terça-feira, 12 de março de 2013

D. Manuel Monteiro de Castro

Nascido: 29 de Março de 1938
Ordenado padre a 9 de Julho de 1961
e bispo a 23 de Março de 1985
D. Manuel Monteiro de Castro foi ordenado padre na arquidiocese de Braga mas logo foi estudar para Roma e nunca mais voltou para Portugal, prosseguindo todo o seu ministério eclesiástico fora do país.

Ingressou no serviço diplomático da Santa Sé em 1967 e serviu nessa capacidade em vários países do mundo, incluindo as Antilhas, Honduras, El Salvador, África do Sul e países circundantes.

Em 2000 foi nomeado núncio apostólico para Espanha, um cargo muito importante para a Igreja, que desempenhou até 2009, altura em que foi chamado para servir de secretário na Congregação para os Bispos, em Roma.

Finalmente, em 2012 foi nomeado penitênciário-mor da Santa Sé. No mesmo ano foi escolhido por Bento XVI para fazer parte da lista de novos cardeais, criados em Fevereiro desse ano, tornando-se o terceiro cardeal português vivo. Uma vez que D. José Saraiva Martins já ultrapassou os 80 anos, apenas D. Manuel e o Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, têm direito a voto no conclave convocado após a resignação de Bento XVI.

Praticamente desconhecido dos portugueses, D. Manuel Monteiro de Castro atraíu alguma polémica com uma entrevista concedida ao “Correio da Manhã”, na altura em que se deu o consistório em que foi elevado a Cardeal. Na entrevista D. Manuel afirmou que faltavam políticas de incentivo à família e à natalidade, dizendo que, por exemplo “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.”

Contudo, o jornal deturpou as suas palavras e colocou em manchete o título: “Mulher deve ficar em casa”. A mesma entrevista foi depois citada pelo jornal “Público”, num artigo com o título “Novo cardeal português defende que função ‘essencial’ da mulher é educar os filhos”. Meses mais tarde, em resposta a uma queixa de um leitor, a Entidade Reguladora da Comunicação Social condenou ambos os jornais por má prática jornalística. Mas o mal estava feito e para a posteridade, para muitos, ficou a ideia criada inicialmente pelos jornais e circulado pelas redes sociais.

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