quinta-feira, 23 de março de 2017

Martos ao altar e Santo Sepulcro instável

A notícia do dia é, claro, o facto de o Papa ter aprovado o milagre que permite a canonização de Francisco e Jacinta, os pastorinhos de Fátima. A irmã Ângela Coelho, postuladora da causa, está naturalmente satisfeita, mas diz que cabe agora ao Papa decidir a data e o local da cerimónia oficial.

Já o bispo de Fátima, D. António Marto, diz que foi apanhado de surpresa pelo anúncio oficial hoje e D. Manuel Clemente diz que este milagre é “um grande sinal que Deus nos dá”.

Podem ver aqui uma fantástica fotogaleria com imagens raras dos pastorinhos.

Ontem foi revelado o restauro do túmulo de Jesus Cristo, mas soube-se também que toda a estrutura da Igreja do Santo Sepulcro precisa de uma intervenção. O relatório dos especialistas é preocupante.

O atentado de ontem em Londres foi reivindicado pelo Estado Islâmico e o autor foi finalmente identificado oficialmente, bem como os nomes e as idades das suas vítimas. Hoje houve outro incidente em Antuérpia, mas não é 100% claro que tenha sido atentado.


E não se esqueçam que amanhã temos programa no Campo Pequeno, com café concerto de Maria Durão e Manuel Fúria, moderado por mim. É às 22h, entrada livre.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Atentado em Londres e multi quê?

Houve um atentado terrorista esta tarde em Londres. O incidente já acabou mas ainda se estão a juntar as peças para perceber exactamente o que é que aconteceu. Aqui temos toda a informação e aqui o acompanhamento ao minuto.

O Papa disse esta quarta-feira que a crise dos refugiados é a pior tragédia desde a II Guerra Mundial. Ontem recordou que a experiência da Igreja não é igual a um “flashmob”.


A minha colega Ângela Roque tem aqui uma entrevista interessante com duas médicas que estão na Guiné com os missionários da Consolata. Uma delas é agnóstica mas com os missionários aprendeu que a Igreja é “bem mais do que um lugar de culto”.

O artigo desta semana do The Catholic Thing é de Anthony Esolen, que se orgulha em pertencer à instituição mais multicultural do mundo, a Igreja, mas se envergonha de pertencer à instituição que mais luta contra a cultura, a comunidade académica. Leiam que vale a pena.

Recordo que na sexta-feira haverá um café concerto no “Meeting de Lisboa”, no Campo Pequeno. Eu modero, os músicos Manuel Fúria e Maria Durão cantam e falam. Vai valer muito a pena, ambos são do maior interesse. Apareçam!

Que “multi”? Que “cultura”?

Anthony Esolen
É com orgulho que pertenço à instituição mais multicultural da história do mundo, de longe: Sou católico romano. E é com vergonha que pertenço a uma instituição que parece determinada a destruir aquilo que existe de verdadeiramente cultural na vida moderna: Sou professor universitário. A combinação dota-me de uma série infindável de perguntas que mais ninguém se preocupa em fazer.

Comecemos com o termo “multicultural”. A Igreja tem-no sido desde a sua criação. Lemos nos Actos dos Apóstolos que os seguidores de Jesus que vinham da diáspora judaica – os judeus helénicos, de língua grega – nem sempre eram bem acolhidos pelos que tinham vivido toda a vida na Palestina e que, presumivelmente, falavam aramaico. Foi preciso resolver esse conflito, mas reacendeu-se de forma ainda mais dramática quando São Paulo foi para Jerusalém para interceder não pelos judeus helénicos, mas pelos gregos helénicos, isto é gregos que tinham chegado a Cristo mas que nunca tinham sido judeus, e por isso não tinham seguido os preceitos litúrgicos e civis da Lei de Moisés.

