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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

What the Pell?

Agora já é oficial. O Cardeal Pell foi condenado por abuso sexual de menores. Está preso, e será sentenciado a 13 de março, mas vai interpor recurso. Cá para mim esse recurso ainda vai dar que falar…

No seguimento da cimeira sobre abusos sexuais, D. Manuel Clemente, que esteve presente, diz que “o que arde cura ” e o arcebispo de Évora promete “transparência e colaboração”.

O padre José Miguel Barata Pereira, reitor do seminário dos Olivais, nega que o celibato seja um factor de risco para os abusos sexuais praticados por clero e a mesma opinião é defendida pelo padre Carter Griffin que diz, neste artigo do The Catholic Thing, que o celibato não é problema, é mesmo a solução.

Aqui podem ler a transcrição integral da minha entrevista a Danny Sullivan, que foi durante três anos responsável pela comissão que em Inglaterra supervisionava a proteção de menores na Igreja Católica. É muito interessante.

Outro tema que agora promete dar que falar é o dos padres com filhos. O cardeal responsável pela Congregação para a Família confirma que existem normas para estas situações e que a prioridade são sempre as crianças.

A diocese de Viseu quer acabar com as “esculturas de supermercado” nas igrejas e diz mesmo: “Basta!”

E termino com um desafio. O Movimento Defesa da Vida promove no fim-de-semana de 16 e 17 de Março um seminário sobre Sexualidade e Parentalidade Responsável, em Lisboa. É aberto a todos os que tenham interesse, devendo procurar mais informações aqui .


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Casais aproximam-se de Fátima, SSPX afastam-se Roma

O Papa Francisco escreveu pessoalmente ao Patriarca de Lisboa para agradecer a sua nota a propósito da aplicação do Amoris Laetitia, no que diz respeito ao acesso aos sacramentos por parte de casais em situação irregular. Tanto quanto sei é apenas a segunda vez que o Papa tem um gesto destes.

Começa já na próxima segunda-feira o encontro internacional das Equipas de Nossa Senhora, em Fátima. Esperam-se cerca de 10 mil pessoas. Saiba tudo aqui.

Faz este ano 60 anos que D. António Ferreira Gomes fez frente a Salazar, acabando por ser exilado. O Cónego Arnaldo de Pinho considera que o bispo teve razão no seu tempo. Uma entrevista a ler.

E a Sociedade de São Pio X dá mais um passo para longe de Roma, com a escolha surpreendente de um novo superior geral da ala dura, que se opõe às negociações com a Santa Sé.


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Coreia livre de armas nucleares, mas com cristãos presos

Realizou-se esta sexta-feira uma cimeira histórica entre os líderes das duas coreias. É um encontro que levanta a esperança de que sejam libertados os cristãos detidos pelo regime de Pyongyang.

Amanhã é a terceira jornada diocesana de comunicação, em Lisboa. Fake News é o tema obrigatório, bem como saber como lidar com crises de comunicação. O padre Nuno Rosário Fernandes, responsável pela comunicação do Patriarcado, organiza o evento mas diz que também lá vai estar para aprender.

Ainda há novidades a desvendar na Bíblia? Claro que sim. O encontro de biblistas na segunda-feira vai aprofundar o assunto. Saiba também que está em preparação uma nova tradução da Bíblia para português.

Nas Filipinas o Presidente Duterte, em cujo mandato já morreram 12 mil pessoas na chamada “guerra às drogas”, mostrou como os homens da sua estirpe lidam com críticas e expulsou do país uma freira australiana septuagenária. É macho!


terça-feira, 24 de abril de 2018

Pray for Alfie, pray for Toronto

Nove mortos e 16 feridos em Toronto
Quando ler este email é muito possível que Alfie Evans esteja morto. Isto apesar de o Governo italiano lhe ter concedido cidadania e de o Papa ter feito mais um apelo para que o Reino Unido permitisse que ele fosse transferido para Roma. Um caso muito difícil. Continuo a achar que falta informação, mas com base na que tenho, sou da opinião de que neste caso, ao contrário do que se passou com Charlie Gard, os pais da criança têm razão e o hospital não. O Henrique Raposo pensa o contrário. Posso estar enganado.

Entretanto a tragédia abateu-se sobre Toronto, com um homem a atropelar várias pessoas, matando pelo menos nove delas. Não se sabe a motivação do ataque, ainda. O arcebispo local pede orações pelas vítimas.

Decorreu esta segunda-feira na Universidade Católica uma interessante conferência sobre a eutanásia. Um médico holandês alertou para o perigo de seguir o exemplo do seu país, o Patriarca espera que estas e outras ações sirvam para alertar e informar as consciências de políticos e sociedade e o ex-bastonário dos médicos, Germano de Sousa, diz que mesmo que a lei mude, a Ordem deve punir os médicos que praticarem a eutanásia.

