quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Polémica papal e intolerâncias supremas

O Papa Francisco terá dito, num documentário, que defende as leis de união civil entre homossexuais. Trata-se de uma posição contrária à da Congregação para a Doutrina da Fé. Também hoje Francisco disse que as portas das Igrejas não são barreiras, mas membranas permeáveis.

Foi assassinado um padre lusodescendente na Venezuela, baleado depois de ter resistido a um assalto.

O bispo auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida, critica o facto de se estar a tentar legalizar a eutanásia em plena pandemia.

As monjas trapistas já estão em Palaçoulo e dizem que tencionam ficar para sempre.

Hoje temos novo artigo do The Catholic Thing. Stephen P. White explica porque é que a candidata ao Supremo Tribunal, Amy Coney Barrett, é “intolerável” e porque é que todos nós devíamos tentar ser um bocado mais “intoleráveis” como ela.

Por hoje é tudo. Estou de folga nos próximos dias, mas volto na segunda-feira, se Deus quiser.

A “Intolerável” Amy Barrett

Stephen P. White
Estamos a assistir esta semana a um estranho ritual nos Estados Unidos. Os senadores estão, um por um, a transformar pontos de discussão em “sound bites” e clips de vídeo que mais tarde serão inseridos em anúncios de campanha e vídeos de angariação de fundos. A razão para este rito enfadonho é o processo de aprovação de uma candidata ao lugar vago no Supremo Tribunal: a juíza Amy Coney Barrett. Estas audições de confirmação tornaram-se hoje em dia uma farsa.

A juíza, por sua vez, tem demonstrado graça e paciência, bem como episódios de brilhantia jurídica durante os procedimentos. Se for confirmada, a juíza Barrett será a sexta católica no Supremo Tribunal. A fé católica de Barrett – e a sua pertença ao grupo carismático ecuménico “People of Praise” – tem sido tema de muita discussão desde que ela foi nomeada e confirmada como juíza federal em 2017

Durante essa audição a senadora Diane Feinstein afirmou que “o dogma vive bem alto” em Amy Coney Barrett, que é mãe de sete filhos. Barrett tem sido sujeita a uma torrente de abuso e gozo na internet e em grande parte da imprensa.

A Constituição proíbe que alguém seja sujeito a uma prova religiosa para se candidatar a um cargo. Mas a “intensidade” das crenças continua a ser importante para alguns. Os católicos são bem-vindos, dizem, desde que as suas palavras e acções não proclamem certos dogmas demasiado alto.

A fé característica de Barrett – e a preocupação que causa entre os defensores de certas piedades seculares – é refrescante, mas também sublinha a indistinção de tantos católicos que ocupam cargos políticos.

A verdade desconfortável é que “ser católico” nos Estados Unidos já não indica uma abordagem política distinta. Mais preocupante até, do ponto de vista católico, é o facto de que “ser católico” na América já não é indicativo de um conjunto característico de práticas religiosas. Aliás, o “mero” facto de alguém ser católico, hoje, diz-nos quase nada sobre o conteúdo das suas crenças religiosas.

James Joyce escreveu que “católico significa ‘cá vem toda a gente’” e isso é uma boa lembrança de que a nossa tribo sempre foi conhecida pela sua variedade, cheia de santos e de pecadores. Ainda assim, o estado da crença católica nos Estados Unidos, e por isso o estado da vivência católica na praça pública, parece estar particularmente degradada hoje em dia. É por isso que “católico” é usado tantas vezes em conjunto com outro termo: católico liberal, católico conservador, católico de João Paulo II, católico do Papa Francisco, católico na tradição jesuíta, etc., É necessário usar os outros termos para que a palavra tenha algum significado característico.

Mas isso deve fazer-nos pensar, sobretudo quando os aplicamos a nós próprios sem pensar no assunto. Recordem-se de como Paulo ralhou com os coríntios por pensarem de forma mundana: “Quando alguém diz, ‘eu sou de Paulo’ e outro ‘eu sou de Apolo’, não são apenas humanos?”


É interessante perguntar como é que chegámos a isto. Pode-se apontar para outras ideologias, de esquerda ou de direita, que aos poucos foram despindo as características próprias da vida católica neste país. (Se pensarmos, como muitos pensam, que quatro anos a justificar o mau comportamento deste Presidente corrompeu a consciência de alguns católicos, imaginem os efeitos de justificar o apoio ao aborto ao longo de 40 anos).

Pode-se apontar para os anos depois do Concílio Vaticano II, quando a disciplina sacramental colapsou por entre a confusão social e cultural. Pode-se culpar os bispos, que abdicaram da sua responsabilidade de ensinar e governar, deixando os seus rebanhos afastar-se impunemente. Pode haver um grão de verdade em cada uma destas explicações.

