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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

China - Longa marcha rumo à unidade

O acordo entre a China e a Santa Sé continua a dar que falar. Hoje o Papa escreveu uma longa mensagem ao povo chinês, apelando à reconciliação e pedindo aos chineses que sejam bons cidadãos.

O padre Peter Stilwell, que conhece bem a realidade chinesa, diz que será muito difícil unir a Igreja chinesa. É um projecto para longos anos, considera.

Já o Governo chinês diz que quer “sinceramente” avançar no diálogo com Roma.

Ontem, no avião de regresso dos bálticos, o Papa falou sobre a questão dos abusos e garantiu que nunca assinou qualquer indulto após uma condenação.

O que é que sonha para os seus filhos? Preocupa-se que tenham uma educação que abra portas para uma vida de sucesso, ou que tenham uma educação de valores sólidos cristãos? Randall Smith escreve sobre o trabalho, no artigo desta semana do The Catholic Thing.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Sintonia sino-latina e Papa báltico

Fiéis aguardam o Papa na Letónia
O Papa está a visitar os países bálticos. Depois de uma passagem pela Lituânia, encontra-se agora na Letónia e vai amanhã para a Estónia. Na Letónia esteve numa cerimónia ecuménica, em que disse que sim, os tempos são difíceis, mas se não fossem não seriam para nós. Depois foi para um santuário mariano onde falou dos excluídos, com claras indiretas para o mundo ocidental.

A outra grande notícia do fim-de-semana é o acordo entre Roma e a China. Não se sabem os detalhes, apenas que existe um acordo e que este é o início e não o fim de um processo. É uma novidade que tem tido os seus críticos, mas cuja importância não pode ser desvalorizada e que é enquadrada aqui pelo padre Peter Stilwell, que vive e trabalha em Macau.

Uma aparente disputa de terrenos deixou uma comunidade em Moçambique sem igreja. Conheça aqui a história e vejas as fotografias da igreja antes e depois do incêndio. Muito triste.

E também na Sexta-feira passada o Papa Francisco aceitou a resignação de mais dois bispos chilenos por causa da crise de encobrimento de abusos sexuais naquele país.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Sem filhos não há padres e outras chinesices

O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, liga a crise de vocações à crise das famílias. Sem filhos não há novos padres, deduz, dizendo ainda que num futuro breve poderá haver ordenação de homens casados para fazer face à escassez.

D. Manuel Monteiro de Castro faz 80 anos e a autora da sua biografia falou com Ângela Roque sobre “O Núncio Português”.

Temos acompanhado na medida do possível os desenvolvimentos em torno de um suposto acordo entre a China e a Santa Sé. Quem sabe ainda menos que nós, aparentemente, são os próprios católicos chineses
                                       
Queria agradecer a todos os que rezaram pela intenção que partilhei ontem. Não querendo lançar foguetes antes da festa, as notícias, por enquanto, são boas. Continuemos a rezar! Obrigado.

quinta-feira, 29 de março de 2018

O bom chefe é quem serve

Aproveito já para desejar uma Santa Páscoa a todos os cristãos! De hoje a segunda-feira só publicarei post em caso de notícias urgentes. Se tudo correr bem, não as haverá!

O Papa celebrou esta quinta-feira a Ceia do Senhor com reclusos, a quem lavou os pés, dizendo que bom chefe deve servir. Antes, na celebração da missa crismal, Francisco tinha pedido aos padres para serem próximos.

Mas não tem sido um dia fácil para o Vaticano. O jornalista italiano Eugenio Scalfari, que apesar de ter 93 anos insiste em transcrever conversas de memória, sem gravação e sem notas, publicou mais uma “entrevista” com o Papa. O Vaticano já negou a sua fiabilidade.

Também esta manhã a sala de Imprensa da Santa Sé publicou um desmentido, dizendo que não há assinatura “iminente” de qualquer acordo com a China. Um caso que temos acompanhado de perto.

O tríduo pascal em Fátima vai ter tradução simultânea em Língua gestual.

