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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Rezar Mais e com Mais Força

Casey Chalk
As últimas semanas têm sido muito complicadas para apologistas católicos. O escândalo McCarrick causou muitos danos, afectando gravemente um dos cargos mais elevados da Igreja. Seguiu-se a anunciada revisão do Catecismo da Igreja Católica sobre a pena de morte e por fim abriram-se as comportas das notícias de encobrimentos, já com décadas, de abusos sexuais numa série de dioceses em todo o país. Os críticos do Catolicismo têm material para vários anos. O que é que um apologista deve fazer?

A minha sugestão? Calar-se e rezar.

Esta ideia ocorreu-me depois de uma recente conversa com um amigo – também ele apologista leigo – que lê o que escrevo em várias publicações católicas. Pediu-me a minha opinião sobre como fazer sentido das mudanças em relação à pena de morte – bem como em relação ao pontificado do Papa Francisco em geral.

Senti-me muito humilde, e um pouco preocupado, com o facto de alguém querer saber a minha opinião sobre assuntos tão complexos. Mas o meu amigo, apesar de ter pouca formação formal, percebe bastante de teologia, das Escrituras e da apologética católica. Ainda assim estava a ter dificuldades, sobretudo em relação ao Papa. Pensando em práticas católicas comuns que incluem rezar pelas intenções do Santo Padre, perguntei-lhe com que frequência reza o terço. Respondeu que o faz cerca de uma vez por semana.

Eis a raiz do problema. Não quero apontar o dedo especificamente ao meu amigo, pelo menos ele foi honesto. Devo reconhecer publicamente que, apesar de escrever publicamente sobre vários assuntos católicos, sei que não rezo o suficiente. Às vezes, embora não neste preciso momento, sinto uma forte vontade de deixar de lado os meus trabalhos académicos ou a minha escrita e simplesmente rezar. Para minha vergonha, reconheço que quase sempre ignoro essa voz suave.

Mas aqueles de nós que procuram defender a fé católica negligenciam a oração à nossa conta e risco. Os apologistas adoram citar 1 Pedro 3,15, o nosso lema: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” Aliás, esse versículo é usado para justificar toda uma indústria, tanto no Catolicismo como no Cristianismo em geral.

Mas se lermos as escrituras por inteiro, esta passagem é uma raridade. Outros versículos e histórias – como passagens sobre São Paulo, nos Actos dos Apóstolos – também apontam para a importância da apologética. Mas estes estão em minoria quando comparadas com a insistência da Bíblia em relação à oração.

Nas Escrituras encontramos cerca de 650 orações e aproximadamente 450 respostas a orações. Jesus reza cerca de 25 vezes diferentes durante o seu ministério terreno. Paulo refere-se à oração, incluindo relatórios de oração, pedidos de oração e exortações à oração, 41 vezes. A primeira vez que se menciona a oração na Bíblia em Génesis 4,26 – muito tempo antes de qualquer referência à apologética!

Os católicos expendem muita energia mental e emocional em debates sobre a nossa fé. As editoras católicas e os ministérios de leigos dedicam enormes recursos a livros, programas de rádio, panfletos e sites apologéticos. Claro que falo só com base na minha experiência, mas posso dizer com alguma segurança que devem existir dezenas de sites com as mesmas respostas às objecções mais comuns à fé católica. Claro que a redundância pode ser útil – quanto mais divulgarmos isto pela internet, mais provável é que alguém o leia. Mas devemos ser tão diligentes, se não mais ainda, em espalhar as nossas orações pelo mundo, bem como pela internet.

Se estamos dispostos a entrar em discussões públicas, ou defesa, sobre a nossa fé, então no mínimo devemos estar a incorporar a leitura do Evangelho, o terço e oração livre na nossa rotina diária. A missa diária, para quem isso é possível, é também um arma potente no nosso arsenal de apologética. Nestes tempos de confusão na Igreja, precisamos cada vez mais dessas armas de combate espiritual.