A longa história da actividade missionária da Igreja seguiu o caminho aberto por São Paulo, que sabia que sem Cristo o homem estava perdido, mas também teve o cuidado de não transmitir a fé como se fosse uma série de hábitos culturais. A revelação de Deus, embora insuficiente para a salvação, é dada a todas as pessoas; por isso Paulo podia ser grego entre os gregos, tal como Matteo Ricci podia tornar-se mandarim para pregar aos mandarins na China.

Não pretendo com isto dizer que toda a gente devia ser multicultural. A principal mensagem cultural de Deus para os hebreus do Antigo Testamento é precisamente de que não devem ser como os seus vizinhos. Não deviam obrigar os seus filhos a passar pelo fogo de Moloch. Não deviam frequentar as bancas de Aserá nem participar na prostituição ritual com mulheres e rapazes. Não deviam chorar a morte anual do deus da fertilidade Tamuz.

Os judeus deviam ser judeus, e não pagãos que cantam um salmo de vez em quando. A festa das Luzes, o Hanucá, celebra a purificação e re-dedicação do Templo depois de os ocupadores gregos terem colocado uma estátua de Zeus – a abominação da desolação – no Santo dos Santos, e contra os colaboracionistas judaicos que encontravam formas de conviver com os esses cosmopolitas sofisticados.

Judas “o Martelo”, estava bem dentro da longa tradição de profetas intransigentes. Ele e Ezequiel haveriam de se ter entendido bem. Só na fidelidade a Deus é que os judeus, o povo escolhido, podiam cumprir o seu papel de levar a palavra de Deus às nações.

Uma pessoa sozinha pode ser multicultural, mas não é fácil e é menos comum hoje em dia do que era na Idade Média, quando um rapaz chamado Tomás, cuja língua mãe era italiano napolitano, podia viajar para Colónia para ter aulas de Latim com um mestre chamado Alberto, cuja língua mãe era alemão, e depois partir para Paris, para dar aulas numa cidade onde as pessoas falavam francês, convivendo com estudantes e mestres que vinham de toda a Europa, professando um Cristianismo carregado de aspectos de culturas locais, desde Trondheim a Messina.

Para se ser multicultural é preciso estar inteiramente à vontade com mais do que uma cultura e isso implica, normalmente, que é preciso falar fluentemente mais do que uma língua. Para além disso, deve-se possuir pelo menos duas arcas de tesouro de histórias e cantigas imemoriais; deve poder cantar sobre Davy Crocket e Simon Bolivar; terá entre os seus amigos os amantes de Manzoni e os Cavaleiros da Távola Redonda dos romances franceses; estará familiarizado com Bach e com as melodias tradicionais pentatónicas dos chineses. Não são coisas nas quais consegue meter um dedo, como um turista que se banha no Mediterrâneo. Serão a sua herança.

Posto nestes termos, poderá ver que nem um aluno em cem, talvez nem um em mil, pode dizer que possui sequer algumas das riquezas de mais do que uma cultura. Não é por qualquer falha pessoal. É porque a própria cultura, aquela coisa sobre a qual estamos supostamente a falar, está a desaparecer da face da terra e a ser substituída por uma coisa nova na história da humanidade, a que Gabriel Marcel chamou “Sociedade de Massas”, uma sociedade manufacturada pela educação massificada, inflamada pela política massificada e entretida pelo entretenimento em massa.

Por isso o estudante americano típico vem para a universidade e nem reconhece o nome de Alfred Tennyson (pense nisso um bocadinho); e o típico aluno hispano-americano vem para a universidade e não reconhece o nome de Tennyson nem de Lope de Veja. Não se pode ser multicultural quando não se pertence a cultura nenhuma.

Nesta fase, com os bárbaros de Wall Street, Hollywood, Washington e Bruxelas às portas de cada reduto de cultura local, linguística e nacional, o que é que a comunidade académica faz? Bem, faz aquilo que sempre fez, desde que me conheço: Rende-se.

