Mostrar mensagens com a etiqueta D. Manuel Monteiro de Castro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta D. Manuel Monteiro de Castro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de junho de 2018

De Tronco para o Trono?

(Clique para aumentar)
É já amanhã que Portugal “ganha” mais um cardeal. D. António Marto junta-se a D. Manuel Clemente, D. Manuel Monteiro de Castro e D. José Saraiva Martins. Destes apenas os primeiros dois são – ou serão – eleitores. Toda a cobertura, já sabe, na Renascença.

Em Tronco, aldeia natal D. António Marto, já se sonha com voos mais altos

Entretanto vão chegando reacções sobre outra nomeação importante, a do padre Tolentino a arcebispo e bibliotecário do Vaticano. D. Manuel Clemente revela-se “muito feliz” com o facto.

O Rei da Jordânia é o vencedor do Prémio Templeton deste ano.

A linha aérea nacional de Israel vai deixar de pedir a mulheres que mudem de lugar nos seus aviões para acomodar judeus ultraortodoxos que não queiram estar sentados ao lado de passageiras.

O movimento pró-vida precisa de se colocar acima das divisões confessionais e políticas se quer ter alguma esperança de obter vitórias duradoras. É a conclusão do artigo desta semana do The Catholic Thing, que todos devem ler.
                          
Termino com um convite a todos os que vivem na zona do Porto, para participarem na procissão do Triunfo, no próximo dia 14 de Julho. O convite está na imagem.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Sem filhos não há padres e outras chinesices

O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, liga a crise de vocações à crise das famílias. Sem filhos não há novos padres, deduz, dizendo ainda que num futuro breve poderá haver ordenação de homens casados para fazer face à escassez.

D. Manuel Monteiro de Castro faz 80 anos e a autora da sua biografia falou com Ângela Roque sobre “O Núncio Português”.

Temos acompanhado na medida do possível os desenvolvimentos em torno de um suposto acordo entre a China e a Santa Sé. Quem sabe ainda menos que nós, aparentemente, são os próprios católicos chineses
                                       
Queria agradecer a todos os que rezaram pela intenção que partilhei ontem. Não querendo lançar foguetes antes da festa, as notícias, por enquanto, são boas. Continuemos a rezar! Obrigado.

terça-feira, 12 de março de 2013

Fumo negro e entronização no Egipto

Uma das imagens do dia... um peregrino a rezar em São Pedro
Como se esperava, saiu fumo negro da chaminé da Capela Sistina neste primeiro dia de votações. Amanhã há mais! Atenção por volta das 09h30, 11h00, 16h30 e 18h00, ou por aí…

Quer isto dizer que a primeira votação é “só fumaça”? Pelo contrário… é crucial!

Agora que os cardeais estão reunidos vale a pena desmistificar: Afinal é o Espírito Santo que escolhe o Papa, ou não? Podem ver aqui a transcrição completa da entrevista a Maria Cortez de Lobão sobre este assunto.

Como sabemos, todos os cardeais e conclavistas juram guardar silêncio. Contudo há quem desconfie de fugas de informação neste conclave… veremos se se confirma ou não. Podem ver aqui a transcrição completa da entrevista.


Ontem a Renascença fechou o ciclo de “retratos” da Igreja no mundo. Com a ajuda do padre Duarte da Cunha, olhámos mais de perto para a Europa. Mais uma vez, aqui pode ver a transcrição completa da entrevista.

O dia começou com uma missa presidida pelo Cardeal Angelo Sodano. Na homilia ele pediu unidade e amor para a Igreja. Banal? Não se tivermos em conta os recentes escândalos e recados internos de Bento XVI sobre o assunto.

Enfim, por aqui e na RR terão sempre acesso às novidades. Entretanto podem ler aqui o perfil do segundo cardeal português no Conclave, D. Manuel Monteiro de Castro.

D. Manuel Monteiro de Castro

Nascido: 29 de Março de 1938
Ordenado padre a 9 de Julho de 1961
e bispo a 23 de Março de 1985
D. Manuel Monteiro de Castro foi ordenado padre na arquidiocese de Braga mas logo foi estudar para Roma e nunca mais voltou para Portugal, prosseguindo todo o seu ministério eclesiástico fora do país.

