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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

JMJ - It's coming home

Por força das circunstâncias, estive fora vários dias e sem conseguir mandar o mail noutros. Peço desculpa pelo silêncio, sobretudo numa altura tão importante para a Igreja portuguesa, com o anúncio das JMJ de 2022 para Lisboa.

Aqui encontram todos os textos feitos no âmbito das Jornadas do Panamá, mas deixem-me destacar estes, que têm a minha mão:


A directora de informação da Renascença lança um “alerta vermelho ao Estado laico

No avião de volta para Roma o Papa falou do aborto, do celibato, da Venezuela e disse que não devemos ter expectativas exageradas sobre a cimeira dos abusos, marcada para Fevereiro.

No meio disto tudo, uma notícia triste das Filipinas, onde um atentado ontem matou 27 pessoas numa catedral.

Deixo-vos ainda com os últimos dois artigos do The Catholic Thing. Randall Smith escreve sobre o perigo dos “lugares seguros” nas universidades e Robert Royal, no dia da Caminhada pela Vida nos EUA, diz que no meio dos escândalos que se abatem sobre a Igreja, podemo-nos orgulhar de sempre ter mantido erguido o estandarte da causa pró-vida. Leiam e partilhem!

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Red wednesday

Já viu as imagens do menino autista e mudo que se tornou a estrela da audiência geral do Papa Francisco, hoje?

O Presidente das Filipinas quer que os cristãos deixem de frequentar as igrejas. Nós gostaríamos que ele deixasse de assassinar toxicodependentes. São escolhas…

Quatro finlandeses foram expulsos da Malásia por distribuir material cristão e nos Camarões um padre foi assassinado por soldados e dois outros raptados no espaço de três dias. Na República Centro-Africana os bispos convidam os fiéis a um dia de oração e luto pelo regresso da violência.

É por esta e por outras que hoje é Red Wednesday, para recordar os cristãos perseguidos. Em Portugal, se viver por perto, pode ver o Cristo Rei, os Jerónimos, os Clérigos e a Basílica dois Congregados iluminados de encarnado.

É possível construir igrejas modernas e bonitas? Sim. Aqui está a prova.

O bispo D. José Ornelas está solidário com os estivadores do Porto de Setúbal.

E hoje é quarta-feira, por isso trago-lhe mais um artigo do The Catholic Thing, com Randall Smith a perguntar se o Antigo Testamento é uma história de progresso ou de contínuos falhanços por parte do povo de Deus. A resposta? “Ambas as duas”.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Coreia livre de armas nucleares, mas com cristãos presos

Realizou-se esta sexta-feira uma cimeira histórica entre os líderes das duas coreias. É um encontro que levanta a esperança de que sejam libertados os cristãos detidos pelo regime de Pyongyang.

Amanhã é a terceira jornada diocesana de comunicação, em Lisboa. Fake News é o tema obrigatório, bem como saber como lidar com crises de comunicação. O padre Nuno Rosário Fernandes, responsável pela comunicação do Patriarcado, organiza o evento mas diz que também lá vai estar para aprender.

Ainda há novidades a desvendar na Bíblia? Claro que sim. O encontro de biblistas na segunda-feira vai aprofundar o assunto. Saiba também que está em preparação uma nova tradução da Bíblia para português.

Nas Filipinas o Presidente Duterte, em cujo mandato já morreram 12 mil pessoas na chamada “guerra às drogas”, mostrou como os homens da sua estirpe lidam com críticas e expulsou do país uma freira australiana septuagenária. É macho!


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Terços que Assustam os Media

Clemente Lisi
Num tempo marcado por “fake news”, os leitores são bombardeados todos os dias com histórias – na maior parte dos casos legítimas, mas às vezes totalmente inventadas – alimentadas pelas redes sociais. O processo de angariação de notícias – o método através do qual os jornalistas e os editores avaliam o valor das histórias – tem-se tornado cada vez mais tema de discussão.

