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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Tomem lá esta celebração




Em Fátima já começaram as férias para famílias com filhos deficientes. É um projeto fantástico e muito generoso, que tem tido cada vez mais sucesso.

O Papa Francisco pede que se reze pelas famílias durante o mês de Agosto. E por falar em família, que dizer desta campanha de um grupo holandês? (Ver foto). Querem festejar o facto de haver cada vez menos bebés a nascer em Portugal (e não só). Fui lá com a minha família para mostrar um festejo tradicional português.


Agora o Actualidade Religiosa vai de férias. Continuarei a publicar os artigos do The Catholic Thing às quartas-feiras e a partilhar informação no Twitter e Facebook.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Boris, o primeiro... Qualquer coisa... em Downing Street

Boris Johnson é o novo primeiro-ministro do Reino Unido. Será também o primeiro católico a ocupar Downing Street? É bastante mais complicado do que parece…


O bispo de Portalegre-Castelo Branco descreve como “desolação total” o cenário em torno de Mação, que esteve vários dias a arder. Já o bispo da Guarda pergunta quem é que ganha com este flagelo e critica o “esquecimento do interior” por parte das autoridades.

A Polónia não escapou à crise dos abusos sexuais. É este o tema do artigo desta semana do The Catholic Thing. Aconselho ainda a lerem o artigo da semana passada, sobre como ser um Bom Samaritano nos dias de hoje.

Rezem pela Polónia

Stephen P. White
O drama que abalou a Igreja dos Estados Unidos ao longo do último ano pode distrair-nos da dimensão global da crise de abusos sexuais praticados pelo clero, e das más práticas episcopais a ela associados. Aqui na Polónia, onde me encontro desde finais de Junho, a Igreja está a enfrentar o seu próprio escândalo de abusos.

Um relatório publicado em Março pela Conferência Episcopal da Polónia reconheceu que desde 1990 um total de 382 padres foram acusados de abusos sexuais de menores. Estas alegações foram feitas por 625 vítimas diferentes.

A maioria das vítimas na Polónia tinha mais de 15 anos, o que é bastante mais do que nos Estados Unidos. A maioria das vítimas, 58,4%, são do sexo masculino, segundo os bispos polacos. Note-se que a idade de consentimento na altura em que o relatório foi publicado era de 15 anos e a maioridade atinge-se aos 18.

A forma como se lidou com os casos tem sido, em certas alturas, e de forma tragicamente familiar, gravemente desadequada. Mudança de padres para outros lugares, culpabilização dos media e por aí fora. De certa forma, a Igreja aqui está no mesmo lugar em que estava a americana há 25 anos.

A resposta dos bispos polacos variou entre o cuidado, sincero e o mais insensível. O arcebispo Wojciech Polack de Gniezno, Primaz da Polónia, insistiu que cada caso de abusos deveria “evocar em nós dor, vergonha e culpa”. Já o bispo de Cracóvia, Marek Jędraszewski, atrapalhou-se todo ao insistir que “tolerância zero” não deve significar “misericórdia zero”. Para o ilustrar escolheu talvez a pior analogia possível: “Quando os nazis adoptaram uma política de tolerância zero para com os judeus, o resultado foi o Holocausto”. Como devem calcular, a comparação não caiu particularmente bem.

Em maio dois irmãos – Tomasz (guionista e diretor) e Marek Sekielski (produtor) – lançaram um documentário chamado “Não Digas a Ninguém”. O filme conta as histórias de sobreviventes de abusos e a resposta inadequada dos bispos polacos. Inclui cenas arrepiantes de sobreviventes a confrontar os seus abusadores.

O relatório dos bispos, lançado em Março, foi uma notícia importante, mas o lançamento de “Não Digas a Ninguém” abalou o país inteiro. O filme foi lançado no YouTube, onde foi visto mais de um milhão de vezes só nas primeiras seis horas. Até à data foi visto mais de 22,5 milhões de vezes, um número incrível tendo em conta que a população total da Polónia é de pouco mais de 38 milhões.

Sendo a Polónia, todo este drama – e o assunto dos abusos sexuais praticados pelo clero em geral – assumiu rapidamente contornos políticos. “Não Digas a Ninguém” foi lançado duas semanas antes das eleições para o Parlamento Europeu.

O partido conservador Direito e Justiça, no poder, tinha ligações próximas com muitos dos bispos polacos. Alguns membros da oposição tomaram nota da revolta provocada pelo filme e tentaram usar os abusos sexuais como tema de campanha. Mas a oposição deu um passo maior que as pernas (incluindo a promoção agressiva da agenda LGBT) e saiu-lhes o tiro pela culatra.

