Monday, 18 October 2021

Ex-bispo inteligente e Testemunha renitente

Na semana passada o bispo anglicano Michael Nazir-Ali anunciou que tinha entrado em comunhão com a Igreja Católica, através do ordinariato pessoal para ex-anglicanos. Falei com o responsável pelo ordinariato para perceber porque é que isto é importante e o que Nazir-Ali pode contribuir para a Igreja. Podem ler a transcrição integral, em inglês, aqui.

Já aqui falámos do caso do rapaz de 16 anos que recusa transfusões de sangue, por ser Testemunha de Jeová. O que é especial neste caso é que o tribunal admitiu a possibilidade de ele se responsabilizar por essa decisão, caso possa demonstrar que tem maturidade. O assunto foi alvo de discussão no programa “Em Nome da Lei”, que podem ouvir aqui na íntegra. Eu fiz um comentário ao caso e ao programa aqui.

Começou o processo sinodal. Pode saber mais sobre este assunto lendo a entrevista conjunta da Ecclesia e da Renascença.

Se tem filhos, netos ou sobrinhos, então atenção a esta iniciativa. Hoje vamos tentar ter um milhão de crianças a rezar o terço pela paz. Saiba aqui porquê!

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing que pergunta se a poesia será uma ferramenta para combater o relativismo da era moderna.

"Michael Nazir-Ali has an incredible intellect"

This is a full transcript of my short conversation with Monsignor Keith Newton, head of the Personal Ordinariate of Our Lady of Walsingham, on the recent decision by former Anglican bishop Michael Nazir-Ali to join the Catholic Church, through the Ordinariate. The news item can be seen here.

Esta é a transcrição integral, no inglês original, da minha curta conversa com o monsenhor Keith Newton, do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham, sobre a decisão recente do ex-bispo anglicano Michael Nazir-Ali de se juntar à Igreja Católica, através do ordinariato. A notícia pode ser lida aqui.


Were you surprised by bishop Michael’s decision to become a Catholic?

No, not really. I thought he would at some point. I hoped he would. So I wasn't over surprised, but I hadn't expected it at that moment. There was nothing that particularly happened that would drive him to make the decision now. But he had obviously thought about it for a very long time. 

When the ordinariate was announced there were six bishops who came over. Have any others come over since then, besided Nazir-Ali?

There was one Anglican bishop who came over a few weeks ago, but he didn't join the Ordinariate. Otherwise, it was just Nazir-Ali.

How have things been going with the Ordinariate? Have any people gone back to the Anglican Church? Has the initial stream of people coming over diminished?

Nobody has gone back, as far as I know. Certainly no clergy have gone back to the Church of England. And I don't know of any lay people either. We obviously expected that after the initial rush it would be much slower, and it has been a slow steady stream. There are still people coming in each year. Not an enormous number, but still some, and still some clergy. We have four who are preparing for ordination now. 

Including Nazir-Ali?

No.

But I imagine he will be ordained also

Yes, very soon. 

I imagine he will be good ally for you now in helping to run the Ordinariate…

He is a very interesting man. He is extremely intelligent and will be able to articulate the whole notion of Anglican patrimony, which is very important to him. He has an incredible intellect, and he will be a great asset, I know he will.

With his connections to Pakistan, is there any chance we could see the erection of an ordinariate in that country?

You'd have to ask him. He does have good links with Pakistan, he has links all over the world, really. The interesting thing about him is that he comes from an Evangelical background, so he is quite different from many of the others who have become Catholic, certainly the bishops, who are more from an Anglo-Catholic background. 

Could that fact lead to the opening of a door to the Evangelical wing of the Church of England?

I don't want to make prophecies about this, but I think it will make some people think. 

Even if not in terms of them coming over, perhaps a bridge in terms of dialogue and understanding?

I am sure that is absolutely true. 

 

Saturday, 16 October 2021

Transfusões de sangue e liberdades diluídas

A Renascença transmitiu este sábado uma edição interessantíssima do Em Nome da Lei, programa da minha colega Marina Pimentel, dedicado ao tema do jovem de 16 anos com leucemia que recusa transfusões de sangue, por ser testemunha de Jeová.

