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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Califórnia recua do confessionário, Rússia das ogivas

Quantos objectos vê?
A Califórnia retirou da agenda uma proposta de lei que obrigaria os padres a violar o segredo da confissão nalguns casos de abusos sexuais.

As dioceses do interior estão abertas a ajudar os estudantes a conseguir alojamento mais barato.

O diretor da Capela Sistina demitiu-se, no meio de alegações de fraude e irregularidades financeiras.

E do mundo das realidades paralelas, a Igreja Ortodoxa da Rússia está a pensar se devia, ou não, deixar de benzer coisas, tipo… ogivas nucleares e mísseis balísticos

É casado? Agora pense no que representa a sua aliança. Já pensou? A sua resposta foi algo do género: “representa o meu amor e fidelidade pela minha esposa/o meu esposo”?

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Newman e ditadores ressuscitados

O Cardeal John Henry Newman vai ser canonizado no dia 13 de Outubro!

Espanha vai apresentar queixa formal sobre o núncio apostólico. A culpa é do Franco, claro.

Numa altura em que o segredo da confissão está sob ataque em vários sítios, o Vaticano emitiu um documento a falara da importância da inviolabilidade.



Ultimamente tenho lido, sobretudo nas redes sociais, várias referências aos trabalhadores das organizações que resgatam migrantes no Mediterrâneo como “negreiros” e traficantes humanos. Segundo esta lógica, evidentemente, as freiras que ajudam prostitutas são chulos e as instituições que socorrem grávidas adolescentes estão a incentivar a sexualidade desregrada. É a lógica dos “bloquistas de direita”.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

E você, já rezou pelos políticos hoje?

Como tinha avisado, estive fora na semana passada e por isso não pude partilhar nenhuma das muitas notícias que foram publicadas por causa da morte inesperada de D. António Francisco, do Porto. Aqui podem recuperar algumas das mais importantes notícias e homenagens a um homem que era unanimemente considerado um cristão exemplar com um grande coração.

Esta segunda-feira o Papa alertou para a necessidade de se rezar pelos políticos, acrescentando que quem não o faz deve admiti-lo no confessionário. Ontem Francisco falou da necessidade de se perdoar e na incoerência de quem se recusa a fazê-lo.

Entretanto foi libertado o padre indiano que tinha sido raptado no Iémen há um ano e meio e um funcionário da nunciatura do Vaticano, em Washington, está a ser investigado por suspeita de pornografia infantil.

Durante a semana também publiquei um artigo novo do The Catholic Thing. David Warren recorda o autor Hillaire Belloc que previu, num livro escrito em 1938, que o Islão iria recuperar a sua força e continuar a ameaçar o Ocidente. Não perca!

quarta-feira, 16 de março de 2016

O Patriarca, o Presidente e o Papa

Marcelo Rebelo de Sousa visita amanhã o Papa Francisco, na Santa Sé. A vaticanista Aura Miguel estará no local, pelo que podem saber de tudo na Renascença. Entretanto o Patriarca quer que o novo Presidente traga de Roma novidades sobre a visita do Papa a Portugal, em 2017.

Hoje, entretanto, o Papa Francisco ergueu a voz novamente sobre a situação dos refugiados.

Começa amanhã um curso de Marketing, comunicação e pastoral para organizações religiosas, organizado pelo Patriarcado. Saiba mais aqui.

A operação anti-terrorista na Bélgica terminou com um jihadista morto, dois detidos e outros em fuga e ainda hoje em França foram detidos quatro fundamentalistas que estariam a preparar um “ataque iminente” no centro de Paris. Enquanto isto, o congresso americano definiu a perseguição do Estado Islâmico aos cristãos como genocídio, o que coloca Obama sob pressão, saiba porquê.

Hoje temos um novo artigo do The Catholic Thing. Randall Smith fala, brilhantemente como sempre, da confissão, que descreve como “ser beijado por Deus”. Vale mesmo a pena ler e partilhar.

Penitência, Absolvição e o Perdão dos Pecados

Randall Smith
Estamos na Quaresma. É uma boa altura para nos confessarmos, embora as filas também sejam maiores. Lembro-me de me encontrar no final de uma dessas filas, à espera para me confessar, quando tive um pensamento terrível: E se eu passasse à frente de toda a gente na fila, me ajoelhasse diante do padre e dissesse: “Perdoa-me, padre, porque pequei. Acabei de passar à frente de uma data de pesso
as na fila”.