"Não Digas a Ninguém"
Juntou-se a todo este desassossego os comentários feitos pelo Papa Francisco na conversa com os jornalistas a bordo do avião depois da sua visita a Abu Dhabi, em Fevereiro. O Santo Padre estava a defender o registo do então Cardeal Ratzinger e a forma como tinha lidado com alegações de abusos sexuais, nomeadamente em relação ao fundador dos Legionários de Cristo, o padre Maciel. Ao defender Ratzinger Francisco pareceu dar a entender – pelo menos assim o compreenderam vários polacos – que os esforços de Bento XVI tinham sido travados por João Paulo II.

O secretário de longa data de João Paulo II, o arcebispo emérito de Cracóvia, Cardeal Stanisław Dziwisz, saiu em defesa de João Paulo, insistindo que as insinuações baseadas nos comentários ambíguos de Francisco eram injustas. Quando, mais tarde, Francisco elogiou o trabalho feito pelo Papa João Paulo II na luta contra o abuso – chamando-o “corajoso” e dizendo que “ninguém pode duvidar da santidade e da boa-vontade deste homem” –Dziwisz publicou uma carta aberta agradecendo ao Papa Francisco por “pôr fim às tentativas de difamar São João Paulo II”.

Em Junho o arcebispo Charles Scicluna, o homem de mão do Papa Francisco para resolver crises de abusos sexuais, encontrou-se com os bispos polacos. A imprensa polaca especulava que vinha aí uma onda de resignações. Consta que Scicluna foi duro, mas por agora o episcopado polaco permanece intacto.

Contudo, Scicluna aproveitou o momento para sublinhar a defesa do Papa João Paulo II feita por Dziwisz: “Eu sou testemunha da determinação de São João Paulo II em combater os abusos sexuais de menores quando confrontado com os casos. Penso que aqueles que questionam a competência ou a determinação de São João Paulo II em lidar com este fenómeno devem rever os seus conhecimentos históricos.”

Muitos dos polacos com quem eu falei disseram-me que a ideia que reina é que as más notícias nesta questão ainda não acabaram. Os últimos meses têm sido uma montanha russa. As coisas poderão acalmar, sobretudo se os bispos polacos conseguirem evitar tornar os seus erros ainda piores, com alguns dos bispos americanos fizeram. Mas o sentimento geral que obtive de amigos polacos – devotos ou não – é que o pior ainda está para vir.

É difícil prever como é que a Polónia lidará com isso. O país continua a ser profunda e extraordinariamente católico, mas o catolicismo polaco mantém-se em larga medida na defensiva. As alianças entre a Igreja e políticos populistas, por mais devotos que sejam, podem adquirir estabilidade a curto prazo mas com um altíssimo custo a longo prazo. Como aprendemos da pior maneira aqui nos Estados Unidos, o instinto eclesial de defender a instituição, por mais piedoso que seja, pode conduzir a actos que têm o efeito precisamente contrário.

No meu entender a Igreja polaca está muito mais próxima do princípio do que do fim de toda esta trapalhada. A forma como os bispos polacos lidarem com a crise dos abusos ao longo dos próximos meses e anos contribuirá em larga medida para garantir o futuro de um dos exemplos mais belos de verdadeira cultura católica. Esse futuro está agora mais frágil do que muitos gostariam de admitir.

Rezem pela Polónia.


Stephen P. White é investigador em Estudos Católicos no Centro de Ética e de Política Pública em Washington.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Quinta-feira, 18 de Julho de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing


quinta-feira, 6 de junho de 2019

De Pothoven a Putin

Está muita gente a falar do caso de Noa Pothoven, uma menina de 17 anos que escolheu deixar de comer e de beber até morrer, com a conivência dos pais. É um caso muito triste, analisado aqui pela especialista em bioética Ana Sofia Carvalho.

Outro caso triste é o dos Estados Unidos, de onde surgiram mais dados sobre o bispo Bransfield, que resignou em setembro do ano passado. Para além de abusos e assédio sexual, é acusado de ter feito donativos no valor de 300 mil euros a vários bispos influentes, para promover a sua própria carreira.

Soube-se agora também de casos de abusos na comunidade Taizé.

O Papa Francisco vai receber no dia 4 de julho o Presidente Vladimir Putin. Será um prenúncio de uma tão desejada visita a Moscovo?


Há muito que estou convencido que se aprendêssemos a lidar melhor com a morte, acabaríamos a tratar melhor dos vivos. Randall Smith, no artigo desta semana do The Catholic Thing em português, vai ao cerne da questão e explica porque é essencial que a Igreja volte a conquistar o seu lugar de destaque em relação à morte e cerimónias fúnebres.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Em Roma sê Romeno

Foram hoje divulgadas cartas privadas do cardeal McCarrick que lançam novas luzes sobre todo este escândalo, comprovando que o seu sucessor Donald Wuerl estaria por dentro das suspeitas de abusos e das restrições que lhe foram impostas pelo Vaticano.

