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Friday, 29 December 2023

O ponto mais baixo do pontificado de Francisco?

Com o ano a aproximar-se do fim, e no final de uma década de pontificado de Francisco, está na altura de perguntar se o Papa está a perder controlo da Igreja. A verdade é que a publicação do Fiducia Supplicans espoletou uma reacção que se vem juntar a uma divisão prolongada com as facções tradicionalistas, mas também com os progressistas na Alemanha e agora com uma diocese inteira da Igreja Siro-Malabar. Este artigo é uma versão mais curta de um que vai sair ainda hoje no site do Expresso e na edição impressa desta semana.

O tema das bênçãos para pessoas em uniões homossexuais foi, claro, um dos vários abordados no episódio desta semana do podcast E Deus Criou o Mundo, em que tive o privilégio de participar. Podem ouvir aqui. E fiquem atentos, porque também estarei no próximo.

Está a chegar ao final mais um ano de muitos conflitos. A fundação Ajuda à Igreja que Sofre dá-lhe uma lista de 10 países ou regiões que estão a precisar especialmente de orações.

Infelizmente o Natal passou com mais uma tragédia para os cristãos na Nigéria. São pelo menos 160 mortos e centenas de feridos no mais recente ataque.

Numa nota um pouco mais positiva, convido-vos a conhecer a história de Milad, um jovem sírio cujo nome significa Natal. Vale a pena ler, acreditem!

No artigo desta semana do The Catholic Thing o padre Paul Scalia analisa a diferença entre a pergunta que Nossa Senhora fez ao Arcanjo Gabriel, e a que Zacarias fez ao anjo que lhe anunciou o nascimento de João Baptista.

Friday, 21 July 2023

De Tuvalu a Lisboa são duas semanas de distância

Faltam duas semanas para a JMJ, certo? Bom, para alguns peregrinos não. Já há malta a caminho de Portugal, nomeadamente malta que vem de longe. Conheçam aqui alguns dos grupos que já estão a calcar terreno, incluindo os representantes de Tuvalu e Vanuatu!

Sabemos que o Patriarca tem o sonho de trazer representantes de todo o mundo a Portugal para a JMJ, mas será possível? Há países onde as dificuldades ultrapassam a distância e o dinheiro. Os sírios e os libaneses, por exemplo, estão mergulhados em profundas crises e Portugal hesita em dar-lhes vistos, com medo de que depois não queiram regressar. A fundação AIS está por isso a financiar encontros nos países deles para estarem em comunhão com os jovens que cá vão estar.

O futuro cardeal D. Américo Aguiar esteve durante a semana passada na Ucrânia, para levar um pouco do espírito da JMJ a quem, por causa da guerra, não pode vir a Portugal. O bispo explicou ainda que não haverá nenhum momento simbólico para tentar juntar peregrinos russos e ucranianos durante o evento cá, evitando assim o que poderia ser mais um incidente diplomático.

Ainda no tópico da JMJ, na semana passada fiz um post em que D. Américo explicava a sua frase polémica sobre não querer converter jovens na JMJ a Cristo. Acompanhei essa explicação do meu próprio comentário, em que apontava o facto de alguns grupos terem divulgado a sua frase inicial, interpretando-o da pior forma possível. Pedi que deixássemos de o fazer, para evitar a polarização na Igreja. Acontece é que também referi que esses grupos eram na maioria conservadores e tradicionalistas, pelo que algumas pessoas acusaram-me a mim de estar a contribuir para a mesma polarização que lamentava. Terão razão? Pensei no assunto ao longo destes dias, e fiz esta reflexão.

Há novidades no que diz respeito aos abusos em Portugal, com o arquivamento de mais alguns casos e informações novas relativas a um dos padres de Lisboa que está provisoriamente afastado do ministério. Mais tarde, provavelmente depois da JMJ, vou voltar a aprofundar este assunto e fazer um ponto de situação, mas por enquanto podem acompanhar as novidades na cronologia.

O artigo desta semana do The Catholic Thing é de Stephen P. White, que fala de como 50 anos de Comunismo deturparam a cultura e os hábitos na Europa de Leste, mas pergunta no Ocidente estamos muito melhor. Vale a pena ler, como sempre.

Friday, 30 June 2023

Este post contém más notícias, mas não temais!

O cardeal Zuppi, que o Papa encarregou de tentar obter um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia, viajou para Moscovo, onde se encontrou com altas figuras quer do Estado, quer da Igreja Ortodoxa. A Rússia garante que não há nada de concreto por enquanto, mas sabendo que grande parte destes processos passa por ganhar a confiança dos parceiros de diálogo, o mero facto de a viagem ter existido é um bom sinal.

O Grupo VITA, criado pela CEP para acolher e cuidar de vítimas de abusos sexuais, diz que já passou vários casos ao Ministério Público, com quem tem agora um “canal directo”. Não foram dados detalhes sobre os casos, mas são 23 denúncias que não tinham sido feitas anteriormente a qualquer outro organismo.

Por falar em abusos, há ainda algumas novidades que não merecendo a publicação de um novo post, devem ser partilhadas. A Actualidade Religiosa apurou recentemente que os três padres da diocese de Lamego que foram referidos nas listas entregues às dioceses viram os seus casos arquivados e por isso estão em plena actividade. Isto inclui o padre que tinha sido referido por engano na lista de Bragança, mas era de facto de Lamego.

