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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Crise humanitária à vista em Moçambique

Ilha do Ibo, Moçambique
Continuamos a assistir a tragédias em Moçambique, onde alegados jihadistas lançam o pânico no distrito de Cabo Delgado. Muitos civis procuram fugir para as ilhas de Matemo e de Ibo, onde simplesmente não existem condições para os acolher a todos. Adivinha-se uma crise humanitária.

A crise de abusos sexuais no Chile continua a abalar a Igreja. Mais um padre foi suspenso. Recordo que este é o tema de um dos artigos do The Catholic Thing das últimas semanas.

D. Antonino Dias escreveu uma carta pastoral com “orientações positivas” de ajuda aos divorciados e o bispo da Guarda fala da importância do diálogo ecuménico.

De ontem, uma notícia triste. O padre de Maceira, em Leiria, foi encontrado morto numa praia. Tinha apenas 38 anos, não se sabe como morreu.

Se não tenho filhos, porque é que devo pagar as escolas? Se não uso o hospital público, porque é que devo pagar por eles? Esta e outras dúvidas respondidas pelo grande Randall Smith, do The Catholic Thing em português.

Normalmente evito traduzir os artigos mais doutrinais, mas Randall Smith tem um jeito especial para tornar mesmo os assuntos mais teóricos fáceis de compreender. Aproveitem!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Charlie em Paz, feministas zangadas e "transgéneros"

Charlie Gard, finalmente em paz
Ao fim de uma longa batalha legal, que cativou o mundo, Charlie Gard está finalmente em paz. Este caso motivou muitas opiniões, algumas apaixonadas, muitas desinformadas. Sugiro a leitura deste artigo.

Mais uma sexta-feira, mais um ataque terrorista. Desta vez foi na Alemanha.

Bispos, tenham cuidado! Elas andam aí. Quem são elas? São o Comando Feminista Informal para a Acção Antiautoritária que atacou a sede da Conferência Episcopal no México.

Está a sentir-se generoso? Ajude lá os Leigos para o desenvolvimento a ajudar os miúdos santomenses a ajudar a sua comunidade através do surf.

Donald Trump proibiu as pessoas “transgénero” de servirem nas forças armadas americanas. É uma decisão parva, motivada por uma série de outras decisões parvas, tudo assente no mito de que um homem se pode transforar numa mulher. Leia aqui porquê.

Há artigo novo do The Catholic Thing. O padre Paul Scalia pega no Evangelho do domingo passado para explicar porque é que as pessoas não devem levar longe demais o seu zelo em expulsar o joio – leia-se outras pessoas – de entre o trigo. Vale muito a pena ler numa altura em que as tensões e divisões na Igreja se acentuam.

Como é costume, o Actualidade Religiosa vai de férias durante as próximas semanas, salvo alguma notícia urgente. Vão acompanhando o blog para ver os artigos do The Catholic Thing ou artigos da minha autoria e já sabem que no grupo do Facebook há sempre discussões animadas…

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Temor a Deus, Fé e Encontro

Ines A. Murzaku
Será difícil esquecer os meses de Maio e de Junho de 2017. Matanças temíveis e atentados suicidas em Manchester (22 de Maio), Egipto (26 de Maio) e no Afeganistão (31 de Maio), onde várias vidas inocentes foram interrompidas. Junho começou com mais atentados em Londres (3 de Junho) e Melbourne (6 de Junho). E estes foram apenas os principais, vários incidentes mais pequenos ocorreram no mesmo período em todo o mundo.

Como é que as pessoas estão a lidar com a dor e a perda? O poeta Tony Walsh leu do seu poema “This is the Place” diante de uma multidão em Manchester: “Diante de um desafio, erguemo-nos sempre”. O bispo Angaelos, da Igreja Copta Ortodoxa do Reino Unido lamentou os mártires coptas, mas perdoou os carrascos com a seguinte afirmação:

“São amados por mim e por milhões como eu, não pelo que fazem, mas pelo que são capazes na qualidade de maravilhosas criaturas de Deus, que nos criou com uma humanidade partilhada. São amados por mim e por milhões como eu porque eu, e nós, acreditamos na transformação.”

Estas expressões públicas de determinação e perdão cristão são bem-vindas numa cultura que parece ter esquecido tanto uma como outro. Mas as bombas e a carnificina deixaram muitas pessoas em todo o mundo com mais medo do que nunca de eventos com multidões, voos, aeroportos e centros de cidade.

Alguns estão a exibir sinais daquilo a que os psicólogos chamam fadiga de compaixão, impotência ou simplesmente desligar perante os horrores que são demasiado grandes e demasiado frequentes. O medo de ataques terroristas surge com frequência nas minhas discussões com alunos. Como é que se lida com o medo? É sequer possível ultrapassar o medo? Ou nas palavras do Papa Francisco: O que é preciso para travar a espiral do medo?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a coragem não é o contrário do medo. Aristóteles ensinou que é correcto e humano sentir medo de certas coisas, mas é necessária a medida certa de medo, porque “o homem que foge de tudo e teme tudo e não faz frente a nada torna-se cobarde, e o homem que não teme nada mas parte ao encontro de qualquer perigo torna-se imprudente” (Ética a Nicómaco II). Sentir medo perante o perigo é simplesmente uma reacção humana, mas não devemos deixar que o medo nos paralise ou impeça de viver.