O Papa Francisco visita a Roménia nos próximos dias. Hoje temos uma interessantíssima entrevista com Felix Lungu, da Ajuda à Igreja que Sofre, que explica a realidade da Igreja naquele país. Vale mesmo a pena ler.

Conheça aqui o Kelves e saiba o que acontece quando a solidariedade mobiliza toda uma comunidade escolar!

Chamo ainda a vossa atenção para uma conferência em Cascais subordinado ao tema: “A tradição ainda é o que era?”. O cartaz vai em anexo. Acontece no dia 30 de maio, às 21h30 e o orador é o padre jesuíta João Goulão.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Asias há muitas, infelizmente

O Papa emitiu hoje um documento com novas orientações e normas – com força de lei canónica – para se lidar com casos de abusos. Os especialistas – até alguns críticos do Papa – parecem concordar que é um documento muito bom. Ainda bem!

Ontem tivemos a fabulosa notícia de que Asia Bibi já se encontra em segurança no Canadá. Foi quase uma década de sofrimento que para ela já acabou. Mas infelizmente o dela é apenas um de muitos casos que existem. Falei com dois paquistaneses cristãos que se encontram na Europa a tentar encontrar soluções para os jovens da sua comunidade poderem sair do país para estudar, porque mesmo nas universidades são vítimas de discriminação.

A Conferência Episcopal quer mais católicos a intervir para ajudar casais a superar as suas crises conjugais e a Cáritas quer tudo a votar nas europeias de dia 26!

Ontem publiquei mais um artigo do The Catholic Thing em português. Matthew Hanley sublinha algumas das contradições inerentes ao movimento que nos quer impor a fantasia de que se possa mudar de sexo e mostra como estamos já numa era em que dizer a verdade pode ser considerado crime.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

A alegria do Perdão e o Deus das surpresas

O Papa Francisco na Bulgária
O Papa Francisco está na Bulgária, onde hoje visitou um campo de refugiados, deu primeira comunhão a um grupo de perto de 250 crianças e participou numa vigília de oração pela paz.

Ontem foi recebido pelo Patriarca da Igreja Ortodoxa local, pedindo que a “alegria do perdão” ajuda os cristãos a alcançar a unidade e celebrou missa, falando do “Deus das surpresas” como alternativa a um regresso ao passado.

O Sri Lanka vai recuperando lentamente dos terríveis ataques de Domingo de Páscoa. As igrejas continuam fechadas enquanto os cristãos rezam pela paz.

Os bispos portugueses decidiram de forma unânime criar estruturas de proteção de menores nas suas dioceses.

No mundo de hoje “censura” é quase um palavrão. Mas a verdade é que a sociedade censura uma variedade de ideias e conceitos que não considera admissíveis. Neste artigo do The Catholic Thing em português, David Warren defende o regresso a um tempo em que ideias como eutanásia e infanticídio não eram sequer discutidos, quanto mais praticados.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

O Tempo Dirá

Stephen P. White
Na semana passada soube-se que o Papa Francisco está a trabalhar num documento que regularizará os procedimentos para lidar com alegações de abusos sexuais ou de negligência em lidar com casos de abusos, relacionados com bispos. Não é claro se, ou como, o novo documento altera o motu próprio que o Papa emitiu em Junho de 2016, que se chama “Come una madre amorevole” (Como uma mãe amorosa)

Esse documento sublinhava e clarificava as “razões graves” pelas quais um bispo poderia ser removido do seu ministério eclesiástico, sobretudo no que diz respeito a negligência em lidar com o abuso de menores. Estipula que um bispo pode ser removido por negligência, “mesmo sem falha moral grave da sua parte”. O documento pede ainda a formação de um “colégio de juristas” – uma assembleia de canonistas – para assistir o Santo Padre em determinar se, e como, se devem afirmar as conclusões do Tribunal Apostólico que julga o caso canónico.

Tomemos por exemplo o caso do Arcebispo Anthony Apuron, do Guam. Apuron foi condenado num tribunal canónico por “delitos contra o Sexto Mandamento com menores”. O seu recurso falhou e o Tribunal Apostólico da Congregação para a Doutrina da Fé, com a aprovação e a autoridade do Santo Padre, emitiu uma sentença final, que foi anunciada a semana passada: Apuron foi removido do ministério de Arcebispo, proibido de usar as insígnias do seu cargo de bispo e proibido ainda de viver na Arquidiocese de Agaña. Interessantemente – e ao contrário do que se passou no caso recente de Theodore McCarrick – Apuron não foi removido do estado clerical.

Não foi imediatamente claro porque é que a um bispo condenado de abusar de menores (Apuron) foi permitido continuar no estado clerical enquanto outro (Theodore McCarrick) foi laicizado. Nalguns pontos os casos eram semelhantes – ambos envolviam o abuso sexual de menores – mas McCarrick foi condenado também pelo crime de solicitação no confessionário, uma ofensa grave só por si. Crimes diferentes, sentenças diferentes.

