Wednesday, 19 June 2013

D. Manuel preside à CEP, Lourdes debaixo de água

Lourdes, a dois dias do Verão

Tudo indica que João Paulo II vai ser canonizado ainda este ano, provavelmente em Outubro. A data não é oficial ainda mas o segundo milagre por intercessão do Papa polaco foi aprovado, deixando o caminho aberto.




No Egipto cresce a preocupação com a islamização da sociedade depois de uma professora cristã ter sido condenada a pagar uma multa de mais de 10,500 euros por insultar o Islão. Pelos vistos compensa é ser membro de um grupo terrorista islâmico, como o recém-nomeado governador de Luxor.


As Pequenas Almas Sofredoras III: Brendan Kelly de Great Falls

(Este é o segundo artigo de Austin Ruse sobre este tema. O primeiro encontra-se aqui e o segundo, aqui)

Duas semanas antes de morrer, quando tinha 16 anos, Brendan Kelly foi-se deitar com a ajuda de uma tia. Os tratamentos à base de esteróides, usados para combater o desgaste causado pela quimioterapia, tinham levado este rapaz, já por si grande, a pesar mais de 90 quilos. Portanto era difícil pô-lo na cama, ainda mais por causa das feridas que lhe cobriam todo o corpo.

Todo o seu corpo doía, excepto a cabeça. Por isso a sua tia fez-lhe umas festinhas na fronte e ele disse: “Tia Kelly, estou tão feliz. Tudo o que é preciso para se ser feliz é abrir o coração a Jesus”.

Uma psiquiatra que tinha sido contratada para o ajudar a ultrapassar as principais dificuldades causadas pela leucemia acabou por não cobrar a maioria das consultas. Depois de ele morrer ela disse que falar com Brendan era como falar com Deus. Como é que se pode cobrar uma experiência dessas? Disse também que a morte do rapaz tinha sido a experiência mais difícil da sua vida.

O Brendan tinha uma capacidade sobrenatural de identificar a dor dos outros e de a curar, como um cirurgião. A sua mãe era treinadora da equipa de basebol das raparigas. Uma das miúdas na equipa vinha de uma família disfuncional. Era má e pouco comunicativa. Mas o Brendan não lhe deu descanso, sentava-se com ela, encostava a cabeça no seu ombro, falava com ela, tentava fazê-la rir e falava-lhe de Jesus.

Durou semanas. De início ela odiou. Eventualmente sorriu, depois riu-se e eventualmente transformou-se numa pessoa inteiramente nova, que ainda hoje é. Este género de coisas era uma constante na vida de Brendan.

O Brendan nasceu com trissomia 21. Aos quatro anos foi diagnosticado com leucemia, um cancro com altos índices de remissão, mas cujo tratamento é devastador. Inunda-se o corpo de quimioterapia e depois dá-se doses cavalares de esteróides. Isto pode ser feito intervaladamente durante meses e os efeitos são terríveis.

Após o diagnóstico a sua família candidatou-se à fundação Make-a-Wish: Ele queria conhecer o Papa. De início a fundação não acreditou, até então nenhuma outra criança tinha feito esse pedido. Por isso encontraram-se com ele em privado. Ofereceram-lhe a Disney World, uma viagem de submarino e encontros com estrelas de basebol. Queriam garantir que o encontro com o Papa era o seu desejo e não o dos seus pais. Mas ele insistiu.

Em Setembro de 2001 a família juntou-se a outras em Castel Gandolfo, para se encontrarem com João Paulo II. Quando o Papa entrou, em vez de esperar pela sua vez, o Brendan correu de encontro a ele e deu-lhe o braço enquanto ele cumprimentava todos os outros peregrinos. O Brendan não saía de lá por nada, e o Papa estava encantado. Passou o tempo todo a olhar para ele e a sorrir.

Quando o Papa começou a sair, aliás, quando já estava fora da porta e a desaparecer de vista, o Brendan gritou: “Adeus Papa!”. João Paulo Magno voltou atrás e a família tirou a fotografia que ilustra este artigo.
 
Brendan Kelly encanta João Paulo II
O Brendan era um místico. Conversava continuamente com Jesus e com o seu anjo da guarda. Depois de se confessar, certa noite, fez uma penitência que durou muito tempo. Lá fora o seu pai perguntou-lhe o que tinha demorado tanto. O Brendan respondeu que tinha estado a falar com Jesus. “No sacrário?”, perguntou o seu pai. “Não, na luz por cima do sacrário”, respondeu. Segundo o pároco, padre Drummond, não havia uma única luz acesa na Igreja.

