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Friday, 19 January 2024

Nicarágua sem liberdade religiosa, e com menos padres

Se já vivíamos tempos preocupantes, as coisas tornaram-se ainda mais sérias, com o Irão a lançar ataques contra posições no Iraque e no Paquistão, que já ripostou. Analisei esta situação no mais recente artigo no meu blog, onde também explico qual o substrato religioso para as divisões que se vivem entre os países do Médio Oriente e arredores.

Uma notícia muito importante vinda da Nicarágua. Depois de uma onda de detenções de padres nos últimos dias do ano, o regime libertou todos os clérigos que tinha na prisão e exilou-os para o Vaticano. Inclui-se aqui o bispo Rolando Alvarez, que passou 16 meses na cadeia. É uma boa notícia, mas não faz diminuir a preocupação com o estado da liberdade religiosa no país. Aqui podem ler o meu artigo no site da AIS internacional, em inglês, e aqui uma versão adaptada no site da AIS Portugal, em português.

A associação de vítimas de abusos sexuais na Igreja, Coração Silenciado, teve audiências tanto com o Presidente da República, como com a CEP. Parece que ambos os encontros correram bem. Já coloquei a informação na cronologia.

A organização Open Doors publicou o seu relatório anual, em que conclui que mais de 365 milhões de cristãos sofrem de perseguição no mundo.

E o Papa Francisco disse esta semana que aquilo que a Igreja condena é a luxúria, e não o instinto sexual do homem.

O artigo desta semana do The Catholic Thing é de Stephen White, que faz três previsões para 2024. Está muito centrado na realidade americana, mas não deixa de ser muito interessante.

E deixo-vos ainda um convite para a conferência Religião e Sociedade, que decorre na Universidade Católica, no próximo dia 24. Ver imagem acima.

Friday, 1 December 2023

Castigos, pastéis e ex-soviéticos a pagar o preço do ateísmo

O Papa Francisco está doente, tendo por isso cancelado a viagem que estava planeada para o Dubai. Felizmente isso não o impediu de receber esta quinta-feira, em Roma, uma delegação de organizadores da JMJ de Lisboa. Devido à sua doença, o discurso do Papa foi lido por outro, mas Francisco teve forças para falar de improviso e até brincou com os presentes, dizendo que tem saudades dos pastéis.

E Francisco não vai estar no COP28, mas continua a ser uma inspiração para os ambientalistas.

Esta semana começou a circular a notícia de que o Papa Francisco vai castigar o Cardeal Burke, retirando-lhe o apartamento e o estipêndio em Roma. Quem é o cardeal Burke? Porque é que vai ser castigado? E esse castigo faz sentido? A história está bem contada? Os factos e a minha análise estão aqui.

O Tribunal de Justiça da União Europeia decretou na terça-feira que os governos nacionais podem impor um ambiente de trabalho “neutro” do ponto de vista religioso, exigindo aos seus funcionários a não utilização de símbolos de fé, como crucifixos, quipás ou véus islâmicos. Mais uma machadada na liberdade religiosa na Europa, explicada neste texto que eu escrevi há mais de dez anos.

A Rússia foi um dos países em destaque no recente “Meeting Lisboa” do movimento Comunhão e Libertação. Durante esse evento conversei com Elena Zhemkova, da Associação Memorial, que se dedica a recolher testemunhos de vítimas do sistema soviético. Nesta entrevista ela explica que os países da ex-URSS continuam a pagar o preço pela guerra contra a fé. Falei também com Marta Dell’Asta, que trabalha para uma organização italiana que promove o cristianismo na Rússia. Falou sobre o estado da Igreja Ortodoxa Russa na actualidade, e sobre se a conversão da Rússia, prometida em Fátima, já se realizou ou não.

Uma excelente notícia chega do Mali, onde o padre Hans-Joachim, raptado há mais de um ano, foi libertado.

Em Agosto aconteceu um dos piores episódios de perseguição aos cristãos na história recente do Paquistão. Para o cardeal Sebastian Shaw, porém, este evento marcou um ponto de viragem positiva nas relações inter-religiosas no país.

Continua a decorrer o ciclo de conversas “E Deus em Nós”, na Capela do Rato, em Lisboa. A mais recente foi com a artista Ilda David, que conta como na Escola das Belas Artes olhavam-na com estranheza porque incluía anjos nas suas gravuras.

Deus existe? Podemos ter a certeza? Mas será que a certeza é necessária? Randall Smith lança estas e outras questões essenciais no artigo desta semana do The Catholic Thing, onde desmascara o “erro de Descartes”.

Friday, 2 June 2023

Mais embriaguez, e mais mitras por favor!

Ao longo da passada semana foram nomeados dois novos bispos para auxiliar D. Manuel Linda, na diocese do Porto. As nomeações foram bem-recebidas no Porto, mas mereceram algumas críticas mais a sul. Nada que tenha a ver com os nomes dos homens em causa, mas sim com o facto de a Diocese de Setúbal estar sem bispo há cerca de ano e meio. Este é apenas o mais gritante caso de falta de bispo em Portugal, mas há mais. Neste artigo explico em detalhe quantos bispos faltam de facto, quantos faltarão num futuro próximo e porque razão algumas nomeações parecem levar tanto tempo a sair.