Mas temos de estar dispostos a reconhecer que os católicos nos Estados Unidos perderam a sua identidade característica não por causa de algo que nos aconteceu, mas porque optámos.

A Elizabeth Bruenig, que é católica também, escreveu recentemente sobre as consequências involuntárias de gerações de católicos a tentar fazer-se em casa numa América protestante que, durante muito tempo, os olhava com desconfiança. Em suma, perdemos a nossa identidade católica porque nos queríamos encaixar. “Talvez os católicos tenham merecido o direito à indistinção, o privilégio de se poderem integrar perfeitamente na paisagem social e política dos Estados Unidos, a liberdade de não terem quaisquer obrigações morais. E que liberdade tão incaracterística, vasta e estéril que é”.

Como em qualquer outro lado, os católicos americanos são moldados pelas suas circunstâncias. Para os católicos na América isto significa uma cultura que em tempos era dominada pelo protestantismo e dedicada, em larga medida a um credo político (liberalismo) em relação à qual a Igreja tem tido há muito uma relação de desconfiança. O bravado e o individualismo americano podem ter servido os primeiros imigrantes e alimentado o espírito pioneiro. Mas estas mesmas características americanas revelaram-se particularmente corrosivas para os cidadãos de uma superpotência tão rica e tecnológica como a nossa se tornou, especialmente nos anos depois da II Guerra Mundial.

E o efeito na fé católica também tem sido corrosiva. Chamem-lhe inculturação, chamem-lhe sincretismo ou chamem-lhe, como o Papa Francisco, o triunfo do “paradigma tecnocrático” que nos levou a crer que a ordem na sociedade humana depende do exercício tecnocrático do poder, quando na verdade se trata do fim próprio da existência humana, tanto natural como sobrenatural.

Se ser católico não for um sinal de contradição para as ortodoxias mundanas do nosso tempo, então certamente estamos a fazer algo de errado. Se olhamos para a Igreja como uma ONG compassiva, como já avisou o Papa Francisco, então não é Cristo que estamos a proclamar, mas uma “mundanidade demoníaca”. Se a nossa fé católica for indistinguível do espírito do tempo, então somos como sal que perdeu o seu sabor.

E isso traz-nos de volta ao teatro que são as audições de confirmação no senado. As audições não têm a ver com justiça nem com as qualificações do nomeado, são sobre poder. Poder sobre a vida, poder sobre a família, sobre a sociedade, sobre a natureza e sobre a Igreja. Os seus opositores crêem que a juíza Barrett – pelas prioridades que escolhe e, sim, pelos dogmas que proclama – é um obstáculo intolerável ao seu exercício desse poder.

Tomara que mais de nós católicos fossem assim tão intoleráveis. O nosso país ficava a ganhar.

 

Stephen P. White é investigador em Estudos Católicos no Centro de Ética e de Política Pública em Washington.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Quinta-feira, 15 de Outubro de 2020)

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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Líderes pela paz e gérmenes de Cristianismo na China

O Papa Francisco presidiu esta terça-feira a um encontro internacional pela paz, juntamente com outros líderes religiosos mundiais. Francisco disse que o “evangelho do salva-te a ti mesmo” não é o Evangelho da Salvação e responsabilizou os políticos do mundo pela construção da paz.

No final do encontro todos os lideres presentes assinaram uma declaração conjunta pela paz, dizendo que a guerra é um “falhanço da política e da humanidade”.

Hoje olhamos para Macau, de onde regressou recentemente o padre Peter Stilwell, que foi durante oito anos reitor da Universidade de São José. O padre Peter faz uma análise muito interessante sobre o Cristianismo na China, concluindo que o facto de o país ter apostado no comunismo e no capitalismo como motores sociais e económicos facilita a evangelização da população.

Noutra nota, o padre Peter fala da identidade portuguesa de Macau e de como esta não só não está em perigo, como está mais forte desde que o território passou para administração chinesa.

Permitam-me ainda partilhar o Postal de Quarentena de hoje. Não é um assunto religioso, mas é uma iniciativa que me dá imenso gozo fazer. Esta terça-feira recebemos um postal da Suíça, com banda sonora dos The Doors.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Como será o inferno? Talvez os chilenos saibam

Tenho recebido alguns simpáticos emails de leitores a agradecer o meu regresso. Muito me sensibilizam e agradeço, ainda que não o tenha feito pessoalmente a cada um, por falta de tempo.

Ontem houve manifestação contra a Constituição no Chile. Os manifestantes deviam pensar que a constituição estava escondida numa igreja, por isso incendiaram duas igrejas da capital, Santiago.

