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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Nossa Senhora de Fátima protegida pelos páras

Drama na República Centro-Africana, onde uma igreja foi atacada ontem. Morreu um padre e cerca de 20 fiéis. A igreja chama-se Nossa Senhora de Fátima e está neste momento a ser protegida por paraquedistas portugueses.

É já daqui a 27 dias que os nossos deputados discutem se o Estado deve matar os seus cidadãos doentes e frágeis. A Renascença falou hoje com uma psicóloga belga que diz algo que deveria parecer óbvio: “A Eutanásia por sofrimento mental compromete todo o sector dos cuidados em saúde mental”.

Enquanto se fala de eutanásia já vai avançando a questão da mudança de género. O assunto vai ser debatido nos Jerónimos na sexta-feira, não percam. Detalhes no anexo.

A Administração americana é acusada de não fazer o suficiente para proteger a liberdade religiosa no mundo.

Há um novo príncipe! Não, não é o Louis… Este tem 73 anos e bigode e é o novo grão-mestre da Ordem de Malta.

Os bispos alemães criticam a decisão do Governo regional da Baviera de colocar crucifixos nos edifícios públicos.

Ainda o caso Alfie Evans, desta vez no artigo do The Catholic Thing desta semana, onde Stephen White põe o dedo na ferida e destaca o perigo inerente à ingerência do Estado os assuntos das famílias, apoiado nas palavras de Leão XIII.

terça-feira, 13 de março de 2018

Um brinde ao Papa Francisco!

Parabéns ao Papa Francisco, que hoje cumpre cinco anos de eleição. O Vaticano aproveitou o dia para lançar o trailer de um filme sobre Francisco, de Wim Wenders.

Bento XVI escreveu uma carta em que lamentou os “preconceitos tontos” daqueles que criticam uma alegada falta de profundidade teológica do Papa Francisco.

O Santuário de Fátima fez questão de recordar o dia e os bispos portugueses sublinham a sintonia que existe com este Papa.

E nada como assinalar este dia com uma boa cerveja! Se for como eu – em podendo – optará por uma belga… Mas cuidado, não enfureça os monges!!

E não deixe de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, especialmente para os fãs daquele líquido sagrado… Água benta! (Pensavam que ia dizer cerveja, outra vez, não é…)

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sem Jesus é outra coisa...

Antes de mais, espero que todos tenham tido um excelente e santo Natal e que os cristãos de entre os destinatários destas mensagens se tenham lembrado de que sem Jesus, não é Natal, é outra coisa, como disse hoje o Papa, depois de ontem ter recordado a ligação entre o Natal e o martírio.

D. Manuel Clemente celebrou missa no dia 25, insistindo na comunhão entre os cristãos e D. Jorge Ortiga alertou contra as “falsas esperanças alicerçadas na confiança em ídolos que nos querem vergar”. Antes, D. Manuel tinha alertado para o perigo da eutanásia, na sua tradicional mensagem de Natal, depois de ter recordado que esta prática é inconstitucional e que caso seja aprovada espera uma intervenção do Presidente. A propósito de eutanásia, saibam o que se passa na Bélgica, o país modelo cujo exemplo os defensores da “morte assistida” gostariam que seguíssemos.

O Papa aproveitou a mensagem de Natal para falar da importância de uma solução de dois estados na Terra Santa, com a partilha de Jerusalém e na missa do Galo falou do drama dos refugiados.

Quem teve um Natal mais difícil foi o cardeal Maradiaga, das Honduras, um dos conselheiros próximos de Francisco, que se vê agora envolvido numa polémica sobre dinheiro.

Hoje temos um artigo especial no The Catholic Thing em português. O texto publicado é um excerto de um ensaio do Papa Bento XVI, uma curiosa reflexão sobre o burro e a vaca no presépio. Convido-vos a ler!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Baptista-Bastos-Baptizado

Pedro Baptista-Bastos
O Papa Francisco ficou triste com a notícia do massacre dos cristãos coptas no Egipto a semana passada e ontem em Roma lembrou novamente o sucedido, bem como o atentado de Manchester.

Realiza-se amanhã uma importante homenagem ao Colégio Português em Roma, que passa a ter a designação “Casa da Vida”, devido ao trabalho do antigo reitor Joaquim Carreira que salvou dezenas de judeus e opositores ao regime. Pela mesma razão foi homenageado ontem em Portugal.