Apurou ainda que o padre originalmente de Setúbal que residia em Vila Real, e que por engano vinha referido em ambas as listas, com as duas dioceses a disputar quem tinha de facto responsabilidade sobre ele, vai ficar sob a alçada de Vila Real, por decisão do Vaticano. O padre já se encontra provisoriamente afastado, por isso a grande novidade é que agora o seu processo pode avançar. Por fim, a informação que não foi apurada por mim, mas que só encontrei recentemente, de que um padre “jovem, no activo” de Braga, que foi denunciado pela mãe de uma alegada vítima ainda no tempo de D. Jorge Ortiga, é afinal o padre Albino Meireles, que constava da lista da Comissão Independente. Isto significa que nas minhas listagens ele estava duplicado. A situação foi corrigida, e os números finais e estatísticas actualizados. O padre Albino é suspeito de ter abusado de cinco vítimas e ainda de ter acedido a material pornográfico infantil, para além de ser acusado de posse de arma e munições proibidas.

Recordo que tenho três posts de referência sobre estes assuntos. Uma cronologia actualizada de todas as situações públicas de abusos na Igreja; um relato mais detalhado, por diocese, de tudo o que se sabe e o que não se sabe sobre todos os casos que são conhecidos e por fim um outro post só sobre os casos referidos nas listas da Comissão Independente.

A semana passada falei-vos do Relatório da Liberdade Religiosa, publicado pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre. Esse relatório está cheio de casos terríveis e um dos países mais preocupantes é a Nigéria. Pois bem, esta semana partilho convosco uma outra história vinda da Nigéria que mostra que há sempre esperança! Leiam sobre os muçulmanos de uma aldeia no norte que juntaram dinheiro para pagar o resgate dos seus vizinhos cristãos que tinham sido raptados.

Deixo-vos ainda com o link para o meu mais recente artigo no jornal dos Combonianos World Mission, sobre a dupla tragédia que atinge a Síria, e convido-vos a ler este artigo sobre o conflito interétnico que se tornou uma perseguição aos cristãos em Manipur, na Índia.

Eu sei que muitas das notícias que partilho convosco são tristes, ou são assustadoras. Mas a Bíblia diz-nos muitas vezes para nada temer (há quem diga que são 365 vezes, mas cheira-me a mito urbano). Na verdade, diz-nos Jesus, a única coisa que devemos temer é Aquele que tem poder sobre a vida e sobre a alma: Deus. Mas afinal de contas devemos temer ou não? E o que significa temer a Deus? O padre Paul Scalia explora essa questão magnificamente no artigo desta semana do The Catholic Thing.

Friday, 28 April 2023

"Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor"

Foi ontem apresentado o Grupo Vita, que tem por objectivo trabalhar na prevenção de abusos na Igreja e no acompanhamento de vítimas e, caso solicitem, de abusadores ou pessoas acusadas de abuso. É uma iniciativa da Conferência Episcopal e pretende ser um projecto temporário que tem por missão essencialmente dotar as Comissões Diocesanas dos conhecimentos e capacidades técnicas para depois serem elas a continuar o trabalho. Eu estive na SIC Notícias para comentar a apresentação (quarta-feira, entre as 14h20 e as 15h10, mais coisa menos coisa, para quem tiver muita vontade de ir ver), mas encontram aqui a informação essencial sobre este novo órgão. Da minha parte renovo o meu apelo a todos os que tenham informação sobre abusos, ou que sejam elas mesmas vítimas: denunciem. É a melhor forma de ajudar a implementar a reforma que a Igreja pretende.

O Papa visita a Hungria a partir de amanhã. Vai ser uma visita interessante. A Hungri
a e o seu governo têm feito um trabalho notável em áreas como a promoção da natalidade e da família, bem como no respeito pela liberdade religiosa e apoio às minorias cristãs perseguidas no mundo, mas ao mesmo tempo defendem abertamente uma política em relação aos refugiados que choca com as minhas próprias posições e também com as do Papa Francisco. Aqui podem ler uma entrevista com o embaixador da Hungria em Portugal precisamente sobre este tema.

Todas as semanas tento ter pelo menos um texto próprio, de análise, para vos apresentar. Nos últimos meses tem sido quase sempre sobre os abusos, e tem havido muito para dizer, mas há alturas em que falha a inspiração. Felizmente, hoje tive uma ajuda do PAN, que ao contrário do que todos pensávamos, afinal até defende a extinção de algumas populações de animais, nomeadamente os seres humanos que têm a ousadia de ter mais do que três filhos e que pratiquem a monogamia. Fica aqui a minha resposta – e a da minha família – a esta posição do PAN.

E a propósito de famílias e monogamia, o artigo desta semana do The Catholic Thing é uma daquelas pérolas que gostaria muito de poder dizer que fui eu a escrever. Mas não fui. Peter Laffin conta-nos como se sentiu envolto por uma sensação de verdadeira liberdade no dia do seu casamento e reflecte, a partir daí, sobre como os cristãos e o mundo têm diferentes entendimentos daquilo que significa liberdade, entre outras coisas. Vale mesmo a pena ler e partilhar, sobretudo com jovens que estejam numa idade de tomar decisões que vão definir o seu futuro.

