terça-feira, 17 de julho de 2018

Mensagem do Papa para o Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora

O Papa Francisco escreveu uma mensagem aos participantes no Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora. A mensagem foi lida em português, durante a cerimónia de abertura, pelo núncio apostólico Rino Passigato. O texto não foi divulgado, pelo que isto é uma transcrição da mensagem lida, com base na filmagem feita pela organização. Caso exista algum erro, fruto da má qualidade do som em algumas partes do vídeo, peço desculpa.

Acolhendo de bom grado o pedido de bênção para os participantes do 12º Encontro Internacional das ENS que se realiza em Fátima, sobre o tema “O Filho Pródigo”, o Papa Francisco saúda-vos fraternalmente, recordando a todos e cada um que a Igreja condena o pecado, porque deve dizer a verdade, mas ao mesmo tempo agraça o pecador que se reconhece como tal, aproxima-se dele, fala-lhe da Misericórdia infinita de Deus.

Que grande alegria e esperança nos dá a parábola do Filho Pródigo. Nela não se fala apenas de acolhimento e de perdão, mas também da festa pelo filho que regressa. O Santo Padre convida todos e cada um a rever-se naquele filho extraviado que voltou e a quem o pai não se cansa de abraçar e repor na sua grandeza de filho.

Comovidos por tão grande benevolência, deixem o coração falar: “É verdade, Senhor, sou um pecador, uma pecadora. Sinto-me tal e tenho a certeza de o ser. Deixei-me enganar de mil maneiras, fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de vós. Resgatai-me de novo Senhor. Aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores".

Aqueles braços abertos na Cruz provam que ninguém é excluído do amor do pai e da sua misericórdia. Ele não quer, nem se resigna a, perder ninguém. Marido, esposa, pais e filhos, bem sabem que aos olhos de Jesus não há pessoas definitivamente perdidas, mas apenas pessoas que devem ser reencontradas, e ele impele-nos a sair à procura delas. Porque se queremos encontrar o Senhor, temos de o procurar não onde nós pretendemos encontrá-lo, mas onde ele nos quer encontrar, e o pastor só pode ser encontrado onde está a ovelha perdida. Fazendo saber que vai à procura da ovelha perdida, ele provoca as outras 99 para que participem na reunificação do rebanho e, se assim procederem, não só a ovelha trazida aos ombros, mas todo o rebanho acompanhará o pastor até casa para fazer a festa com os amigos e os vizinhos.

Então, “tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar, com alegria, as misericórdias do Senhor. Podemos dizer-Lhe: A minha alma canta para Vós, Senhor! A misericórdia, que usastes para com todos os vossos santos e com todo o vosso povo fiel, também chegou a mim. Pelo orgulho do meu coração, vivi distraído atrás das minhas ambições e interesses, mas não ocupei nenhum trono, Senhor! A única possibilidade de exaltação que tenho é que a vossa Mãe me pegue ao colo, me cubra com o seu manto e me ponha junto do vosso Coração.”*

Assim consagrados aos corações misericordiosos de Jesus e Maria, podem contar com a sua graça, a mesma graça que há cento e um anos, na pessoa da Virgem Mãe de Deus, refugia os olhos dos três pastorinhos e mudou as suas vidas, para salvarem os pecadores.

Com votos de que a paixão com que estes o fizeram se apodere dos esposos, pais, filhos membros das Equipas de Nossa Senhora, semeadas pelo mundo inteiro, o Papa Francisco concede a sua bênção, extensiva aos assistentes espirituais e orientadores de retiros e encontros.


*Da oração do Papa Francisco na Capelinha das Aparições, durante a sua visita pastoral de 2017.

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