Será que ele me negaria a absolvição? Provavelmente não. Mas não tenho grandes dúvidas que a minha penitência seria voltar para o fim da fila e rezar Avé Marias até toda a gente acabar de se confessar.

A confissão é uma coisa bizarra. Não só entramos numa pequena divisão onde dizemos, em voz alta, todos os nossos pecados mais sórdidos e secretos, mas ouvimos uma pequena voz que nos diz as palavras do perdão, ainda antes de termos cumprido a penitência. Não devia ser ao contrário? Primeiro a penitência e depois a absolvição?

Claro que não. A penitência não é uma forma de ganhar o perdão de Deus. Aliás, ir-se confessar também não é. Cristo já nos conquistou esse perdão, através do seu sacrifício na Cruz. E esse perdão torna-se presente para nós através do seu Espírito Santo.

Mas se Deus já nos perdoou, e se a confissão torna esse perdão presente para nós de uma forma concreta, visível e audível, então para que serve a penitência?

Mesmo que alguém nos perdoe, isso não quer dizer que nós mudámos de alguma maneira. “Perdoar” é algo que a outra pessoa faz. E eu, que faço? Será que interiorizámos esse perdão? Mudou-nos? Dissemos verdadeiramente que “sim” ao amor transformador de Deus?

Digamos que eu roubo alguma coisa a alguém. Ao roubar, transformei-me num ladrão. Agora, digamos que essa pessoa, porque me ama, e porque não quer mais do que reconciliar-se comigo e fazer de mim seu amigo, ver-me andar para a frente e florescer, perdoa-me. A questão agora é: Será que vou continuar a ser ladrão?

O perdão abre a porta para uma relação modificada e uma vida nova. Mas seria um erro pensar que o perdão é o fim de um processo, quando na verdade é apenas o primeiro passo. O próximo passo é deixar que esse amor mude o meu coração e me coloque num novo rumo para a minha vida. Ninguém que nos ama verdadeiramente e nos perdoa quer que permaneçamos no nosso pecado, da mesma maneira que quem ama e perdoa a um alcoólico não o quer continuar a ver escravo do vinho.

A penitência depois da confissão é precisamente o primeiro desses passos numa nova direcção. Trata-se de compreender que o perdão de Cristo não é apenas algo que existe por aí, num vazio incorpóreo – uma nota de crédito que posso apresentar algum dia quando estiver a enfrentar o Céu ou o Inferno. O amor transformador de Deus não me deixa no meu pecado; o seu objectivo é transformar-me imediatamente. A graça do sacramento funciona mudando o meu coração. E se o meu coração for verdadeiramente mudado, então preciso de começar a viver de forma diferente.

Por isso, depois da confissão, tomo esses pequenos passos num novo rumo, cumprindo por inteiro, e fielmente, a minha penitência. Não porque imagino que ao fazer estas coisas estou a fazer por merecer o perdão e o amor de Deus. Não, nós amamos “porque Deus nos amou primeiro” (1 Jo, 4). Só se eu aceitar o amor e o perdão de Deus é que posso mudar. Basta-me olhar para o crucifixo antes de entrar no confessionário para compreender que Ele me ama e que já me perdoou. Vou-me confessar, não para mudar Deus, mas para deixar que Deus me mude.

É normal que essa mudança não aconteça instantaneamente, nem de forma simples. A graça de Deus trabalha ao longo do tempo, e Deus tem o seu próprio ritmo. Deus não exige que nos tornemos perfeitos num instante. O que Deus pede, e o que o padre nos diz em seu nome, é: “Dá uns pequenos passos. Depois tem fé que eu estarei activo na tua vida, frequentemente de formas que não serás capaz de ver”.

Pode ser difícil confessar-se. Por vezes parece uma espécie de morte. E até é, pois morremos para nós mesmos. Mas esse “morrer para nós mesmos” é necessário se quisermos “viver em Cristo”.

As pessoas estão sempre a perguntar-me porque é que Deus precisa de um padre e da confissão para nos perdoar os pecados. Claro que Deus não precisa nem de uma coisa nem de outra, Ele já nos perdoou os pecados. Nós é que precisamos do padre e da confissão. Somos nós que precisamos de reflectir a fundo sobre as nossas vidas e ganharmos consciência das formas como nos afastámos de Deus. Somos nós que precisamos de coragem para pronunciar, em voz alta, por palavras e a uma pessoa de verdade, os nossos pecados, para que o som ressoe bem alto nos nossos ouvidos e nos nossos corações. E somos nós que precisamos de ouvir as palavras da absolvição, para que saibamos, naquele momento de vergonha e humildade, que Deus nos perdoa.