Ingressou no serviço diplomático da Santa Sé em 1967 e serviu nessa capacidade em vários países do mundo, incluindo as Antilhas, Honduras, El Salvador, África do Sul e países circundantes.

Em 2000 foi nomeado núncio apostólico para Espanha, um cargo muito importante para a Igreja, que desempenhou até 2009, altura em que foi chamado para servir de secretário na Congregação para os Bispos, em Roma.

Finalmente, em 2012 foi nomeado penitênciário-mor da Santa Sé. No mesmo ano foi escolhido por Bento XVI para fazer parte da lista de novos cardeais, criados em Fevereiro desse ano, tornando-se o terceiro cardeal português vivo. Uma vez que D. José Saraiva Martins já ultrapassou os 80 anos, apenas D. Manuel e o Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, têm direito a voto no conclave convocado após a resignação de Bento XVI.

Praticamente desconhecido dos portugueses, D. Manuel Monteiro de Castro atraíu alguma polémica com uma entrevista concedida ao “Correio da Manhã”, na altura em que se deu o consistório em que foi elevado a Cardeal. Na entrevista D. Manuel afirmou que faltavam políticas de incentivo à família e à natalidade, dizendo que, por exemplo “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.”

Contudo, o jornal deturpou as suas palavras e colocou em manchete o título: “Mulher deve ficar em casa”. A mesma entrevista foi depois citada pelo jornal “Público”, num artigo com o título “Novo cardeal português defende que função ‘essencial’ da mulher é educar os filhos”. Meses mais tarde, em resposta a uma queixa de um leitor, a Entidade Reguladora da Comunicação Social condenou ambos os jornais por má prática jornalística. Mas o mal estava feito e para a posteridade, para muitos, ficou a ideia criada inicialmente pelos jornais e circulado pelas redes sociais.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Jesus Cristo Superstar de Frankfurt

Superstar... of Frankfurt!
É já amanhã que começa o Ano da Fé!

A data não foi escolhida ao acaso. Faz 20 anos que foi publicado o Catecismo e 50 anos que começou o Concílio Vaticano II, como recordou hoje, em português, o Papa.

Este Ano da Fé dá direito a indulgência plenária para quem for à Pia Baptismal recordar o seu baptismo. D. Manuel Monteiro de Castro, responsável por estas coisas, explica.

No sínodo que está a decorrer em Roma, hoje falou o Patriarca dos Melquitas. Sua beatitude Gregórios III Laham falou também da situação do seu país, a Síria.

Na Alemanha decorre a Feira de Frankfurt, uma das feiras de livros mais importantes do mundo. A estrela deste ano é… Bento XVI e o terceiro volume dedicado à vida de Jesus Cristo.

O ex-presidente Ramalho Eanes disse ontem, na Renascença, que a Igreja não se tem feito ouvir numa altura de crise. Em resposta, o porta-voz da Conferência Episcopal… fez-se ouvir.


Por fim, um pedido. A Renascença está a preparar um calendário com os principais eventos do Ano da Fé. Já temos algumas das iniciativas que vão decorrer em Portugal e no estrangeiro, mas se estiverem envolvidos em algum evento podem-me mandar a informação que eu farei por incluí-la na listagem.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sírios, Sikhs e óculos ortodoxos

Mulher bonita vista por judeu ultra-ortodoxo
Uma das grandes notícias desta semana foi o massacre de seis sikhs num templo nos Estados Unidos. O mundo mostrou-se solidário com as vítimas e os bispos americanos publicaram uma nota a dar conta da sua proximidade.

Na Nigéria também houve violência religiosa. Em dias seguidos, ataques numa Igreja e numa mesquita causaram 22 mortos ao todo. Ambos poderão ter sido efectuados pelo Boko Haram.

Dentro de cinco dias em todas as igrejas francesas vai ser lida a oração pela França que, este ano, é bastante contra o Hollande.


17 mil escuteiros tiveram reunidos em Idanha a Nova e deram o maior abraço do mundo.


E quem disse que a religião cega os fiéis? No máximo, torna-lhes a visão desfocada….