Podem ler aqui uma interessante entrevista com Pedro Baptista-Barros, filho do jornalista Baptista-Barros, que recentemente foi baptizado e aqui fala do seu percurso de fé.

Por fim, convido-vos a ler um curto texto sobre como depois de um ano a pedir à editora Aletheia que me pagasse o que me devia em direitos de autor, bastou pedir orações a um grupo de freiras e a situação ficou logo resolvida! É fantástico! A oração funciona e a vergonha existe, embora pouco. 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Bispos contra o Governo, de A a V

Judeus na Flandres: "Eles que comam bolo"
Os bispos de Angola publicaram uma nota pastoral em que dizem que o país precisa de um governo que se preocupe com todos e não apenas com uma elite privilegiada.

Na Venezuela os bispos também têm coisas a dizer ao Governo, nomeadamente que o país está a cair na ditadura

Na Bélgica não sei se os bispos falaram, mas espero que o façam, porque a Flandres quer proibir o abate de animais para consumo de acordo com regras religiosas. Por outras palavras, o Governo da Flandres quer que judeus e muçulmanos deixem de poder comer carne produzida localmente.

A fundação Ajuda à Igreja que Sofre fez um estudo e apurou que foram destruídas cerca de 12 mil casas de cristãos pelo Estado Islâmico, só na zona da Planície de Nínive. Mas o Estado Islâmico tem os dias contados na região. Em Mossul estão quase a ser derrotados, mas prometem vender cara a derrota.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Objecção de consciência eutanasiada na Bélgica

Arcebispo emérito de Paraíba, D. Aldo Pagotto
O Papa Francisco aceitou esta quarta-feira a renúncia de um bispo brasileiro que aceitava na sua diocese candidatos ao sacerdócio que tinham sido expulsos de outras. Alguns revelaram-se abusadores sexuais.

Um lar de idosos na Bélgica foi multado por se recusar a permitir que uma utente fosse eutanasiada por médicos. A família mudou-a para outro lugar, organizou a sua morte e depois processou o lar, que vai ter de pagar seis mil euros de indemnização.


Em Ano da Misericórdia, o artigo desta semana do The Catholic Thing contempla a questão da retenção dos pecados, um poder que Cristo legou à Igreja mas que é menos falado e compreendido. 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

500 transacções suspeitas no Vaticano; 5 eutanasiados por dia na Bélgica

Mais um dia de trabalho nas clínicas de morte da Bélgica
Antes de mais, um aviso para agenda. A Caminhada Pela Vida realiza-se já no dia 14 de Maio. Não deixem de ir! Eu não estou tão envolvido como estive o ano passado, infelizmente, mas também conto lá estar.

Temos várias coisas hoje no blog, a começar pelo artigo desta semana do The Catholic Thing em que David Carlin argumenta que a revolução sexual, não contente com ter ganho a guerra, quer agora pulverizar o que resta da oposição.

Temos também a transcrição completa da entrevista feita a Robert Clarke, da ADF International, sobre a eutanásia na Bélgica, onde por dia são eutanasiadas cinco pessoas, e também a Esme Wiegman, sobre a eutanásia na Holanda.

Parabéns ao padre Tolentino Mendonça, que ganhou ontem (mais) um prémio literário.

As inscrições para o III Encontro de Leigos, que vai decorrer em Évora, estão quase a fechar. Não deixem de ler esta entrevista com Alexandra Viana Lopes.

E o Vaticano detectou mais de 500 transacções suspeitas em 2015. Faz tudo parte da operação de limpeza das finanças da Santa Sé.

“Euthanasia is bad medicine”

Robert Clarke
This is a full transcript, in the original English, of an interview with Robert Clarke, of ADF International, about euthanasia in Belgium. The news report, in Portuguese, can be read here.

Esta é uma transcrição completa, no inglês original, de uma entrevista a Robert Clarke, da ADF International, sobre a eutanásia na Bélgica. A reportagem pode ser lida aqui.

Could you briefly explain what ADF is and its mission?
ADF International is a legal alliance building organization, which advocates for the right of people to freely live out their faith. We are headquartered in Vienna, but with offices in Geneva, Strasbourg, Brussels within Europe, and other offices outside of Europe, including in the United Nations, New York, Washington DC; we have positioned ourselves at the international institutions across the world in order to advocate for that right of people to freely live out their faith.