A resposta cristã perante este dilema é um paradoxo – ultrapassar o medo como um outro tipo de medo – o temor a Deus. As escrituras e os padres da Igreja são claros a este respeito: se temer Deus jamais terá medo da mesma forma, porque no final de contas nada há a temer. “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último” (Apocalipse 1,17)

São João Clímaco (579-649) escreveu: “Quem se tiver tornado escravo do Senhor teme apenas o seu Mestre. Mas quem não teme a Deus teme frequentemente a sua própria sombra. O temor é filho da descrença” (Degrau 21).

Santo Efrém da Síria, (306-373), conhecido como mestre da contrição, faz o mesmo argumento sobre o temor a Deus. “Quem teme a Deus eleva-se acima de todas as formas de temor. Ele tornou-se um desconhecido para a todo o medo deste mundo e colocou-o longe de si, e nenhuma espécie de tremor se aproxima dele”.

São João Clímaco
O medo descrito nestes exemplos é um temor saudável ou reverente a Deus, que em última análise está ligada à fé. O temor cristão de Deus não pode ser separado da fé. É uma espécie de medo saudável que que torna firme a fé em Deus. Para os cristãos é um temor que conduz para lá do medo, morte e intimidação normais. É uma fé que transforma as circunstâncias impossíveis em esperança. E é uma fé que fortalece os crentes quando enfrentam o mal, incluindo o terrorismo.

Dietrich Bonhoeffer, o famoso pastor luterano que foi martirizado pelos Nazis, sabia a quem se voltar em tempos de medo e de incerteza. Pregou sobre o medo e como o ultrapassar em 1933, o ano em que Hitler assumiu o poder: “Voltem os olhos para Cristo quando sentirem medo, mantenham-no diante dos olhos, chamem por ele e orem a ele, creiam que ele está convosco agora, a ajudar-vos. Então o medo empalidecerá e esvanecer-se-á, e a vossa fé no nosso Salvador forte e vivo, Jesus Cristo, vos libertará”.

A fé firme permite confiar em Deus. Vejam os mártires coptas que foram massacrados por terroristas no dia 26 de Maio de 2017, mortos porque se recusaram a negar Cristo. Estes corajosos mártires aceitaram mortes terríveis, por causa da fé.

Ainda assim, a questão não desaparece completamente. Será que o temor a Deus e a fé em Deus chegam para ultrapassar o medo de um atentado? A resposta não é simples. Os terroristas não se limitam a matar os inocentes. Eles atacam o espírito, para intimidar, para cansar, desencorajar e deixar as pessoas inseguras. Os terroristas querem destruir almas e, fundamentalmente, os valores e as esperanças.

E vale a pena fazer aqui uma distinção. Uma pessoa que teme Alá, uma pessoa de fé que reza de forma sincera, que jejua e respeita a tradição islâmica, é um muçulmano. Uma pessoa que encara a sua tradição religiosa como um empreendimento político cujo fim é a purificação de outras tradições – que considera corruptas e corruptoras – é um islamita que não tem qualquer pudor em matar até outros muçulmanos.

Tenho noção do quão difícil vai ser o diálogo que temos de empreender. É difícil saber sequer quando estamos a falar com um muçulmano e quando estamos a lidar com um islamita. É bom que cultivemos uma desconfiança saudável – talvez até um certo nível de medo – quando assistimos a tanta conversa ingénua sobre “diálogo”.

Mas também aqui devemos ultrapassar o medo. Assumir o risco de dialogar com o muçulmano, o fiel muçulmano fiel a Deus, que sofre e é também ele vítima dos terroristas, é uma parte necessária tanto da autodefesa como do esforço para “travar a espiral do medo”. E esse processo de conquistar o medo poderá também ajudar a combater o terrorismo.


(Publicado pela primeira vez no Sábado, 24 de Junho de 2017 em The Catholic Thing)

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Martelo em Notre Dame, Marcelo nos Açores

Turistas retidos na Notre Dame, Paris
Mais uns dias, mais dois atentados. Um em Londres, outro em Paris, sendo que o da Catedral de Notre Dame, hoje, não causou vítimas.

A Igreja não pode desistir da Juventude, diz D. Pio Alves. Já o responsável nacional das Equipas de Jovens de Nossa Senhora considera que com o próximo sínodo a Igreja está a desafiar os jovens à proactividade.

Marcelo nos Açores. O bispo de Angra diz que o Presidente pode ajudar a resolver os problemas da região.

Luís Miguel Cintra agradece o reconhecimento da Igreja, que lhe atribuiu o Prémio Árvore da Vida.

Ontem o Papa voltou a apelar á protecção do ambiente, isto no mesmo dia em que louvou Pio XII por este se ter arriscado para salvar judeus.

E por fim, a Cáritas portuguesa quer ajudar o povo da Venezuela, mas não sabe bem como fazer chegar a ajuda ao país.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Terror em Estocolmo, Gorsuch nomeado

Suspeito de atentado em Estocolmo
Mais uma semana, mais um atentado. Desta vez foi em Estocolmo. Tudo aqui. Não se sabe a motivação, ainda… Não há prémio para quem adivinhar.