Por fim, lembram-se do caso de D. Manuel Monteiro de Castro e o “lugar” das mulheres? A ERC condenou o Correio da Manhã pelo título difamatório

E agora, sigam as férias!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Obrigado ERC!

Sim, ainda o “caso” D. Manuel Monteiro de Castro e o lugar das mulheres.

Lembram-se desta polémica? Fiz disto bandeira há uns meses. É com agrado que vejo a ERC a dar razão às posições que eu defendi na altura, aqui, no Facebook e num artigo de opinião escrito para a Renascença.

Cito da deliberação da ERC, que podem ler na totalidade, se assim entenderem. Também vou meter links para os outros textos que escrevi sobre o assunto.


45. As peças em análise referem nos respetivos títulos que a “mulher deve ficar em casa”, devidamente entre aspas por forma a sinalizar que se trata de uma citação de um trecho das declarações do cardeal D. Manuel Monteiro de Castro. Como se pode verificar, ocorre, de facto, um desfasamento entre os títulos e as respectivas declarações incluídas nos corpos das notícias, com a omissão da palavra “poder” (cf. ponto 31).

46. O Bispo diz: «a mulher deve poder ficar em casa»; os órgãos de comunicação social titulam ter ele afirmado: «a mulher deve ficar em casa». São duas frases com alcance significativamente distinto.

48. Pelo exposto, entende-se que a opção pelos títulos supra citados incorre numa falta de rigor no relato dos fatos, nomeadamente no que respeita à reprodução das declarações, podendo induzir nos leitores interpretações desfasadas do sentido real dos fatos relatados na notícia.

O Conselho Regulador delibera … Declarar que os jornais “Correio da Manhã” e “Diário Económico” e o sítio online do serviço de programas “TVI 24”, por falta de rigor e exactidão na transcrição das palavras do Bispo Manuel Monteiro de Castro, ao usarem o título «a mulher deve ficar em casa», em vez de «a mulher deve poder ficar em casa» que corresponde ao que o citado efectivamente disse, violaram o artigo 3.º da Lei de Imprensa.

terça-feira, 13 de março de 2012

Glóbulos vermelhos e barretes cardinalícios


No Tibete registou-se recentemente o 24º caso de auto-imolação em protesto contra a China. A data escolhida pela vítima de 18 anos foi simbólica…


Leia e ouça aqui também a reportagem da nossa correspondente em Braga sobre a capela Árvore da Vida.

E ainda, incrivelmente, o caso D. Manuel Monteiro de Castro. No dia 7 Laura Ferreira dos Santos escreveu uma crónica no Público sobre o assunto. Respondo-lhe aqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Um moinho de vento chamado D. Manuel Monteiro de Castro

No passado dia 7 de Março o jornal “O Público” trazia um artigo fascinante assinado por Laura Ferreira dos Santos sob o título “O cardeal e a "essência" das mulheres”.

A autora revela-se revoltadíssima, mas pouco espantada, com o teor das declarações do Cardeal D. Manuel Monteiro de Castro sobre as mulheres.

Cito a passagem chave: “Assim, o cardeal Monteiro de Castro não disse nada de extraordinário quando afirmou - cf. PÚBLICO online de 17/2/12 - que a função essencial da mulher é a "educação dos filhos". Não disse nada de extraordinário, mas até o próprio facto de o jornal ter colocado o termo "essencial" entre aspas mostra a distância que, no Ocidente, fomos criando em relação a este tipo de linguagem.

Para proteger as famílias, este cardeal não disse querer mais creches e infantários a preços acessíveis, se possível dentro das próprias empresas ou instituições, não disse querer horários de emprego razoáveis para homens e mulheres e com salário "justo", não exigiu períodos de descanso semanais a serem gozados em simultâneo por mãe e pai, não pediu uma melhor política de emprego para ambos os géneros, não falou dos problemas da habitação e do transporte, etc., etc.”

Sobre o teor das palavras de D. Manuel Monteiro de Castro e a forma como foram deturpadas pela imprensa, nomeadamente pelo Público e pelo Correio da Manhã, já escrevi aqui. Quem estiver por fora, ou continua a pensar que o cardeal disse aquilo que estes jornais lhe atribuíram, façam favor de o ler.