Ainda para mais, em muito do nosso trabalho apologético está implícito um certo semi-pelagianismo. Embora todos os apologistas, tanto leigos como clericais, devam ser elogiados por despender tempo e energia em defesa da Igreja, por vezes questiono-me se não estará reflectido nestes esforços uma falta de vontade de simplesmente confiar as coisas a Deus.

Insistimos e pressionamos, escrevemos, debatemos, discutimos, na esperança de que, eventualmente, algo resulte que possa persuadir os nossos interlocutores de que a Igreja é aquilo que afirma ser, o depósito da totalidade da fé, onde Cristo habita na Eucaristia. Será que por vezes não estamos dispostos a deixar Deus tomar a dianteira, regressando a ele em oração, unindo-nos a Cristo, procurando a sua face e pedindo-lhe que seja Ele a edificar a sua Igreja?

Há uma história famosa sobre a Santa Madre Teresa de Calcutá. Uma freira estava com dificuldade em gerir a sua agenda complexa e ocupada. Sentia-se assoberbada e procurou orientação junto da superiora. Talvez estivesse à espera que a madre Teresa lhe ajudasse a planear melhor a agenda, ou talvez esperasse que a santa lhe concedesse férias.

Seja como for, a resposta da Madre Teresa foi aquela de que todos precisamos: disse à freira para passar mais tempo em oração. A verdade é que haverá sempre mais debates, mais ataques à Igreja, mais pessoas a precisar de ouvir argumentos fortes e convincentes para o Catolicismo. Mas fomos feitos para Deus, e se tentarmos fazer a sua obra sem a sua presença, o nosso ministério sofrerá.

Por isso, para todos os que andam com a cabeça às voltas devido às muitas crises que estão a abalar a nossa amada Igreja, vou oferecer apenas um conselho, e depois vou adoptá-lo eu: rezar mais, e com mais força.


Casey Chalk é um autor que vive na Tailândia, onde edita um site ecuménico chamado Called to Communion. Estuda teologia em Christendom College, na Universidade de Notre Dame. Já escreveu sobre a comunidade de requerentes de asilo paquistaneses em Banguecoque para outras publicações, como a New Oxford Review e a Ethika Politika.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no Domingo, 26 de Agosto de 2018)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Papa mata pena capital

O Papa promulgou uma mudança no Catecismo sobre a legitimidade da Pena de Morte. Muitos não sabiam que a Igreja ainda aceitava na teoria, e em casos muito raros, essa medida. Agora já não.

Esta é uma notícia que foi recebida com alegria por pessoas ligadas ao sector e que apenas está a causar alguma celeuma nos EUA. Luís Gagliardini Graça, da associação Confiar, recorda que todo o homem é maior que o seu erro.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Love is in the air!

E pronto… Francisco arranja sempre maneira de nos surpreender novamente. Hoje foi um casamento em pleno voo. Dois assistentes de bordo entraram no avião solteiros, aos olhos da Igreja, e saíram casados. Love is in the air.

Já em Iquique, Francisco celebrou missa e disse aos presentes que os imigrantes que partem das suas casas à procura de melhores vidas, são “ícones da sagrada família”.

Ontem o Papa esteve com os jovens em Santiago, no Chile, e para que não lhes faltasse nada deu-lhes o password da banda larga de Jesus.

Braga é a mais recente diocese a publicar orientações para a aplicação do Amoris Laetitia.

E hoje que começa o oitavário da oração pela unidade dos cristãos, o bispo da Guarda desafia os cristãos a lutar contra novas formas de escravatura.

Apresento-vos o bispo americano que recusou participar numa caminhada pela vida na sua diocese porque a oradora é defensora da pena de morte.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bispo disposto a morrer por condenados à morte

Bispo Ramón Arguelle
O Papa Francisco recebeu esta segunda-feira em audiência o imã da Universidade de Al-Azhar. Não é apenas um encontro de cerimónia, trata-se do restabelecimento de relações que estavam cortadas desde 2011.

