Showing posts with label Cardeal Sean O'Malley. Show all posts
Showing posts with label Cardeal Sean O'Malley. Show all posts

Thursday, 18 November 2021

Honestidade, Escuta, Drama e o Casarão

Os meninos de "O Casarão"
O Cardeal Sean O’Malley pede que se façam investigações “honestas e independentes” aos casos de abusos na Igreja.

Em Portugal os Jesuítas abriram um Serviço de Escuta para vítimas de abusos sexuais.

A Cáritas chama atenção para o que descreve como uma “situação muito dramática” na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia.

E estreia esta quinta-feira, no Cinema City em Alvalade, um filme sobre um seminário que foi um farol de liberdade durante o Estado Novo. Podem ler sobre “O Casarão” aqui, mas o melhor é mesmo irem ver o filme! (Trailer no final do post).

Não deixem de ler o artigo desta semana sobre como amar a Igreja, apesar de tanta coisa má que a aflige. É só seguir o exemplo de São Francisco de Assis!


Friday, 22 February 2019

Como lidar com os bispos abusadores e tolerância zero

Mais um dia de cimeira sobre os abusos no Vaticano. Hoje o cardeal Cupich, dos Estados Unidos apresentou uma lista de 12 pontos para ajudar a criar um mecanismo de responsabilização dos bispos, que todos têm reconhecido ser uma lacuna nos actuais sistemas em vigor nos diferentes países.

Tanto Cupich como o cardeal Gracias da Índia falaram da importância de uma abordagem colegial a este problema.

Mais tarde, durante o briefing diário, houve oportunidade de se esclarecer um termo que é muitas vezes usado mas nem sempre explicado. Tolerância Zero… O que é que significa afinal?

Para além das diretrizes da Conferência Episcopal portuguesa, os jesuítas têm em vigor as suas próprias normas. A Renascença e a Ecclesia entrevistaram o padre José Maria Brito, do gabinete de imprensa, que diz que a denúncia destes casos deve ser entendida como uma obrigatoriedade de todos na Igreja.

Uma das vítimas que ontem deu o seu testemunho por vídeo foi uma mulher africana. África está imune a esta crise dos abusos sexuais? De todo… Simplesmente em muitas partes do continente nem existe a noção de que se trata de abusos.

E por fim, mudando de assunto, morreu esta sexta-feira o frei Bernardo Domingues.


Monday, 18 June 2018

Aquarius e honoris

Após um fim-de-semana que ficou marcado pelo caso do “Aquarius”, as comissões de Justiça e Paz das dioceses portuguesas assinaram um documento conjunto em que deixam votos de que “as correntes de hostilidade ao acolhimento de refugiados e migrantes” não tenham expressão em Portugal. O Papa falou deste assunto no domingo, defendendo “a responsabilidade e a humanidade” no acolhimento aos refugiados.

O novo bispo de Viseu tomou posse no fim-de-semana. D. António Luciano Costa, ex-enfermeiro, diz que as prioridades são estar com as pessoas e rezar (na foto).

Já passou um ano dos incêndios de Pedrógão. O bispo de Coimbra enaltece a força da esperança da população afectada. Sobre isto, não deixem de ver a grande reportagem da Renascença

Na sexta-feira a Universidade Católica concedeu um doutoramento Honoris Causa ao cardeal Sean O’Malley. No seu discurso, o cardeal americano enalteceu a educação católica como remédio para a cultura das celebridades.


Wednesday, 20 December 2017

Actualidade Religiosa: Cardeal Law, perseguição na Índia e focas chamadas Amália

Morreu o cardeal americano Bernard Law. O seu legado fica tristemente associado ao escândalo de abusos sexuais da diocese de Boston, mas como nos recorda o cardeal Sean O’Malley, ele era muito mais do que os seus pecados e as suas falhas que conduziram ao encobrimento de dezenas de casos de abusos.

Os cristãos na Índia temem um aumento de casos de perseguição, agora por altura do Natal, e apontam para uma situação recente que levou à detenção de um grupo de 32 seminaristas.

Conheça a foca chamada “Amália” que foi comprada pelas Irmãs Hospitaleiras para melhorar o bem-estar de pessoas com demência…

Convido-vos também a ver esta grande reportagem multimédia da Renascença sobre a vida dos refugiados sírios na Turquia. Não tem directamente a ver com religião, mas penso que não se vão arrepender de o ver e ler até ao fim.

