Thursday, 2 December 2021

Papa em Chipre e Comissão Independente formada

O Papa chegou esta quinta-feira a Chipre. No seu primeiro discurso, aos fiéis católicos de rito maronita, Francisco pediu uma Igreja paciente e fraterna, sem muros.

Mais tarde, às autoridades civis e políticas comparou Chipre a uma pérola e pediu o fim do sectarismo e nacionalismo para alcançar a paz na ilha, dividida entre turcos e gregos. Esta é uma visita que tem também uma grande carga ecuménica.

Decorreu também hoje a conferência de imprensa de apresentação da comissão independente para investigar os abusos sexuais na Igreja Católica. O organismo liderado por Pedro Strecht vai apresentar o seu relatório até ao final de 2022 e quer dar voz às vítimas.

Não foi um caso de abusos sexuais, mas uma relação “ambígua” com uma mulher que levou à resignação do arcebispo de Paris, aceite esta quinta-feira pelo Papa.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing. Em tempo de Advento o autor Francis X. Maier desafia-vos a conhecer a figura de um jesuíta assassinado pelos nazis mesmo antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Vale bem a pena ler!

Wednesday, 1 December 2021

Gratidão, Expectativa e Advento

Francis X. Maier

Este ano o Natal – aliás, peço desculpa, a época festiva – começou no início de Outubro. Foi nessa altura que vi o meu primeiro anúncio pré-Black Friday. Sim, parece um bocado prematuro, mas nunca é cedo para começar a comprar coisas. E numa economia em crise a satisfação dos nossos apetites, comprando mais do que quer que seja, é uma espécie de juramento da bandeira patriótico, real e muito prático. Falando por mim, gosto sempre de preparar estes festejos de Outono lendo dois dos meus textos festivos favoritos.

O primeiro é um clássico ensaio de Natal de Neio Postman, “A Parábola da Mancha no Colarinho”, sobre uma dona de casa despassarada que compra o detergente errado para as camisas brancas do marido. Podem ler aqui. Postman nota que “os anúncios de televisão são uma espécie de literatura religiosa. Comentá-los de forma séria é um exercício de hermenêutica, um ramo da teologia que se ocupa da interpretação e explicação das Escrituras”.

Os anúncios de televisão mais importantes, diz ele – e recordemos que o comércio de Natal tem um papel salvífico para muitas empresas – “assumem a forma de parábolas organizadas em torno de uma teologia coerente. Como todas as parábolas religiosas, propõem um conceito de pecado, apontam o caminho de redenção e uma visão do Céu. Também sugerem quais são as raízes do mal e quais as obrigações dos santos”.

Postman escreve:

Nas parábolas dos anúncios de televisão, a causa do mal é a Inocência Tecnológica, o desconhecimento dos detalhes dos sucessos benévolos do progresso industrial. Esse desconhecimento é a principal fonte da infelicidade, humilhação e discórdia na vida. E como se vê de forma poderosa na parábola da mancha, as consequências dessa inocência podem surgir a qualquer momento, sem aviso, e com toda a força da sua acção fulminante.

Acrescenta:

Não é fácil saber precisamente quando, como povo religioso, trocámos a nossa fé nas ideias tradicionais de Deus pela crença na força enobrecedora da Tecnologia, mas os anúncios de televisão constituem a maior fonte de literatura que possuímos sobre este nosso novo compromisso espiritual.

Tal como outros textos religiosos, “A Parábola da Mancha no Colarinho”, agora já com cerca de 40 anos, perdeu algum do seu contexto social. As críticas feministas e os especialistas em estudos do género podem ser particularmente hostis quanto a esta parábola. Contudo, ela contém um ensinamento-chave da ortodoxia americana moderna: desejar bugigangas é bom; comprar coisas é ainda melhor; e quanto mais quantidade e mais novas forem as coisas, melhor. Menos que isso é suspeito.