Entretanto Francisco enviou uma mensagem aos católicos na China, a tempo do dia de Nossa Senhora Auxiliadora, que se assinala amanhã.

Está a decorrer a cimeira humanitária de Istanbul. A Igreja está representada pelo seu secretário de Estado, monsenhor Parolin e o Papa insiste que Roma está atenta a este assunto.

Antevê-se uma relação difícil entre o Presidente das Filipinas e os bispos. O Presidente eleito – que ainda não tomou posse – diz que quer implementar de novo a pena de morte e pelo menos um bispo afirma que está disposto a morrer no lugar dos presos que sejam condenados à forca.

O vencedor do prémio Árvore da Vida, Walter Osswald, deu uma entrevista à Renascença e critica a lei das barrigas de aluguer, que considera mal escrita e pouco exequível. Entretanto já existe um abaixo-assinado para obrigar a um novo debate sobre o assunto.

O artigo da semana passada do The Catholic Thing teve muito mais adesão do que até eu esperava. Se ainda não leram, façam-no, para compreender a posição difícil em que se encontram alguns conservadores americanos, que sempre se opuseram a Trump mas estão bem conscientes das repercussões a médio e longo prazo para os Estados Unidos, sobretudo a nível de questões fracturantes, se ganhar a Hillary Clinton.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O dia em que o Papa disse ACAB

Clueless...
O Papa Francisco utilizou esta quarta-feira a história do Rei Acab, de Israel, que matou Naboth para lhe roubar a vinha, como base para criticar as autoridades modernas que exploram os pobres e os fracos.

Boas notícias do Médio Oriente – e não falo dos acordos de cessar-fogo, pois aí mais vale esperar para ver – com informação de que foi libertado o último grupo dos cerca de 200 cristãos que tinham sido raptados há um ano. Há também a história de uma jovem sueca que foi para a Síria com o namorado e foi libertada do Estado Islâmico agora, podendo regressar a casa (na foto).

O bastonário da Ordem dos Médicos diz que a aprovação da eutanásia é uma medida “anti-social” e que não se pode falar em liberdade de escolha sem investir nos cuidados paliativos.  Sobre este assunto, volto a chamar atenção para o meu artigo no blog em que falo dos perigos sociais da eventual legalização da eutanásia.

Mais três países juntaram-se ao lote dos que formalmente aboliram a pena de morte.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Eutanásia fracturante e Marcelo em procissão

Marcelo na procissão do Senhor dos Passos
O Patriarca de Lisboa diz que temas como a eutanásia são fracturantes precisamente porque nos “fracturam uns contra os outros”.

Algumas semanas depois de o debate ter arrancado, escrevi um texto de opinião no meu blog sobre Eutanásia em que explico porque é que a legalização é má e porque é que o assunto nos diz respeito a todos, e não apenas a quem quer deixar de viver.

Ontem decorreu em Lisboa a procissão do Senhor dos Passos. Os presentes foram surpreendidos pela presença de Marcelo Rebelo de Sousa e também da chuva.

Também ontem, o Papa apelou ao fim da pena de morte em todo o mundo.

No mail que mandei na quinta-feira passada falei dos comentários do Papa sobre o Cristianismo (ou falta dele) de Donald Trump. O Trump não gostou e ripostou.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Prisões e transcrições

Voluntários da Prison Fellowship International em acção
Já é oficial. Justin Welby vai ser o novo Arcebispo de Cantuária a é empossado em Março de 2013.

Hoje chega ao fim os 40 dias de Oração pela Vida. Falámos com Paula Pimentel que nos fez um balanço da iniciativa.

Também hoje publica-se uma entrevista com membros da Prison Fellowship International, uma organização de voluntários prisionais. Este é um trabalho crucial para a sociedade, como fica claro depois da leitura da reportagem.

