segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Finalmente aconteceu em Portugal: Jovem recusa transfusão de sangue

O pastor evangélico assassinado na Nigéria
O Papa Francisco publicou esta segunda-feira a sua mensagem para a JMJ deste ano. Vale a pena conhecer melhor.

Algum dia havia de acontecer! Um jovem de 16 anos no IPO recusa transfusões de sangue por ser Testemunha de Jeová. Pode fazê-lo? Os tribunais dizem que “nim”.

O cardeal arcebispo de Colónia pediu ao Papa uma “licença” de seis meses, depois de ter sido acusado de ter lidado de forma errada com casos de abusos na sua diocese.

E da Nigéria mais um triste caso de um líder cristão assassinado pela sua fé.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, sobre algumas das verdades mais básicas – e frequentemente esquecidas – da educação das nossas crianças e jovens.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

700 anos da Divina Comédia no dia de estreia de Rafael Pedro XXI

Novo Patriarca dos Católicos Arménios
O cardeal D. Tolentino abre esta quinta-feira uma série de dias de estudo sobre a Divina Comédia, de Dante. É uma obra que deve ser conhecida e este é um bom ponto de começo. Saibam mais aqui.

O chefe da Igreja Greco-Católica da Eslováquia, Ján Babjak, tem Covid-19. Normalmente admito que isto não seria a coisa mais preocupante para nós, até porque é vacinado e está com sintomas levas, mas acontece que ele concelebrou com o Papa a semana passada, por isso ganha mais alguma importância, embora não pareça haver grande risco para Francisco.

Por falar em Igrejas orientais, os arménios católicos têm finalmente um novo Patriarca! Finalmente? Isso mesmo. Está tudo explicado aqui.

E na notícia mais bizarra dos últimos dias, uma freira católica na Índia recebeu autorização do Supremo Tribunal estadual para caçar javalis que estão a destruir as colheitas do seu convento. Como? Não sabemos bem, ainda, uma vez que ela não tem licença de porte de arma… ainda.

O artigo do The Catholic Thing desta semana é especialmente adequado pra pais e pessoas ligadas à educação e às escolas. David Carlin explica porque é que a ideia de que a escola é a principal responsável pela educação dos jovens é uma falácia.

E se ainda não ajudou os cristãos da Terra Santa, mas quer fazê-lo, saiba mais aqui.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A Falácia das Escolas

Um dos aspetos mais marcantes dos atuais debates na nossa sociedade – tenham eles a ver com religião, política ou qualquer outro assunto – é a abundância de falácias lógicas. Fazia bem a todos um curso de introdução à lógica, com particular atenção a ser dada aos capítulos sobre falácias formais e informais.

Uma das maiores das falácias informais, parece-me, é aquilo a que chamo a “falácia da escola”. Este surge cada vez que alguém assume que “educação” e “escolaridade” são exatamente ou aproximadamente sinónimos.

Imaginem um círculo (ou façam como eu quando ainda dava aulas e desenham-no num quadro). Esse círculo representa toda a educação de um jovem. Depois imaginem uma fatia desse círculo, correspondente a 25% do total. Essa fatia, ou uma fatia um pouco maior ou menor, representa a porção da educação desse jovem que é fornecida pela escola.

A educação de um jovem rapaz ou rapariga é muito maior do que a escolaridade. A educação geral de uma criança inclui muito mais do que a instrução que lhe é dada pelos seus professores. Inclui a educação (que pode ser deseducação) fornecida por pais e outros parentes, amigos e colegas, treinadores desportivos, padres, rabinos e imames, televisão e filmes, música popular, jogos de computador, livros, celebridades, pornografia, e por aí fora.

Deve-se ainda referir que o impacto da educação dentro das escolas não vem apenas dos professores, mas também dos pares. Alguns desses pares reforçam aquilo que os professores tentam ensinar. Outros minam esses esforços dos professores. Em muitas escolas, sobretudo aqueles que se situam em grandes centros urbanos, os segundos são em muito maior número que os primeiros.

De todos os educadores não-escolares, os mais influentes são, pelo menos na primeira dezena de anos de vida, os pais. Na adolescência esse lugar tende a ser ocupado pelos pares. Ao todo, nos anos entre o nascimento e o fim do liceu, os professores não serão mais do que a terceira maior influência educativa, se tanto.

