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Tuesday, 10 November 2020

Relatório McCarrick: Dores que saram

Demorou, mas chegou. O relatório sobre o caso do ex-cardeal McCarrick foi publicado esta terça-feira. Inclui a informação que se pedia: Como é que aquele homem conseguiu chegar onde chegou, apesar de serem conhecidos já boatos sobre o seu comportamento e abusos? Nem todos ficam bem na fotografia e é leitura que dói. Dói mas sara!

Há uma década que não existiam tantas restrições à liberdade religiosa no mundo. A conclusão é da Pew Research Forum e diz respeito a dados coligidos até 2018. Portugal sai-se bem no estudo.

O presidente da Conferência Episcopal de Itália está gravemente doente com Covid-19 e em Portugal já morreram alguns padres da doença que continua a dar cabo do nosso juízo. Com as novas restrições, os habitantes dos concelhos com recolher obrigatório estão sem saber como ir à missa ao domingo, enquanto as dioceses procuram soluções.

De Angola chega a notícia da morte do arcebispo de Malanje, de doença súbita, aos 74 anos, enquanto em Portugal temos o nosso D. António Marto hospitalizado, mas aparentemente estável.

Thursday, 17 October 2019

Cristãos em queda nos EUA e aliviados na Síria

Inês Leitão
O Cristianismo continua a perder peso nos Estados Unidos, com o número de pessoa que se identificam com esta religião a cair 12 pontos percentuais nos últimos dez anos.

Na Síria chegámos a um ponto em que a operação “Primavera da Paz” se está a transformar na operação “Pesadelo de Erdogan”. A bola parece estar no campo dos curdos, agora, mas os cristãos contactados pela Ajuda à Igreja que Sofre dizem-se aliviados pela chegada das tropas leais ao regime de Bashar al-Assad.

No dia para a erradicação da Pobreza a Renascença falou com Inês Leitão, a realizadora que foi a Moçambique ver o que a Cáritas tem feito para ajudar as vítimas dos ciclones.

Se não conhece ainda, fique a conhecer o trabalho feito pela Irmandade da Misericórdia de São Roque, que cumpre o importantíssimo trabalho de sepultar os mortos que não têm ninguém.

O artigo desta semana do The Catholic Thing é da autoria de Michael Pakaluk, que analisa o mais recente livro de R.R. Reno. Vale a pena ler.

Friday, 22 June 2018

Fé e Liberdade, pelos vistos, é em Portugal

Magalhães Crespo
O Papa esteve ontem em Genebra para um importante encontro ecuménico em que pediu às igrejas que “as distâncias não sejam desculpa” para não dialogar e pediu um novo ímpeto de evangelização para unir ainda mais os cristãos.

Portugal é dos países com menos restrições à liberdade religiosa, segundo a Pew Research Center.

foram escolhidos os bispos que vão estar no sínodo dos jovens, em Outubro e a Igreja portuguesa garante que está atenta aos mais novos.

O antigo vice-presidente da Renascença vai receber o Prémio Fé e Liberdade, dado pelo Instituto de Estudos Políticos, da Universidade Católica, este ano.


Friday, 7 April 2017

Terror em Estocolmo, Gorsuch nomeado

Suspeito de atentado em Estocolmo
Mais uma semana, mais um atentado. Desta vez foi em Estocolmo. Tudo aqui. Não se sabe a motivação, ainda… Não há prémio para quem adivinhar.

O candidato de Donald Trump para o Supremo Tribunal foi aprovado pelo Senado. Neil Gorsuch é o 9º juiz do tribunal e a sua nomeação é boa notícia para conservadores.

Trump decidiu ontem à noite bombardear uma base aérea na Síria. O bispo das Forças Armadas portuguesas teme as repercussões… Eu também.

O reitor do santuário de Fátima ainda tem esperança que a canonização dos pastorinhos seja durante a visita do Papa. O Governo garante que está tudo em ordem para receber Francisco. Aqui encontram informação útil sobre as formas de lá chegar. Foi lançado esta tarde, no auditório da Renascença, um livro sobre peregrinações a Fátima. As autoras em entrevista,aqui.

Morrem mais cristãos do que nascem, o que significa que, segundo as projecções da Pew Research Center, daqui a algumas décadas os muçulmanos ultrapassarão os cristãos no mundo. A culpa é da Europa.


Wednesday, 14 December 2016

Um muçulmano, um cristão e um judeu entram numa escola... Quem fica mais tempo?

