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Thursday, 27 July 2023

A tortuosa caminhada religiosa da Madre Marie Bernadette (AKA Sinéad O’Connor)

A morte de Sinéad O’Connor, ontem, aos 56 anos, tem sido lamentada e muito se tem falado sobre o seu percurso musical. Menos atenção tem merecido a sua muito complexa caminhada religiosa.

O primeiro grande incidente de carácter religioso em que Sinéad O’Connor se envolveu foi em 1992 quando rasgou uma fotografia do Papa João Paulo II durante uma actuação em directo na televisão.

A cantora estava a cantar a música “War” de Bob Marley, no Saturday Night Live e o combinado era que durante a música seguraria numa fotografia de uma criança soldado. Contudo, quando chegou a esse momento mostrou uma fotografia de João Paulo II e rasgou-a em pedaços, enquanto dizia “luta contra o verdadeiro inimigo”.

O’Connor defendeu o seu gesto como uma crítica aos abusos sexuais de crianças no seio da Igreja Católica. Independentemente do que se possa pensar sobre o acto em si, a verdade é que estava alguns anos à frente do seu tempo, pois como se veio a ver o escândalo dos abusos e do seu encobrimento existiam de facto em vários países, incluindo na sua nativa Irlanda, mas ainda não se falava muito do assunto.

O incidente foi recebido com silêncio sepulcral em estúdio, mas levou a fortes críticas nas semanas seguintes, de tal forma que num concerto de tributo a Bob Marley nem conseguiu acabar de cantar, tais foram os apupos da multidão. Foi ainda criticada por Madonna por ter ofendido a Igreja Católica e pelo apresentador do SNL, Joe Pesci, que mostrou a mesma fotografia recomposta e colada por ele e disse que se não fosse o apresentador teria dado à cantora uma chapada.

Foi por isso com alguma estranheza que muitos assistiram à transformação de O’Connor de contestatária do Papa em sacerdotisa de uma Igreja cismática supostamente tradicionalista.

A Igreja em causa era a Igreja Latina Tridentina, conhecida oficialmente como Igreja Ortodoxa Católica e Apostólica da Irlanda (IOCAI), liderada pelo bispo Michael Cox. Cox tinha sido ordenado por Ciarán Broadbery, que por sua vez tinha sido ordenado por Clemente Dominguez, líder da Igreja Católica Palmariana, que por sua vez tinha sido ordenado pelo bispo vietnamita Ngô Đình Thục. De todos estes, Thục era o único que alguma vez tinha sido um bispo católico válido, mas acabou, sem surpresas, por ser excomungado, juntamente com todos os outros bispos que ordenou ilicitamente. A IOCAI apresentava-se como sendo ultraconservadora e celebrava o rito tridentino, mas isso não impediu o seu bispo de convidar Sinéad O’Connor para ser ordenada depois de ela lhe fazer um donativo de 50 mil libras irlandesas. Em abono da verdade, diga-se que o donativo foi retirado depois de ela ter sido acusada de simonia pela Igreja Católica da Irlanda, mas a “ordenação” avançou e Sinéad adoptou o nome “Madre Marie Bernardette”.

Numa entrevista em que falou longamente sobre o assunto explicou que se considerava uma sacerdotisa católica legítima e válida e que poderia levar anos, mas Roma acabaria por aceitá-la como tal. Disse também que nunca mais iria usar outra roupa para além das suas vestes sacerdotais e que iria leiloar toda a sua roupa e maquilhagem, para juntar dinheiro para fundar uma casa em Lourdes onde os “travellers” – uma comunidade ao estilo cigano que vive nas Ilhas Britânicas – poderem ir passar férias. Por fim, disse que estava a pensar seriamente em fazer um voto de celibato, mas que o seu namorado lhe tinha pedido para pensar no assunto durante uns 25 anos. Não faço ideia se o leilão da roupa chegou a acontecer, nem se a casa em Lourdes foi construída, muito menos se o voto de celibato se concretizou, mas tenho sérias dúvidas. O mais espantoso é que toda esta conversa decorreu – pelo menos da parte de Sinéad – com a maior seriedade e convicção.