Hoje temos novo artigo do The Catholic Thing. Num mundo que é cada vez mais dominado pelos sentimentos e as emoções do que pela razão, é urgente ler e compreender este artigo do padre James V. Schall, que fala dos riscos que esta tendência apresenta para a nossa civilização. 

Wednesday, 29 June 2016

Brexit e ideologias demoníacas

O Brexit é o tema da semana e o Patriarca de Lisboa não lhe passou ao lado. Segundo D. Manuel Clemente a Europa deve guardar o lugar do Reino Unido.

Infelizmente existem racistas idiotas em todo o lado, no Reino Unido, porém, são tão idiotas que pensam que os 17 milhões que votaram para sair da Europa estão com eles e por isso têm protagonizado alguns tristes incidentes. São fenómenos que o arcebispo católico de Westminster rejeita absolutamente.

O Papa Francisco encontrou-se ontem com Bento XVI e os dois elogiaram-se mutuamente. Em Lisboa o encontro foi outro, Marcelo Rebelo de Sousa concedeu ao cardeal Sean O’Malley uma condecoração e cardeal até contou anedotas.

A actualidade está a ser marcada pelo terrível ataque terrorista em Istambul. O Papa já lamentou o atentado que fez cerca de meia centena de mortos e muitos feridos.

A ideologia de género está por detrás de muitos dos ataques à família e ao homem nos nossos dias. No artigo desta semana do The Catholic Thing, o padre Paul Scalia, filho do falecido juiz do Supremo Tribunal americano Antonin Scalia, explica porque é que se trata de uma teoria demoníaca, no puro sentido da palavra.Leiam que vale a pena.


Wednesday, 2 March 2016

Spotlight, Templeton e dinheiro sujo

And the winner is...
Como já saberão o filme Spotlight venceu dois Oscares no domingo à noite. Ontem o Cardeal Sean O’Malley de Boston, a diocese retratada no filme, veio dizer que se trata de uma produção importante. Por cá, João Reis, dos Catholic Voices Portugal, também explica porque é que é importante os católicos prestarem atenção a filmes destes, mesmo que doa.

Esta quarta-feira o Papa disse que dispensa o dinheiro “sujo” de quem explora trabalhadores, numa audiência geral em que falou também do acolhimento dos refugiados e da misericórdia.

Já ontem, Francisco recebeu uma delegação da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, a quem agradeceu o trabalho desenvolvido por esta organização.

O rabino britânico Jonathan Sacks venceu o prestigiado Prémio Templeton. Se não conhecem as suas obras, não percam tempo! Acabei de ler o último livro e é interessantíssimo.

O Estado Islâmico, que entretanto se entretém a executar os seus próprios militantes, está a proporcionar uma nova ideologia a milhares de europeus, considera um especialista espanhol.

Não deixem de ler o meu mais recente artigo sobre a Eutanásia, em que explico porque é que, não sendo nazis os que a defendem não podia ser mais nazi o conceito em si, e leiam também o artigo desta semana do The Catholic Thing, em que Howard Kainz questiona a atitude da Igreja Católica para com o Islão.

Tuesday, 16 July 2013

Marianne, a ucraniana revolucionária

Inna Shevchenko: Activista, Feminista,
Inspiradora de selos e carrasca de cruzes
A semana passada divulguei uma notícia que indicava que o Papa tinha escrito à Alitalia a dizer que não queria luxos nem uma cama no avião que o transporta para o Brasil. Hoje, porém, o Vaticano negou a existência da dita carta. (Mas não vai haver cama à mesma).

O Papa tem, entretanto, muito trabalho pela frente. Há pelo menos 170 dioceses, ou equivalentes, a precisar de bispo. Isto sem contar a China!

Esperamos que todos possam ter a fibra de Seán O’Malley, o arcebispo de Boston, que em Setembro volta a Portugal para participar num encontro da Pastoral Social, em Fátima.


Um novo selo francês, que mostra a famosa “Marianne” da Revolução Francesa, teve como inspiração uma ucraniana que se tornou famosa depois de derrubar um crucifixo de madeira, com vários metros, usando uma serra eléctrica e em tronco nu. Parece-me adequado.


E terminamos com uma notícia mais triste. Uma freira indiana foi raptada e repetidamente violada, ao longo de uma semana. Ao que parece as causas são um feudo familiar e não perseguição anticristã especificamente, mas tudo se passou em Orissa, onde há cinco anos houve uma grande perseguição aos cristãos.

Monday, 6 May 2013

O'Malley nos Açores, Ameal em Seoul

PSY reconhece superioridade de Thereza Ameal
Este fim-de-semana estive nos Açores para cobrir as festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres e entrevistar o Cardeal Sean O’Malley.