O Papa nomeou três mulheres para a Congregação para a Doutrina da Fé e pediu o fim da violência na Nicarágua, no domingo.


segunda-feira, 12 de março de 2018

Kabila contra os acólitos

A Igreja no Congo está a fazer frente ao Presidente. O custo é alto, mas a causa é justa, como explica uma fonte que contactei em Kinshasa e que conta histórias de dura perseguição.

O Papa Francisco cumpre cinco anos de pontificado amanhã. Hoje o padre Tolentino recordou o retiro que lhe pregou esta Quaresma e Adriano Moreira elogiou o Papa que reconheceu um mundo de desigualdades. D. Manuel Clemente considera que Francisco é um “grande estímulo evangélico”, mas Francisco continua horrorizado com a situação na Síria.

A semana passada falámos sobre um eventual acordo entre o Vaticano e a China. Falámos com um missionário que lá esteve e que se mostrou céptico, mas hoje trago-vos a opinião de um especialista que se mostra esperançoso.

Conheça o projecto “Short Girl”, que valeu um prémio internacional aos alunos de Educação Moral e Religiosa Católica de Miranda do Corvo.

Os Leigos para o Desenvolvimento estão à procura de voluntários para trabalhar em… Portugal.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Vem aí a Caminhada pela Vida. Vem daí também!

Frutos da guerra
É já no sábado, depois de amanhã, que acontece a Caminhada Pela Vida, em Lisboa, Porto e Aveiro. O Papa e o Patriarca apoiam a caminhada. Eu também. Precisa de mais razões para ir?

Esta quinta-feira o Papa visitou um cemitério com vítimas americanas da Segunda Guerra Mundial e também o memorial de vítimas civis dos nazis, em Itália. Apelou ao fim da guerra.

Ontem Francisco já tinha lamentado vários ataques terroristas dos últimos dias.

Assinalou-se na terça-feira o 500.º aniversário da Reforma protestante. O Vaticano e a Federação Luterana Mundial assinaram uma declaração conjunta e o The Catholic Thing assinalou a data com um artigo provocador, e bem-humorado, a lamentar precisamente o acto de Lutero que dividiu a Cristandade ocidental.

E se é uma das pessoas que gozou com o facto de o Patriarca ter rezado por chuva… Pois bem, olhe pela janela… Ainda se está a rir?

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um país coberto de cinza

Portugal está de luto, novamente. Politiquices à parte, vários bispos manifestaram-se sobre os incêndios, com o Patriarca a dizer que a tragédia era evitável, e o Papa enviou hoje uma mensagem de solidariedade.

Também hoje o Papa lamentou outra tragédia do fim-de-semana, o atentado em Mogadishu que fez mais de 300 mortos. Uma coisa absolutamente hedionda.

Em menor escala, mas também muito triste, é o assassinato de um padre copta, à facada. Uma sucessão de azares, ou mais um dia na vida daquela comunidade? (Aqui têm uma versão inglesa do mesmo artigo, caso queiram partilhar com os vossos contactos internacionais).

No fim-de-semana o Papa canonizou mais um português e convocou um sínodo sobre a Amazónia.

Entretanto na semana passada terminaram oficialmente as celebrações do centenário de Fátima. Sobre Fátima, decorre um musical, no Estoril, sobre a mensagem de Fátima. Há três novas sessões previstas para este próximo fim-de-semana. São os últimos, por isso aproveitem!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Tweets patriarcais e Nossa Senhora "On Tour"

Nossa Senhora de Fátima coroada em Westminster
Boas notícias para quem tem conta no Twitter! D. Manuel Clemente vai juntar-se a nós a partir de sábado. Será – tanto quanto consegui averiguar – o primeiro patriarca católico a usar esta rede social. (Já agora, se não me seguem ainda, de que é que estão à espera?)

Duas imagens de Nossa Senhora de Fátima estão a caminho de países muito diferentes. Uma será entronizada em Londres este fim-de-semana e outra vai para Erbil, no Curdistão iraquiano, depois de ser benzida numa missa em Cascais, este domingo.

Vão-se multiplicando assim as iniciativas por ocasião do centenário das aparições de Fátima, como por exemplo esta, curiosa, em Évora.

O Papa criticou ontem as iniciativas económicas ou industriais que desrespeitam os direitos indígenas sobre o território, o que tem sido visto como uma crítica à Administração americana por causa de uma disputa com uma tribo de índios.

