sexta-feira, 6 de março de 2015

Nimrud - Era uma vez um tesouro da humanidade

Nimroud, antes...
Não há dia em que o Estado Islâmico não nos dê notícias frescas. Hoje surgiu a informação da destruição da cidade de Nimrud, um tesouro arqueológico que data do século XIII antes de Cristo.

Desde os budas dinamitados no Afeganistão até este último incidente, são já vários os episódios de violência contra o património cultural do mundo. Porquê? É o que tento explicar aqui.

Amanhã faz 50 anos que o Papa Paulo VI celebrou a primeira missa em italiano, selando a reforma litúrgica que permitiu missas no vernáculo. Hoje temos o padre Vasco Pinto de Magalhães sobre o tema, a dizer que a missa em Latim deixava o povo de fora. Amanhã teremos mais uma reportagem sobre o assunto, com perspectivas diferentes.

Existe marketing religioso? Claro que sim, dizem os especialistas. E faz falta.

1 comentário:

  1. Que ingenuidade trágica, essa de achar que o "marketing religioso" faz falta!
    A Rádio Renascença e, de um modo geral, todos os cristãos deveriam meditar demoradamente nestas palavras:
    “Sempre que a Igreja tentou agir por meio das propagandas admitidas na época, assistiu-se a uma perda de verdade e de autenticidade do cristianismo. Foi o caso no século IV, no século IX. No século XVIII, etc. (o que, bem entendido, não quer dizer que tivesse deixado de haver cristãos).
    Nesses momentos, o cristianismo deixa de ser uma força de perturbação e uma aventura espiritual para se institucionalizar em todas as suas expressões e se comprometer em todas as suas acções. Serve de ideologia sociológica a toda a gente, com a maior facilidade, e tende a ser uma mistificação. É então que se multiplicam as inumeráveis edulcorações, adaptações, que desnaturam o cristianismo, adaptando-o ao meio. [...] O que se produz então é que com efeito a Igreja é capaz de pôr as massas em movimento, á capaz de conquistar para a sua ideologia milhares de homens. Mas esta ideologia já não é o cristianismo. É uma doutrina vulgar, conservando somente (e nem sempre, de resto) alguns princípios e o vocabulário cristão.
    [...] A propaganda é um dos factores de descristianização mais poderosos do mundo. [...] E esta descristianização por efeito de um meio é bem mais vasta e eficaz do que todas as doutrinas anticristãs.
    Jacques Ellul, Propagandas, Antígona, 2014
    Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!

    Pedro Barros

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