Claro que há outra forma de pensar sobre a temporada que começa este domingo, se bem que menos comercial, em tempos conhecido como “Advento”. Incrivelmente ainda há alguns seguidores de Jesus que usam esse termo.

O que me leva a Alfred Delp e o Advento do Coração, o segundo texto que leio sempre nesta altura do ano, e que é muito mais emocionante.

Os americanos nunca viveram uma ditadura política. A última guerra travada no nosso solo acabou há mais de 150 anos. Logo, para muitos de nós é difícil imaginar a vida nos regimes totalitários do século passado. Mas esses regimes, e toda a selvajaria catastrófica que soltaram, foram muito reais, tal como documentado por testemunhas desde Elie Wiesel a Alexander Solzhenitsyn. O Terceiro Reich assassinou milhões de vítimas inocentes, incluindo milhares de mártires cristãos. Alguns, como Dietrich Bonhoeffer, o pastor luterano e teólogo, são bem conhecidos. Alfred Delp, o padre jesuíta alemão, estão entre os mais significativos.

Alfred Delp S.J.

O Advento do Coração é uma coleção dos textos de Delp sobre o Advento escritos entre 1933, o ano em que os Nazis tomaram o poder na Alemanha, e Dezembro de 1944, semanas antes de morrer. Os textos fazem parte de um diário da fé de Delp e revelam uma alma que, mesmo debaixo de opressão brutal, está recheado de uma claridade, caridade, coragem e beleza penetrantes. No seu ensaio “O Advento Eterno”, escrito em 1933 e dirigido aos jovens, Delp escreve:

Como devemos celebrar a festa

Para a qual nos apressamos?

Que aprendamos a celebrá-la

Livres da avalanche de ninharias

Com as quais, tão facilmente, se submerge

O grande sentido deste dia santo

Que possamos encarar de frente

A grande, santa realidade do Natal.

No Advento do Coração encontram-se ainda as notas de Delp sobre o Advento de 1935, bem como as homilias e meditações sobre o Advento dos anos entre 1941 e 1944 e ainda as meditações da prisão de Tegel, das últimas semanas da sua vida. Quando a guerra começou a virar-se contra a Alemanha, aumentaram os bombardeamentos aliados e a repressão Nazi contra a dissidência subiu de tom. Delp continuou a enfatizar três temas do Advento: gratidão pelo dom da vida; esperança e alegria na expectativa do Natal; e confiança inabalável na Segunda Vinda de Cristo, o seu triunfo e a sua justiça.

Em 1942-1943, com o apoio do seu superior jesuíta, Delp juntou-se ao Círculo Kreisau, um grupo de resistência cristã preocupado com a reconstrução de uma Alemanha desnazificada depois da guerra. Juntamente com muitos outros, foi detido em Julho de 1944 depois de uma tentativa falhada para matar Hitler, apesar de não ter tido qualquer envolvimento. Foi interrogado e torturado durante seis meses. Algumas das suas meditações de Advento foram escritas em algemas e contrabandeadas para fora da prisão no meio da roupa suja. Em Janeiro de 1945 foi condenado por traição e sentenciado à morte pelo juiz homicida Roland Freisler, que presidia ao Tribunal Popular do Terceiro Reich. No dia 2 de Fevereiro de 1945 foi enforcado. Menos de 24 horas mais tarde, num pormenor de justiça divina, Roland Freisler morreu, atingido diretamente por uma bomba americana.

Entre as palavras de Delp que nos chegaram encontram-se estas:

Jamais experimentaremos o nosso desejo primordial e saudoso por Deus de forma mais activa e desperta que nesta época… O Advento é o tempo do que busca Deus. O desejo original contido em cada coração humano é um grande impulso em direcção ao Deus distante e escondido, um anseio para caminhar naquela longínqua e esquecida pátria da alma. Esse anseio é o que a Igreja exprime, tanto na sua atitude interior como na liturgia desta época.

