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Friday, 26 January 2024

Mortes suspeitas de padres e freiras raptadas - e libertadas - no Haiti

Papua aguarda Papa

Abrimos com uma notícia triste e trágica. Um padre foi encontrado morto na cidade de Valência, em Espanha, pelo porteiro do prédio onde vivia. Para surpresa de todos, poucos minutos depois o porteiro recebeu uma mensagem do número do dito padre… Tenho os detalhes da descoberta do cadáver e do assassinato aqui, em inglês, e o “Las Províncias”, de Valência, tem uma excelente cobertura em espanhol. Infelizmente, as mais recentes notícias apontam para um homicídio levado a cabo por um homem a quem o padre estava no hábito de pagar por favores sexuais. Tudo lamentável, mas ainda em fase de investigação.

O cónego de Valência é o segundo padre a aparecer morto em circunstâncias suspeitas este ano. O outro caso teve lugar logo no dia 1, quando um missionário queniano foi encontrado enforcado de uma árvore numa zona remota da Venezuela. As autoridades concluíram que foi suicídio, mas os católicos locais – sobretudo os indígenas warao com quem ele trabalhava – rejeitam essa teoria e dizem que ele pode ter sido assassinado pelo trabalho que desenvolvia em defesa do seu povo, contra traficantes de droga e de mulheres.

Seis freiras foram raptadas há dias no Haiti, um país que está basicamente transformado num estado falhado. Felizmente, esta quinta-feira tivemos a boa notícia da sua libertação. Ainda assim, foi um começo pouco auspicioso para 2024, e representa mais raptos de religiosos do que em todo o ano de 2023 naquele país.

O Papa Francisco volta a mostrar que leva muito a sério o seu compromisso de visitar os países das periferias. Depois de em Agosto do ano passado ter visitado a Mongólia, agora tem viagem marcada para o mesmo mês, mas para a Papua-Nova Guiné. Tendo em conta que Ramos Horta já veio a público dizer que o Papa pretende visitar Timor este ano, presumo que as visitas sejam feitas numa só viagem, mas veremos.

Esta semana soubemos que o padre de Lamego que tinha sido acusado de abuso sexual de um maior de idade vulnerável foi reintegrado pela diocese, depois de um ano afastado, tendo visto o seu processo canónico arquivado. A diocese costuma esperar pela conclusão dos processos civis, mas neste caso, com base em “fortes indícios de que o processo civil também estava prestes a ser arquivado”, antecipou-se. Outro caso que decorria em Lamego também foi arquivado. Está tudo na cronologia, actualizada.

O Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, visita Portugal em Fevereiro. Trata-se do líder espiritual da Comunhão Anglicana, e vem participar no sínodo da Igreja Lusitana, que é o ramo português do Anglicanismo.

Já ouviu falar da doutrina da “impanação”? Eu também não tinha. Mais grave, contudo, é que muitos católicos desconhecem a doutrina da transubstanciação, ou então conhecem mas rejeitam. Uma sondagem nos EUA em 2019 revelou que apenas um em cada três católicos acredita que o pão e o vinho se transformam no Corpo e Sangue de Cristo, na Eucaristia. No artigo desta semana do The Catholic Thing, Randall Smith explica o conceito e demonstra porque é que não faz qualquer sentido os católicos rejeitarem um conceito que afinal de contas é mais simples do que a Encarnação, por exemplo. Leiam que vale a pena, e ainda ficam a saber o que é, afinal, a “impanação”.

Friday, 31 March 2023

Papa hospitalizado em Roma e Centro Ismaili atacado em Lisboa

O Papa Francisco está hospitalizado com uma infecção respiratória. Por mais alarmante que isto seja, convém lembrar que estamos a falar de um homem de 86 anos com um historial de problemas respiratórios, pelo que o seu internamento à mínima preocupação não é uma grande surpresa. Em todo o caso, é sempre uma boa oportunidade para os católicos rezarem pelo seu Papa. Para quem tiver interesse, estive ontem no noticiário das 23h da SIC Notícias para participar numa conversa sobre o estado de saúde do Papa e as eventuais consequências imediatas e a médio prazo dos seus problemas de saúde. Não está online, tanto quanto vejo, mas podem recuar nas boxes para ver, se tiverem interesse. De resto, para um acompanhamento mais próximo sugiro, como sempre, a minha ex-colega e amiga Aura Miguel na Renascença.