No mundo os cristãos tendem a ter mais anos de estudo formal do que os muçulmanos, embora ambos fiquem bem atrás dos judeus. Já em Portugal são os muçulmanos que estudam mais que os cristãos, mas sempre atrás dos judeus… São os resultados de um novo estudo feito pela Pew Research Forum, que tem outros dados interessantes sobre este assunto.

O terrível atentado do passado domingo, contra a comunidade copta no Egipto, foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Quem estiver surpreendido que ponha a mão no ar…

Terminou definitivamente a batalha por Alepo. Depois de anos de divisão, a cidade está agora inteiramente controlada pelo regime. Agora temem-se eventuais atrocidades cometidas pelas milícias pró-regime. Entretanto em Beja saiu-se à rua em manifestação pela paz nesta e noutras partes do mundo.

Os padres de Bragança-Miranda vão aprender a “comunicar Deus”.

Devido à minha ausência poderão não ter dado pelo artigo do The Catholic Thing de há duas semanas, em que David Warren pergunta o que seria se a Igreja fosse dirigida apenas por homens do calibre do Leão de Münster. Saiba porquê aqui…

Wednesday, 26 October 2016

Secularismo: Um Sistema Feito para Falhar

São João Paulo II, cuja festa celebrámos sábado passado, disse e fez muitas coisas que serão recordadas durante anos fora da Igreja. Mas recentemente li uma frase dele na interessante autobiografia de Michael Novak, de 2013, “Writing from Left to Right” que me apanhou de surpresa. Depois de um jantar no Vaticano, Novak congratulou o Papa pela queda do Comunismo. João Paulo respondeu mais ou menos nestes termos (Novak cita de memória), “livrar-nos desse sistema absurdo não foi milagre nenhum. Era uma questão de tempo. Foi feito para falhar.”

Os soviéticos tinham um grande exército; mais armas nucleares do que os Estados Unidos; um sistema policial e aparelho de Estado impiedosos; países satélite na Europa de Leste e Central; entrepostos em Cuba, África, Ásia e América Central e uma rede de simpatizantes comunistas e aliados à volta do mundo, incluindo os Estados Unidos. E contudo, à medida que o tempo passava e a sua incompatibilidade com o divino e o humano se revelava, tudo virou pó.

Claro que para isso contribuiu também a enorme coragem de muitas pessoas, como Solzhenitsyn, Sharansky, Havel, Walesa e muitos outros – incluindo mártires como o padre Jerzy Popieulsko, compatriota de Karol Wojtyla e milhares de outros nos campos de concentração e nas gulags. Ainda assim, o comentário feito por João Paulo II – em privado, sem cerimónias, como se estivesse simplesmente a afirmar o óbvio – mostra, de forma muito resumida, como um espírito profundo olhava para uma força maligna que – de acordo com a bitola meramente mundana do poder – podia ter durado indefinidamente: “Era uma questão de tempo. Foi feito para falhar”.

Nos nossos dias a América foi tomada por um secularismo ideológico e agressivo que parece estar a tornar-se norma do Ocidente e ter vindo para ficar por tempos indeterminados – uma marcha em câmara lenta rumo a um novo socialismo desumano. (Sendo que o actual espectáculo eleitoral não dá qualquer indício de produzir um resultado capaz de o combater). Por isso é bom recordar por que razão este tipo de sistema tem tudo para – provavelmente mais a curto prazo do que a longo – falhar.

Claro que há amplas razões humanas e culturais pelas quais o humanismo ideológico não é compatível com uma vida humana plena. Mas primeiro pensei que poderia ser útil ver umas provas concretas. A sempre útil Pew Research Center conduz estudos equilibrados e bem feitos da religião na vida pública. O seu estudo global, por exemplo, revela que os “nones”, ou seja, aqueles que não professam qualquer religião (e, por alguma razão, os budistas), têm as taxas mais baixas de nascença, muito abaixo da taxa de substituição, enquanto os cristãos e os muçulmanos têm as mais altas. Embora haja previsão de os “nones” crescerem um pouco nas próximas décadas, vão diminuir bruscamente enquanto percentagem da população global. Cristãos e muçulmanos serão, cada um, um terço da população mundial em 2100.

Na América os padrões são um bocado piores que o cenário global: Os “nones” devem continuar a crescer até serem cerca de 25%, mas os cristãos continuarão a constituir 66% da população do país em 2050 (um bocado abaixo dos 70% actuais).