Alfred Delp morreu a acreditar nessas palavras. Podemos pelo menos tentar vivê-las neste advento e, ao fazê-lo, entrar no verdadeiro coração do Natal.


Francis X. Maier é conselheiro e assistente especial do arcebispo Charles Chaput há 23 anos. Antes serviu como Chefe de Redação do National Catholic Register, entre 1978-93 e secretário para as comunidades da Arquidiocese de Denver entre 1993-96.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na sexta-feira, 26 de Novembro de 2021)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Friday, 26 November 2021

Ninguém é tão frágil que não possa rezar

A diocese do Algarve está a investigar um alegado caso de abusos sexuais, que terá mais de três décadas. Este caso já foi acrescentado à cronologia que mantenho no blog.

Não há ninguém tão frágil que não possa rezar, diz o Papa Francisco, numa mensagem em que criticou as pessoas que tentam impedir o acesso dos deficientes aos sacramentos.

Viana do Castelo vai ter um novo bispo a partir deste fim-de-semana, e em Lisboa vão ser ordenados 14 novos diáconos.

O outro dia chamei a vossa atenção para a venda de objetos de artesanato feitos por cristãos da Terra Santa. O cartaz em questão diz que a venda será na Rua Anchieta, mas fui informado de que na verdade será dentro da Basílica dos Mártires, logo ali ao lado, no Chiado. Não deixem de lá ir.

E não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing sobre famílias numerosas e a discriminação de que são alvo nos nossos tempos.

Wednesday, 24 November 2021

Missões Várias

As bravas mulheres religiosas da rede Talitha Kum, contra o tráfico humano, vão lançar amanhã uma campanha para alertar para o risco acrescido deste problema com o aumento da pobreza. Saiba mais sobre esta missão aqui.

Com a aproximação do Natal a Fundação Fé e Cooperação também volta à campanha dos Presentes Solidários. É outra forma de missão.

E por falar em solidariedade, os cristãos de Belém, na Terra Santa, têm alguns artigos de artesanato à venda em Lisboa. Os próprios não conseguiram vir cá vender este ano, mas o material estava armazenado e cada peça comprada é uma ajuda na grande missão de manter a fé em Cristo viva na terra onde Ele nasceu. Vejam mais informações no cartaz.

Desafio-vos a ler a entrevista desta semana da Renascença e da Ecclesia ao responsável pela Missão País, talvez um dos melhores exemplos de nova evangelização que existe na actualidade!

A sua família é numerosa? A do David Bonagura é e ele refere neste artigo do The Catholic Thing algumas das bocas e preconceitos de que tem sido alvo ao longo destes anos. Devo admitir que a minha experiência tem sido mais positiva, embora também tenha algumas histórias para contar. Aproveitem para partilhar as vossas histórias e experiências nos comentários.

O Último Preconceito Socialmente Aceite

David G. Bonagura Jr.
“Julgava-te mais inteligente que isso”, e “já chega!” foram dois dos comentários que recebi de amigos de infância que voltei a ver recentemente num velório, depois de vários anos. Estavam em choque com a notícia de que eu tenho seis filhos.

Como muitos leitores do The Catholic Thing, alguns dos quais com o dobro dos meus filhos, sabem, estes estão entre os comentários mais polidos que os pais de famílias numerosas recebem de pessoas incrédulas, gozonas ou frequentemente hostis. Nesta minha experiência recente pelo menos esses dois amigos não recorreram a golpes sujos, como às vezes acontece. Desse género o menos pessoal é o recorrentemente usado: “mas vocês não têm televisão?”

A nossa sociedade já não tolera comentários ofensivos sobre a aparência ou a etnia de alguém. Não é aceitável, na maior parte dos casos, ridicularizar uma pessoa por causa da sua religião, apesar de a religião em si ser um alvo comum dos intelectuais “iluminados” e das figuras públicas. Já lá vai o tempo em que o anticatolicismo era considerado o “último preconceito socialmente aceite”. Mas as acções preconceituosas, desde comentários ofensivos a vandalismo de estátuas, costumam ser recebidas por legiões de defensores, tanto institucionais como individuais, que estão dispostos a dar o corpo ao manifesto pela fé. Pelo menos os detratores não podem ser anticatólicos e sair incólumes.