Não sei ao certo quando é que Sinéad deixou de se considerar sacerdotisa e de exercer como tal, mas sabe-se que em 2018 a sua vida religiosa levou outra volta inesperada quando ela anunciou que se tinha convertido ao Islão, adoptando o nome Shuhada' Sadaqat. Shuhada significa “mártires”, ou mais literalmente “aqueles que dão testemunho” e Sadaqat significa dar esmola.

Na altura O’Connor, AKA Madre Marie Bernardette, AKA Sinéad Sadaqat (e estou a deixar de fora outro nome – Magda Davitt – que tinha adoptado entretanto) justificou a sua decisão de se converter ao Islão como “a conclusão natural da caminhada de qualquer teólogo inteligente”. Numa mensagem particularmente polémica, disse que as pessoas não muçulmanas são nojentas, e que nunca mais queria passar tempo com qualquer uma. Mais tarde pediu desculpa.

Não se goza com os mortos, nem é esse o objectivo deste texto. Antes, pretendo demonstrar não só a fascinante – se conturbada – vivência religiosa da cantora irlandesa, mas também como estas procuras por espiritualidades alternativas tão facilmente acabam por conduzir a uma espiral de loucura e irracionalidade.

Num dos seus muitos comentários sobre religião, Sinéad O’Connor disse: “Penso que Deus salva todos, quer queiram ser salvos ou não. Por isso, quando morremos, iremos todos para casa. Acho que Deus não julga ninguém. Ama a todos por igual”.

Esta frase não podia ser menos ortodoxa, mas pelo meio tem uma verdade. Sim, Deus ama todos por igual. E a verdade é que só Deus sabe o que se passava na mente e na alma claramente perturbadas de Sinéad O’Connor. Esperemos que o seu encontro com Ele tenha sido de facto um regresso a casa e o começo de uma nova vida de paz.

Wednesday, 27 June 2018

Tempo de Pregar aos Não Convertidos sobre o Aborto

Filip Mazurczak
Aqueles que acreditam no direito fundamental à vida tiveram duas grandes derrotas, em dois continentes diferentes, no espaço de menos de um mês. No dia 25 de Maio dois terços da população votou para revogar uma emenda constitucional que protege o direito à vida, abrindo caminho para aquilo que o Governo irlandês promete que vai ser uma das leis pró-aborto mais agressivas da Europa. Uma semana mais tarde o Congresso argentino votou por 129-125 a legalização do aborto até às 14 semanas de gravidez (para o diploma ganhar força de lei precisa de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e ser promulgada pelo Presidente).

Claramente os pró-vida estão a perder a batalha de defesa da vida dos nascituros. Para ganharmos no longo prazo precisamos de criar um consenso social de que os nascituros merecem o direito à vida, um consenso que transcende as divisões políticas e religiosas.

O desastre irlandês tem sido apresentado como prova do recuo da Irlanda das suas raízes católicas, desde os anos 90. Na Argentina ainda há esperança de que a Câmara dos Deputados, que é mais conservadora que o Congresso, possa impedir a legalização do aborto. Mas mesmo que isso aconteça, há uma forte probabilidade de que seja uma vitória efémera: as sondagens mostram que 60% dos argentinos apoiam a lei do aborto, quase duas vezes os que se opõem (34%).

Mais, na Argentina, como na Europa e na América do Norte, as forças pró-vida estão muito proximamente ligadas ao catolicismo. E a Argentina é um dos países menos religiosos da América Latina, pelo que uma revolta popular anti-vida, e anti-católica, à irlandesa, parece ser provável num futuro próximo.