Os leitores já não se limitam a aceitar as notícias que aparecem de manhã nos jornais ou que lhes chegam continuamente através dos seus feeds do Twitter. Erros básicos, falta de isenção e a eleição presidencial do ano passado ajudaram a alimentar a narrativa de que a imprensa generalista está desligada da realidade dos americanos. A internet tem-se revelado uma oportunidade para os jornalistas, mas cada vez mais um desafio, também.

A minha experiência indica que falta diversidade nas redacções. Todas as empresas procuram ter diversidade nos seus quadros hoje em dia, mas nenhuma indústria precisa mais dela do que o jornalismo. A diversidade na redacção conduz a boas ideias, melhores debates e cobertura jornalística de melhor qualidade. Existe diversidade racial entre o pessoal? Devemos contratar outra mulher? Estas são questões com as quais as empresas se debatem cada vez que há uma vaga.

Mas o que nunca parece preocupar os empregadores é se existe um número suficiente de católicos praticantes na redacção, ou se devem contratar uma pessoa de fé – qualquer fé – para escrever sobre o que se passa no mundo e na comunidade. A crença em Deus é tabu na redacção.

Dizer que as pessoas religiosas estão mal representadas no mundo jornalístico é pouco. Mas esse facto faz uma grande diferença na forma como grandes órgãos de comunicação social tratam temas importantes como o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A cobertura mediática pode influenciar a opinião pública e ajudar a determinar as leis e as políticas. Tem um impacto sobre as normas sociais e está a ser feita, em larga medida, sem a contribuição de pessoas religiosas em lugares chave.

Não existe espaço mais secularizado do que uma redacção. O preconceito liberal existe nos media, mas a maioria dos jornalistas não dá por ele. Não se consegue distinguir o preconceito quando toda a gente à nossa volta pensa e sente da mesma maneira.

Tomemos como exemplo a recente concentração de cidadãos polacos ao longo da fronteira da sua nação. O evento do dia 7 de Outubro, a que se chamou, “Terço nas Fronteiras”, foi organizado para coincidir com o aniversário da Batalha de Lepanto, entre cristãos e o Império Otomano, em 1571. Neste caso tratou-se de um evento solene e pacífico, mas para muitos nos media foi automaticamente classificado como sinistro porque envolvia católicos e terços. A “Newsweek” não resistiu a classificá-lo assim logo no título: “Católicos polacos rezam na fronteira, em evento tido como anti-islâmico”.

Se os muçulmanos tivessem organizado uma iniciativa semelhante jamais teria sido descrito de forma negativa. Ainda por cima a “Newsweek” embebeu um vídeo sobre a Sexta-Feira Santa nas Filipinas (provavelmente o único vídeo relacionado com catolicismo que tinham disponível), em que são reencenadas as últimas horas de Jesus – incluindo homens a serem pregados a cruzes – numa prática que o Vaticano já condenou. A imprensa cobre este evento porque representa fanatismo, ao contrário de devoção normal.

Mas a “Newsweek” está em boa companhia. A “BBC” e outros órgãos descreveram o evento de oração como “controverso”, como se isso fosse um simples facto.

Estamos habituados a ver este tipo de preconceito na forma como os media cobrem eventos como a Marcha pela Vida anual, mas a maioria de nós não tem noção de como muitas outras “notícias” são afectadas.

Os jornalistas tendem a ser caucasianos, educados, a viver em Nova Iorque ou em Los Angeles, duas das cidades mais liberais do país. A maioria das pessoas conservadoras acaba por entrar para o sector privado, oferecendo frequentemente o seu tempo ou doando dinheiro para causas que crêem que podem ajudar outros. Os liberais apostam no jornalismo porque é uma profissão que valorizam.

Os jornalistas que trabalham nos jornais de grande circulação de áreas metropolitanas importantes costumam ter licenciaturas de universidades da Ivy League – mais um bastião de liberalismo – e querem promover a mudança através do pensamento crítico e da escrita. O jornalismo é visto como um trabalho intelectual e passou de ser um trabalho de classes socialmente mais baixas para classe média ou alta nos anos que se seguiram ao caso Watergate.

Este conjunto de factores deixa católicos devotos – e crentes devotos de qualquer fé – praticamente sem espaço nas redacções actuais. Isso em si faz com que a cobertura mediática seja enviesada. O escândalo dos abusos sexuais na Igreja Católica, por exemplo, não é tratado da mesma forma do que escândalos envolvendo rabinos ou imãs.