Claro que reveste a sua traição com o vocabulário da respeitabilidade intelectual, mas quem não está interessado em Chretien de Troyes também não terá interesse na Senhora Murosaki. As pessoas que não ficam escandalizadas quando um anglófono com formação universitária não sabe nada sobre Milton – porque eles próprios, os professores, não sabem nada de Milton – não se vão escandalizar quando um francófono com formação universitária admite que não sabe nada de Racine.

A única instituição que ainda existe que pode defender a beleza e bondade da cultura é a Igreja. É nela que as culturas do mundo têm alguma hipótese de sobrevivência. Talvez isso explique porque é que a comunidade académica é tão hostil para com a Igreja. Os profissionais não gostam de ser ultrapassados pelo “amador”.


Anthony Esolen é tradutor, autor e professor no Providence College. Os seus mais recentes livros são:  Reflections on the Christian Life: How Our Story Is God’s Story e Ten Ways to Destroy the Imagination of Your Child. 

(Publicado pela primeira vez na segunda-feira, 16 de Março de 2017 em The Catholic Thing)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Papa com costa e consolo sul-sudanês

Neil Gorsuch
Já se sabe o programa completo da visita do Papa a Fátima. Vai haver encontro com António Costa.

Daqui a uns meses Francisco vai fazer outra viagem, para o Sudão do Sul. Uma viagem de risco mas que tem de fazer “nem que seja para consolar o povo”, diz um missionário português que esteve sete anos naquele país. Uma entrevista mesmo interessante que não devem perder.

E ainda o Papa, e ainda África… Francisco recebeu hoje o presidente do Ruanda, tendo lamentado a participação de líderes católicos no genocídio.

Qual é o miúdo que não gosta de fazer directas? Estes não são excepção, mas fazem-na por razões diferentes.

Nos Estados Unidos já começou um dos momentos mais importantes da presidência de Trump, as audições ao candidato a juiz do Supremo Tribunal. Clique e leia para saber como isto pode mesmo ser fundamental.

Tirem as agendas e marquem a próxima sexta-feira. Nessa noite, a partir das 22h, estarei no Meeting de Lisboa, organizado pelo movimento Comunhão e Libertação, a moderar uma conversa sobre música com Manuel Fúria e com Maria Durão. Vou mandando mais lembranças ao longo da semana. Apareçam!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Elder Jackie Chan? Temos pena

É só sorrisos até que alguém saca de uma arma...
Começo por vos convidar a ver esta notícia de um assalto que correu muito mal – para os assaltantes. Da próxima vez que virem um missionário mórmon na rua sorriam, mas não o provoquem!

O bispo da Guarda esteve de visita a Angola, onde uma missão por ele iniciada educa 350 crianças. Em breve serão 400.

Duas notícias de abusos de menores. A Igreja Anglicana da Austrália recebeu mais de 1.100 queixas de abusos no espaço de 35 anos, revela a mesma comissão que já analisou a Igreja Católica no mesmo âmbito. Já em Portugal, o padre do Fundão que foi condenado por abusos viu a sua pena confirmada peloSupremo Tribunal.

Os seguidores do Estado Islâmico na Índia têm um novo alvo. É o Taj Mahal, ironicamente considerada uma das jóias da arte islâmica naquele país.

Por falar em Islão, o artigo desta semana do The Catholic Thing tem palavras duras sobre esta religião. Escolhi e traduzi-o para esta semana não porque concordo com tudo o que o autor diz, mas porque concordo com a sua mensagem central. Há que olhar de frente o problema e assumir que há um problema com o Islão que os muçulmanos precisam de abordar.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Marcelo omnipresente e Nossa Senhora de Fátima dos chineses

A Europa está a caminho de uma guerra religiosa. Quem o diz é o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia. Como eles adoraram meter-se na guerra da Síria, deve saber alguma coisa sobre o assunto.

O Papa diz que é um pecado “gravíssimo” tirar trabalho às pessoas. Fê-lo ontem, no mesmo dia em que foi saudado, com grande emoção, por um grupo de peregrinos chineses com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima.

O dinheiro que Francisco ofereceu a Alepo a semana passada vai ser usado para ajudar jovens que optam por constituir família, apesar da crise que a região atravessa.