Internacionalmente, a maior fraqueza da causa pró-vida é a sua proximidade com o Cristianismo e a direita política. Claro que não é mau que as Igrejas – Católica, Ortodoxa e algumas protestantes (tal como judeus ortodoxos e alguns muçulmanos) – estejam na linha da frente na batalha pela vida. Pelo contrário, o Cristianismo volta a mostrar provas de que rejeita o Zeitgeist em nome de valores intemporais, tal como fez em 1537 quando a escravatura era uma prática comum, durante a colonização europeia das Américas e o Papa Paulo III emitiu uma bula a prescrever excomunhão para os responsáveis por essa prática odiosa.

O problema está no facto de que numa democracia pluralista nenhum líder ou partido irá governar para sempre. Helmut Kohl foi chanceler da Alemanha Ocidental durante 16 anos, mas mesmo esse seu domínio acabou eventualmente. Eu fiquei contente quando o Presidente Trump rescindiu a política da Cidade do México e promulgou outras políticas pró-vida. Mas o Trump também não vai durar para sempre.

Nos Estados Unidos e em muitos outros países a posição das pessoas sobre o aborto está fortemente ligada à sua filiação política e religiosa. Nas últimas décadas isto acentuou-se ainda mais. O número de democratas pró-vida no Congresso actualmente, por exemplo, conta-se pelos dedos de uma mão, em comparação com mais de 100 nos anos 70. Para que a legislação pró-vida seja irreversível é necessário criar um certo consenso.

Para o fazer é preciso estendermos a mão às pessoas de boa vontade. Temos de começar pela base e explicar aos nossos amigos e familiares não conservadores e não cristãos porque é que somos pró-vida. O movimento pró-vida pode não ter a influência política e o financiamento generoso de que gozam a Planned Parenthood ou a Open Society Foundation de George Soros. Mas temos uma arma muito mais poderosa: A verdade.

Com os avanços na ciência, tecnologia e medicina, agora sabemos que o nascituro não é um aglomerado de células. As ondas cerebrais de um embrião são detetáveis às seis semanas após a concepção, bem dentro dos prazos legais para o aborto em quase todos os países ocidentais.

Pessoas intelectualmente honestas, que aderem aos conselhos de Sócrates de seguir as provas, seja para onde for que elas conduzem, serão levados pela lógica irresistível de que um nascituro é humano e, por isso, merecedor de protecção legal, independentemente do lado da barricada política em que se encontram ou do Deus, ou deuses, em que acreditam ou não acreditam.

O Hinduísmo pode não se opor ao aborto em termos absolutos (como comprova a legislação extremamente permissiva, que permite a prática até às 24 semanas nalgumas circunstâncias), mas Mahatma Gandhi, um hindu revoltado com a hipocrisia dos cristãos que colonizaram o seu país, disse que para ele era “claro como a luz do dia que o aborto é um crime”.

O falecido Nat Hentoff, crítico de música para o Village Voice – tudo menos um polo de conservadorismo social – era um judeu ateu libertário. Mas, sendo intelectualmente honesto, ele via que o aborto era um mal e opunha-se-lhe activamente. Há muitas mentes que, tal como Gandhi ou Hentoff, encontram-se em campos diferentes dos cristãos em termos políticos ou religiosos, mas têm a capacidade de ver o aborto como aquilo que é – se os informarmos.

Quanto mais pessoas dessas houver, mais pressão haverá sobre os políticos e a sociedade para condenar o aborto como uma violação dos direitos humanos mais básicos.

Imaginem que alguém vos dizia: “Pessoalmente, oponho-me ao tráfico de seres humanos, mas mais vale regulamentar a prática do que deixá-la acontecer de forma ilegal e insegura. E o Governo não tem nada que se meter nos assuntos privados dos traficantes. Devem deixá-los tomar as suas próprias decisões”.

O mais provável é que nunca tenha ouvido ninguém proferir sofismos deste calibre. Mas a maior parte das pessoas diz coisas muito semelhantes sobre a matança de humanos nascituros – humanos com cérebros, coluna vertebral e impressões digitais, que são capazes de sentir dor e, nalguns casos, de sobreviver fora dos úteros das suas mães.

