quarta-feira, 28 de julho de 2021

Comer os Deficientes? Sigam a Ciência!

Nota: Já tivemos algumas experiências desagradáveis com textos desta natureza, por isso deixamos um aviso. O leitor poderá encontrar neste artigo algumas notas de sátira, explicadas pelo conteúdo do último parágrafo. – Os Editores

A mente funciona de forma curiosa: as memórias e as ideias cruzam-se, conduzindo umas às outras. Como neste caso: eu adoro ficção científica, e por isso dei por mim, recentemente, a rever o filme Soylent Green, de 1973, com Charlton Heston e Edward G. Robinson. A história desenrola-se numa distopia marcada por sobrepopulação e desastre ecológico. Com a vida animal e vegetal destruída, as pessoas subsistem à base de bolachas orgânicas, Soylent Encarnado e Soylent Amarelo – manufacturadas pelo gigante transnacional, Soylent Industries.

A vida é dura e difícil. As pessoas são encorajadas a optar pelo suicídio assistido no centro de eutanásia local, em vez de morrerem nas ruas. Caso o façam, antes de serem terminados são recompensados com uma breve imagem da beleza assoladora do planeta antes de ter sido estragado. Mas surgem boas notícias. Um produto novo e melhor, Soylent Green, acaba de ser lançado, mais saboroso e nutritivo que os anteriores. O segredo, conforme descobre o nosso herói, desempenhado por Heston, está na fonte do novo produto: cadáveres humanos.

Naturalmente, o herói fica horrorizado. Mas pensando bem, será que isso faz sentido?

Pensemos por uns momentos. No estado de Washington já estamos a fazer compostagem com cadáveres. Outros estados estão a pensar no mesmo. A revolta contra o consumo daquilo que outrora foram pessoas é claramente uma norma cultural herdada de um passado pré-racional. Para que é que servem as ciências sociais, se não para nos conduzir da escuridão das patologias sentimentais, para a luz de um futuro mais racional? Não é essa a essência das nossas profissões de assistência?

Jonathan Swift compreendia isto. Ele era um homem à frente do seu tempo. No seu ensaio “Uma proposta modesta” (1729), que alguns idiotas insistem em chamar “sátira”, Swift avança, com muito bom-senso, uma solução para o problema da pobreza e sobrepopulação da Irlanda naqueles tempos. Os pais irlandeses deviam vender os seus bebés aos ricos para comer. Parece uma crueldade, mas o que é pior? A garantia de uma vida horrível de pobreza para recém-nascidos – que, de acordo com alguns bem-pensantes modernos nem serão bem “pessoas” ainda – ou melhorar os padrões de vida de toda a gente com um caminho lucrativo e satisfatório para a independência económica? Note-se ainda que este género de pensamento futurista faz sentido do ponto de vista ambiental e implica menos prejuízo para as preciosas espécies animais.

No século passado assistimos a alguns passos no sentido de uma sociedade orientada pela lógica, livre de emoções debilitantes. O Terceiro Reich é justamente odiado pelo seu lamentável registo de agressão e brutalidade, mas se deixarmos de lado por alguns momentos a invasão da Polónia e da Dinamarca, e já agora da Holanda, França, Noruega e Rússia – e o Holocausto, evidentemente – podemos ver um interesse genuíno, embora lamentavelmente estreito, pela ciência, sobretudo a ciências aplicada, por parte do regime.

Como Michael Burleigh demonstrou em “The Racial State” e “Death and Deliverance”, a causa da eutanásia obrigatória para os deficientes, doentes terminais e socialmente incapazes foi promovida não por políticos zelotes e ignorantes, mas pela comunidade médica e científica, numa campanha que data pelo menos desde 1900. Vários cientistas, médicos e intelectuais de outras disciplinas encontraram muito trabalho prático no regime Nacional-Socialista.