É preciso distinguir aqui entre dois tipos diferentes de educação: 1) cognitiva ou informativa e 2) moral ou afetiva. Quando os professores são bons, são bons a fornecer o primeiro tipo. Pais e colegas, independentemente de serem bons ou maus, são muito eficientes a fornecer o segundo.

E dos dois o segundo é muito mais importante, em muitos respeitos, para o indivíduo. Pode chegar a adulto sem saber, por exemplo, o Presidente que antecedeu Lincoln, ou sem compreender o teorema de Pitágoras, ou o nome da mãe do Hamlet, ou que rio atravessa Budapeste. Isto é uma infelicidade. Pode levar a que algumas pessoas mais bem-informadas lhe olhem de cima. Pode até afetar a sua carreira profissional.

A caminho da escola, com a principal educadora

Mas se crescer sem aprender e internalizar certas regras de boa conduta – por exemplo abster-se de roubo, drogas, abuso de álcool, fumar, violação, violência doméstica, má educação, adultério, ser um “espertalhão” a lidar com os polícias, e por aí fora – então poderá acabar divorciado, desempregado ou o centro de atenções numa funerária. Isto sem se quer falar do destino da sua alma.

A instrução informativa é importante, mas as lições que aprendemos sobre o bem e o mal, o comportamento prudente e imprudente, são muito mais. E estas lições em moralidade (ou imoralidade) apenas podem ser dadas por pessoas com quem temos relações íntimas e emocionais, como pais e outros parentes e amigos próximos.

As crianças raramente, ou nunca, têm esta relação íntima com os seus professores. Por isso é vão esperar – como muita da propaganda educacional afirma – que os professores possam fornecer às crianças uma educação moral. Se um miúdo não tiver uma boa educação moral em casa nos primeiros anos de vida e de pares bem-comportados nos anos da adolescência, então provavelmente nunca a obterá. A não ser que (caso raro) venha a sofrer uma profunda conversão religiosa mais tarde na sua vida.

Devemos notar que entre as boas atitudes que devem ser inculcadas nos rapazes e nas raparigas incluem-se uma boa atitude para com a escola. Para poderem tirar o melhor da educação cognitiva que se oferece na escola os rapazes e as raparigas têm de abordar com uma boa atitude. Os professores acabam por ter uma influência bastante pequena para a educação geral e a dimensão dessa contribuição depende tanto, se não mais, na recetividade do aluno como na capacidade dos professores.

Quando temos discussões públicas sobre a qualidade da educação (ou falta dela) elas tendem a focar sobretudo as escolas. As pessoas envolvidas tendem a falar na necessidade de melhores salários pra professores, ou menos alunos por sala de aula, mais computadores, ou preservativos gratuitos para rapazes no secundário, ou uma maior centralização de padrões escolares – e sobretudo da necessidade de mais financiamento para as escolas.

Mas o que nunca ouvimos é um funcionário público a dizer: “Para obterem uma melhor educação os alunos devem ter melhores pais, melhores amigos, melhores programas de televisão e melhor música popular”.

A Igreja Católica tem uma série de ensinamentos antiquados que, se implementados, fariam toda a diferença no mundo da educação. Estou a pensar em três em particular:

(1) As primeiras e mais importantes instituições de educação para as crianças são o lar e a família.

(2) Os pais são as autoridades definitivas no que diz respeito à educação de uma criança.

(3) A criança tem o direito a crescer com pais casados.

Infelizmente nós não abraçamos – aliás, mal reconhecemos – estas três verdades educacionais básicas. É uma vergonha que nós católicos, e sobretudo para os nossos líderes, não tenhamos passado os últimos 50 anos a gritar estas verdades básicas aos quatro ventos.


David Carlin foi professor de sociologia e de filosofia na Community College of Rhode Island e autor de The Decline and Fall of the Catholic Church in America

(Publicado pela primeira vez na sexta-feira, 17 de Setembro de 2021 em The Catholic Thing)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

As freiras do juiz e votos contra o populismo

O juiz do Supremo Tribunal americano, Justice Thomas, deu uma palestra recentemente em que explicou como enfrentou o racismo na sua juventude. A chave? “As minhas freiras e os meus avós”, disse. Leiam, que vale bem a pena.

