sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Na Guarda falta gente, na Venezuela falta liberdade

A menos de uma semana do início da cimeira sobre abusos sexuais, em Roma, soube-se hoje que o núncio apostólico em França está a ser investigado por assédio sexual.

Curioso sobre o que se passa na Venezuela? Leia a visão do padre Pablo Lima, nascido e criado no país sul-americano, mas em Portugal desde os 18 anos.

Há um novo Camerlengo no Vaticano. É o homem que anunciou as JMJ para Lisboa.

Faltam sacerdotes na Guarda, mas segundo o bispo D. Manuel Felício, também falta gente.


No sábado dia 23 de fevereiro temos nova edição do Faith’s Night Out. Eu sou fã incondicional do formato desta iniciativa das EJNS. Na próxima semana haverá entrevista com a organização, mas até lá não se deixem dormir e comprem bilhetes aqui.

Fiquem também com um convite para uma interessante conferência sobre o Amoris Laetitia, chamado “Quando nem só a morte nos separa”, que se realiza na próxima sexta-feira.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Tão Maduro que Desilude

O Papa tem sido acusado de ter mão leve em relação a Nicolas Maduro. Pois hoje foi revelada uma carta escrita por Francisco em que se manifesta “desiludido” com o líder venezuelano, a quem nem sequer trata por Presidente.

O Vaticano aliou-se à Microsoft para promover a Ética na Inteligência Artificial. Vai haver um prémio internacional e tudo!

Foi aprovado o milagre que permite canonizar o cardeal John Henry Newman. São excelentes notícias.

Há quem tenha honras de capa, e há quem tenha capa de honras. O Papa conjuga os dois factores e diz que os “Portugueses são muito fortes”.

Os bispos dizem que desde 2001 os tribunais eclesiásticos analisaram cerca de uma dezena de casos de abusos. Recordo que podem ver aqui uma cronologia rigorosa de todos os casos que tem havido em Portugal nos últimos anos.

Um artigo de leitura obrigatória para quem se interessa pelo tema do aborto. Nos Estados Unidos torna-se cada vez mais claro que o direito ao aborto se estende até aos bebés que acabam por nascer vivos. Não se esqueçam que o que se passa lá, mais cedo ou mais tarde vem cá parar. Leiam e divulguem.

Redescobrindo o Born-Alive Act

O Governador da Virgínia, Ralph Northam, conseguiu, na semana passada, expressar abertamente a posição do Partido Democrata sobre o aborto: que não existe qualquer obrigação de proteger a vida de uma criança que tenha o desplante de sobreviver a um aborto quando, claramente, não é “desejada”.

Isso foi o suficiente para estimular o senador Ben Sasse, do Nebraska – que nunca perde a oportunidade de fazer gestos de grande paixão moral, mesmo quando não está disposto a fazer o trabalho necessário para os levar a bom porto. Sasse já tinha introduzido no Senado o “Born-Alive Abortion Survivors Protection Act” [Lei de Protecção de Nados Vivos Sobreviventes ao Aborto] e então pediu imediatamente um voto para segunda-feira à noite, para ver se a lei poderia ser aprovada “sem objecções”.

Claro que não pôde. O objectivo da lei é de restaurar as penas que foram removidas da lei original, a “Born-Alive Infants’ Protection Act” de 2002. Essa lei inicial tinha como objectivo colocar estabelecer no direito esta premissa chave: que uma criança que sobreviva a um aborto e nasça viva tem o mesmo direito que qualquer outro Ser Humano à protecção da lei.

Alguns dos leitores saberão que eu tive um papel em redigir estas propostas de lei e em defendê-las. É uma história que remonta a 30 anos atrás. Num caso em particular, nos anos 70, uma criança sobreviveu a um aborto durante 20 dias, foi sujeito a cirurgia e acabou por morrer. A questão estava em saber se existia a obrigação de fornecer apoio médico àquela criança e a resposta, segundo o juiz Clement Haynsworth, foi que não.

Ele “explicou” que a partir do momento em que uma mulher grávida optava por um aborto “o feto neste caso não é uma pessoa cuja lei estadual pode proteger”. Por outras palavras, o direito ao aborto corresponde ao direito a um “aborto efectivo”, ou seja, uma criança morta.

Alguns de nós pensámos que poderíamos começar por aí, para testar os limites desse “direito ao aborto”. Sugerimos então o “primeiro passo mais modesto”: a proposta de simplesmente proteger a criança que tenha sobrevivido ao aborto. [A história dessa lei, as razões que lhe eram subjacentes e a forma como passou, são narradas no meu livro “Natural Rights and the Right to Choose”.]