O Brendan não passava por uma Igreja sem soprar um beijo e gritar, “Olá Jesus”. Esta reacção era para ele tão natural que um padre do Opus Dei ainda a usa como exemplo de um estado avançado de vida interior.

Estava tão apaixonado pela Eucaristia que depois da quimioterapia, quando ele tinha de estar em isolamento porque o seu sistema imunitário estava de rastos, a família ficava à porta da Igreja, dentro do carro. Quando chegava altura da comunhão o padre Drummond descia do altar, saía da Igreja e dava a Brendan o Santíssimo Sacramento através da janela.

A leucemia perseguiu-o durante a sua vida quase toda. Foi diagnosticado aos quatro anos e foi submetido a um tratamento de dois anos e meio. Regressou aos 10 anos e foram mais dois anos de tratamento. Aos 14 voltou de novo e fez um transplante de medula.

Oferecia o seu sofrimento pelos outros. Entre as suas intenções especiais estava a Bella Santorum [filha do político Rick Santorum], que devia ter morrido à nascença devido às suas malformações. Quando estava a sofrer de forma particularmente dura o Brendan gritava: “Amo-te Bella”. A Bella ainda vive.

Há muitas histórias fantásticas sobre Brendan Kelly. Certo dia o seu pai recebeu um e-mail urgente de um colega que tinha acabado de ser feito refém por terroristas em Bombaím e pedia as orações de Brendan. O Brendan fê-lo e disse que o homem seria salvo. O facto de ele ter sido salvo nessa mesma noite é menos interessante do que, num momento de absoluto terror, ele tenha solicitado a intercessão de um rapaz com síndrome de Down e leucemia.

O Brendan era um rapaz normal. Adorava desporto e filmes e tinha um sentido de humor infantil. Não queria estar doente, nem morrer, e perguntava porque é que Deus atendia todas as orações que ele fazia por outros, mas não por ele mesmo. Por vezes sofria de ansiedade e até depressão. O padre Drummond diz que até isto o Brendan estava disposto a carregar como a sua cruz.

Quando o padre Drummond lhe perguntou se queria ser acólito ele respondeu imediatamente que sim. Quando lhe disseram que teria de usar uma batina e uma sobrepeliz ficou com um olhar distante e sussurrou: “adoro-os”.

Brendan Kelly foi sepultado há um mês com a sua batina e a sobrepeliz. Brendan Kelly, rogai por nós.


Austin Ruse é presidente do Catholic Family & Human Rights Institute (C-FAM), sedeado em Nova Iorque e em Washington D.C., uma instituição de pesquisa que se concentra unicamente nas políticas sociais internacionais. As opiniões aqui expressas são apenas as dele e não reflectem necessariamente as políticas ou as posições da C-FAM.

(Publicado pela primeira vez na Sexta-feira, 14 de Junho 2013 em The Catholic Thing)


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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Friday, 14 June 2013

Super-Homem kosher e Teologia do Corpo

Com o destino do mundo em perigo...
o Shabat vai ter de esperar!
“O nosso corpo foi feito para a comunhão”, quem o diz é um dos organizadores do simpósio sobre a Teologia do Corpo, que começou ontem em Fátima e termina no domingo.


A grande pergunta do dia é… Super-Homem era judeu? Há quem diga que sim. O nome é uma das pistas: Kal-El é parecido com “Voz de Deus” em hebraico.


O Papa Francisco encontrou-se hoje com o Arcebispo de Cantuária. Consideram-se aliados nas causas da família, entre outras coisas.


O Nosso Corpo Foi Feito para a Comunhão

A criação de Eva
Transcrição integral da entrevista feita ao padre Miguel Pereira e a Maria José Vilaça, a propósito do IV Simpósio sobre Teologia do Corpo, que se está a realizar em Fátima. A notícia encontra-se aqui.

Como é que surgiu a ideia de organizar este simpósio?
Maria José Vilaça: Desde 2003, quando esteve cá o Christopher West, começámos a acompanhar a Teologia do Corpo e a deixarmo-nos fascinar por tudo isto e começámos a ir aos simpósios internacionais na Europa, Áustria 2007 e Irlanda 2009. Desde aí surgiu a ideia de fazer um em Fátima, curiosamente os estrangeiros que lá estavam, incluindo muitos americanos e sul-americanos, vieram pedir para fazermos em Fátima.