E esta quinta-feira apresentamos uma entrevista de fundo com D. José Traquina, bispo de Santarém. O bispo diz que as instituições sociais não estavam preparadas para ser empresas e levanta algumas questões sobre o acompanhamento de divorciados, dizendo que a resposta a este problema não pode ser discutir “que bispo tem a melhor nota”.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Coelhos fora-da-lei e heróis dos nossos dias

Cabeça de coelho ilegal na Áustria
Morreu D. António Santos, bispo emérito da Guarda. O funeral foi hoje.

Foi homenageado o polícia francês que deu a vida pelos reféns no caso de terrorismo da semana passada. Conheça também a história da menina nigeriana que recusou converter-se ao Islão e por isso continua refém do Boko Haram. Heróis dos nossos dias.

Continuamos na expectativa de saber se vai, ou não, haver acordo entre a China e o Vaticano. Entretanto os sinais que chegam não são os mais positivos, com mais um caso de um bispo leal a Roma detido.

Uma portuguesa entregou esta quarta-feira um presente muito original ao Papa Francisco. Veja aqui as imagens.

A Áustria aprovou o ano passado uma lei anti-burqa. Até agora foram advertidos turistas asiáticos, esquiadores e até a mascote do Parlamento. Um fracasso total, diz a polícia.

Hoje temos novo artigo do The Catholic Thing. Robert Royal reflecte sobre o encontro pré-sinodal que teve lugar em Roma a semana passada e pesa os prós e os contras desta forma de pastoral juvenil. Uma análise interessante que vale a pena ler.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Kabila contra os acólitos

A Igreja no Congo está a fazer frente ao Presidente. O custo é alto, mas a causa é justa, como explica uma fonte que contactei em Kinshasa e que conta histórias de dura perseguição.

O Papa Francisco cumpre cinco anos de pontificado amanhã. Hoje o padre Tolentino recordou o retiro que lhe pregou esta Quaresma e Adriano Moreira elogiou o Papa que reconheceu um mundo de desigualdades. D. Manuel Clemente considera que Francisco é um “grande estímulo evangélico”, mas Francisco continua horrorizado com a situação na Síria.

A semana passada falámos sobre um eventual acordo entre o Vaticano e a China. Falámos com um missionário que lá esteve e que se mostrou céptico, mas hoje trago-vos a opinião de um especialista que se mostra esperançoso.

Conheça o projecto “Short Girl”, que valeu um prémio internacional aos alunos de Educação Moral e Religiosa Católica de Miranda do Corvo.

Os Leigos para o Desenvolvimento estão à procura de voluntários para trabalhar em… Portugal.

Acordo com a China à vista?

Estarão Roma e a China à beira de um acordo histórico? Há quem diga que sim… Falei com um missionário que passou alguns anos na China e ele diz que é céptico, enquanto fala de como foi evangelizar “à socapa” naquele país comunista.

Paulo VI e Oscar Romero vão ser canonizados ainda este ano. O Papa autorizou esta quarta-feira.

Já foram escolhidos os três jovens que vão representar Portugal no encontro pré-sinodal, em Roma.

Hoje é dia de The Catholic Thing. Em tempo de Quaresma, venha daí um elogio a um aspecto da vida da Igreja que é muitas vezes desvalorizado… Viva a água benta!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Papa no Chile com vergonha de abusos

O Papa chegou ontem à noite ao Chile, mas só hoje é que houve agenda oficial. Francisco foi recebido pela presidente do Chile e, no seu discurso, manifestou novamente vergonha e pesar pelos abusos sexuais cometidos por padres ou outros representantes da Igreja.

Depois, celebrou missa perante 400 mil pessoas num parque da cidade, elogiando a tenacidade dos chilenos, peritos em levantarem-se “depois de tantas derrocadas”.

Antes, a caminho do Chile, Francisco manifestou aos jornalistas a sua preocupação com os riscos de uma guerra nuclear.

Mais uma história triste que nos chega do Egipto. Esta é de um jovem que foi assassinado por ter uma tatuagem cristã. O seu irmão sobreviveu por milagre… Conheça a história aqui.

Na China continua a tensão entre os cristãos e o Governo, com mais uma igreja demolida. São três só nas últimas semanas. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Quem é bom: Deus ou o Governo?" O meu avô respondeu Deus

Transcrição integral da minha entrevista ao seminarista "Santiago" de nacionalidade chinesa. A identidade verdadeira é mantida em segredo por questões de segurança. As fotos usadas para ilustrar a entrevista são genéricas de católicos chineses e nada têm a ver directamente com ele. A reportagem pode ser lida aqui.