O candidato de Donald Trump para o Supremo Tribunal foi aprovado pelo Senado. Neil Gorsuch é o 9º juiz do tribunal e a sua nomeação é boa notícia para conservadores.

Trump decidiu ontem à noite bombardear uma base aérea na Síria. O bispo das Forças Armadas portuguesas teme as repercussões… Eu também.

O reitor do santuário de Fátima ainda tem esperança que a canonização dos pastorinhos seja durante a visita do Papa. O Governo garante que está tudo em ordem para receber Francisco. Aqui encontram informação útil sobre as formas de lá chegar. Foi lançado esta tarde, no auditório da Renascença, um livro sobre peregrinações a Fátima. As autoras em entrevista,aqui.

Morrem mais cristãos do que nascem, o que significa que, segundo as projecções da Pew Research Center, daqui a algumas décadas os muçulmanos ultrapassarão os cristãos no mundo. A culpa é da Europa.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Papa Francisco, o despertador

"Só mais cinco minutos, Sua Santidade!"
Atentado em São Petersburgo. Não há reivindicação ainda, mas tudo aponta para os suspeitos do costume…

Fernando Santos, seleccionador de Portugal, esteve nas jornadas da juventude da diocese de Lisboa e considera que o Papa Francisco “acordou-nos a todos”.

O Papa, na sua missão de acordador-mor, alerta para a lógica inútil e inconsequente do medo”.

O Patriarca de Lisboa comentou o Amoris Laetitia. D. Manuel rejeita centrar a questão exclusivamente nos casos de divorciados e recasados, mas convida a descobrir a dimensão “essencial” do texto.

De cara lavada e com o elevador arranjado, já pode subir de novo ao Cristo Rei!

O Parlamento português vai debater a liberdade religiosa antes da chegada a Portugal do Papa Francisco.

E a Renascença falou esta semana com Maria Teresa Maia Gonzalez, que explora a sede de questões espirituais que as crianças têm.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Atentado em Londres e multi quê?

Houve um atentado terrorista esta tarde em Londres. O incidente já acabou mas ainda se estão a juntar as peças para perceber exactamente o que é que aconteceu. Aqui temos toda a informação e aqui o acompanhamento ao minuto.

O Papa disse esta quarta-feira que a crise dos refugiados é a pior tragédia desde a II Guerra Mundial. Ontem recordou que a experiência da Igreja não é igual a um “flashmob”.


A minha colega Ângela Roque tem aqui uma entrevista interessante com duas médicas que estão na Guiné com os missionários da Consolata. Uma delas é agnóstica mas com os missionários aprendeu que a Igreja é “bem mais do que um lugar de culto”.

O artigo desta semana do The Catholic Thing é de Anthony Esolen, que se orgulha em pertencer à instituição mais multicultural do mundo, a Igreja, mas se envergonha de pertencer à instituição que mais luta contra a cultura, a comunidade académica. Leiam que vale a pena.

Recordo que na sexta-feira haverá um café concerto no “Meeting de Lisboa”, no Campo Pequeno. Eu modero, os músicos Manuel Fúria e Maria Durão cantam e falam. Vai valer muito a pena, ambos são do maior interesse. Apareçam!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Elder Jackie Chan? Temos pena

É só sorrisos até que alguém saca de uma arma...
Começo por vos convidar a ver esta notícia de um assalto que correu muito mal – para os assaltantes. Da próxima vez que virem um missionário mórmon na rua sorriam, mas não o provoquem!

O bispo da Guarda esteve de visita a Angola, onde uma missão por ele iniciada educa 350 crianças. Em breve serão 400.

Duas notícias de abusos de menores. A Igreja Anglicana da Austrália recebeu mais de 1.100 queixas de abusos no espaço de 35 anos, revela a mesma comissão que já analisou a Igreja Católica no mesmo âmbito. Já em Portugal, o padre do Fundão que foi condenado por abusos viu a sua pena confirmada peloSupremo Tribunal.

Os seguidores do Estado Islâmico na Índia têm um novo alvo. É o Taj Mahal, ironicamente considerada uma das jóias da arte islâmica naquele país.

Por falar em Islão, o artigo desta semana do The Catholic Thing tem palavras duras sobre esta religião. Escolhi e traduzi-o para esta semana não porque concordo com tudo o que o autor diz, mas porque concordo com a sua mensagem central. Há que olhar de frente o problema e assumir que há um problema com o Islão que os muçulmanos precisam de abordar.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Deixemos de Brincar ao “Faz de Conta” com o Islão

Nota prévia: Nem sempre concordo a 100% com os artigos que aqui publico. Neste em particular, discordo de algumas das conclusões do autor. Contudo, o seu ponto principal, de que é preciso enfrentar o problema que existe no islão e deixar de fingir que este não existe, parece-me fundamental e é algo que também digo há muito tempo. Daí ter traduzido e publicado para esta semana.
Filipe d'Avillez

William Kilpatrick
É lamentável que o tenente-general William McMaster, o novo Conselheiro do Presidente Trump para assuntos de Segurança Nacional, tenha dito que o Estado Islâmico é “não islâmico”. Insistiu também que organizações como o Estado Islâmico “utilizam cinicamente interpretações perversas da religião para incitar ao ódio e justificar crueldade horrenda contra inocentes”. Em suma, ao que parece, o general considera que o terrorismo não tem nada a ver com o islão.