Como sempre pode ler a transcrição integral aqui. A conversa decorreu toda em português.

As festas em si foram marcadas, infelizmente, pela greve da Sata, que deixou milhares de emigrantes apeados. Mas dos que conseguiram voltar à terra Natal para as festas todos concordam que nada se compara ao original.

Entretanto o Papa também falou dos abusos na Igreja, este fim-de-semana, pedindo coragem na defesa das crianças. Dirigiu ainda umas palavras às mães, por ter sido dia da Mãe em muitos países.


Abusos sexuais: Nos EUA pior já passou


Transcrição integral da entrevista feita ao Cardeal O’Malley. Notícias aqui e aqui. A entrevista foi realizada inteiramente em português.

O que significa para si participar nestas celebrações do Santo Cristo dos Milagres?
É uma alegria imensa poder estar aqui, sobretudo durante o ano da fé. Fui bispo de Fall River durante 10 anos e tive muitas vezes a oportunidade de celebrar com os nossos fiéis, onde metade dos católicos são açorianos e mantém muitas das tradições portuguesas, como as festas do Divino Espírito Santo, e as do Santo Cristo, que são muito importantes. Assim, poder ir ao sítio onde têm origem estas devoções é um privilégio e uma alegria muito grande.

No seu trabalho pastoral tem trabalhado muito com portugueses e é conhecida a sua simpatia por esta comunidade e pelo país. O que é que realçaria da prática religiosa dos portugueses?
Em Washington, quando era um padre jovem trabalhava com emigrantes, sobretudo da América Central, mas também alguns retornados portugueses de África, que voltando para Portugal acabaram por ir para os EUA e assim começámos uma paróquia portuguesa em Washington. Depois de 10 anos como bispo das Ilhas Virgens, fui nomeado bispo de Fall River, onde há muitíssimos portugueses, quase todos açorianos, e assim fiquei a conhecer muito bem as suas tradições. Para os emigrantes a religião e a fé são muito importantes para a sua própria identidade. A Igreja é o centro da sua vida religiosa e social.

Há muitas comunidades diferentes na Igreja nos Estados Unidos. Faz sentido falar de um catolicismo americano?
Somos uma Igreja de imigrantes, mas os emigrantes americanos formam um mosaico entre si e os portugueses americanos já não são iguais aos portugueses de Portugal, os irlandeses americanos têm uma experiência diferente. Têm diferentes tradições mas também se integram numa nova realidade.

Ao longo dos últimos anos temos notado uma interessante evolução na Igreja Americana. Olhando para a hierarquia vemos uma Igreja unida, forte, influente, sem medo de participar nos debates públicos… mas a nível dos fiéis a situação parece semelhante a muitos outros países, com os católicos a revelar opiniões divergentes às oficiais em relação a muitos assuntos. Como vê a evolução da situação nos próximos anos?
A Igreja tem muitos desafios nos EUA mas estamos a crescer sobretudo devido aos novos imigrantes que chegam, que são sobretudo católicos. Para nós é um grande desafio ter vocações suficientes para ter padres e religiosas e pessoas para trabalhar com os recém-chegados.

Também há um processo de secularização nos EUA, que para nós é algo novo, porque apesar de ser um país muito desenvolvido, os americanos são crentes e religiosos, mas estamos a começar a experimentar um pouco o que já existe na Europa, muita gente que não pertence a nenhuma Igreja, o que para nós é uma coisa nova, mas é uma realidade sobretudo entre os mais jovens, pelo que temos de dedicar-nos ao que a Igreja chama a nova evangelização, evangelizar os católicos e os cristãos que já não praticam a sua fé, que receberam uma vez a mensagem do Evangelho mas que agora estão afastados. É um desafio muito grande mas importante para o nosso futuro.

Nos últimos anos temos assistido a vários momentos de tensão entre a hierarquia e o Governo. Há quem diga que há um clima quase de perseguição da Igreja. É real esse medo?
Nos Estados Unidos não existe um partido político católico. Os republicanos e democratas têm coisas que estão de acordo com a Igreja e outras que não.

A administração actual tem tido muitos conflitos, sobretudo por causa do aborto e o casamento homossexual. Por outro lado os democratas, no que diz respeito a emigração e justiça social económica, estão mais perto das posições da Igreja. Mas a tensão é real e para nós o Evangelho da Vida é o centro do nosso evangelho de doutrina social católica.