Os sacramentos tornam presente para nós o amor de Deus de uma forma física. Perguntar para que é que “precisamos” da presença física de um sacramento é como perguntar se na verdade “precisamos” de beijar a pessoa que amamos. Poderíamos amá-la à distância, de uma forma “espiritual”, mas assim a coisa tem muito menos piada. Enquanto seres humanos físicos, a maior parte das pessoas parece achar que a cena dos beijos até é uma coisa boa.

Antes de me converter ao Catolicismo, já adulto, achava que a confissão era uma das coisas mais absurdas que se podia fazer. Mas entretanto compreendi que o acto físico da confissão é um dos melhores aspectos do Catolicismo. É como ser beijado por Deus.


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez na quinta-feira, 9 de Março de 2016 em The Catholic Thing)

© 2016 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

BE? LOL...

Responsável pela comunicação do BE?
Hoje só se fala do cartaz do Bloco de Esquerda. A Igreja lamenta a falta de respeito pelas convicções religiosas dos cristãos, o PSD diz que este cartaz revela que o interesse das crianças nunca foi o motor do debate sobre a adopção por homossexuais e o CDS queixa-se de “ofensa gratuita”. Raquel Abecasis, da Renascença, só tem coisas boas para dizer ao Bloco.

Eu, se fosse bloquista, mais do que ter ofendido milhões de pessoas, estaria preocupado com o facto de as campanhas partidárias serem pensadas, aparentemente, por miúdos de 13 anos, leitores do Charlie Hebdo e com a mania que são rebeldes.

Bem mais interessante é a reportagem que publiquei ontem, o segundo da série que estou a fazer ao longo do Jubileu da Misericórdia. Nesta, sobre a confissão, o padre Bernardo Magalhães explica os efeitos que confessar tem sobre os padres e admite que gosta mais das pessoas depois de conhecer os seus pecados.

Realiza-se amanhã, sábado, a primeira Jornada Diocesana da Comunicação, em Lisboa.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Graça da Vergonha

Tem graça...
O Papa Francisco ordenou ontem dois bispos. Foi a primeira ordenação episcopal de Francisco desde que foi eleito.

Esta manhã o Papa falou novamente sobre a confissão e sobre a “graça” de sentir “vergonha diante de Deus”.

Este fim-de-semana realiza-se a peregrinação das famílias a Roma. Afamília Cortez Lobão, com os seus oito filhos, fala da alegria de ter umafamília numerosa.

A propósito da pastoral da Família, a jornalista Ângela Roque falou com D. Antonino Dias. Ele diz que a cultura actual abandonou a família e critica os ataques à mesma, incluindo os que derivam de cortes de ordenados e de pensões.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Idosos, doentes, nascituros e outras obras primas

Papa Francisco na praia
Hoje certamente não vos passaram despercebidas as dezenas de manchetes a informar que o Papa ia “perdoar os pecados através do Twitter”. Pois é, o Papa Francisco surpreende, mas não a esse ponto. Claro que a notícia é absurda. Está tudo explicado aqui.

Entretanto o Papa avisou que não quer andar num carro blindado quando estiver no Rio de Janeiro, isto enquanto os escultores de areia se apressam a fazer homenagens ao Pontífice.

O Reino Unido está imerso numa discussão sobre os cuidados paliativos e eutanásia e a Irlanda acabou de aprovar o aborto em casos de “perigo de vida” para a mãe (que pode incluir o perigo de suicídio…). É nesse contexto que o Papa escreve aos católicos ingleses a dizer que mesmo os idosos, doentes e nascituros são “obras-primas de Deus”. Amen!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sobre “Penitências Severas”

James V. Schall S.J.
O autor australiano Frank Sheed, fundador, juntamente com a sua mulher Maisie Ward, da famosa editora católica Sheed & Ward, adorava falar das suas experiências com a Catholic Truth Society (CTS). Ele e os amigos apresentavam e debatiam questões de fé com quem quisesse aparecer na esquina de Hyde Park, ou outros lugares famosos de debate e discussão em Londres. Tratava-se de um jogo de verdade e de perspicácia. Recentemente encontrei um ensaio de Sheed chamado “The Church and I”, no qual ele recorda estas experiências de controvérsia na via pública (Catholic Digest, Janeiro 1975).