Este era o pensamento dominante durante a administração de Obama. E ao longo desses oito anos a ameaça islâmica aumentou exponencialmente. Seria uma pena se uma figura chave da nova equipa de Segurança Nacional perpetuasse tais visões simplistas do terrorismo islâmico.

Muitos dos líderes eclesiais têm visões semelhantes. Ao longo dos últimos quatro anos temos ouvido uma série de pronunciamentos que indicam que existe um sólido muro que separa o islão da violência.

Aparentemente há quem acredite nestas balelas. Outros talvez as vejam como uma boa estratégia, uma forma de fortalecer o “islão moderado”. Os estrategas gostam de afirmar que a crítica do islão acaba por conduzir os moderados para o campo dos radicais. Deste ponto de vista, a única forma de promover a mudança no islão é elogiando-o, na esperança de que isso leve a bom porto.  

Mas não é uma grande estratégia. Na realidade, dá vantagem aos radicais. É que se toda a gente, desde os conselheiros para a segurança nacional até ao Papa, diz que o islão está lindamente como está, então não há qualquer incentivo para mudar. Se não existe qualquer problema com o islão, mas apenas com grupos extremistas “não islâmicos”, estamos a cortar as pernas aos reformadores muçulmanos. Ser um muçulmano moderado já é difícil, porque é que os reformadores hão-de arriscar a pele, sabendo que não terão qualquer apoio de não muçulmanos proeminentes? E porque é que os restantes muçulmanos os hão-de escutar, se tudo está bem como está? Esta estratégia é que afasta os muçulmanos dos moderados e dos reformadores e os conduz para os braços dos imãs radicais.

Partimos do princípio que as mesquitas, as escolas islâmicas e os imãs terão um efeito moderador sobre os muçulmanos, mas a verdade é outra. Cinco estudos independentes (quatro nos Estados Unidos e um no Canadá) revelam que cerca de 80% das mesquitas promovem posições extremistas. A maioria mal pode ser considerada moderada. Por exemplo, quando o Movimento de Reforma Muçulmana enviou uma carta a mais de três mil mesquitas americanas em busca de apoio, receberam apenas quarenta respostas e dessas apenas nove eram positivas, segundo o seu líder Zuhdi Jasser. Talvez tenham visto Jasser na televisão, é a encarnação da moderação e da razoabilidade. Mas a maioria dos líderes muçulmanos não quer ter nada com ele. Aparentemente, eles não acham que exista qualquer razão para reforma.

Noutros países, como já sabemos, as mesquitas são frequentemente locais de recrutamento e radicalização. Às vezes até servem como depósitos de armas. Quando acontece um ataque terrorista em solo islâmico as autoridades respondem fazendo rusgas e fechando mesquitas. Até alguns países ocidentais “iluminados” adoptaram a política de “cherchez la mosquée”. Depois de ataques terroristas tanto França como a Alemanha têm levado a cabo numerosas rusgas a mesquitas.

Por isso quando os líderes católicos afirmam existir uma equivalência entre o cristianismo e o islão – como fazem frequentemente – estão a encorajar os muçulmanos a buscar sentido numa fé que encontra o seu sentido na jihad. O Papa Francisco chegou a dizer a um grupo de migrantes que poderiam encontrar orientações nos seus textos sagrados – a Bíblia para os cristãos e o Alcorão para os muçulmanos. Mas este tipo de conselhos apenas empurra os muçulmanos para os braços de um fundamentalismo que o Papa acredita que é defendido por poucos.

De acordo com a definição ocidental de “fundamentalismo”, o islão é uma religião fundamentalista. A maioria dos muçulmanos lê o Alcorão de forma literal e é assim mesmo que os seus imãs dizem que deve ser feito.

Mas se estamos verdadeiramente interessados em ver o islão virar-se para um caminho moderado, então temos de deixar de o mimar e começar a criticar. Como escreve a ex-muçulmana Nonie Darwish, “o Ocidente não está a fazer favor algum aos muçulmanos, tratando-os como crianças que devem ser escudadas da realidade.”

A realidade é que há mesmo algo de errado com as duríssimas leis islâmicas contra a blasfémia e a apostasia, o tratamento das mulheres, crianças e minorias, entre muitas outras coisas, incluindo o apelo à jihad.

Chegou a hora de deixar de brincar ao “faz de conta”. As nações islâmicas não vão resolver estes problemas enquanto as nações não-islâmicas e os líderes das igrejas não as pressionarem. A Arábia Saudita só aboliu formalmente a escravatura em 1962 por causa da intensa pressão ocidental.

Porquê? Porque, como muitos observadores já afirmaram, as sociedades islâmicas não são dadas à introspecção. Raphael Patai, autor do livro “A Mente Árabe”, sugere que a crença islâmica no destino ou na predestinação leva a uma “desinclinação para fazer esforços para mudar ou melhorar as coisas”.

Quando os líderes ocidentais dizem aos muçulmanos que a sua religião merece muito respeito isso pode ser bom para a auto-estima e fazer com que os ocidentais se sintam tolerantes, mas não os encoraja a ver que há algo de errado. Em vez disso devíamos estar a dizer aos muçulmanos, da forma mais diplomática possível, que muitos dos aspectos da sua fé são profundamente perturbadores e que enquanto não fizerem nada sobre o assunto teremos de considerar medidas severas, como interromper o diálogo (no que diz respeito à Igreja) ou retirar ajuda externa, aplicar sanções ou desinvestir (no que diz respeito a governos e empresas).