Com este processo de secularização penso que as tensões entre Igreja e Estado vão aumentar, infelizmente, mas é uma realidade e temos de preparar o nosso povo para dar testemunho da fé num ambiente por vezes hostil.

Como sabemos, a crise dos abusos sexuais foi muito forte nos Estados Unidos. O pior já passou?
Acho que sim, porque todos os casos são de há 20, 30 ou 40 anos. Ultimamente os casos são muito, muito raros. Mas têm feito muito dano à credibilidade da hierarquia da Igreja.

Há muitos anos os bispos iniciaram umas normas muito exigentes para proteger as crianças e têm sido muito eficazes, acho que as nossas instituições, igrejas e escolas são os sítios mais seguros para crianças que existem no nosso país, nenhuma outra Igreja, nem o Governo, fazem as coisas que nós fazemos para proteger as nossas crianças.

Enquanto arcebispo tem de lidar com estes assuntos, mas não pode deixar de o afectar, ter de estar tão próximo destes problemas.
Sim, porque levo muitos anos com estes problemas tão sérios e eu tenho reunido muitas vezes com vítimas, as suas famílias, tenho visto de perto o grande dano que tem feito e quando se trata de pessoal da Igreja a traição é maior porque o dano que faz é também espiritual.

Tenho sido bispo em quatro dioceses e em três foi precisamente para tratar destes problemas. São já 20 anos a lidar com isto, e é duro.

Em alguns países da Europa começam agora a surgir casos de abusos na imprensa. Que conselhos daria às igrejas dos países em que o problema começa agora a manifestar-se?
O Papa Bento mandou que todas as conferências episcopais no mundo preparem normas sobre estes casos de abuso sexual. Nas normas também indica que deviam ter muita transparência, muita atenção às vítimas e tolerância zero para casos de pedofilia na Igreja. É muito importante que as conferências episcopais o façam.

Eu sei que em muitos países não há muitos recursos e é difícil, mas acho que os países que têm passado por estes problemas podem aconselhar e ajudar estas conferências episcopais, mas é muito importante.

Acho que o novo Papa Francisco concorda com a importância de continuar a dar atenção necessária ao problema de abusos de crianças que, não é um problema clerical nem da Igreja, é um problema humano e existe muito mais fora da Igreja do que dentro, da Igreja, mas como tenho dito, quando se trata de um sacerdote ou de um religioso, o dano é maior para a vítima.

Cardeal O'Malley prostrado numa cerimónia
penitencial pelos crimes de abusos sexuais
Recentemente foi nomeado para uma comissão que vai aconselhar o Papa sobre a reforma da Cúria. A primeira reunião será só em Outubro… porquê esperar tanto tempo?
Sim, mas temos começado a trabalhar por correio, entre nós, mas a primeira reunião, quando nos reunimos todos, porque somos de todos os continentes, é só em Outubro.

Já tem algumas ideias a apresentar ao Papa?
Estou a pensar, estou também a consultar com várias pessoas.

Fala-se muito de problemas da Cúria, até que ponto é que os problemas residem mesmo aí?
Estou a começar a conhecer a realidade da Cúria, há muitas pessoas muito dedicadas e muito capazes que trabalham ali. Acho que os meios de comunicação falam muito do Vatileaks e dos problemas que tem havido, mas há também trabalho de muito valor que se faz ali.

Queremos encontrar formas de coordenar melhor e com maior comunicação entre os vários dicastérios e a sua relação entre a Cúria e as conferências episcopais no mundo inteiro para que haja mais colaboração e coordenação.

O Banco do Vaticano também tem sido muito criticado. Na sua opinião faz sentido o Vaticano ter um banco?
Essa é uma das coisas que estamos a estudar. O nosso banco não é muito grande, mas vemos como muitos bancos europeus e também americanos têm tido problemas.

O dinheiro que está no banco pertence às ordens religiosas benéficas da Igreja e isso é uma grande responsabilidade, por isso vamos procurar proteger esses recursos da melhor maneira. Sei que o Papa Bento XVI contratou um novo dirigente, um perito nestes assuntos, vamos ver.

Temos reuniões com várias pessoas sobre isto e acho que vamos ter tempo para o estudar, mas eu pessoalmente não creio que a Igreja deva fechar o banco sem estudar muito o caso, porque vimos o que está a acontecer noutras partes e talvez a situação fosse pior.

Este Papa tem sido uma surpresa para muita gente, tem-no sido também para quem o elegeu?
Sim e não, conheço o Papa há muitos anos, de Buenos Aires.

