terça-feira, 5 de março de 2013

Leonardo Sandri

Nascido: 18 de Novembro de 1943
Ordenado padre a 2 de Novembro de 1967
e bispo a 11 de Outubro de 1997
À entrada de mais um conclave os analistas falam de duas correntes entre os cardeais: Uma que prefere o regresso a um Papa italiano, depois de o posto ter sido ocupado há décadas por um polaco e depois por um alemão, e outra que preferia um candidato que rompesse de vez com o monopólio de papas europeus.

Nesse aspecto, curiosamente, Leonardo Sandri surge como um candidato conciliador, uma vez que é argentino de ascendência italiana. A sua idade, 70 anos quase feitos, pode também ser uma vantagem, uma vez que não será considerado nem demasiado velho nem demasiado novo para chefiar a Igreja.

Actualmente o cardeal é prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, o que lhe confere um contacto muito próximo com uma realidade da Igreja Católica que poucos dos seus pares podem gabar, a dos cristãos pertencentes às mais de 20 igrejas orientais em comunhão com a Igreja Católica, muitos dos quais estão em situações críticas, como por exemplo todos os que vivem no Médio Oriente.

Sandri fez toda a sua carreira no serviço diplomático da Santa Sé, faltando-lhe por isso experiência pastoral, algo que os cardeais poderão estar a procurar no próximo Papa, depois de oito anos com um académico ao leme da Igreja. Por outro lado, conhece muitíssimo bem o Vaticano e o funcionamento da Curia, tendo chegado mesmo a desempenhar o cargo de Substituto para os Assuntos Gerais na Secretaria de Estado do Vaticano, o que na prática corresponde ao terceiro posto mais importante da Santa Sé, depois do Papa e do próprio Secretário de Estado.

Para além de vários outros postos na Curia, tem também um cargo na Congregação para os Bispos, o que lhe dá alguma influência na nomeação de bispos para as dioceses católicas de quase todo o mundo.

Deu bastante nas vistas durante o fim do pontificado de João Paulo II. Lia os textos do Papa quando este já não era capaz e foi ele quem anunciou ao mundo a morte do Papa polaco.

Em entrevista à Reuters, já em tempo de congregações gerais, Sandri defendeu um papel mais alargado para as mulheres no Vaticano e no Governo da Igreja, sem contudo mencionar a possibilidade de ordenação de mulheres.

O Cardeal diz que não há razões para não haver mais mulheres em altos cargos nos Conselhos Pontifícios e disse que mesmo no dia-a-dia da Igreja elas devem desempenhar um papel mais activo, destacando a importância que podem ter na formação dos padres.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Partilhar