quarta-feira, 27 de março de 2019

A polémica beija-mão do Papa

A mais recente polémica na Igreja é a do Papa a retirar a mão para impedir pessoas de a beijar.

É um sinal dos tempos que correm que mesmo uma questão destas possa ser tão polarizante. Os que odeiam Francisco a usar isto como mais uma prova de que ele é algum tipo de Anticristo e os que o apoiam a arranjar desculpas para o comportamento.

É um sinal dos tempos que ninguém parece capaz de dizer o mais óbvio. O Papa é um homem, fartou-se, como qualquer um se farta, daquela situação, tinha horários a cumprir e outras pessoas a cumprimentar - nomeadamente pessoas em cadeira de rodas - e por isso começou a despachar.

Eu nunca cumprimentei um Papa. Mas lembro-me que quando a minha irmã foi apresentada a João Paulo II, recém casada e com o marido, receberam ordens explícitas para não se ajoelhar e não lhe beijar a mão. O que é que fizeram? Obviamente cairam de joelhos e beijaram-lhe a mão.

Estas pessoas receberam também indicações para não beijar a mão ao Papa? Se sim, isso ajuda a explicar a situação.

Foi deselegante? Foi. Foi desnecessariamente incómodo para quem se viu naquela posição? Sem dúvida. Havia razões para o fazer? Talvez. É o fim do mundo? Não me parece.




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