Mas essa era uma proposta inaceitável para os defensores do aborto, porque perceberam que assim toda a sua posição se desenvencilhava. Se aceitassem que o nado-vivo era uma criança humana, com direito a protecção da lei, nós poderíamos perguntar o que é que a mesma criança tinha de diferente cinco minutos, ou cinco dias, ou cinco meses antes?

Ben Sasse
E foi por isso que os nossos aliados ficaram tão admirados quando a lei foi finalmente apresentada no ano 2000 e promulgada em 2002. O já falecido Henry Hyde ficou estupefacto quando a National Organization of Women se opôs a esta modesta lei para proteger os nados-vivos. A ironia é que os nossos adversários compreenderam a lei melhor que os nossos amigos, porque entenderam o princípio no coração da coisa.

Decidiu-se, contudo, retirar à lei as penalizações, tanto civis como criminais, para evitar que o Presidente Clinton a vetasse. Ficaríamos contentes com uma “lei pedagógica” que transmitisse informações que chocariam o grande público: que o direito ao aborto, proclamado em Roe v. Wade, abrangia a totalidade da gravidez, podendo mesmo chegar ao direito de matar a criança depois de nascer.

Seja como for, sem as penalizações a lei tornou-se quase impossível de aplicar. E viríamos a descobrir que estas coisas aconteciam muito mais do que tínhamos pensado em 2002. Enfermeiras começaram a contar histórias de bebés nados-vivos e colocados em salas para morrer.

Mas depois veio o choque do caso de Kermit Gosnell, na Filadélfia. Era o momento ideal para regressar à lei original e restaurar as penalizações, civis e criminais, que lhe tinham sido retiradas. A lei foi aprovada duas vezes na Câmara dos Representantes, em Setembro de 2015, com 248 votos a favor e 177 contra, e em Janeiro de 2018, com 241 a favor e 183 contra.

Todos os republicanos apoiaram a lei, e todos os votos contra foram dos democratas. Este foi o voto que revelou a grande verdade, que de acordo com o entendimento do partido à esquerda no nosso quadro político, o direito ao aborto não se limitava à gravidez, aplicando-se também ao direito a matar o bebé sobrevivente.

Esse dado poderia ter ganho contornos enormes na eleiçãopresidencial de 2016, mas ninguém parecia consciente disso, incluindo católicos influentes nos media como Bret Baier, que tinham à sua disposição os vastos recursos das redes à sua disposição.

Quando, há anos, nos contentámos com uma “lei pedagógica” pensámos que esta seria uma forma dramática de fazer esta informação chegar ao grande público. O que não contávamos era que os media simplesmente ignorassem a história, não lhe dando qualquer cobertura.

Este poderia ter sido o momento de redenção para Ben Sasse. A energia que o possui agora teria sido mais útil o ano passado, obrigando a uma votação da lei no Senado, depois de ter passado na Câmara Baixa. Ou se aprovava a lei, ou então os democratas seriam obrigados a tomar posição sobre o assunto antes das eleições.

A sua desatenção levou-nos a perder essa vantagem. A questão agora está em saber se, desta vez, ele será capaz de levar a coisa até ao fim. Conseguirá romper com o blackout dos media e colocar este assunto onde merce estar, isto é, no centro do debate público e na eleição de 2020?

Howard Kainz é professor emérito de Filosofia na Universidade de Marquette University. Os seus livros mais recentes incluem Natural Law: an Introduction and Reexamination (2004), The Philosophy of Human Nature (2008), e The Existence of God and the Faith-Instinct (2010)

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Proibido rezar, permitido abortar

Perigosíssimos criminosos
Sabia que em Londres há duas zonas em que é proibido rezar? Os defensores do aborto não olham a meios para fazer avançar a sua agenda…


Mantém-se a situação de crise na Venezuela. Muitos têm estranhado a posição do Vaticano, mas o cardeal Pietro Parolin veio esta sexta-feira defender o que chama “neutralidade positiva”, que tem por objectivo “superar o conflito”.

O bispo de Setúbal foi entrevistado em conjunto pela Renascença e pela Ecclesia. D. José Ornelas falou do “processo de purificação” que a Igreja está a viver por causa dos abusos sexuais e referiu-se ainda à situação do Bairro da Jamaica, que muita tinta tem feito correr ultimamente.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Francisco preparado para mediar crise na Venezuela

O Papa regressou ontem dos Emirados Árabes Unidos. No último dia lá celebrou missa com os católicos, a quem pediu que trabalhassem pela paz.


Por falar em Venezuela, a missão católica portuguesa no país diz que urge travar, de todas as formas, uma intervenção militar dos EUA no país.

Conhece o “Gabinete de Escuta”? Se não conhece, leia isto. Pode ser o que falta para ajudar uma pessoa que conhece.