Um bispo que vem da América, sobretudo da América Latina tem uma experiência muito diferente que um bispo da Europa. A sua maneira de proceder é uma reflexão da sua experiência pastoral na América Latina. Também, ele é religioso, mas acho que vai dar muita importância ao Evangelho Social da Igreja, que é muito importante.

Na América Latina houve muita controvérsia sobre a Teologia da Libertação e muitas pessoas entenderam isso como a Igreja a perder a sua opção preferencial pelos pobres.

Acho que este Papa vai por a ênfase no Evangelho Social da Igreja, o que na América Latina é muito importante, porque há muita gente muito pobre, muitos problemas sociais, e também o Papa assumiu o nome Francisco por isso, porque para São Francisco o pobre é um sacramento de Cristo Crucificado. Também Francisco queria fazer-se um irmão universal. Acho que neste Papa vamos ver os temas de Francisco no seu pontificado.

O Papa está num Estado de Graça, faz homilias públicas todos os dias, a imprensa está a trata-lo bem. Não há o perigo que isso passe?
Acho que vão criticar o Santo Padre quando escutarem os seus ensinamentos sobre questões morais, mas acho que todo o mundo está feliz com o seu estilo, e acho que isso vai continuar igual.

Dizem que o número de pessoas que está a chegar a Roma para as audiências é muito grande. Cresceu com Bento XVI, mas com Francisco continua a crescer. Acho que é um bom indício de entusiasmo que o povo tem.

Os meios de comunicação secular têm outra visão do mundo e da vida e sempre vão estar em desacordo com a Igreja, e sobretudo com o Papa que é o nosso mestre principal, mas acho que até os inimigos da Igreja gostam do seu estilo e isso vai continuar igual.

Tuesday, 16 April 2013

Parabéns Bento XVI, obrigado políticos espanhóis!

Happy Birthday to you!
Os noticiários foram dominados pelo que se passou em Boston ontem à noite. O bispo local é, recorde-se, o Cardeal Seán O’Malley. O Cardeal, que se encontrava na Terra Santa, regressou imediatamente para os Estados Unidos e já manifestou a sua proximidade com as vítimas.

Mal começaram a circular as notícias começaram também as reacções. O Cardeal Dolan foi dos primeiros a falar.


Esta manhã, na missa que celebra em Santa Marta, o Papa criticou aqueles que querem regressar ao período pré-conciliar.

Essa missa foi celebrada por intenção de Bento XVI, que hoje faz 86 anos e festejou em Castel Gandolfo, na companhia do seu irmão.

Com tudo isto pode ter passado despercebido a muitos o facto de o Governo espanhol ter anunciado que quer mudar a lei do aborto, tornando-o muito mais restrito. Um elemento do PP espanhol diz que a lei “não vai agradar aos bispos”… permita-me discordar Sr. Alonso, acredito que vai agradar bastante mais que a actual!

Quem estiver pelo Porto, não deixem de participar na exposição itinerante “São Francisco de Assis – Património Vivo no Porto”. Quem não estiver, não deixem de ir visitar o novo site da iMissio com a qual tenho a honra de passar a colaborar.

Tuesday, 5 March 2013

Cardeais sem pressa querem é conversa

Cardeal O'Malley a tentar não dar nas vistas
Ao segundo dia de Congregações Gerais, continua a haver cardeais eleitores que não chegaram a Roma… O que é que andam a fazer? Ninguém parece saber. Mas ao menos os que lá estão escreveram hoje um telegrama a Bento XVI.

De resto, optaram também por cancelar os encontros à tarde, para terem mais tempo livre para conversarem e trocarem ideias. No meio disto tudo continuamos sem data para o Conclave. Não há pressa em Roma, está visto!






Chamo a atenção de todos para os retiros por etapas que começam na diocese de Lisboa. Amanhã em Cascais o padre Dâmaso falará sobre o tema: “Só o amor é digno de fé”. É às 21h30 na Igreja paroquial.

Wednesday, 27 February 2013

Adeus Bento XVI

Foi um dia muito emocionante, este, em que Bento XVI se despediu dos católicos.

Amanhã ainda haverá uma audiência com cardeais mas a maioria de nós não o voltará a ver tão cedo. Muitos portugueses não quiseram perder a oportunidade de dizer este último adeus, e ouviram o Papa falar português, talvez pela derradeira vez.

Tem havido muitos elogios ao gesto do Papa. Já eu disse, desde o início, que por princípio não gostava da decisão. Hoje, contudo, fiz as pazes com Bento XVI.