O Palco da missa final da JMJ, que tanta polémica deu, já está a ser construído e o Patriarca D. Manuel diz que tem a ambição de ter em Lisboa jovens “de todos os países do mundo”. Com 600 mil já inscritos, está no bom caminho!

O Grupo Vita, que foi criado para receber pedidos de apoio psicológico de pessoas ligadas aos abusos sexuais na Igreja diz que já recebeu 16 pedidos de ajuda só numa semana. É bom sinal que as pessoas estejam a pedir ajuda, como é evidente. Entretanto, aconselho a leitura deste artigo do jornal americano The Pillar, que analisa as recomendações feitas recentemente pela Comissão Independente que analisou os abusos sexuais na Igreja no Estado de Illinois. Estas recomendações não são um mero “copy paste” de outros relatórios mais antigos, e incluem sugestões muito valiosas.

A fundação internacional Ajuda à Igreja que Sofre tem nova liderança. Thomas Heine-Geldern deixa a direcção executiva da organização, e é substituído por Regina Lynch (na foto), que até agora era directora de projectos.

Um polícia, que estava a trabalhar como segurança privado de uma escola católica no Paquistão, matou a tiro duas alunas e feriu outras seis pessoas, incluindo cinco crianças, no que parece ter sido um protesto contra a educação de raparigas. De visita a Portugal, um bispo paquistanês pediu melhor segurança mas disse que a Igreja não vai desistir da sua missão de educar todos, rapazes e raparigas, cristãos ou não cristãos.

Por fim, deixo-vos com o artigo desta semana do The Catholic Thing, em que o padre Paul Scalia começa por invocar a bênção Urbi et Orbi menos provável do mundo para falar de embriaguez. Mas embriaguez da boa! Leiam para perceber melhor.

Thursday, 22 September 2022

Rapto nos Camarões e hipersensibilidade no Reino Unido

Depois da Nigéria, agora os Camarões. Num só ataque foi incendiada uma igreja e raptados cinco padres, uma freira, dois catequistas e uma leiga. Neste caso o conflito nem é religioso, a Igreja vê-se apanhada entre os militantes que querem a independência da zona anglófona e o exército do governo maioritariamente francófono.

A Igreja quer ser parte da solução para o conflito em Moçambique. Recorde-se que há pouco tempo foi atacada uma missão católica e uma freira assassinada.

A Igreja no Paquistão avisa que os próximos tempos podem ser de fome e epidemias, devido às terríveis cheias que assolaram o país. Queixam-se ainda de discriminação aos cristãos na distribuição de ajuda humanitária.

Claro que o grande evento da semana foi o enterro da Rainha Isabel II. Nos dias depois da sua morte houve polémica porque algumas pessoas foram detidas por se manifestarem contra a Monarquia. Neste texto explico porque é que isso é mau, independentemente de concordarmos, mas que é apenas parte de um problema maior, que também afecta a liberdade religiosa.

Há dias saiu mais uma reportagem sobre um caso de abusos, neste caso na Diocese de Braga. O caso já está aqui, onde encontram links para os artigos originais. Aproveito para avisar que a questão dos abusos será tema do próximo episódio do podcast Hospital de Campanha, que deve ser publicado no início da próxima semana. Fiquem atentos, porque vai mesmo valer a pena.

Somos todos idólatras? Até certo ponto sim, considera o autor do mais recente artigo do The Catholic Thing em português. Na verdade, sempre que damos prioridade a nós mesmos do que a Deus estamos a cair na autolatria, argumenta, de forma convincente.

Por fim, foram acrescentadas várias declarações de líderes religiosos sobre a Ucrânia ao artigo no blog. Entre outros, temos o Patriarca Cirilo de Moscovo, que numa altura em que a Rússia anunciou a mobilização de 300 mil homens para servirem de carne para canhão na Ucrânia continua a culpar inimigos imaginários por dividirem o que ainda pensa serem “povos irmãos”. 

Friday, 4 June 2021

Menos Marx em Munique

Um dos principais bispos da Alemanha, o cardeal Reinhard Marx, colocou o lugar à disposição do Papa Francisco, reconhecendo erros próprios e sistémicos na forma como a Igreja lidou com a crise de abusos sexuais naquele país.

O padre indiano Stan Swamy, preso por falsas acusações de terrorismo, está com Covid. O jesuíta já sofria de problemas graves de saúde, e tem 84 anos. Na segunda-feira decide-se a sua libertação sob fiança… Esperemos que não seja tarde demais.

Um casal de cristãos paquistaneses, ambos analfabetos, foram ilibados finalmente da acusação e mandarem SMS blasfemos, em inglês, para uma série de clérigos muçulmanos. Ao todo passaram oito anos na prisão.