De igual forma, hoje estamos proibidos de comentar sobre o “estilo de vida” de outro – ou pelo menos de certas escolhas. O caixa do supermercado não dirá nada sobre o cliente com vários piercings, tatuagens, roupa rasgada e cabelo pintado de roxo. As redes sociais suspendem as contas de utilizadores que fazem comentários negativos nesse sentido, ainda que a admissão dessas mesmas “escolhas de estilo de vida” fosse impensável há uns anos. 

Mas quando se chega ao “estilo de vida” de ter uma família numerosa, o filtro pessoal e social desaparece. Depois de deixar passar o punk, porque é que o caixa se sente obrigado a perguntar-me se são todos meus quando me aproximo com os meus filhos? As redes sociais exercem algum tipo de vigilância em defesa daqueles que são ridicularizados por ter famílias numerosas? Desde estranhos a conhecidos, parece que as pessoas simplesmente não conseguem deixar de comentar as famílias grandes. “Eles têm, tipo, seis filhos”, disse recentemente o dentista à sua nova assistente, como se esse facto tivesse alguma coisa a ver com o arranjo dos dentes do meu filho.

Às vezes até gente de ir à missa, bem-intencionada, contribui para este assalto às famílias numerosas. Há anos que ouço, pelo menos uma vez por mês, uma variação da boca “deves ter as mãos cheias”. Mais do que uma vez, depois da missa, alguém usou os dedos para contar os meus filhos na minha presença, como se fosse incompreensível para ele o que estava a ver.

Mas o pior, porém, são as ofensas que os meus filhos adolescentes ouvem dos seus pares, de tempos a tempos, sobre os seus pais. Não os posso reproduzir aqui para este público bem-educado, mas não terão dificuldades em imaginá-los.

Tantos golpes, vindos de todos os lados, levam-me a concluir que esta animosidade para com famílias numerosas é o último preconceito aceitável na América.

Os pais de famílias numerosas sabem muito bem que estão nas margens de uma sociedade que transformou as crianças em comodidades, em vez de as colocar no centro, enquanto objetivo, da vida de casal. Na Cultura da Morte as famílias pequenas são a norma esperada. Afinal de contas, quantas pessoas são encorajadas agora a pensar na maçada que é criar crianças durante anos a fio, prejudicando assim o tempo de lazer do pai e da mãe.

A família d'Avillez saúda a Cultura da Morte

E agora, com a ideologia do clima no pico da moda, devemos esperar que as famílias pequenas se tornem não apenas a norma, mas mesmo um requisito? Os especialistas em alterações climáticas dizem-nos que a melhor forma de cortar com as emissões de carbono é reduzir o número de filhos. Da ridicularização dos pais que têm muitos filhos até à pressão para que não os tenham, é um curto passo.


A Cultura da Morte e a ideologia do clima têm sido perigosamente bem-sucedidas na sua missão: em vários países do mundo há uma queda populacional, com governos na Europa e na Ásia a pagar às famílias para terem mais filhos. E por “mais” querem dizer um, dois ou pelo menos três, por oposição a nenhum. Estes esforços não acontecem para afirmar o bem que são as crianças, porém, mas para limitar as consequências de um inverno demográfico. Já não há nação sobre a terra que cultive aquilo que em tempos era compreendido pelo termo “típica família católica irlandesa”.

Num mundo assim as famílias numerosas continuarão a ser um alvo a abater. São sinais de contradição: testemunhos de vida, amor e sacrifício numa cultura que optou pela morte, apatia e egoísmo. As reações automáticas quando se vêem muitos filhos revelam claramente uma consciência pesada.