Nasceu numa família católica? Ou converteu-se?
Sim, nasci numa família católica, eramos cinco irmãos.

Disse cinco irmãos?
Sim, cinco irmãos.

Como é que isso foi possível? Na China não havia a lei do filho único?
Sim. Para nós foi uma experiência de fé. Porque a lei começou nos anos 80, mais ou menos quando eu nasci, e então, segundo esta lei os pais católicos sofriam muito para poderem ter mais filhos, porque para nós o aborto é impensável, é matar uma criança com alma e corpo, por isso, para os pais católicos, os filhos não nascidos também são vida. Por isso os meus pais, para evitar isso, tiveram muitas vezes que viver escondidos, separados de nós, deixando-nos sozinhos em casa, viviam escondidos para fugir à polícia.

Porque durante muitos anos, se a polícia os encontrasse podia cobrar uma multa ou, se a mulher ainda estivesse grávida, podia levá-la a uma clínica e obrigá-la a abortar. Ou tirar-nos tudo o que temos em casa, destruir a casa. Foram situações difíceis, mas a fé ajudou-nos e sustentou-nos sempre para viver firmes.

Há quantas gerações é que a sua família é católica?
Isso não se sabe. Como não temos um livro das gerações da família, mas segundo o que sei os meus pais, os meus avós, todos são católicos.

Pelo menos terceira geração, possivelmente mais...
Sim.

Como é actualmente ser católico na China?
Há muito tempo que a Igreja não tem a liberdade de viver a fé, por isso hoje em dia não é fácil ser católico. Sobretudo ser padre ou bispo é muito complicado, porque o Governo tenta sempre convencê-los a juntarem-se à Igreja Patriótica, então se não o querem fazer podem sofrer muitas dificuldades.

No seu caso, qual é a relação com a Associação Patriótica Católica?
Creio que a primeira coisa a fazer é evitar isso, ter cuidado quando vou a algum lado, porque se não, muitas vezes podem-nos complicar a vida. Eu, pessoalmente, não quero ter relações nenhumas com eles, porque também sei por experiência que não é nada fácil ter uma relação com eles, porque temos de submeter-nos ao que eles dizem.

O seu bispo, por exemplo, é reconhecido?
Não. Até hoje ele tem-se mantido sempre firme na fé. Porque para ele, ser um bispo da Igreja Católica é ser fiel à doutrina da Igreja. Por exemplo, estar em plena comunhão com o Papa e exercer o seu ministério segundo a doutrina que a Igreja nos ensina, obedecer ao Papa e ter consciência da universalidade da Igreja.

Como é que veio parar à Europa?
Vim para receber formação, porque durante muitos anos, como todos os padres e bispos foram enviados para campos de trabalho, trabalhavam todos os dias, quase sem nada para comer... Foi assim durante trinta anos e não havia formação, nem para os fiéis nem para os padres.

Ao fim de 30 anos houve uma certa abertura e então os padres já podem receber uma certa formação. Mas como a formação é mínima, para receber uma boa formação é necessário um estudo sólido na doutrina, por isso fui enviado para a Europa para estudar um pouco. Fiz o seminário em Toledo, em Espanha, e agora estou a estudar em Roma. Quando terminar os estudos regressarei para servir a Igreja e ajudar um bocado, sobretudo na formação.

O que disseram às autoridades sobre a razão da vinda?
É complicado. O Governo dá-nos o passaporte, mas o visto é feito nas embaixadas. Foi muito difícil conseguir o passaporte porque quando fui à polícia pedir diziam que não me iam dar, porque era católico. Foi assim durante cerca de três meses.

Mas pela graça de Deus - e eu vejo aí uma clara intervenção de Deus - em 2008 houve os Jogos Olímpicos e durante algum tempo todos podiam receber o passaporte. Aí, o visto era o mais fácil.

Se o Governo soubesse que eu vinha estudar, seguramente não me deixaria vir. Mas graças a Deus estou aqui.

