transcript, in the original English, of my interview with R. R. Reno, of First Things. Please not that this interview was done on March 30th, which must be taken into account regarding answers about President Trump and the Suprem Court nomination, for example. The news story, in Portuguese, can be read here.

Esta é uma transcrição integral, no inglês original, da minha entrevista com R. R. Reno, editor da First Things. A entrevista foi feita no dia 30 de Março, o que deve ser tido em conta no que diz respeito a temas como a presidência Trump e a nomeação para o Supremo Tribunal, por exemplo. A reportagem pode ser lida aqui.

What is it you are here to talk about?
It is my view that the post-war era is ending, culturally and politically and what I am going to talk about tonight is not the political side of things, but what I call a spiritual, metaphysical diagnosis of the populism that seems to be abroad in Europe and the United States, so that we can orient ourselves, not just as Christians but also generally as engaged citizens, into the social realities that we face.

First Things was founded in 1990 with the intention of influencing the public square. Since then the magazine and website has become a reference in its field, but considering all that has changed in American society… Do you feel First Things has failed in its overall goal?
The journal was founded in order to fill a vacuum. Our American elites had been, for most of the XXth Century - at least for the first half of the XXth Century - very deeply influenced by liberal protestant thinking. While one can critique liberal Protestantism theologically, it still meant that our political culture was influenced in a pretty deep way by an engagement with Christianity.

That began to diminish after the 1960's, and the idea was to start the magazine to renew the strength of the religious voice at a very high intellectual level, that would engage culturally. Have we failed? It’s always difficult, because it is a counterfactual... What if we had not been around? Would American society be even more secularized than it currently is? But I do agree that the trend has been, among our leadership class, towards what I would think of as a policy economic thinking about political culture, and not a philosophical/theological way of thinking about political culture.

But it is my view, and this is what my lecture will be about tonight, that the narrow, almost anti-metaphysical approach to politics is not humanly satisfying, and so it may be coming to an end.

This is connected to the theory in one of your more recent books, “Ressurecting the idea of a Christian Society”. Is that still possible in America, for example?
I think we have a Christian society in America, I think you have Christian societies over here in Europe. The ancient Romans would have let people drown in the Mediterranean, but contemporary Europe is courting very challenging social and political issues, with respect to migrants, precisely because of the fact that Christianity is still in the DNA of the West. So the question is: How can we reactivate that DNA, in a way that could renew our societies and make them more vital and more engaged and able to meet the challenges that we currently face? So my book is not an argument that we are going to go back to the way things were two, three or four generations ago, but instead that a vibrant Christian minority can revitalize the Christian influence and be a leaven in contemporary society. So as I say, Christianity is part of the DNA of the West. It doesn't take much, actually, to reactivate that DNA.

Yet being part of the DNA of the West, we see many secularists bending over backwards to deny that it is. Is that a danger?
They say it’s not because they want a different kind of future. It’s a kind of a compliment to the power of an idea that it gets repudiated with vigor. You ignore things that have no influence on the future. Because you don't have to worry about them. No one is worried about feudalism because this is not a living possibility. But secular progressives denounce the possibility of a Christian society because it is a real possibility.

The term “Culture wars” has become famous in America, but is the time for a culture war mentality over?
You can't paper over deep and profound differences in the view of human flourishing in a society. The American culture wars are not a function of random and unprovoked aggression; they reflect a deep division in our society about what it means to be a human person.

The constant being on the defensive, and the hostile language in the debates, is that something that can be toned down, would it be possible to find middle ground?
It seems to me that the sexual revolution, which is really the focal point in the United States of almost all of these cultural debates, they all, in some way, have something to do with the sexual revolution, it’s really about whether or not our bodies have moral meaning and so something like transgenderism, or doctor assisted suicide are both denials that bodies have moral meaning, and that we give them meaning through our choices and through our will. This is fundamentally at odds with the Christian doctrine of creation.

I think you can obviously approach these differences in a spirit of charity, and certainly calmly, and without vitriolic angry language, but you can't deny this deep difference about arguably one of the most fundamental questions about what it means to be human.