Agora interessa-me mais analisar este texto de Laura Ferreira dos Santos. Reparem então como ela parte de uma declaração fantasiosa (sublinho que o Cardeal NÃO DISSE AQUILO) e logo à partida tece um juízo de valor sobre o homem.

Depois, sobre esse primeiro erro constrói toda uma tese, começando por elencar uma série de outras coisas que o Cardeal não disse mas, segundo ela, devia ter dito, para compensar a primeira coisa que não disse, mas que ela pensa que ele disse.

Segundo Laura Ferreira dos Santos o Cardeal não deveria ter respondido a esta pergunta do jornalista, devia era ter escrito um manifesto eleitoral, mas enfim.

O melhor, porém, está para vir. Laura Ferreira dos Santos aproveita para extravasar as suas opiniões sobre a mulher, os homens e a igualdade. Os argumentos são perfeitamente válidos, está no seu direito, é pena estar a esgrimi-los contra um moinho de vento que a imprensa criou e no qual ela confia cegamente.

Mas, dizia, o melhor é quando ela começa a citar autores e insinua que o pobre do Cardeal talvez já não tenha capacidade intelectual para acompanhar o seu raciocínio: “Temo, porém, que o cardeal Castro já não consiga seguir esta linha de raciocínio. Pior ainda se eu recorrer a D. H. Lawrence e disser, como ele, que uma mulher é como "uma estranha e suave vibração do ar...””.

Demasiado intelectual para o Cardeal
Deixem-me ver, então, se entendi bem. A mesma senhora que foi incapaz de compreender uma mera frase de uma entrevista, ou que então não leu a entrevista e limitou-se a basear a sua opinião num título enganador (o que é francamente mais grave), está agora a acusar o mesmo homem de não ter capacidade intelectual de seguir o seu raciocínio? Lindo...

Poderão perguntar-me porque é que eu insisto tanto na defesa de D. Manuel Monteiro de Castro, mas é a pergunta errada. Eu não conheço o Cardeal, não faço ideia se ele é simpático, inteligente e civilizado ou se de facto corresponde mais exactamente à caracterização que os seus detractores têm feito dele. Francamente, nem isso me interessa.

Estou é farto de ver mau jornalismo e os efeitos que isso traz. Algum idiota achou que seria engraçado fazer um título sensacionalista sobre o cardeal, algo que pegasse num estereótipo sobre homens da Igreja e atraísse muitos leitores. Conseguiram, mas para o conseguir sujaram de forma desonesta a reputação de um homem e criaram um mito que perdura e que, pelos vistos, se continua a espalhar.

Sei que este é um problema geral, não são só os clérigos os atingidos, mas eu especializo-me nesta área, daí a minha insistência. O Público e o Correio da Manhã prestaram um mau serviço ao jornalismo. Milhares de pessoas foram na conversa e Laura Ferreira dos Santos, que talvez até seja um encanto de pessoa, teve o azar de o fazer nas páginas de um jornal diário com milhões de leitores. É pena.

Filipe d'Avillez

segunda-feira, 5 de março de 2012

Freiras, Bordel, Mouraria, Cáritas e campas profanadas

Na semana passada falou-se muito da polémica de um suposto “bordel” que iria ser aberto pela Câmara de Lisboa na Mouraria e “gerido” pelas irmãs oblatas.

Fui falar com as irmãs em causa para esclarecer a questão. Vale a pena ler a reportagem, porque se é verdade que a história não é de modo nenhum o que parece, continua a ter alguns aspectos que me parecem discutíveis. Encontrarão a minha opinião aqui.

Este fim-de-semana o Patriarca de Lisboa fez a sua segunda catequese quaresmal, dedicado ao matrimónio. D. Manuel Clemente também falou sobre a Quaresma, numa conferência.

Entrámos no Domingo na Semana Nacional da Cáritas. Aqui pode conhecer melhor o trabalho desenvolvido em Setúbal, e aqui o que se faz em Évora. Destaco a frase: “Fazemos o que o Estado não pode ou não sabe fazer”. Durante a semana haverá certamente mais reportagens.