Na terça-feira um homem atacou vários membros da comunidade ismaelita em Lisboa, matando duas mulheres e ferindo três pessoas. Chegou-se a pensar que era um atentado terrorista, motivado por extremismo religioso, mas essa possibilidade está definitivamente posta de parte, uma vez que o atacante era ele mesmo membro da comunidade. Eu ia dizer “chegou-se a temer” que era um atentado terrorista, mas a verdade é que, olhando para algumas das reacções de quem imediatamente partiu desse pressuposto parece que “temer” não é a palavra certa. Tristemente, parece haver mesmo quem anseie por um atentado que possa dar razão às suas profecias apocalípticas sobre as políticas migratórias e de admissão de refugiados. Sobre esta questão dos refugiados escrevi um texto já em 2015 que expressava a minha posição, e que mantenho.

Do Haiti chegam notícias preocupantes de mais raptos de sacerdotes. Nas últimas semanas foram dois.

Na Nigéria os cristãos ficaram preocupados quando o partido principal decidiu contrariar a convenção de apresentar uma candidatura com dois muçulmanos para os cargos de presidente e vice-presidente. Contudo, o candidato vencedor, Bola Ahmed Tinubu, sendo muçulmano, vem de uma zona marcada por diálogo e boas relações inter-religiosas e é casado com uma cristã praticante, o que dá aos bispos nigerianos alguma esperança para uma melhoria de relações entre as duas comunidades e o fim do que consideram ser discriminação.

Há notícias de um interessante milagre eucarístico nos EUA. Está a ser investigado. À primeira vista não parece ser uma coisa muito espectacular, mas neste artigo explico porque é que o aparente milagre de Thomaston pode ter um significado muito profundo para todos nós.  

Por falar em milagres, o padre Paul Scalia escreve esta semana para o The Catholic Thing sobre o milagre da ressurreição de Lázaro e como Jesus procura sempre expandir a fé de quem o segue.

Uma última nota. Na passada semana, já depois de ter enviado o mail, escrevi um texto em que falei do “caso” do Pe. Mário Rui, de Lisboa, que foi provisoriamente afastado do ministério por constar da lista da Comissão Independente. Em resultado desse artigo recebi, mais ou menos em igual medida, elogios e críticas. Mais do que uma pessoa, e algumas em público, acusaram-me de estar a partir de um ponto de presunção de culpa do Pe. Mário Rui. Isso é falso. Em lado nenhum no texto digo ou dou a entender isso. A presunção de inocência é uma conquista civilizacional que muito valorizo e pessoalmente ficarei muitíssimo satisfeito caso o Padre Mário Rui, ou qualquer outro na mesma situação, seja ilibado ou veja o processo arquivado e possa voltar ao ministério. Queria só deixar isso claro.

Monday, 17 October 2022

Uma Igreja de abusadores, mas também de santos

Escrevo com atraso porque estive em Salamanca. Em breve espero poder explicar-vos porquê.

Desde que publicámos a primeira e a segunda parte da conversa com Pedro Gil, sobre os abusos em Portugal, vieram a público mais alguns casos que devem ser falados, incluindo um com o pároco de Massamá. Por isso, neste mais recente episódio do Hospital de Campanha, falamos sobre os casos que envolvem D. Ximenes Belo e D. José Ornelas. O que se sabe, quem sabe e desde quando, o que se diz, mas provavelmente não é verdade… Tudo discutido. Vale a pena ouvir!

No mesmo dia em que gravámos esta conversa saiu uma grande reportagem com mais alguns dados relativos ao caso envolvendo D. José Ornelas, que continuam a deixar grandes dúvidas, como revelo neste texto.

Esta semana a Comissão Independente deu uma conferência de imprensa em que expôs os mais recentes dados da sua investigação. Na cronologia tenho os dados principais, que infelizmente ficaram ensombrados pela polémica dos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa.

Sempre que estiverem em baixo com as notícias dos abusos, lembrem-se que a Igreja também é constituída por homens e mulheres como esta freira que cuida sozinha de 150 crianças numa das favelas mais perigosas do Haiti, e estes padres da Ucrânia que ficam na linha da frente, apesar dos perigos.

Mudando de assunto, convido-vos a ler o meu mais recente artigo na revista dos missionários Combonianos World Mission, sobre como o Papa Francisco está a mudar o Colégio dos Cardeais, e as consequências das suas nomeações.

Conhecem aquela expressão atribuída a São Francisco: “Prega sempre, usa palavras se necessário”? O autor desta semana do The Catholic Thing em português argumenta que se calhar devíamos usar palavras mais vezes, sob perigo de estarmos a criar uma geração de analfabetos funcionais no que ao Cristianismo diz respeito. É um artigo certeiro e ao mesmo tempo divertido. Leiam e partilhem!

