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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Caminhando com D. Francisco, rezando por Antónia Guerra

RIP Antónia Guerra
O Papa Francisco apelou esta quinta-feira a um “pacto educativo” e convocou um encontro para Roma em 2020 com esse objetivo, aberto a todos os que estão envolvidos nesta área.

O Papa reza pelo diálogo e insiste que “o caminho do cisma não é cristão”.

Surgiu esta semana uma notícia trágica sobre a morte de uma freira, brutalmente assassinada em condições terríveis. A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal condenou o assassinato.


Conheça aqui o livro “Caminhando com D. António Francisco dos Santos”, do meu querido amigo Bernardo Corrêa d’Almeida. Por falar no saudoso bispo, o prémio com o seu nome foi entregue à APAV.

Estamos em tempo de campanha e, se repararem, nenhum dos partidos parece muito interessado em falar de eutanásia, um assunto que depois de anunciados os resultados será certamente apresentado como “fundamental” e “civilizacional” pelos do costume. Nada como ir vendo como é que a lei funciona na prática, nos países onde é legal,como faz este artigo do The Catholic Thing. Leiam e partilhem.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Nas trincheiras, ou à volta da mesa?

Presidente Raul Castro e Cardeal Ortega, frente-a-frente
A questão é tão velha como a própria Igreja. Se é verdade que esta tem a obrigação de defender a verdade, os oprimidos, os perseguidos e os pobres, nem sempre é claro qual deve ser a fórmula para o conseguir.

Tomemos um caso concreto que na altura deu muito que falar. No auge da perseguição aos timorenses pelos indonésios, a Igreja, sobretudo a nível internacional, foi criticadíssima por não falar mais firmemente em favor dos timorenses, que ainda por cima são na vasta maioria católicos e se mantinham firmemente agarrados à sua identidade cristã.

O Vaticano não falava abertamente por medo de hostilizar ainda mais o regime de Jakarta, com potenciais repercussões para as outras comunidades cristãs que vivem naquele arquipélago. Recorde-se que, na altura, ninguém tinha grande esperança numa eventual libertação de Timor-Leste.

Todavia, trabalhava-se nos bastidores, e havia gestos. O Papa João Paulo II, por exemplo, beijava sempre o solo de um novo país. Quando chegou a Dili todos aguardavam para ver qual seria o gesto. O Papa beijou um crucifixo, que depois levou ao solo.

E há muitos outros casos também. O mais polémico, ainda hoje, tem a ver com Pio XII e a Alemanha Nazi. Os seus críticos alegam que não fez o suficiente para condenar os crimes dos nazis, mas os seus defensores dizem que é fácil falar em retrospectiva, mas que na altura ele tinha que decidir entre trabalhar nos bastidores ou hostilizar abertamente um regime que depois poderia vingar-se na população católica não só da Alemanha mas também dos países ocupados. Tomou a decisão correcta? O debate continuará aceso, sem dúvida.

Não é por isso surpreendente que estejamos a assistir a uma situação parecida em Cuba. A Igreja foi muito louvada por conseguir sacar importantes cedências do regime, sobretudo a libertação de dezenas de presos políticos. Mas essas cedências só se conseguem com proximidade, e a proximidade tem um preço. Agora são alguns opositores que acusam o Arcebispo de Havana de ser um “lacaio” do regime.

A questão é séria. A atitude da Igreja em Cuba estará a credibilizar o regime e, por isso, a prolonga-lo? Seria mais vantajoso colocar-se numa posição de hostilidade aberta? Devemos estar sequer a falar de vantagens ou desvantagens, numa questão que se prende com a fidelidade ao Evangelho e defesa de direitos humanos básicos?

Não são questões fáceis mas são importantes, nem que seja para realçar os perigos inerentes a estas “relações próximas” com regimes ditatoriais.

Filipe d’Avillez

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Corrupção em Timor, silêncio tradicionalista

O Patriarca de Lisboa fez ontem um discurso sobre a missão da Renascença. Como tende a acontecer quando fala de improviso, D. José Policarpo foi simples, muito simpático e divertido.

Menos positivo foi o Bispo de Baucau, em Timor-Leste, que falou da existência de corrupção no seu país.

Do Irão chega-nos uma notícia preocupante de 12 cristãos que foram detidos e poderão enfrentar a pena de morte se forem condenados por “crimes contra a ordem pública”.

Faltam quatro dias para que a Sociedade de São Pio X faça chegar a Roma a sua resposta em relação à proposta de reintegração plena na Igreja Católica. Ao contrário de prazos anteriores, este não tem sido antecedido de comentários públicos por parte dos bispos da Sociedade. No meu entender, isto pode ser bom sinal.

E porque hoje é quarta-feira temos um novo artigo de The Catholic Thing. “Nesta curta vida temos duas hipóteses. Andamos à volta da igreja, ou andamos em direcção a ela”, escreve Ashley McGuire, curiosamente a primeira mulher que figura nos artigos deste site que traduzimos até agora.

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