No blog podem encontrar a transcrição completa das entrevistas com os dois membros internacionais da PFI e com o representante do ramo português, José Sousa Mendes. São textos longos mas fundamentais para quem quer conhecer esta realidade.

Se não veio hoje ao auditório da Renascença assistir à conferência sobre a música clássica e a fé, às 21h30, então saiba quando são as próximas sessões.


Mais vale tarde que nunca! Hoje publiquei também no blogue a transcrição completa da entrevista feita a semana passada a um bispo copta sobre o novo Papa daquela Igreja. Também vale a pena para quem se interessa por essas partes do mundo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eleições foram derrota para a Igreja

A hindu Tulsi Gabbard com razões para
 sorrir, ao contrário dos bispos católicos
As eleições que se realizaram ontem nos EUA traduziram-se numa derrota para a Igreja Católica em quase toda a linha.

Não só Barack Obama reconquistou a Casa Branca, apesar de os bispos terem deixado bastante claro, sem no entanto endossar claramente Mitt Romney, que os fiéis não deviam votar num candidato que abraça posições anti-católicas como por exemplo a liberalização do aborto e a limitação da liberdade religiosa.

A hostilidade entre os bispos e Obama é palpável, os bispos assumiram um grande risco em entrar em guerra com ele, embora se possa entender que não tinham outra hipótese, por fidelidade aos ensinamentos da Igreja. Recorde-se que a administração de Obama quer obrigar as instituições católicas, como hospitais e escolas, entre outros, a fornecer aos seus funcionários seguros de saúde que incluam serviços contraceptivos e abortivos.

Prevêem-se agora quatro anos complicados para os bispos. Resta saber se Obama vai estender um ramo de oliveira aos católicos, revogando o decreto sobre contracepção. De resto, a Igreja sempre apoiou o seu plano de reforma do sistema de saúde e não se compreende porquê tanta teimosia por parte do Presidente neste assunto.

Nos próximos dias saber-se-á com mais detalhe como votaram os católicos, sendo quase certo que a maioria votou por Obama, mas os dados costumam ser bem trabalhados e dará para ver os votos de católicos praticantes, católicos culturais, outra religiões, etc.

Referendos locais
Mas a "derrota" não foi só nas presidenciais. As posições da Igreja foram derrotadas em quase todos os referendos estaduais sobre temas fracturantes. Tudo indica que os três Estados, mais a cidade de Washington D.C., que votaram sobre o "casamento" gay o aprovaram ou mantiveram. A Florida recusou restringir o acesso ao aborto livre e na California os eleitores rejeitaram a proposta de acabar com a pena de morte.

Só existem dois casos para sorrir. Nomeadamente no Montana, onde as menores agora não podem abortar sem consentimento dos pais, e no Massachusetts onde, aparentemente, a eutanásia foi rejeitada por curta margem.

Resta saber agora como serão os próximos quatro anos e como é que o Cardeal Dolan, presidente da Conferência Episcopal americana, vai lidar com Obama.

Ah! E para os curiosos, Tulsi Gabbard tornou-se, de facto, a primeira hindu a ser eleita para o Congresso, pelo Havai.

Filipe d'Avillez

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Coincidências e cintos de segurança

Hoje é dia de Santo André, irmão de São Pedro e patrono do Patriarcado de Constantinopla. Uma calorosa saudação a todos os ortodoxos que lêem estes textos!

Bento XVI vai ser processado. Não, não tem nada a ver com abusos sexuais nem ordenação de mulheres. O grande “crime” do Papa é não ter usado cinto de segurança no seu papamóvel quando esteve na Alemanha.

Apesar da preocupação o Papa ainda teve tempo de se pronunciar contra a pena de morte, hoje em Roma.

No Brasil é o canal católico Canção Nova que está em apuros. Dois dias depois de terem acabado com o programa de um político do Partido Trabalhista a procuradoria federal iniciou um processo para suspender a licença de emissão.

Ele há com cada coincidência!

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