quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Os "outros" homossexuais católicos e C.S. Lewis na Lapa

C.S. Lewis, na Lapa, às 17h30 de Sábado
No meu trabalho já entrevistei muitas pessoas, mas poucas me inspiraram tanto como o George e o Rimont, dois católicos que vivem a sua homossexualidade em fidelidade ao que a Igreja lhes pede, celibato e castidade. Estes são os “outros” homossexuais católicos, que não fazem protestos nem reivindicações e dos quais provavelmente nunca ouviu falar.*

Falei também com a Irmã Maria Vaz Pinto, que acompanha espiritualmente muitas pessoas homossexuais e que fala da sua experiência.


O debate sobre os católicos recasados e em uniões irregulares chegou finalmente ao sínodo. Foi uma discussão “franca e acalorada”, segundo a nossa repórter Aura Miguel.

Ontem falou o Patriarca D. Manuel Clemente, que explicou à Renascença, entre outras coisas, o termo “gradualidade” de que tanto se tem falado ultimamente.

Quando sabemos que alguém bate nos seus filhos ficamos revoltados, e bem. Mas porque é que não ficamos revoltados com os casos de homens que simplesmente abandonam os seus filhos, saindo de casa e mandando um cheque de vez em quando? Este é o teor do artigo desta semana do The Catholic Thing, que merece ser bem lido.

O artigo parte de uma reflexão de C.S. Lewis, um autor incontornável. Para quem tiver interesse em saber mais sobre ele, há uma oportunidade este sábado, na Igreja Baptista da Lapa. Será uma de várias conferências durante o dia e que incluem uma apresentação de um membro da Opus Dei. Sim, leram bem, um membro da Opus Dei vai falar a uma igreja Baptista. Confessem-se e despeçam-se dos vossos amigos, o fim pode bem estar próximo! 


*Numa conversa com um grande amigo, que trabalha estas questões no terreno, foi-me dito que a última frase deste parágrafo é agressiva. Relendo compreendo que ele tem toda a razão. Não foi minha intenção sê-lo e se há coisa que aprendi com a investigação que fiz sobre estes assuntos é a necessidade de enfrentar sempre esta problemática com uma atitude e disposição que revele a dimensão do amor de Deus por todos. O exemplo dos entrevistados e do apostolado da Courage é suficientemente forte para não ter de ser apresentado em oposição a ninguém.

Peço desculpa a quem possa ter-se sentido magoado com a frase. Não a apago por uma questão de honestidade, mas deixo esta nota visível para que fique claro o que se passou.

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