Mas as diferenças não se explicam apenas por alguma espécie de orientações pontifícias. O Papa Francisco tem resistido a mecanismos universais para lidar com os problemas dos bispos, uma abordagem que, pelo menos em teoria, permite que as soluções sejam pensadas à medida da ofensa particular, mas também para o enquadramento social, cultural e política de cada caso. O Colégio de Juristas previsto em “Come una madre amorevole” ajuda-o neste sentido, e pode escolher diferentes juristas para cada caso.

De facto, o Papa Francisco descreveu o processo, e como o acha útil, numa conferência de imprensa no Verão passado, quando regressava de Dublin – uma conferência de imprensa recordada mais pela sua resposta memorável a questões sobre a carta de Viganò, então recém-publicada. O Papa Francisco usou como exemplo o caso de Apuron, que na altura estava na fase de recurso:

O caso mais recente é o de Guam, do Arcebispo de Guam, que recorreu. E eu decidi – porque é um caso muito difícil – usar o privilégio que tenho de ser eu mesmo a ouvir o recurso, em vez de o enviar para o concelho de recurso, que trabalha com todos os padres. Eu é que assumi o recurso. E formei uma comissão de canonistas que me estão a ajudar e eles disseram-me que quando eu regressar, no máximo dentro de um mês, farão uma recomendação para que eu possa emitir um juízo. É um caso complicado, por um lado, mas não por causa das provas, que são claras. Não posso fazer um pré-julgamento, devo esperar o relatório, depois julgo. Mas digo que as provas são claras porque são as provas que conduziram à condenação no primeiro julgamento.

Zanchetta
Há vantagens e desvantagens evidentes para este tipo de processo. Por um lado, pode ser adaptado às necessidades de cada caso, como já vimos. Mas há também uma grande desvantagem. Ao assumir a responsabilidade pessoal por juntar uma equipa de juristas em cuja opinião dependerá para um caso em particular, o Papa Francisco torna-se pessoalmente responsável pelo desenrolar dos casos – e por como os fiéis percepcionam a forma como se lida com cada caso.

A imparcialidade da lei não é igual ao abraço de uma mãe amorosa, e esse é um ponto que o Papa quer sublinhar. Mas não é por acaso que normalmente não deixamos as mães presidir sobre os julgamentos dos seus filhos. Posto de forma mais clara: uma das razões pelas quais a Igreja se encontra nesta crise é certamente porque muitos bispos revelaram demasiada preocupação paternal com os seus padres criminosos, e não foram suficientemente neutros em relação aos crimes terríveis em questão. Isto não foi sempre – ou até frequentemente – por malícia ou más intenções. É fácil entender como poderá ter sido precisamente o contrário.

Não é necessário pôr em questão o juízo do Papa (este, ou qualquer outro) para compreender os perigos inerentes a um processo judicial tão personalizado.

Nem se trata de uma preocupação abstrata. O Papa já cometeu um erro terrível, pelo qual pediu desculpa, ao defender o bispo Juan Barros, no Chile, mesmo ao ponto de denunciar os seus acusadores.

E depois temos o caso do bispo Gustavo Zanchetta, uma das primeiras nomeações episcopais do Papa Francisco. Zanchetta foi removido da sua diocese na Argentina depois de uma série de queixas – incluindo sobre pornografia homossexual encontrada no seu telefone – e trazido para Roma por Francisco. O Papa poderá entender isto como uma forma de trazer um filho errante para perto dele, para poder estar sobre a supervisão de um pai que o ama.

Outros, digamos assim, poderão entender de outra forma.

O Papa Francisco faz bem em estar de pé atrás em relação a “remédios” legalistas e burocráticos para aquilo que é fundamentalmente uma crise moral e espiritual. Mas dado tudo o que sabemos sobre como se tem lidado com os ilícitos dos padres nas últimas décadas, há razões para questionar se esta abordagem pastoral altamente personalizada e ad hoc do Papa Francisco para com bispos errantes é o modelo mais prudente para a Igreja hoje. O tempo dirá.


Stephen P. White é investigador em Estudos Católicos no Centro de Ética e de Política Pública em Washington.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Quinta-feira, 11 de Abril de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing

terça-feira, 19 de março de 2019

Renúncias rejeitadas e tragédias antípodais

D. Maurílio Gouveia
Morreu o arcebispo emérito de Évora, D. Maurílio Gouveia. Rosário Silva faz aqui a sua biografia, Aura Miguel escreveu esta simpática e bonita homenagem e aqui encontram as reacções de D. Manuel Clemente e do bispo do Funchal, a sua diocese de origem.