Termino com dois desafios. No dia 18 de Outubro realiza-se o evento “Um Milhão de Crianças Rezam o Terço”, promovido pela fundação AIS. Saiba mais, incluindo como se pode envolver. E no dia 22 realiza-se a já tradicional Caminhada Pela Vida. A participação de todos é importante, nem que seja para dar ânimo e alento a quem está mais directamente envolvido em tentar evitar o avanço da cultura da morte. Mais informações no Facebook e no Instagram.

Thursday, 30 June 2022

Uma mão cheia de mártires e a "maneira católica"

Anjo das crianças de rua
Esta foi uma semana triste para os padres católicos no mundo. Dois foram assassinados na Nigéria no mesmo fim-de-semana, e outros dois no México, situação lamentada publicamente pelo Papa. Estamos a falar de dois dos países onde é mais perigoso ser-se sacerdote.

Também no fim-de-semana uma freira italiana foi assassinada no Haiti. Era conhecida como o “anjo das crianças de rua”. Outra freira que foi raptada no Burkina Faso há mais de 70 dias continua desaparecida.

Entretanto o mundo continua a reagir, de diferentes formas e feitios, à notícia da revogação do Roe v. Wade, nos EUA. Algumas pessoas estão a reagir com fúria, prometendo vingança contra todos os que contribuíram para este resultado, incluindo Igrejas católicas e centros de apoio a grávidas em risco. Como se responde a este tipo de ameaça? Randall Smith explica que gostaria de responder “à maneira de Chicago”, prometendo retaliação em dobro por cada acto cometido. Mas claro que não pode ser assim. Há outra maneira, a “maneira católica”, e é muito diferente. Leiam que vale a pena.

Já a semana passada tinha enviado uma série de links para artigos que ajudam a compreender o alcance desta decisão. Um dos links, contudo, estava errado. Por tal peço desculpa. O meu artigo, escrito ainda antes da decisão formal, que explica o que muda, o que não muda e como tudo isto nos pode afectar a nós, na Europa, está aqui.

Se ainda não ouviram, não deixem de escutar o episódio da semana passada do podcast Hospital de Campanha, em que falámos sobre as nomeações de novos cardeais, os 20 anos de independência de Timor Leste e os desenvolvimentos eclesiais na Ucrânia. Para a semana há novo episódio!

Wednesday, 9 March 2022

Todos pela Ucrânia, mas até quando?

Randall Smith

O mundo está horrorizado pelo ataque não provocado da Rússia à Ucrânia e ao seu povo. Não tenho nada de especialmente novo ou sábio para acrescentar sobre a Rússia, a Ucrânia ou a guerra. Por isso, se me permitem, prefiro dizer umas palavras sobre a nossa reacção à crise.

Há vários anos houve um terramoto terrível no Haiti. Todos os dias, quando eu ia à missa, o padre rezava durante a oração dos fiéis pelas pessoas do Haiti. Várias semanas mais tarde, porém, quando o Haiti deixou de figurar na primeira página do “New York Times”, já não estávamos a rezar “pelo povo do Haiti”. Lembro-me de dizer a mim próprio: “Não me parece que esteja tudo bem agora no Haiti. De facto, acho que as coisas estão bastante terríveis”. Então porque é que deixámos de falar do povo do Haiti?

Há muitas razões pelas quais não é boa ideia basear as orações na missa no que encontramos nas manchetes do dia, uma das quais é a natureza efémera e transitória do ciclo noticioso moderno.

Esta é uma razão pela qual eu prefiro a prática dos ritos orientais de percorrer uma longa lista de orações intercessórias por uma série de coisas: agricultores, líderes políticos, operários, famílias, desempregados, prisioneiros, perseguidos, e por aí fora, em todas as celebrações – orações que não estão dependentes do ciclo noticioso.

Neste momento muitos de nós estamos a rezar pela Ucrânia e pelo povo ucraniano. E é assim que devia ser. Mas temo que a situação na Ucrânia não melhore tão depressa. O cenário mais provável, temo, é que Putin consiga sujeitar a Ucrânia à sua tirania. Se isso acontecer os jornalistas serão expulsos do país e as imagens grotescas que agora estamos a ver deixarão de surgir – tal como nunca aparecem da China ou do Irão. As notícias sobre a Ucrânia desaparecerão das primeiras páginas do “New York Times” e de outros dos principais jornais. Então ainda veremos alguém a rezar pela Ucrânia? Ou será que as orações cessam quando a Ucrânia deixar de ser “notícia”?

