quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Tristeza de Francisco, condolências de Erdogan

Gilberto Rodrigues Leal
Ontem, ao fim do dia, um grupo islamita do Mali anunciou que um refém que estava na sua posse há mais de um ano e meio tinha morrido. Não se sabe como nem porque é que Gilberto Rodrigues Leal (que como o nome indica é luso-descendente) morreu, mas França já prometeu que isto não passará impune, enquanto a família aponta o dedo ao Governo e aos media franceses.

Também ontem D. Manuel Clemente foi orador convidado no Grémio Literário, tendo recordado a análise feita pelos bispos de então ao estado do país, antes do 25 de Abril.

Esta manhã o Papa Francisco falou da sua tristeza pelos desempregados, depois de ter recebido um vídeo enviado por trabalhadores de uma fábrica que que vai fechar.

Esta tarde o primeiro-ministro da Turquia surpreendeu ao falar da forma como os arménios foram tratados pelo Império Otomano, em 1915. Erdogan enviou condolências aos descendentes e falou em actos com consequências desumanas.

Estamos cada vez mais próximos da canonização de João XXIII e João Paulo II. É precisamente disso que fala Robert Royal, no artigo desta semana do The Catholic Thing, em português.


Um Século de Grandes Papas

João XXIII e João Paulo II: Não estamos a falar só de dois dos Papas mais influentes, mas de dois dos homens mais influentes do século XX – e não só. Não é fácil imaginar como seria a Igreja Católica, ou o mundo, sem eles. Mas facilmente percebemos que quer aquela quer este seriam muito diferentes, de muitas formas. Esse facto, associado à clara santidade de ambos os líderes modernos, é a razão pela qual o Papa Francisco os vai canonizar, em conjunto, este Domingo.

Mas estão em boa companhia. Desde que o grande Leão XIII inaugurou a Doutrina Social moderna da Igreja Católica e renovou os estudos tomistas, a Sé de Pedro tem sido ocupada por homens muito diferentes. Académicos, diplomatas, filósofos, até montanhistas (Pio XI e João Paulo II). Tiveram de lidar com ideologias modernas como o fascismo, nazismo e comunismo – e venceram, eventualmente. O Papa Francisco confronta o materialismo funcional e o ateísmo do nosso tempo. Mas não devemos pensar que isto é algo fora do comum: todos os Papas modernos tiveram de enfrentar desafios sérios.

Ainda assim, como praticamente toda a gente compreende, incluindo não-católicos, João XXIII e João Paulo II ocupam um terreno especial. João XXIII, por exemplo, fez toda a sua carreira como diplomata do Vaticano e nunca foi pároco, mas foi sempre um homem do povo. Ele identificou a necessidade de uma Igreja mais “pastoral” e evangélica – sem que fosse preciso alterar a doutrina para lá chegar. Mas sabemos o que aconteceu depois do Concílio Vaticano II – Grandes renovações, mas também grande confusão. (Lidei com esta questão aqui, no 50º aniversário da abertura do Concílio).

Muito se tem especulado sobre as intenções do Papa Roncalli ao convocar o Concílio e o que ele teria achado do resultado. Mas olhando para a sua vida – mesmo através das muitas biografias que se aproximam do “espírito do Concílio” – é difícil encontrar provas de que o Papa pretendia a grande ruptura de vocações, prática religiosa e ensinamento que se seguiu. Caso tivesse vivido tempo suficiente para assistir a isso teria achado um desastre. O azar dele foi ter convocado o Concílio no mesmo instante em que a cultura ocidental estava prestes a mudar de paradigma, de residualmente cristã, um mundo que ele acreditava que podia ser vigorosamente catequizado, para um mundo pós-, e em grande medida anticristão.

Essa é a cultura em que vivemos actualmente e na qual a Igreja é agora chamada a fazer caminho.