Morreu esta quinta-feira o Pe. João Aguiar. O Pe. João era presidente do Conselho de Gerência da Renascença quando eu fui para lá trabalhar e embora não nos tenhamos mantido em contacto desde que ele voltou para Terras do Bouro, de onde era natural, era um amigo por quem eu tinha muita estima. Deixa saudades entre todos os que o conheceram e esperemos que esteja a descansar agora nos braços de Deus.

Quando abri o obituário da Renascença fiquei surpreendido ao ver que tinham pedido a um jornalista novo para o escrever. Porquê, se ainda há lá tantos que o conheceram? Devia ter guardado a minha reacção para depois de ler este belo texto do Diogo Camilo. Logo eu, que sempre adorei escrever obituários, e escrevi tantos sobre pessoas de quem nada sabia antes de me ser lançado o desafio.

No campo das notícias internacionais, aconselho este testemunho de um padre do Burkina Faso, que explica como os católicos – acossados de todos os lados – usam as suas Kalashnikov para se defenderem (não é o que parece, obviamente). A simpática história da Irmã Selestina, que percorre centenas de quilómetros sozinha, de carro, para combater a solidão e o isolamento dos poucos católicos que vivem na Islândia, e ainda o testemunho dos dois sucessores de bispos ortodoxos que foram raptados há dez anos na Síria e de quem nada se sabe. Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor, dizem. E que bem dito!

Friday, 10 February 2023

Relatório à vista... Estejam preparados

Estamos a três dias da apresentação do relatório sobre abusos sexuais na Igreja portuguesa, feito pela Comissão Independente. Em antecipação desse momento, dediquei as passadas semanas a elaborar um documento que resume tudo aquilo que já se sabe sobre os abusos cometidos no âmbito eclesial. Aqui encontrarão todos os casos que foram tornados públicos em Portugal nos últimos anos, e o que se passou com cada um deles, incluindo os resultados de processos civis e canónicos. É evidente que o relatório trará muitas novidades, mas só conseguiremos compreender bem esse impacto se tivermos noção daquilo que já se sabe. Está tudo aqui, e caso saibam de mais algum caso que não esteja na lista, mas que tenha sido tornado público, informem-me para eu poder completar.

Preparei também uma série de questões que pedem resposta com este relatório. Quando ele for divulgado é natural que toda a gente foque sobretudo o número total de testemunhos recebidos e o número de alegados abusadores. Mas há muita coisa que é importante saber para se poder contextualizar bem esses dados. Qual o universo total de padres no país nos anos avaliados? Há uma estimativa do número de casos total, e não apenas dos denunciados? A comissão aceitou todos os testemunhos por si, ou houve algum método de avaliar a sua credibilidade? Vejam aqui aquelas que considero serem as questões fundamentais e, mais uma vez, partilhem comigo sugestões de outras que me possam estar a escapar.

O número de mortos devido ao terrível terramoto que afectou principalmente a Turquia e na Síria já ultrapassou os 15 mil, incluindo pelo menos um padre católico. Esta tragédia vem relevar o enorme sofrimento do povo sírio, já duramente afectado por anos de guerra, Covid, uma crise financeira terrível e sanções que são dirigidas aos governantes, mas que como sempre acabam por dificultar a vida aos mais pobres. A fundação Ajuda à Igreja que Sofre está no terreno a ajudar, sobretudo em Alepo e Latakia, e quem quiser fazer donativos para ajudar na reconstrução de casas de membros da comunidade cristã pode obter mais informação aqui. Os líderes da comunidade cristã pedem orações e solidariedade, mas todos concordam que é urgente acabar com as sanções para que o país possa finalmente reerguer-se.

Alguma vez ficou com dúvidas sobre se devia pedir coisas a Deus? Acontece a todos. Randall Smith explica porque é que não nos devemos preocupar mais com o assunto, e continuar a pedir e a bater à porta, neste artigo do The Catholic Thing.

Deixo-vos ainda com os meus artigos para o The Tablet sobre o chumbo pelo Tribunal Constitucional de mais uma tentativa de legalizar a eutanásia, e ainda com o artigo que escrevi sobre a questão do palco para a JMJ.

Friday, 16 December 2022

Neste Natal pode ajudar a Ucrânia. E o Líbano, e a Síria, e os reclusos e os cristãos da Terra Santa...

Jesus vai estar na final do Mundial
Aproximamo-nos do Natal, tempo de reconciliação e de perdão, e é precisamente isso que o Papa pede aos líderes mundiais numa carta em que sugere que dêem indultos a presos. A maioria dos meus leitores poderá não ter essa possibilidade, mas podem ajudar os reclusos na mesma, comprando presentes de Natal do projecto Reshape.

O Papa pede que este ano os cristãos pensem menos no consumismo, e ajudem mais a Ucrânia. Podem e devem fazê-lo, e já agora podem ajudar a Síria e o Líbano também, que bem precisam e são o projecto-alvo da fundação Ajuda à Igreja que Sofre para este Advento. E por fim, podem ir ao Chiado, à loja onde o Nicolas Ghobar está a vender artigos de artesanato feito pelos cristãos da Terra Santa, para apoiar as comunidades de lá. Eu já lá fui, e conto voltar. Estes também precisam muito da nossa ajuda, não os abandonemos! A loja fica na lateral da Basílica dos Mártires.

Há muita perseguição aos cristãos no mundo, mas a Europa não é excepção. Foram documentados 500 casos de crimes contra cristãos por cá em 2022.