Ontem foi o lançamento do novo livro de Aura Miguel “Conversas em Altos Voos” com o Papa Francisco. É uma obra que todos farão bem em ler! O Presidente da República, Marcelo “omnipresente” Rebelo de Sousa, apareceu inesperadamente e ainda interveio, agradecendo à jornalista este seu trabalho.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Deixemos de Brincar ao “Faz de Conta” com o Islão

Nota prévia: Nem sempre concordo a 100% com os artigos que aqui publico. Neste em particular, discordo de algumas das conclusões do autor. Contudo, o seu ponto principal, de que é preciso enfrentar o problema que existe no islão e deixar de fingir que este não existe, parece-me fundamental e é algo que também digo há muito tempo. Daí ter traduzido e publicado para esta semana.
Filipe d'Avillez

William Kilpatrick
É lamentável que o tenente-general William McMaster, o novo Conselheiro do Presidente Trump para assuntos de Segurança Nacional, tenha dito que o Estado Islâmico é “não islâmico”. Insistiu também que organizações como o Estado Islâmico “utilizam cinicamente interpretações perversas da religião para incitar ao ódio e justificar crueldade horrenda contra inocentes”. Em suma, ao que parece, o general considera que o terrorismo não tem nada a ver com o islão.

Este era o pensamento dominante durante a administração de Obama. E ao longo desses oito anos a ameaça islâmica aumentou exponencialmente. Seria uma pena se uma figura chave da nova equipa de Segurança Nacional perpetuasse tais visões simplistas do terrorismo islâmico.

Muitos dos líderes eclesiais têm visões semelhantes. Ao longo dos últimos quatro anos temos ouvido uma série de pronunciamentos que indicam que existe um sólido muro que separa o islão da violência.

Aparentemente há quem acredite nestas balelas. Outros talvez as vejam como uma boa estratégia, uma forma de fortalecer o “islão moderado”. Os estrategas gostam de afirmar que a crítica do islão acaba por conduzir os moderados para o campo dos radicais. Deste ponto de vista, a única forma de promover a mudança no islão é elogiando-o, na esperança de que isso leve a bom porto.  

Mas não é uma grande estratégia. Na realidade, dá vantagem aos radicais. É que se toda a gente, desde os conselheiros para a segurança nacional até ao Papa, diz que o islão está lindamente como está, então não há qualquer incentivo para mudar. Se não existe qualquer problema com o islão, mas apenas com grupos extremistas “não islâmicos”, estamos a cortar as pernas aos reformadores muçulmanos. Ser um muçulmano moderado já é difícil, porque é que os reformadores hão-de arriscar a pele, sabendo que não terão qualquer apoio de não muçulmanos proeminentes? E porque é que os restantes muçulmanos os hão-de escutar, se tudo está bem como está? Esta estratégia é que afasta os muçulmanos dos moderados e dos reformadores e os conduz para os braços dos imãs radicais.

Partimos do princípio que as mesquitas, as escolas islâmicas e os imãs terão um efeito moderador sobre os muçulmanos, mas a verdade é outra. Cinco estudos independentes (quatro nos Estados Unidos e um no Canadá) revelam que cerca de 80% das mesquitas promovem posições extremistas. A maioria mal pode ser considerada moderada. Por exemplo, quando o Movimento de Reforma Muçulmana enviou uma carta a mais de três mil mesquitas americanas em busca de apoio, receberam apenas quarenta respostas e dessas apenas nove eram positivas, segundo o seu líder Zuhdi Jasser. Talvez tenham visto Jasser na televisão, é a encarnação da moderação e da razoabilidade. Mas a maioria dos líderes muçulmanos não quer ter nada com ele. Aparentemente, eles não acham que exista qualquer razão para reforma.