Em 2012, em Roma, conheci pessoalmente o cardeal Burke, que ultimamente tem estado a ser referido em associação a várias polémicas. Ora uma coisa são as opiniões de Burke e a sua discordância em relação a aspectos do pontificado de Francisco… Outra é pôr em causa a sua boa-fé e tentar colá-lo a Trump, como tem acontecido ultimamente. É sobre esses processos de difamação que escreve Robert Royal esta semana naversão portuguesa do The Catholic Thing. Leiam.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Sínodo de Lisboa e a vida de Kollithanathumalayil

Novos missionários
O Papa Francisco pode tornar-se o primeiro da história a visitar a Irlanda do Norte, isto a confirmar-se uma visita à República da Irlanda em 2018.

O Sínodo de Lisboa entra na fase final esta semana. D. Manuel Clemente deu uma entrevista à Renascença sobre este assunto. A ideia é despertar de novo o “sonho missionário de chegar a todos”, mas a realidade actual é que onde ontem iam missionários portugueses, hoje saem missionários para vir para Portugal. É o caso do padre Paul Kollithanathumalayil, que também falou com a Renascença sobre esta sua experiência missionária.

O Papa Francisco reuniu com a Academia Pontifícia para as Ciências numa sessão plenária, no Vaticano, voltando a apelar a uma “conversão ecológica”, que apoie “o desenvolvimento sustentável”.


Os imãs portugueses estão desafiados a participar num curso de prevenção da radicalização, promovido pela Universidade de Al-Azhar, no Egipto.

Tudo isto nos dias depois de ter morrido Fidel Castro. Para uma boa análise da sua ligação ao mundo religioso, vejam este interessante artigo de Austen Ivereigh.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O Papa em Assis
Decorreu esta terça-feira a jornada de oração pela Paz em Assis, com a presença do Papa Francisco. O Papa almoçou com vítimas de guerra e lembrou os que sofrem “o silêncio ensurdecedor da indiferença”. O ponto alto foi o discurso diante dos restantes líderes religiosos, em que Francisco condenou o “paganismo da indiferença”.

Neste encontro marcaram presença muitos líderes, mas curiosamente, numa altura em que se diz que as relações entre a China e o Vaticano estão a melhorar, o Dalai Lama não esteve em Assis. Coincidências.

Também esta terça o Patriarca de Lisboa deu uma conferência de imprensa em que foram anunciadas várias actividades para celebrar os 300 anos de elevação de Lisboa a Patriarcado, curiosamente por um Papa chamado… Clemente. Mas D. Manuel Clemente falou ainda do encontro de Assis e, claro, da eventual visita de Francisco a Fátima. Basicamente o Patriarca admite que os bispos nada sabem de concreto e deposita esperanças na visita, em Outubro, do secretário de Estado do Vaticano.

Depois de ter ganho um prémio no valor de 50 mil euros, a Irmandade da Torre dos Clérigos decidiu doar o dinheiro todo a uma instituição de caridade.

E de muito longe, no Guam, chega a notícia de que o enviado do Papa já disse publicamente que pediu à Santa Sé que remova o arcebispo local, que é acusado de ter abusado de quatro rapazes nos anos 70. Anthony Apuron pode ser o primeiro bispo condenado por abusos.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Futebol e fé, Fernando Santos mostra o caminho

Estão todos recuperados da festa de ontem? Foi uma noite histórica para Portugal, como reconheceu o Patriarca de Lisboa, e culminou com uma declaração de fé absolutamente épica de Fernando Santos na conferência de imprensa.

Mas no mundo da religião passaram-se ainda outras coisas que não têm a ver com futebol… Foram ordenados novos padres em Bragança e no Porto, por exemplo, e um padre de Lamego defendeu a criação de uma pastoral inter-geracional, devido ao facto de nalgumas paróquias estarem a nascer cada vez menos crianças.

No Vaticano chegou ao fim o julgamento do caso Vatileaks II, com jornalistas ilibados e um padre condenado e foi anunciada uma substituição na Sala de Imprensa da Santa Sé. Lombardi parte para novas aventuras e o jornalista de carreira Greg Burke ocupar-se-á do cargo.

Por fim, a Igreja de Santa Isabel tem finalmente um “novo tecto”, que será inaugurado no dia 19 de Julho.

terça-feira, 10 de maio de 2016

D. Manuel o defensor e D. Manuel o raptor de cadáveres...

Tem estado em discussão nos últimos dias a questão dos contratos de associação com escolas particulares. O Patriarca não passou ao lado da polémica e deixou um recado claro ao Governo no passado domingo, durante a Festa da Família. Hoje foi a vez da Conferência Episcopal juntar a sua voz.

Obras em Fátima… Um novo altar no “altar do mundo”.