Mesmo em pecado mortal, Jesus continua a amar-te, disse o Papa Francisco, na quarta-feira, aos fiéis reunidos em Roma.

O Supremo Tribunal dos EUA vai revisitar um caso sobre restrições ao aborto. No artigo desta semana do The Catholic Thing o jurista Hadley Arkes argumenta que a insistência dos pró-aborto de resistir qualquer restrição, por ténue que seja, poderá acabar por ser benéfica para o movimento pró-vida.

Monday, 3 February 2020

Absolutismos

Michael Nnadi, assassinado na Nigéria
Uma absoluta vergonha o que se passou esta segunda-feira no Paquistão, onde um tribunal decretou que o casamento de uma rapariga raptada, forçada a converter-se ao Islão e forçada a casar-se com um muçulmano é válido. Qual foi o critério? Pasme-se, não foi a lei nacional, mas sim a Sharia.

Uma absoluta tristeza a notícia que nos chega da Nigéria, da morte de um dos quatro seminaristas que foram raptados por bandidos a 8 de janeiro. Os outros três foram todos libertados.

Uma absoluta desgraça o que se passa no norte de Moçambique, onde o bispo de Pemba calcula que já tenham morrido 500 pessoas às mãos de jihadistas.

Domingo foi o dia da vida consagrada. A Aura Miguel entrevistou para o efeito uma monja concepcionista, numa conversa que vale bem a pena ouvir. Da minha parte, convido-vos a ler o artigo que escrevi para o Ponto SJ e que foi publicado no sábado.

Tuesday, 21 January 2020

Apenas Huma entre muitas

O Papa Francisco mandou uma mensagem para o Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, em que alerta para os perigos de não se colocar o homem no centro das políticas económicas. Vale a pena ler.

Esperança no Paquistão, onde pela primeira vez parece que um tribunal está de facto a fazer alguma coisa num caso de uma rapariga cristã raptada e forçada a converter-se ao Islão. Leiam e vejam o apelo dos seus pais. Rezem, pelo menos, pela Huma Younus.

O Papa Francisco reforçou a condenação ao antissemitismo nos 75 anos da libertação de Auschwitz. Este é um fenómeno que está de regresso e não é só entre a extrema-direita e a esquerda progressista. São cada vez mais católicos a abraçar teorias destas e não pode acontecer, como explicou Francis X. Maier no artigo de há umas semanas do The Catholic Thing.

Quem me segue há mais anos sabe que tenho opiniões fortes sobre a presença de crianças nos funerais a forma como lhes falamos da morte. Hoje ouvi um podcast que alertava para não levar as crianças aos enterros. É uma opinião que considero lamentável e por isso respondi aqui.

Thursday, 9 May 2019

Asias há muitas, infelizmente

O Papa emitiu hoje um documento com novas orientações e normas – com força de lei canónica – para se lidar com casos de abusos. Os especialistas – até alguns críticos do Papa – parecem concordar que é um documento muito bom. Ainda bem!

Ontem tivemos a fabulosa notícia de que Asia Bibi já se encontra em segurança no Canadá. Foi quase uma década de sofrimento que para ela já acabou. Mas infelizmente o dela é apenas um de muitos casos que existem. Falei com dois paquistaneses cristãos que se encontram na Europa a tentar encontrar soluções para os jovens da sua comunidade poderem sair do país para estudar, porque mesmo nas universidades são vítimas de discriminação.

A Conferência Episcopal quer mais católicos a intervir para ajudar casais a superar as suas crises conjugais e a Cáritas quer tudo a votar nas europeias de dia 26!

Ontem publiquei mais um artigo do The Catholic Thing em português. Matthew Hanley sublinha algumas das contradições inerentes ao movimento que nos quer impor a fantasia de que se possa mudar de sexo e mostra como estamos já numa era em que dizer a verdade pode ser considerado crime.

Wednesday, 30 January 2019

Asia BeFree

A grande notícia dos últimos dois dias é a libertação final (?) de Asia Bibi no Paquistão, depois de o Supremo Tribunal daquele país ter rejeitado o recurso à sua absolvição.

Marcelo Rebelo de Sousa condecorou ontem o cónego João Seabra. Uma distinção merecida para uma das mentes mais brilhantes da Igreja portuguesa.



Se pensa que o latim é uma reserva de conservadores e tradicionalistas elitistas, então pense de novo. Respondendo a um artigo prévio de David Warren, o professor de latim Daniel Gallagher desmistifica aquela que é ainda a língua oficial da Igreja Católica,de forma bem-disposta e muito interessante. A ler!

Por hoje é tudo, estarei de folga agora uns dias e volto na segunda-feira, se Deus quiser!
Cumprimentos a todos,
Filipe


Tuesday, 20 November 2018

Passaporte para a Asia, precisa-se

A face da coragem e a face da revolta
Foi durante a minha licença, mas a maioria terá tido conhecimento da libertação de Asia Bibi. Hoje o seu advogado disse que ela precisa de um passaporte estrangeiro para poder abandonar o Paquistão, onde a sua vida está em perigo.