Tive o privilégio de participar em dois episódios do programa “E Deus Criou o Mundo”, da Antena 1. No primeiro conversámos sobre superstições, astrologia e futebol, mas também sobre como o amor cristão não conduz à uma estéril “paz interior”, mas leva as pessoas a identificar-se com o sofrimento e as necessidades dos mais frágeis.

Já no mais recente episódio falou-se da tradição católica de abstinência de carne às sextas-feiras, e de como isso pode ser benéfico para o planeta, mas também sobre as noções de impureza ritual, e de como o Cristianismo é muito diferente do Judaísmo a esse respeito. Podem ouvir aqui.

No artigo desta semana do The Catholic Thing, Randall Smith deixa um recado para todos os guerreiros de teclado que pensam que estão a fazer guerra religiosa na internet. Parem! “Dizer casualmente no Twitter que alguém é herege é o equivalente adulto de uma criança chamar otária a outra – especialmente quando a pessoa que assim é lançada para as trevas exteriores como “herege” é um católico fiel. Para mim, isso é tomar o nome da Igreja em vão. Estas pessoas estão a confundir os seus pensamentos e disposições com o ensinamento da Igreja.”

Já leram o meu artigo sobre a posição do Papa em relação à Guerra Justa, e o que se passa na Ucrânia? Está aqui. E não percam o episódio da semana passada do Hospital de Campanha, que está aqui.

Friday, 11 November 2022

Aquele que tem ouvidos, que ouça o Hospital de Campanha


Hoje temos novo episódio do Hospital de Campanha. Para esta conversa convidámos o Pe. Tiago Fonseca que nos fala da sua vocação, de como é ser padre numa altura em que tanto se fala dos pecados e dos crimes cometidos pelo clero, do perigo da solidão entre os sacerdotes e como se pode combater e termina com um apelo às famílias para apoiarem os padres, convidarem-nos para jantar ou, idealmente, para ir ver o Benfica.

Foi uma excelente e animada conversa e ainda por cima o som não nos pregou partidas desta vez, portanto aproveitem e partilhem!

Houve um novo caso de abusos em França, envolvendo um cardeal. É o 11º caso a envolver bispos neste país, mas o cardeal Jean-Pierre Ricard tem a particularidade de ter passado anos na Congregação para a Doutrina da Fé, a decidir sobre casos de abusos entre o clero. O que é que isto quer dizer? Que conclusões podemos tirar? Leiam aqui a minha análise e ouçam o Papa Francisco, que disse recentemente que é preciso coragem para combater este flagelo, mas que nem todos a têm.

O Cardeal D. José Tolentino acaba de publicar um livro sobre São Paulo. Uma boa recomendação para a altura do Natal, que se aproxima.

Por falar em Natal, a fundação Ajuda à Igreja que Sofre acaba de lançar a sua campanha de Natal, este ano focada no Líbano e na Síria. Foi para ajudar a preparar artigos para esta campanha que estive no Líbano em Abril do ano passado, por isso mantenham-se atentos ao site da AIS nas próximas semanas e, mais importante, contribuam para estas comunidades, que tanto precisam.

Entretanto continuamos com o processo do Sínodo sobre a Sinodalidade. O artigo desta semana do The Catholic Thing é de Stephen White, que coloca questões importantes sobre a sinodalidade e deixa avisos que não devemos ignorar.

Já sabem que no blog continuo a publicar as principais declarações sobre a guerra na Ucrânia de líderes religiosos relevantes, recentemente actualizei o Papa Francisco, o Patriarca Cirilo e o Metropolita Onófrio. Tenho também, em constante actualização, a cronologia de casos de abuso sexual em Portugal, que também podem ir visitando.

Friday, 16 September 2022

Papa no Cazaquistão, entre sincretismos, guerras regionais e amuos

O Papa está no Cazaquistão. Esta é uma viagem importante por uma série de razões. Neste texto de análise falo do equilíbrio difícil que é para um Papa participar num encontro inter-religioso, sem cair em sincretismos e relativismos; da importância de o Papa falar de paz naquela região em específico, e por fim de como esta viagem afecta as relações entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Russa.

Ainda sobre este assunto, recomendo a entrevista do principal bispo do Cazaquistão, que considera que o encontro em que o Papa participa tem as suas raízes nos encontros de Assis, iniciados pelo Papa João Paulo II.

Quando mandei o mail da semana passada ainda não tinha sido confirmada a morte de Isabel II, de Inglaterra. Hoje partilho convosco os artigos que escrevi para a Rádio Renascença sobre ela, a sua vida e o seu reinado. Estes foram dos últimos trabalhos que fiz para a Renascença antes de sair.

Morreu Isabel II, a Rainha da força tranquila que marcou uma era

Isabel II em números

Isabel II – O “annus horribilis” de 1992

Isabel II – Dez frases que marcaram 70 anos de reinado

Morreu Isabel II. 42 voltas ao mundo e duas visitas a Portugal

Esta quinta-feira termina na Síria uma importante peregrinação que visa recordar os cristãos que morreram durante a infindável guerra civil. Saiba mais sobre o ícone de Nossa Senhora das Dores, Consoladora dos Sírios.

“Quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos”.