For a while, with victories in state referenda, it seemed like the gay marriage debate might be going well, but since then it crashed and burned… Is it a lost cause?
Yes and no... The victories were narrower and narrower, and the trend was going against those of us who though that it was really crucial to preserve traditional ideas in marriage. So I think it’s right to say that there is no one political party or figure that is out in the United States arguing to roll back gay marriage. This is different from the pro-life cause, because it is more difficult to speak about what is at stake. Whereas the question of the sanctity of life, with abortion or doctor assisted suicide, it is so clear... But what is the harm of gay marriage? It is very difficult to articulate in a soundbite, first of all.

Second of all, there are people now who are married, so what are you going to do if you go back to a traditional understanding of marriage? So it is a much more complicated issue.

I think the imperative in the United States is for people like me and other conservatives to try to discern how to reinvigorate the culture of marriage, because it is in trouble in the United States, and especially in trouble with people at the bottom of the social scale, who are marrying with greater and greater infrequency. These are people whose lives are already very at risk, so the security and the stability that marriage provides are really even more important for them, and paradoxically the well-educated and well-to-do have reconsolidated around a very strong culture of marriage, so we have an unequal society in America, not just economically, but also culturally, where marriage is something that is increasingly inaccessible to the poor and something that is readily accessible to the well-to-do

And now the transgender debate… What are your expectations?
I think this is a bridge to far for the sexual liberation crowd. Also, it clarifies what is at stake, because it is not about sex, it's about our bodies. And I think that frames things differently, politically. It looks like it’s probably a loser at the polls for progressives, in a way that gay marriage wasn't. One can never predict the future about these things, but it could be that this turns out to be something that the public... Americans are very tolerant and they don't want to tell people what to do, but they also don't want to be told that their children have to use the bathrooms that are being used by somebody of the opposite sex, and that seems to actually strike a chord. I've talked to a lot of my friends who are liberals and progressives who roll their eyes over this issue. They were quite sincere and ardent about how it was morally necessary to affirm gay unions, but on this one, not so much.

In the midst of all this there are several issues regarding religious freedom. Is religious freedom under threat?
I always counseled my friends in the USA to not become too hysterical about threats to religious freedom. Under the Obama Administration there most certainly were threats to religious freedom, but they were on the margins, but we were not anywhere near a situation where the state was going to dictate what could and could not be said from the pulpit, so I think some of the core protections of religious freedom in the US are quite solid. But it is on the margins, about whether or not can do the corporal works of mercy, in the public square, in accord with their beliefs. That is where the adoption agencies, and medical care especially, where reach on these hot button issues of abortion, euthanasia, gay marriage, and things like that, where we are facing problems, and also in the areas of education, where we are facing problems.

With the Trump administration it seems extremely unlikely that this administration is going to press the progressive causes in these areas, so I think the pressure is off in the short term.

Moving on to the current political landscape, many Catholics opposed Trump from the beginning, but you were not among them and then you endorsed him in October. How do you evaluate his presidency so far?
It’s a mixed bag. Many of my friends who did sign that letter against Trump I think had legitimate worries about his competency to actually govern. And this administration is one that is quite chaotic in many respects, on one hand.

On the other hand those of us who thought – and I am among them – that we were on an unsustainable trajectory, and that we had to get on a different track, I think that Trump's election and this current administration has put the cultural political future of America up for grabs. And it has disrupted the trajectory that we were on. And that has happened. And as I mentioned, in the area of religious freedom, the results could be quite favorable to the churches, and in the pro-life cause there is reason to hope for progress, within the constraints of our culture in the United States.

So I think the jury is out on this administration. My hope is that Trump will break down what I think is an undue ideological commitment to free markets on the Republican Party's side, so we can have a kind of conservatism in America that seeks limited government, space for civil society, but doesn't make a God of free-market ideology. I am hoping we can do that, and I am gratified that the health care bill failed, because I don't think we should revise our current health care system without clearly expanding the scope of coverage, rather than limiting the scope of coverage. And he has expressed a desire, certainly a commitment to defending the American social safety net, against arguments that it has to limited or privatized.