And you help people of any faith?
That's right. Freedom of religion is a fundamental right and one which we support and uphold.

I understand ADF represents Mr. Tom Mortier in his case in the European Court of Human Rights. Could you explain the basics of the case?
Tom's mother was euthanized at the hands of a Belgian doctor in 2012. He didn't know about it until the following day, when the hospital phoned his home number and asked him to come and make the necessary arrangements. 

This changed his world, changed his family, his children's understanding and we say, fundamentally, that Euthanasia is bad medicine. It was offered to a woman, his mother in this case, who was diagnosed with depression, an illness which is episodic in nature and yet she was able to go to a doctor and obtain a prescription for death. 

What exactly is he asking the ECHR?
He is challenging the position of Belgium, at the ECHR, on essentially three grounds: 
He says that the country didn't uphold his mother's right to life, that is to say that a government has the responsibility to protect its citizens right to life, guaranteed under the convention but, more particularly it has the obligation to protect vulnerable citizens and we say that someone who is diagnosed as suffering with depression is a particularly vulnerable person, and that the government has an obligation to protect. Moreover we say that Belgium has violated Tom's right to his family life and that Belgium has failed to provide an adequate remedy to these violations. 

The difficulty in this case is that the same person has essentially acted as judge, jury and executioner. The doctor in question, the doctor who euthanized Tom's mother, sits as the co-chair of the federal commission which is responsible for regulating Euthanasia in the country, so we have the same person who is not only a prominent advocate for Euthanasia in the country, but is carrying out euthanasia and is then sitting on the panel which revues all the euthanasia deaths in the country to decide whether they complied with the law, so we say that the safeguards that the government suggests were built into the law are not adequate and that they cannot be adequate and certainly the context of this case shows everything that can and does go wrong where euthanasia is legalized. 

If the case goes your way, is this something that could make euthanasia illegal in Belgium?
The ECHR is considering a specific case here and at the current time the emphasis has shifted back to Belgium. The public prosecutor is in receipt of a file and is looking into it and the decision rests with them at the moment, as to whether or not they continue with the investigation. Of course the ECHR will be very interested to hear the outcome of that, and we'll continue to push things there if the prosecutor decides not to take any action or causes an undue delay in carrying out their investigation and any possible remedy for Tom.

The position of the ECHR is that it will look into the case and we hope, yes, that it will challenge the legislation that Belgium has put in place, which fails to protect the vulnerable in society, which fail's to protect people like Tom's mother, and fails to protect people like Tom.

Mr. Mortier has said that before this issue struck so close to home he didn’t really bother about Euthanasia, considering that it was an individual decision which didn’t concern him or others. We keep hearing that vast majorities in Belgium, Holland and Switzerland support Euthanasia, is this why?
Certainly our experience is that there is a huge level of ambivalence, a huge level of people not really engaging with it, because it doesn't strike close to home. And that is absolutely right. Tom shared with us that before this happened it wasn't an issue which he thought was particularly relevant for him, it wasn't one he'd given a great deal of thought too. 

And now, without wanting to be the centre of this, without wanting to be the face of this - in fact he want's quite the opposite of that - he's felt compelled to speak on behalf of others who haven't had the confidence to speak out but have felt the same way.

And we do see that, we see more and more voices speaking out and challenging this. In relation to discussions in Belgium to extend Euthanasia not only to children, which has now been passed into law, but a discussion in relation to patients suffering from dementia, patients who don't have the capacity essentially.

The discussion going on there has prompted a number of prominent academics, people in the public eye, to right an open letter criticizing that proposal. So we are seeing, increasingly, people recognizing these laws for the dangerous precedents that they set and the very real danger that they put society's most week and society's most vulnerable, the elderly, the sick, the very real danger that it places these people under.

Tom Mortier's mother
You mentioned some aspects of the current debate... Could you describe the current law about Euthanasia in Belgium?
The law in Belgium allows someone who is suffering from a condition - and its not necessary for that condition to be physical, it can be mental, which is a significant difficulty - to approach a doctor, there is no requirement for that doctor to be their treating physician, and indeed in Mrs Mortier's case, the person consulted was not her treating physician, she had a treating psychiatrist of many years, who had on her initial request suggested that she wouldn't be a candidate for euthanasia, that it wasn't an appropriate option for her, and so she approached Dr. Distelmans someone who is very well known in the media, someone who has a high public profile, and asked if he would do it. 