Sabia que D. Manuel (o Rei e não o Patriarca) tinha um plano para “raptar” o corpo de Maomé e trocá-lo por Jerusalém? Isto e muito mais na minha conversa com Roger Crowley, historiador inglês fascinado com os descobrimentos portugueses.


Publiquei hoje a transcrição completa da minha conversa com o padre Brian, postulador da causa de canonização de Madre Teresa de Calcutá. É uma excelente oportunidade para conhecer melhor a santa que é, de certa forma, a imagem da Igreja com que o Papa Francisco sonha.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O Patriarca, o Presidente e o Papa

Marcelo Rebelo de Sousa visita amanhã o Papa Francisco, na Santa Sé. A vaticanista Aura Miguel estará no local, pelo que podem saber de tudo na Renascença. Entretanto o Patriarca quer que o novo Presidente traga de Roma novidades sobre a visita do Papa a Portugal, em 2017.

Hoje, entretanto, o Papa Francisco ergueu a voz novamente sobre a situação dos refugiados.

Começa amanhã um curso de Marketing, comunicação e pastoral para organizações religiosas, organizado pelo Patriarcado. Saiba mais aqui.

A operação anti-terrorista na Bélgica terminou com um jihadista morto, dois detidos e outros em fuga e ainda hoje em França foram detidos quatro fundamentalistas que estariam a preparar um “ataque iminente” no centro de Paris. Enquanto isto, o congresso americano definiu a perseguição do Estado Islâmico aos cristãos como genocídio, o que coloca Obama sob pressão, saiba porquê.

Hoje temos um novo artigo do The Catholic Thing. Randall Smith fala, brilhantemente como sempre, da confissão, que descreve como “ser beijado por Deus”. Vale mesmo a pena ler e partilhar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Eutanásia fracturante e Marcelo em procissão

Marcelo na procissão do Senhor dos Passos
O Patriarca de Lisboa diz que temas como a eutanásia são fracturantes precisamente porque nos “fracturam uns contra os outros”.

Algumas semanas depois de o debate ter arrancado, escrevi um texto de opinião no meu blog sobre Eutanásia em que explico porque é que a legalização é má e porque é que o assunto nos diz respeito a todos, e não apenas a quem quer deixar de viver.

Ontem decorreu em Lisboa a procissão do Senhor dos Passos. Os presentes foram surpreendidos pela presença de Marcelo Rebelo de Sousa e também da chuva.

Também ontem, o Papa apelou ao fim da pena de morte em todo o mundo.

No mail que mandei na quinta-feira passada falei dos comentários do Papa sobre o Cristianismo (ou falta dele) de Donald Trump. O Trump não gostou e ripostou.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Ramadi quase livre e polémicas patriarcais na Eritreia

Dioskoros, ex-Patriarca da Eritreia... ou não?
Boas notícias do Iraque, onde o exército local parece prestes a garantir a libertação de Ramadi das mãos do Estado Islâmico. O grupo terrorista perde assim um ponto importante… É menos uma cidade onde podem aplicar as suas normas sobre escravatura e colheita de órgãos de “infiéis”.

O dia de Natal foi assinalado, como é evidente, por todo o mundo cristão. Do Iraque veio esta mensagem muito forte do Arcebispo de Erbil, no Curdistão.
O Papa Francisco também escolheu falar sobre as vítimas das perseguições e o Patriarca de Lisboa sublinhou a necessidade de termos “corações decididamente voltados para tudo quanto seja pobre, carente e frágil”. D. Jorge Ortiga, de Braga, enalteceu o trabalho dos voluntários em prol dos necessitados e o bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, falou do acolhimento aos refugiados.

Já ontem, o Papa voltou a falar da importância da família como lugar privilegiado de Perdão e, numa altura em que se fala sobretudo dos refugiados que vêm para a Europa, lembrou o drama enfrentado pelos que fogem de Cuba.

Na passada semana publiquei o artigo do The Catholic Thing, em português, sobre se muçulmanos e cristãos têm o mesmo Deus. O tema pode parecer claro em termos do magistério católico, mas continua a motivar muita discussão e desta vez não foi excepção, com um debate aceso e esclarecedor no Facebook, aqui e aqui.

E por fim, para dar um tom um pouco mais exótico, conheça aqui o abune Dioskoros, que morreu recentemente, e toda a questão que envolve a liderança da Igreja Ortodoxa da Eritreia.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Campos de Férias católicos: "Queremos que esta mensagem de Jesus chegue a todos"

Transcrição integral da entrevista feita a José Diogo Ferreira Martins e Carminho Cordovil, a propósito do Congresso de Campos de Férias Católicos, que se realiza no dia 31 de Outubro. A reportagem pode ser lida aqui.