Ontem quando mandei o mail decorriam operações de salvamento após o desabamento de uma estrada em Borba. Há mortos, e hoje o arcebispo de Évora associou-se “à dor e ao luto” pelas vítimas.

Amanhã, se puderem, não percam a conferência do padre Tomás Halik, da República Checa. Vai decorrer no Colégio São João de Brito, pelas 18h30. Nos próximos dias poderão ler na Renascença um artigo com este padre extraordinário.


Monday, 8 October 2018

Pray for Asia

Lembra-se do caso de Asia Bibi? Pois rezem, rezem muito. A última cartada está a ser jogada, o Supremo Tribunal ouviu hoje os argumentos e deve anunciar a decisão nos próximos dias. Aguardemos e que Deus a guarde.

Ao fim de um mês e meio, Viganò teve finalmente a sua resposta. O cardeal Ouellet não se poupou nas críticas ao ex-núncio que exigiu a demissão do Papa Francisco.

Também no fim-de-semana o Papa Francisco anunciou a abertura de novas investigações sobre o cardeal McCarrick, avisando que os resultados podem ser surpreendentes e mostrar que ele recebeu tratamento favorável por ser bispo.

Apresento-vos um cirurgião inspirador, que reza com os seus doentes antes de os operar e que até muda lâmpadas quando é preciso (ver foto).

D. António Marto foi nomeado para o Dicastério do Laicado, Família e Vida.


Thursday, 19 April 2018

Alfie Evans, o disputado e Inês Gil, a escolhida

Um "toffee" agridoce
Depois do triste caso do bebé inglês Charlie Gard, temos agora uma nova situação parecida com Alfie Evans. Eutanásia? Distanásia? Direitos parentais? Autoridade do Estado? Qual é a posição da Igreja? Há muito por compreender e tentei esclarecer o mais possível neste artigo, tendo em conta que nem toda a informação é pública ainda.

No Paquistão os problemas são outros. Mais dois cristãos foram assassinados e uma igreja incendiada nos últimos dias.

Falando de coisas bem mais agradáveis, a cineasta portuguesa Inês Gil foi escolhida para presidir a um júri ecuménico no próximo festival de Cannes.

Realiza-se a partir de hoje um congresso sobre saúde mental, organizado pelas irmãs hospitaleiras do Sagrado Coração. Reportagem aqui.

E saiba ainda como é que a Misericórdia de Évora consegue cumprir a sua missão de defender a vida, à imagem das obras de misericórdia.


Tuesday, 18 April 2017

Terror no Egipto e miliatares a caminho de Fátima

Militares a caminho de Fátima, fingindo ser servitas...
Espero que tenham tido uma Santa Páscoa! Dificilmente terá sido pior que a de tantos coptas que no Egipto foram vítimas de um brutal duplo atentado no Domingo de Ramos. A Páscoa é uma época em que os terroristas gostam de vitimar cristãos, como aconteceu no ano passado no Paquistão, mas este ano as autoridades paquistanesas e egípcias dizem que impediram vários ataques novos.

São cerca de 100 os militares e familiares que este ano vão peregrinar a Fátima. Conheça mais sobre esta peregrinação muito especial.

Houve uma polémica durante a semana passada sobre as renúncias quaresmais no Patriarcado de Lisboa. Os serviços do patriarcado negam qualquer problema ou mau uso de fundos e dizem onde e como foi gasto o dinheiro desde 2011.

O Patriarca de Lisboa alertou na Quinta-feira Santa para os riscos da manipulação da natureza humana. D. Manuel deu também uma entrevista à Renascença, a propósito dos 80 anos da Rádio, que pode ver aqui.

Veja também a minha entrevista a Santiago, um seminarista Chinês que explica como mesmo antes de nascer os cristãos já são perseguidos naquele país… A transcrição integral da entrevista pode ser lida aqui.

Na quarta-feira passada publiquei um interessantíssimo artigo do Pe. Paul Scalia no The Catholic Thing que, em plena Semana Santa, nos convida a olhar para Judas e vermos até que ponto não temos muito em comum comele. Não deixem de ler, pois é intemporal. 

Tuesday, 21 February 2017

Trump critica anti-semitismo e Pastorinhos são heróis para crianças

Imagem de N.S.F. enviada para o Iraque
O Papa Francisco pede a abertura de canais humanitários para refugiados que fogem de zonas de guerra.


Para as crianças, os pastorinhos são verdadeiros heróis, considera a autora Thereza Ameal, numa altura em que o bispo de Fátima espera que a canonização dos pastorinhos avance durante o centenário das aparições.

Decorreu no fim-de-semana o Faith’s Night Out. Correu da melhor maneira, aqui pode ler um pouco sobre a experiência.