Certo dia um dos seus colegas foi insultado e desafiado por uma mulher barulhenta e bastante pouco atraente. Era conhecida pelos seus pontos de vista sobre a Igreja, tudo menos positivos. O homem da CTS falava sobre confissão quando a senhora o interrompeu, em tom jocoso: “Oh, eu conheço-vos, católicos. Os vossos rapazes vão se confessar à Igreja que fica em frente à minha casa. A seguir vêm ter comigo para fazer amor”. Era preciso lidar com esta mulher de forma cuidadosa.

O homem da CTS esperou para que a gravidade da acusação tivesse o seu devido efeito. Depois respondeu, solenemente: “Minha senhora, não fazia ideia que os padres estavam a dar penitências tão severas hoje em dia”. Há que louvar o recurso à destreza e ao humor na teologia!

É preciso conhecer bem a prática e o ensinamento católico para apreciar o humor nesta resposta. Muitas pessoas não acreditam no pecado e disputam se, na prática, existe tal realidade. No entanto não deixam de acusar os católicos de hipocrisia porque alguns deles confessam os seus pecados, cumprem as penitências e depois, apesar das admoestações, voltam a cometê-los.

O próprio Cristo foi questionado sobre a quantidade de vezes que se deve perdoar ao pecador. “Até setenta vezes sete”, disse, em Mateus 18,22. O Senhor parece ter ficado menos surpreendido com a existência de pecadores insistentes do que nós. Ele percebeu, como Aristóteles, a dificuldade que temos em ultrapassar os nossos vícios.

Cristo disse várias vezes que os rectos não precisam de arrependimento. Ele veio salvar os pecadores, cuja existência parecia ser uma evidência. A salvação dos pecadores pressupõe logicamente: a) a existência do pecado (ou, melhor, que não fomos capazes de fazer o bem quando o podíamos ter feito); e b) a existência de algum meio pelo qual esses pecados podem ser reconhecidos e perdoados, nomeadamente uma “penitência”, seguida de reconhecimento de culpa pelo sucedido por parte do pecador. Mais, o pecado não é apenas uma rejeição humana e desordenada de um padrão objectivo do bem, carrega consigo a noção de que todos os pecados são pessoais e que tocam na verdadeira essência do pecador. Esta realidade explica porque razão nem os homens nem os anjos podem “perdoar” os pecados, mas apenas Deus.

A desordem do pecado é algo que atinge até a divindade. Jesus escandalizou os escribas e os fariseus ao afirmar que tinha o poder de perdoar os pecados. Eles bem sabiam que ele estava a reclamar para si um poder divino, que ele provou possuir implicitamente através dos milagres que fazia nestas ocasiões.


Na verdade, as “penitências severas” serviam para mostrar que o penitente estava consciente da desordem causada pelos seus pecados. Era tudo o que se podia fazer para restaurar os danos causados à ordem moral. Platão já tinha dito, e com razão, que por essa mesma razão devíamos desejar o castigo.

A ausência de penitência, severa ou outra, implica, no meu entender, um mundo em que nada do que fazemos importa realmente. Isto é precisamente o contrário do mundo que Deus criou. Neste mundo a sabedoria e o pecado podem existir lado a lado. Porque quando a Palavra foi feita carne o pecado deixou de ter a última palavra.

Será por isso que lemos nos Evangelhos que há mais alegria no Céu por um penitente do que por 99 justos que não precisam de “arrependimento?” (Lucas, 15,7)


Nota: Por decisão minha, retirei os primeiros dois parágrafos deste artigo, pois para além de complexos não encontrei neles grande ligação ao resto do texto. Contudo, para que não falte nada aos nossos leitores, aqui ficam os dois parágrafos completos.

Filipe d’Avillez

Na audiência geral de 17 de Outubro de 2012 o Papa Bento XVI disse que muitos problemas são causados pela compreensão incorrecta ou incompleta de palavras precisas e sentidos de doutrina, em particular do Credo. Pensamos que, desde que haja boas intenções, não precisamos de ser demasiado precisos sobre o que ensinamos. Não é verdade que devemos a nossa obediência a uma “Pessoa” e não a verdades abstractas? É verdade, desde que percebamos que a verdade consiste numa pessoa afirmar, cuidadosamente, aquilo que é verdade e a negar aquilo que não é.

A precisão do discurso e da definição estão na base da nossa liberdade na lei. Cristo, como explicou Peter Kreeft no seu livro “Philosophy of Jesus”, apresentou-se como um orador e pensador preciso. O termo “a Palavra fez-se carne” carrega consigo uma longa história de pensamentos confusos, que tiveram como efeito prático muitas coisas indesejáveis no nosso tempo. Dizer “Cristo, enquanto pessoa, é a Verdade”, não nos livra de ter de falar em termos precisos sobre quem e o que é que Ele é. Nem todas as palavras têm o mesmo sentido.