Quando chegaste à Europa não falavas espanhol, não conhecias a Europa, como foi a integração?
Quando cheguei a Espanha comecei imediatamente os estudos no seminário. Os primeiros anos, sobretudo, de Filosofia, foram muito difíceis porque até para um nativo as coisas são complicadas de entender. Mas eu estudava muito mais que os meus colegas... Muitas vezes nas aulas eu perguntava aos colegas se percebiam o que tinha dito o professor, e também respondiam que não.

Mas isso para mim também foi uma experiência, que quando fazemos a nossa parte o Senhor nos ajuda, seja como for. É difícil? Sim, mas pela Graça de Deus tudo é possível e o Senhor nos ajuda.

A perseguição aos católicos que não obedecem à APC existe em todo o país, ou é diferente de região para região?
Sim. China é um país muito grande. A lei é a mesma, mas a aplicação varia de zona para zona. Nalgumas zonas há mais católicos, se os bispos forem da Igreja Clandestina então a situação pode ser mais difícil... Depende das zonas.

Alguns bispos, como por exemplo em Hong Kong, defendem que não se deve negociar com a China, que é preciso ser duro e exigir apenas a liberdade total dos católicos. Outros, e parece ser essa a linha actual do Vaticano, parecem dispostos a negociar e a aceitar algumas das condições do Governo. Qual é a sua opinião?
Em primeiro lugar, temos a consciência de que o Vaticano quer dialogar com o Governo. Isso é seguramente para o bem das almas e da Igreja, para poder evangelizar os que não conhecem Cristo, porque actualmente os católicos são apenas 1%. Isso, sem dúvida alguma.

Este diálogo não é nada fácil, porque como temos um regime totalitário e não existe liberdade religiosa nem direitos humanos, e como diz o Cardeal Zen, temos de ser firmes, sem dúvida, porque temos alguns princípios na Igreja. A Igreja Católica é universal, logo respeitamos os direitos humanos e a liberdade religiosa. A Igreja não considera que sejam um privilégio, mas sim direitos naturais das pessoas. Sim, temos de ser firmes... Não podemos abandonar as nossas crenças.

Pessoalmente acho difícil, mas também confiamos no Senhor, porque Ele pode fazer grandes coisas. Pela minha experiência, e segundo o que vejo, não é fácil. O que o Vaticano está a tentar fazer é seguramente para o bem da Igreja. Na prática, como estão a dialogar há tantos anos e o resultado, segundo o que eu vejo, não tem sido praticamente nenhum. Conseguiram-se algumas coisas simples, mas isso não é o problema de fundo. O mais importante tem a ver com a nomeação dos bispos, quem decide as coisas da Igreja e isso está a ser negociado. É complicado...

Disse antes que os católicos são 1%, mas há muitos cristãos não católicos. Sabemos que as Igrejas domésticas estão a crescer muito... Vocês vêem esses cristãos como aliados ou adversários?
Eles também são cristãos, têm a sua fé! É uma coisa boa, porque eles também vivem a sua fé e tentam evangelizar os outros para que possam conhecer Cristo, é uma coisa positiva. E para nós, católicos, são um exemplo, porque eles estão a fazer muitos sacrifícios. Os protestantes também são perseguidos, quando não se querem submeter ao regime não podem viver a fé com liberdade, não podem anunciar o nome de Cristo com liberdade.

É o que se passa com os católicos também, mas temos esta dificuldade acrescida da Igreja Oficial e a Igreja Clandestina, todo o diálogo envolvido, tudo isso complica um bocado.

Mas creio que todos, com a graça de Deus, podemos ajudar os nossos irmãos para que eles também conheçam Cristo, porque Cristo é o único salvador do mundo.

Há muitas histórias de perseguição, mas há histórias mais próximas de si?
Sim. Por exemplo o meu avô - isto foi-nos contado, mas segundo a cultura chinesa, somos bastante fechados. Quando uma coisa já passou, não falamos sobre ela entre nós - mas segundo o que me foi contado do meu avô, quando era novo e o meu pai tinha uns 15 ou 16 anos, como a situação era muito difícil, sobretudo durante os dez anos da Revolução Cultural, como não se podia dizer que se era católico nem se podia rezar, porque se a polícia os visse a rezar podiam condená-los a passar muito tempo na prisão.