Mas claro que a grande, e pior, notícia dos últimos dias foi o horrível massacre em Christchurch, na Nova Zelândia. O Papa rezou pelas vítimas. Deixo-vos com esta minha reflexão sobre esse atentado e sobre o papel do Cristianismo nesse fanatismo racial.

O Papa rejeitou a renúncia do cardeal Barbarin, de França, que foi condenado por encobrir casos de abuso.

Por falar em abusos, a diocese de Vila Real suspendeu o padre acusado de ter tido uma relação com uma menor com quem mais tarde viria a ter um filho. Esse dado já foi acrescentado à cronologia de casos de abuso em Portugal, que mantenho aqui.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

What the Pell?

Agora já é oficial. O Cardeal Pell foi condenado por abuso sexual de menores. Está preso, e será sentenciado a 13 de março, mas vai interpor recurso. Cá para mim esse recurso ainda vai dar que falar…

No seguimento da cimeira sobre abusos sexuais, D. Manuel Clemente, que esteve presente, diz que “o que arde cura ” e o arcebispo de Évora promete “transparência e colaboração”.

O padre José Miguel Barata Pereira, reitor do seminário dos Olivais, nega que o celibato seja um factor de risco para os abusos sexuais praticados por clero e a mesma opinião é defendida pelo padre Carter Griffin que diz, neste artigo do The Catholic Thing, que o celibato não é problema, é mesmo a solução.

Aqui podem ler a transcrição integral da minha entrevista a Danny Sullivan, que foi durante três anos responsável pela comissão que em Inglaterra supervisionava a proteção de menores na Igreja Católica. É muito interessante.

Outro tema que agora promete dar que falar é o dos padres com filhos. O cardeal responsável pela Congregação para a Família confirma que existem normas para estas situações e que a prioridade são sempre as crianças.

A diocese de Viseu quer acabar com as “esculturas de supermercado” nas igrejas e diz mesmo: “Basta!”

E termino com um desafio. O Movimento Defesa da Vida promove no fim-de-semana de 16 e 17 de Março um seminário sobre Sexualidade e Parentalidade Responsável, em Lisboa. É aberto a todos os que tenham interesse, devendo procurar mais informações aqui .


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O Celibato não é o Problema, é a Solução

Pe. Carter Griffin
Muitos católicos, incluindo os mais fiéis, parecem ter desistido de defender o celibato sacerdotal. Na nossa era pós-revolução sexual, muitos vêem o celibato como uma repressão pouco saudável das vontades sexuais, fomentando a epidemia de abusos sexuais na Igreja que hoje conhecemos. Segundo esta linha de pensamento, se nos queremos livrar dos abusos sexuais na Igreja, temos de nos livrar do celibato.

Esta é uma solução que, nas palavras de um crítico literário, é “limpa, plausível e errada”.

O problema não é o celibato. Dizer que os abusos sexuais entre o clero são causados pelo celibato é como dizer que a culpa do adultério é do casamento. Em ambos os casos estamos perante violações de votos sagrados, promessas que beneficiam da ajuda do Senhor para serem vividas fielmente. Por outras palavras, permitir aos padres que se casem não evitaria as transgressões sexuais. O casamento, infelizmente, não é um espaço imune ao escândalo e ao abuso sexual.

O problema não está no celibato, está no celibato mal vivido. É causado por padres que não vivem castamente. A resposta não é a eliminação do celibato, mas exigir que os padres, tal como as pessoas casadas, vivam a exigência da sua vocação.

De facto, o celibato é em si um dom precioso e insubstituível para a Igreja. Costuma ser definido de forma negativa, como “não casar”, mas é antes uma escolha positiva, uma forma poderosa de amar, com uma unicidade de propósito e uma abertura de coração única. Permite a um padre viver a sua paternidade espiritual com particular força e eficácia.

Durante séculos os benefícios espirituais do celibato sacerdotal enriqueceram a Igreja e até a cultura mais alargada. Abolir o celibato num momento de desespero não só não resolveria o problema dos abusos sexuais, como também privava as gerações futuras das inúmeras graças de paternidade espiritual que nos chegam através do celibato sacerdotal.

Mas então como é que podemos explicar esta tempestade de escândalos? A história não é bonita, mas há boas notícias para o fim.

Em primeiro lugar, durante décadas houve surpreendentemente pouco escrutínio dos candidatos à formação sacerdotal. Normalmente bastava a recomendação de um pároco e uma demonstração de aptidão académica, não havendo investigação rigorosa da maturidade espiritual nem do carácter moral, referências ou exames psicológicos.

A Igreja insistiu persistentemente que homens com inclinações homossexuais não deviam ser admitidos ao seminário (o documento mais recente neste sentido foi aprovado pelo Papa Francisco em 2016). Todavia, estes homens eram admitidos em grande número.

