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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Longa caminhada até ao sacerdócio

Os bispos portugueses garantem que vão estar de “corpo inteiro” na luta contra a Eutanásia, anúncio feito no dia em que o Vaticano apresentou um encontro de promoção dos cuidados paliativos.  

Hoje temos algumas notícias sobre perseguição aos cristãos em África. Começamos com o Burkina Faso, onde um bispo se queixa do desprezo do mundo pelo sofrimento do seu povo e apresentamos o padre Gaetan Kabasha, que sobreviveu a um genocídio, um campo de refugiados e duas guerras para poder ser ordenado sacerdote.

Ainda em África o bispo português das Forças Armadas foi visitar os militares portugueses para desejar um santo Natal.

O Papa Francisco foi até às Filipinas buscar o cardeal Tagle, que muitos apontam como possível sucessor do atual Papa. Passará a trabalhar diretamente em Roma.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, em que o padre Paul Scalia fala da importância da esperança na Igreja, especialmente em tempos de desespero.

terça-feira, 21 de maio de 2019

A liberdade dos escravos

Por esta hora deve estar a terminar a conferência de Rémi Brague, na Universidade Católica. Tive o privilégio de o entrevistar ontem. Pode ler aqui a entrevista, em que nos explica porque é que a liberdade que tanto prezamos no ocidente é a dos escravos.

Também hoje temos uma conversa com o cardeal Tagle, que presidiu às celebrações de Fátima agora em Maio. O cardeal é uma figura em ascensão na Igreja, vale a pena conhecê-lo melhor.

O diretor do Serviço Jesuíta dos Refugiados, André Costa Jorge, diz que os partidos têm um dever cívico de dizer o que pensam sobre a questão das migrações. PS e PSD ainda não o fizeram.

O Vaticano quer “soluções eficazes” para o caso de Vincent Lambert, o doente que está no centro de uma batalha judicial que lhe pode custar a vida.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Pedi resultados concretos, e dár-se-vos-ão

Vítima de abusos, ouvido pela Renascença
Como devem calcular, hoje – e pelo menos até domingo – o tema é quase só um: Abusos.

Começou a cimeira no Vaticano, o Papa introduziu, pedindo aos participantes para “escutar o grito dos que pedem justiça”. Francisco também deu a cada participante uma lista de 21 pontos de reflexão que, sendo apenas pontos de reflexão, não deixam de ser pontos de reflexão dados pelo Papa. Traduzi-os para português. Vale muito a pena ler!

Depois viu-se um vídeo com testemunhos gravados de vítimas de abusos, que causou um grande impacto. Aqui podem ler alguns dos testemunhos. Custa, mas leiam.

Entretanto a Renascença falou diretamente com uma vítima que se encontra em Roma nestes dias. Mais uma vez, um testemunho duro, mas que deve ser lido.

Os primeiros oradores hoje foram o arcebispo Scicluna e o cardeal Tagle, sendo que ambos falaram da importância de se respeitar a dor das vítimas e mais tarde, no briefing, o especialista Hans Zollner deixou claro que sim, este encontro vai traduzir-se em resultados concretos.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Aquarius e honoris

Após um fim-de-semana que ficou marcado pelo caso do “Aquarius”, as comissões de Justiça e Paz das dioceses portuguesas assinaram um documento conjunto em que deixam votos de que “as correntes de hostilidade ao acolhimento de refugiados e migrantes” não tenham expressão em Portugal. O Papa falou deste assunto no domingo, defendendo “a responsabilidade e a humanidade” no acolhimento aos refugiados.

O novo bispo de Viseu tomou posse no fim-de-semana. D. António Luciano Costa, ex-enfermeiro, diz que as prioridades são estar com as pessoas e rezar (na foto).