Naquela altura em cada povoação faziam reuniões em que perguntavam aos católicos se queriam deixar a fé ou não, ou então perguntavam "quem é bom? Deus, ou o Governo?" Quando chegou a sua vez, o meu avô disse "Deus é bom". Só por isto começaram a persegui-lo. Não só uma vez, mas todos os dias, porque ele tinha dito que Deus é bom, porque segundo a sua consciência era assim, e ele o declarou.

Então todos os dias faziam a reunião para o criticar, para insultá-lo e no final, como humanamente - todos somos seres humanos - ele, para não negar a fé, pegou no meu pai e disse-lhe que como agora estavam a fazer-lhes isto todos os dias, a persegui-los, e quem sabe se um dia, por fraqueza podemos negar a fé, então levava o meu pai e fugiram para não negar a fé. Disse: "Vamos para a montanha e levamos alguma comida. Quando acabar a comida morremos, mas não negamos a fé". Isso, para mim, é um exemplo, porque para manter a firmeza da fé, está disposto a dar a vida. É um exemplo, há muitos outros, mas isso para nós sempre nos deu força para viver mais firmemente a nossa fé.

Mas há também histórias de conversão?
Sim. Há histórias de conversões porque quando eles vêem a força que os católicos têm, dizem que tem de haver algo de sobrenatural, porque humanamente ninguém consegue aguentar aquilo. Pessoalmente não conheci conversões tão claras e fortes, mas seguramente na vida quotidiana há muitos que vendo os exemplos dos católicos, pelo menos no seu interior deixam-se impressionar e isso pode ajudá-los a perceber qual é o sentido da vida.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Demissões Maltesas e igrejas feias, salvas

A malta não se curte
O grão-mestre da Ordem de Malta demitiu-se a pedido do Papa Francisco… Vejamos se esta medida põe termo à polémica… Não sei não…

A China reforça a repressão sobre religiões organizadas. Os católicos são perseguidos, mas não são os únicos.

O bispo de Bragança-Miranda diz que está a aguardar a visita do Papa em Maio com “oração, carinho e estima”.

No Porto há actualmente seis processos de canonização em marcha. O bispo quer reforçar o empenho nas iniciativas, que pode conhecer aqui.

No artigo desta semana do The Catholic Thing em português, o nosso querido Randall Smith diz-nos onde encontra sinais de esperança para o futuro… É na arquitectura religiosa, nomeadamente em algumas das renovações de igrejas feias que se têm feito nos Estados Unidos. Já agora recupero um post que fiz no blog há vários anos sobre igrejas extraordinariamente feias… É sempre giro rever.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

O Papa em Assis
Decorreu esta terça-feira a jornada de oração pela Paz em Assis, com a presença do Papa Francisco. O Papa almoçou com vítimas de guerra e lembrou os que sofrem “o silêncio ensurdecedor da indiferença”. O ponto alto foi o discurso diante dos restantes líderes religiosos, em que Francisco condenou o “paganismo da indiferença”.

Neste encontro marcaram presença muitos líderes, mas curiosamente, numa altura em que se diz que as relações entre a China e o Vaticano estão a melhorar, o Dalai Lama não esteve em Assis. Coincidências.

Também esta terça o Patriarca de Lisboa deu uma conferência de imprensa em que foram anunciadas várias actividades para celebrar os 300 anos de elevação de Lisboa a Patriarcado, curiosamente por um Papa chamado… Clemente. Mas D. Manuel Clemente falou ainda do encontro de Assis e, claro, da eventual visita de Francisco a Fátima. Basicamente o Patriarca admite que os bispos nada sabem de concreto e deposita esperanças na visita, em Outubro, do secretário de Estado do Vaticano.

Depois de ter ganho um prémio no valor de 50 mil euros, a Irmandade da Torre dos Clérigos decidiu doar o dinheiro todo a uma instituição de caridade.

E de muito longe, no Guam, chega a notícia de que o enviado do Papa já disse publicamente que pediu à Santa Sé que remova o arcebispo local, que é acusado de ter abusado de quatro rapazes nos anos 70. Anthony Apuron pode ser o primeiro bispo condenado por abusos.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bispo disposto a morrer por condenados à morte

Bispo Ramón Arguelle
O Papa Francisco recebeu esta segunda-feira em audiência o imã da Universidade de Al-Azhar. Não é apenas um encontro de cerimónia, trata-se do restabelecimento de relações que estavam cortadas desde 2011.