A maioria dos padres com atração pelo mesmo sexo não são, claro, culpados de abusos sexuais e vivem fielmente. Ainda assim, a grande maioria dos casos de abusos por padres envolvem o abuso homossexual de rapazes. Por mais controversa que tenha sido, a sabedoria da Igreja tornou-se hoje claríssima. Ignorá-la tem tido consequências terríveis para a vida de milhares de jovens ao longo de várias décadas.

Em segundo lugar, durante anos os seminaristas receberam uma formação lamentavelmente inadequada para viver o celibato casto. Segundo o testemunho de padres formados nesses anos turbulentos entre as décadas de 70 e 80, a vida interior e as práticas ascéticas necessárias para sustentar uma castidade saudável não eram inculcadas. Muitos homens foram mesmo ordenados com a ideia errada, reforçada pelos formadores no seminário, de que a obrigação do celibato seria em breve abolida.

Nalguns seminários existia uma cultura de libertinagem sexual entre seminaristas e até entre formadores que corrompia jovens vulneráveis ou afastava, enojados, os que procuravam a virtude. A situação era tanto pior quanto, em muitos seminários, a dissidência teológica e a experimentação litúrgica eram uma praga, levando a uma duplicidade hipócrita que os homens levaram com eles para o sacerdócio.

A infidelidade intelectual conduz, invariavelmente, à infidelidade moral. Se eu posso distorcer os ensinamentos da Igreja ao sabor das minhas opiniões, preferências e desejos, porque é que hei de limitar essa arrogância às proposições dogmáticas e normas litúrgicas? Porque não aos preceitos morais também? O preço a pagar na Igreja pela dissidência que durante anos fermentou nas faculdades de teologia tem sido muito alto tanto em termos de confusão doutrinal e litúrgica como, diria, em termos de abusos sexuais.

Por fim, depois de ordenados, alguns dos padres que cresceram neste clima de duplicidade permissiva foram, sem grandes surpresas, infiéis. E raramente foram censurados por isso pelos seus superiores. Alguns foram transferidos para novos serviços, quase nenhum foi demitido do estado clerical. Muitos bispos perderam a coragem e a confiança. A dimensão da corrupção entre o clero era uma vergonha embaraçosa para os bispos e o resultado é que surgiu uma cultura de profundo secretismo que agora está a ser revelada.

Felizmente a história não acaba aqui. Contra todas as expectativas, muitos padres e bispos permaneceram fiéis através dessas décadas negras e hoje honramos o seu testemunho heroico. Depois, em 1992, foi publicado o documento seminal Pastores Dabo Vobis em que São João Paulo II propôs um retrato estimulante do sacerdócio e da formação nos seminários.

Nos anos seguintes este documento foi aplicado de forma desigual pelo mundo, mas o aumento da qualidade da formação foi inquestionável. Os requisitos para admissão na maioria das dioceses têm aumentado e a qualidade de formação na maioria dos seminários melhorou drasticamente. Embora muitas pessoas não o compreendam, a reforma do clero começou há bem mais de duas décadas.

Claro que ainda há muito para fazer. Uma vez que o celibato é uma forma privilegiada de viver a paternidade espiritual, devemos continuar a melhorar a seleção e formação de futuros padres à luz dessa paternidade. Eles devem estar imbuídos de uma identidade masculina confiante e um desejo normal e saudável pelo casamento e pela paternidade, bem como a capacidade madura de poder abdicar destes grandes dons para se poderem focar na paternidade sobrenatural e possuir, ou demonstrar aptidão para, as qualidades e virtudes humanas dos melhores pais naturais.

Depois de ordenados, os padres devem ter de viver segundo os mais altos padrões de castidade. Deve-se lidar com as violações desse compromisso de forma consistente, imediata e justa, com a seriedade correspondente a uma violação de confiança grave contra a família espiritual. A castidade – serena, profunda e alegre – ao serviço da paternidade espiritual é sem dúvida o caminho para uma reforma genuína no sacerdócio.

Com a melhor das intenções, os médicos medievais costumavam tratar as doenças sangrando os seus pacientes. Sem o saber, estavam a privá-los dos nutrientes de que precisavam para se curar. Aqueles que procuram curar a doença dos abusos sexuais na Igreja sangrando-a da graça do celibato não conseguirão curar a doença e privarão o corpo de Cristo dos nutrientes tão necessários à restituição da saúde.

Se queremos abordar o problema dos abusos sexuais praticados por membros do clero, podemos começar por exigir a mesma fidelidade aos nossos padres que exigimos a toda a gente, convidando-os a abraçar, através do dom do celibato, as bênçãos da paternidade sacerdotal de que precisamos mais do que nunca.


