quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Luis Antonio Tagle

Nascido: 21 de Junho de 1957
Ordenado padre a 27 de Fevereiro de 1982
e bispo a 12 de Dezembro de 2001
Arcebispo de Manila, nas Filipinas, o cardeal Luis Antonio Tagle é actualmente uma figura muito popular na Igreja.

Tagle combina um estilo carismático com uma forte preocupação pelos desfavorecidos mas também um rigor doutrinal que no curto espaço de tempo desde que foi nomeado arcebispo já teve de condenar publicamente os esforços do Governo de introduzir medidas de incentivo à contracepção. Tomou também posições públicas contra o ateísmo, a eutanásia e o aborto. Já se pronunciou vigorosamente contra a prostituição, também, que considera uma afronta à condição feminina.

Conhece bem o Papa Bento XVI, com quem serviu na Comissão Teológica Internacional a partir de 1997 e tem também um vasto conhecimento da teologia do Concílio Vaticano II, tendo feito a sua tese de doutoramento sobre o conceito de colegialidade episcopal e tendo colaborado na produção de uma série de volumes sobre a História do Concílio Vaticano II. Em público o cardeal já afirmou que está em linha com a visão de Bento XVI de que o concílio não constituiu uma ruptura com a tradição da Igreja, mas que deve ser lido em continuidade com esta. Este foi um ponto que Bento XVI se esforçou muito por divulgar durante o seu pontificado.

Luis Tagle esteve presente no sínodo da Nova Evangelização, o último grande evento internacional a ter lugar no Vaticano antes da resignação de Bento XVI, e as suas intervenções deixaram uma excelente impressão junto dos restantes participantes.

Em relação a um dos grandes desafios que a Igreja enfrenta actualmente, Tagle já avisou os seus colegas bispos asiáticos para não pensarem que os abusos sexuais praticados por clero são apenas um problema ocidental. Participou num encontro dedicado à análise deste problema que teve lugar no Vaticano em Fevereiro de 2012.

Ao longo do último ano o nome de Tagle tem sido mencionado várias vezes enquanto possível sucessor de Bento XVI, mas a resignação do Papa alemão poderá ter comprometido essas possibilidades, uma vez que aos 55 anos o filipino é ainda muito novo, mais até do que era João Paulo II quando foi eleito. Tagle é mesmo o segundo mais novo de todo o colégio cardinalício.

O facto de ser asiático é uma significativa vantagem, e sendo filipino é uma segurança, visto que se trata do maior país católico da Ásia. Ainda assim, muitos dos cardeais que gostam do seu perfil saberão que muito provavelmente Tagle ainda terá pelo menos mais uma oportunidade para ser eleito, tendo em conta a sua idade.

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