João Paulo II era um bispo activo e jovem durante o Concílio e mostrou na sua diocese de Cracóvia aquilo que ele, e muitos outros, consideravam que o Concílio significava verdadeiramente. Organizou uma série de sínodos em Cracóvia, que ainda decorrem, que implementaram o Concílio de uma forma muito mais fiel e ordenada que em qualquer outra parte do mundo. Para além do seu papel gigante no palco do mundo, e o seu papel na derrota do Comunismo – levando o seu compatriota e também vencedor do Nobel da Paz, Czeslaw Milosz, a dizer que era o único líder mundial do seu tempo que poderia ter sido um dos reis de Shakespeare – a sua mão firme em Roma durante o último quarto do Século XX estabilizou a Igreja inteira.


Já estamos a ver algumas fontes seculares a contestar o seu legado, dizendo que está “manchado” pelo falhanço em lidar com a crise dos abusos sexuais (João Paulo II também foi enganado pelo padre Marcial Maciel nos seus anos finais). Mas ninguém pode fazer tudo. Derrotar o comunismo e recuperar o ensino da Igreja já seria um trabalho a tempo inteiro para a maioria das pessoas, João Paulo II fez ambos e muito mais. O seu pontificado trouxe respeito renovado para a Igreja e um reconhecimento da sua liderança moral que não tinha paralelo em qualquer outro líder mundial do seu tempo.

A Igreja Católica precisa muito de uma integração verdadeira daquilo que é o melhor do legado de ambos estes homens enquanto procura lidar com um mundo que só pode ser descrito como crescentemente hostil ao Catolicismo. Foi genial por parte do Papa Francisco não só decidir canonizar ambos, mas fazê-lo no mesmo dia, este domingo.

O melhor que podemos esperar deste gesto é um regresso a um Catolicismo completo, um Catolicismo definido pela lealdade a todo o corpo doutrinal da Igreja e não a agendas políticas ou ideológicas. Roncalli e Wojtyla estavam ambos suficientemente convencidos da sua fé para entrarem em diálogo com o mundo moderno. Ambos acreditavam ainda que seria possível fazê-lo sem comprometer a doutrina.

Há anos que debatemos a abordagem “pastoral” versus a “doutrinal” – e aplicamos os rótulos com demasiada facilidade a este ou aquele Papa. Os Papas João Paulo I e II tentaram, com as escolhas dos seus nomes, criar uma ponte entre a abertura de João XXIII e a fidelidade agonizada de Paulo VI (que o Papa Francisco recentemente caracterizou como “heróico” e “profético” ao manter o ensinamento quanto à contracepção). Mas isso não resolveu o problema; há mais trabalho a fazer.

Temos de começar por compreender que o pastoral é simplesmente o doutrinal, aplicado de forma caridosa e inteligente. Já o disse antes, mas vale a pena repetir: Uma abordagem pastoral sem a orientação da doutrina é como um médico que lida lindamente com os doentes mas não percebe nada de medicina. Se queremos ajudar os outros, primeiro temos de saber o que é o bem para todos. A aplicação rígida e descuidada de doutrina não é boa prática nem teoria sã. “O conhecimento dirigido ao coração”, para usar um termo do Cardeal Newman, é o ideal católico. João Paulo II e João XXIII, por mais diferenças que tinham entre eles, davam corpo a esse ideal. Esperemos que a Igreja e o mundo compreendam isso um dia.

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O The Catholic Thing fará um acompanhamento intensivo das canonizações, que podem acompanhar através do site, a partir de quinta-feira. Ao longo dos próximos dias vamos ainda proceder à angariação de fundos que ajudam a financiar o nosso projecto.