Para os jornalistas liberais a Igreja Católica é um autêntico saco de pancada. O jornalismo que levou ao desmascarar de padres culpados de abusos sexuais é um exemplo de profissionalismo – e uma fonte de grande vergonha para mim enquanto católico. Mas os representantes da Igreja nunca recebem o benefício da presunção da inocência que vimos atribuída a polícias, ou até a outras pessoas, acusadas de homicídio. As únicas alturas em que vemos a Igreja a receber cobertura mediática positiva é quando apoia a agenda liberal – basta ver a cobertura aos bispos americanos que se opuseram a Trump quando ele tentou acabar com a política que protegia imigrantes ilegais que tinham chegado aos Estados Unidos enquanto crianças.

A diversidade de pensamento, em geral, seria muito útil para melhorar as redacções e o jornalismo que produzem. Mas contratar alguns jornalistas que percebem de facto alguma coisa sobre religião – um dos aspectos centrais da vida de seres humanos em todo o mundo – ou que talvez fossem eles próprios crentes, é tão ou mais importante para garantir que as notícias são completas do que a cor da pele ou o historial étnico de um repórter.

Talvez um dia os órgãos generalistas dos media acordem para essa realidade.


Clemente Lisi, um novo colunista no “The Catholic Thing”, é professor assistente de Jornalismo na King’s College, em Nova Iorque. Tem quase 20 anos de experiência enquanto jornalista e editor em órgãos de comunicação social como o “New York Post”, “ABC News” e o “New York Daily News”.

(Publicado pela primeira vez na segunda-feira, 12 de Outubro de 2017 em The Catholic Thing)

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing. 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Eu, compositor? Devo ter cara de Arvo...

Nas Filipinas as ameaças à Igreja vêm tanto do Estado Islâmico como do palácio presidencial… Conheça um dos bispos que procura enfrentar o carniceiro Duterte.

E agora conheça o padre “que ama toda a gente”. Esteve 46 anos no Congo a trabalhar pelos mais pobres dos pobres. Não quer sair de lá.

O Papa Francisco lança amanhã uma campanha mundial a favor dos migrantes e refugiados, em Portugal será a Cáritas a encabeçar a campanha.

Fátima recebe a partir desta terça-feira um encontro de santuários marianos europeus.

Foi hoje anunciado o “Nobel” da teologia. Este ano vai para o compositor Arvo Pärt, da Estónia, um artista cujo trabalho vale bem a pena conhecer.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Trump, Francisco e a Mantilha de Melania

Nossa Senhora Auxiliadora da China
A notícia do dia é o encontro entre Trump e o Papa Francisco. Falaram sobre muita coisa e trocaram presentes mas claro que o que gerou mais atenção foi a roupa de Melania e de Ivanka Trump. Se não sabe porque é que estavam de preto, aproveite para descobrir.

Hoje é dia de oração pela Igreja na China. O cardeal Joseph Zen reza mas aproveita também para criticar o regime.

Uma capela na Índia dedicada a Nossa Senhora de Fátima foi vandalizada por fanáticos hindus.

Sabia que existe uma Bíblia escrita em verso? Pois é verdade! E é de autoria portuguesa…

O Papa nomeou novos cardeais. Há surpresas não só pelos locais representados, mas também pelo facto de um deles ser bispo auxiliar de uma diocese cujo bispo não é cardeal.

E os terroristas continuam a fazer das suas. Na segunda-feira à noite deu-se o terrível ataque em Manchester, mas nas Filipinas também houve novos confrontos.

Leiam também o artigo desta quarta-feira do The Catholic Thing em que o padre Gerald Murray escreve sobre a importância da verdade e da realidade também nas relações ecuménicas. O tema aqui é a validade das ordens anglicanas, o que pode parecer uma ninharia,mas na realidade tem bastante importância.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bispo disposto a morrer por condenados à morte

Bispo Ramón Arguelle
O Papa Francisco recebeu esta segunda-feira em audiência o imã da Universidade de Al-Azhar. Não é apenas um encontro de cerimónia, trata-se do restabelecimento de relações que estavam cortadas desde 2011.