James V. Schall, S.J., é professor na Universidade de Georgetown e um dos autores católicos mais prolíficos da América. O seu mais recente livro chama-se The Mind That Is Catholic.

(Publicado pela primeira vez na Terça-feira, 25 de Junho 2013 em The Catholic Thing)

© 2013 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

“Sexual abuse crisis is opportunity for Australian Church”

Robert Hiini
Full transcript of the interview with Robert Hiini, journalist with The Record, diocesan newspaper of Perth, Australia, about the sexual abuse crisis in Australia.
See news story here (in Portuguese).

Transcrição integral da entrevista a Robert Hiini, jornalista de The Record, jornal diocesano de Perth, na Austrália, sobre o escândalo de abusos sexuais na Austrália. Ver notícia aqui.


The sexual abuse crisis has hit Australia now, what exactly is going on at the moment?
The most recent event is that the Federal Government has announced a Royal Commission into sexual abuse of minors in institutions, religious and non-religious. Victim groups have been making a concerted push, as have the media in the last six months, to drive the Government to take this action. On November 12th Prime Minister Julia Gillard announced a Royal Commission.

So the Commission will also focus on non-Catholic institutions? But media coverage seems to be almost exclusively related to religious institutions, is it not?
It’s true that the media have focused largely on the Catholic Church. The Australian Broadcasting Corporation (ABC) has run several high profile stories about specific dioceses and terrible incidents that have occurred in those dioceses and that has stirred a wider national conversation.

There are a lot of organized victim groups which have agitated for an investigation into the Catholic Church. One of the things that the leader of the opposition in the Federal Parliament said was conditional to his support for a Royal Commission was that it should not only pertain to the Catholic Church but should be extended to other organizations such as Government and non-Catholic organizations.

The cases that have come to light, are they recent?
The cases that have been referenced, particularly by the ABC are cases in which the incidents occurred nearly 20 years ago. I have heard statistics from the State of Victoria, Australia’s second most populous state, which suggest something like 13 to 20 cases that happened after 1990, so there seems to be a massive drop-off in the number of offenses, whether this is due to delayed reporting is anyone’s guess, but it certainly is true that most of the allegations are 15 to 20 years old or older.

How have the bishops reacted to the Royal Commission?
Australia’s bishops have universally welcomed the Royal Commission. There was a joint statement put out on behalf of all Australian bishops saying they welcomed the move and were interested in continuing to ensure that healing was available for victims. The one point of controversy was Cardinal George Pell, from Sydney, who held his own press conference on November 13 in which he reiterated support for the Royal Commission but also said he hoped the Royal Commission would separate fact from fiction, accusing what he described as a hostile media of exaggerating the number of claims. He’s been roundly criticized by the media and victim groups for doing that, but broadly Australian bishops have welcomed this move.

Julia Gillard, primeira-ministra da Austrália
There has been debate about the seal of confession…
There was a debate for many days, mainly in tabloid publications such as the News Limited publications but also in Australia’s second largest media group Fairfax publications. That seems to have died down, at least for the time being. It was set off by the premier of New South Wales who said he couldn’t imagine how a priest who heard that in confession could sit on it and not report it to police, and that fuelled the debate.
In the quality press it has largely been assessed to be a red herring. Most people would agree it’s not how most incidences of abuse come to light, and most people want to see real action taken to real situations.

As a journalist but also as a Catholic, what has your reaction been to what is going on?
I guess it’s a mixed picture for me because I watch some of the media coverage and there has been an incredible looseness of language. Whether the coverage relates to specific incidences in specific dioceses its always the church that is held to account. Of course as a Catholic whenever I hear “the church” I think of myself and one billion other people and the saints in heaven and so on.

But the reporting aside, when you hear the accounts of victims you know that that pain is real. And where there are incidents, particularly in the last 20 years when we are supposed to have cleaned up our protocols and our acts, when you hear of incidents that are recent, I see that as an opportunity to do our best by children. Having said that I think most media in Australia are of a progressive, vaguely anti-Catholic bent and some of this reporting seems to be a proxy for underlying resentment against the catholic church and its teaching, but I am trying to focus on the facts that have happened, and the pain of victims and making sure it doesn’t happen again, I think it’s an opportunity for us to do that.


Filipe d’Avillez

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