Vai haver então um encontro de campos de férias católicos. Que realidade é esta?
Zé Diogo: Vai haver um encontro no dia 31 de Outubro, de todos os movimentos e grupos que em Portugal fazem campos de férias católicos.

Nós começámos aqui há uns meses largos a perceber que na realidade cada um de nós que faz parte de movimentos diferentes não éramos os únicos. Havia várias pessoas em Portugal a fazer vários campos de férias. Então decidimos reunir-nos, um grupo de cinco campos de férias: Os Carraças, o SAIREF e três grupos de inspiração inaciana, o Campinácio, os Gambuzinos e o Camtil, para em conjunto percebermos o que é isto de fazermos campos de férias, qual é a diversidade, o que nos une, quais são as formas diferentes de trabalharmos nesta perspectiva.

Depois de termos feito algum caminho e de termos tido algumas reuniões, percebermos que não éramos três, nem cinco, somos quase 30 em Portugal. Quase 30 significa milhares e milhares de jovens e crianças que todos os anos em Portugal fazem campos de férias católicos.

Decidimos então pensar que era uma boa oportunidade, esta de vivermos esta realidade também conversando sobre ela, apresentámos a nossa ideia ao Sr. Patriarca, que rapidamente ficou entusiasmado, com este processo e se disponibilizou para se juntar a nós no dia 31, proferindo uma conferência final e também celebrando a missa.

O que é que determina se um campo de férias é católico ou não é? Há um reconhecimento oficial da Igreja, depende da boa vontade de quem organiza? No caso dos jesuítas é evidente, mas no caso do SAIREF, por exemplo?
Zé Diogo: É uma pergunta interessante porque essa é uma das grandes diversidades destes movimentos de campos de férias católicos. Porque nós não temos propriamente a chancela da Igreja e muitas vezes são movimentos mais amadores, mas isso confere-lhes uma grande riqueza e é uma coisa muito engraçada ver como existe uma autonomia muito grande, uma grande facilidade de um grupo de pessoas se reunirem e dizerem vamos, vamos viver o Evangelho com muita alegria entre nós e vamos convidar uma série de miúdos para o fazerem connosco, e vão crescendo, até que a certa altura têm uma dimensão tal que de facto têm de olhar para si mesmos, organizar-se, criar estruturas, regras e funcionamento nesta forma, por isso esta oportunidade de estarmos juntos é também isso, partilharmos experiências, olharmos uns para os outros e ver como cada um de nós faz.

Costuma haver um padre que acompanha cada campo de férias?
Carminho: Sim. Por regra tenta-se que isso aconteça durante o campo de férias. Há campos que não conseguem, só conseguem que um padre vá celebrar uma missa, mas o grande objectivo deste encontro é também perceber como é que os diferentes campos de férias fazem e se têm ou não têm padres.

No teu caso, Carminho, que percurso fizeste nos campos de férias? Foste monitenda também?
Carminho: Sim. Eu fui participante, faço parte do Camtil e comecei aos 12 anos a fazer campos de férias no Camtil. Fui crescendo e o Camtil foi crescendo comigo, até que comecei a ter idade para ser animadora e monitora e entrei também para a direcção do Camtil.

Comecei então a estar do outro lado, a organizar, mas mesmo nesta história toda nunca perdi a paixão pelos campos.

No caso do Camtil, por exemplo, que é dos Jesuítas, que papel é que os leigos têm nestes campos de férias? Não é só uma coisa organizada pelos jesuítas, e depois os jovens aparecem...
Carminho: O Camtil é todo organizado por leigos, tendo um assistente espiritual, da Companhia de Jesus, que é cedido ao Camtil para apoiar a direcção e ao longo do ano tem uma direcção de 17 pessoas, que se vai juntando de três em três meses, para garantir que chegamos ao final do ano e conseguimos ter 10 campos de férias, cada um com 42 miúdos e com 17 animadores.

Portanto se só o Camtil tem cerca de 420 miúdos por ano, entre os outros todos estamos a falar para cima de mil miúdos por ano nestes campos de férias...
Zé Diogo: Muito mais. Se fizermos as contas, só os Carraças têm 10 campos de férias com 60 miúdos cada. Temos aqui 600 miúdos. Mais os 400 do Camtil, só estamos a falar de dois movimentos. Somos 30 em Portugal.

Eu diria, sem fazer assim contas muito profundas, que cinco mil miúdos por ano têm esta possibilidade de viver o Evangelho com muita alegria nos campos de férias.