As I say, there is no requirement any longer that the patient be an adult, or that they have obtained the age of majority. The request has to be made, it has to be repeated, and the law says that it cannot be the result of any external pressure. Well how do you assess that?

This is a difficulty which we see throughout the law, because it asks that the patient in a medically futile condition of constant and unbearable physical or mental suffering, which cannot be alleviated... These are difficult judgements, and essentially when you ask questions like “is the request voluntary?” and “is it well considered?” That is not a medical judgement, that is not the sort of judgement that a doctor has been trained for and, in our experience, it is a decision many doctors don't feel comfortable with it and it is not something that they are trained to do or want to do, and in a lot of cases it is not something that they feel is right, to assess whether or not a patient is in a state of constant and unbearable physical or mental suffering that cannot be alleviated and has made a well-considered and repeated request.

In short there are just no safeguards within this law that would put anyone's mind at rest that this is a practice which is safe, that it should be encouraged, or should be promoted. We see it time and time again, the cases come up which raise very serious questions. 

In fact the first time in the history of the federal Euthanasia commission's reviews of these cases, they referred a case for criminal investigation, in relation to a physically healthy elderly lady who had simply become "tired of living" and despite what some people would say are the safeguards in the law, she was able to go through the process and be euthanized at the hands of, again, another well-known doctor who is an outspoken advocate for euthanasia. 

Euthanasia is also legal for children, under the age of consent. How does it work in those situations?
In relation to children this is a new law and as far as I am aware there have not been any cases yet coming out of Belgium where children have accessed this. It requires a consultation, a discussion with parents, but ultimately if the child has obtained a sufficient understanding, and again, this is something which I suggest is not a medical diagnosis or procedure, but if the child has obtained an understanding, such that they understand the nature of what is being discussed, then the decision is handed over to them. 

Again, we are looking at weak and vulnerable members of society. We are looking at children, who in many of these cases would have years to live, in respect of whom there are different treatment options, but instead are being offered which we say is in fact no treatment at all. 

I have also heard about concerns for freedom of Conscience…
Absolutely. There is a recent case, ongoing at the moment, against a Catholic Care Home which wanted to be a care home in which Euthanasia was not provided as an option, that was its conscientious conviction, and the decision of that care home is being challenged in the courts. 

That is what we see. We see an assault on the Freedom of Conscience of medical professionals, many of whom actually say because of the atmosphere in Belgium, which can be very hostile when people have spoken out. Tom has spoken about this. The reaction to the Church when they spoke out about it, is not atypical. When people speak out against Euthanasia the Belgian media is incredibly critical of those people. Tom gave an interview and spoke with a journalist from the New Yorker, for an extended piece, and they quoted and referred to the very hostile approach of the national media in Belgium, and the following day there was negative coverage of the New Yorker article in Belgium. It just seems that there is an unwillingness in Belgium to scrutinize this practice, to really ask what is going on. When you have soaring rates, when you have the numbers of people who are being euthanized going up every year, so that in one region of Belgium you now have a 2% chance of being killed by your doctor; an expansion in the categories and types of people being invited to consider this as an option.

The Portuguese manifesto for legalizing euthanasia defines it as “the reply to an informed, conscious and repeated request to hasten or abbreviate the death of patients in great pain and with no hope for a cure”. In your experience, does this fit the practice of Euthanasia in the Netherlands, Belgium and Switzerland, the only European countries where the practice is legal?
This sounds like very similar language to the legislation that we have seen elsewhere; the legislation which has led to A) An increase in the number of euthanasia deaths every year and B) A widening of categories of people who are able to access it. It is a pattern we have seen before, a pattern we have seen in Belgium, whereby the arguments made at the time the legislation is introduced is “this will be exception rather than the rule”, “only in truly exceptional cases will this be allowed” and “only under very tight safeguards will this be possible”. What we see in practice is, of course, the exact opposite and I would encourage any country which is considering this, be it Portugal or elsewhere, to look to the real life examples we have of what happens when euthanasia is legalised. 