No mínimo, devíamos fechar as nossas portas à imigração dos estados islâmicos mais problemáticos. Algumas pessoas advertem que tal proibição apenas aumentará o ódio dos muçulmanos pelo Ocidente. Talvez isso aconteça com alguns muçulmanos. Mas uma posição firme e decisiva poderá também levar muitos a pensar duas vezes sobre o islão.

O menino mimado só começa a questionar-se quando os outros meninos deixam de brincar com ele. Depois do 11 de Setembro muitos americanos perguntaram “Porque é que nos odeiam?”. Por outras palavras, “O que é que fizemos de errado?”. Chegou a altura de o mundo muçulmano começar a fazer a mesma pergunta. Mas nunca o fará enquanto o Ocidente mantiver a sua posição de que está tudo bem com o islão.


William Kilpatrick é autor do livro “Christianity, Islam and Atheism: The Struggle for the Soul of the West” e de “The Politically Incorrect Guide to Jihad”. Para mais informação sobre a sua obra visitem o site The Turning Point Project.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quinta-feira, 9 de Março de 2017)

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

França, outra vez

Mais uma noite trágica em França. Um atentado que ainda não foi reivindicado mas que tem todos os indícios de ser um acto de terrorismo islâmico.

São mais de 80 mortos, centenas de feridos, um criminoso.


É neste nota triste que me despeço de vocês para férias. Ainda trabalho umas semanas em Agosto, mas só devo mandar mails se houver assuntos urgentes.

Entretanto podem seguir novidades no Twitter e no Facebook.

No blog continuarei a publicar artigos e os textos em português do The Catholic Thing, todas as quartas-feiras.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Brexit e ideologias demoníacas

O Brexit é o tema da semana e o Patriarca de Lisboa não lhe passou ao lado. Segundo D. Manuel Clemente a Europa deve guardar o lugar do Reino Unido.

Infelizmente existem racistas idiotas em todo o lado, no Reino Unido, porém, são tão idiotas que pensam que os 17 milhões que votaram para sair da Europa estão com eles e por isso têm protagonizado alguns tristes incidentes. São fenómenos que o arcebispo católico de Westminster rejeita absolutamente.

O Papa Francisco encontrou-se ontem com Bento XVI e os dois elogiaram-se mutuamente. Em Lisboa o encontro foi outro, Marcelo Rebelo de Sousa concedeu ao cardeal Sean O’Malley uma condecoração e cardeal até contou anedotas.

A actualidade está a ser marcada pelo terrível ataque terrorista em Istambul. O Papa já lamentou o atentado que fez cerca de meia centena de mortos e muitos feridos.

A ideologia de género está por detrás de muitos dos ataques à família e ao homem nos nossos dias. No artigo desta semana do The Catholic Thing, o padre Paul Scalia, filho do falecido juiz do Supremo Tribunal americano Antonin Scalia, explica porque é que se trata de uma teoria demoníaca, no puro sentido da palavra.Leiam que vale a pena.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Conselhos da Irmã Lúcia e conservadores na encruzilhada

Sobrinha da irmã...
Uma sobrinha da irmã Lúcia revela o conselho que a sua tia lhe deixou. Clique para saber qual é, mas não espere grandes surpresas!

Esta manhã em Roma o Papa Francisco afirmou que uma sociedade que se torna indiferente ao sofrimento é uma sociedade cega.

O massacre da Flórida continua a dar que falar. Obama atacou Trump por este ter tentado aproveitar o atentado para promover as suas causas, isto apenas dois dias depois de Obama ter usado o atentado para promover as suas causas… Política. Entretanto a mulher do assassino pode vir a ser acusada, uma vez que, ao que parece, tinha conhecimento dos planos do seu marido.

Por falar em Trump, o fenómeno tem levado muitas pessoas a compreender finalmente que os conservadores não são todos iguais. Neste artigo do The Catholic Thing, Francis Beckwith divide o movimento entre os que limitam o seu conservadorismo ao mercado e os que são conservadores em termos de valores morais. Estamos numa encruzilhada, diz o autor, e é preciso decidir que vai tomar as rédeas… O artigo diz directamente respeito à realidade americana, mas aplica-se também à Europa e a Portugal.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Compreendendo o Massacre Pascal de Lahore

David Warren
“Vil e sem sentido”. Foi assim que o Santo Padre descreveu o terrível massacre de cristãos que celebravam a Páscoa junto a um parque público em Lahore.

Morreram dúzias de pessoas, na maioria mulheres e crianças, e centenas ficaram gravemente feridos neste atentado suicida – tantos que os hospitais da cidade ficaram repletos e apelaram desesperadamente por doações de sangue. Foi ao nível do massacre de Todos os Santos em Peshawar, em 2013; foi pior que os atentados em igrejas em vários pontos de Lahore o ano passado.

Os Taliban do Paquistão reivindicaram todos estes ataques. Trata-se de uma organização que engloba várias células, em grupos que estão constantemente a mudar. A estrutura está pensada para evitar a penetração por informadores policiais.