O capelão do Santuário de Fátima quer ver os peregrinos com postura de "serviço e acolhimento” aos desfavorecidos.

Aproximam-se eleições autárquicas. Um teólogo fala na importância da participação para “bloquear populismos”.

O Papa recordou de forma especial, no domingo, todos aqueles que estão injustamente retidos no estrangeiro, pedindo o seu rápido regresso a casa.

Não deixem de ler o artigo do The Catholic Thing da semana passada em que Brad Miner recorda como foi estar em Nova Iorque no dia 11 de Setembro de 2001.

E volto a chamar a vossa atenção para este post, onde explico como podem ajudar materialmente os cristãos da Terra Santa, numa situação de desespero por causa da falta de turistas.



quarta-feira, 15 de setembro de 2021

De um Céu Limpo e Azul

Sou nova-iorquino por escolha, vivo na região desde 1977. É aqui que espero vir a morrer. E ainda tenho memórias bem vivas do 11 de Setembro de 2001.

Era uma manhã linda. Tinha deixado a minha mulher, Sydny, na estação de Pelham por volta das 8h00 e voltado a casa para levar os meus filhos, de 14 e de 12 anos, para a escola. Depois subi para o meu escritório em casa para trabalhar no meu livro sobre cavalheirismo.

Pouco antes das 9h a Syd ligou do seu escritório na Rockefeller Center e mandou-me ligar a televisão.

Na NBC vi fumo a sair da Torre Norte do World Trade Center (WTC).

Revendo essas imagens hoje, como fiz para escrever esta coluna, em nada diminui o choque. É a mesma coisa quando revemos filmes cujos finais já conhecemos e não deixamos de ficar nervosos. Às 9h ainda ninguém sabia que o primeiro avião não tinha atingido a torre por acidente.

Nestas imagens os pivots da TODAY, no dia 11 de Setembro, não sabem que o fumo e as chamas dessa explosão são do Voo 11 da American Airlines, com origem em Boston. Matt Lauer especula, corretamente, que se os primeiros rumores são verdadeiros, e de facto foi um avião, então não pode ter sido um aparelho pequeno a fazer um buraco tão grande no edifício, casando tantas chamas e fumo.

Ainda assim, a Katie Couric diz que estão a receber informações de que se tratava de uma pequena aeronave de passageiros. Neste momento o oráculo do TODAY diz que são 9h02.

Como disse o bombeiro:

Não reserve um quarto acima do quinto andar

Em qualquer hotel em Nova Iorque.

Eles têm escadotes que chegam mais alto

Mas ninguém os subirá.

Como disse o New York Times:

O Elevador procura sempre

O andar das chamas

E abre automaticamente

E não fecha.

Estes são os avisos de que não se deve esquecer

Se estiver a subir para fora de si mesmo

Se quiser embater no céu*.

É 2021 e estou a tentar manter-me calmo, objetivo e racional – mas só me apetece gritar. Estou a olhar para imagens de há duas décadas e quero gritar. Gritar o quê? Um aviso? Para quem?

Então, precisamente às 9h03h11, o voo da United Airlines 175, também oriundo de Boston, atinge a Torre Sul. Um produtor da NBC questiona-se se não haverá um problema com o controlo de tráfego aéreo. Cerca das 9h05 Matt Lauer diz que os incidentes foram intencionais.

E mais ou menos nesse momento Andy Card, que está com George W. Bush numa sala de aulas na Florida, encosta-se e sussurra ao Presidente, “A América está a ser atacada”.

A próxima coisa que fiz nesse dia foi ligar para o George Marlin, Diretor Executivo da Autoridade Portuária de Nova Iorque e de Nova Jérsia (1995-1997), ou seja, depois do atentado mal-sucedido de 93 na WTC e antes do 11 de Setembro. Encontrei-me com ele uma vez num andar alto na WTC, de onde se podia ver o Rio Hudson. George, que acorda cedo, descreveu-me como às vezes ao nascer o sol iluminava nuvens baixas, pintando-as de dourado, fazendo-as parecer anjos a viajar à velocidade da luz.