Este caso é atual, e saltou para a comunicação social por causa da decisão de um tribunal que aceita a possibilidade de o menor decidir, caso se faça prova da sua maturidade. Porém, o dilema ético/moral/legal das testemunhas de Jeová (TJ) e das transfusões de sangue é já antigo e tem sido muito discutido.

A mim, o caso interessa-me sobretudo da perspetiva da liberdade religiosa e é nesse sentido que faço alguns comentários.

A idade do rapaz – Uma das questões centrais neste caso é a idade do doente. Ninguém duvida que um adulto tem direito a recusar tratamento, ainda que seja tratamento para lhe salvar a vida e mesmo que seja por questões de fé. Mas como agir quando se trata de um menor de idade? Nesses casos normalmente a Justiça intervém para retirar temporariamente a guarda da criança aos pais, permitindo aos médicos intervir. Fica assim o assunto resolvido. Aqui, porém, o tribunal entendeu que o rapaz talvez possa decidir por si, tendo apenas 16 anos, caso demonstre ter maturidade para isso.

Os críticos apontam a discrepância de uma pessoa com 16 anos não ser considerado maduro para poder conduzir, votar, nem beber álcool, mas poder eventualmente decidir em questões de vida ou de morte. É um ponto válido. Mas também é válido referir que a mesma sociedade permite ao jovem de 16 anos ter relações sexuais consensuais, abortar e até “mudar de sexo”, sem o consentimento dos pais. Não se resolve a situação com esta troca de argumentos. A linha que se traça entre a maioridade e a menoridade é sempre subjectiva, e esteja ela onde estiver vai sempre gerar casos complexos.

Pessoalmente, tendo a concordar com a decisão do tribunal, embora não saiba precisamente como é que essa maturidade pode ser aferida.

A liberdade do rapaz – Esta é uma questão verdadeiramente interessante e muito difícil. A decisão de recusa de um tratamento médico tem de ser livre e esclarecida. Alguns participantes no programa – e importa realçar que apesar de convidados e de inicialmente terem aceitado, os TJ acabaram por não se fazer representar – puseram em causa um rapaz nesta situação poder decidir livremente.

Aqui não é tanto a maturidade, mas a pressão social que existe por parte da religião a que pertence. Foi muito interessante o testemunho da enfermeira Carmen Garcia, que viveu de perto o caso de uma rapariga de 21 anos, TJ, que acabou por morrer. Ela explica que enquanto “Sara” esteve internada esteve sempre acompanhada por um ancião dos TJ que nunca saiu do seu lado e que, aos olhos do pessoal no hospital, estava a exercer uma tremenda pressão sobre ela para não aceitar as transfusões. Mais, diz a enfermeira, o doente nessas condições está ainda sujeito à pressão de saber que caso aceite a transfusão será proscrito pela comunidade onde, dada a natureza dos TJ, tendem a estar todos os membros da sua família, amigos, etc.,

Este é certamente um ponto importante a ter em conta.

Outra questão é a de saber até que ponto é que a criança é livre, uma vez que está a decidir com base em preceitos de uma religião que não escolheu, como chegou a ser proposto no programa. Mas esse argumento, para mim, já não colhe. Para isso ninguém é verdadeiramente livre, pois todos somos sujeitos a influências de meios, relações e, sim, sistemas de fé, que não escolhemos.

A liberdade religiosa do rapaz – Esta é uma questão fundamental e foi aqui que achei a argumentação dos participantes do programa mais fracos. É normal, em certa medida, uma vez que não estamos perante especialistas e por isso até entendo que não tenham uma reflexão profunda feita sobre o assunto.

Dito isto, houve uma frase que me chocou, proferido pela Dulce Rocha, actual presidente do Instituto de Apoio à Criança, que a este propósito disse: “Quando se diz o direito à liberdade religiosa é o direito de associação, de professar a sua religião. Não vamos chegar a esse ponto... É o direito de se expressar, do nível religioso, não me parece que seja o direito de decidir sobre a vida e a morte.”