Recentemente entrevistei o arcebispo de Lahore, no Paquistão, um local onde as escolas e igrejas cristãs mais parecem prisões e onde a Páscoa se transforma, num abrir e fechar de olhos, em Sexta-feira Santa.

No domingo tive a sorte de poder estar presente, em família, na missa campal em Cascais em que foi benzida uma imagem de Nossa Senhora de Fátima que será agora enviada para o Iraque, juntamente com milhares de terços e dezenas feitos por crianças. O Presidente Marcelo também esteve presente e ficou tão impressionado como eu.

Tuesday, 3 January 2017

De bispos e de prisões

Ocorreu ontem um horrífico motim numa prisão brasileira, com cenas de violência atroz e pelo menos 60 mortos no espaço de poucas horas. O bispo local não se calou e protesta tanto contra o desrespeito pela vida como contra a sobrelotação das prisões.

A mutilação genital feminina não é uma questão unicamente religiosa, mas é muitas vezes com base em supostos preceitos religiosos que se continua a praticar. Inês Leitão aborda o assunto num documentário que estreia em Fevereiro, mas falou disso com Ângela Roque, aqui.

Morreu um dos bispos católicos mais polémicos dos últimos anos. Hilarion Capucci chegou a estar preso quatro anos por traficar armas para os militantes palestinianos na Cisjordânia.

No ano do centenário das aparições de Fátima chamo a vossa atenção para um detalhe interessante que me foi apontado pelo meu amigo Francisco Noronha de Andrade. No meio desta longa entrevista a Adriano Moreira há um segmento precisamente com ele em que fala da ligação das aparições de Nossa Senhora à causa da paz. Não percam! O link já aponta para o local certo no vídeo.

Lembram-se do corajoso governador Salman Taseer, que foi assassinado por defender Asia Bibi e criticar as leis da blasfémia no Paquistão? Pois agora é o seu filho que está a contas com os fundamentalistas, tudo por ter pedido orações pelas vítimas de tal lei.

E é precisamente por causa de leis como esta que milhares de cristãos paquistaneses abandonam o país todos os anos. No artigo da semana passada do The Catholic Thing fala-se precisamente de uma destas famílias e de como espelham a história da sagrada família.

Wednesday, 28 December 2016

Um Baptismo Natalício no Exílio

Casey Chalk
Durante a última semana do Advento, uma linda menina de sete semanas foi baptizada na paróquia redentorista na baixa de Banguecoque, Tailândia. Não foi um baptizado qualquer. Os pais da menina – que permaneceu miraculosamente tranquila durante a cerimónia – são católicos paquistaneses, requerentes de asilo em fuga de extremistas muçulmanos e obrigados a viver ilegalmente na Tailândia. A sua situação difícil, e este baptizado, são uma manifestação cativante do verdadeiro sentido do Natal.  

A família alargada é composta agora por 17 pessoas, desde bisavós até esta mais recente adição. Vivem em dois apartamentos minúsculos, de um só quarto, a pouca distância da paróquia católica, encaixados como sardinhas em lata à noite. Vieram para Banguecoque há quatro adventos, poucos dias antes do Natal, depois de uma série de ataques violentos na sua cidade natal de Karachi.   

Um membro da família, um jovem médico, foi falsamente acusado por fundamentalistas de ter rasgado intencionalmente uma página do Alcorão – uma ofensa que no Paquistão é considerada blasfémia e punida como tal. A sua cunhada, enfermeira num hospital de Karachi, foi acusada de ter tentado forçar um doente muçulmano a quebrar o seu jejum de Ramadão e de o ter tentado converter. Parentes do doente dispararam sobre ela e sobre o seu marido enquanto tentavam fugir do hospital. Duas adolescentes da família foram apanhadas e queimadas vivas em público. Foram emitidos fatwas e mandatos de captura contra eles. Sabendo que as únicas opções eram a morte ou a conversão forçada, fugiram.

Vivendo em Banguecoque desde Dezembro de 2012, tornaram-se uma família de “faz-tudo” para a paróquia, fazendo biscates para a igreja, distribuindo panfletos, ajudando com o ofertório, preparando a Igreja antes de casamentos e funerais e limpando de seguida. Esta é uma família que desafia as ideias feitas dos requerentes de asilo como pobres, fracos e desamparados, à mercê da beneficência de doadores ocidentais. Pelo contrário, eles são um grupo teso, resistente e com uma ética de trabalho incansável.

O pai da menina baptizada também não encaixa no estereótipo de refugiado. Com estatura de culturista e bem-parecido, dá ares de estrela de Bollywood e não de alguém que se esconde com medo dos seus algozes. Se os jihadistas estivessem dispostos a lutar de forma justa, ele dava-lhes uma tareia. Agora passa os seus dias a dirigir o trânsito junto à paróquia.