Uma vez que a principal razão pela qual pais católicos optam por ter muitos filhos, nos dias de hoje, é o amor a Deus, encontramo-nos novamente, nesta nossa era descristianizada e secular, na posição do Povo de Israel, diante da escolha apresentada por Deus.

Ponho diante de vós a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida para viveres, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-te a Ele, porque Ele é a tua vida. (Deut. 30, 19-20)

Talvez nunca tenhamos o equivalente a uma Liga Católica dos Direitos Civis e Religiosos para defender as famílias numerosas da discriminação. Não faz mal, não procuramos defensores neste mundo. Que as famílias numerosas sejam o último preconceito socialmente aceite diz mais sobre os perseguidores do que os perseguidos, que sabiam bem no que se estavam a meter, “porque acreditou em mim, hei de salvá-lo, hei de defendê-lo, porque conheceu o meu nome.” (Salmos, 91,14).

Os pais de famílias numerosas até se podem cansar das bocas e piadas, mas aturá-las-ão com paciência, porque procuram a aprovação de Deus, e não a da sociedade. Temos do Senhor a promessa de que a exclusão social traz a inclusão celestial. Ironicamente, sendo a inclusão o último grito da moda nos círculos iluminados, as famílias numerosas estão a percorrer o caminho mais duro: “Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu”. (Mt. 5, 11-12)


David G. Bonagura, Jr. leciona no Seminário de São José, em Nova Iorque. É autor de Steadfast in Faith: Catholicism and the Challenges of Secularism, que será lançado no próximo inverno pela Cluny Media.

(Publicado pela primeira vez na segunda-feira, 22 de Novembro de 2021 no The Catholic Thing)

© 2021 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Thursday, 18 November 2021

Honestidade, Escuta, Drama e o Casarão

Os meninos de "O Casarão"
O Cardeal Sean O’Malley pede que se façam investigações “honestas e independentes” aos casos de abusos na Igreja.

Em Portugal os Jesuítas abriram um Serviço de Escuta para vítimas de abusos sexuais.

A Cáritas chama atenção para o que descreve como uma “situação muito dramática” na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia.

E estreia esta quinta-feira, no Cinema City em Alvalade, um filme sobre um seminário que foi um farol de liberdade durante o Estado Novo. Podem ler sobre “O Casarão” aqui, mas o melhor é mesmo irem ver o filme! (Trailer no final do post).

Não deixem de ler o artigo desta semana sobre como amar a Igreja, apesar de tanta coisa má que a aflige. É só seguir o exemplo de São Francisco de Assis!


Wednesday, 17 November 2021

Antes do Black Friday, o Red Week

Sílvio Alves Moreira, possível futuro beato
Sabemos como o mundo da liturgia pode ser polémico e cheio de divergências. Nos Estados Unidos, mais do que em muitos outros países! Por isso os bispos americanos escolheram um luso-descendente para pôr a casa em ordem. O bispo Steven J. Lopes tem um percurso peculiar, que vale a pena conhecer.

Estarão a caminho dois novos beatos jesuítas? Pode ser que sim, e um é português.

Por falar em jesuítas, conseguiram resgatar e acolher 220 cidadãos afegãos em Portugal.

Se vir um monumento iluminado de encarnado esta semana, lembre-se dos cristãos perseguidos! Começa hoje o Red Week. É uma iniciativa da AIS.

Ontem fez um mês que foram raptados 17 missionários no Haiti, incluindo cinco crianças. Há que rezar para que estejam bem!

Como amar uma Igreja que está assolada por crises, guerrinhas e polémicas? Seguindo o exemplo de São Francisco, explica o padre Thomas Weinandy, no artigo desta semana do The Catholic Thing em português.

E por fim, um desafio para que se inscrevam num curso sobre Ciência e Religião, organizado pela Brotéria, e que se realiza nos dias 20 e 27 de novembro. Podem inscrever-se num dos dias, ou no curso completo, e o programa completo está aqui.

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