Porque hoje é quarta-feira trago-vos um artigo do The Catholic Thing em português, desta vez sobre um tema muito atual, a importância do estabelecimento de uma Igreja Ortodoxa da Ucrânia independente de Moscovo e como isso pode afectar o Cristianismo global. Não deixem de ler.

E deixo-vos novamente o convite para ler a minha grande reportagem sobre o dérbi mais improvável do mundo, que se joga na língua de Cristo. Muitos dos adeptos neste jogo peculiar são naturais da Síria, onde já só 2% da população é cristã.

A Transformação do “Pulmão Oriental”

Myroslav Marynovych

Embora quase ninguém no mundo ocidental tenha reparado, houve recentemente um desenvolvimento importante para o Cristianismo global. Durante o Sínodo da Igreja Ortodoxa de Kyiv, no dia 15 de Novembro de 2018, foi criada uma nova Igreja Autocéfala da Ucrânia. A medida foi saudada pela Igreja Greco-Católica da Ucrânia.

Estaremos perante mais um caso de “nacionalismo ucraniano” numa altura em que a Rússia se tem tornado cada vez mais ativa? Ou será este o resultado da rivalidade entre Constantinopla e Moscovo por influência sobre a Ucrânia? E o que é que isto representa para os Ortodoxos e para a Igreja Católica?

Na realidade, estamos perante uma mudança gigantesca na Igreja. O Papa João Paulo II convidou a Europa a respirar com dois “pulmões” – o Ocidental e o Oriental. Normalmente sabemos bem o que é o “pulmão ocidental”, mas o que é o oriental?

Entre os séculos XI e XIV a resposta era inequívoca: O oriente cristão estava organizado em torno de dois centros: a Igreja de Constantinopla (incluindo a Grécia e Atenas) e a sua Igreja “filha”, a Igreja de Kyiv, de onde o Cristianismo se espalhou para outras terras orientais.

Entre os séculos XV e XVIII aconteceu uma “deriva continental” tremenda e Moscovo acabou por substituir Kyiv (Kiev). A partir de então o Oriente Cristão passou a estar centrado em Constantinopla e Moscovo. Muscovy absorveu em si mesmo tanto o território da antiga Rus’ de Kyiv como a Metropoly eclesiástica de Kyiv, tornando-se o Império Russo.

As características distintivas da antiga espiritualidade de Kyiv foram rigorosamente limitadas para se conformarem com os interesses do modelo russo de Cesaropapismo. Livros eclesiais “suspeitos” foram queimados. Figuras dissidentes da Igreja foram reprimidas.

Kyiv passou a estar submetida à “Terceira Roma” (Moscovo) tanto debaixo do Czar como das ditaduras comunistas. Foi só com o colapso da União Soviética que o glaciar estalinista descongelou. O que a propaganda do Kremlin classificava de nacionalismos locais, que alegadamente destruíam a unidade cristã, era a libertação dos povos e das suas comunidades eclesiásticas da influência monopolista do mais poderoso dos nacionalismos, o chauvinismo russo.

Na Ucrânia voltou a nascer a ideia de uma Igreja Ortodoxa autocéfala. O Kremlin, e a Igreja Ortodoxa Russa que lhe era subserviente, responderam de duas formas.

A primeira foi uma descriminação metódica contra os desenvolvimentos eclesiais e políticos na Ucrânia. Nas palavras de um observador ucraniano, a propaganda russa usava terminologia aparentemente retirada do “dicionário ocidental de ‘valores humanitários’, mas na verdade operava com ideias-lobisomem, ideias-parasita e ideias-fantasma” (Andriy Baumeister). O mundo ocidental não deu por esta manipulação e, pelo menos até recentemente, aceitou-a de forma acrítica.

O segundo método consistia em propagar o conceito do “mundo russo” avançado por Cirilo, o Patriarca de Moscovo, que na verdade é uma doutrina imperial quasi-religiosa que proclama a “unidade espiritual” de todos os russófonos e povos ortodoxos. 

Isto tornou-se uma forma de legitimar a guerra da Federação Russa contra a Ucrânia, alegadamente em nome da defesa da população russófona. Agora a propaganda do Kremlin está a preparar o mundo para um possível novo ataque contra a Ucrânia, para “proteger” a população ortodoxa.

Assim, hoje estamos a assistir a uma profunda transformação do “pulmão oriental”. O Patriarcado Ecuménico de Constantinopla pressentiu para onde as coisas estavam encaminhadas e tomou a medida pouco comum de intensificar as suas atividades no mundo ortodoxo. Apesar de o Patriarcado Ecuménico ser apenas um “primeiro entre iguais” – e não o líder solitário da Igreja (como acontece com o Papa no Ocidente) – ele assumiu a responsabilidade pelo destino da Igreja ucraniana, que tinha sido separada de Constantinopla.