Um bispo da Nigéria lamenta que o seu país esteja convertido numa “poça de sangue” devido, em grande parte, às tensões inter-religiosas.

O Papa Francisco aceitou a demissão de um bispo polaco acusado de encobrimento de casos de abusos sexuais de menores.

Entretanto o Vaticano confirma a existência de casos de Covid-19 na residência do Papa, mas Francisco estará, por enquanto, salvaguardado.  

Leiam aqui a entrevista ao secretário-executivo da organização da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, Duarte Ricciardi.

E hoje trago-vos mais uma do “arquivo” de artigos do The Catholic Thing que fui publicando durante estes meses. Francis X. Maier escreve um interessante artigo sobre o inferno e como a Divina Comédia nos dá umas luzes sobre aquilo que é verdadeiramente a privação eterna do amor de Deus.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Amor de Mãe

Começo por chamar a vossa atenção para estaentrevista da Renascença ao autor Valter Hugo Mãe. Quem sabe alguma coisa sobre ele saberá que ele está longe de ser um católico “normal”, se é que se considera sequer católico ou cristão. No entanto, a forma como se refere à sua relação com Deus é verdadeiramente comovente.

Há vários meses que tenho coordenado para a Renascença uma série de “Postais de Quarentena”. Poucos são especificamente religiosos, embora alguns sejam. O de hoje é escrito por um padre nigeriano habituado a lidar com ameaças como os terroristas do Boko Haram. É bom ler para ter uma perspetiva sobre a gravidade dos nossos próprios problemas. Podem ler os restantes postais, um pouco de todo o mundo, aqui.

Morreu ontem o bispo emérito de Viana do Castelo. No espaço de um mês a diocese despede-se assim de dois prelados e fica à espera que o Papa nomeie um sucessor.

O Papa Francisco saudou as “corajosas” monjas que vão fundar o mosteiro de Palaçoulo. Francisco lançou hoje, também, o pacto global de educação. Saiba mais aqui.

O artigo desta semana do The Catholic Thing ajuda-nos a compreender melhor a encíclica Fratelli Tutti, e vale mesmo a pena ler! Não percam também um dos antigos, publicados nas últimas semanas, em que Stephen P. White explica porque estamos todos, na Igreja, à espera da primavera prometida.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

O Propósito de Fratelli Tutti

Michael Pakaluk
Compreendo as queixas em relação à mais recente encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti. Tenho muitos amigos que partilham delas. Dizem que é demasiado longa, que a escrita não é clara, que ataca uma caricatura do mercado livre, que não dá importância suficiente à amizade que normalmente se manifesta numa relação empresarial, que parece menorizar os horrores do aborto enquanto trata a pena de morte como se fosse um mal intrínseco e que parece defender mais regulação e um estado mais interventivo, sem reconhecer as ameaças morais e os riscos para a liberdade, e por aí fora.

Espero que este primeiro parágrafo confirme a minha boa fé e comprove que este artigo não é um exercício daquela já há muito abandonada prática de explicar o Papa.

Não obstante, creio que muitas destas queixas (menos a de ser demasiado longa!) se baseiam numa incompreensão do propósito da encíclica. Deixem-me então explicar o que considero ser este propósito.

Pensemos nas primeiras linhas do Lumen Gentium, o documento base do Concílio Vaticano II: “A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura. Mas porque a Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano, pretende ela, na sequência dos anteriores Concílios, pôr de manifesto com maior insistência, aos fiéis e a todo o mundo, a sua natureza e missão universal.” [Itálicos meus]

Pensando bem, essa última frase é muito estranha. A Igreja deve desempenhar o seu papel como sinal e instrumento de união com Deus e de união com todo o género humano, manifestando a todo o mundo a sua natureza? Porém, se voltarmos a ler o livro do então Cardeal Wojtyla sobre a implementação do Concílio na arquidiocese de Cracóvia, “Fontes de Renovação”, veremos que ele viu esta ideia como a chave de interpretação de todo o Concílio. Podemos argumentar até que serve como chave de interpretação de todo o seu pontificado.  

“A sua mensagem foi esta”, disse o Papa Bento, na homilia da beatificação, “o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem.”

Suponhamos então que Francisco entende, compreensivelmente, que esse desafio foi conseguido em larga medida pelas exposições de João Paulo II sobre o Concílio, ao longo de 27 anos. Depois faz sentido que se entenda que Francisco está, por assim dizer, a tomar o caminho mais direto e natural rumo à unidade do género humano, ou seja, pregar diretamente sobre o assunto! A sua autoridade neste campo deriva, claro, do facto de ser Vigário de Cristo. O mandato vem do Concílio. Está tudo na ordem correta.