You look to Belgium and you see the numbers go up, you see troubling cases in the media, you see the categories of people, whether children or dementia patients, expanded; and it is not a path that is very attractive anywhere.

Dr. Distelmans
Defenders of euthanasia often speak of a right to death with dignity. In your opinion has the legalization of Euthanasia brought more dignity to patients in Belgium?
I think we have to get away from this idea, this image of the velvet pillow death, in which somebody dies in a comfortable room, surrounded by their family. Because that is not what happened in this case and it is not what happened in cases we heard about. In this case a woman who was depressed, was able to go, after relatively few consultations, after a relatively short period of time, to be euthanised without the knowlege of her son. Despite this feeling of distance between her and her son being part of the reason for the occurence of the depression.

So we have to get away from this image. There are only a small number of countries in the World that have legalised euthanasia, and they have drawn criticism from UN monitoring bodies for their failure to safeguard vulnerable people, the ECHR has upheld laws which prohibit euthanasia in a number of countries because the ECHR and the UN bodies I have mentioned recognize that countries have an obligation to protect a right to life. There is no right to death under the European Convention of Human Rights, or under other International instruments. 

There are also stories of elderly people moving to Germany, where Euthanasia is illegal, out of fear of being euthanized against their will. Are these credible?
There are stories, and there are certainly people who have relayed fears to us. The UK, for instance, voted on this last year and the House of Commons rejected legalisation mainly out of these concerns. And if you look at the situation in the UK, every major disability rights group or advocacy group for the disabled, opposed the legalisation of Assisted Suicide, for that simple reason, because they recognized the sometimes explicit pressure that the disabled or elderly can come under, but if its not explicit, the implicit pressure. What does it say about the type of society that we want to live in? Because that's the real question here. What kind of society do we want to live in? Do we want to live in a society that responds to terrible suffering with death, or do we want to live in a society that responds to terrible suffering with treatment, care and compassion?

It sometimes seems that only Christians, and more specifically Catholics are campaigning against legal Euthanasia. Is this the case?
That is not our experience. We have seen a huge number of people, from across political, religious and areligious spectrum who have engaged in this. As I mentioned, in the UK in the run-up to the debate some of the loudest voices came from the disability rights groups who campaigned very strongly against the legalization of assisted suicide in the United Kingdom, because they have a very real fear that this kind of legislation leads to the slippery slope that we have seen Belgium fall down.

We have seen people with no religious belief recognize that this exposes vulnerable people to serious danger and Tom is a great example of that. Tom is not a Catholic, he is not a believer in that sense, but he recognizes that what has happened to his mother is wrong, but it also has much broader consequences for the countries he lives in and even beyond the borders, consequences for other countries. So I would encourage people to look to Tom's story, look to other stories from the countries that have gone down this path. They paint a unified picture and it is a very bleak future indeed.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Eutanásia, das intenções à realidade

A mãe de Tom Mortier, eutanasiada por depressão
A eutanásia chegou ao Parlamento. Os promotores portugueses querem uma lei à imagem das que existem noutros países. Fomos ver o que se passa na Bélgica, onde as pessoas podem ser legalmente mortas por estarem deprimidas ou cansadas de viver e na Holanda, onde uma ex-deputada nos garante que a legalização da eutanásia não trouxe mais dignidade para os doentes.

O Papa Francisco não se esquece dos padres e bispos raptados durante estes longos anos de guerra civil na Síria.

Francisco também não se esquece da Ucrânia, para quem destinou os ofertórios de todas as missas na Europa do passado fim-de-semana. Os ucranianos agradecem.

Durante o fim-de-semana Francisco esteve com os adolescentes, em Roma, para uma celebração jubilar dedicada a eles. Surpreendeu ao ouvir confissões em São Pedro e no domingo disse-lhes que a felicidade não é como uma aplicação que se descarrega.

A propósito do 25 de Abril fomos ouvir um capelão militar que está ao serviço há mais de 30 anos e que já esteve em vários cenários de conflito.

