quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Donald Wuerl

Nascido: 12 de Novembro de 1940
Ordenado padre a 17 de Dezembro de 1966
e bispo a 6 de Janeiro de 1986
Por inerência do seu cargo, o arcebispo de Washington D.C., capital dos EUA, tem de enfrentar muitas questões em que a política e a religião parecem entrar em conflito. Nos últimos anos, à medida que tem crescido um ambiente de conflito entre liberais e conservadores que tem repercussões tanto na política como na vida da Igreja, Donald Wuerl tem tido que tomar muitas posições a esse respeito.

O arcebispo tem sido firme na defesa dos valores cristãos e católicos. Recentemente manifestou-se contra a legalização do “casamento” entre homossexuais, chegando ao ponto de dizer que a alteração do conceito tradicional de casamento colocava em risco a prestação de serviços sociais por parte da diocese. A lei foi aprovada à mesma, e a maioria dos serviços continuou, mas as agências de adopção católicas, por exemplo, fecharam por se recusarem a considerar casais homossexuais para adopção.

Noutras questões Wuerl tem sido menos rigoroso que alguns dos seus colegas mais conservadores. No que diz respeito a dar a comunhão a católicos que defendem publicamente ideias contrárias à fé católica, como por exemplo políticos que sejam a favor do aborto, Wuerl tem sido moderado, dizendo que a Igreja prefere procurar convencer as pessoas do que fechar-lhes as portas.

Esta atitude, bem como uma relutância pública em relação ao rito tridentino, valem-lhe a desconfiança de muitos conservadores mais tradicionalistas.

Pelo contrário, a forma como tem agido em relação ao escândalo de abusos sexuais tem sido muito positiva e louvada desde que chegou a Washington. O arcebispo tem deixado claro que a principal responsabilidade da Igreja é para com as vítimas, depois para com as famílias das vítimas e só em último lugar deve estar qualquer preocupação com a reputação da Igreja.

Em vários casos o arcebispo conseguiu reduzir ao estado laical padres acusados de cometer abusos na sua diocese, incluindo numa instância em que para o fazer teve de contrariar pessoas no Vaticano que estariam a tentar proteger o sacerdote em causa.

Há, contudo, algumas acusações contra a actuação do mesmo arcebispo aquando do seu tempo à frente da diocese de Pittsburgh, que todavia não parecem ter levado a qualquer intervenção por parte das autoridades.

Apesar de Wuerl só ter sido elevado ao colégio dos cardeais em 2010, este será o seu segundo conclave. Isto porque o então padre Wuerl era secretário pessoal de um cardeal americano aquando do conclave que elegeu João Paulo II e, nessa altura, foi-lhe permitido acesso ao conclave para poder empurrar a cadeira de rodas do cardeal.

Wuerl é certamente uma figura a ter em conta neste conclave, onde participam 11 cardeais americanos, mas não é provável que o arcebispo de 72 anos seja eleito.

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