Há mandamento mais universalmente ignorado pelos cristãos? No artigo desta semana do The Catholic Thing, Michael Pakaluk ajuda a aplicar esta passagem aos nossos dias, com um piscar de olho às Famílias Numerosas!

E recupero ainda um dos artigos do The Catholic Thing publicado durante as férias, que muito gosto me deu traduzir. Elizabeth A. Mitchell escreve sobre uma das mulheres mais impressionantes do Século XX, a Santa Edite Stein. Leiam que vale bem a pena.

Por fim, continuo a coligir as declarações dos líderes religiosos relevantes sobre a guerra na Ucrânia. Com as coisas a piorar para os russos, as declarações do Patriarca de Moscovo parecem cada vez mais desligadas da realidade. Vejam por vocês mesmos. A análise mais detalhada das suas últimas declarações está aqui e aqui. Sugiro darem também uma vista de olhos à leitura feita pelo líder da Igreja Ortodoxa da Ucrânia à história do martírio de São João Baptista, e aqui podem ler a análise às mais recentes declarações de Sviatoslav Shevchuk, líder da Igreja Greco-Católica da Ucrânia.

Friday, 3 June 2022

Novo Patriarca para a Antiga Igreja do Oriente

A Antiga Igreja do Oriente tinha de escolher o seu novo Patriarca entre seis candidatos.

Calculo que tenham seguido o critério mais lógico para a escolha, optando pela barba mais fixe e mais comprida.

Longa Vida a Mar Yaqoob III Daniel! Que conduza a sua Igreja com sabedoria e ajude a pôr fim ao cisma com a Igreja Assíria do Oriente, contribuindo assim mais um pouco para a unidade total dos cristãos que todos desejamos. 

A Antiga Igreja do Oriente separou-se da Igreja Assíria do Oriente em 1964, numa disputa sobre a forma de escolher o Patriarca. Até então, na IAO a escolha era sempre hereditária, passando do Patriarca para um sobrinho. Infelizmente, a separação reflectiu também divisões internas tribais/familiares. Antes desta eleição falou-se novamente numa tentativa de aproximação e reunificação. Esperemos que isso agora ande para a frente. 

Os seis bispos do sínodo. Mar Yaqoob à
direita, ao centro, com a barba mais fixe.
Estas igrejas servem fiéis sobretudo da região do Iraque, Turquia e Síria e, hoje em dia, uma grande diáspora no Ocidente, nomeadamente na Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. São igrejas canónicas, isto é, têm ordens e sacramentos válidos, mas por razões históricas não pertenciam a nenhuma comunhão de Igrejas, nem as ortodoxas bizantinas, nem as ortodoxas pré-calcedónias, nem a Católica. Esse facto deixou-as num isolamento fragilizador, que levou a terríveis perseguições e massacres, mais do que as restantes igrejas cristãs na região. São João Paulo II referiu-se à Igreja do Oriente como "Igreja dos Mártires" e isso aplica-se a qualquer destes ramos que entretanto, infelizmente, se separaram entre si. 

Mar Yaqoob III Daniel, (Yaqoob vem de Jacob, que em Português pode ser Tiago) torna-se assim o 110º Patriarca  desta Igreja (uma vez que eles contam com os patriarcas anteriores ao cisma). Era até agora o bispo para as comunidades na Austrália e Nova Zelândia.

Para mais informações sobre a importância religiosa da barba e do cabelo, vejam este artigo que escrevi há mais de 10 anos. 


Monday, 28 February 2022

E se a Rússia perder esta guerra? O que vem depois da ressaca

Muito, muito atento... 
Há uma semana eu não acreditava que Putin fosse invadir a Ucrânia. Há dois dias não acreditava que a Ucrânia conseguisse resistir mais do que umas horas a uma invasão russa. Estão apresentadas as minhas credenciais de analista militar.

Neste momento, porém, temos de começar a considerar a possibilidade de a Rússia perder esta guerra, sendo que uma derrota, neste caso, é tudo o que não seja a rendição das Forças Armadas ucranianas nas próximas 48 horas.

Esta série de tweets que acabei de ler, de alguém que é de facto conhecedor de história e estratégia militar, explica porque é que é bem possível que esta aventura de Putin tenha sido um passo maior que as pernas. O efeito imediato será o fim do mito da força militar terrestre da Rússia.

Se isso acontecer o PCP culpará a NATO e o imperialismo, e as pessoas que ainda possuem alguma sanidade e barómetro moral irão para a rua celebrar. Mas temos de ter em conta que haverá efeitos secundários previsíveis e, nalguns casos, drásticos.

Para começar, a Arménia poderá despedir-se de Nagorno-Karabakh. Durante anos os arménios conseguiram manter o território porque as suas forças armadas eram organizadas e muito mais experientes que os Azeris. (Aliás, uma curiosidade que aprendi quando visitei o território foi que na altura da guerra do Afeganistão, uma vez que Nagorno Karabakh tinha sido “transferida” para a região do Azerbaijão, dentro da União Soviética, as autoridades locais mantinham os azeris na retaguarda e mandavam os arménios para a linha da frente. O resultado é que quando começou a guerra entre arménios e azeris os primeiros tinham experiência militar e os segundos não).

Essa superioridade militar arménia terminou esta década e os Azeris, financiados e armados pelos turcos, conseguiram recuperar uma grande parte do território. Só a intervenção russa impediu a destruição total da presença arménia em Karabakh. Se o mito do poderio russo acabar por se provar apenas isso, um mito, os arménios terão a vida muito dificultada.