Recordo o artigo da semana passada do The Catholic Thing, sobre como a revolução que abala o mundo ocidental é menos contra o Cristianismo do que contra a própria realidade e aproveito para pedir desculpa pela inconstância dos meus mails, o que tem a ver tanto com folgas como com variações na minha carga de trabalho. Pode ser que em Maio a coisa acalme.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O Patriarca, o Presidente e o Papa

Marcelo Rebelo de Sousa visita amanhã o Papa Francisco, na Santa Sé. A vaticanista Aura Miguel estará no local, pelo que podem saber de tudo na Renascença. Entretanto o Patriarca quer que o novo Presidente traga de Roma novidades sobre a visita do Papa a Portugal, em 2017.

Hoje, entretanto, o Papa Francisco ergueu a voz novamente sobre a situação dos refugiados.

Começa amanhã um curso de Marketing, comunicação e pastoral para organizações religiosas, organizado pelo Patriarcado. Saiba mais aqui.

A operação anti-terrorista na Bélgica terminou com um jihadista morto, dois detidos e outros em fuga e ainda hoje em França foram detidos quatro fundamentalistas que estariam a preparar um “ataque iminente” no centro de Paris. Enquanto isto, o congresso americano definiu a perseguição do Estado Islâmico aos cristãos como genocídio, o que coloca Obama sob pressão, saiba porquê.

Hoje temos um novo artigo do The Catholic Thing. Randall Smith fala, brilhantemente como sempre, da confissão, que descreve como “ser beijado por Deus”. Vale mesmo a pena ler e partilhar.

terça-feira, 15 de março de 2016

Refugiados de pés lavados e Bruxelas em alerta

Clicar para aumentar
O Papa vai lavar os pés de 12 refugiados na próxima Quinta-feira Santa, dando seguimento ao seu hábito de ir às periferias nestas ocasiões.

Tem sido uma semana em cheio no que diz respeito a terrorismo islâmico. Decorre neste momento uma operação anti-terrorista em Bruxelas, com polícias feridos e pelo menos um suspeito “neutralizado”; houve um atentado terrível na Costa do Marfim e na Síria cumprem-se hoje cinco anos desde o início da revolução. A irmã Annie Demerjien explica como é a vida em Aleppo neste triste aniversário.

Madre Teresa de Calcutá vai ser canonizada no dia 4 de Setembro, quase 19 anos depois de ter morrido.

Em Roma prossegue o julgamento Vatileaks II, com o padre arguido a admitir que cedeu documentos secretos a jornalistas, mas que a culpa foi da outra arguida.

Os bispos portugueses emitiram dois textos sobre a eutanásia, uma nota pastoral e um guião com perguntas e respostas.

A Aura Miguel fez uma série de entrevistas de fundo a propósito da Quaresma. Pode ouvir aqui Viriato Soromenho Marques, aqui o padre Vasco Pinto Magalhães e ainda César das Neves.

No blogue coloquei recentemente a transcrição completa de uma entrevista que fiz ao dominicano canadiano Pe. Darren Dias, de origem goesa. Ele é especialista em diálogo inter-religioso e ecuménico e aborda vários assuntos importantes que vale a pena ler.

Por fim, deixo-vos com um convite para uma evocação de D. Maria I, que se realiza no Grémio Literário, no Chiado, no dia 21 de Março e que promete ser muito interessante, como podem ver pelo programa, em anexo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Um cardeal, um actor e um chinês entram numa sala...

Meus senhores e minhas senhoras, chegámos oficialmente a isto: Um bispo na Bélgica sugere que se calhar as instituições católicas podiam ser isentas de praticar a eutanásia e a opinião pública atira-se ao ar em choque e revolta pela sua audácia! Lembrem-se disto cada vez que se falar de objecção de consciência…

Foi lançado hoje o livro do Papa Francisco. Estiveram presentes o Cardeal Parolin, número 2 do Vaticano, e o actor e realizador Roberto Benigni, mas a estrela do evento acabou por ser uma pessoa inesperada…

A Aura Miguel falou entretanto com o autor do livro, aliás, o responsável pela entrevista, que partilhou como se desenrolou o processo e aquilo que destaca.

Novo atentado terrorista hoje, desta feita em Istambul. Morreram 10 pessoas, sobretudo estrangeiros e os responsáveis serão, à partida, o Estado Islâmico.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Onde estão os Leões de Outros Tempos?

Anthony Esolen
Enquanto escrevo estas palavras, milhares de cristãos enfrentam massacres no Médio Oriente. Uma das imagens está gravada na minha memória. Um grupo de rapazes, de cerca de 10 anos, aguarda o terror às mãos dos seus captores por se recusarem a renunciar a Cristo. Um dos miúdos que está em primeiro plano, alto e moreno, olha directamente para a objectiva, a sua boca uma expressão de resistência.