Obviamente uma coisa que diferencia estes campos de férias é a sua identidade católica. Isso dá frutos na vida dos miúdos?
Carminho: Vê-se sempre muitos miúdos a irem contrariados, sem perceberem porque é que os pais os estão a obrigar a ir e porque é que os irmãos mais velhos gostam tanto, e irem mudando ao longo do campo. O campo, no fundo, são dias vividos com muita simplicidade, com muita verdade, e em que é dada a capacidade aos miúdos de pensarem pela própria cabeça e terem uma equipa de animadores, de adultos e de padres que são um exemplo para eles e eles olharem para esses animadores e adultos e perceberem que eles são felizes porque seguem Jesus e quererem, nessa simplicidade, fazer isso.

Há aqui uma identidade católica vincada, mas não é só oração e doutrina...
Carminho: Claro que não. Há muitos jogos ao longo do campo, há um muito conhecido que é o Survivor, que implica muita lama, há caminhadas, há campos que vão a Fátima, há campos que são no meio do nada e passeiam a pé, há campos que sobem rios...

Zé Diogo: Nós tivemos uma oportunidade recente de ver um musical sobre campos de férias, um teatro que simulava um destes campos, e o testemunho de um dos padres deste musical resumia muito bem a espiritualidade dos campos de férias. Ele dizia: "Os campos de férias são oração e lama" é esta alternância entre olharmos Jesus nos olhos, com intimidade, e cinco minutos antes tivemos numa piscina de lama a fazer um jogo incrível, que é tão atraente… É atraente para os miúdos porque acho que lhes muda mesmo a vida. Lembro-me uma vez de um caso, seguramente há muitas histórias do mesmo género, estava um miúdo num campo em que eu estava também, e ele não tinha uma vivência da fé muito profunda ou regular, e estamos a falar de uma altura em que estamos já no fim do campo e por isso as pessoas já tiveram uma experiência muito forte de amizade e também de oração, e ele, o miúdo de 14 anos, levanta-se no meio de uma roda de 60 crianças, e do nada diz assim: Se o que vocês dizem é verdade, então eu já não tenho medo de morrer.

Isto diz tudo, diz tudo.

O Zé Diogo tem filhos?
Zé Diogo: Tenho três filhos.

Já com idade de fazer campos?
Zé Diogo: Um deles já está a acabar o circuito de fazer campos e está a entrar na idade de animador. Os outros ainda estão completamente na idade de fazer campos.

Mas o Zé Diogo não fez?
Zé Diogo: A minha mulher fez, quando era mais nova, há 30 anos, a Filipa fez campos, depois esteve alguns anos sem fazer e agora fomos convidados como casal para fazer campos.

Portanto em casa já tiveram as vivências todas, enquanto pais, participantes, casal...
Uma das grandes riquezas para nós tem sido viver isto em família, estarmos ao mesmo tempo o pai e a mãe e os três filhos, em que destes três um ou dois participam e os outros fazem de irmãos, mais novos e mais chatos, ou mais velhos e mais divertidos.

Estavam a dizer há bocado que há miúdos que vão contrariados, mas também acontece o contrário, de serem os próprios miúdos a serem evangelizados nos campos e depois a puxarem pelos pais?
Carminho: Claro que sim.

E acontece muitas vezes. Temos casos muito giros de miúdos que chegam a meio do campo e não percebem porque é que os pais não os levam à missa ao domingo. Não percebem... Neste musical de que o Zé Diogo estava a falar há uma miúda que diz: "Não percebo porque é que os meus pais me mandam para aqui, sabendo que isto é tão bom, e não fazem esta vida o resto do ano inteiro”. Por isso acontece muitas vezes, serem os miúdos a levarem os pais à missa. Este ano recebemos uma carta de uma mãe a agradecer a forma como o filho chegou a casa. A dizer: "O meu filho veio uma pessoa completamente diferente, muito obrigado, não sei o que é que fizeram durante esses dez dias, mas só tenho a agradecer a maneira como ele chegou".

Há aqui uma questão que pode ser injusta, ou preconceito, do pouco que conheço destes campos fico com a ideia que é de uma faixa social bastante restrita. Isso é transversal? Pode não ser uma coisa negativa, há-de haver projectos para todos, mas existe a tentativa de variar as experiências do ponto de vista social também?
Zé Diogo: Sim. Temos uma grande diversidade de campos. Alguns são mais homogéneos, do ponto de vista da faixa social, para pessoas que não têm dificuldades económicas, e há outros que são mais dirigidos para pessoas carenciadas, há uns muito focados em bairros carenciados, há uns que procuram uma mistura destas duas realidades, portanto eu diria que há as três vertentes.

Não há ninguém a ganhar dinheiro com estes campos, pois não?
Carminho: Ninguém ganha dinheiro com estes campos. Posso contar o exemplo do Camtil. O Camtil tem cinco mil sócios, que estão organizados em famílias e todos os anos as famílias pagam uma quota e essa quota ajuda-nos a gerir o Camtil ao longo do ano inteiro. Para irem para os campos cada miúdo tem de pagar um valor que, se não conseguir pagar, a organização assume. Ou seja, ninguém deixa de fazer campos por não ter dinheiro.