A nível internacional, notícias tristes da Líbia onde um cemitério de ingleses e italianos mortos na Segunda Guerra Mundial foi profanado, com campas vandalizadas e cruzes destruídas (na foto).

Recentemente escrevi uma carta ao jornal britânico The Tablet, a reclamar pelo facto de terem deturpado as declarações de D. Manuel Monteiro de Castro. Recebi na Sexta-feira uma resposta a dizer que foi publicada uma correcção na presente edição. Como já não sou assinante não cheguei a ver, mas não deixa de ser um sinal positivo.

Por fim, uma chamada de atenção para a edição especial do “webzine” dos jesuítas, este mês dedicado todo ele à esperança.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Fim de feriado adiado, exposição sobre cristãos perseguidos

Ao que parece este ano ainda vamos poder gozar o feriado do Corpo de Deus. As negociações com o Vaticano não deverão estar concluídas a tempo de o suprimir…

Os bispos portugueses estão preocupados com a unidade da Europa. E vão publicar um documento sobre o assunto.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre vai inaugurar amanhã, com um colóquio, uma exposição sobre os cristãos perseguidos no mundo. Fica patente durante a Quaresma.

A “polémica” das declarações de D. Manuel Monteiro de Castro internacionalizou-se. As deturpações publicadas cá foram traduzidas e aparecem no jornal católico The Tablet. Escrevi uma carta à directora da publicação, que pode ser lida aqui.

Hoje foi lançado o programa português para o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e Solidariedade entre Gerações. Amanhã sai um livro alusivo ao assunto. “Entre Gerações” dá conta de sete projectos que unem as gerações e é lançado na Gulbenkian amanhã às 18h, apresentado por Mário Crespo. Laurinda Alves, co-autora, pede-me para dizer que todos são bem-vindos no lançamento. (Clicar na imagem para ampliar)

Tablet colludes in defamation of Cardinal

UPDATE: On Friday the 2nd of January I received a reply from The Tablet, informing me that a correction had been published in the upcoming print edition of the magazine.

Dear Ms Pepinster,
I am writing to call your attention to a grave error in your item on Cardinal Manuel Monteiro de Castro, printed on your website on the 27th of February. [I later realised that it was also published in the print edition]

Your title and interpretation of the Cardinal’s words are based on a clear case of mistranslation.

What the cardinal actually said, in Portuguese: “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.”

Your article translates this as: “The woman should stay at home, or if she works outside the home, it should be only part-time, so that she can dedicate herself to her essential function which is to bring up the children”

However a correct translation is: “The woman should be able to stay at home or, if she works outsider the home, part-time, so that she can dedicate herself to a function in which she is essential, which is the education of children”

As I am sure you understand, to say that a woman should “be able” to stay at home is very different from saying that she “should stay at home”. Also, to say that a woman is essential in the education of her children is very different from saying that educating children is her essential role.

In publishing this report you have done the cardinal a grave injustice, which I believe merits an apollogy. You have also simply parroted the Portuguese secular press, in which these deturpations first arose, which is somewhat less than what we expect from an informed Catholic Magazine.

Yours,
Filipe d’Avillez

A propósito deste assunto, remeto para aqui.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cardeais e dupla devota em Berlim

A grande notícia do fim-de-semana foi, claro, o consistório em Roma em que Bento XVI criou 22 novos cardeais, um dos quais português.

A Renascença teve duas jornalistas presentes (e não dois, como injustamente referi na Sexta), pelo que temos muitos textos e vídeos no site. Deixo apenas algumas sugestões, chegam às outras através das notícias relacionadas.

Colégio dos Cardeais já reflecte Bento XVI (sobre a composição do Colégio, agora que mais de metade dos cardeais eleitores foi nomeado por Bento XVI)

Durante o fim-de-semana foram-me pedidos dois artigos de opinião, que podem também ler aqui.
A quem servir o barrete… (reflexão sobre o discurso do Papa e as recentes polémicas vindas do Vaticano)
Carta aberta a D. Manuel Monteiro de Castro (circula que o novo cardeal disse, numa entrevista, que o lugar da mulher é em casa. Mas foi mesmo isso que ele disse?)