De certas formas a história desta família espelha o paradoxo da Sagrada Família no Natal. Parecem-nos, à primeira vista, pobres e modestos: José, o patrono simpático e mais velho da jovem virgem, Maria. Ela, a camponesa judia, silenciosa e humilde. Mas à medida que a sua história desenrola, com mensagens do Arcanjo Gabriel e as hostes celestes a proclamar a glória de Deus na pequena Belém, reconhecemos que não se trata de uma família normal. Rodeados de uma fortaleza angélica impenetrável, que recorda Eliseu, Maria e José erguem-se em desafio aberto aos poderes do mundo. Eles não serão intimidados, nem por todos os soldados ou todas as espadas do mundo.

E assim foi com o baptismo desta criança paquistanesa. Um “sinal de contradição” semelhante à do menino Jesus. Tal como a apresentação de Cristo no Templo, o seu baptismo é um verdadeiro sinal da fé e fidelidade da sua família a Cristo. Estão em Banguecoque, a milhares de quilómetros de casa, porque se recusaram submeter às exigências de extremistas muçulmanos que os ameaçaram com conversão ou subjugação.

O baptismo em público desta menina recém-nascida, com polícias tailandeses a poucos quarteirões, é um acto confiante e rebelde de piedade cristã. Que proclama a todos os que procuram extinguir o Evangelho e os seus aderentes: “Não terão os nossos corpos, nem as nossas almas”. Esta menina, dizem eles, com uma santa arrogância, pertence a Cristo. Agora, revestida de rectidão e cheia do Espírito Santo, ela carrega mais poder do que todas as autoridades da terra. É, à sua própria maneira, “uma luz de revelação aos gentios”, tal como foi o Cristo menino.

Católicos paquistaneses na Tailândia
Não é que estas sejam circunstâncias que alguém deseja para si mesmo. Os pais de Jesus provavelmente não queriam ir até Belém, com Maria grávida de nove meses já antes da partida de Nazaré. Certamente teriam preferido não ter de fugir de Herodes, deixando as suas terras por um Egipto desconhecido. Mas uma vez e outra Deus utilizou o seu sofrimento como um meio para um fim muito maior e inesperado: “Do Egipto chamei o meu filho”.

Tal e qual com os meus amigos paquistaneses: Eles preferiam não ter de abandonar Karachi. Têm pouco interesse em fazer de Banguecoque a sua casa permanente. Mas aqui estão eles, pela Graça de Deus. O que torna a sua experiência tão espiritualmente potente é a sua fé inabalável de que Deus está com eles, que não os abandonará e de que está a cumprir os seus propósitos no meio daquilo que parecem ser as piores circunstâncias. Esta é, parece-me, a chave para compreender o Advento e o verdadeiro peso do Natal.

Mas não estamos perante super-heróis de outro munto, existindo numa qualquer realidade etérea, acima da nossa. As suas alegrias e os seus desafios diários são os mesmos que os nossos. Depois do baptizado, um membro da família com cinco anos arranca a correr pelo corredor central da Igreja, até que o seu pai o apanha e puxa para junto dele com uma fúria parental tão familiar: “Não corras aqui dentro! Seu mal-educado!”

A sua coragem pode ser transcendental, as suas dificuldades particulares excepcionalmente amargas, mas a sua história mais geral de sofrimento e de esperança é a nossa, tal como a história de Natal é nossa. Todos esperamos um fim para a nossa caminhada, um lugar preparado por Deus onde seremos acolhidos pelo nosso Salvador para sempre.

Mas mesmo agora, aqui mesmo, temos motivo para celebrar. Todos nós cujo testemunho declara que por amor a Deus desprezámos até a própria vida, “mesmo até à morte”.


Casey Chalk é um autor que vive na Tailândia, onde edita um site ecuménico chamado Called to Communion. Estuda teologia em Christendom College, na Universidade de Notre Dame. Já escreveu sobre a comunidade de requerentes de asilo paquistaneses em Banguecoque para outras publicações, como a New Oxford Review e a Ethika Politika.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na quinta-feira, 27 de Dezembro de 2016)

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The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Thursday, 6 October 2016

Guterres alegra pró-vidas, desporto e fé no Vaticano

Novo SG da ONU. A long, long time ago...
António Guterres vai ser o próximo secretário-geral da ONU. A nomeação do português, que é católico e pró-vida, já foi saudada por pelo menos um grupo de lobbying pelos valores da família na ONU e os bispos portugueses também elogiaram Guterres, nomeadamente o seu sentido de fé e de humanismo.

Está a decorrer no Vaticano um encontro dedicado ao tema da fé e do desporto. A esse propósito falámos com o autor de uma história da selecção de 66 e também com o nosso já conhecido IronPriest, o padre Ismael Teixeira, que em Agosto se tornou o primeiro a fazer um Ironman, uma das provas mais duras do desporto.

Já está a decorrer a peregrinação dos educadores de infância, que anunciámos aqui há alguns dias, saibam mais sobre o que move estes peregrinos, aqui.

O caso da paquistanesa condenada á morte por blasfémia, Asia Bibi, está a entrar numa fase decisiva. A questão vai ser debatida pelos deputados portugueses.