Contudo, um crítico poderá contrapor que Francisco apenas lida com a primeira parte da premissa, do homem enquanto caminho da Igreja. Em “Fratelli tutti” Há pouco, ou nada, sobre a salvação em Cristo.

Entendo. Mas em resposta eu diria a essa pessoa que não prestou atenção suficiente à disputa que ocorreu sobre as palavras iniciais da encíclica, “a todos os meus irmãos”. O Papa Francisco insistiu que estas palavras se mantivessem, apesar das queixas de muitos amigos “progressistas” que as achavam patriarcais, opressivas e insuficientemente inclusivas. Porque não, pelo menos, “a todos os meus irmãos e irmãs”?

A razão é que Francisco queria que toda a encíclica ficasse ligada às Admoestações de São Francisco de Assis. As palavras iniciais ficaram tais como estão porque são uma citação da VI Admoestação.

Permitam-me que cite dessa admoestação: “Consideremos, irmãos todos, o bom pastor, que para salvar suas ovelhas sofreu a paixão da cruz.” Falta Cristo? Como assim?

Mais, ao citar as Admoestações desta forma, Francisco “incorpora por referência”, como diriam os advogados. Cliquem na ligação acima e observarem a riqueza da vida sacramental e o misticismo transmitidos pelas Admoestações como um todo. Suponho que o Papa Francisco poderia, em vez disto, ter saltado para cima e para baixo, gritando, “posso falar nestes termos porque estou a apoiar-me nos tesouros espirituais de São Francisco”.


Ou, poderia ter dito aos católicos que temos muito mais obrigações de viver os ensinamentos da encíclica do que outros: observem a espiritualidade de São Francisco. Mas não é propriamente difícil chegarmos até aí sozinhos, pois não?

Enquanto professor de Ética e Filosofia Social numa universidade católica, acho fascinante a forma como a encíclica recorre à expressão “amizade social” em vez da habitual “justiça social”. Não consegui encontrar uma única referência a “amizade social” no Catecismo, nem no Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Temos aqui um desenvolvimento significativo da tradição do pensamento social.

A justiça não chega para a unidade social, por causa da sua ênfase na imparcialidade, que se torna, na nossa cultura, “autonomia” e “individualidade”, por causa da atenção dada a males passados e à forma como encoraja a revolta.

Ao contrário de “justiça social”, falar em amizade ajuda-nos a considerar que as culturas e as instituições são subsidiárias à sociedade política. O Papa Francisco aponta nessa direção com esta encíclica, com a sua forte preocupação com o “local” e as críticas incisivas aos abusos das redes sociais.

Mais, a mera “justiça social” deixa sem resposta a questão da motivação: como, para além de revolta, sentimentos de crise e pressão social (politicamente correcto) é que as pessoas podem ser motivadas a trabalhar para a “justiça social? Então, por todas estas razões, a justiça social é insuficiente.

Mas se o homem procurar amor e amizade, não encontrará Cristo?

 

Michael Pakaluk, é um académico associado a Academia Pontifícia de São Tomás Aquino e professor da Busch School of Business and Economics, da Catholic University of America. Vive em Hyattsville, com a sua mulher Catherine e os seus oito filhos.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na terça-feira, 13 de Outubro de 2020)

© 2020 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Balanço positivo de Fátima, Trump a descer entre cristãos

O Arcebispo de Braga veio pedir hoje que os cemitérios não estejam fechados nos dias 1 e 2 de novembro – ecoando assim o apelo da CEP – mas pediu também que as autoridades tenham o cuidado de evitar concentrações. As romagens e celebrações na arquidiocese não se irão realizar.

Ontem e hoje foram as primeiras celebrações em Fátima com as regras de contingência da Covid. Houve menos gente no santuário, apenas cerca de seis mil pessoas, mas o balanço feito é positivo.

D. José Ornelas presidiu às celebrações. Ontem criticou os movimentos populistas e hoje juntou a essa lista os egoísmos conflituosos.

D. António Marto também falou ontem, dizendo que em termos de liberdade de culto não pode acontecer no Natal o que aconteceu na Páscoa.

Olhamos agora para os EUA, onde uma sondagem revelada hoje mostra que Trump está a perder apoio entre cristãos brancos, mas continua a ser o seu candidato preferido. Já Joe Biden é o preferido de todos os outros grupos religiosos. Saiba tudo aqui.

Hoje destaque para outro dos artigos do The Catholic Thing que foi publicado nas últimas semanas. O padre Paul Scalia desfaz uma confusão comum, explicando que existe uma grande diferença entre ser pecador – todos somos – e ser hipócrita, coisa a que ninguém deve aspirar. Vale bem a pena ler e partilhar.

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