Depois de cada atentado no Paquistão prendem-se umas centenas dos “suspeitos do costume”. Nenhum juiz que tenha amor à vida, ou que se preocupa com a sorte da sua família, quereria presidir a um julgamento destes, daí que as pessoas são detidas e depois libertadas um pouco por todo o país, para frustração dos serviços de informação dos serviços de informação ocidentais que podem saber quem são os verdadeiros suspeitos mas questionam-se porque é que estes nunca são detidos.

Conheci Lahore na minha infância e voltei várias vezes ao longo da vida a esta cidade venerável e em tempos bela, que continua a contar com monumentos impressionantes do Raj, dos Mugais e de outros tempos. Em tempos muçulmanos, hindus, sikhs, cristãos e até zoroastrianos e budistas viviam em paz nesta cidade adorável.

Quando foi a partição essa mistura ficou reduzida de repente a muçulmanos e uma minoria nativa de cristãos, na maioria católicos. Já nos anos 60, enquanto criança na escola de St. Anthony, eu tinha noção de que os cristãos deveriam ser meigos e respeitosos, sobretudo durante o Ramadão.

Pode-se ir à história – o nexo de nacionalismo e islamismo incipiente que levaram à própria formação do Paquistão – para compreender aquilo que agora se está a passar. Ambos foram importados, como “ideias com consequências” e ambos eram expressão de modernidade. Ambos ascendem das raízes do país e a única maneira de se conseguir eliminar as “raízes” do problema através de políticas seria viajando no tempo.

Na minha mais recente visita a Lahore, há mais de uma década, muitas das pessoas com quem falei já estavam preocupadas. Sabiam que a grande maioria no Paquistão, pelo menos em locais sofisticados e urbanos como Lahore, não eram fanáticos; que as suas posições podiam ser descritas, basicamente, como “viver e deixar viver”. Mas estavam assustados com o aumento explosivo de alunos formados nas madrassas – estimavam em cerca de 5% – que estavam comprometidos com uma agenda islamita violenta.

A comparação mais típica era com o Irão nos últimos tempos da monarquia. Não foi propriamente uma maioria de xiitas fanáticos que levou o Ayatollah Khomeini ao poder.

Foi este aviso que, paradoxalmente, preparou o terreno para os movimentos terroristas no Paquistão. O Governo estava bem consciente do que aconteceu ao Xá e determinado a evitar que se passasse o mesmo no seu país. Daí que com uma mão tenham tentado apaziguar inserindo mais inovações da Sharia nas leis nacionais enquanto, com a outra, constroem um exército e serviços de informação gigantescos, para lidar tanto com ameaças internas como externas, como por exemplo a rivalidade com a Índia.

Mas no nordeste montanhoso, a fronteira com o Afeganistão continua permeável e qualquer burocracia de grandes dimensões está sujeita a infiltração política organizada. Como gerações de políticos paquistaneses têm explicado a diplomatas ocidentais, não estão, nem podem estar, em controlo da situação. Não têm qualquer vontade de se renderem aos talibans, mas não há maneira de os derrotar sem ser através de um conflito da mesma dimensão que levou à partição.

“Vil e sem sentido”

Uma das vítimas do massacre
Na minha opinião a análise do Papa está apenas 33% certa. Estou com ele no que diz respeito à “vileza”, como estão, imagino, a grande maioria dos paquistaneses. O massacre de inocentes é entendido como vil mesmo por não cristãos. Mas tudo isto é complicado pela “política de identidade” que, com a ajuda das comunicações de massas, trouxe o tribalismo primitivo de volta à vida política moderna, com repercussões internacionais.

Daí que, mesmo no Paquistão, e já há algumas décadas, eu já detectava uma insinuação do género “os cristãos estão a pedi-las” por serem considerados arrogantes, apesar dos seus maiores esforços por serem discretos. Da mesma maneira que no Ocidente há o sentido crescente, à luz do terrorismo, de que “os muçulmanos estão a pedi-las”.

Há uma ideia de “nós contra eles” que ajuda a explicar como as massas complacentes se vão identificando com os membros das suas respectivas tribos, mesmo quando estão claramente errados. É um cálculo personalizado que é próprio da modernidade, embora assente sobre factos de identidade que parecem antigos e irrevogáveis.

Mas os ataques são tudo menos “sem sentido”. Também eles fazem parte de um cálculo muito moderno e “democrático”, que surgiu inicialmente através da violência aparentemente irracional dos anarquistas, socialistas e nacionalistas no século XIX. O cálculo é de que a violência – que Rumsfeld gostava de chamar “guerra assimétrica” – pode mudar as perspectivas para uma causa aparentemente desesperada.

O “terrorismo” é adoptado como táctica, ou até como estratégia, por muitas vezes funciona. Não funciona enquanto apelo a uma maioria nem pode ser tornado apelativo para esta. Os terroristas são demasiado racionais para isso, mais até do que as pessoas que os acusam de irracionalidade. Os actos gratuitos de violência – seja à carne seja a alvos arqueológicos na Síria ou no Iraque – têm por objectivo atrair as atenções das massas, chocá-las e horrorizá-las.