Não é organizada só por nós, conta com a participação do professor Peter Colosi, professor de Filosofia no Seminário de São Carlos Borromeu, em Filadélfia, e ele coordena isto com uma organização local.

Padre Miguel: Somos mais ou menos 12 pessoas em Portugal, sempre em contacto com o Peter Colosi e fazemos essa ligação com ele, vamos informando-o sobre o que acontece localmente, para ele ir dinamizando até em relação a recolha de fundos.

A Teologia do Corpo, para quem não conhece, o que é?
Padre Miguel: O Papa João Paulo II esteve na comissão que redigiu o primeiro esboço da encíclica “Humanae Vitae”. Foi uma encíclica muito complicada e de difícil acolhimento porque pedia uma grande conversão. A encíclica foi promulgada por Paulo VI em 1968, depois de uma viagem que fez a Fátima, e falava especialmente dos temas relacionados com a vida, sobretudo aborto, contracepção, relações sexuais, estamos a falar do âmbito da intimidade conjugal. E como pedia aí uma grande atenção e que demorássemos ali algum tempo, não foi muito bem acolhida.

O Papa João Paulo II esteve na comissão que redigiu o primeiro esboço do Humane Vitae, e ficou ali com um bichinho. O Papa Paulo VI dizia que para entender o texto tinha de se conceber uma antropologia adequada, uma maneira cristã de conceber o homem, capaz de dizer as razões do proceder. Foi nesse texto que o Papa trabalhou desde 68 a 79. Em 79, já Papa, ele queria ter editado o livro, mas como foi eleito Papa disseram-lhe que não podia publicar sem ser magistério. Então, o Papa João Paulo II dividiu o livro em 169 catequeses, mais seis sobre o Cântico dos Cânticos. A partir da palavra de Deus e a partir da filosofia personalista e da fenomenologia ele compõe uma maneira de ver o mundo que torna possível não só entender mas passar a viver uma experiência diferente na nossa intimidade. Isto é assim o básico da história.

Em relação ao conteúdo das catequeses, o Papa faz uma catequese bíblica, ou seja pega em várias passagens da Sagrada Escritura para explicar o que é o homem. Primeiro, no princípio o que Deus quis para o homem, porque Deus diz que criou o homem à sua imagem e semelhança, e quando procuramos a imagem e semelhança de Deus em cada um de nós procuramos normalmente na nossa alma, nas coisas que nos chamam para o belo, o eterno, o bom, o verdadeiro. Muito ao género do que é mais espiritual.

Mas o Papa diz que não só no Espírito mas também no corpo Deus deixou marcas daquilo que é. É importante perceber, se Deus é comunhão, as marcas que Deus deixa no nosso ser são sempre marcas de comunhão. Quando Deus cria, cria-os homem e mulher. Deus diz “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, depois diz “Assim aconteceu. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Homem e mulher os criou”. E podemos questionar-nos, porquê homem e mulher? Porque não criou só um, fantástico? Porque é que criou dois? E dois que na sua sexualidade se complementam, dois que são feitos na relação um com o outro? A marca de Deus é este sinal da relação, feita não apenas a nível mental, psicológico e espiritual, mas também a nível do corpo.

Se isto é assim quer dizer que o nosso corpo é feito para a comunhão, que também o nosso corpo foi feito para tocar o mistério de Deus, da Santíssima Trindade. E se é assim a nossa vida precisa de dar uma volta. Se o nosso corpo foi feito para amar a Deus e só para isso, é importante que todos os nossos gestos falem de amor, e também a nossa sexualidade.

O Papa diz que a relação sexual é o lugar da maior intimidade, onde as pessoas se entregam mais, porque entregam não só o seu pensar, não contam apenas as suas ideias, entregam-se a si próprias. Depois de me entregar na relação sexual que tenho com o meu cônjuge não há mais nada a entregar, porque já entreguei o meu corpo, é por isso que também existem tantas feridas, em tantos e tantos casais, que não se respeitaram nessa entrega. Porque sendo esse um lugar para chegar tão alto ao amor de Deus, se em vez de amarmos utilizarmos as pessoas também se desce muito fundo, deixam-se marcas muito profundas.

O Papa tinha este conhecimento porque antes de ser Papa, em Cracóvia, primeiro como padre e depois como cardeal, fez uma experiência muito importante, a que ele chamava a rede, um género de equipas de casais com quem falava, às vezes até individualmente. Ele tinha um profundo conhecimento da vida de cada um daqueles, não como quem vive a experiência, mas como quem sabe, como quem vê de fora mas percebe muitas vezes porque como nós estamos tão dentro das relações que não conseguimos ter um olhar claro sobre elas, mas o Papa conseguia tê-lo.