Entretanto Francisco enviou uma mensagem aos católicos na China, a tempo do dia de Nossa Senhora Auxiliadora, que se assinala amanhã.

Está a decorrer a cimeira humanitária de Istanbul. A Igreja está representada pelo seu secretário de Estado, monsenhor Parolin e o Papa insiste que Roma está atenta a este assunto.

Antevê-se uma relação difícil entre o Presidente das Filipinas e os bispos. O Presidente eleito – que ainda não tomou posse – diz que quer implementar de novo a pena de morte e pelo menos um bispo afirma que está disposto a morrer no lugar dos presos que sejam condenados à forca.

O vencedor do prémio Árvore da Vida, Walter Osswald, deu uma entrevista à Renascença e critica a lei das barrigas de aluguer, que considera mal escrita e pouco exequível. Entretanto já existe um abaixo-assinado para obrigar a um novo debate sobre o assunto.

O artigo da semana passada do The Catholic Thing teve muito mais adesão do que até eu esperava. Se ainda não leram, façam-no, para compreender a posição difícil em que se encontram alguns conservadores americanos, que sempre se opuseram a Trump mas estão bem conscientes das repercussões a médio e longo prazo para os Estados Unidos, sobretudo a nível de questões fracturantes, se ganhar a Hillary Clinton.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Filipinos evitam atentado ao Papa e Yezidis vingam-se

Milícias yezidis terão massacrado civis sunitas
O Patriarca de Lisboa deu uma grande entrevista à Renascença, na qual fala de vários assuntos, desde a sua elevação ao cardinalato, dentro de poucos dias, até ao sínodo da família, de Outubro. Vejaaqui o que disse de mais importante.

Em Portugal também existe tráfico humano. Este é, aliás, um assunto a que o Papa tem dado merecido destaque, incluindono domingo passado.

As autoridades filipinas dizem que conseguiram evitarum ataque ao Papa enquanto este esteve no país.

A Igreja de Évora aceitou a sugestão da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, e vai encaminhar a renúnciaquaresmal para os cristãos do Médio Oriente.

Muito falámos do sofrimento dos Yezidis, outra religião minoritária do Médio Oriente, perseguida ainda mais ferozmente que os cristãos. Infelizmente, agora que o Estado Islâmico retirou do terreno que ocupava, osyezidis ter-se-ão vingado nas populações sunitas locais. A confirmar-se, é uma pena. Esperemos que os cristãos não caiam na mesma tentação.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Encontro Nacional de Leigos no Porto e Papa de volta a Roma

Começo com um aviso importante. É já no Sábado que se realiza, no Porto, o II Encontro Nacional de Leigos. Tive a sorte de poder estar no primeiro, o ano passado em Coimbra, e foi muito interessante. Este segundo promete também, e não é porque me convidaram para falar num dos painéis, é mesmo pelo conjunto de outros excelentes oradores, como podem ver no programa, dos quais destaco o francês Fabrice Hadjadj.

As inscrições estão abertas até quarta-feira, por isso aproveitem, se puderem, e apareçam por lá.

De resto, o Papa terminou hoje a sua visita às Filipinas. No avião de volta para Roma aproveitou para conversar longamente com os jornalistas. Explicou que os cristãos não são obrigados a “ter filhos em série”, criticou a corrupção, falou novamente da questão da liberdade de expressão e disse quais devem ser os próximos destinos.

Da estadia nas Filipinas fica aquilo que foi provavelmente a maior concentração de pessoas na história para uma missa; uma celebração em condições muito adversas, precisamente no local devastado pelo tufão em 2013 e, a não perder, este texto da Aura Miguel sobre um dos momentos mais tocantes de toda a visita.

O padre da Golegã acusado de abusos sexuais apresentou a sua versão dos factos, declarando-se inocente.