Os lenines, os hitleres, os Maos e os Khomeinis que chegaram ao poder compreendiam a utilidade da “violência sem sentido”. Embora sem grande entusiasmo, todos foram recebidos pelas massas complacentes quando as suas revoluções triunfaram. A atitude, invariavelmente, era “ao menos agora teremos alguma paz”.

Eis, então, o sentido da coisa. Seja no oriente ou no ocidente, o radical emprega a violência e o caos, não para incitar as burguesias a acções imprevisíveis, mas para se aproveitar do seu desejo por segurança. No final de contas abdicarão de quase tudo por uma vida tranquila.


David Warren é o ex-director da revista Idler e é cronista no Ottowa Citizen. Tem uma larga experiência no próximo e extreme oriente. O seu blog pessoal chama-se Essays in Idelness.

(Publicado pela primeira vez na Sexta-feira, 1 de Abril de 2016 em The Catholic Thing)

© 2016 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing

quarta-feira, 23 de março de 2016

Mais Bruxelas e menos refugiados na Polónia

Como já era expectável, o Papa Francisco referiu-se esta quarta-feira aos atentados de Bruxelas, lamentando e criticando o terrorismo.

De todo o mundo e de vários quadrantes chegam também as manifestações de repúdio e de tristeza. A comunidade islâmica de Lisboa não é excepção e já se mostrou solidária com as vítimas do atentado.

O último balanço aponta para uma vintena de portugueses feridos nestes ataques e, infelizmente, já se começaram a sentir os efeitos mais negativos, com a Polónia, por exemplo, a fechar as fronteiras aos refugiados.

Nem de propósito, a irmã Irene Guia, que conhece melhor que ninguém esta questão dos refugiados, foi a entrevistada de ontem à noite no programa da Renascença Terça à Noite e explica que os refugiados, na esmagadora maioria dos casos, são aqueles que simplesmente já não aguentam mais.

A minha posição sobre a questão dos refugiados e das fronteiras abertas ou fechadas já a divulguei, mas volto a partilhar os links para o caso de alguém estar interessado.

Porque hoje é quarta-feira, deixo-vos o link para o artigo desta semana do The Catholic Thing em português. É sempre bom poder apresentar uma perspectiva feminina neste espaço, hoje Mary Poplin escreve sobre aquela grande mulher que foi Madre Teresa de Calcutá e, mais especificamente, sobre a sua "noite escura da alma". Não deixem de ler!

terça-feira, 15 de março de 2016

Refugiados de pés lavados e Bruxelas em alerta

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O Papa vai lavar os pés de 12 refugiados na próxima Quinta-feira Santa, dando seguimento ao seu hábito de ir às periferias nestas ocasiões.

Tem sido uma semana em cheio no que diz respeito a terrorismo islâmico. Decorre neste momento uma operação anti-terrorista em Bruxelas, com polícias feridos e pelo menos um suspeito “neutralizado”; houve um atentado terrível na Costa do Marfim e na Síria cumprem-se hoje cinco anos desde o início da revolução. A irmã Annie Demerjien explica como é a vida em Aleppo neste triste aniversário.

Madre Teresa de Calcutá vai ser canonizada no dia 4 de Setembro, quase 19 anos depois de ter morrido.

Em Roma prossegue o julgamento Vatileaks II, com o padre arguido a admitir que cedeu documentos secretos a jornalistas, mas que a culpa foi da outra arguida.

Os bispos portugueses emitiram dois textos sobre a eutanásia, uma nota pastoral e um guião com perguntas e respostas.

A Aura Miguel fez uma série de entrevistas de fundo a propósito da Quaresma. Pode ouvir aqui Viriato Soromenho Marques, aqui o padre Vasco Pinto Magalhães e ainda César das Neves.

No blogue coloquei recentemente a transcrição completa de uma entrevista que fiz ao dominicano canadiano Pe. Darren Dias, de origem goesa. Ele é especialista em diálogo inter-religioso e ecuménico e aborda vários assuntos importantes que vale a pena ler.

Por fim, deixo-vos com um convite para uma evocação de D. Maria I, que se realiza no Grémio Literário, no Chiado, no dia 21 de Março e que promete ser muito interessante, como podem ver pelo programa, em anexo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Memórias de infância para acordar terroristas

A acordar terroristas desde 2014
Regressei ontem de Bruxelas, onde estive a cobrir um seminário sobre a resposta da União Europeia ao terrorismo.

Uma das oradoras era uma senhora francesa especializada em processos de desradicalização que explica aqui como uma das chaves para despertar a humanidade dos fundamentalistas são as memórias da infância.

Tive ainda o privilégio de poder ver a homenagem do Parlamento Europeu pelo Dia da Memória do Holocausto, que contou com a presença de sobreviventes. No final o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, disse que é inaceitável comparar o tratamento dos refugiados por parte de alguns países europeus à perseguição dos judeus pelos nazis.

Por falar em judeus e em nazis, quem não ouviu dizer que o Papa Pio XII não fez o suficiente para contrariar Hitler? O debate dura há anos, mas pode ter chegado ao fim, como pode ver neste artigo do The Catholic Thing, que refere documentação recentemente divulgada pela Santa Sé.