Passei muitas vezes

O quinto andar

Subindo a custo

Mas só uma vez

É que subi até lá acima.

Sexagésimo andar:

Pequenas plantas e cisnes a dobrar-se

Para dentro de sepulturas.

Andar duzentos:

Montanhas com a paciência de um gato,

Silêncio calçado com ténis.*

“Estás a ver o que está a acontecer?”, perguntei ao George no 11 de Setembro.

“Não temos uma televisão no escritório”, respondeu, “mas já ouvi. Terroristas?”

“Só pode. Ambos os aviões estavam cheios de combustível, a caminho da costa ocidental.”

“Vai-me mantendo a par, se faz favor.”

Disse-lhe que assim faria.

Então, pouco antes das 10h15, o George ligou de volta.

“O Pentágono e a Pensilvânia também, certo?”

“Sim, e a Torre Sul desmoronou. Caiu diretamente para baixo, sobre si mesmo.”

George suspirou

“Foi isso que os arquitectos me disseram que iria acontecer.”


Algo da minha conversa com o George fez-me querer rezar, mas era complicado. Queria agradecer a Deus o facto de ele ter saído da Autoridade Portuária quatro anos antes, mas entendi que o seu sucessor poderia estar morto (e estava). Ainda assim, rezei. E sabia que não estava sozinho. Imaginei aquilo que certamente era verdade, que através da nação, agora unida, milhões de pessoas se encontravam de joelhos, e não como sinal de rendição.

A Igreja de São Pedro, ali perto, tornou-se por momentos uma morgue, quando o corpo do padre Mychal Judge foi colocado diante do altar. Foi vítima da queda de destroços na Torre Norte depois de ter entrado a correr no edifício para ministrar aos mortos, moribundos e feridos. Foi designado “Vítima 0001”, a primeira pessoa a ser declarada morta no 11 de Setembro.

O escritório da minha mulher foi evacuado porque o Rock Center foi considerado um potencial alvo. Ela tentou ligar-me, mas depois das 10h30 ninguém podia ligar para dentro ou para fora da cidade. Então andou a pé 20 quarteirões até ao apartamento da irmã e depois as duas saíram para ir comer num quiosque local, enquanto ouviam as sirenes infindáveis e começavam a ver pessoas cobertas de pó a subir, em silêncio, vindas da baixa de Manhattan.

As escolas fecharam mais cedo. A ansiedade dominava a nossa pequena vila dos subúrbios porque tantas amigos e familiares trabalhavam na zona financeira de Manhattan, alguns mesmo nas Torres Gémeas.

O meu filho mais velho, Bobby, estava preocupado com a mãe e ligou da escola. Tranquilizei-o. Depois encontrou o seu irmão Jon e vieram a pé para casa. O Jon foi para o quarto ler, mas o Bobby queria ir para o jardim jogar à bola.

Estávamos no Jardim a lançar a bola e a apanhar – as minhas mãos ardiam com a força dos seus passes – quando um caça F-15 passou por cima de nós, a voar muito rente. Se o piloto tivesse baixado a asa e olhado para baixo teria visto a sua cara.

Quem vivia onde eu vivo conhece pessoas que morreram no 11 de Setembro, ou pelo menos os seus familiares. Eu tinha-me divertido à brava no casamento do Tommy Hohlweck, em 1978. A minha amiga Debra Burlingame vivia ao virar da esquina e era irmã do Charles “Chic” Burlingame que pilotava o voo da American 77, que atingiu o Pentágono. Apenas dias antes tinha estado junto à linha do campo com o Pat O’Shea, enquanto víamos os nossos filhos a jogar futebol americano. E em um ou dois encontros locais tinha conhecido o seu irmão Danny, bem como o Monty Hoard. Perdemos nove habitantes de Pelham naquele dia, incluindo o bombeiro Joe Leavy, que estava de folga, mas correu para o Ground Zero e nunca regressou.

Eu fui membro do New York Athletic Club até 2011. Na entrada há três memoriais com os nomes dos mortos: Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial e 11 de Setembro de 2001.

Hoje foi declarado o fim da longa guerra que se seguiu ao 11 de Setembro. Rezo para que assim seja. Temo que não.