Tem corpo de rapaz mas alma de homem. Duvido que ainda esteja vivo. Se soubesse o seu nome, pedia por sua intercessão. Talvez o deva fazer na mesma. Talvez o chame Sanctus Ignotus: O santo que ninguém conhece, o santo que ninguém quis conhecer. Mas se tivesse de lhe dar um nome seria Leoninus: Leãozinho.

Abro um dos meus exemplares encadernados do “The Century”, dos anos terríveis da guerra de 1918. É difícil descrever esta revista a pessoas que estão habituadas ao Cosmopolitan, Newsweek e TV Guia. Mas podemos ter uma ideia da sua verve intelectual e literária através destas palavras de “O Bom Pastor de Mechlin”:

“Se Alberto da Bélgica, esse príncipe cavalheiro cujo reino está transformado nuns poucos quilómetros de dunas e trincheiras ensanguentadas, tem sido o Leonidas da sua pátria martirizada, o Cardeal Mercier tem sido o seu Hildebrand. Alberto dotou a história e o romance do glamour de um novo Termópilas; o Cardeal belga fez o mundo recordar aqueles dias quando um simples monge, elevado ao trono do pescador, enfrentou outro Imperador alemão e berrou aos seus ouvidos as palavras que fazem tremer até os tiranos.”

Esta é a descrição de Désiré-Félicien-François-Joseph Mercier, o grande filósofo e arcebispo de Mechlin, primaz da Bélgica.

Nem sei por onde começar a enumerar as razões pelas quais esta passagem não poderia ser escrita hoje, nem lida de forma inteligível pela maioria dos universitários. Algumas pessoas, sobretudo desde que fizeram um filme inimaginavelmente mau sobre a batalha em questão, talvez reconhecessem os nomes de Termópilas e Leonidas, mas quantas delas saberiam exactamente o que estava em causa, quais os beligerantes ou o significado da guerra para o Ocidente e para a humanidade? Nem uma em mil compreenderia o que quer que fosse do resto.

Quando um jornalista do Washington Post sente a necessidade de explicar o que é a Via Dolorosa, engana-se, chama-lhe Via Della Rosa e depois diz que é um termo francês, penso que é seguro afirmar que mesmo uma expressão como “o trono do pescador” seria o suficiente para o deixar confuso, quanto mais a referência ao confronto invernal no Castelo de Canossa.

Mas independentemente do conhecimento histórico, quem se interessaria pelo cavalheirismo ou o drama de um monge santo e corajoso a lutar contra um imperador? Quem faria mais do que se rir das palavras de excomunhão dirigidas a Henrique IV, Imperador do Sacro-Império? Quem desejaria ver a Igreja vitoriosa na sua luta pela liberdade, em vez de ver os seus bispos ao serviço de um líder mundial ambicioso? Quem seria sequer capaz de escrever frases com este tom épico que o reformador inflexível, Gregório VII, merece?

E depois há outras razões que nada têm a ver com autores ou leitores. O Cardeal Mercier nunca recuou, nunca traiu a Bélgica aos invasores alemães. Ele advertiu os seus compatriotas que “a única autoridade legítima na Bélgica é a do nosso Rei, do nosso Governo, dos representantes eleitos da nação... Por isso, os actos de administração pública dos invasores não têm, em si, qualquer autoridade”, salvo aquela que as verdadeiras autoridades pudessem tacitamente permitir para o bem comum.

As “províncias ocupadas”, disse, “não são províncias conquistadas. A Bélgica não é mais uma província da Alemanha do que a Galícia é uma província russa.” Segundo o Tratado de Londres, cujos termos Mercier recordou aos envelhecidos líderes europeus, a Bélgica devia formar um “Estado perpetuamente neutro” e isso significava também não dar guarida a alemães que quisessem atravessá-la para invadir a França. “A Bélgica não é uma estrada”, disse o Rei Alberto.

Cardeal Mercier, um bom pastor
Depois vieram as atrocidades, que o Cardeal nunca deixou de condenar: O que foi feito, quando, onde e a quem. Para o seu povo ele foi uma torre de força e uma fonte incansável das melhores consolações, que o mundo já não consegue compreender. Mercier não tinha nada de trivial ou de vacilante. Na solidão, clamou: “Porquê todo este desaire, meu Deus?”