Paralelamente temos o caso dos Gambozinos, que precisam de fazer uma angariação de fundos para os seus miúdos, que são de uma situação mais carenciada, conseguirem fazer campos de férias no Verão.

Ninguém fica de fora por não ter dinheiro, mas há quem fique de fora por já não haver vagas...
Carminho: Sim, há quem fique de fora por não haver vagas.

Muitas pessoas?
Carminho: Muitas, muitas pessoas. Mas ficam de fora um ano, esperamos que no ano a seguir consigam entrar. A oferta de campos está cada vez maior, porque de facto isto está a mudar a vida de muitas pessoas e as pessoas querem todas vir fazer um campo também.

Se calhar os campos fazem parte de uma faixa social diferente, é uma coisa de que estávamos a falar o outro dia, mas depois é essa faixa que vai criar outros campos para outro tipo de pessoas, com mais dificuldades.

Ou seja, acaba por ser um ciclo que só vai dar bons resultados mas que tem de passar sempre por uma fase mais fechada.

Zé Diogo: E depois há um ponto importante que achamos que é relevante, que é o facto de as pessoas terem uma faixa social mais elevada não significa que não precisem de ouvir falar de Deus, da mesma forma que aqueles que têm uma vida economicamente mais desfavorecida. Todos eles precisam dos campos de férias, como nós também precisamos.

Ainda a propósito de outra coisa, e que é um dos grandes objectivos do nosso seminário, é precisamente conseguir mostrar a todos aqueles que estejam interessados em ir lá no dia 31 que é fácil fazer um campo de férias, que é possível fazer um campo de férias e queríamos muito chegar a todos os párocos da diocese de Lisboa, a todas as instituições católicas, a todas as organizações sociais que tenham uma matriz cristã, todos os colégios católicos, porque de facto há em todas estas instituições ou tipos de instituições que mencionei.

Algumas já conseguem organizar campos de férias, por isso a grande proposta que queremos fazer é, durante o período da manhã vamos discutir e partilhar este dom e durante a parte da tarde vamos partilhá-lo com todos os que quiserem ouvir. E nós gostaríamos muito que todas as pessoas que ainda não fizeram um campo de férias na vida pudessem ir ter connosco, ouvissem o que temos para dizer, conversassem connosco e percebessem que é possível também eles fazerem um campo de férias, porque de facto a procura é uma coisa que nos parte o coração, nós sabemos que temos dois mil miúdos inscritos para fazer um campo dos Carraças e só 800 é que fazem, todos os anos há 1200 que ficam de fora, nós não queremos que isto seja assim, queremos que esta mensagem de Jesus chegue a todos em tempo útil, porque se eles chegam aos 18 anos depois já não há quem lhes ponha na cabeça que vão fazer um campo de férias, porque então já não querem.

Dia 31, onde e a que horas?
Carminho: Dia 31 no Colégio São João de Brito, depois do almoço, mas podem ver todas as informações na internet, vamos ter também uma página no Facebook que vai ter todas essas informações. Se quiserem falar directamente connosco podem enviar-nos um email para redecfc@gmail.com

Numa altura em que se está a falar tanto de Nova Evangelização e de responsabilizar os leigos pela nova evangelização, esta é uma via?
Zé Diogo: Claramente. Aliás quando pensámos na razão de fundo deste seminário, depois havia também uma razão de facto, uma coisa circunstancial, que é o Sr. D. Manuel Clemente ter convocado um sínodo diocesano para Lisboa para 2016, em que lançou este desafio a todos os que querem viver o Evangelho de uma forma diferente e actual, que nos contem que nos contem como é que fazem. E a nossa intenção é precisamente, no final destes trabalhos, resumir isto num documento que entregaremos depois à organização do Sínodo para que seja tornado público por essa via.

Têm ideia de isto acontecer noutros países?
Carminho: Não. Não há campos de férias [deste género] sem ser em Portugal. Um dos nossos objectivos era também conseguir enviar uma carta ao Papa a explicar este fenómeno que está a acontecer em Portugal e explicar este fenómeno e o impacto que está a ter na sociedade portuguesa.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Cartas ao Papa e aventuras na Lapa

Supostamente foi escrita uma carta ao Papa com reclamações sobre o modo de funcionamento do sínodo. Há carta? Não há carta? Foi assinada? Não foi? Ninguém sabe muito bem, mas foi o que dominou as atenções no sínodo, hoje.

Já durante o fim-de-semana o Patriarca de Lisboa fez uma intervenção no sínodo, sobre o qual pode ler mais aqui.