Já passou um ano dos incêndios de Pedrógão. O bispo de Coimbra enaltece a força da esperança da população afectada. Sobre isto, não deixem de ver a grande reportagem da Renascença

Na sexta-feira a Universidade Católica concedeu um doutoramento Honoris Causa ao cardeal Sean O’Malley. No seu discurso, o cardeal americano enalteceu a educação católica como remédio para a cultura das celebridades.


sexta-feira, 1 de março de 2013

Algumas sedes mais vacantes que outras

O primeiro dia de Sede Vacante decorreu calmamente. Ficámos a saber que a data do Conclave não deve ser anunciada logo na segunda-feira e soubemos também que o Papa emérito passou a noite passada de forma tranquila, a ver notícias.

Ainda de ontem à noite tivemos uma reportagem que vale bem a pena ler e ver sobre a vigília dos jovens em Lisboa e ainda o comentário do padre Tolentino, que esteve em estúdio a comentar o fim do pontificado de Bento XVI.

Ontem começámos a olhar mais de perto para os cardeais asiáticos de maior interesse. O perfil do filipino Antonio Tagle poderá ter passado despercebido no meio da confusão, mas é pena, porque é sem dúvida uma figura a ter debaixo de olho. Hoje publiquei o perfil do Cardeal Malcolm Ranjith, do Sri Lanka, um dos preferidos dos católicos mais tradicionalistas.

O mundo continua para além de Roma por estes dias! Soubemos ontem que os portugueses são dos europeus mais crentes em Deus, por exemplo.

Seis meses depois de eles próprios terem entrado em Sede Vacante, os cristãos ortodoxos da Etiópia elegeram um novo Patriarca! Muitos anos para o Patriarca Matias!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Luis Antonio Tagle

Nascido: 21 de Junho de 1957
Ordenado padre a 27 de Fevereiro de 1982
e bispo a 12 de Dezembro de 2001
Arcebispo de Manila, nas Filipinas, o cardeal Luis Antonio Tagle é actualmente uma figura muito popular na Igreja.

Tagle combina um estilo carismático com uma forte preocupação pelos desfavorecidos mas também um rigor doutrinal que no curto espaço de tempo desde que foi nomeado arcebispo já teve de condenar publicamente os esforços do Governo de introduzir medidas de incentivo à contracepção. Tomou também posições públicas contra o ateísmo, a eutanásia e o aborto. Já se pronunciou vigorosamente contra a prostituição, também, que considera uma afronta à condição feminina.

Conhece bem o Papa Bento XVI, com quem serviu na Comissão Teológica Internacional a partir de 1997 e tem também um vasto conhecimento da teologia do Concílio Vaticano II, tendo feito a sua tese de doutoramento sobre o conceito de colegialidade episcopal e tendo colaborado na produção de uma série de volumes sobre a História do Concílio Vaticano II. Em público o cardeal já afirmou que está em linha com a visão de Bento XVI de que o concílio não constituiu uma ruptura com a tradição da Igreja, mas que deve ser lido em continuidade com esta. Este foi um ponto que Bento XVI se esforçou muito por divulgar durante o seu pontificado.

Luis Tagle esteve presente no sínodo da Nova Evangelização, o último grande evento internacional a ter lugar no Vaticano antes da resignação de Bento XVI, e as suas intervenções deixaram uma excelente impressão junto dos restantes participantes.

Em relação a um dos grandes desafios que a Igreja enfrenta actualmente, Tagle já avisou os seus colegas bispos asiáticos para não pensarem que os abusos sexuais praticados por clero são apenas um problema ocidental. Participou num encontro dedicado à análise deste problema que teve lugar no Vaticano em Fevereiro de 2012.

Ao longo do último ano o nome de Tagle tem sido mencionado várias vezes enquanto possível sucessor de Bento XVI, mas a resignação do Papa alemão poderá ter comprometido essas possibilidades, uma vez que aos 55 anos o filipino é ainda muito novo, mais até do que era João Paulo II quando foi eleito. Tagle é mesmo o segundo mais novo de todo o colégio cardinalício.

O facto de ser asiático é uma significativa vantagem, e sendo filipino é uma segurança, visto que se trata do maior país católico da Ásia. Ainda assim, muitos dos cardeais que gostam do seu perfil saberão que muito provavelmente Tagle ainda terá pelo menos mais uma oportunidade para ser eleito, tendo em conta a sua idade.

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