Ontem por engano disse que o Cardeal “do dia” era Timothy Dolan, quando na verdade era Sean O’Malley. Por isso se não o foram conhecer mais de perto, não percam a hipótese, porque é um homem muito interessante! Já o Cardeal de hoje, também americano, é Donald Wuerl.

Hoje, como terão reparado, não houve novidades quanto ao Patriarca de Lisboa. Amanhã é o último dia para este Papa nomear um sucessor. Se não o fizer D. José Policarpo torna-se, a partir das 19h, o Patriarca católico mais velho em funções!

Tuesday, 26 February 2013

Sean O'Malley

Nascido: 29 de Junho de 1944
Ordenado padre a 29 de Agosto de 1970
e bispo a 2 de Agosto de 1984
Em 2003 o bispo Sean O’Malley recebeu das mãos de João Paulo II uma das missões menos invejáveis que é possível imaginar: chefiar uma grande e influente diocese americana que estava totalmente falida e dilacerada por causa de um enorme escândalo de abusos sexuais.

O’Malley, que já tinha feito os possíveis para ultrapassar escândalos semelhantes noutras dioceses por onde tinha passado, tem por isso excelentes credenciais no que toca a lidar com aquele que é provavelmente o mais complicado problema que a Igreja tem de enfrentar actualmente. Em Boston o Cardeal instaurou uma política de tolerância zero para com padres suspeitos de abusos sexuais, acabando com a prática de encobrimentos que foi uma parte tão grande do escândalo até então. Criou também políticas globais para lidar com situações que pudessem surgir entretanto, que são consideradas pioneiras.

Numa medida que lhe garantiu a simpatia de muitos fiéis, O’Malley não hesitou em vender o palácio episcopal para ajudar a pagar as indemnizações às vítimas, tendo-se mudado para um pequeno quarto no seminário da diocese.

Em reconhecimento desse facto, Sean O’Malley foi um dos bispos encarregados de levar a cabo uma visitação apostólica à Igreja irlandesa para tentar averiguar as raízes do escândalo sexual que também abalou a credibilidade dessa igreja.


Foi na Irlanda que O’Malley teve um gesto simbólico muito forte, ao prostrar-se no chão diante de um altar despido, juntamente com o arcebispo de Dublin, Cardeal Martin, em Fevereiro de 2011. Depois os dois arcebispos lavaram os pés a oito vítimas de abusos sexuais.

O’Malley começou a sua vida sacerdotal como monge capuchinho e está fortmente imbuído da espiritualidade franciscana. Aquilo que lhe falta em experiência na curia romana, onde nunca viveu, tem em experiência missionária, tendo trabalhado nas Ilhas Virgens Americanas, com sem abrigo e vítimas de HIV.

No único livro que tem publicado em Portugal, “Anel e Sandálias” (Paulinas), escreve sobre a aparente contradição entre ser monge e bispo: “As sandálias e o anel tornaram-se os símbolos de uma vocação de frade capuchinho chamado a servir como bispo, uma combinação incómoda. Ser franciscano quer dizer procurar o último lugar à mesa e ser o menor dos irmãos. A função de Bispo na Igreja é de autoridade apostólica e de paternidade. Ser ao mesmo tempo o irmão mais pequeno e o pai é um verdadeiro desafio. Não sei se tenho tido sucesso num ou noutro desempenho, mas sei que estou grato a Deus pelo privilégio destas duas vocações”.

Interessantemente, O’Malley é também um grande amigo e admirador de Portugal. Tem um doutoramento em literatura espanhola e portuguesa, trabalhou com a comunidade portuguesa na diocese de Washington e visita frequentemente o país, onde ainda tem bons amigos.

Muitos cardeais hesitam perante a possibilidade de eleger um Papa de uma superpotência mundial, mas com a sua humildade franciscana O’Malley é tudo menos o estereótipo do americano arrogante. Acresce que O’Malley simplesmente não é muito conhecido na Igreja Universal e, como é natural, a maioria dos cardeais irá votar em alguém que conhece bem. Por outro lado o conhecido vaticanista John J. Allen Jr, escreveu no dia 19 de Fevereiro um artigo no qual afirma que O’Malley tem estado a tornar-se um nome cada vez mais repetido, e em termos elogiosos, tanto no Vaticano como na imprensa italiana, o que é muito importante.

O Cardeal americano tem 68 anos, uma idade que se enquadra bem no perfil de Papa mais novo que muitos cardeais têm dito que faz falta agora em Roma.


Partilhar