O padre Carter Griffin é sacerdote da Arquidiocese de Washington. Está envolvido, desde 2011, com a seleção e formação de seminaristas no Seminário São João Paulo II, em Washington, DC. O padre Griffin é licenciado pela Universidade de Princeton e é ex-oficial da marinha americana. O seu livro Why Celibacy?: Reclaiming the Fatherhood of the Priest, será publicado pela Emmaus Road na Primavera. Uma versão mais longa desta deste artigo pode ser lido no site do First Things.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no domingo, 24 de fevereiro de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Cimeira anti-céptica e FNOmenal

Sei que não vos costumo maçar ao fim-de-semana, mas como vou estar de folga nos próximos dois dias não queria deixar de vos mandar este mail com o essencial da cimeira sobre abusos sexuais, e não só.

Mas se os abusos representam a pior faceta da Igreja, perdoem-me se prefiro começar com uma bem mais bonita. Ontem foi o Faith’s Night Out. Uma iniciativa feita inteiramente por jovens, amadores, mas de um nível absolutamente incrível. Eu cresci como homem e como cristão nas Equipas de Jovens de Nossa Senhora e a minha geração não sonhava fazer coisas tão boas. Aqui está a minha reportagem de uma noite muito, muito bem passada.

E agora para a cimeira. Hoje foi a conclusão, com um discurso do Papa em que comparou os abusos sexuais ao sacrifício de menores e elencou oito orientações para resolver este problema não só na Igreja mas em toda a sociedade.

Tendo acompanhado tudo isto de perto devo confessar que um certo cepticismo de que fosse só conversa foi ultrapassado. O arcebispo Scicluna diz que este encontro marca o ponto definitivo em que se percebeu que o encobrimento é um pecado tão grave como os próprios abusos e isso está em linha com a “revolução coperniciana” pedida pelo arcebispo de Brisbane, por uma Igreja que coloca a vítima no centro, e não o contrário .

Ontem houve também momentos fortes, entre os quais uma jornalista veterana (ainda mais veterana que a Aura Miguel!) a dizer muito claramente aos bispos que se eles estão do lado dos abusadores, então bem podem ter medo dos jornalistas. Isto no mesmo dia em que o cardeal Marx admitiu que a Igreja preocupou-se mais em disciplinar as vítimas do que os abusadores e falou de dioceses que até destruíram documentação sobre os criminosos. Uma das oradoras que mais impressão causou foi a freira nigeriana que disse aos bispos que por mais que se escondam, esta é uma tempestade que não vai passar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Pedi resultados concretos, e dár-se-vos-ão

Vítima de abusos, ouvido pela Renascença
Como devem calcular, hoje – e pelo menos até domingo – o tema é quase só um: Abusos.

Começou a cimeira no Vaticano, o Papa introduziu, pedindo aos participantes para “escutar o grito dos que pedem justiça”. Francisco também deu a cada participante uma lista de 21 pontos de reflexão que, sendo apenas pontos de reflexão, não deixam de ser pontos de reflexão dados pelo Papa. Traduzi-os para português. Vale muito a pena ler!

Depois viu-se um vídeo com testemunhos gravados de vítimas de abusos, que causou um grande impacto. Aqui podem ler alguns dos testemunhos. Custa, mas leiam.

Entretanto a Renascença falou diretamente com uma vítima que se encontra em Roma nestes dias. Mais uma vez, um testemunho duro, mas que deve ser lido.

Os primeiros oradores hoje foram o arcebispo Scicluna e o cardeal Tagle, sendo que ambos falaram da importância de se respeitar a dor das vítimas e mais tarde, no briefing, o especialista Hans Zollner deixou claro que sim, este encontro vai traduzir-se em resultados concretos.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Parte do problema e parte da solução? É do melhor que há


D. Manuel Clemente partiu hoje para Roma para participar na cimeira sobre abusos sexuais. Diz que os bispos foram parte do problema, agora querem ser parte da solução.

Há quem não saiba (incluindo os autores do kit de imprensa da Santa Sé. Ver imagem) mas Portugal já tem directrizes para lidar com estes casos desde 2012 e, segundo um especialista, “são do melhor que há”. Outras diretrizes que são consideradas um modelo a seguir são as inglesas, que são até mais duras do que a lei vigente no Reino Unido, mas não impedem que continue a haver problemas.

Esta é uma boa oportunidade para recordar que no blog vou mantendo uma cronologia de casos de abusos em Portugal. Podem consultar aqui.

A cimeira termina no domingo e logo na segunda haverá uma reunião entre a comissão organizadora e todos os dicastérios aos quais este assunto interessa.

E o dia hoje começou com notícia de uma carta dos cardeais Burke e Brandmüller a tecer comentários sobre a cimeira, para a qual não foram convocados.