A recente catástrofe na Irlanda e a tragédia em curso na Argentina mostram que devemos trabalhar para criar uma sociedade em que o aborto é visto como sendo tão inaceitável como o tráfico humano, e devemos pregar não aos convertidos, mas àqueles que, por causa das suas ideias sobre política ou religião, são nossos companheiros inesperados.


Filip Mazurczak contribui regularmente para o  Katolicki Miesięcznik “LIST”. Os seus textos já apareceram também no First ThingsThe European Conservative e Tygodnik Powszechny.

(Publicado pela primeira vez na quinta-feira, 21 de Junho de 2018 em The Catholic Thing)

© 2018 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Thursday, 14 June 2018

Irlanda não perdoa a hospitais católicos

A Irlanda prepara legislação para legalizar o aborto e o primeiro-ministro Leo Varadkar já avisou que todos os hospitais que recebem fundos públicos vão ter de “fornecer” este “serviço”. Os hospitais católicos não são excepção.

O Papa diz que a crise dos migrantes exige uma “mudança de mentalidade” e uma resposta humanitária internacional.

Começou o Mundial! Francisco pede que este seja uma “ocasião de encontro” entre culturas e religiões.

Esta quarta-feira há artigo do The Catholic Thing em português. Perante as acusações de neo-gnosticismo na Igreja actual o padre Weinandy dá uma contextualização histórica sobre esta heresia e diz que se ela existe não será onde muitos pensam.

Mas há mais no The Catholic Thing esta semana. Depois de vários anos a colaborar com este site, traduzindo centenas de artigos de qualidade, ontem vi publicado pela primeira vez um artigo da minha autoria. É sobre a recente votação da eutanásia, no Parlamento. Espero que gostem!

Decorre nos dias 20 e 21 de junho o colóquio “A Religião nas Multiplas Modernidades”, cujo programa podem ver aqui. Para os que se interessam por esta área académica, fica o convite.

Wednesday, 21 March 2018

É mesmo #melhorcontigo

Demitiu-se o responsável pela comunicação da Santa Sé. Monsenhor Dario Viganò não resistiu à polémica da carta de Bento XVI. Tudo explicado aqui.

A Europa está cada vez mais secularizada. Em alguns países mais de 90% dos jovens não se identificam com qualquer religião. Até aqui, nada de grandes surpresas, mas parece que Portugal está a resistir a esta tendência e os nossos jovens são substancialmente mais religiosos que nuestros hermanos do outro lado da fronteira, por isso nem tudo é mau!

O Papa Francisco vai a Dublin em Agosto para o encontro mundial das famílias.

E hoje é dia Mundial de Trissomia da Síndrome de Down. Foi com o maior gosto que pude dar notícia desta belíssima iniciativa, porque verdadeiramente, o mundo é #melhorcontigo. Com todos eles.

Hoje há artigo novo do The Catholic Thing em que o grande David Warren explica como é que apesar das suas más experiências numa escola católica no Paquistão – onde foi obrigado a ir à missa por ser branco, depois espancado pelos religiosos por ter ido à missa quando descobriram que afinal ele era protestante – ficaram as sementes que levariam à sua conversão, décadas mais tarde. É sempre um prazer ler este senhor, não percam!

Monday, 28 November 2016

Sínodo de Lisboa e a vida de Kollithanathumalayil

Novos missionários
O Papa Francisco pode tornar-se o primeiro da história a visitar a Irlanda do Norte, isto a confirmar-se uma visita à República da Irlanda em 2018.

O Sínodo de Lisboa entra na fase final esta semana. D. Manuel Clemente deu uma entrevista à Renascença sobre este assunto. A ideia é despertar de novo o “sonho missionário de chegar a todos”, mas a realidade actual é que onde ontem iam missionários portugueses, hoje saem missionários para vir para Portugal. É o caso do padre Paul Kollithanathumalayil, que também falou com a Renascença sobre esta sua experiência missionária.