Neste momento as nossas emoções estão ao rubro. Mas este combate não vai acabar tão depressa para o povo ucraniano. Mesmo que eles saiam desta invasão com a sua soberania intacta, a reconstrução levará décadas. As pessoas gritam: “Ucrânia, estamos convosco!”. Ainda bem. Mas por quanto tempo? Duas semanas? Enquanto nos souber bem? A nossa tendência para a superficialidade deve-nos fazer pensar.

Conheço um professor universitário que tinha um póster na porta do seu gabinete com a famosa fotografia do chinês que, durante os protestos de Tiananmen, em 1989, se posicionou diante de uma coluna de carros de combate – ficou conhecido como o “Tank Man”. Lembro-me que na altura as pessoas diziam que tudo iria ser diferente, que o Governo comunista chinês seria obrigado a mudar, que tinha os dias contados, tal como dizem agora sobre Putin e os russos. 

Mas não foi isso que aconteceu na China. O mais provável é que o “Tank Man” tenha sido executado dias depois dessa famosa fotografia, e sabemos que milhares de outros alunos foram massacrados em Tiananmen. E anos mais tarde, quando o tal professor foi visitado no seu gabinete por um aluno chinês, este perguntou. “Porque é que tem essa fotografia na porta? Sabe que isso nunca aconteceu, certo? É só uma peça de propaganda ocidental.”

"Tank men" na Ucrânia. Qual será o seu futuro?
Até as lutas mais nobres podem ser esmagadas. Acontece a toda a hora. Por isso costumo achar que ou acreditamos que esses actos voluntários de heroísmo altruísta vivem para sempre na Glória eterna de Deus, ou o mais provável é entrar em desespero. As pessoas que esperam justiça perfeita nesta vida tendem a desiludir-se.

Devemos, por isso, ser brutalmente honestos. É possível que Putin conquiste a Ucrânia e a sujeite á sua tirania; que sobreviva às sanções que o Ocidente impõe ao seu governo; que tome nota dos russos que se opõem a ele e os destrua agora que se revelaram, deixando-o numa posição mais forte que nunca. E é perfeitamente possível que dentro de uma ou duas décadas muito poucas pessoas se recordem das terríveis atrocidades cometidas pela Rússia na Ucrânia. Quantos jovens hoje sabem que a Rússia enviou carros blindados para a Checoslováquia em 1968 para esmagar as manifestações contra o Governo comunista durante a chamada “Primavera de Praga”?

Então, se a ideia é estarmos “com a Ucrânia” – e espero que seja – é bom que estejamos prontos a estar “com a Ucrânia” a longo prazo. Porque por mais que queiramos que este espetáculo de terror acabe dentro de uma semana, o mais natural é que isso não aconteça. E nem todas as lutas contra o mal têm o final feliz dos filmes da Marvel. Às vezes os maus vencem, e não dá para voltar atrás no tempo e tentar outra vez. Os mortos permanecem mortos, e temos de viver com isso.

Continuaremos a rezar pelos ucranianos e a fazer sacrifícios para ajudar quando já não estiverem nas manchetes, quando os media tiverem passado para outro pseudo-evento pensado para excitar os espetadores e aumentar as audiências? Espero que sim. Caso contrário, dentro de 10 anos os jovens estarão a perguntar: “Então, está a dizer que a Rússia invadiu a Ucrânia? Pensei que tinha feito sempre parte da Rússia”. E os universitários russos dir-lhes-ão: “E fez. O boato de que não fez é apenas propaganda ocidental”.

A verdade é a primeira baixa na guerra. E com demasiada frequência essa ferida infecta e espalha-se, em vez de sarar. O povo heroico da Ucrânia merece mais do que apenas o mais recente ciclo noticioso. Merece o nosso compromisso a longo prazo, as nossas orações contínuas e a nossa devoção absoluta a viver na verdade em vez de numa enganadora teia de mentiras, ou o conforto fácil de um esquecimento conveniente.


Randall Smith é professor de teologia na Universidade de St. Thomas, Houston.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na terça-feira, 8 de Março de 2022)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 17 November 2021

Antes do Black Friday, o Red Week

Sílvio Alves Moreira, possível futuro beato
Sabemos como o mundo da liturgia pode ser polémico e cheio de divergências. Nos Estados Unidos, mais do que em muitos outros países! Por isso os bispos americanos escolheram um luso-descendente para pôr a casa em ordem. O bispo Steven J. Lopes tem um percurso peculiar, que vale a pena conhecer.

Estarão a caminho dois novos beatos jesuítas? Pode ser que sim, e um é português.