E, por fim, fique a conhecer alguns dos ocidentais que abandonaram tudo para ir para o Médio Oriente, combater contra o Estado Islâmico.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo usa Maomé para passar mensagem cristã

Enquanto escrevo, o Papa Francisco está a caminho do Sri Lanka, de onde segue depois para as Filipinas. É a segunda visita à Ásia, e reveste-se de grande importância, política, religiosa e social. A Aura Miguel explica porquê.

Continuamos a viver a “ressaca” do caso Charlie Hebdo. Aqui pode ver a capa da próxima edição do jornal, que volta a dar destaque a Maomé, mas que curiosamente traz também uma mensagem bem cristã de perdão… Temos também a história de um jovem muçulmano que no ataque ao supermercado agiu como um herói e salvou vidas; temos o lamento de um arcebispo nigeriano que pergunta onde está a onda de solidariedade para com o seu país, que sofre bem mais com o terrorismo; temos a preocupação do Patriarca de Lisboa e temos Erdogan, presidente da Turquia, que quer que toda a gente saiba que ele não é Charlie Hebdo

O Papa Francisco é um dos que não esqueceu os nigerianos, e mencionou o facto no seu discurso ao corpo diplomático, esta manhã, antes de viajar para a Ásia.

Tristes notícias da Líbia, onde 21 cristãos foram raptados pelo braço local do Estado Islâmico. Não augura nada de bom.

E o Vaticano concluiu que o arcebispo Oscar Romero morreu mártir. É um dado importante, uma vez que poderá contribuir para o seu processo de beatificação.

Para quem ainda não leu, mando novamente o link da minha análise sobre se o terrorismo islâmico é, ou não, representativo do verdadeiro Islão, que está a gerar alguma discussão (civilizada) nos comentários.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

200 mil para os refugiados, centenas de milhões "encontrados" no Vaticano


A comissão que está a fazer a reforma das finanças do Vaticano já descobriu centenas de milhões de euros que não estavam declarados.

O Papa Francisco associou-se ontem ao dia contra a escravatura, à qual chamou um “delito aberrante” e um “flagelo atroz”.


Tem-se falado tanto do “acolhimento” nos últimos tempos. Para ajudar a perceber exactamente o que significa o termo, o padre Paul Scalia escreve um artigo elucidativo que é a escolha desta semana da edição portuguesa do The Catholic Thing.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quando não estão a cortar cabeças, cunham moedas

Só faltava… o Estado Islâmico agora cunha moeda. O mais deprimente, é que com uma moeda de 5 Dinares conseguem pagar o ordenado mínimo português e ainda recebem troco.

O Papa esteve esta quinta-feira com cerca de cinco mil contabilistas. Não foi castigo, era mesmo o Congresso Mundial dos Contabilistas. Ok, talvez tenha sido castigo. Seja como for, falou da importância de valorizar a dignidade humana acima do dinheiro.

O Vaticano publicou hoje o programa da visita do Papa Francisco às Filipinas e ao Sri Lanka. Francisco vai ao território dos Tamil, onde durante décadas soaram as armas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Um elefante, um cavalo e um Leão encontram-se em Roma...

O Vaticano confirmou esta terça-feira a viagem do Papa Francisco às Filipinas e ao Sri Lanka, que se vai realizar em Janeiro de 2015.

A França disponibilizou-se para acolher famílias cristãs do Iraque, forçadas a fugir de Mossul por causa da perseguição movida pelo Estado Islâmico. Por um lado apetece aplaudir a situação, mas por outro os bispos iraquianos têm pedido insistentemente aos países ocidentais para não facilitarem um êxodo dos cristãos no Médio Oriente. Complexo, sem dúvida.

Foram hoje lançados pelos CTT dois selos que assinalam a exótica e luxuosa embaixada enviada por D. Manuel I ao Papa. A embaixada incluiu um elefante e um cavalo persa. O Leão (X) já lá estava.

Ontem divulguei o “dia aberto” do encontro internacional das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, no próximo sábado, em Lisboa. Quem quiser ir e participar no almoço deve inscrever-se antes, efectuando o pagamento (irrisório) de cinco euros por adulto. Podem fazê-lo através deste link.