O Papa Francisco reuniu com a Academia Pontifícia para as Ciências numa sessão plenária, no Vaticano, voltando a apelar a uma “conversão ecológica”, que apoie “o desenvolvimento sustentável”.


Os imãs portugueses estão desafiados a participar num curso de prevenção da radicalização, promovido pela Universidade de Al-Azhar, no Egipto.

Tudo isto nos dias depois de ter morrido Fidel Castro. Para uma boa análise da sua ligação ao mundo religioso, vejam este interessante artigo de Austen Ivereigh.

Tuesday, 26 May 2015

Papa queixa-se de deturpação, arcebispo iraquiano perdoa

No...
O Papa deu uma entrevista a um jornal argentino e falou de muitas coisas interessantes, incluindo o que o move às lágrimas e como acompanha os resultados do seu clube, o San Lorenzo. Mas Francisco também se queixou do facto de os jornalistas deturparem as suas palavras.

Uma organização portuguesa vai oferecer 20 mil exemplares de um livro em árabe sobre a mensagem de Fátima aos cristãos do Médio Oriente. A distribuição estará a cargo da Ajuda à Igreja que Sofre.

Foi precisamente à AIS que um bispo iraquiano falou da perseguição a que os seus fiéis são sujeitos. O arcebispo de Mossul diz que reza pela conversão dos terroristas e está disposto a perdoá-los, mas que se não se libertarem os territórios dos cristãos, então estes não têm interesse em continuar no país.

O Boko Haram decidiu que a selvajaria de raptar, violar e matar mulheres e crianças não chegava para o seu reportório, por isso agora passou a enviar as mulheres e crianças que rapta como bombistas suicidas. O número de atentados aumentou muito do ano passado para este.

No fim-de-semana em que os irlandeses aprovaram, por larga maioria, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, foi beatificado Oscar Romero, depois de uma causa que não foi simples e que acabou por concluir que foi mártir.

Wednesday, 17 July 2013

Idosos, doentes, nascituros e outras obras primas

Papa Francisco na praia
Hoje certamente não vos passaram despercebidas as dezenas de manchetes a informar que o Papa ia “perdoar os pecados através do Twitter”. Pois é, o Papa Francisco surpreende, mas não a esse ponto. Claro que a notícia é absurda. Está tudo explicado aqui.

Entretanto o Papa avisou que não quer andar num carro blindado quando estiver no Rio de Janeiro, isto enquanto os escultores de areia se apressam a fazer homenagens ao Pontífice.

O Reino Unido está imerso numa discussão sobre os cuidados paliativos e eutanásia e a Irlanda acabou de aprovar o aborto em casos de “perigo de vida” para a mãe (que pode incluir o perigo de suicídio…). É nesse contexto que o Papa escreve aos católicos ingleses a dizer que mesmo os idosos, doentes e nascituros são “obras-primas de Deus”. Amen!

Friday, 18 January 2013

Um Ibrahim para o Egipto, um Eamon para a Irlanda

Novo Patriarca para os copta-católicos
Começa hoje o oitavário de oração pela unidade dos cristãos. A este propósito a Renascença falou com o bispo português responsável por esta área. D. António Couto diz que é importante chegar aos jovens.

Temos também uma conversa com uma jovem que participa há vários anos em encontros da comunidade de Taizé, onde o ecumenismo se vive no dia-a-dia.

Duas nomeações importantes neste dia. No Egipto os coptas católicos têm um novo Patriarca. Seguindo a tradição própria das igrejas orientais foi eleito pelo próprio sínodo e hoje Bento XVI aceitou o seu pedido de comunhão eclesiástica.



Wednesday, 19 December 2012

I want to believe!

Mulder queria fazer parte dos 84%?
Anuncio-vos uma boa nova! Depois de um mês de interrupção regressam os artigos em português de The Catholic Thing. Esta semana Howard Kainz fala do mito da Superpopulação.