Tobias e Sara
A sociedade em geral tende a pensar que a Igreja tem um olhar negativo e pessimista sobre a sexualidade, mas aqui vemos um discurso completamente diferente do estereótipo…
As pessoas ficam muito admiradas quando falamos da Teologia do Corpo e da maneira que a sua sexualidade foi feita para chegarem tão alto, muitas vezes foram instruídas de forma a privilegiar o espiritual e a descurar o seu corpo. Mas é o próprio São Paulo que diz que o nosso corpo é templo do Espírito Santo. Se o próprio Espírito Santo pode habitar no nosso corpo é porque de certeza que é uma coisa boa. Hoje em dia as pessoas precisam muito disso, de saber que o seu corpo é o maior tesouro que têm, e é por isso que devem respeitá-lo imenso. Quando a Igreja diz que devemos cobrir o corpo e vestir-nos dignamente, não expormos muito o nosso corpo porque pode ser olhado indignamente, não é porque diga que o corpo é mau, pelo contrário, diz que o corpo é muito bom e se tens um tesouro não o dês a qualquer um, dá-o a quem o possa respeitar verdadeiramente.

Apesar de o Papa falar mais para os casais isto tudo implica uma nova forma de ver. Com os meus amigos, com os meus familiares, com os meus filhos, os meus gestos são chamados a ser outra coisa, a ter outro peso. As pessoas ficam surpreendidas porque vêem que afinal toda a sua vida foi feita para ter um peso diferente, uma glória diferente.

Consta que Jesus um dia falou directamente à Madre Teresa de Calcutá e disse “Quero que tu vás onde sem ti eu não consigo ir”. Isto significa que cada vez que estou num lugar estou não só em nome de Deus, mas nos meus gestos aqueles a quem eu amo provam o próprio Deus. Isso é absolutamente extraordinário.

Quando falamos só da sexualidade falamos principalmente daquele que é o maior acto de amor, a maior possibilidade de entrega da vida. Aqui é importante, e o Papa fala disso, que a entrega seja total. Não só do meu corpo, mas também do meu espírito, não só do meu espírito mas também do meu corpo.

Quando isto toca a relação conjugal toca o lugar da maior entrega. Porque no dia do meu casamento eu digo que sou todo teu para o resto da vida e a minha vida vai girar à volta da tua, na presença de Deus, porque eu quero o teu bem. Hoje em dia reduzimos muitas vezes o amor a um sentimento, mas isso não é a verdade toda, o amor é sobretudo uma vontade, a vontade de querer bem ao outro, que implica um gostar, um sentir, este impulso de querer o outro, de querer o bem dele.

Hoje em dia o que acontece muito nos casais é que em vez de se amarem usam-se muito. E o Papa apercebeu-se disso.

Que temas vão ser abordados neste simpósio?
Maria José: Tivemos o cuidado de tornar isto um bocadinho teórico e muito prático. Embora se chame um simpósio de Teologia não é uma coisa inalcançável. No primeiro dia vamos ter uma apresentação sobre a relação da Teologia do Corpo com Fátima. Não só pela questão do Papa Paulo VI ter vindo a Fátima antes de publicar a Humanae Vitae, mas por toda a ligação que João Paulo II estabeleceu, que nos permite concluir que sem Nossa Senhora de Fátima não teria havido Teologia do Corpo, porque o Papa sofreu um atentado no dia 13 de Maio, precisamente o dia em que ia lançar a fundação do Instituto João Paulo II, cujo objectivo é ensinar a teologia do corpo e aprofundar estes temas.

Depois vamos ter um segundo dia em que a maior parte das nossas comunicações vão ser sobre o que é a Teologia do Corpo, portanto vamos ter uma vertente mais académica mas com pessoas com experiência muito grande em falar destes temas, tornando-as mais perceptíveis. A experiência que eu tenho de os ouvir é de repente perceber que a nossa vida vai ter de mudar, isto é tudo tão bonito, Deus gosta de nós de tal maneira, que isto só pode provocar uma mudança na nossa vida.