Da liberdade religiosa deles depende a minha

Mas não, a liberdade religiosa não é de todo apenas uma questão de direito de associação e de expressão da nossa fé. A liberdade religiosa existe porque a religião, como a consciência, tem uma importância tão grande para o homem que muitos estão dispostos a morrer antes de violar os preceitos religiosos em que acreditam.

A Dulce Rocha não é obrigada a partilhar dessa visão da religião na vida das pessoas, mas não tem o direito de diluir completamente o conceito de liberdade religiosa.

E porque é que isto é importante? Porque da liberdade religiosa deste rapaz TJ depende a minha e a de todos os outros. Por exemplo, segundo esta visão de Dulce Rocha, a integridade física está acima da liberdade religiosa? Podem, então, os judeus e os muçulmanos circuncidar os seus filhos? É que precisamente com este tipo de argumento já se tentou proibir a circuncisão por motivos religiosos em vários países europeus.

E precisamente porque a liberdade religiosa é um direito humano, e não exclusivo do sistema jurídico português, podemos perguntar como devemos aplicar a visão de Dulce Rocha a uma realidade como o Afeganistão? Se um rapaz de 16 anos no Afeganistão professa o Cristianismo e as autoridades dizem que ele tem de optar entre renunciar à sua fé ou ser executado, devemos concluir que o Estado deve intervir para o obrigar a converter-se para lhe salvar a vida?

Ou se uma rapariga menor de idade engravida e os médicos concluem que a gravidez põe em risco a sua vida, deve ser obrigada a abortar, mesmo contra a sua vontade livremente expressada, para se salvar a sua vida?

É sempre mais fácil decidir quando o que está em causa são os “maluquinhos” dos TJ, que até, pasme-se, rejeitam as transfusões. Mas convém ter bem presente que nós, católicos, somos aos olhos de muitos os “maluquinhos” que acreditam que o pão e o vinho se transformam verdadeiramente em Corpo e Sangue de Cristo durante a Missa e que insistimos que um feto de 10 semanas, de 20 dias ou de 3 horas é vida humana plenamente digna e merecedora de proteção jurídica.

A liberdade religiosa ou é também para os “maluquinhos” ou não existe para ninguém. Pode-se eventualmente argumentar com a necessidade de a confissão religiosa em causa ter representatividade, continuidade histórica, etc., para não termos de levar com toda e qualquer seita que aparece do dia para a noite, mas por esses critérios os TJ têm de ser aceites como uma religião estabelecida.

Quero, por fim, deixar claro que este desabafo sobre este último ponto levantado pela Dulce Rocha não é uma embirração pessoal. Ela faz outros pontos muito interessantes e válidos durante o programa que, repito, deve ser ouvido na íntegra e é muito útil para um debate esclarecido. 

Wednesday, 13 October 2021

Padres sob investigação em Viseu e o regresso a Fátima

Está sob investigação um padre de Viseu que é acusado de ter enviado mensagens de teor sexual a um menor de idade. A comissão de proteção de menores assume o caso e diz que ainda há outro em investigação.

A CEP diz que vai criar uma comissão nacional, composta por membros das comissões diocesanas e D. António Marto referiu-se aos casos de abusos como “uma situação de luto”.

Recordo que mantenho aqui no blog uma cronologia detalhada de todos os casos que têm sido públicos em Portugal nos últimos anos. 

O Papa Francisco lamenta os erros que existiram no passado – e que persistem nalguns casos – quando a evangelização se confunde com a imposição de um modelo cultural.

O regresso dos peregrinos a Fátima sem limites de lotação no santuário foi vivido com grande entusiasmo pelos fiéis, que lotaram o recinto. Veja aqui as imagens. Esta quarta-feira o arcebispo de Salvador da Bahia, no Brasil, encerrou as celebrações apelando aos fiéis que participem no processo sinodal que o Papa abriu no fim-de-semana passado.

Será a poesia o antídoto para o relativismo que marca a modernidade? O autor do artigo desta semana do The Catholic Thing acredita que sim e faz uns argumentos convincentes que vale a pena ler.