So I think those are good things. We need to break down, in the United States, a narrow ideological competition between free-market republicanism and a politic of a culturally progressive democratic party. It would be healthy to get away from that, and that would help minimize the divisive effect of the culture wars as well.

Neil Gorsuch
Do you believe Gorsuch will become a Supreme Court judge? And how important is that?
Certainly! He sailed through the confirmation hearings. Democrats may resist him, in which case the republicans will pick a procedural vote to get rid of the filibuster option, so we would have to have a revolution for him not to become a Supreme Court justice.

The real question is the next one. There are some very elderly people on the United States Supreme Court and the ones who are elderly are the liberal ones, so there is a good chance that he will appoint another Supreme Court justice over the course of the next four years, and that will be a real battle, because that is going to wind up changing the ideological complexion of the court. Gorsuch can go through. The democrats won't like it, they are going to grand-stand for their voters, and supporters, but in the end they'll say “ok we'll just have to swallow this one” and the next one they'll go all out.

First Things has published, among others has published some harsh criticism of Pope Francis, namely around the Amoris Laetitia debate. What is your assessment of the papacy, four years in?
I think the Papacy is a study in paradoxes. I think the Holy Father is a man who runs on very powerful intuition, rather than systematic thought, and so he can say contradictory things. He can strongly denounce the way our culture in the West is undermining the difference between men and women, and then turn around and really urge a pastoral approach to difficult questions and reject a legalistic approach, and then you are left wondering ok, so, how do I respond to this matter of transgenderism for instance? He doesn't give you very clear guidance. So I think the jury is out on the Papacy. I do think that the Papacy, the confusions that flow from the Vatican, in all fairness, reflect the unsettled mind of the Church that was masked by the towering intellectual and spiritual leadership of John Paul II and Benedict the XVI.

Underneath their leadership, though, was a Church that since the Second Vatican Council has not achieved any real clarity about its own relation to the contemporary world. So here we have a man who has many gifts, but he doesn't have the same dominating intellectual personality that Wojtyla and Ratzinger had. So the inner confusion of the Church is much more visible to us.

So I tend to think that this Papacy, I'm not happy about it, I don't like the confusion that it creates, I think he sends mixed messages. I have lots of reasons to criticize Pope Francis, but at the end of the day I am inclined to think that a lot of what I don't like is really the much broader Church, and I participate in many of those confusions. I am not sure I could provide, myself, any clear way forward.

But I do think that with this Papacy we are at the end of the Vatican II generation. He'll be the last Pope for whom the defining experience was the experience of living through the transformations of the Church, and living through the transformations as an experience of a new possibility, a new vitality, a new openness. The next generation of Popes will have come of age amidst all the confusion and I think that people who worry about the Cardinals he is appointing, and the kind of people... That's not as relevant as this generational issue.

Would you have become a Catholic, do you think, today?
When I entered the Catholic Church I had been teaching at a Jesuit University for 14 years. I knew exactly what I was getting into. I had no illusions about the Catholic Church. It was also in the midst of the clerical abuse crisis in the United States, I was perfectly aware of the possibility of faithless priests, criminally negligent bishops...

The Catholic Church for me... I did not choose the Catholic Church, I lost confidence in the form of Protestantism that I was practicing, I felt kind of abandoned and I put myself up for adoption in the Catholic Church. I didn't think it had any qualities that particularly recommended itself to me, other than the fact that it is the prime substance of Christianity in the Western world, and if one wants a Christian intellectual in the West in the XXI Century, one has to take one's stand in the Catholic Church, with all of its problems, all its warts, all of its failures.

And it is interesting that many of my Evangelical protestant friends see Catholicism as, in many ways, their anchor as well. Admittedly from afar, but nevertheless they look to the Catholic Church for ballast in the ship of the Church, in its many forms as it tries to navigate these difficult seas in this late modern moment that we are living in.