Mas depois “elevou os corações de um povo profundamente católico até à cruz que tão bem conheciam”. Eis as suas palavras:

“O cristão é servo de um Deus que se tornou homem para sofrer e morrer. Revoltar-se contra a dor, contra a Providência, simplesmente porque esta permite a dor e a tristeza, é esquecer-se de onde vimos, da escola em que nos formámos, o exemplo que cada um tem gravado no seu nome de cristão, que cada um honra no seu lar, contempla no altar das suas orações e que deseja que assinale a sua sepultura, local do seu descanso final.”

Quem fala assim hoje em dia? Mercier era um gigante entre os homens, com mais de dois metros de altura e uma inteligência, sabedoria, coragem e fidelidade ainda mais elevadas. Amava a Bélgica mais, segundo o autor, “com a coroa de espinhos sobre a sua fronte do que nos seus dias de glória. Ele tem sido o bom pastor do seu rebenho, o guardião do seu povo, o servo leal do seu Rei.”

Hoje, como ontem, com maldades igualmente deprimentes, absurdas e desprezíveis, o demónio caminha sobre a terra como um leão na caça, procurando quem devorar. A escolha a fazer, hoje como ontem, não é entre uma cedência ou outra, é entre dois tipos de leão. Perguntem ao Leoninus, ou ao grande pastor de Mechlin.


Anthony Esolen é tradutor, autor e professor no Providence College. Os seus mais recentes livros são:  Reflections on the Christian Life: How Our Story Is God’s Story e Ten Ways to Destroy the Imagination of Your Child.

(Publicado pela primeira vez na Quarta-feira, 3 de Junho de 2015 em The Catholic Thing)

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Papa atracção turística

"Aproveitem para ver a Capela Sistina, também"
A Igreja da Conceição Velha, em Lisboa, vai ser restaurada. A intervenção, a cargo da Santa Casa da Misericórdia, custará um milhão de euros. Santana Lopes defende o investimento.

Um movimento pelos direitos dos animais, na Bélgica, fez um anúncio contra a matança ritual de animais que evoca o ambiente do Holocausto… no comments.

O passado fim-de-semana foi de peregrinação das famílias a Roma. O Papa falou do casamento, que é “mais que uma linda cerimónia”, e recordou a importância da oração comunitária.

A propósito, na semana passada falei de uma entrevista ao casal Cortez Lobão, mas enganei-me no link. Fica aqui a correcção.

O turismo em Roma aumentou 7% no último ano. Mais um efeito do “fenómeno Francisco”!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Compaixão "Belgian style"

Estica-te, estica-te...
O Papa falou hoje de manhã na audiência geral das quartas-feiras sobre a santidade na Igreja e da Igreja. Francisco diz que é “heresia” achar que a Igreja é só para santos e que os pecadores devem ser excluídos.

Ontem foi lançado um livro sobre o Concílio Vaticano II. Chama-se “Quando a Igreja Desceu à Terra” e é coordenado pelo jornalista António Marujo. Saibam mais aqui.

Ainda há quem diga que a “cultura da morte” é uma coisa inventada? Ponham os olhos na Bélgica onde três em cada quatro pessoas quer alargar a eutanásia a crianças. Sempre um passo à frente, rumo ao abismo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Bispos presos, rusgas em dioceses, Deus no banco dos réus

Nas últimas semanas tem-se falado na hipótese de fechar as igrejas durante mais horas, por causa da crise e por causa dos perigos dos assaltos. Em Viseu, D. Ilídio Leandro considera que isso é o oposto do que é preciso neste momento.

Na China continuam vários bispos e padres detidos pelo Governo sem acusação e sem explicação. A agência AsiaNews quer que sejam libertados a tempo do Ano Novo chinês.

Os escritórios de três dioceses belgas foram alvo de buscas pela polícia, ontem, por causa de processos relacionados com abusos sexuais.

E por fim, hoje faz anos que Deus foi julgado e condenado à morte por um tribunal popular soviético. Ao longo do século XX há pelo menos mais dois casos em que se repetiu um julgamento do género. Conheça-os aqui.

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