Entretanto Francisco enviou uma mensagem aos católicos na China, a tempo do dia de Nossa Senhora Auxiliadora, que se assinala amanhã.

Está a decorrer a cimeira humanitária de Istanbul. A Igreja está representada pelo seu secretário de Estado, monsenhor Parolin e o Papa insiste que Roma está atenta a este assunto.

Antevê-se uma relação difícil entre o Presidente das Filipinas e os bispos. O Presidente eleito – que ainda não tomou posse – diz que quer implementar de novo a pena de morte e pelo menos um bispo afirma que está disposto a morrer no lugar dos presos que sejam condenados à forca.

O vencedor do prémio Árvore da Vida, Walter Osswald, deu uma entrevista à Renascença e critica a lei das barrigas de aluguer, que considera mal escrita e pouco exequível. Entretanto já existe um abaixo-assinado para obrigar a um novo debate sobre o assunto.

O artigo da semana passada do The Catholic Thing teve muito mais adesão do que até eu esperava. Se ainda não leram, façam-no, para compreender a posição difícil em que se encontram alguns conservadores americanos, que sempre se opuseram a Trump mas estão bem conscientes das repercussões a médio e longo prazo para os Estados Unidos, sobretudo a nível de questões fracturantes, se ganhar a Hillary Clinton.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Massacres sem sentido? Infelizmente não...

Lizzy Myers cumpre um sonho
A pequena Lizzy cumpriu hoje o sonho de ver o Papa Francisco antes de ficar cega e surda. Foi uma aventura chegar a Roma, mas conseguiu.

O Papa pretende visitar a ilha de Lesbos, para estar com os refugiados. A Igreja Ortodoxa Grega não se opõe, o que já não é mau!

Depois de amanhã é divulgada a exortação pós-sinodal sobre a Família. O objectivo é recontextualizar a doutrina, explica a Santa Sé.

Duas mortes de peso. Em Moçambique, hoje, morreu D. Jaime Pedro Gonçalves, que foi instrumental na conquista da paz naquele país e na China morreu, há dias, um bispo que chegou a estar 23 anos preso por fidelidade a Roma.

O Papa Francisco disse que os recentes massacres de Lahore foram um acto “sem sentido”, mas David Warren, do The Catholic Thing, discorda e explica precisamente qual é o sentido terrível daquele acto e por que razão os terroristas têm esperança de que resulte. Um texto preocupante mas importante.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Pensemos livremente, mas todos da mesma maneira!

Perigo! Esta imagem pode impedi-lo de pensar livremente
O Papa Francisco vai encontrar-se com o presidente Raul Castro, de Cuba. Será no domingo e é a primeira vez que um presidente comunista de Cuba se dirige ao Vaticano.

Hoje o Papa Francisco elogiou os homens e as mulheres que se casam, dizendo que são “um recurso essencial para a Igreja e para o mundo”. Obrigado Santo Padre, também gostamos muito de si.

Ontem foi apresentado o calendário para o jubileu da misericórdia. Há eventos para todos, mas destaque especial para as periferias, como não podia deixar de ser.

Não sei de vocês, mas eu irrito-me imenso quando passo por uma estátua que me impede de pensar livremente, é uma grande maçada. Felizmente podemos agradecer à Federação Nacional do Livre Pensamento, em França, que está a mandar retirar essas estátuas irritantes, sobretudo as que incluem cruzes. Assim, com as nossas sociedades livres de cruzes, imagens de Nossa Senhora e estátuas do Papa, podemos todos pensar livremente, desde que pensemos da mesma forma…

Na China, por exemplo, há poucas imagens religiosas e por isso existe liberdade de pensamento. Tanta que o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros é livre de pensar que o seu país respeita e até promove a liberdade religiosa.

Mas há também boas notícias. Ao que parece o Boko Haram poderá estar a sofrer de fortes divisões internas e insatisfação entre os militantes.