A Poesia como Antídoto para o Relativismo Moderno

Matthew Anderson

Se queremos passar melhor a fé às próximas gerações, então a poesia tem de ter um maior protagonismo na educação católica. Não é segredo nenhum que grande parte da formação religiosa que se dá na Igreja Católica está em crise. As nossas escolas e paróquias são servidas muitas vezes por pessoas bem-intencionadas que querem educar rapazes e raparigas para amar e servir o Senhor, mas parece haver uma desconexão entre as suas intenções e os resultados.

As mais recentes tendências revelam esta dinâmica. Apenas 39% dos católicos vão semanalmente à missa (isto antes da pandemia). Cerca de três quartos dos católicos acreditam que a Igreja devia mudar a sua posição sobre a contracepção (não obstante isto ser uma impossibilidade teológica). E ficou famosa a sondagem da Pew Research Center, em 2019, que revelou que 70% dos católicos não acreditam na Presença Real na Eucaristia, apesar de esta ser, nas palavras do Concílio Vaticano II, a “fonte e cume da vida cristã”.

Porque é que esta desconexão afecta tantos católicos modernos? E como é que a poesia pode ajudar? Dito de forma simples, a poesia introduz os estudantes num mundo simbólico, o que é uma condição essencial para a crença nos sacramentos.

Muitas vezes tentamos ensinar a fé a jovens que têm uma mundivisão moderna e relativista, mas essa é uma perspetiva que ataca na raiz a natureza intrínseca de elementos-chave do catolicismo, tais como os sacramentos.

Em “Uma era secular”, Charles Taylor fala da diferença entre a mundivisão moderna e a mundivisão sacramental em termos da origem do significado das coisas. Na visão moderna “as coisas só têm sentido na medida em que despertam em nós certas respostas”. Na visão pré-moderna e secular “os sentidos não se encontram apenas nas mentes, mas também nas coisas, ou em vários sujeitos extra-humanos, mas intra-cósmicos”.

Actualmente um jovem que esteja a crescer com uma mundivisão moderna tende a acreditar que o sentido das coisas é uma projeção da mente. As coisas não têm sentido em si; o único sentido que podem ter é aquele que lhes damos. Esta mentalidade está na raiz de assuntos tais como a redefinição do casamento e o fenómeno transgénero. Vendo os sacramentos dessa perspetiva a Eucaristia é o Corpo de Cristo se assim quisermos, mas se não quisermos não é. Assim os sacramentos tornam-se apenas símbolos, compostos apenas pelo sentido que lhes quisermos dar. Essa mentalidade é o sopro da morte para a fé.

Se queremos que os nossos jovens passem a acreditar na fé transcendente, conformando-se a ideais mais altos, temos de os ensinar que o sentido pode encontrar-se na realidade exterior a si. É aqui que entra a poesia. Não creio que seja uma coincidência que quanto mais dominante se torna a mundivisão da auto-invenção, menos importância se dá à poesia na educação, porque a poesia comunica precisamente através de sentidos inerentes à realidade.


Tomemos, por exemplo, a primeira estrofe do poema “O tordo negro”:

Encostei-me ao portão de uma talhadia

Quando a Geada era cinzenta-espectro

E os resquícios do Inverno tornavam desolada

O olhar cansado da jornada.

Troncos entrelaçados rasgavam as alturas

Como cordas de liras despedaçadas

E os homens que assombravam as redondezas

Tinham regressado às lareiras das casas

Neste poema Hardy recorre a imagens de espectros e de assombros, resquícios e troncos entrelaçados para transmitir a imagem de uma paisagem desoladora, solitária e sem esperança. Usa também o som de palavras como “sky” e “nigh”, no original [alturas e redondezas na tradução] para dar à cena alguma severidade. O efeito final é misterioso e sombrio, preparando assim a entrada em cena de um pequeno tordo que, mais adiante no poema, irá cantar uma melodia feliz no meio desta paisagem, como se estivesse preenchido de “alguma Esperança bendita, de que ele tinha conhecimento, mas eu ignorava”.