Por falar em jesuítas, conseguiram resgatar e acolher 220 cidadãos afegãos em Portugal.

Se vir um monumento iluminado de encarnado esta semana, lembre-se dos cristãos perseguidos! Começa hoje o Red Week. É uma iniciativa da AIS.

Ontem fez um mês que foram raptados 17 missionários no Haiti, incluindo cinco crianças. Há que rezar para que estejam bem!

Como amar uma Igreja que está assolada por crises, guerrinhas e polémicas? Seguindo o exemplo de São Francisco, explica o padre Thomas Weinandy, no artigo desta semana do The Catholic Thing em português.

E por fim, um desafio para que se inscrevam num curso sobre Ciência e Religião, organizado pela Brotéria, e que se realiza nos dias 20 e 27 de novembro. Podem inscrever-se num dos dias, ou no curso completo, e o programa completo está aqui.

Friday, 22 October 2021

A Caminhada Pela Vida é já no Sábado

Vem junta-te a nós...
É amanhã que se realiza a Caminhada Pela Vida. São dez cidades em simultâneo, sempre às 15h. Se acreditam na “dignidade e na beleza da vida”, ou se querem aproveitar para homenagear as vítimas da Covid, não deixem de aparecer!

Depois de uma primeira tentativa falhada, por causa da Covid, o Papa disse esta sexta-feira em entrevista que tenciona ir a Timor-Leste.

Recentemente falei do caso do padre que foi impedido de administrar os sacramentos ao deputado David Amess. Uma proposta no Parlamento britânico consagraria esse direito e ficaria associada sempre ao nome dele.

Bento XVI disse recentemente, numa carta, que espera juntar-se em breve a um amigo que morreu. Desejo de morrer? De todo, explica o arcebispo Ganswein, trata-se antes de uma antiga tradição cristã, a preparação para uma boa morte.

O líder do gangue que raptou 17 missionários no Haiti promete meter “uma bala na cabeça de cada um” caso não receba um resgate de 17 milhões de euros.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre as possíveis consequências para o movimento pró-vida no caso de o Supremo Tribunal americano revogar o Roe v. Wade.

Friday, 16 April 2021

São os santos que fazem avançar o mundo

Aos 90 foi assim, espero
que hoje tenha sido igual!
A CEP lançou ontem o aviso. Há paróquias que estão insolventes.

O Papa emérito Bento XVI faz 94 anos esta sexta-feira. Deus o guarde!

A Opus Dei também assinala 75 anos de presença em Portugal.

Os bispos da América Latina pedem a libertação imediata de padres e freiras raptados no Haiti.

O Papa Francisco divulgou três videomensagens ontem. Aos bispos do Brasil pediu união para vencer a pandemia e os seus efeitos; a um congresso no Reino Unido pediu o fim do “paternalismo politico” que ignora a participação popular e ao congresso sobre Santa Teresa de Ávila disse que são os santos que fazem avançar o mundo.

Não deixem de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, sobre a importância da verdadeira ressurreição dos mortos, escrito por Randal Smith.

Wednesday, 14 April 2021

Foi Maputo que ameaçou Lisboa, que se mudou para o Brasil

Um tribunal decidiu ontem que o Estado de Ohio pode, sim, proibir abortos por motivo de o bebé ter sido diagnosticado com Trissomia 21.

O ex-bispo de Palma, em Moçambique, admitiu em entrevista que as ameaças de morte de que foi alvo, e que o obrigaram a abandonar o país, partiram do Governo, em Maputo, e não dos terroristas.

Começou ontem o Ramadão. Este ano será novamente diferente, por causa da pandemia. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa enviou saudações à comunidade.

Na Índia também se vivem dias de festa. O Kumbh Mela é a grande peregrinação dos hindus, mas está a provocar aglomerações de dezenas de milhares de pessoas sem cuidados numa altura em que a pandemia está em alta.

Sete religiosos – dois padres e duas freiras – foram raptados no Haiti e os raptores pedem perto de 900 mil euros de resgate.

Temos hoje novo artigo do The Catholic Thing. Randall Smith diz o seguinte sobre a ressurreição dos mortos. “Uma das maiores tragédias, quando as pessoas perdem a fé na Presença Real de Cristo na Eucaristia, é de que rapidamente perdem a sua esperança na comunhão dos santos – de que mesmo na morte continuamos presentes para os nossos amados e eles connosco. Se Cristo não ressuscitou e está presente para nós, então o mesmo se aplica a todos aqueles que amamos. E isso é algo demasiado triste para contemplar.” A ler! 

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