[Nota: Quaisquer donativos vão directamente para o The Catholic Thing e não para o Actualidade Religiosa]


Robert Royal é editor de The Catholic Thing e presidente do Faith and Reason Institute em Washington D.C. O seu mais recente livro The God That Did Not Fail: How Religion Built and Sustains the West está agora disponível em capa mole pela Encounter Books.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quarta-feira, 23 de Abril de 2014)

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org


The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.


terça-feira, 22 de Abril de 2014

Páscoa em Roma, na Síria, e numa prisão paquistanesa

Narendra Modi
Antes de mais, espero que todos os cristãos e judeus tenham tido uma Santa Páscoa. Talvez não tenham notado, mas este ano a Páscoa calhou no mesmo dia no calendário gregoriano e no calendário juliano, e na mesma semana que as festividades dos judeus.


É ainda com tristeza que vemos que esta foi mais uma Páscoa atrás das grades para Asia Bibi, a paquistanesa acusada de blasfémia.

Passada a Páscoa, as atenções focam-se nas canonizações de João Paulo II e João XXIII, que terão lugar no próximo Domingo. Ontem a Aura Miguel fez um trabalho excelente sobre João XXIII. Esta terça-feira foi a vez de João Paulo II, visto pelos olhos do seu “porta-voz” de 20 anos, Joaquín Navarro-Valls.

A Renascença aproveitou ainda estes dias para relançar um trabalho multimédia, devidamente actualizado, sobre João Paulo II, que não devem mesmo perder.

Mudando de ares… os cristãos e os muçulmanos na Índia estão preocupados com a possível eleição de Narendra Modi para primeiro-ministro. Saiba aqui porquê…


quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Ressurreição, Pureza e Fúria


Depois de duas reportagens da Aura Miguel sobre morte, vida e ressurreição, hoje foi a minha vez. Cinco personalidades públicas dão o seu testemunho sobre porque faz sentido acreditar na Ressurreição… Desde o cantor rock até ao ex-deputado do Bloco de Esquerda. Ver para crer… aliás, crer sem ver… vejam.

Num ano em que vemos serem realizados filmes bíblicos, um olhar pela história deste género que tem quase 100 anos e algumas recomendações de filmes imperdíveis.

Fartos de matar homens inocentes, mulheres e crianças, os corajosos militantes do Boko Haram decidiram agora raptar 100 alunas de uma escola na Nigéria.

Hoje há artigo novo do The Catholic Thing. Randall Smith explica porque é que se recusa a comentar politiquices do Vaticano. Bons conselhos para todos, a começar por mim.

E vai decorrer já no início de Maio um encontro ibérico de capelães prisionais. Todos os interessados são convidados a participar. O programa promete e o tema é importantíssimo! Ainda por cima é barato… inscrições ou dúvidas para aqui.

Eu volto na segunda-feira. Já sabe que na Renascença pode acompanhar toda a actualidade nestes dias de Páscoa.


Porque Não Escrevo sobre o Vaticano

Randall Smith
Na qualidade de professor de teologia recebo vários pedidos para comentar “desenvolvimentos” no Vaticano. “Pode comentar o facto do Papa Francisco ter mandado este cardeal para aqui e mudado aquele para ali?” “O que é que isto significa para a Igreja?” “Como é que vai afectar os católicos?” Tenho de lhes dizer: “Desculpe, mas não comento politiquices do Vaticano”.

Em primeiro lugar, não sei se as pessoas percebem isto ou não, mas geralmente não cobrem políticas do Vaticano nas licenciaturas de Teologia. Estranhamente, “Mudanças de Cardeais no Vaticano” não foi uma das cadeiras da licenciatura que frequentei. “Lidar com Dicastérios” também não, nem “Arrumar a Casa no Banco do Vaticano”. Por alguma razão, as universidades preferem concentrar-se em Jesus Cristo, a Trindade, as Escrituras, a Igreja, a Salvação, as Virtudes, a Graça, os Sacramentos – coisas desse género.

Por isso eu não sou mais qualificado para comentar a confusão mais recente no Vaticano do que qualquer outra pessoa. E quando ouço outras pessoas a comentar estes assuntos, normalmente também não sabem do que estão a falar. Pode-se contar o número de comentadores fiáveis sobre o Vaticano nos dedos de uma mão – mesmo que tenha perdido alguns dedos.