Com esta utilização de imagens e de sons o poema depende da existência de um sentido intrínseco das coisas materiais em si mesmas, preparando assim o palco para a incongruência da esperança do tordo. Por outras palavras, depende de uma visão sacramental da realidade. Se usássemos a mundivisão subjetiva o poema simplesmente deixaria de fazer sentido. Se os resquícios do inverno são uma realidade gloriosa porque acontece eu gostar do inverno, e os troncos entrelaçados como cordas de liras despedaçadas são apenas uma opção paisagística avant-garde, então o aparecimento do tordo e da esperança no meio da desolação já não tem qualquer significado. É precisamente o significado das coisas que conduz o leitor à compreensão da beleza da esperança.

Quando confrontamos os jovens com a poesia é ela própria, através da sua natureza, que lhes ensina que as coisas têm sentido. A poesia funciona como um antídoto ao relativismo da modernidade. Conduz ao mundo encantado de que falava Taylor, um mundo em que as folhas e as árvores, o pôr-do-sol e as tempestades têm sentido. Mas, mais que tudo isso, prepara-os para aceitar uma Fé em que, como disse o Venerável Fulton Sheen, “a maior história de amor de todos os tempos está contida numa pequena hóstia branca”.


Matthew Anderson é o director da Chesterton Academy of St. George, um colégio clássico de tradição católica que vai abrir em Jackson, Michigan, no Outono de 2022. É licenciado em Teologia Sistemática pela Christendom College Graduate School of Theology e reside em Jackson, Michigan, com a sua mulher Elizabeth e os seus cinco filhos, de onde escreve sobre fé e cultura.

(Publicado pela primeira vez no Sábado, 9 de Outubro de 2021 em The Catholic Thing)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Tuesday, 12 October 2021

Povo regressa a Fátima e freira regressa no Mali

Centenas de milhares de pessoas vão a Fátima esta terça-feira. Com o fim de algumas restrições já se nota o aumento de peregrinos e até já há hotéis cheios.

Os bispos de Angola alertam para a perda de confiança na Justiça, por causa da interferência política.

Foi libertada no Mali uma religiosa colombiana que estava há mais de quatro anos nas mãos de um grupo jihadista. É uma excelente notícia, saudada pelo Papa Francisco.

Em Roma começou já o processo sinodal. Francisco quer que seja ais do que uma mera “convenção eclesial”.

Lembram-se do meu apelo para que não se esqueçam dos cristãos de Belém, na Terra Santa? Falei com Nicolas Ghobar, responsável pela iniciativa de venda de peças de artesanato para ajudar a comunidade. Ele fala em desespero.

E não deixem de ler a entrevista desta semana da Renascença e da Ecclesia a Vítor Cotovio, diretor da Casa de Saúde do Telhal, sobre a perigo do desinvestimento na área da psiquiatria.

Thursday, 7 October 2021

Encontro de Médicos Católicos em Sintra, polémica em França

É já no sábado que se realiza o encontro da Associação de Médicos Católicos, no campus da nova faculdade de Medicina da Católica, em Sintra. Os temas em destaque são a pandemia e a eutanásia. Eu estarei lá para moderar uma conferência, mas há muito mais razões de interesse para não faltar! Médicos, estudantes de medicina ou apenas interessados, não percam! O programa e detalhes estão aqui.

Como prometido, trago-vos hoje o texto em que questiono o rigor do relatório sobre abusos sexuais de menores na Igreja francesa. Não se trata de uma defesa cega da instituição. Este é um problema muito grave que merece – mesmo por respeito às vítimas – ser tratado com rigor, o que não me parece ter sido agora o caso.

Entretanto os efeitos do relatório já se fizeram sentir, com Macron a chamar o presidente da Conferência Episcopal Francesa para falar sobre o segredo da confissão.

Boas notícias do Curdistão iraquiano, onde o Governo regional cedeu um distrito para ser gerido pela maioria cristã que lá vive. Saiba mais aqui.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre as possíveis sementes do Evangelho que foram plantados no Afeganistão.

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