No fim deste dia de Sexta-feira vamos ter já uma passagem para a parte mais prática, como é que isto se aplica, como é que se vive, e a experiência que as pessoas têm no seu próprio trabalho. Vamos abordar a pornografia, a ausência de pai na sociedade ocidental, um dos dramas com que nos deparamos, vamos ter pessoas a falar sobre a terapia conjugal e como é que a Teologia do Corpo ajuda nisto, vamos ter oradores, já no Sábado, a falar da homossexualidade e da complementaridade entre homem e mulher e depois, no Domingo, vamos ter pessoas de África para falar da experiência da teologia do corpo em África, porque lá acolheram melhor e muito mais rapidamente a teologia do corpo do que na Europa, o que terá a ver com a pureza do coração e a abertura de espírito das pessoas. Convidámos duas pessoas que nos vêm falar dessa experiência e vamos ainda ter uma apresentação sobre a NaProTechnology, que muito pouca gente conhece em Portugal, mas que é uma alternativa à procriação medicamente assistida, chamada NaPro Technology. Vem cá um professor Phil Boyle que vem falar de um estudo que fez com 400 casais que passaram pela procriação medicamente assistida e não tiveram sucesso e que teve consequências complicadas na vida deles, ele vem-nos dar o resultado desta investigação depois de ter usado esta “Natural Procreation Technology”.

No Domingo o tema era a teologia do corpo e a nova evangelização e vamos ter abordagens que nos remetem para a essência do que é a nossa ligação com Deus e vida de comunhão com Deus porque é daí que tudo parte.

Há muitas inscrições?
Pe. Miguel: Está a correr tão bem como esperávamos, ligeiramente acima. Pensava que não íamos ter mais de 120 inscrições, mas como os portugueses se inscrevem sempre em cima da hora, vamos agora com 210. Temos tido muita gente a querer nos ajudar generosamente.

Wednesday, 12 June 2013

Papa a andar de mota?

Será que Francisco também
vai receber um destes?
O Papa Francisco hoje surpreendeu e recebeu um presente. Primeiro meteu a multidão a entoar com ele: “Deus é mais forte que o mal”, e no fim da audiência-geral recebeu… duas Harley Davidson.

Morreu ontem à noite, em Espanha, a freira que detinha o recorde de clausura. Teresita tinha 105 anos e 86 de mosteiro.



O Direito ao Erro e a Morte da Tolerância

Francis Beckwith
“Well, George Lewis told the Englishman, the Italian and the Jew
«You can’t open your mind, boys
To every conceivable point of view»”
Bob  Dylan, High Water (For Charley Patton)


Há vários anos fui convidado para participar num programa de rádio para discutir um dos meus livros. Nem me lembro qual, mas recordo-me perfeitamente de um diálogo com um ouvinte que ligou. Ele estava claramente irritado pelo facto de eu estar a dar argumentos a favor da inviolabilidade da vida humana nascitura e de estar a explicar, detalhadamente, por que razão acreditava que um ser humano não nascido tem uma natureza pessoal e que o aborto é um homicídio sem justificação.

Depois de alguma conversa de circunstância e de eu ter respondido à sua questão sobre a personalidade humana, o ouvinte declarou, claramente exasperado: “Dr. Beckwith, você é intolerante. Tem tanta certeza de que está certo e que todos os outros estão errados.” Para alguém como eu que gosta de brincar com questões filosóficas este tipo de declaração é boa de mais para ser verdade. É o tipo de cliché mal pensado que tem ajudado a manter o meu livro “Relativism: Feet Firmly Planted in Mid-Air”, escrito com Gregory P. Koukl, nas livrarias há 15 anos.

Respondi fazendo ao ouvinte a seguinte pergunta: “Estou errado ao pensar assim?” Esta é uma resposta interrogativa que tanto eu como o Greg já usámos inúmeras vezes, e que já partilhámos com o público em muitas conferências. O ouvinte respondeu: “Sim”. Pelo que eu disse: “Então você é exactamente igual a mim. Você pensa que tem razão, e que eu estou errado. A diferença é que eu admito que algo é verdade. Você, por outro lado, acredita que algo é verdade, mas age como se não acreditasse”.

Então ele tentou dizer a mesma coisa de outra maneira, mas passava o tempo a tropeçar. Não o conseguia dizer sem entrar em contradição. A dada altura confessou: “Não consigo dizer o que quero dizer sem parecer ridículo”. Respondi: “Isso é porque o que está a tentar dizer é ridículo”.

Reparem que o ouvinte ignorou simplesmente a substância do meu caso, embora isso não me tenha surpreendido. A maioria das pessoas com quem me cruzo, mesmo aquelas que tiraram licenciaturas de instituições de elite, não se preocupa muito com argumentos, apesar de se definirem como campeões da “razão” e inimigos da “superstição religiosa”.