Charlton Heston em Soylent Green

Niall Ferguson escreve em “The War of the World” que 15 das 25 personalidades na equipa alemã que foi enviada para a Polónia depois da invasão de 1939 para limpar (a palavra “assassinar” tem uma conotação tão negativa) elementos negativos como judeus, padres e líderes culturais hostis eram homens com doutoramentos de universidades de topo na Alemanha. E é natural que assim seja. Grandes experiências como estas exigiam acções desagradáveis, mas determinadas por parte de pessoas com inteligência, visão e coragem para levar as coisas até à sua conclusão lógica. Tal como disse Lenine, numa circunstância semelhante (embora o comentário deva ser apócrifo): não se pode fazer uma omelete sem partir alguns ovos.

E sejamos sinceros: O Reich era muito bom a aprender com certas experiências. A remoção da sociedade alemã de mais de 300 mil pessoas consideradas, nos anos 30, como deficientes mentais, doentes sem esperança ou socialmente inúteis começou com uma operação desajeitada e cansativa de injeções individuais. Mas rapidamente se progrediu para campanhas de marketing articuladas e o uso de carrinhas móveis, e por isso mais baratas, para ajudar grupos inteiros a chegar à sua recompensa eterna com a ajuda de monóxido de carbono. Claramente foram aprendidas lições valiosas de organização, método e tecnologia que foram depois aplicadas noutros locais, de forma mais eficiente ainda e em muito maior escala.

Mas estou a divagar. Aqui na América, com excepção dos 60 milhões de abortos e mais algumas bizarrias, temos instintos mais decentes. E temos de falar sobre isso. A decência é, em si mesma, uma questão de consenso cultural, um artefacto ético flexível e – admitimo-lo – há muito que precisamos de actualizar o conceito. A verdade é que a “decência” é muitas vezes usada como mais uma desculpa humanitária para a cobardia, uma falta de vontade, herdada e pré-racional, para fazer o que é audaz, urgente e necessário.

Porque é que haveríamos de seguir o caminho egoísta da compostagem de cadáveres, quando temos milhões de pessoas a passar fome no mundo? Por falar nisso, a nossa indústria de aborto poderia, sozinha, alimentar a maior parte de África com os restos orgânicos. Desde que devidamente embalados, claro. E já agora, porque é que estamos a desperdiçar tanto tempo e recursos nos deficientes mentais e físicos, e nos doentes crónicos? O que é que eles contribuem para o mundo? Estamos diante de uma enorme fonte de alimentos e um grande passo em frente rumo à recuperação económica.

Temos de ver o Soylent Green através de olhos novos e limpos. Temos de seguir a ciência. Cantei comigo, irmãos! Sigamos a ciência.

Devo, contudo, terminar com um reparo. Eu e a minha mulher temos um filho com trissomia 21 e três netos com deficiências que vão do moderado ao grave. Estamos ainda, lamentavelmente, possuídos pelo obscurantismo religioso (Josué 24,15). Por isso, eu e os meus vamos servir os nossos amados – e não como patê. Devo admitir, porém, que não me importava de dar umas dentadas em alguns dos nossos gurus científicos e médicos.


Francis X. Maier é conselheiro e assistente especial do arcebispo Charles Chaput há 23 anos. Antes serviu como Chefe de Redação do National Catholic Register, entre 1978-93 e secretário para as comunidades da Arquidiocese de Denver entre 1993-96.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no sábado, 24 de Julho de 2021)

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Conversa inquieta sobre o motu proprio Traditionis Custodes

Podem assistir aqui à conversa em que participei no programa "Conversa Inquieta", do Ponto SJ, sobre o motu proprio do Papa Francisco, no passado dia 26 de julho de 2021.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Conversas inquietas sobre ritos antigos

De volta, depois de uma semana de férias, começo por dizer que quem quiser pode assistir a uma “conversa inquieta” promovida pelos jesuítas, esta segunda-feira à noite, sobre o motu proprio do Papa Francisco que restringe o acesso ao rito antigo da missa. Será em modo virtual, no YouTube, a partir das 21h15.

O artigo da semana passada do The Catholic Thing foi sobre o conceito de sinodalidade, que tem sido uma das marcas deste pontificado. O que significa o termo, exactamente? Stephen White dá-nos umas ideias, mas diz que está muito por definir, o que não é necessariamente mau.