Já reparei que muitas pessoas papagueiam a ideia de que precisamos de “reformas no Vaticano”, apesar de não terem a menor ideia do que as pessoas no Vaticano fazem. Simplesmente ouviram pessoas a dizer que é preciso reformar o Vaticano tantas vezes que repetem a ideia. A minha suposição é que claro que precisamos de reformas. Quando é que não precisámos de reformas? Reformas constantes, renovação, arrependimento de falhas e dedicação renovada aos objectivos primeiros da instituição – de qualquer comunidade humana! É um dos efeitos do pecado original.

Claro que há alturas em que o Vaticano está melhor e outras em que está pior. Prefiro o melhor ao pior. Mas mesmo quando está “melhor”, é sempre composto por pecadores desgraçados necessitados do perdão, da redenção e da santificação oferecidos por Jesus Cristo.

Não é que eu não queira saber o que se passa no Vaticano, é só que não há nada que possa fazer sobre o assunto. Só sei que precisamos de rezar pelo Papa e todos os membros da Cúria. Portanto é isso que faço. Eles não precisam dos meus conselhos.

Estarei ingenuamente convencido de que farão sempre as escolhas certas? Um olhar rápido por qualquer período da história da Igreja sugere redondamente que não. Mas por outro lado, um olhar para toda a história da Igreja sugere (para quem tem ouvidos para ouvir e olhos para ver) que o Espírito Santo continua a guardar a Igreja e a guiá-la por entre as brumas da história. Dado o carácter de alguns dos coitados que têm sido responsáveis por ela (como aquele tipo que negou sequer conhecer Cristo e que viria a ser o primeiro Papa e a rocha sobre a qual foi edificada), se o Espírito Santo não tivesse protegido a Igreja todos estes anos, como é que teria sobrevivido?

Às vezes preocupo-me quando vejo uma pessoa com fé pouco esclarecida a atrever-se a olhar “para os bastidores” da Igreja. Quando alguém se torna ministro extraordinário da comunhão, por exemplo, o lidar directamente com as hóstias pode levar a uma certa “desmistificação” da Eucaristia. Uma pessoa que não esteja preparada para isso pode ser tentada a pensar: “afinal isto é só um pedaço de pão. Quer dizer, as hóstias são enviadas por correio num saco de plástico!”
 
"Deixem os homens trabalhar!"
Não, não são levadas misticamente por anjos até à porta traseira da Igreja. E antes da consagração, de facto é mesmo apenas pão. O problema é que há pessoas que simplesmente não têm maturidade para compreender que Deus pode pegar na coisa mais rasca e transformá-la na coisa mais maravilhosa.

De igual modo há pessoas que provavelmente não têm maturidade suficiente para pensar sobre a mais recente confusão no Vaticano, porque não terão capacidade para ver como Deus pode pegar até nesta confusão – a fuga dos discípulos, negações de Cristo, crucificação do Salvador – e torná-la um veículo de graça. Se não gosta de ver como a comida é preparada, saia da cozinha.

Na mesma medida, quando o Papa publica uma encíclica ou uma exortação apostólica, leia-a. Tente compreendê-la e vivê-la. É isso que o Vaticano faz e as pessoas deviam-se interessar.

Infelizmente não me parece que seja isso que acontece. Os blogs de queixas e de preocupações recebem muitas visitas. Os artigos que explicam os ensinamentos católicos não, ou pelo menos é isso que me dizem. Não foi São Paulo que nos alertou para “pensar nas coisas que são de cima”? Essa sabedoria encontra-se reflectida naquilo que lemos?

Bem sei que muitas pessoas gostam de saber das politiquices do Vaticano. Mas eu prefiro que os fiéis as ignorem, na medida do possível. Os fiéis têm coisas mais importantes com que se preocupar do que a última “intriga” do Vaticano – coisas do tipo, sei lá, dar de comer aos pobres, ir à missa, tomar conta de pais idosos, criar os seus filhos, melhorar as escolas, renovar os bairros, votar em políticos responsáveis, confessarem-se bem, serem esposos fiéis. A lista de coisas mais importantes que devem preocupar um católico – as coisas sobre as quais podemos, e devemos, fazer alguma coisa – é interminável.