Hoje milhares de peregrinos chegaram a Fátima, onde decorrem as cerimónias do dia 12 e 13 de Outubro. O Cardeal Giovanni Battista Re preside e, do santuário, criticou a perseguição aos cristãos, sobretudo no Médio Oriente.

Os bispos portugueses aproveitaram para se encontrar também em Fátima, de onde lançaram um apelo à estabilidade política.

Também hoje soube-se que a imagem de Fátima afinal vale mais do que se pensava anteriormente.

Sexta-feira passada tive o prazer de ir participar no evento “Fim-de-semana Cheio na Lapa”, na Igreja Baptista do pastor e músico Tiago Cavaco. Aqui podem ter a experiência singular de me verem a falar de um púlpito de uma igreja evangélica. Eu sou o quinto orador, mas vejam tudo se tiverem tempo, porque vale a pena.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Papa pede reforma do Conselho de Segurança

O Papa na ONU
Continuamos a acompanhar o Papa nos EUA, onde hoje fez um discurso à ONU e pediu – o que é inédito para um Papa – uma reforma do Conselho de Segurança. A Renascença preparou um explicador sobre o que está em causa com este pedido. Aqui, o essencial do discurso do Papa.

Francisco seguiu depois para o Ground Zero onde decorreu um encontro inter-religioso muito bonito e muito colorido e onde o Papa falou da esperança que nasce do local daquela tragédia.

Entretanto, ontem o Papa não se esqueceu de mencionar a tragédia de Meca. Morreram mais de 700 pessoas e a culpa, dizem os sauditas, é das próprias vítimas.

A visita termina apenas no domingo e até lá podem ir acompanhando toda a informação na Renascença.

Esta sexta-feira o Patriarca de Lisboa apelou ao voto nas eleições legislativas, lamentando ainda que não haja referências à família nos programas eleitorais dos partidos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Papa faz história nos EUA, mais uma tragédia em Meca

O Papa Francisco protagonizou esta quinta-feira um momento histórico, ao discursar diante do Congresso americano. Foi um longo discurso em que Francisco falou de quase todos os temas importantes – como a pena de morte, aborto, ecologia, casamento, capitalismo, refugiados, migrações, etc. – e deixou o edifício sob uma ovação de pé.

Logo de seguida, Francisco foi almoçar com pobres e sem-abrigo. Aí fez um discurso muito mais rápido mas também muito profundo. Não há razão para as pessoas não terem casa, disse o Papa, e a oração é um veículo de nivelamento social, uma vez que na oração somos todos irmãos, afirmou.

Ontem, já depois de eu ter enviado o mail diário, Francisco celebrou a missa de canonização de Junípero Serra onde fez um apelo muito bonito e apaixonado pela evangelização.


Mudando de assunto, deu-se hoje uma terrível tragédia em Meca, onde milhões de muçulmanos congregam para a peregrinação anual. Mais de 700 mortos e centenas de feridos em mais uma debandada que resultou em esmagamentos.

Por fim, o Patriarca de Lisboa voltou a falar da questão dos refugiados, dizendo que estes precisam de casa, escola e trabalho.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Diz-me a tua receita que eu digo-te a minha

Guardas Suíços em alerta máximo por
ameaça chamada Cruella de Vil
O Papa Francisco voltou hoje a fazer das suas e quando chegou a altura de fazer o seu discurso deixou de lado a versão escrita e disse que não tinha paciência para a ler.

No seu discurso improvisado Francisco alertou para o a importância de os padres e religiosos terem memória e de reconhecerem a gratuidade da sua vocação. Francisco também andou a trocar receitas (de alegria) com os equatorianos.

Já o outro discurso, que não tendo sido lido foi entregue a um representante do clero local para ser tornado público, explicava que os clérigos não são mercenários mas servidores. Vale a pena ler ambas as notícias que, naturalmente, se completam.

Ontem foi dia de falar de ecologia, de pobreza, do amor que devemos ter até pelos nossos adversários, e de lamentar novamente o facto de a morte dos pobres não ser notícia nas nossas sociedades. Foi também dia de paramentos ponchos e de báculos bacanos (ou de férulas fixes).

Esta quarta-feira D. Manuel Clemente esteve na Renascença para empossar o Conselho de Gerência e sublinhou que a catolicidade da emissora católica portuguesa não é uma coisa de tirar e pôr, deve estar sempre presente. Vamos fazendo por isso Senhor Patriarca!

Por fim, não deixem de ler o artigo desta quarta-feira do The Catholic Thing em português. Fala-se muito na crise do casamento, mas e a crise do namoro? Não é menos importante e drástica. O namoro na idade da pílula tem muito que se lhe diga, nem tudo de bom.

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