quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eleições foram derrota para a Igreja

A hindu Tulsi Gabbard com razões para
 sorrir, ao contrário dos bispos católicos
As eleições que se realizaram ontem nos EUA traduziram-se numa derrota para a Igreja Católica em quase toda a linha.

Não só Barack Obama reconquistou a Casa Branca, apesar de os bispos terem deixado bastante claro, sem no entanto endossar claramente Mitt Romney, que os fiéis não deviam votar num candidato que abraça posições anti-católicas como por exemplo a liberalização do aborto e a limitação da liberdade religiosa.

A hostilidade entre os bispos e Obama é palpável, os bispos assumiram um grande risco em entrar em guerra com ele, embora se possa entender que não tinham outra hipótese, por fidelidade aos ensinamentos da Igreja. Recorde-se que a administração de Obama quer obrigar as instituições católicas, como hospitais e escolas, entre outros, a fornecer aos seus funcionários seguros de saúde que incluam serviços contraceptivos e abortivos.

Prevêem-se agora quatro anos complicados para os bispos. Resta saber se Obama vai estender um ramo de oliveira aos católicos, revogando o decreto sobre contracepção. De resto, a Igreja sempre apoiou o seu plano de reforma do sistema de saúde e não se compreende porquê tanta teimosia por parte do Presidente neste assunto.

Nos próximos dias saber-se-á com mais detalhe como votaram os católicos, sendo quase certo que a maioria votou por Obama, mas os dados costumam ser bem trabalhados e dará para ver os votos de católicos praticantes, católicos culturais, outra religiões, etc.

Referendos locais
Mas a "derrota" não foi só nas presidenciais. As posições da Igreja foram derrotadas em quase todos os referendos estaduais sobre temas fracturantes. Tudo indica que os três Estados, mais a cidade de Washington D.C., que votaram sobre o "casamento" gay o aprovaram ou mantiveram. A Florida recusou restringir o acesso ao aborto livre e na California os eleitores rejeitaram a proposta de acabar com a pena de morte.

Só existem dois casos para sorrir. Nomeadamente no Montana, onde as menores agora não podem abortar sem consentimento dos pais, e no Massachusetts onde, aparentemente, a eutanásia foi rejeitada por curta margem.

Resta saber agora como serão os próximos quatro anos e como é que o Cardeal Dolan, presidente da Conferência Episcopal americana, vai lidar com Obama.

Ah! E para os curiosos, Tulsi Gabbard tornou-se, de facto, a primeira hindu a ser eleita para o Congresso, pelo Havai.

Filipe d'Avillez

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