Claro que também afirmam ser defensoras da “diversidade” e do “multiculturalismo” ao mesmo tempo que consideram que todas as instituições, tanto públicas como privadas, devam parecer idênticas na sua composição étnica e de género, bem como nas suas posições fundamentais sobre a sexualidade humana, o conhecimento e o papel do Estado.



É por isso que a recusa da Igreja Católica em mudar o seu ponto de vista sobre o sacerdócio masculino, o casamento, a sacralidade da vida, contracepção e a instrumentalização da reprodução é confrontada com histeria e não com um apelo à defesa das contribuições distintivas que o Catolicismo introduz na nossa sociedade multicultural.

Uma vez que os críticos da Igreja confundem antropologia com cosmetologia, acabam por apelar à conformidade forçada, travestida de diversidade. O que a muitos de nós parece uma hostil exigência de hegemonia liberal, eles dizem ser apenas um convite a alegrarmo-nos no pluralismo.

A minha conversa com aquele ouvinte é um microcosmo desta incoerência. A maioria das pessoas com tendências liberais, tal como este ouvinte, invocam muitas vezes a “tolerância” sem se aperceberem verdadeiramente do que isso implica numa democracia liberal como a nossa.

Se a tolerância é uma virtude cívica, então implica que reconheçamos que aqueles com quem discordamos estão errados. Porque quando eu e outro cidadão estão de acordo não nos estamos a tolerar, estamos de acordo. Porém, ironicamente, muitos na nossa sociedade pensam que o facto de considerar que alguém está errado é em si um acto de intolerância.

Sob esta definição de tolerância o estar de acordo, em vez de estar em desacordo, é que se torna uma condição necessária para a tolerância. Neste caso a tolerância fica de pernas para o ar e torna-se, paradoxalmente, intolerância.

Muitos dos meus amigos liberais, tal como o ouvinte, dizem que devemos ser cépticos em relação à confiança que depositamos nos nossos juízos relativos a assuntos sobre os quais pessoas razoáveis podem discordar. Mas é precisamente em relação a alguns desses assuntos que os seus amigos são mais impiedosos, punitivos e prontos a fazer juízos de valor. Parecem dispostos, ironicamente, a copiar precisamente o tipo de dogmatismo e fechamento mental que apontam de forma pejorativa aos “fundamentalistas cristãos”. Defendendo, embora, a rejeição de instituições e formas de vida que excluem quem é diferente, não praticam o que pregam e, na prática, fazem questão de excluir todos os que pensam de forma diferente da oficial.

A tolerância não pode ser infinitamente elástica. Tanto liberais como conservadores estão de acordo a este respeito. Mas se em questões fracturantes, para as quais o liberalismo foi inventado para fornecer um modus vivendi, a tolerância não pode ser aplicada de forma coerente, então chegámos ao ponto em que o liberalismo abraçou aquilo que, em tempos, afirmava rejeitar: “Não existe o direito ao erro”.

Se assim é, então a tolerância morreu.


(Publicado pela primeira vez na Sexta-feira, 7 de Junho 2013 em The Catholic Thing)

Francis J. Beckwith é professor de Filosofia e Estudos Estado-Igreja na Universidade de Baylor. É autor de Politics for Christians: Statecraft as Soulcraft, e (juntamente com Robert P. George e Susan McWilliams), A Second Look at First Things: A Case for Conservative Politics, a festschrift in honor of Hadley Arkes.

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Tuesday, 11 June 2013

Lobby gay no Vaticano e turcos descontentes

O Papa reconheceu a existência de um lobby gay no Vaticano? De acordo com uma alegada transcrição de um encontro do Papa com representantes de ordens religiosas na América Latina, sim… por enquanto é só diz-que-disse, aguarda-se comentário da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Os turcos, provavelmente ocupados com problemas domésticos, demoraram, mas responderam. E não estão contentes com o facto de o Papa ter dito que o massacre de arménios foi um genocídio.

Cabo Verde vai ser o primeiro país da África Ocidental a celebrar uma concordata com a Santa Sé. Temos aqui entrevista com o bispo D. Ildo Fortes.

Começa hoje uma exposição solidária para angariar dinheiro para o Convento dos Cardaes. Saiba tudo aqui.

Ontem foi dia de Portugal. Octávio dos Santos considera que não devia ter sido e queixa-se ainda que o “Cristianismo está sob ataque de um politicamente correcto totalitarista”, pode ler a transcrição completa desta entrevista no blogue, como de costume.

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