quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Defender um amigo, ou ampliar a mentira?

Nos últimos dias surgiram boatos maliciosos sobre um homem bom, de quem sou amigo.

Eram boatos em sites de uma tendência clara, anti-Papa Francisco, que chegam a muita gente.

Sabendo-os falsos, achei que seria importante defender a pessoa em causa.

Desde que o publiquei, várias pessoas agradeceram mas algumas chamaram-me a atenção para o facto de estar a dar ainda mais dimensão e eco a uma mentira. Sei que existe esse risco.

Este é um dilema clássico. O que fazer com as mentiras? Expô-las à luz, para as matar? Mas com isso corremos o risco de as levar mais longe.

O meu objectivo era chegar ao mundo anglófono, porque foi lá que o boato surgiu. Passado este tempo, se ainda não chegou lá não vai chegar e por isso, para evitar que a partir de agora o artigo apenas sirva para chamar a atenção de mais pessoas para as mentiras iniciais, retiro-o do blog. Está guardado no meu arquivo pessoal.

Não o retiro por vergonha, nem por achar que não é verdade, mas para não causar mais danos a quem visava defender.

Cometi um erro ao publicar? Recebi opiniões diversas. Cometo um erro ao retirar? Não sei.

Agradeço a vossa compreensão.

3 comentários:

  1. Creio que cometes um erro ao retirar. Combater a mentira faz com que tenhamos que a expôr e argumentar contra ela. E isso demonstra as suas fraquezas, fragilidades e imprecisões. Mostra porque é que a mentira é mentira. Ao dares um passo atrás, não só deixas de defender o que acreditas ser certo, como cedes perante a calúnia do assunto em questão. Um dos efeitos de combater as fake news é sempre aumentar o auditório das mesmas. Mas repara, acontece o mesmo com heresias... logo o que é preciso fazer, não é retroceder. É ir em frente e com mais força, demonstrando que o erro não se combate com a ausência de resposta ou com retirada por respeito à pessoa visada. Mas pelo contrário, o erro deve ser combatido publicamente, por respeito a quem está a ser atacado.

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  2. Por mim, fiquei muito agradecido pelo seu post. Não conhecendo a pessoa em causa, fiquei sem saber o que pensar quando li as acusações de que fala. Os seus esclarecimentos ajudaram-me.

    O seu post não terá chegado aos EUA? Paciência! Desculpe o atrevimento, mas faça como o Santo Padre João XXIII. e não se leve a si próprio tão a sério... Parece-me que já terá valido a pena se serviu para esclarecer alguns portugueses, como me serviu a mim.
    Para além disso, um seu colega da Renascença já mencionou o seu post: http://rr.sapo.pt/artigo/121113/uma-calunia-farisaica

    E se quer mesmo que o seu post seja conhecido "lá fora", porque é que não tenta através do Catholic Thing?

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  3. Caro Filipe,
    Gostei muito do seu post, e espero que tenha chegado onde devia chegar.
    Obrigada,
    Ana Ulrich

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