Mudando de assunto (sim, há outros assuntos), o artigo desta semana do The Catholic Thing em português fala de escalada, mais especificamente dos maluquinhos que fazem escalada em modo “livre solo”, isto é, sozinhos e sem cabos de segurança, para tecer algumas conclusões sobre a nossa sociedade. Leitura interessante para todos, incluindo os que, como eu, não são particularmente fãs de escalada.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Actualidade Religiosa: Omertà No More

Começa esta semana a cimeira sobre abusos sexuais, no Vaticano. Hoje foi a conferência de imprensa de apresentação, com o arcebispo Scicluna a dizer que “o silêncio já não dá”. Aqui podem ver as respostas para as vossas perguntas. Se tiverem mais perguntas que não estão no artigo, não deixem de me dizer, porque se forem relevantes pode-se acrescentar.

Durante o fim-de-semana aconteceu, como já se esperava, a redução do ex-cardeal McCarrick ao estado laical. Aqui explico como o outrora influente clérigo passou do Colégio dos Cardeais à desgraça.

O próximo dia 20 de fevereiro vai ser feriado municipal em Jurandá! Porquê? Porque é o dia dos Pastorinhos e Jurandá é a terra do menino que foi curado por sua intercessão.

O Papa deixou-se fotografar hoje com um crachá a pedir a abertura dos portos a barcos com migrantes.

D. Nuno Brás foi apresentado na Madeira, recordando que a riqueza “não é o sentido último da existência dos cristãos”.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Tão Maduro que Desilude

O Papa tem sido acusado de ter mão leve em relação a Nicolas Maduro. Pois hoje foi revelada uma carta escrita por Francisco em que se manifesta “desiludido” com o líder venezuelano, a quem nem sequer trata por Presidente.

O Vaticano aliou-se à Microsoft para promover a Ética na Inteligência Artificial. Vai haver um prémio internacional e tudo!

Foi aprovado o milagre que permite canonizar o cardeal John Henry Newman. São excelentes notícias.

Há quem tenha honras de capa, e há quem tenha capa de honras. O Papa conjuga os dois factores e diz que os “Portugueses são muito fortes”.

Os bispos dizem que desde 2001 os tribunais eclesiásticos analisaram cerca de uma dezena de casos de abusos. Recordo que podem ver aqui uma cronologia rigorosa de todos os casos que tem havido em Portugal nos últimos anos.

Um artigo de leitura obrigatória para quem se interessa pelo tema do aborto. Nos Estados Unidos torna-se cada vez mais claro que o direito ao aborto se estende até aos bebés que acabam por nascer vivos. Não se esqueçam que o que se passa lá, mais cedo ou mais tarde vem cá parar. Leiam e divulguem.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Francisco preparado para mediar crise na Venezuela

O Papa regressou ontem dos Emirados Árabes Unidos. No último dia lá celebrou missa com os católicos, a quem pediu que trabalhassem pela paz.


Por falar em Venezuela, a missão católica portuguesa no país diz que urge travar, de todas as formas, uma intervenção militar dos EUA no país.

Conhece o “Gabinete de Escuta”? Se não conhece, leia isto. Pode ser o que falta para ajudar uma pessoa que conhece.

Porque hoje é quarta-feira trago-vos um artigo do The Catholic Thing em português, desta vez sobre um tema muito atual, a importância do estabelecimento de uma Igreja Ortodoxa da Ucrânia independente de Moscovo e como isso pode afectar o Cristianismo global. Não deixem de ler.

E deixo-vos novamente o convite para ler a minha grande reportagem sobre o dérbi mais improvável do mundo, que se joga na língua de Cristo. Muitos dos adeptos neste jogo peculiar são naturais da Síria, onde já só 2% da população é cristã.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

JMJ - It's coming home

Por força das circunstâncias, estive fora vários dias e sem conseguir mandar o mail noutros. Peço desculpa pelo silêncio, sobretudo numa altura tão importante para a Igreja portuguesa, com o anúncio das JMJ de 2022 para Lisboa.

Aqui encontram todos os textos feitos no âmbito das Jornadas do Panamá, mas deixem-me destacar estes, que têm a minha mão:


A directora de informação da Renascença lança um “alerta vermelho ao Estado laico

No avião de volta para Roma o Papa falou do aborto, do celibato, da Venezuela e disse que não devemos ter expectativas exageradas sobre a cimeira dos abusos, marcada para Fevereiro.

No meio disto tudo, uma notícia triste das Filipinas, onde um atentado ontem matou 27 pessoas numa catedral.

Deixo-vos ainda com os últimos dois artigos do The Catholic Thing. Randall Smith escreve sobre o perigo dos “lugares seguros” nas universidades e Robert Royal, no dia da Caminhada pela Vida nos EUA, diz que no meio dos escândalos que se abatem sobre a Igreja, podemo-nos orgulhar de sempre ter mantido erguido o estandarte da causa pró-vida. Leiam e partilhem!

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