O Papa fez uma visita surpresa às vítimas do terramoto em Amatrice e ontem e hoje, menos surpreendentemente, encontrou-se com líderes anglicanos que estão em Roma para assinalar os 50 anos do encontro histórico entre o Arcebispo de Cantuária e o Papa Paulo VI.

Wednesday, 6 April 2016

Compreendendo o Massacre Pascal de Lahore

David Warren
“Vil e sem sentido”. Foi assim que o Santo Padre descreveu o terrível massacre de cristãos que celebravam a Páscoa junto a um parque público em Lahore.

Morreram dúzias de pessoas, na maioria mulheres e crianças, e centenas ficaram gravemente feridos neste atentado suicida – tantos que os hospitais da cidade ficaram repletos e apelaram desesperadamente por doações de sangue. Foi ao nível do massacre de Todos os Santos em Peshawar, em 2013; foi pior que os atentados em igrejas em vários pontos de Lahore o ano passado.

Os Taliban do Paquistão reivindicaram todos estes ataques. Trata-se de uma organização que engloba várias células, em grupos que estão constantemente a mudar. A estrutura está pensada para evitar a penetração por informadores policiais.

Depois de cada atentado no Paquistão prendem-se umas centenas dos “suspeitos do costume”. Nenhum juiz que tenha amor à vida, ou que se preocupa com a sorte da sua família, quereria presidir a um julgamento destes, daí que as pessoas são detidas e depois libertadas um pouco por todo o país, para frustração dos serviços de informação dos serviços de informação ocidentais que podem saber quem são os verdadeiros suspeitos mas questionam-se porque é que estes nunca são detidos.

Conheci Lahore na minha infância e voltei várias vezes ao longo da vida a esta cidade venerável e em tempos bela, que continua a contar com monumentos impressionantes do Raj, dos Mugais e de outros tempos. Em tempos muçulmanos, hindus, sikhs, cristãos e até zoroastrianos e budistas viviam em paz nesta cidade adorável.

Quando foi a partição essa mistura ficou reduzida de repente a muçulmanos e uma minoria nativa de cristãos, na maioria católicos. Já nos anos 60, enquanto criança na escola de St. Anthony, eu tinha noção de que os cristãos deveriam ser meigos e respeitosos, sobretudo durante o Ramadão.

Pode-se ir à história – o nexo de nacionalismo e islamismo incipiente que levaram à própria formação do Paquistão – para compreender aquilo que agora se está a passar. Ambos foram importados, como “ideias com consequências” e ambos eram expressão de modernidade. Ambos ascendem das raízes do país e a única maneira de se conseguir eliminar as “raízes” do problema através de políticas seria viajando no tempo.

Na minha mais recente visita a Lahore, há mais de uma década, muitas das pessoas com quem falei já estavam preocupadas. Sabiam que a grande maioria no Paquistão, pelo menos em locais sofisticados e urbanos como Lahore, não eram fanáticos; que as suas posições podiam ser descritas, basicamente, como “viver e deixar viver”. Mas estavam assustados com o aumento explosivo de alunos formados nas madrassas – estimavam em cerca de 5% – que estavam comprometidos com uma agenda islamita violenta.

A comparação mais típica era com o Irão nos últimos tempos da monarquia. Não foi propriamente uma maioria de xiitas fanáticos que levou o Ayatollah Khomeini ao poder.

Foi este aviso que, paradoxalmente, preparou o terreno para os movimentos terroristas no Paquistão. O Governo estava bem consciente do que aconteceu ao Xá e determinado a evitar que se passasse o mesmo no seu país. Daí que com uma mão tenham tentado apaziguar inserindo mais inovações da Sharia nas leis nacionais enquanto, com a outra, constroem um exército e serviços de informação gigantescos, para lidar tanto com ameaças internas como externas, como por exemplo a rivalidade com a Índia.

Mas no nordeste montanhoso, a fronteira com o Afeganistão continua permeável e qualquer burocracia de grandes dimensões está sujeita a infiltração política organizada. Como gerações de políticos paquistaneses têm explicado a diplomatas ocidentais, não estão, nem podem estar, em controlo da situação. Não têm qualquer vontade de se renderem aos talibans, mas não há maneira de os derrotar sem ser através de um conflito da mesma dimensão que levou à partição.

“Vil e sem sentido”

Uma das vítimas do massacre
Na minha opinião a análise do Papa está apenas 33% certa. Estou com ele no que diz respeito à “vileza”, como estão, imagino, a grande maioria dos paquistaneses. O massacre de inocentes é entendido como vil mesmo por não cristãos. Mas tudo isto é complicado pela “política de identidade” que, com a ajuda das comunicações de massas, trouxe o tribalismo primitivo de volta à vida política moderna, com repercussões internacionais.

Daí que, mesmo no Paquistão, e já há algumas décadas, eu já detectava uma insinuação do género “os cristãos estão a pedi-las” por serem considerados arrogantes, apesar dos seus maiores esforços por serem discretos. Da mesma maneira que no Ocidente há o sentido crescente, à luz do terrorismo, de que “os muçulmanos estão a pedi-las”.