E vai em seis o Patriarcas que deixam vagos os seus tronos em 2012… Agora foi o Patriarca dos Caldeus. Não morreu, mas renunciou. Em Janeiro teremos substituto.

O que é que você faria se no seu país estivesse a decorrer uma campanha de inoculação contra a poliomielite? Se é amigo dos Talibans então é natural que a sua resposta envolva assassinatos a sangue frio de funcionárias de saúde… afinal de contas o que é a campanha contra esta doença terrível que não uma tentativa de esterilizar muçulmanos?

Continuamos com o ranking de notícias de religião de 2012 e hoje entramos no Top 3. Então em terceiro lugar temos a autêntica montanha russa que foram as conversações entre os tradicionalistas da Sociedade de São Pio X e Roma.

Tuesday, 22 May 2012

Todos fortes, todos diferentes



Os israelitas também são fortes e por isso mesmo não tencionam largar mão dos lugares santos de Jerusalém. Netanyahu diz mesmo que isso seria um “erro fatal”.


Na Irlanda querem-se fazer das fraquezas forças e criar um “Dia da Expiação” para pedir perdão às vítimas de abusos sexuais. A Igreja já disse que alinha… só é pena que a ideia tenha tido que partir de uma vítima.

E segundo os tradicionalistas bem precisamos todos de força, isto porque “O diabo está à solta”, e quer evitar a reintegração da SSPX na Igreja.

Finalmente, para quem não pôde ir à conferência de ontem de Peter Colosi, podem ver o vídeo no blogue, graças ao trabalho da Infovitae, que agradecemos. Força aí!

Thursday, 3 May 2012

O euro e os europeus, abusos na Irlanda

Renunciar? Quem, eu?
Ontem à noite decorreu o habitual debate de quarta-feira da Renascença sobre assuntos religiosos. A propósito da cimeira pró-vida que se realiza em Lisboa a partir de amanhã, D. Nuno Brás pergunta se estamos mais preocupados com o fim do Euro ou com o fim dos europeus.

Hoje é dia da liberdade de imprensa. O bispo-auxiliar do Porto elogia o papel dos media e dos jornalistas na defesa da liberdade e na divulgação da informação. Também lança alguns reparos… vamos fazendo os possíveis.

Ainda decorre o encontro da Pastoral da Saúde, em Fátima. Ontem a responsável pelo grupo Espírito Santo Saúde disse que não há dinheiro para pagar abortos e outros actos médicos desnecessários. Hoje o padre Vitor Feytor Pinto lamentou que algumas pessoas tenham deixado de dar sangue por já não terem benefícios por isso. Essa não é a atitude cristã, avisa.

Por fim, na Irlanda há cada vez mais pressão para que o Arcebispo de Armagh renuncie ao cargo. Ontem um documentário da BBC fez novas alegações de encobrimento em casos de abuso sexual.

Wednesday, 23 November 2011

O que fazer com 300 milhões de euros? Lobbying, claro!

Bento XVI vai para a cadeia no dia 18 de Dezembro. O Papa estará só de visita e vai responder a perguntas de cerca de 300 reclusos.

Bento XVI não será o primeiro Papa a estar “atrás das grades”, a tradição é antiga!

Hoje renunciou mais um bispo irlandês. Não se sabe se por doença ou por estar implicado no escândalo de abusos que varreu o país.

Em Washington gastam-se cerca de 300 milhões de euros por ano a fazer lobbying de natureza religiosa. Ao todo mais de 200 organizações trabalham nesta área!

Já em tempos falámos aqui do fenómeno de judeus ultra-ortodoxos a cuspirem em cristãos em Jerusalém. Um grupo de judeus tomou a iniciativa de pedir perdão por essa atitude aos cristãos.

Por cá, o seminário dos Olivais vai ter um novo reitor. O padre José Miguel Pereira sobe ao lugar para substituir o agora D. Nuno Brás.

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