Outro teatro de guerra que pode sofrer grandes alterações é a Síria. A intervenção russa permitiu não só salvar o regime de Assad, mas mudar o curso da guerra e empurrar os grupos da oposição até à fronteira com a Turquia, que os apoia. Desde então a Rússia e a Turquia têm deixado o conflito em banho-maria. Mas se a Rússia perder na Ucrânia é bem possível que esse equilíbrio seja afectado. Se – e num cenário de derrota militar na Ucrânia isso é bem possível – a invasão fracassada da Ucrânia acabar por levar a uma mudança no regime russo, então tudo se torna ainda mais imponderável.

Um efeito imediato disso é que as comunidades cristãs ficam mais enfraquecidas na Síria, se não mesmo em todo o Médio Oriente. Por mais que se possa desconfiar das suas intenções, a verdade é que o apoio de Putin tem sido benéfico para os cristãos no mundo árabe, pelo menos a médio prazo. Sem esse apoio, tudo será mais difícil, especialmente depois de terem ficado com o rótulo de apoiantes do regime sírio.

É verdade que a Síria continuará a contar com o apoio do Irão, mas mesmo o Irão ficará enfraquecido com um revés da Rússia e possível mudança de regime em Moscovo.

Um leitor atento terá percebido que ambos os cenários descritos têm algo em comum: A Turquia. A mesma Turquia que tem fornecido armas à Ucrânia.

Ao longo dos últimos anos a relação entre a Turquia e a Rússia tem sido bastante estranha. Adversários em várias frentes, desde a Síria a Nagorno-Karabakh, passando pela Líbia, têm mantido uma certa oposição respeitosa, não querendo entrar em conflito aberto, mesmo perante casos surreais, como quando a Turquia abateu um jato russo na Síria “por engano” ou quando o embaixador da Rússia na Turquia foi assassinado a sangue-frio. Não sei se o que os demove é medo, ou se sentem que é mais importante ambos irem minando juntos a influência dos Estados Unidos em várias partes do mundo, mas a verdade é que não se têm antagonizado.

Mas tudo isso poderá mudar. Se a Rússia mostrar ser afinal um tigre de papel, a Turquia irá perder qualquer receio de fazer valer o seu peso naquilo que considera ser o seu quintal. E o mundo, que terá deixado de ter de lidar com um saudosista do Império Soviético, terá de lidar com o saudosista do Império Otomano e que ainda por cima é membro da NATO.

E esse é um cenário assustador.


Leia também: 

Guerra na Ucrânia - As posições dos diversos líderes religiosos relevantes

Dimensões religiosas do Conflito na Ucrânia

Thursday, 15 July 2021

Taliban imparáveis no Afeganistão

O Papa Francisco já saiu do hospital. Antes disso ainda teve tempo para visitar a unidade de oncologia pediátrica.

Os bispos de Cuba querem o fim dos confrontos no país e também da “imobilidade” do Governo, que enfrenta contestações.

A fome voltou a Alepo, na Síria, levando a fundação AIS a criar uma nova campanha de angariação de fundos para ajudar.

E a situação no Afeganistão vai de mal a pior. O avanço dos Talibans faz lembrar o avanço do Estado Islâmico no Iraque, em 2013. Uma situação dramática.

A questão da raça está mais viva que nunca nos EUA, e noutras partes do mundo. Para alguns a questão apaixona, para outros irrita. No artigo desta semana do The Catholic Thing um teólogo aborda a questão de uma perspetiva católica contemporânea. Vale muito a pena ler.

Monday, 12 October 2020

Adivinhem quem voltou?*

Estou de volta! Meses de confinamento mais tarde e de fazer horários que não se prestavam a enviar e-mails e fazer posts, vamos lá ver se consigo retomar o hábito.

Hoje temos uma bela mistura de temas, desde Fátima a Yazidis.

Foi precisamente em Fátima que reuniu o Conselho Permanente da Conferência Episcopal, que deu apoio à ideia de um referendo sobre a eutanásia, não porque o a vida seja referendável, mas porque assim dá-se a possibilidade aos portugueses de pensarem melhor no assunto.

Os bispos lançaram também um sentido apelo às autoridades para que mantenham os cemitériosa bertos nos dias 1 e 2 de novembro, para que as pessoas possam ir homenagear os seus familiares mortos, porque não é só a Covid que mata, a saudade e o luto mal resolvido também.

Há quatro guardas suíços infectados com Covid-19, mas isso não impediu o Papa Francisco de receber o Cardeal Pell em audiência privada. Se não sabe porque é que isso é importante, então leia mesmo o artigo.

E da Síria vem-nos a triste notícia da perseguição aos yazidis. Nos outros anos foi às mãos do Estado Islâmico, mas a diferença desta vez é que agora é por um grupo jihadista apoiado pela Turquia. (Podem ler em modo ironia, se quiserem… Eu não disse nada…)

Nestes meses de ausência não deixei de publicar artigos do The Catholic Thing. No mais recente olhamos para como os Santos Cosme e Damião podem servir de exemplo aos profissionais de saúde dos nossos dias.