Há uma ideia de “nós contra eles” que ajuda a explicar como as massas complacentes se vão identificando com os membros das suas respectivas tribos, mesmo quando estão claramente errados. É um cálculo personalizado que é próprio da modernidade, embora assente sobre factos de identidade que parecem antigos e irrevogáveis.

Mas os ataques são tudo menos “sem sentido”. Também eles fazem parte de um cálculo muito moderno e “democrático”, que surgiu inicialmente através da violência aparentemente irracional dos anarquistas, socialistas e nacionalistas no século XIX. O cálculo é de que a violência – que Rumsfeld gostava de chamar “guerra assimétrica” – pode mudar as perspectivas para uma causa aparentemente desesperada.

O “terrorismo” é adoptado como táctica, ou até como estratégia, por muitas vezes funciona. Não funciona enquanto apelo a uma maioria nem pode ser tornado apelativo para esta. Os terroristas são demasiado racionais para isso, mais até do que as pessoas que os acusam de irracionalidade. Os actos gratuitos de violência – seja à carne seja a alvos arqueológicos na Síria ou no Iraque – têm por objectivo atrair as atenções das massas, chocá-las e horrorizá-las.

Os lenines, os hitleres, os Maos e os Khomeinis que chegaram ao poder compreendiam a utilidade da “violência sem sentido”. Embora sem grande entusiasmo, todos foram recebidos pelas massas complacentes quando as suas revoluções triunfaram. A atitude, invariavelmente, era “ao menos agora teremos alguma paz”.

Eis, então, o sentido da coisa. Seja no oriente ou no ocidente, o radical emprega a violência e o caos, não para incitar as burguesias a acções imprevisíveis, mas para se aproveitar do seu desejo por segurança. No final de contas abdicarão de quase tudo por uma vida tranquila.


David Warren é o ex-director da revista Idler e é cronista no Ottowa Citizen. Tem uma larga experiência no próximo e extreme oriente. O seu blog pessoal chama-se Essays in Idelness.

(Publicado pela primeira vez na Sexta-feira, 1 de Abril de 2016 em The Catholic Thing)

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Monday, 28 March 2016

Páscoas que são sextas-feiras santas no Paquistão

Páscoa na primeira pessoa
Terminei o último mail com votos de Santa Páscoa, mas para muitos cristãos no Paquistão o dia mais importante do seu ano litúrgico transformou-se numa longa Sexta-feira Santa. O Papa já condenou os atentados que causaram dezenas de mortos, o Governo português também.

Por trágica coincidência, dois dias antes tinha sido publicada a minha entrevista com um cristão paquistanês que se encontra a viver em Lisboa e que conta porque é que teve de fugir e o que sofrem os seus correligionários que continuam por lá.

Entretanto, hoje surgiu outra notícia trágica, a dizer que o padre indiano raptado no Iémen há algumas semanas tinha sido crucificado na Sexta-feira Santa. Rapidamente a notícia se espalhou nas redes sociais e alguns órgãos de comunicação social também a divulgaram. Mas graças a Deus, e ao que parece, é falsa. Rezem à mesma pelo Pe. Tom, mas tudo indica que ele continua vivo.

Um rápido apanhado de outras notícias pascais: O Papa condenou os “fundamentalismos que profanam o nome de Deus” e deu sacos-cama aos sem-abrigo de Roma; o Patriarca de Lisboa quer que os católicos se dêem aos mais desprotegidos e reforça que o ressuscitado é “fonte de esperança” e D. Jorge Ortiga pediu orações pela humanidade.

Monday, 29 February 2016

Black and White no Vaticano

O Papa encontrou-se esta segunda-feira com o Patriarca da Igreja Ortodoxa da Etiópia, proporcionando fotos muito giras.

Um homem saudita de 28 anos foi condenado a 10 anos de cadeia e 2.000 chibatadas por promover o ateísmo.

Entretanto no Paquistão o ex-guarda-costas que assassinou Salman Taseer por este ter apoiado a cristã Asia Bibi, acusada de blasfémia, foi enforcado na madrugada de hoje. Houve manifestações contra a execução por parte de apoiantes.

O debate sobre a eutanásia continua a dar que falar, depois de a bastonária da ordem dos enfermeiros ter dito que esta já é praticada no SNS (apesar de depois ter vindo dizer que não disse, ouça você mesmo e decida).

Pela minha parte publico hoje mais um artigo sobre este assunto. Há quem acuse os defensores da eutanásia de serem nazis só porque foram os nazis os primeiros a legalizar a prática. Não, os pró-eutanásia não são nazis. Mas a eutanásia é, como explico.

Nota para quem tem crianças. Thereza Ameal escreveu o livro: “Lúcia – A vida da Pastorinha de Fátima”. Conheça melhor o projecto aqui.

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