Entretanto, nas notícias, destaque para o regresso dos retiros presenciais em Fátima, a partir de Agosto.

E há um novo caminho para Santiago, que começa na Península de Setúbal.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

A Sinodalidade é aquilo que fizermos dela

Stephen P. White
“Sinodalidade” – um termo que tem ganho cada vez mais protagonismo neste pontificado – é o neologismo em busca de uma teologia. Isto não significa que o termo não tenha significado teológico, antes, que na medida em que a palavra descreve a “forma” que o Papa imagina para a Igreja no terceiro milénio, é um conceito ainda um pouco desfocado.  

Começando em Outubro, o Sínodo dos Bispos vai concentrar-se nestas questões na próxima assembleia sob o tema: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O Papa Francisco está convencido de que a sinodalidade descreve a forma que a Igreja deve assmir no terceiro milénio. Mas ainda não é muito claro precisamente o que é que o Santo Padre quer dizer quando fala de sinodalidade e de uma Igreja sinodal.

Para começar, sabemos algo do que o Papa Francisco não quer dizer com sinodalidade. Ele não está a falar simplesmente da sinodalidade das Igrejas Orientais. Parece ter em mente algo mais do que o Sínodo dos Bispos, que se tem reunido para aconselhar os Papas ao longo dos anos desde o Concílio Vaticano II. Não encara uma Igreja sinodal como uma democracia, nem um sínodo como um plebiscito ou parlamento. O que ele quer dizer é “uma Igreja a caminhar em conjunto”, uma definição suficientemente vaga para justificar todas as clarificações feitas até agora.

 Comissão Teológica Internacional (CTI) estudou o tema da “sinodalidade na vida da Igrea” durante vários anos, o que resultou num relatório de 2018. Esse relatório obteve um parecer favorável do Papa Francisco e dá-nos uma visão mais robusta do que a sinodalidade significa, ou pode significar, para a Igreja Latina. E também, até certo ponto, o que não significa nem pode significar.

A sinodalidade, dizem-nos, não descreve um evento, mas um processo: “O modus vivendi et operandi específico da Igreja, do Povo de Deus, que revela e dá substância ao seu ser enquanto comunhão quando todos os seus membros caminham em conjunto, se reúnem em assembleia e tomam parte activa na sua missão evangelizadora”. O Povo de Deus, em união com os bispos, e com, e sob o Papa, discerne a vontade do Espírito Santo para o trabalho de discipulado missionário da Igreja.

Ainda assim, a ambiguidade da terminologia de sinodalidade – já para não falar da conflitualidade de recentes encontros do Sínodo dos Bispos e a situação complicada a desenrolar-se com o “Caminho Sinodal” da Igreja Alemã – colocam-nos perante uma série de problemas teológicos e práticos. Existem, certamente, razões para cepticismo sobre a forma como alguns possam representar erradamente a sinodalidade, numa tentativa de desconstruir doutrinal, minar a tradição e ameaçar a comunhão eclesial. Estas são preocupações legítimas.

Mas se a sinodalidade é uma caixa por ora vazia, não existem razões para não a preencher com coisas boas. Não há razão para que a ênfase do Papa Francisco na sinodalidade não seja uma ocasião para redescobrir, ou olhar de novo, para a constituição doutrinal do Concílio Vaticano Segundo sobre a Igreja, Lumen Gentium. Nas palavras da CTI: “Embora a sinodalidade não seja referida explicitamente como termo ou como conceito nos ensinamentos do Vaticano II, é justo dizer que a sinodalidade está no cerne do trabalho de renovação que o Concílio estava a encorajar”.  

De facto, o potencial de uma Igreja sinodal é exatamente uma Igreja que incorpora mais inteiramente o seu carácter e a sua missão de forma mais plena, através de todos os seus membros: recorrendo à Escritura e à Tradição, para que o carácter da Igreja se possa manifestar mais autenticamente e a missão universal da Igreja se possa cumprir de forma mais eficaz.