You were of course a very active member of the Episcopal Church in the United States...
That was my mistake...

From that standpoint, with that inside knowledge, how do you see the future of the Anglican Communion at the moment?
I don't think about the future of the Anglican Communion.

I met with a very close friend of mine, sort of my “rabbi” in that sense of the term, an Episcopal minister, and he gave me the best counsel: You are leaving the Episcopal Church, leaving Anglicanism, you should not put your fingers back in these messes and try to involve yourself. And I have really just not let myself...

Part of the spiritual damage that I was doing to myself was bitter angry engagement in the Church politics of Anglicanism, and to revisit that would only be to allow myself to be tempted back into these spiritual vices that I was allowing myself to cultivate as an Anglican, and that was really the reason that I left.

So I have no thoughts about Anglicanism, other than a really deep appreciation for the foundation it provided me in the faith. Anglicanism has many really great riches. One of my friends who is a priest in the diocese of New York, where I live, is a former Episcopalian, was asked, when he became Catholic and then a Catholic Priest, what he missed most about Anglicanism, and he said “The liturgy in English”.

You publish countless authors, some more famous than others. Are there any rising stars, people we should keep our eyes on?
That's a great question, and I am terrible at names.

I find the work of Michael Hanby, who is a youngish theologian at the John Paul II Institute of Marriage and the Family at the Catholic University of America, to have a really powerful theological interpretation of modernity. We have published him on a number of occasions; I'm very excited about his work.

I wish I could get my friend William Cavenaugh to write. He has written some for the magazine, but to write more. But he and I disagree about politics too much. But I think Bill also is an important voice about how to be the Church in the late modern era.

We cover theology, but we also cover culture and politics, although politics at a remove, and I am a big fan of Elizabeth Corey who really can speak about the way our contemporary culture undermines domestic life. Being a parent, being a spouse, the way different patterns of life, our traditional ways are less and less accessible to us and she gives a very winsome defense of those traditional patterns of life.

And finally it comes to politics and culture there is a young writer in Washington D.C. named Matthew Walther, and Walther is... He's the Tom Wolf of his generation, which is a pretty high compliment. He is a writer's writer, and I'll publish anything he writes.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fátima um sucesso! Medjugorje? Nhé...

MiniPapa... Infalível nas redes sociais...
A viagem do Papa a Portugal correu muitíssimo bem! No sábado foram canonizados os pastorinhos durante uma missa celebrada diante de um santuário absolutamente cheio de peregrinos de vários países.

A Renascença fez uma produção imensa ao longo das últimas semanas por causa desta visita. Está tudo aqui, numa página especial, mas destaco algumas das reportagens mais interessantes:


No avião de volta para Roma o Papa falou sobre a sua visita e deixou a sua opinião pessoal sobre as aparições de Medjugorje… Não está muito convencido.


O The Catholic Thing assinalou o centenário publicando como artigo diário no dia 13 de Maio a homilia do Papa São João Paulo II em Fátima em Maio de 1982. Dá um artigo maior do que o costume, mas que vale muito a pena ler.

Convido-vos também a ler o meu artigo de opinião, em que resumo o que me parece ser o essencial desta visita do Papa, ou seja, que ele apresenta Fátima como relevante para os nossos dias, mas sentindo a necessidade de a limpar de algumas caricaturas que foram surgindo à sua volta.

No dia 15, segunda-feira, assinalou-se o dia da Família. Falámos com duas mães de família numerosas, a Teresa Power e Mariana Avillez – para quem não sabe, minha irmã – que escreveram livros sobre as suas experiências. Vale a pena conhecer.

Deixo-vos um desafio. Realiza-se a partir de sexta-feira mais um retiro da Vinha de Raquel. Estes retiros são destinados a mulheres e seus familiares que estejam a sofrer por causa do aborto. Para quaisquer informações ou esclarecimentos podem contactar o 917354602 ou apoio@vinhaderaquel.org

Fátima e Todo o Mundo Contemporâneo

João Paulo II
Em 1982 o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para comemorar o primeiro aniversário do atentado que sofreu e o 65º aniversário da primeira aparição. Fez esta homilia, aqui ligeiramente encurtada.