*Pensavam que ia dizer que era eu? Mas foi o Pell

Thursday, 16 January 2020

Mulheres sub-secretárias e cultura inexistente

O Papa nomeou uma mulher sub-secretária de Estado do Vaticano. É a primeira vez que uma mulher, ainda por cima leiga, ocupa um cargo desta importância na Secretaria de Estado (na foto).

2019 foi um “ano de mártires”, segundo a fundação Ajuda à Igreja que Sofre. A organização Open Doors estima que cerca de 260 milhões de cristãos foram vítimas de perseguição no ano passado.

Temos novo artigo do The Catholic Thing. James Matthew Wilson argumenta que não existe “cultura secular”, não no sentido de dizer que o secularismo não produz cultura, mas no sentido em que toda a manifestação cultural aponta para as natureza e destino do homem.

Também hoje publiquei um novo artigo sobre coisas a ter debaixo de olho em 2020. Desta vez olho para a Síria, onde podemos muito bem ver o final da guerra civil que se arrasta há quase nove anos.

Para estar atento em 2020 - Fim da guerra na Síria

Uma das maiores tragédias da última década tem sido a guerra civil na Síria, uma realidade que apenas é agravada pelo facto de, ao que tudo indica, a guerra ter servido para absolutamente nada, para além de enriquecer os traficantes de armas e dar à Rússia ainda mais influência na região. Este ano, acredito, a guerra pode finalmente chegar ao fim.

Quando os protestos da “Primavera Árabe” varreram o Médio Oriente em 2011 assistimos a tudo com um misto de apreensão e esperança. A queda do regime na Tunísia e no Egipto foram boas notícias, embora só o primeiro caso, onde o movimento começou, tenha comprovado ter pernas para andar. No Egipto a democracia levou à vitória da Irmandade Islâmica, uma péssima notícia, sobretudo para a grande comunidade cristã.

Mas quando começaram protestos na Síria eu, pelo menos, não reagi com esperança alguma, só com medo. A Síria era uma realidade muito instável. Um regime férreo, mas secular, onde não existia liberdade mas pelo menos as minorias religiosas estavam a salvo de perseguição e se vivia em paz e segurança. Dominado pela minoria xiita (alauita) o Governo tinha todo o interesse em manter os grupos sunitas fundamentalistas à distância. Não o regime ideal mas, tendo em conta o contexto regional, do melhorzinho que se podia arranjar.

Mal os protestos – e a resposta do Governo – se tornaram violentos temi o pior e o medo só se agravou com o entusiasmado apoio que os países ocidentais começaram a dar a uma oposição que muito previsivelmente se deixou dominar por grupos jihadistas.

Seguiram-se nove anos de terror, com o expoente máximo no Estado Islâmico, até que a Rússia entrou em cena para dar ao regime o apoio necessário para finalmente começar a recuperar o país, cidade a cidade, quilómetro a quilómetro. Os russos bem podem agradecer a Barack Obama por esse brinde que lhes deu ao ameaçar invadir 

No seu auge havia quatro grandes fações na guerra. O regime, que contava com o apoio das minorias religiosas e de muitos sunitas também, sobretudo nos grandes centros urbanos; o Estado Islâmico, uma força niilista que espalhou sofrimento e morte por todo o lado e conseguiu avanços impressionantes em pouco tempo, lançando o terror nas almas das suas vítimas; a dita oposição “moderada”, que de moderada só tem o facto de não ser tão niilista como o Estado Islâmico, porque era igualmente dada a decapitações e ao fundamentalismo islâmico e, no nordeste do país, a região autónoma constituída por curdos, árabes, cristãos siríacos/assírios e outras minorias étnicas e religiosas.

Este último grupo era particularmente interessante. Com um projeto verdadeiramente democrático, que apostava em realçar, proteger e preservar as identidades de cada grupo, promovendo a colaboração, ao contrário do que faz o Governo que tenta impor uma identidade comum. Esta região conseguiu obter o apoio do ocidente na sua luta contra o Estado Islâmico, tendo sido as suas Forças Democráticas da Síria as principais responsáveis por derrotar militarmente o grupo terrorista. Infelizmente, e depois de tudo isto, foram traídos pela decisão de Donald Trump de retirar e viram-se invadidos pela Turquia. Para evitar um genocídio fizeram um acordo com o regime e, assim, o projecto democrático parece agora uma utopia.

Entretanto o regime foi chegando a acordo com os diferentes grupos de rebeldes que, vendo-se em situações impossíveis, optavam por ser retiradas das suas zonas e enviadas para a região de Idlib, junto da fronteira com a Turquia, que sempre as protegeu e apoiou. Até que aos rebeldes já só restava mesmo a região de Idlib.

O último ano tem visto o regime sírio, sempre com o apoio da Rússia, a avançar lentamente sobre Idlib. De vez em quando são anunciados cessar-fogo, mas duram sempre pouco tempo e os militares do regime retomam a sua rotina de bombardeamento.

A situação em Idlib torna-se insustentável. O regime não tem qualquer motivação para negociar, nada a ganhar em adiar a conquista final e sabe que enquanto Moscovo permanecer com ele tem as costas quentes.

Já recomeçaram as ondas de refugiados de Idlib para a Turquia, que com o apoio que tem dado aos rebeldes só tem que se culpar a si mesma pela situação. Quando Idlib for recuperada pelo regime o país pode começar a ser reconstruído. Goste-se ou não de Assad, parece evidente que este é o melhor caminho para o futuro da Síria.

