quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tradicionalistas respondem “Sim”, segundo imprensa italiana

Fim da cisão com a Sociedade de São Pio X, fundada por Lefebvre, poderá estar por dias. Este é um projecto pessoal de Bento XVI.

Filipe d’Avillez


A reunificação entre a Sociedade de São Pio X (SSPX) e o Vaticano pode estar prestes a ser anunciada. Segundo o jornal italiano La Stampa, a resposta dos tradicionalistas já chegou a Roma e é positiva.

A SSPX está num estado de ruptura com o Vaticano desde 1988. Os seus padres e quatro bispos rejeitam alguns dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, bem como a reforma litúrgica, e a cisão com Roma consumou-se quando o seu fundador, o Arcebispo Marcel Lefebvre, ordenou quatro bispos sem autorização do Vaticano.

Desde a sua eleição, Bento XVI tem feito esforços para tentar sanar a ruptura. Depois de alguns anos de conversações o Vaticano apresentou a Bernard Fellay, o superior da SSPX, um “preâmbulo doutrinário”. Caso Fellay assine o documento o Vaticano oferecerá uma estrutura autónoma que permita aos tradicionalistas agir com liberdade e sem interferência dos bispos diocesanos dos países em que têm membros.

Segundo o vaticanista Andrea Tornielli, do jornal La Stampa, a resposta de Fellay já terá chegado ao Vaticano e é positiva. Fellay poderá ter proposto algumas ligeiras alterações ao documento que lhe foi apresentado, mas que não alteram substancialmente o seu conteúdo. A resposta deverá agora ser estudada por Roma que poderá em breve anunciar o fim da cisão com os tradicionalistas e explicitar a estrutura que lhes será oferecida no seio da Igreja.

Para além de quatro bispos, a SSPX conta nas suas fileiras com cerca de 500 sacerdotes, bem como 200 seminaristas e algumas centenas de religiosos. Os fiéis leigos rondarão as centenas de milhares.

Não é certo, contudo, que todos os membros acompanhem o superior no regresso a Roma. Pelo menos um dos bispos, o inglês Richard Williamson, é tido como ferozmente anti-romano e deverá permanecer fora da Igreja Católica, à frente de um grupo de “ala dura” que não aceitam submeter-se novamente ao Papa.

Para além das notícias que circulam na imprensa italiana não há, por enquanto, qualquer confirmação oficial por parte de Roma ou da Sociedade.

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