“E a partir daquele momento, o discípulo recebeu-A em sua casa” (Io. 19, 27)

Com estas palavras termina o Evangelho da Liturgia de hoje, aqui em Fátima. O nome do discípulo era João. Precisamente ele, João, filho de Zebedeu, apóstolo e evangelista, ouviu do alto da Cruz as palavras de Cristo: “Eis a tua Mãe”. Anteriormente, Jesus tinha dito à própria Mãe: “Senhora, eis o Teu filho”. Este foi um testamento maravilhoso.

Ao deixar este mundo, Cristo deu a Sua Mãe um homem que fosse para Ela como um filho: João. A Ela o confiou. E, em consequência desta doação e deste acto de entrega, Maria tornou-se mãe de João. A Mãe de Deus tornou-se Mãe do homem… Em João, todos e cada um dos homens d’Ela se tornaram filhos.

Uma manifestação particular da maternidade de Maria em relação aos homens são os lugares, em que Ela se encontra com eles; as casas onde Ela habita; casas onde se sente uma presença toda particular da Mãe.

Estes lugares e estas casas são numerosíssimos. E são de uma grande variedade: desde os oratórios nas habitações e dos nichos ao longo das estradas, onde sobressai luminosa a imagem da Santa Mãe de Deus, até às capelas e às igrejas construídas em Sua honra. Há porém, alguns lugares, nos quais os homens sentem particularmente viva a presença da Mãe. Não raro, estes locais irradiam amplamente a sua luz e atraem a si a gente de longe. O seu círculo de irradiação pode estender-se ao âmbito de uma diocese, a uma nação inteira, por vezes a vários países e até aos diversos continentes.

Em todos estes lugares realiza-se de maneira admirável aquele testamento singular do Senhor Crucificado: aí, o homem sente-se entregue e confiado a Maria e vem para estar com Ela, como se está com a própria Mãe. Abre-Lhe o seu coração e fala-Lhe de tudo: “recebe-A em sua casa”, dentro de todos os seus problemas, por vezes difíceis. Problemas próprios e de outrem. Problemas das famílias, das sociedades, das nações, da humanidade inteira.

Não sucede assim, porventura, no santuário de Lourdes na França? Não é igualmente assim, em Jasna Góra em terras polacas, no santuário do meu País, que este ano celebra o seu jubileu dos seiscentos anos?

Parece que também lá, como em tantos outros santuários marianos espalhados pelo mundo, com uma força de autenticidade particular, ressoam estas palavras da Liturgia do dia de hoje: “Tu és a honra do nosso povo” (Iudit. 15,10).

Estas palavras ressoam aqui em Fátima quase como eco particular das experiências vividas não só pela Nação portuguesa, mas também por tantas outras nações e povos que se encontram sobre a face da terra; ou melhor, elas são o eco das experiências de toda a humanidade contemporânea, de toda a família humana.

Venho hoje aqui, porque exactamente neste mesmo dia do mês, no ano passado, se dava, na Praça de São Pedro, em Roma, o atentado à vida do Papa, que misteriosamente coincidia com o aniversário da primeira aparição em Fátima, a qual se verificou a 13 de Maio de 1917.

Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui. E eis que hoje aqui estou. Vim para agradecer à Divina Providência, neste lugar, que a Mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular. “Misericordiae Domini, quia non sumus consumpti” – Foi graças ao Senhor que não fomos aniquilados (Lam. 3, 22).

Se a Igreja aceitou a mensagem de Fátima, é sobretudo porque esta mensagem contém uma verdade e um chamamento que, no seu conteúdo fundamental, são a verdade e o chamamento do próprio Evangelho.

