quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sobre as acusações de abusos na Igreja portuguesa

[Desde que escrevi este texto algumas pessoas sugeriram que ele poderá dar a entender que D. Carlos Azevedo é suspeito de abusos sobre menores, ou pedófilia. Não é o caso, não o queria dar a entender e espero, com esta nota, que isso fique claro. Peço desculpa pelas confusões que poderei ter originado]

Hoje surgiu mais uma acusação grave contra um membro da Igreja, envolvendo comportamentos sexuais desordenados.

Quando Catalina Pestana falou na existência de alguns casos de abusos sobre menores, praticados por membros do clero, ouviu-se de tudo. Desde que ela estava velha e senil, que era tudo uma campanha contra a Igreja orquestrada pelos media, etc.

Acontece é que as denúncias de Catalina Pestana são bastante credíveis. A de hoje, sobre D. Carlos Azevedo, também é.

Amar a Igreja é amar e servir a verdade na Igreja. Toda a gente tem direito à presunção da inocência, mas não fazemos favores a ninguém atacando os mensageiros nestes casos concretos.

Não está a acontecer em Portugal nada que não tenha acontecido já em vários outros países. Aprendamos com os erros dos outros. Se os bispos o tivessem feito, estes problemas não seriam o que são hoje.

Devemos rezar pelos nossos pastores, diáconos, padres e bispos. Rezar por eles e pedir a Deus que purifique a sua Igreja. Ela sairá deste pântano mais pura e limpa. É essa a nossa fé.

CRONOLOGIA DAS ACUSAÇÕES DE ABUSOS NA IGREJA PORTUGUESA

7 comentários:

  1. Concordo com o exposto com um só reparo: As acusasões contra O Bispo Carlos Azevedo não envolve menores.

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  2. É evidente. Em lado nenhum digo o contrário. Falo apenas em "comportamentos sexuais desordenados".
    Mas obrigado pelo comentário. Se não é claro para todos, que fique.

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  3. Não. Não é nada evidente. Para além de aprender a pensar ordenadamente, Filipe de Avilllez deveria também aprender a escrever. Tal como está redigido, o artiguinho de de Avilllez mistura e confunde as acusações de abusos na Igreja (título que se projecta sobre todo o texto), a acusão grave de hoje, os «comportamentos sexuais desordenados», a denúncia de Catalina Pestana relativa a abusos sobre menores por membros do clero, a denúncia sobre D. Carlos de Azevedo, o que se passou em vários outros países e o pântano. São insinuações a mais para tão pouca clareza e frontalidade. Em questões tão delicadas, é na exactidão que se define o carácter. É que o que está em causa vai, evidentemente, para além da inocência, ou não, de D. Carlos de Azevedo - em quê? em ser homosexual, ou na sua eventual prática de abusos? A questão é também a da consideração que a condição de homossexual, que é bem possível que seja uma condição intrínseca e natural da pessoa em causa, tem dentro e pela Igreja.

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  4. Meu caro Pedro. Antes de mais, obrigado por acrescentar mais um l ao meu nome, certamente uma hiliariante e inédita bicada no facto de o meu apelido ter uma dupla consoante. Se é possível que a homossexualidade seja uma condição natural da pessoa em causa, digo-lhe que o meu apelido também o é, não me envergonho dele, por mais "eles" que lhe acrescenta.

    Abusos sexuais sobre menores e assédio sexual são coisas diferentes. Mas não encaixarão ambos na categoria de "abusos"? É que o título do post, para quem sabe ler, fala em "acusações de abusos" e não especifica.

    De resto, alguém duvida que para a sociedade e para a imprensa tanto os casos de abusos sobre menores como os casos de homossexualidade na Igreja estão associadas como sendo parte de um escândalo mais alargado de comportamentos sexuais desviantes? Isto não implica que sejam iguais.

    Cumprimentos

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  5. Filipe, acho muito bem que tenha orgulho no seu apelido e no respectivo número de «éles» - porque não? Afinal, parece que o Pedro também estará em vias de alcançar, quiçá reconhecer, que os que detêm determinada condição natural podem muito bem conviver com a mesma... naturalmente. Está a ver o que um bocadinho de método socrático faz pela esperança em progredir?

    Quanto ao resto, desculpe, não se percebe bem.

    É assim: há graus de semelhança e de diferença, graus esses que, precisamente, é importante especificar - para evitar leituras indesejáveis por quem sabe ler. Quem diz leituras indesejáveis diz também abrangências eventualmente injustas. E o eventualmente é muito importante.

    A especificação também é importante para a imprensa e para a sociedade. Que imprensa e que sociedade associam abusos sobre menores com casos de homossexualidade, na Igreja ou alhures? Que imprensa e que sociedade misturam abusos e «casos» como parte do escândalo mais alargado dos comportamentos sexuais desviantes?

    Cumprimentos

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  6. Emenda: no corpo do comentário anterior, onde está Pedro, leia-se, obviamente, Filipe.

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  7. De facto, estava a achar estranho...
    Adiante, coloquei logo no topo do post uma clarificação para que não se dê o caso de mais pessoas entenderem mal o que queria dizer.
    Cumprimentos

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