Noutros países, como já sabemos, as mesquitas são frequentemente locais de recrutamento e radicalização. Às vezes até servem como depósitos de armas. Quando acontece um ataque terrorista em solo islâmico as autoridades respondem fazendo rusgas e fechando mesquitas. Até alguns países ocidentais “iluminados” adoptaram a política de “cherchez la mosquée”. Depois de ataques terroristas tanto França como a Alemanha têm levado a cabo numerosas rusgas a mesquitas.

Por isso quando os líderes católicos afirmam existir uma equivalência entre o cristianismo e o islão – como fazem frequentemente – estão a encorajar os muçulmanos a buscar sentido numa fé que encontra o seu sentido na jihad. O Papa Francisco chegou a dizer a um grupo de migrantes que poderiam encontrar orientações nos seus textos sagrados – a Bíblia para os cristãos e o Alcorão para os muçulmanos. Mas este tipo de conselhos apenas empurra os muçulmanos para os braços de um fundamentalismo que o Papa acredita que é defendido por poucos.

De acordo com a definição ocidental de “fundamentalismo”, o islão é uma religião fundamentalista. A maioria dos muçulmanos lê o Alcorão de forma literal e é assim mesmo que os seus imãs dizem que deve ser feito.

Mas se estamos verdadeiramente interessados em ver o islão virar-se para um caminho moderado, então temos de deixar de o mimar e começar a criticar. Como escreve a ex-muçulmana Nonie Darwish, “o Ocidente não está a fazer favor algum aos muçulmanos, tratando-os como crianças que devem ser escudadas da realidade.”

A realidade é que há mesmo algo de errado com as duríssimas leis islâmicas contra a blasfémia e a apostasia, o tratamento das mulheres, crianças e minorias, entre muitas outras coisas, incluindo o apelo à jihad.

Chegou a hora de deixar de brincar ao “faz de conta”. As nações islâmicas não vão resolver estes problemas enquanto as nações não-islâmicas e os líderes das igrejas não as pressionarem. A Arábia Saudita só aboliu formalmente a escravatura em 1962 por causa da intensa pressão ocidental.

Porquê? Porque, como muitos observadores já afirmaram, as sociedades islâmicas não são dadas à introspecção. Raphael Patai, autor do livro “A Mente Árabe”, sugere que a crença islâmica no destino ou na predestinação leva a uma “desinclinação para fazer esforços para mudar ou melhorar as coisas”.

Quando os líderes ocidentais dizem aos muçulmanos que a sua religião merece muito respeito isso pode ser bom para a auto-estima e fazer com que os ocidentais se sintam tolerantes, mas não os encoraja a ver que há algo de errado. Em vez disso devíamos estar a dizer aos muçulmanos, da forma mais diplomática possível, que muitos dos aspectos da sua fé são profundamente perturbadores e que enquanto não fizerem nada sobre o assunto teremos de considerar medidas severas, como interromper o diálogo (no que diz respeito à Igreja) ou retirar ajuda externa, aplicar sanções ou desinvestir (no que diz respeito a governos e empresas).

No mínimo, devíamos fechar as nossas portas à imigração dos estados islâmicos mais problemáticos. Algumas pessoas advertem que tal proibição apenas aumentará o ódio dos muçulmanos pelo Ocidente. Talvez isso aconteça com alguns muçulmanos. Mas uma posição firme e decisiva poderá também levar muitos a pensar duas vezes sobre o islão.

O menino mimado só começa a questionar-se quando os outros meninos deixam de brincar com ele. Depois do 11 de Setembro muitos americanos perguntaram “Porque é que nos odeiam?”. Por outras palavras, “O que é que fizemos de errado?”. Chegou a altura de o mundo muçulmano começar a fazer a mesma pergunta. Mas nunca o fará enquanto o Ocidente mantiver a sua posição de que está tudo bem com o islão.


William Kilpatrick é autor do livro “Christianity, Islam and Atheism: The Struggle for the Soul of the West” e de “The Politically Incorrect Guide to Jihad”. Para mais informação sobre a sua obra visitem o site The Turning Point Project.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quinta-feira, 9 de Março de 2017)

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