Neste sentido, uma Igreja verdadeiramente sinodal não implica um “recomeçar de novo”, nem a divisão da autoridade eclesial, de uma forma que apela melhor às sensibilidades modernas. Nem se trata de uma questão de mudar o formato da Igreja para se adaptar ao espírito dos tempos, com sínodos locais e regionais a determinar as suas próprias verdades, removendo aquilo de que não gostam, ou a acrescentar, de acordo com as modas locais.


Uma sinodalidade genuína levará a sério a universalidade da missão baptismal: cada fiem, sem excepção, deve comprometer-se inteiramente com a missão da Igreja, na medida em que as formas particulares de cumprimento dessa missão dependem dos dons, talentos, carismas, posição e ocupação de cada um.

Já podemos encontrar exemplos de uma sinodalidade saudável, construtiva e fiel aqui nos Estados Unidos. Pelas minhas contas, pelo menos dez dioceses e arquidioceses americanas já anunciaram, começaram ou completaram sínodos locais nos últimos anos. Bridgeport, Burlington, Dallas, Detroit, Milwaukee, Springfield, San Diego, Sacramento, St. Paul e Minneapolis, e Washington. Os resultados variam, mas no geral têm sido positivos.

Um arcebispo disse-me que a decisão de convocar um sínodo arquidiocesano foi a mais importante e melhor decisão pastoral que alguma vez tomou enquanto bispo. O sínodo local deu uma possibilidade para a sua Igreja local enfrentar desafios consideráveis, enquanto permitiu recentrar os esforços e os recursos no desafio mais importante e, sobretudo, mais fundamental de todos, “libertar o Evangelho”.

Até que ponto este tipo de sinodalidade que tem dado frutos ao nível local pode ser adaptado à escala global, ainda está por determinar. O processo sinodal que começa em Outubro terá uma primeira fase diocesana, seguida um ano mais tarde por uma fase continental e, finalmente, uma fase universal em 2023. Até que ponto é que uma Igreja de mais ou menos mil milhões de almas, espalhadas pelo mundo, pode discernir ou “caminhar em conjunto” através de um programa necessariamente tão impessoal não é nada evidente.

As preocupações com os obstáculos e possíveis abusos de sinodalidade devem ser reconhecidas, mas seria um erro terrível simplesmente descartar esta promessa de sinodalidade à primeira vista. Se a revigoração da missão evangelizadora da Igreja não for razão suficiente para os católicos se aplicarem ao máximo neste sínodo, então talvez esta outra os convença. A recusa ou a incapacidade dos fiéis de se comprometerem com o processo sinodal significa que só as vozes mais cínicas ou ideológicas é que serão ouvidas.


Stephen P. White é investigador em Estudos Católicos no Centro de Ética e de Política Pública em Washington.

(Publicado em The Catholic Thing na Quinta-feira, 15 de Julho de 2021)

© 2021 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

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sexta-feira, 16 de julho de 2021

Missas católicas limitadas e cemitérios judaicos abandonados

O Papa Francisco publicou esta sexta-feira um motu proprio em que limita o recurso ao rito antigo da missa. É um tema sempre polémico. Infelizmente, temo que o Papa tenha toda a razão na decisão que tomou, e aqui explico porquê.

O novo bispo de Pemba vê com bons olhos uma intervenção militar internacional para travar a onda de terrorismo, mas avisa que esta deve ser feita dentro da lei.

Na quinta-feira o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu que os Estados Europeus podem proibir os seus cidadãos de usar símbolos religiosos no local de trabalho, mas pedem bom senso.

Cerca de metade dos cemitérios judaicos na Europa estão em estado de negligência, segundo uma organização da União Europeia encarregue de identificar e proteger estes espaços.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, que nos traz uma visão católica do debate sobre racismo nos Estados Unidos.

Infelizmente o Papa tem razão. E quem perde somos nós

O Papa Francisco mandou publicar esta sexta-feira um documento que limita drasticamente o acesso dos fiéis ao chamado rito antigo.