De hoje há duas notícias internacionais. No Myanmar um monge budista volta a desafiar a ditadura e a Alemanha vai passar a ter uma dupla interessante a liderar o país. Angela Merkel, cristã devota e filha de um pastor protestante, e Joachim Gauck, pastor protestante que desafiou o regime comunista da Alemanha do Leste.

Por fim, uma correcção. Na sexta-feira o centralismo apoderou-se de mim e disse, incorrectamente, que Lisboa ia acolher o Átrio dos Gentios. Na verdade vai ser Guimarães. Peço desculpa.

Carta aberta a D. Manuel Monteiro de Castro

Eminência, antes de mais os meus parabéns. Pelo que disse hoje o Santo Padre, “A nova dignidade que vos foi conferida pretende manifestar o apreço pelo vosso trabalho fiel na vinha do Senhor”, mas também, “homenagear as comunidades e nações de onde provindes”, pelo que a sua inclusão no Colégio dos Cardeais é algo que deve encher de orgulho e alegria todos os portugueses.

Na passada sexta-feira foi publicada uma entrevista sua no Correio da Manhã. Nela disse o seguinte, para ilustrar o pouco apoio que, na sua opinião, o Estado dá à família: “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.”

Qualquer pessoa cuja capacidade de leitura não esteja subordinada ao preconceito feroz, compreende que uma das palavras-chave aqui é “poder”. A mulher deve “poder” ficar em casa. Subentende-se que deve “poder” se assim quiser, se assim a família entender, se assim escolher.

Mas qual foi a manchete escolhida pelo Correio da Manhã? “Mulher deve ficar em casa”, obviamente. Mas não ficou por aí. O Público pegou na mesma entrevista e, na sua edição on-line, fez eco dela com o título: “Novo cardeal português defende que função ‘essencial’ da mulher é educar os filhos”.

Sim, eu sei que não foi isso que o senhor disse. O que disse, como vem citado, foi que a mulher é essencial na educação dos filhos e não que essa é a sua função essencial. O sentido é radicalmente diferente. Eu percebo isso, imagino que os meus colegas no Público e no Correio da Manhã também o tenham percebido, tanto que o Público acabou por alterar o título para reflectir melhor o verdadeiro sentido das suas palavras. Contudo, o que circula agora pelas redes sociais não é a versão alterada, é a original.

Até há cerca de um mês a esmagadora maioria dos portugueses nunca tinha ouvido falar de si. Compreende-se, uma vez que grande parte da sua missão ao serviço da Igreja foi desempenhada fora do país. Agora, contudo, todos os seus movimentos serão observados e, acima de tudo, todas as suas palavras serão escrutinadas e, em não poucos casos, manipuladas e distorcidas para servir os preconceitos de quem se alimenta do ódio contra a Igreja que serve.

Não bastará que evite dizer coisas que ferem a Igreja, é preciso colocar as coisas em termos tão claros que não seja possível compreendê-las de forma errada. Peço-lhe que tenha sempre presente as palavras de Cristo: “os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes” (Lc. 16, 8).

Desejo-lhe, senhor cardeal, as maiores felicidades no cumprimento da sua nova missão!

Filipe d'Avillez
(Publicado originalmente no dia 19 de Fevereiro, aqui)

A quem servir o barrete…

Nas últimas semanas o Vaticano foi abalado pela revelação de documentos com denúncias, acusações e insinuações que, acima de tudo, mancham o bom nome da Igreja.

Num dos casos estavam em causa acusações de corrupção e clientelismo no Governo da Santa Sé, noutro falava-se de uma eventual conspiração para matar o Papa que, após uma primeira análise, se revelou uma tontice.

Contudo, em ambos os casos há membros da Cúria Romana, identificados claramente pelo nome, que ficam muito mal na fotografia. Independentemente de os dados relatados serem ou não verdade, estes casos trazem para a luz do dia algo que todos sabemos que existe mas que a maioria dos católicos prefere ignorar, que no Vaticano há politiquice, lutas de poder e jogo sujo. É triste, mas é verdade.

O que nos leva ao discurso proferido hoje por Bento XVI aos novos cardeais, uma boa parte dos quais trabalha precisamente no Vaticano.