Também podem ir ver a transcrição integral da entrevista que fiz ao responsável pela Igreja Católica de rito latino na Jordânia, que aborda uma variedade de temas, incluindo a situação dos refugiados (cá e lá) e a situação do Médio Oriente cinco anos depois da Primavera Árabe.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Mais uma tragédia nos EUA, porta da Misericórdia em Vila Viçosa

Alaa Murabit, a especialista canadiana de origem libía
Nova tragédia, desta feita nos Estados Unidos. Um casal matou 14 pessoas e feriu mais de 20 num ataque. Sabe-se que o casal é muçulmano e tudo indica que o ataque foi bem planeado, mas ainda não é dado como adquirido que se trata de um acto de terrorismo islâmico.

Sobre esta questão da radicalização, a Renascença falou hoje com uma jovem activista canadiana de ascendência líbia, que se encontra em Portugal para participar numa conferência, precisamente dedicada ao combate à radicalização.



Fátima já tem programa para o novo Ano Litúrgico e, atenção a todos os devotos de Nossa Senhora da Conceição, a única porta santa da diocese de Évora será no santuário em Vila Viçosa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Papa em África, Bebé em Manjedoura

Away in a manger...
O Papa Francisco chegou hoje a Nairobi para o começo da sua primeira viagem de sempre a África. Falou de pobreza e de terrorismo naquele que é visto como um dos países mais estáveis de África.

Na antevisão da visita, um missionário português com larga experiência de África diz que o Papa deve ver o continente com os olhos do coração.

Começou ontem o processo Vatileaks II, sob protesto dos jornalistas acusados. O Padre Saturino Gomes, que trabalha na Curia Romana, lamenta que o caso coloque os restantes funcionários do Vaticano sob suspeita.

Um bebé foi abandonado na passada segunda-feira. Onde? Na manjedoura do presépio de uma Igreja em Nova Iorque.

O artigo desta semana do The Catholic Thing foca um dos grandes problemas espirituais do mundo actual. A pornografia é um dos factores que leva à dessacralização do corpo e, por extensão, da própria humanidade. Não perca o artigo do estreante Pe. John McCloskey.

Termino com um aviso. Amanhã é o lançamento do livro do meu amigo José Luís Nunes Martins: Os Infinitos do Amor. É às 19h no Teatro Nacional São Carlos, em Lisboa. Se puderem não deixem de ir.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Mulheres mais sós, IPSS sem tolerância

Antes de mais, dois convites. Amanhã vou estar no Festival Literário Cristão, no Seixal, às 14h30 para falar sobre o meu livro “Que fazes aí fechada?” e no domingo vou para Peniche fazer mais ou menos o mesmo, no Centro Paroquial, às 16h. Apareçam se puderem!

A esquerda não perdeu tempo e aprovou esta sexta-feira a revogação às alterações que tinham sido feitas à lei do aborto no final da última legislatura. Trata-se de um passo atrás, considera o médico obstetra João Paulo Malta, que deixa as mulheres sozinhas numa altura em que precisam de apoio.

Também hoje foi aprovada a lei que permite a adopção por homossexuais. A esquerda já deixou claro que não vai permitir que as instituições cristãs invoquem objecção de consciência, o que é significativo tendo em conta que essas representam mais de metade das que trabalham na área. Será que vai acontecer como em Inglaterra, onde a Igreja Católica foi totalmente afastada dos processos de adopção? Os socialistas católicos dizem-se “envergonhados” com o seu partido. Eu sinto-me mais ou menos como o meu amigo Tiago Cavaco.

Mais um atentado, desta vez no Mali. Não é certo quantas pessoas morreram no assalto a um hotel de luxo na capital, mas já não há reféns no edifício. O ataque foi reivindicado pela Alqaeda.

O seleccionador nacional Fernando Santos foi entrevistado por Maria João Avillez sobre a sua relação com Deus. Diz-se um homem de fé movida a Eucaristia.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Terror na Tunísia e o direito a nascer

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Novo ataque terrorista, desta feita na Tunísia. Tendo em conta o que poderia ter acontecido, o rol de 21 mortos não é o pior cenário… Nada que surpreenda quem sabe que na Tunísia, a par de muitos turistas, há muito radicalismo.

Partiu hoje para o Líbano e para o Iraque uma delegação da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, para averiguar no terreno das condições dos refugiados da guerra na Síria e no Iraque. A presidente da AIS Portugal acompanha o grupo.

De vez em quando ouvem-se pessoas a queixar-se de que o Papa não fala o suficiente sobre questões como o aborto, mas a verdade é que Francisco já se referiu várias vezes ao tema e voltou a fazê-lo hoje, lamentando que a sociedade trate mal as crianças, privando-as até do direito a nascer.

Por falar em direito a nascer, há uma sessão de esclarecimento sobre a iniciativa legislativa de cidadãos que visa restringir a lei do aborto. É amanhã, em Sete Rios, para quem quiser saber mais.

Francisco escreveu ontem uma carta aos nigerianos, solidarizando-se com as vítimas do terrorismo do Boko Haram.

E esta quarta-feira publicamos mais um artigo do The Catholic Thing em português. O filósofo Daniel McInerny explica porque é que não se pode justificar o casamento homossexual com base no direito natural. O direito natural às vezes parece estar “fora de moda”, mas é um conceito crucial para o Cristianismo, e não só, diria mesmo para uma noção da dignidade humana.

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