Mais uma vez chamo atenção para os mais recentes artigos do The Catholic Thing, uma vez que amanhã é dia de publicar outro. No primeiro, Randall Smith critica todos aqueles que falam de Deus vagamente como “um poder superior” ou uma “energia impessoal” e no segundo vira as suas atenções para os críticos do Concílio Vaticano II, com uma análise muito interessante do mesmo, que recomendo vivamente!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fim de Ramadão Sangrento

A letra N em árabe, usada para marcar as casas
de cristãos em Mossul e adoptada por muitos como
símbolo de solidariedade. Eu já adoptei, e você?
Estive de férias ao longo das últimas semanas e por isso tive de acompanhar “de longe” a tragédia que se tem abatido sobre o Iraque, onde o Estado Islâmico consolida o seu poder e todos os cristãos foram obrigados a fugir da região de Mossul.

A violência levou o Papa a pedir novamente, e de forma emocionada, um fim da guerra e construção da paz.

A sudanesa que tinha sido condenada à morte no Sudão por ser cristã está finalmente em liberdade, isto é, fora do Sudão, e viajou para Itália, onde foi recebida pelo Papa.

Hoje assinala-se o fim do Ramadão. Os muçulmanos de todo o mundo tentam festejar. Em Gaza, Iraque, Síria, Líbia, Nigéria e mesmo em partes das Filipinas, é complicado… No Paquistão, é sobretudo complicado para os membros da comunidade Ahmadi, considerada herética pelos restantes muçulmanos.

Durante as férias continuaram a ser publicados artigos do The Catholic Thing em português, curiosamente ambos de Randall Smith, um dos nossos contribuidores favoritos!


Termino com um convite dirigido sobretudo aos leitores que são, ou já foram, das Equipas de Jovens de Nossa Senhora. Decorre em Portugal o Encontro Internacional deste movimento, com cerca de 400 participantes de vários países. No sábado há um dia aberto em Belém, que começa com uma série de conferências na Casa Pia, junto aos Jerónimos, e termina com missa presidida pelo Patriarca D. Manuel Clemente, às 16h30. Apareçam!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Desastres naturais são castigo de Deus?

Houve um desenvolvimento importante este fim-de-semana com a nomeação de uma comissão do Vaticano para combater os abusos sexuais de menores. Metade dos membros da comissão são mulheres, uma das quais uma vítima de abusos.


Os desastres naturais são castigos de Deus? Até alguns bispos pensam que sim, às vezes. Foi o caso de um bispo filipino da diocese mais atingida pela tufão Haiyan. Mas depois concluiu que não, pelo contrário… vale a pena ler.

Foram hoje condenados à morte 529 membros da Irmandade Muçulmana, no Egipto. Um recorde. Pode haver recurso e apenas 123 estão actualmente detidos.

Nesta altura já não é novidade para ninguém que morreu Fernando Castro, fundador da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, mas em todo o caso gostava de partilhar convosco o texto que tive o privilégio de escrever sobre ele na quinta-feira passada.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Direitos humanos - aniversários, ameaças e vitórias

Pai dos direitos humanos?
Hoje é o aniversário da declaração Universal dos Direitos Humanos. A Renascença publicou dois trabalhos (um terceiro sairá em breve), sobre os direitos humanos por uma perspectiva católica.




Ainda no campo dos direitos humanos, o Papa chamou atenção para o “escândalo” da fome.


Sabia que o que os protestos na Ucrânia têm também contornos religiosos? Saiba mais aqui.

Por fim, mais dois textos de análise à exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”. O que diz o Papa sobre a Família, e o que diz sobre o Perdão.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Filipinos chocados e padres envergonhados

O questionário preparatório para o Sínodo sobre a Família continua na ordem do dia. Uma das secções é sobre a forma como a doutrina sobre as questões da sexualidade e da vida são conhecidas. A especialista Mary Anne d’Avillez diz que são pouco conhecidas e que a culpa é, em parte, dos padres que têm vergonha de falar destes assuntos.


Este questionário é um assunto que será sem dúvida discutido por estes dias na reunião plenária da CEP. Mas pelo discurso do Patriarca de Lisboa, mais virado para os problemas do trabalho e da ideologia do género, não será propriamente uma prioridade.