Por isso, por favor rezem constantemente pelo Papa, pelos cardeais e pelos bispos. Rezem para que eles tenham a sabedoria e o amor para acudir fielmente aos apelos do Espírito Santo. Depois deixem o Santo Padre e os bispos fazer o trabalho para o qual receberam do Espírito Santo o Carisma especial. Deixem o Papa preocupar-se com a burocracia do Vaticano. Essa é uma das suas funções – das menos interessantes e mais aborrecidas. Nós, leigos, temos outras coisas com que nos preocupar, sobretudo agora que se aproxima o final da Páscoa.


Randall Smith é professor na Universidade de St. Thomas, Houston, onde recentemente foi nomeado para a Cátedra Scanlon em Teologia.

(Publicado pela primeira vez no Domingo, 6 de Abril 2014 em The Catholic Thing)

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.


terça-feira, 15 de Abril de 2014

Neo-pagão equivocado no Kansas

Odin, o Deus para anti-semitas confusos
No passado domingo um homem matou três pessoas a tiro no Kansas… O que é que isto tem a ver com religião? Para começar, as três vítimas foram escolhidas por serem judias. Para acabar, o autor dos homicídios é um “neo-pagão” que adora Odin. Entretanto todas as vítimas eram, afinal cristãs…

Cada vez mais próximos da Páscoa, hoje a Renascença transmitiu a reportagem sobre duas mulheres que vivem a vida de forma intensa, mas encaram a morte com serenidade. Isabel Jonet e Leonor Castro dão testemunhos que vale a pena ouvir.

E o bispo de Bragança-Miranda recorda na sua mensagem pascal que “não há Páscoa sem Cruz, mas também não há Cruz sem Páscoa”.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, que serve sobretudo de alento aos cristãos pessimistas com o rumo do mundo. Perseguição? Been there, done that, e os cistercienses estão de volta a Zirc.


segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Ressurreições há muitas

Depois de uma semana de férias estou de volta.

O mundo não parou e não há espaço para dar conta de todas as notícias que houve entretanto, mas destaco, com particular tristeza, o assassinato de um padre jesuíta que não abandonou nunca o povo que tinha sido chamado a servir, em Homs, na Síria. Deus certamente será tão fiel para com Ele como ele foi para com os seus irmãos. O Papa Francisco não esqueceu este seu servidor.

Por falar em Síria, hoje é notícia que as tropas governamentais voltaram a controlar a vila de Maaloula, um dos mais significativos marcos do Cristianismo no Médio Oriente e que tinha estado nas mãos de islamitas durante vários meses.

Na Nigéria outros islamitas são os principais suspeitos de terem colocado uma bomba num terminal de autocarros que matou 71 pessoas inocentes

A dias da Páscoa, Aura Miguel foi à procura de histórias modernas de morte e ressurreição. Não percam a reportagem (áudio) feita com duas pessoas que estiveram na morte mas conseguiram “ressuscitar” para a vida. Porque ressurreições há muitas e nem todas envolvem morte física.

Chamo também a vossa atenção para o mais recente artigo em português do The Catholic Thing que, em tempos difíceis, traz esta mensagem de esperança: “Quando formos tentados pelo medo de que a Igreja vai ser «varrida pelas forças da história» – aborto, casamento gay, supressão de instituições e empresas católicas – devemos lembrar-nos que houve uma época em que as forças do poder e do dinheiro conspiraram com a elite intelectual da Hungria para suprimir os cisterciences e destruí-los completamente.” Mas sabem que mais? Os cistercienses estão de volta ao mosteiro húngaro de Zirc… Porque ressurreições há muitas, lá está.


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