Há vários sinais de que o Oriente Eslavo do “pulmão Oriental” é ainda largamente disfuncional. O comunismo foi um profundo trauma do qual os povos das antigas repúblicas soviéticas ainda não recuperaram inteiramente. Em muitos lugares as pessoas perderam a cultura cristã e a compreensão do verdadeiro significado da fé cristã. Por isso, ainda poderemos vir a ter notícias preocupantes – tanto políticas como religiosas – de Kyiv. Mas, apesar de tudo, está em curso uma importante reorganização e as mudanças futuras afetarão o mundo cristão por inteiro.

Metropolita Epifânio, da nova Igreja Ortodoxa da Ucrânia
A influência de Constantinopla poderá acabar por ser extremamente importante. Isto já foi manifestado através da promulgação do Estatuto da recém-constituída Igreja Ucraniana, que alterou substancialmente os procedimentos administrativos, democratizando-os.

Até aqui os cristãos ocidentais têm-se preocupado sobretudo com a preservação do status quo com Moscovo, como se o oriente cristão se resumisse à Igreja Ortodoxa Russa. Aos olhos ocidentais isto parecia ser essencial para a paz cristã e o diálogo ecuménico. A diplomacia do Vaticano tem sido cuidadosa em não intervir nos assuntos internos dos ortodoxos.

Mas a situação atual apresenta um desafio claro para a Igreja Católica. Nas palavras do cardeal Christoph Schönborn, de Viena: “Como é que o Vaticano deve relacionar-se com a nova Igreja Ortodoxa da Ucrânia? Se a reconhecer, isso levará a um conflito com o Patriarcado de Moscovo. Se não a reconhecer, isso conduzirá a um conflito com o Patriarcado Ecuménico.”

As Igrejas Ocidentais têm de compreender que o antigo status quo já não é sustentável. A situação exige uma mudança radical das posições atuais, incluindo a reconsideração dos atuais modelos de ecumenismo.

Os cristãos conscientes não podem continuar a considerar aceitável a linguagem de ultimatos e de exclusões usada pela Rússia. Os crentes ortodoxos da Ucrânia são uma parte legítima da oikumene cristã e estão, atualmente, sob cerco.  

Eles podem tornar-se um catalisador para uma transformação civilizada de todo o espaço pós-soviético, a começar pela Rússia. Os ocidentais devem compreender as novas realidades na Europa Oriental e perceber que a inclusão das Igrejas Ucranianas no diálogo com o mundo pode trazer mais benefícios do que o isolamento continuado.

Depois da queda do comunismo muitos ocidentais esperavam que o mundo eslavo, silenciado durante tanto tempo, ficaria finalmente livre para contribuir corretamente para a cultura cristã e para todo o mundo. Hoje, com a criação de uma Igreja Ortodoxa Ucraniana, pode ser que uma voz importante esteja finalmente a fazer-se escutar.



Myroslav Marynovych é vice-reitor para missão na Universidade Católica da Ucrânia, em Lviv, na Ucrânia, e president do Instituto de Religião e Sociedade da mesma universidade. Foi fundador do Ukraninian Helsinki Group e prisioneiro de consciência entre 1977 e 1987. Presidiu às estruturas da Amnistia Internacional na Ucrânia entre 1991 e 1996 e foi também president do Centro Ucraniano da PEN International.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no sábado, 2 de Fevereiro de 2019)

© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Dérbis há muitos, nenhum é como este

A Renascença estreia hoje uma nova grelha e foi para mim uma grande honra ser o autor da primeira grande reportagem a passar no dia da inauguração. Numa semana em que tanto se fala de dérbi, convido-vos a conhecer o dérbi mais improvável do mundo. Opõe cristãos de tradição siríaca/assíria, oriundos do Médio Oriente, mas que vivem na Suécia… Só visto, e lido. Espero que gostem, pois deu-me imenso prazer fazer.

Por falar em Médio Oriente, o Papa Francisco encontra-se em Abu Dhabi. Ainda agora acabou de falar num encontro inter-religioso, em que disse que ou se constrói o futuro em conjunto,ou não haverá futuro de todo. Ontem, antes de partir, rezou de forma especial pela paz no Iémen, um conflito esquecido por muitos, em que quem mais sofre continuam a ser as crianças.

Na Holanda chegou finalmente ao fim a maratona religiosa em defesa da família Tamrazyan. Batei e abrir-se-vos-á… Os cristãos holandeses bem bateram, e a família viu abrir-se a porta.

Nota ainda para o facto de o Papa ter enviado flores às religiosas do Vaticano e para a descoberta de uma capela quinhentista em Cabo Verde.

Em anexo mando o convite para a Caminhada de Namorados e Casais Novos promovida pela Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa e deixo-vos com o convite para ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing sobre a importância do latim para a civilização ocidental.



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