“Convertei-vos (fazei penitência), e acreditai na Boa Nova (Mc. 1, 15): são estas as primeiras palavras do Messias dirigidas à humanidade. E a mensagem de Fátima, no seu núcleo fundamental, é o chamamento à conversão e à penitência, como no Evangelho. Este chamamento foi feito nos inícios do século vinte e, portanto, foi dirigido, de um modo particular a este mesmo século. A Senhora da mensagem parecia ler, com uma perspicácia especial, os “sinais dos tempos”, os sinais do nosso tempo.

O apelo à penitência é um apelo maternal; e, ao mesmo tempo, é enérgico e feito com decisão. A caridade que “se congratula com a verdade”(1Cor 13, 6) sabe ser clara e firme. O chamamento à penitência, como sempre anda unido ao chamamento à oração. Em conformidade com a tradição de muitos séculos, a Senhora da mensagem de Fátima indica o terço que bem se pode definir “a oração de Maria”: a oração na qual Ela se sente particularmente unida connosco. Ela própria reza connosco. Com esta oração do terço se abrangem os problemas da Igreja, da Sé de Pedro, os problemas do mundo inteiro. Além disto, recordam-se os pecadores, para que se convertam e se salvem, e as almas do Purgatório.

À luz do amor materno, nós compreendemos toda a mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Aquilo que se opõe mais directamente à caminhada do homem em direcção a Deus é o pecado, o perseverar no pecado, enfim, a negação de Deus. O programado cancelamento de Deus do mundo do pensamento humano. A separação d’Ele de toda a actividade terrena do homem. A rejeição de Deus por parte do homem.

Na verdade, a salvação eterna do homem somente em Deus se encontra. A rejeição de Deus por parte do homem se se tornar definitiva, logicamente conduz à rejeição do homem por parte de Deus (Cfr. Matth. 7, 23; 10, 33), à condenação.

Poderá a Mãe, que deseja a salvação de todos os homens, com toda a força do seu amor que alimenta no Espírito Santo, poderá Ela ficar calada acerca daquilo que mina as próprias bases desta salvação? Não, não pode!

Por isso, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, tão maternal, se apresenta ao mesmo tempo tão forte e decidida. Até parece severa. É como se falasse João Baptista nas margens do rio Jordão. Exorta à penitencia. Adverte. Chama à oração. Recomenda o terço, o rosário.

E objecto do Seu desvelo são todos os homens da nossa época e, ao mesmo tempo, as sociedades, as nações e os povos. As sociedades ameaçadas pela apostasia, ameaçadas pela degradação moral. A derrocada da moralidade traz consigo a derrocada das sociedades.

Consagrar o mundo ao Coração Imaculado de Maria significa aproximar-nos, mediante a intercessão da Mãe, da própria Fonte da Vida, nascida no Gólgota. Este Manancial escorre ininterruptamente, dele brotando a redenção e a graça. Nele se realiza continuamente a reparação pelos pecados do mundo. Tal Manancial é sem cessar Fonte de vida nova e de santidade.

Consagrar o mundo ao Imaculado Coração da Mãe significa voltar de novo junto da Cruz do Filho. Mais quer dizer, ainda: consagrar este mundo ao Coração trespassado do Salvador, reconduzindo-o à própria fonte da Redenção. A Redenção é sempre maior do que o pecado do homem e do que “o pecado do mundo”. A força da Redenção supera infinitamente toda a espécie de mal, que está no homem e no mundo.

O Coração da Mãe está conscio disso, como nenhum outro coração em todo o cosmos, visível e invisível.

E para isso faz a chamada. Chama não somente à conversão. Chama-nos a que nos deixemos auxiliar por Ela, como Mãe, para voltarmos novamente à fonte da Redenção.

O mundo e o homem foram consagrados com a potência da Redenção. Foram confiados Àquele que é infinitamente Santo. Foram oferecidos e entregues ao próprio Amor, ao Amor misericordioso.

A Mãe de Cristo chama-nos e exorta-nos a unir-nos à Igreja do Deus vivo, nesta consagração do mundo, neste acto de entrega mediante o qual o mesmo mundo, a humanidade, as nações e todos e cada um dos homens são oferecidos ao Eterno Pai, envoltos com a virtude da Redenção de Cristo. São oferecidos no Coração do Redentor trespassado na Cruz.