A Pew limita-se, e bem, a analisar números. Mas que tipo de cristãos e de “nones” é que teremos em 2050? Essa é que é a questão central. Desde que cheguei a Washington nos anos 80, quando a religiosidade estava em ascensão, já vi como as tendências podem mudar. O Espírito sopra onde quer e à medida que as vidas dos “nones” se tornam mais e mais inegavelmente insípidas, como já acontece em partes da Europa, poderemos ser surpreendidos por ressurgimentos repentinos.

Tudo virou pó
Na encíclica Rerum Novarum, de 1891 – o texto fundacional da doutrina social católica dos tempos modernos – Leão XIII listou várias razões pelas quais o socialismo estava destinado a falhar. Ele sabia que (por enquanto) o fenómeno estava a aumentar, mas sabia também que era preciso chamar a atenção para os seus profundos erros sobre os seres humanos e a sociedade.

Podemos fazer o mesmo hoje com o inevitável fracasso do humanismo militante:

·         Sem a crença numa dignidade humana que radica no Criador, como se lê na nossa Declaração de Independência, não existe qualquer base para uma sociedade livre para além da fraca mentalidade de “viver e deixar viver”, que deixará de ter qualquer utilidade a partir do momento em que um grupo ou pessoa se torna suficientemente poderosa para dizer “vive assim, ou morre”.

·         Isto é, aliás, precisamente o que estamos a ver nas sociedades democráticas avançadas, um regime autoritário de direitos – alguns absurdos e novos como o casamento homossexual e as normas de casas de banho para transgéneros – que negam não só a história, a razão, a religião e a biologia, mas até o senso comum.

·         Tal como na antiga União Soviética, o regime levará a cabo esforços cada vez mais agressivos para sustentar uma visão da pessoa e da sociedade que na verdade se mina a si própria, mas trata-se de uma proposição falhada. Mesmo os pagãos sabiam que ser pode “expulsar a Natureza com uma forquilha, mas ela volta sempre”.

·         Que as Igrejas e as instituições formadoras de cultura, tais como as universidades e os media, parecem incapazes de compreender esta tendência, ou estão mesmo comprometidos com ela, é irritante. Mas no final de contas pouco importa. Quando o ciclo se completar, voltarão a cumprir as suas funções mais nobres.

·         Os secularistas militantes pensam que não estão a fazer nem mais nem menos do que ajudar a conduzir a história no rumo certo. Mas não existe um simples rumo. O desapontamento com os resultados – tal como aconteceu quando o a história não conduziu inevitavelmente ao “socialismo científico” – poderá bem ser o maior impulso para um renovamento espiritual.

Podíamos continuar, mas vocês percebem a ideia.

Claro que não sei quando é que tudo isto vai passar, mas para saber que falhará basta ter a confiança revelada por João Paulo II de que existe um Deus e uma natureza humana; que as sociedades, por mais decaídas, não o estão para sempre nem se encontram para lá da salvação; que os esquemas que são feitos para falhar, falharão.

O nosso desafio passa por ter o cuidado de viver bem entretanto e preparar-nos – e os espaços em redor – para o que inevitavelmente seguirá. 


Robert Royal é editor de The Catholic Thing e presidente do Faith and Reason Institute em Washington D.C. O seu mais recente livro é A Deeper Vision: The Catholic Intellectual Tradition in the Twentieth Century, da Ignatius Press. The God That Did Not Fail: How Religion Built and Sustains the West está também disponível pela Encounter Books.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Segunda-feira, 26 de Outubro de 2016)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 19 December 2012

I want to believe!

Mulder queria fazer parte dos 84%?
Anuncio-vos uma boa nova! Depois de um mês de interrupção regressam os artigos em português de The Catholic Thing. Esta semana Howard Kainz fala do mito da Superpopulação.


E vai em seis o Patriarcas que deixam vagos os seus tronos em 2012… Agora foi o Patriarca dos Caldeus. Não morreu, mas renunciou. Em Janeiro teremos substituto.

O que é que você faria se no seu país estivesse a decorrer uma campanha de inoculação contra a poliomielite? Se é amigo dos Talibans então é natural que a sua resposta envolva assassinatos a sangue frio de funcionárias de saúde… afinal de contas o que é a campanha contra esta doença terrível que não uma tentativa de esterilizar muçulmanos?

Continuamos com o ranking de notícias de religião de 2012 e hoje entramos no Top 3. Então em terceiro lugar temos a autêntica montanha russa que foram as conversações entre os tradicionalistas da Sociedade de São Pio X e Roma.

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