quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Fake news, no Porto e em Roma

Espero que tenham todos tido um excelente Natal, melhor pelo menos do que a do Bispo do Porto, que se viu envolvido numa polémica por causa da virgindade de Nossa Senhora. Já foi tudo clarificado, graças a Deus.

Mal li a reportagem original, no dia 24 de Dezembro, publiquei isto no meu blog, em que aconselhava calma antes de se crucificar o bispo, porque conhecendo o meio jornalístico percebi que algo não estava bem naquela notícia – aprender a ler notícias e a interpretá-las é também importante – e da forma como as coisas se desenrolaram ficou claro que tinha razão, mesmo sem estar por dentro.

Já que estamos numa de saber ler e interpretar notícias, o Papa NÃO DISSE hoje, ao contrário do que informam muitos órgãos, que é melhor ser ateu do que ir à igreja e depois falar dos outros. É a segunda vez no espaço de dois anos que acontece isto. A Renascença tem aqui vídeo com a citação original e com a tradução certa.


O Papa começou o ano com uma mensagem a apelar à valorização da maternidade e, no mesmo dia, o diretor e vice-diretora de comunicação da Santa Sé demitiram-se. (Não estou a sugerir causa efeito…)

Foram também publicados dois artigos do The Catholic Thing neste espaço de tempo. No primeiro o padre Paul Scalia escreve muito bem sobre a importância teológica da linguagem e como até a nossa capacidade de falar é afetada pelo pecado e hoje o grande Anthony Esolen recorda como até meados do século XIX se castravam meninos para lhes preservar a voz, mas adverte que o que permitimos que se faça às crianças hoje é muito pior.

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