João Paulo II baleado por Ali Agca em 1981
O Concílio Vaticano II, na Constituição dogmática sobre a Igreja “Lumen Gentium” e na Constituição pastoral sobre a Igreja no Mundo Contemporâneo “Gaudium et Spes” explicou amplamente as razões dos laços que unem a Igreja com o mundo de hoje. Ao mesmo tempo os seus ensinamentos sobre a presença especial de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, maturaram no acto com que Paulo VI, ao chamar a Maria também Mãe da Igreja, indicava de maneira mais profunda o carácter da sua união com a mesma Igreja e da Sua solicitude pelo mundo, pela humanidade, por cada um dos homens e por todas as nações: a sua maternidade.

Deste modo, foi ainda mais aprofundada a compreensão do sentido da entrega, que a Igreja é chamada a fazer, recorrendo ao auxílio do Coração da Mãe de Cristo e nossa Mãe.

Hoje João Paulo II, sucessor de Pedro apresenta-se com ansiedade, a fazer a releitura, daquele chamamento materno à penitência e à conversão, daquele apelo ardente do Coração de Maria, que se fez ouvir aqui em Fátima, há sessenta e cinco anos. Sim, relê-o, com o coração amargurado, porque vê quantos homens, quantas sociedades e quantos cristãos foram indo em direcção oposta àquela que foi indicada pela mensagem de Fátima. O pecado adquiriu assim um forte direito de cidadania e a negação de Deus difundiu-se nas ideologias, nas concepções e nos programas humanos!

E precisamente por isso, o convite evangélico à penitência e à conversão, expresso com as palavras da Mãe, continua ainda actual. Mais actual mesmo do que há sessenta e cinco anos atrás. E até mais urgente.

Assim, se por um lado o coração se confrange, pelo sentido elo pecado do mundo, bem como pela série de ameaças que aumentam no mundo, por outro lado, o mesmo coração humano sente-se dilatar com a esperança, ao pôr em prática uma vez mais aquilo que os meus Predecessores já fizeram: entregar e confiar o mundo ao Coração da Mãe, confiar-Lhe especialmente aqueles povos, que, de modo particular, tenham necessidade disso.

Escreve o Autor do Apocalipse: “Vi depois a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, pronta como noiva adornada para o seu esposo. E, do trono, ouvi uma voz potente que dizia: Eis a morada de Deus entre os homens. Deus há-de morar entre eles: eles mesmos serão o Seu povo e Ele próprio – Deus-com-eles – será o Seu Deus” (Apoc. 21, 2ss).

A Igreja vive desta fé. Com tal fé caminha o Povo de Deus.

O Povo de Deus é peregrino pelos caminhos deste mundo na direcção escatológica. Está em peregrinação para a eterna Jerusalém, para a “morada de Deus entre os homens”. Lá, onde Deus “há-de enxugar-lhes dos olhos todas as lágrimas; a morte deixará de existir, e não mais haverá luto, nem clamor, nem fadiga. O que havia anteriormente desapareceu” (Cfr. Apoc. 21, 4).

Mas “o que havia anteriormente” ainda perdura. E é isso precisamente que constitui o espaço temporal da nossa peregrinação. Não podemos ignorá-lo. Isso permite-nos, no entanto reconhecer que graça imensa foi concedida ao homem quando no meio deste peregrinar, no horizonte da fé dos nossos tempos, se acendeu esse “Sinal grandioso: uma Mulher”!

Sim, verdadeiramente podemos repetir: “Abençoada sejas, filha, pelo Deus altíssimo, mais que todas as mulheres sobre a Terra!... Procedendo com rectidão, na presença do nosso Deus... Aliviaste o nosso abatimento”.

Verdadeiramente, Bendita sois Vós! Sim, aqui e em toda a Igreja, no coração de cada um dos homens e no mundo inteiro: sede bendita ó Maria, nossa Mãe dulcíssima!


(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no sábado, 13 de Maio de 2017)

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