Termino com a referência habitual ao artigo desta semana do The Catholic Thing. Anthony Esolen recorda as várias vezes em que os defensores da revolução sexual nos prometeram que as inovações que defendem não vão ter qualquer efeito nocivo para a sociedade, e todas as vezes em que se enganaram, e pergunta: “Porque é que havemos de confiar neles agora?

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Terrorismo odioso e sangue da unidade

Um acto de “terrorismo odioso”, é como a Santa Sé descreve o rapto de mais de 200 raparigas na Nigéria pela Boko Haram. Assino por baixo!

O Papa recebeu esta quinta-feira em audiência o líder dos arménios ortodoxos, Karekin II, a quem disse que o “sangue dos mártires é semente de unidade”. Foram palavras muito bonitas sobre o ecumenismo. Vale a pena ler!

A diocese de Setúbal entra agora na Semana da Vida e da Família, que este ano vai incluir 40 horas de adoração.

Já há muitos peregrinos a caminho de Fátima, como todos os anos, isto numa altura em que chega ao mercado o documentário “Fátima no Mundo”.

Na China denunciar uma “barba suspeita” pode render mais de cinco mil euros! É verdade, saiba aqui porquê.


Por fim, uma sugestão. Amanhã e sábado exibe-se o documentário Blood Money, sobre a realidade da indústria do aborto. As sessões são livres e encontram mais informação aqui.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Um Papa, um imã e um rabino entram num avião...

Como é? Vamos à Terra Santa?
Decorreu durante os últimos dias o congresso ibérico da pastoral penitenciária. Em Fátima estiveram dezenas de pessoas a discutir as melhores formas de acolher e ajudar os reclusos.

Um Papa, um imã e um rabino entram num avião e… vão para a Terra Santa. Não, não é o começo de uma anedota…

Parabéns a todos os amigos do movimento de Schoenstatt, que fez 100 anos no passado fim-de-semana!

Na China os muçulmanos atacam estações de comboio, na Índia, porém, são os muçulmanos a serem atacados, o que é duplamente preocupante tendo em conta que é época de eleições.

Está em Portugal o Cardeal ganês Peter Turkson, que veio encontrar-se com empresários para promover a doutrina social da Igreja.

E por fim, chamo a vossa atenção para a transcrição integral da minha entrevista a Maria Hildingsson, da Federação Europeia de Associações de Famílias Católicas, um trabalho particularmente útil em mês de eleições europeias!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Fumo e fogo, de Roma ao Tibete

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D. Carlos encontra-se agora em Roma, na Curia romana. Este escândalo, e as recentes criticas de Bento XVI podem levar muitos a crer que o Vaticano é um antro de intrigas. Um padre que vive em Roma garante, porém, que essa imagem não corresponde à verdade.

Os chineses não parecem muito preocupados com o facto de mais dois jovens tibetanos se terem auto-imolado em protesto. Já a “ingerência nos assuntos internos” do país, que inclui o Papa ousar nomear bispos católicos, é inadmissível!

Afinal o conclave poderá ter apenas 114 cardeais. Um já anunciou que não vai participar, outro não deverá recuperar a tempo e um terceiro está a ser pressionado para se baldar…

Entretanto vamos conhecendo melhor alguns dos cardeais que participam no Conclave. Hoje vamos para África ver mais de perto aquele que dizem ser o “candidato” mais forte deste continente, Peter Turkson.

Quer agradecer o ministério de Bento XVI? Há 400 mil cartazes a serem distribuídos pelo país. Mas se não encontrar nenhum pode sempre "sacar" a imagem deste post e imprimir.


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

6 – Auto-imolações no Tibete

Cada vez mais penso que os europeus não estão equipados para lidar com o fenómeno das auto-imolações no Tibete. De que outra maneira se pode explicar que depois de 95 casos (sim 95!), cada nova notícia de imolação é tratada com uma notícia de um ou dois parágrafos?

Muitos têm dificuldade em compreender que haja quem esteja disposto a morrer por uma causa, mas isso, ainda assim, é um conceito que faz parte da nossa cultura cristã, religião fundada por vagas sucessivas de mártires. Deploramos o facto de haver quem esteja disposto a matar, matando-se no processo, por uma causa ou por uma fé. Isso já não faz parte da nossa matriz. Mas há algo repulsivamente lógico em dar a nossa vida desde que consigamos causar danos graves ao “inimigo”, ou matar mais deles do que os que perdemos.

