segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Timothy Dolan

Nascido: 6 de Fevereiro de 1950
Ordenado padre a 19 de Junho de 1976
e bispo a 15 de Agosto de 2001
O Arcebispo de Nova Iorque é uma das figuras mais carismáticas de todo o colégio cardinalício.

Num país a braços com um escândalo de abusos sexuais, Dolan tem a grande vantagem de não estar manchado por qualquer suspeita e de ter tido palavras e acções significativas no sentido de limpar a imagem da Igreja e de mudar práticas para melhor lidar com o assunto.

Contudo, no dia 21 de Fevereiro surgiu uma notícia na imprensa a dizer que o Cardeal tinha sido interrogado no dia 20 por advogados a propósito de suspeitas de abusos sexuais que se terão passado em Milwaukee na altura em que era bispo daquela diocese. Não existe, contudo, qualquer indício de responsabilidade ou de más práticas neste momento.

O Cardeal viveu algum tempo em Roma, como prefeito do Colégio Americano, e fala por isso italiano mas não com a fluência que muitos esperariam para um Papa. Tem, obviamente, a vantagem de dominar aquela que é actualmente a língua mais importante do mundo, mas o dia-a-dia do Vaticano ainda decorre muito em italiano e isso pode ser uma desvantagem.

Uma das maiores armas de Dolan é o seu sentido de humor. Tem um à vontade com a imprensa, por exemplo, que é ímpar entre os outros cardeais e consegue apresentar os ensinamentos católicos de uma forma simples, simpática e divertida, mas ao mesmo tempo firme, que desarma facilmente os seus críticos e adversários.

Apesar do seu sentido de humor e ár divertido, Dolan é também um líder formidável. Os seus pares americanos estão satisfeitíssimos com a sua liderança da conferência episcopal. Ao longo dos últimos anos conseguiu unir totalmente os bispos, sem excepção, num duro conflito com a administração de Barack Obama por causa da insistência deste em obrigar as empresas, incluindo as católicas, a fornecer contraceptivos aos seus funcionários através dos seguros de saúde, obrigatórios ao abrigo do novo sistema de saúde conhecido como Obama Care.

Apesar de essa batalha não estar ganha, Dolan tem-se tornado um herói para os católicos praticantes nos EUA pela forma como a tem travado. Contudo, para os restantes cardeais, isso pode também ser visto como uma razão para não o retirar dos Estados Unidos, numa altura em que faz lá falta e pode, enquanto arcebispo de Nova Iorque, tomar posições e fazer afirmações que enquanto Papa dificilmente poderia fazer.

Com apenas 63 anos, Dolan é ainda bastante novo, este vai ser o seu primeiro conclave, e por isso alguns cardeais que simpatizam com ele poderão também pensar que ainda é cedo para ele assumir uma responsabilidade tão grande. Outros há que simplesmente se sentem desconcertados com o seu estilo à vontade e que sentem que lhe falta a seriedade para assumir uma posição desta importância.

Questionado por um jornalista sobre se poderia votar nele próprio, o Cardeal respondeu calmamente que não, porque não deixam entrar malucos no Conclave.

1 comentário:

  1. Caro Filipe eu sou um grande fã português deste Cardeal que tem um grande carisma e é um "novo" evangelizador de excelência. Ele consegue conciliar profundidade e alegria mas imagino que para alguns cardeais seja uma figura demasiado irreverente. Se for ele o novo Papa nao tenho duvidas que será fantástico para a Igreja!

    ResponderEliminar

Partilhar