“Não é fácil entrar na lógica do Evangelho, deixando a do poder e da glória”, disse Bento XVI, não como quem desculpa estes lapsos mas como quem alerta para o seu perigo.

Ao serem elevados ao cardinalato é sublinhada novamente a responsabilidade que estes homens receberam com o seu baptismo e viram realçada com a ordenação sacerdotal e, na maioria dos casos, episcopal: Viver a lógica do Evangelho, em que o maior é aquele que serve os seus irmãos.

Durante a cerimónia o Papa falou-lhes das vestes encarnadas que simbolizam a disponibilidade de derramar o próprio sangue, isto é, dar a própria vida se for necessário, por amor a Cristo, à Igreja e ao povo de Deus.

Não temos razão para acreditar que a esmagadora maioria dos 213 cardeais que actualmente existem não procura viver esta realidade no seu dia-a-dia. Mas infelizmente quem faz as manchetes são os poucos que parecem mais preocupados em promover a sua própria carreira, como Tiago e João que pediram a Jesus para lhes reservar os lugares à sua esquerda e direita, quando entrasse na sua glória.

Pode ter sido por acaso que o Papa referiu precisamente essa passagem do Evangelho e deixou aos cardeais os “avisos” que deixou. Pode ter sido coincidência, mas se foi não podia ter vindo em melhor momento.

Filipe d'Avillez 
(Publicado originalmente no dia 18 de Fevereiro aqui)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Consistórios, roubos e vigílias

Realiza-se amanhã o consistório no qual serão criados 22 novos cardeais. As notícias já começaram, com uma entrevista a D. Manuel Monteiro de Castro em destaque.

Durante o fim-de-semana a Renascença fará uma cobertura exaustiva do consistório, podem ir acompanhando as actualizações aqui. As notícias mais importantes serão destacadas no grupo Actualidade Religiosa do Facebook.

Por Roma por causa do Consistório os jornalistas da Renascença aproveitaram para conversar também com D. Carlos Azevedo. O bispo português diz que vai haver um “Átrio dos Gentios” em Lisboa.



Entramos em período de Carnaval, muitos pensam em festejar, mas alguns jovens universitários vão fazer missão para o interior.

E termino com a divulgação de dois eventos. Na próxima segunda-feira a Missão Mãos Erguidas convida para uma vigília de oração pró-vida, perto da Clínica dos  Arcos, em Lisboa. Já no dia 25 a associação Nós Somos Igreja vai realizar um debate sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II, no Centro de Estudos da Ordem do Carmo, em Lisboa (perto da Igreja de Santa Isabel), com entrada livre e início às 15h15.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novos cardeais e Tariq Ramadan


Apenas dois deles são eleitores, contudo, uma vez que D. José Saraiva Martins completou hoje 80 anos.


Ontem esteve em Lisboa Tariq Ramadan, um importante intelectual muçulmano. Estive lá, podem ver e ouvir aqui a respectiva reportagem.

A congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus criaram uma fundação para consolidar o seu trabalho social.

Em tempos falei de um concurso de fotografias sobre religião promovido pelo ACIDI. O prazo de participação foi prolongado até 2 de Março. O resto da informação está aqui.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A caminho do 3º cardeal e eleições nos EUA

Portugal poderá passar a ter três cardeais, um marco notável para um país pequeno. D. Manuel Monteiro de Castro foi hoje nomeado para um cargo na Cúria Romana que deve conduzir ao cardinalato… poderá ser já em Fevereiro, amanhã deve-se saber.

Mitt Romney venceu ontem as primárias de Iowa do partido republicano. A religião já está a assumir um papel de peso nestas eleições, esse peso ainda deve aumentar.

Falando de política e religião, voltamos ao tema da Constituição da Hungria, agora com uma notícia mais especificamente religiosa. Com a entrada em vigor da constituição, e das leis específicas que a acompanham, várias religiões perderam o seu estatuto legal no país.

Recordo que este tema tem dado que falar no blog, tanto aqui como aqui


Por fim, chamo a vossa atenção para uma série de conferências que se vão realizar na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, subordinadas ao 50º aniversário do Concílio Vaticano II. A não perder.

Partilhar