Ainda em relação ao inquérito, o blog Religionline tem as perguntas publicadas e convida os seus leitores a responder, prometendo fazer chegar as opiniões à CEP.

Claro que a tragédia nas Filipinas esteve no centro das atenções. O Papa falou do assunto ontem e hoje enviou ajuda concreta. A comunidade filipina em Lisboa está “em estado de choque”, mas fortalecida pela oração.

No sábado o Papa recebeu em audiência um contingente de pessoas com deficiência física e mental, e seus familiares. Pediu-lhes que não tenham vergonha de ser um tesouro da Igreja e depois passou pelo menos uma hora a saudar pessoalmente os presentes… se calhar foi mais, às tantas tive de mudar de canal.

Duas sugestões para o Natal (não são só os centros comerciais que acordam cedo para esta realidade): O novo livro “A Lista de Bergoglio” e também qualquer artigo da campanha de Natal da fundação Ajuda à Igreja que Sofre, cujos proveitos revertem na íntegra para os refugiados sírios.

Termino com uma sugestão. Dias 22, 23 e 24 decorre o “Meeting de Lisboa”, organizado pelo movimento Comunhão e Libertação. Podem consultar aqui o programa mas destaco as presenças de figuras tão variadas como D. Manuel Clemente, o surfista de ondas gigantes Garrett McNamara e o pastor e cantor de punk rock Tiago Cavaco, que participa numa mesa redonda sobre o gigante Chesterton.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Luis Antonio Tagle

Nascido: 21 de Junho de 1957
Ordenado padre a 27 de Fevereiro de 1982
e bispo a 12 de Dezembro de 2001
Arcebispo de Manila, nas Filipinas, o cardeal Luis Antonio Tagle é actualmente uma figura muito popular na Igreja.

Tagle combina um estilo carismático com uma forte preocupação pelos desfavorecidos mas também um rigor doutrinal que no curto espaço de tempo desde que foi nomeado arcebispo já teve de condenar publicamente os esforços do Governo de introduzir medidas de incentivo à contracepção. Tomou também posições públicas contra o ateísmo, a eutanásia e o aborto. Já se pronunciou vigorosamente contra a prostituição, também, que considera uma afronta à condição feminina.

Conhece bem o Papa Bento XVI, com quem serviu na Comissão Teológica Internacional a partir de 1997 e tem também um vasto conhecimento da teologia do Concílio Vaticano II, tendo feito a sua tese de doutoramento sobre o conceito de colegialidade episcopal e tendo colaborado na produção de uma série de volumes sobre a História do Concílio Vaticano II. Em público o cardeal já afirmou que está em linha com a visão de Bento XVI de que o concílio não constituiu uma ruptura com a tradição da Igreja, mas que deve ser lido em continuidade com esta. Este foi um ponto que Bento XVI se esforçou muito por divulgar durante o seu pontificado.

Luis Tagle esteve presente no sínodo da Nova Evangelização, o último grande evento internacional a ter lugar no Vaticano antes da resignação de Bento XVI, e as suas intervenções deixaram uma excelente impressão junto dos restantes participantes.

Em relação a um dos grandes desafios que a Igreja enfrenta actualmente, Tagle já avisou os seus colegas bispos asiáticos para não pensarem que os abusos sexuais praticados por clero são apenas um problema ocidental. Participou num encontro dedicado à análise deste problema que teve lugar no Vaticano em Fevereiro de 2012.

Ao longo do último ano o nome de Tagle tem sido mencionado várias vezes enquanto possível sucessor de Bento XVI, mas a resignação do Papa alemão poderá ter comprometido essas possibilidades, uma vez que aos 55 anos o filipino é ainda muito novo, mais até do que era João Paulo II quando foi eleito. Tagle é mesmo o segundo mais novo de todo o colégio cardinalício.

O facto de ser asiático é uma significativa vantagem, e sendo filipino é uma segurança, visto que se trata do maior país católico da Ásia. Ainda assim, muitos dos cardeais que gostam do seu perfil saberão que muito provavelmente Tagle ainda terá pelo menos mais uma oportunidade para ser eleito, tendo em conta a sua idade.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

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