Mas o que se passa no Tibete é totalmente diferente. Lá, homens, mulheres e jovens estão a tirar a sua própria vida como manifestação política, sem ferir mais ninguém. Estão-se a imolar em ambos os sentidos da palavra, isto é, fazendo-se consumir pelo fogo mas também como acto sacrificial.

É por isso que, como já escrevi aqui, o gesto da auto-imolação tem tão maior impacto que outras formas de suicídio. A imolação pelo fogo tem recorda-nos temas religiosos, os sacrifícios do Antigo Testamento. Nada disto é acidental.

Em dois anos são 95 as pessoas que, em defesa da liberdade da sua nação e em protesto contra o exílio do seu líder, se regam com gasolina e dão a vida às chamas. Dois dos casos, pelo menos, deram-se fora do país, um na Índia e outro em França.

Se nós temos dificuldade em lidar com isto os chineses também têm. Como é que se impede este tipo de protesto? Como é que se continua a dizer que os tibetanos estão melhor com a China do que estavam quando eram independentes quando as pessoas em causa se incendeiam para protestar a sua presença?

A solução até agora tem passado por culpar o Dalai Lama. Este, por sua vez, já disse que os tibetanos devem evitar este tipo de actos, mas os Governo tibetano no exílio recusa-se a condenar as vítimas e fala actos compreensíveis e uma “expressão de liberdade”.

Não está aqui em causa a glorificação do acto. Um acto que para os cristãos, e não só, é inteiramente condenável, por ser suicídio, mas que revela também a diferente visão que os budistas têm da vida e da existência humana, como essencialmente marcada por sofrimento e decadência da qual nos devemos tentar libertar.*

Estas notícias têm, por isso, uma incontornável carga religiosa. Primeiro porque o Tibete é uma nação profundamente religiosa e o Dalai Lama, por quem estas pessoas dão a vida, é antes de mais um líder religioso. Depois, porque é precisamente a religião budista, professada pela esmagadora maioria dos tibetanos, que molda e informa esta opção tão extrema.

Dizia, não está em causa a glorificação mas sim o espanto por este tema não ser tratado com a seriedade que merece. Mas como podemos esperar que os media tratem um assunto que simplesmente não conseguem compreender? E atenção que me incluo nesta crítica, eu que me tenho esforçado por acompanhar o problema e dar as notícias, mas que também tenho dificuldade em captar o seu verdadeiro significado e a sua verdadeira magnitude.

* Tendo em conta que surgiram algumas dúvidas, não estou a insinuar que essa "libertação" deva ser alcançada por via do suicídio.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tsunami de secularismo afoga cristãos mornos

O tsunami do secularismo, ou Carcavelos hoje de manhã?

O ex-mordomo do Papa foi condenado a 18 meses de prisão. Vários observadores do Vaticano esperam agora que Bento XVI indulte o seu antigo funcionário, veremos.


E na Arábia Saudita os temidos polícias religiosos vão passar a ter menos poderes. Nomeadamente já não poderão deter nem interrogar pessoas suspeitas de violar os bons costumes islâmicos…

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Em Roma chove...

"Ena! Como chove"
É já amanhã que o Papa parte para o Líbano, para uma viagem que promete ser muito interessante. A Aura Miguel vai estar lá e a Renascença terá toda a cobertura, portante estejam atentos. Eu não vou poder actualizar a página do Facebook com a regularidade que gostaria, mas outros se encarregarão certamente.



Aqui em Roma choveu torrencialmente o dia todo, mas o curso que estou a fazer continua a ser muito interessante. Hoje falou-se de China, África e o arcebispo Fisichella (na foto) apresentou o pensamento do Papa. E ainda fomos visitar uma das únicas bibliotecas do mundo que excomunga quem roubar livros... Tudo explicado em mais umas notas de Roma.

Por fim, todos já pensámos no “Problema do Mal”. Porque é que existe, qual o sentido, porque é que sofrem os inocentes... mas já pensaram no “Problema do Bem?” Como é que se explica a existência de tanto bem no mundo? É a questão que coloca o artigo desta semana de The Catholic Thing.

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