Na melhor das hipóteses, reestabelecida a paz, poderá haver algumas cedências por parte do regime, nomeadamente para os grupos étnicos e religiosos minoritários, especialmente no nordeste, mas até isso parece difícil agora que perderam os seus maiores aliados.

Milhares de mortes, cidades inteiras destruídas, relações entre comunidades envenenadas, uma geração perdida, tudo por nada. É essa a realidade da Síria. Que venha rapidamente a paz para pôr fim a esta loucura.

Thursday, 17 October 2019

Cristãos em queda nos EUA e aliviados na Síria

Inês Leitão
O Cristianismo continua a perder peso nos Estados Unidos, com o número de pessoa que se identificam com esta religião a cair 12 pontos percentuais nos últimos dez anos.

Na Síria chegámos a um ponto em que a operação “Primavera da Paz” se está a transformar na operação “Pesadelo de Erdogan”. A bola parece estar no campo dos curdos, agora, mas os cristãos contactados pela Ajuda à Igreja que Sofre dizem-se aliviados pela chegada das tropas leais ao regime de Bashar al-Assad.

No dia para a erradicação da Pobreza a Renascença falou com Inês Leitão, a realizadora que foi a Moçambique ver o que a Cáritas tem feito para ajudar as vítimas dos ciclones.

Se não conhece ainda, fique a conhecer o trabalho feito pela Irmandade da Misericórdia de São Roque, que cumpre o importantíssimo trabalho de sepultar os mortos que não têm ninguém.

O artigo desta semana do The Catholic Thing é da autoria de Michael Pakaluk, que analisa o mais recente livro de R.R. Reno. Vale a pena ler.

Tuesday, 15 October 2019

Apelos ao diálogo, da Síria à Catalunha

Antes de mais, se está a pensar ir ao lançamento do meu livro, amanhã, mando em anexo um croqui a mostrar onde são as entradas para o Pina Manique. É às 19h e não haverá multibanco, portanto se quiserem comprar o livro (€12,50) têm de levar dinheiro. Trocos deve haver.
Qualquer dúvida, é só perguntar.


A situação na Síria deu uma cambalhota com a entrada em cena da Rússia e do exército do regime. O Papa pede diálogo. O conflito está explicado aqui.

Num ambiente menos bélico, mas também tenso, os bispos da Catalunha também pedem diálogo.

Houve 13 de outubro, entretanto, com mais centenas de milhares de fiéis e apelos à participação nas Jornadas Mundiais da Juventude por parte do arcebispo Andrew Yeom Soo-jung, da Coreia do Sul.


Friday, 11 October 2019

Alma gémea do Estado Islâmico, dizem os autores da Primavera da Paz

A invasão do nordeste da Síria continua. A operação “Primavera da Paz” já fez mais de uma centena de mortos e dezenas de milhares de deslocados. A Turquia justifica-se dizendo que os curdos são a alma gémea do Estado Islâmico e um bispo católico avisa que tudo isto pode conduzir a um novo êxodo de cristãos da zona.

Há cada vez mais estrangeiros a fazer os “caminhos de Fátima”. Saiba mais nesta entrevista à presidente do Centro Nacional de Cultura, Maria Calado.


Gosta de literatura fantástica e ficção científica? Pois está a decorrer o Fórum Fantástico, na biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, e amanhã estarei lá às 17h15 para falar sobre a religião na Ficção Científica, tendo como mote os 20 anos da estreia do Matrix. (Sim, estamos todos a ficar velhos). Apareçam!

Thursday, 10 October 2019

Síria num explicador e livro Rumo ao Jamor

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Tragicamente, a invasão da Síria por parte da Turquia já começou. Está confuso com tudo o que se passa naquela parte do mundo? Não se preocupe, temos um explicador.

O Papa Francisco aceitou esta quinta-feira a resignação de um bispo americano acusado de abusos.

O processo de canonização do Padre Cruz conheceu recentemente um “novo fôlego”, saiba mais aqui.


Trabalha em saúde, ou conhece quem o faça? Então leia e partilhe este artigo sobre como até o mais pequeno gesto pode fazer a diferença na vida de quem está a passar por um momento de aflição e de doença. Mais um artigo do grande Randall Smith, do The Catholic Thing.

Deixo-vos por fim, com um convite. É para o lançamento do meu mais recente livro. O tema não é religioso, mas se gostam mesmo de futebol, e não das polémicas estéreis que andam à volta do desporto, gostaria muito de vos ver por lá!

Monday, 22 July 2019

Umas cartas são mais cilindrosas que outras

O homem chegou à Lua! Não é propriamente notícia de última hora, mas se nunca viu o Papa Paulo VI a saudar “os conquistadores da Lua” nem sabia que o Papa Francisco evocou a efeméride, então já aprendeu alguma coisa hoje!

O bispo de Pemba, em Moçambique, escreveu uma carta aberta a cilindrar as autoridades pela forma como têm estado a lidar com os alegados ataques jihadistas em Cabo Delgado. Vale a pena ler.

E o Papa Francisco escreveu uma carta menos “cilíndrica” ao Presidente da Síria, a pedir mais esforço para a reconciliação nacional.


E para quem tem dificuldades em ser Bom Samaritano no seu dia-a-dia, a leitura deste artigo do The Catholic Thing do mês passado é indispensável. Aproveitem!

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