Infelizmente, compreendo perfeitamente porque é que o fez.

Antes de prosseguir, deixem-me dizer que embora eu não frequente com regularidade o rito antigo, já o fiz diversas vezes e fi-lo mesmo antes do Summorum Pontificum, mais do que uma vez. Conheço de perto várias pessoas para quem esta é a forma principal de missa.

Nada me choca no rito antigo e direi mesmo que uma das coisas que choca muitos, o facto de o padre estar virado para o altar durante grande parte da liturgia, eu gostava de ver aplicado ao rito novo também, pelo menos para algumas partes da celebração.

Não encontrarão aqui qualquer crítica ao rito que animou e alimentou os nossos avós e bisavós durante mais de um milénio.

Mas o rito não tem vida, é uma fórmula, um conjunto de instruções e rúbricas. No fundo, no fundo, quando não está a ser celebrado, o rito é um conjunto de palavras em folhas de papel. O problema não é o rito, portanto, é o que se faz com ele.

Tal como qualquer outro ritual, texto ou símbolo, a liturgia pode ser abusada e instrumentalizada. Acontece o mesmo com bandeiras. A bandeira dos confederados, nos EUA, não é apenas um pedaço de pano. Foi amada por muitos que morreram por ela e eram bons homens, mas hoje ganhou outro sentido, ao tornar-se o símbolo de saudosistas de sistemas racistas no sul dos Estados Unidos. A culpa não é de todos, mas de alguns. É fácil estragar um símbolo.

Infelizmente um certo sector de tradicionalistas radicais estragou o rito antigo. Estragou-o para todos nós que amamos a sua beleza, sem o transformar num instrumento ideológico. Porque é isso que os radicais de ideologias fazem. Estragam coisas.

O rito antigo foi liberalizado como um gesto de justiça para muitos e como um gesto de reconciliação para alguns que se encontram nas margens, ou mesmo fora da Igreja. O resultado, a nível global, não foi o desejável. As divisões acentuaram-se, muitos dos que estavam dentro ficaram cada vez mais fora e os que estavam fora não entraram. 

Eu deixei de me sentir confortável nas celebrações do rito antigo quando me apercebi que se tinham tornado, em larga medida, locais de disseminação de ódio ao Papa Francisco e a muitos dos nossos bispos, onde se falava de uma igreja de iluminados e uma igreja de hereges ignorantes. Gosto de tradições e de solenidade, mas não o suficiente para me sujeitar a isso.

E foram estes que estragaram o rito antigo para o resto da Igreja. Vão fazer agora aquilo que fazem tão bem, vitimizar-se e lamentar-se de mais uma agressão por parte da Igreja Maçónica Globalista da Nova Ordem Mundial.

Pelo meio ficam – e escolho estas palavras com cuidado – vidas destroçadas, famílias divididas pela influência daquilo que se tornou em muitos casos uma verdadeira seita.

Não são todos, como é evidente. Alguns, talvez muitos, apenas lá iam por amor a uma tradição que não deixa de ser nossa só porque nascemos depois de ter sido reformada. São esses que ficam a perder. Neles me incluo. É pena.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Taliban imparáveis no Afeganistão

O Papa Francisco já saiu do hospital. Antes disso ainda teve tempo para visitar a unidade de oncologia pediátrica.

Os bispos de Cuba querem o fim dos confrontos no país e também da “imobilidade” do Governo, que enfrenta contestações.

A fome voltou a Alepo, na Síria, levando a fundação AIS a criar uma nova campanha de angariação de fundos para ajudar.

E a situação no Afeganistão vai de mal a pior. O avanço dos Talibans faz lembrar o avanço do Estado Islâmico no Iraque, em 2013. Uma situação dramática.

A questão da raça está mais viva que nunca nos EUA, e noutras partes do mundo. Para alguns a questão apaixona, para outros irrita. No artigo desta semana do The Catholic Thing um teólogo aborda a questão de uma perspetiva católica contemporânea. Vale muito a pena ler.

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