Andar quinhentos:

Mensagens e cartas de há séculos,

Pássaros para beber,

Uma cozinha de nuvens.

Andar seis mil:

As estrelas,

Esqueletos a arder,

Os seus braços a cantar.

E uma chave,

Uma chave muito grande,

Que abre algo –

Uma porta útil –

Algures –

Ali em cima.*

*Este poema profético “Subindo para o Céu num Elevador”, escrito por Anne Sexton, foi escrito em 1975. A minha mulher publica-o todos os 11 de Setembro na sua página de Facebook.


Brad Miner é editor chefe de The Catholic Thing, investigador sénior da Faith & Reason Institute e faz parte da administração da Ajuda à Igreja que Sofre, nos Estados Unidos. É autor de seis livros e antigo editor literário do National Review.

(Publicado pela primeira vez no sábado, 11 de Setembro de 2021 em The Catholic Thing)

© 2021 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de TheCatholic Thing.

Ajudar os cristãos na Terra Santa e Papa de regresso a Roma

Antes de vos dar as notícias do dia, queria fazer-vos um pedido. Se já rezam e pensam nos cristãos que vivem em situações de maior dificuldade e sempre quiseram dar uma ajuda mais prática, então cliquem aqui, leiam com atenção, e não percam esta oportunidade de ajudar os cristãos que vivem na Terra Santa e estão desesperados com a falta de turistas que costumam ser o seu sustento.

Olhando agora para a atualidade noticiosa, o Papa Francisco terminou a sua viagem à Eslováquia, hoje, que foi marcada por apelos à integração e à inclusão. A fé, disse, não deve ser reduzida a um açúcar que adoça a vida, nem a cruz deve ser um símbolo político ou de estatuto social.

Os ciganos, que foram visitados pelo Papa, ficaram surpreendidos com a atenção que lhes foi destinada.

E, por fim, a vossa atenção para esta história bonita de uma cruz que foi oferecida ao Papa por um bispo chileno, feita com madeira recuperada de uma igreja que foi vandalizada e incendiada em outubro de 2020.

No voo de regresso a Roma Francisco falou de vários assuntos, incluindo o ceticismo para com as vacinas Covid, o encontro que teve com Viktor Orbán e a questão polémica da comunhão para políticos pró-aborto.

O artigo do The Catholic Thing desta quarta-feira ainda está por publicar, mas lá estará até ao final do dia.

Ajudar os nossos irmãos na Terra Santa

 Recebi há dias um pedido de ajuda, que partilho convosco.

Como sabemos, os cristãos na Terra Santa são cada vez menos e passam muitas dificuldades. Muitos dos que vivem em Belém dependem da indústria do turismo, que por causa da pandemia tem estado parada. 

Todos os anos costumava vir a Portugal o Nicolas, católico de Belém, que trazia peças esculpidas em madeira de oliveiras da Terra Santa, para vender. É uma importante fonte de rendimento que, infelizmente, secou por causa da Covid. 

Já em desespero, ele e outros vendedores juntaram-se para vender as peças, a preço quase de custo, com possibilidade de envio por correio. De uma perspetiva comercial, quase que não vale a pena, para nós, uma vez que pagamos mais pelo envio do que pelas peças, mas não são os cristãos chamados a olhar a realidade por outra perspetiva?

Estes cristãos precisam da nossa ajuda. Aqui podem ver em detalhe as peças (cliquem para aumentar as fotos) e em baixo está a lista com os preços. As encomendas podem ser feitas diretamente ao Nicolas por whattsapp, para o número +972 52-457-6851.

Ele poderá depois dar melhor ideia de valores de envio, mas pelo que me disse uma encomenda de 20 quilos fica a cerca de 100 euros e uma de 2 kilos a cerca de 20 euros. Os pagamentos podem ser feitos por transferência para uma conta que eles mantêm em Portugal, evitando taxas. Por que não juntar uma família, ou uma paróquia, para fazer encomendas maiores e ter peças para vender ou distribuir pelo Natal?

Falamos muito em ajudar os cristãos perseguidos e que passam dificuldades. Rezamos por eles. Esta é uma forma prática e ao alcance de todos de ajudar pessoas em concreto. Não a desperdicemos!











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