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Friday, 24 November 2023

Terra Santa, antissemitismo e Arménios preocupados

Vamos já na sexta semana da guerra na Terra Santa e começa-se a falar finalmente num cessar-fogo e libertação de reféns. Isto acontece no dia depois de o Papa ter recebido em audiência delegações de ambas as comunidades, de ter ouvido protestos contra a campanha militar israelita por parte de peregrinos palestinianos na audiência geral, e de ter dito – novamente – que ninguém vence nas guerras, todos perdem. Na quarta-feira foi anunciada ainda uma campanha de oração pela paz e a fundação Ajuda à Igreja que Sofre prometeu reforçar o apoio monetário aos cristãos da Terra Santa.

A guerra na Terra Santa tem despertado muitas emoções em todo o mundo, e temos assistido a uma explosão de manifestações de antissemitismo. Neste caso em particular nem sempre é fácil de avaliar. Há quem considere uma crítica a Israel como um acto antissemítico, e quem diga que não, distinguindo o sionismo do judaísmo. É um tema complexo. Mas é por vezes o carácter antissemítico é inegável e é ingénuo pensar que ele se deve unicamente às decisões e aos actos praticados pelo Estado israelita actualmente. Este tema é explorado no artigo desta semana do The Catholic Thing, onde David Warren conclui que o antissemitismo é, lá no fundo, uma revolta contra Deus e um eco do pecado original.

Enquanto estamos todos focados em Gaza, contudo, o conflito na Terra Santa continua a decorrer noutras frentes e com outras armas. Hoje convido-vos a olhar para Jerusalém, onde há décadas decorre uma campanha levada a cabo por activistas judeus para comprar o máximo de propriedades e terreno possível, para tentar garantir uma maioria judaica na Cidade Santa. O mais recente incidente envolve um negócio obscuro que representa um quarto do sector arménio e meteu manifestações, colonos armados, cães e fantasmas de Nagorno Karabakh. Curioso? É caso para isso.

E para fechar este tema da Terra Santa, digo-vos que estarei no domingo no Atheneu Artístico Vilafranquense, em Vila Franca de Xira, para falar sobre o conflito em curso a participantes da Jornada da Pastoral Juvenil. É Às 10h. A mesma pastoral, inspirada pelo que se passou na JMJ, está a recomendar o uso de famílias de acolhimento para estudantes deslocados que estão a ter dificuldades em encontrar alojamento acessível nas grandes cidades.

Estamos em plena #RedWeek, durante a qual recordamos os cristãos perseguidos em todo o mundo. A fundação Ajuda à Igreja que Sofre organizou uma série de eventos, incluindo com o bispo do Porto e o bispo de Setúbal.

E termino com uma história curiosa. O bairro de Ciudade Chávez, na Venezuela, foi criado há uma década com o objectivo de ser um paraíso socialista, e por isso sem Deus, nem igreja. Agora, contudo, foi inaugurada a primeira paróquia. Há aqui uma lição, obviamente. Podemos revoltar-nos contra Deus, mas com paciência e tempo, Ele vence sempre. Felizmente.

Thursday, 23 November 2023

O outro conflito na Terra Santa. A terra em si.

Há poucos dias foi publicada uma declaração curiosa por parte dos líderes das igrejas cristãs da Terra Santa. Os líderes lamentaram os acontecimentos recentes no bairro arménio de Jerusalém.

Antes de entrar nos detalhes, é preciso explicar que Jerusalém está dividida essencialmente em quatro sectores. O sector judeu, o sector muçulmano, o sector cristão e o sector arménio. Todos representam as antigas comunidades que vivem na cidade, lado-a-lado, há séculos.

O bairro arménio é o mais pequeno dos quatro e é distinto do bairro cristão, que é maioritariamente habitado por cristãos árabes.

Quando o Estado de Israel foi fundado, em 1948, Jerusalém era suposto ficar sob controlo internacional, mas no seguimento do ataque falhado por parte da coligação árabe, Israel tomou conta da parte ocidental, ficando a Jordânia com a oriental. Em 1967, depois da Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a parte oriental. A cidade ficou toda sob controlo de Israel desde então, embora à luz do direito internacional seja considerado território ocupado.

Sabendo disso, e para consolidar o controlo de facto da cidade, activistas judeus têm estado envolvidos numa campanha de décadas para comprar, aos poucos, todo o terreno possível em Jerusalém, com o objectivo de assegurar uma maioria judaica naquela que consideram ser a capital eterna de Israel. Como devem calcular, as outras comunidades temem esta estratégia e têm lutado contra ela, condenando e censurando publicamente quem vende terreno ou edifícios a judeus.

Irineu a acenar do seu "exílio"
Um dos casos mais polémicos – envolvendo cristãos, pelo menos – ocorreu no início do milénio, quando se descobriu que o Patriarca Irineu, da Igreja Ortodoxa Grega em Jerusalém, tinha vendido secretamente terreno da Igreja a investidores judeus. Sublinho aqui que embora a hierarquia do Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém seja de etnia grega mesmo, a esmagadora maioria dos fiéis são árabes palestinianos. O impacto do negócio entre a comunidade foi de tal ordem que o Patriarca foi destituído e viveu durante anos num apartamento no edifício do patriarcado, recebendo comida subida por cordas num cesto e afirmando estar detido contra a sua vontade. Apesar disso, Israel continuou a reconhecê-lo como o Patriarca legítimo até 2007. Irineu deixou finalmente Israel em 2019, tendo morrido em janeiro deste ano. O actual Patriarca impediu-o de ser sepultado em Jerusalém, por isso foi enterrado na sua terra natal, na Grécia.

Agora parece que estamos perante a mesma situação, mas com a Igreja Arménia. Um empresário judeu australiano afirma que o Patriarcado Arménio lhe vendeu uma propriedade em Jerusalém, mas o Patriarca diz que não tinha essa intenção e que foi enganado. Para terem noção, o negócio envolve território equivalente a 25% de todo o bairro arménio. O Patriarcado Arménio está a contestar o negócio, dizendo que este tinha de ter passado pelo sínodo, o que não aconteceu.

Recentemente a empresa compradora tentou arrancar com obras num parque de estacionamento, que está entre os lotes disputados. Os arménios convocaram uma manifestação pacifica no local, para contestar a actividade, e em resposta apareceu um grupo de colonos judeus, com armas e cães, que ameaçaram os arménios, intimando-os a abandonar o local. Foi preciso chegar a policia para pôr cobro à questão, mas o clima de tensão mantém-se e os arménios de Jerusalém estão muito preocupados, porque a avançar este negócio ameaça a própria sobrevivência da comunidade.

Foi isto que motivou a declaração conjunta dos líderes religiosos. É mesmo preciso ter em conta a importância destas declarações conjuntas, porque as relações entre as diferentes confissões cristãs na Terra Santa são famosas por serem muito conturbadas e até hostis, especialmente entre os gregos e os arménios. Quando falo em hostis não é ao nível da população geral, que até se dá bem, mas entre padres e monges, que não raras vezes se envolvem em confrontos físicos.

Por fim, há aqui um aspecto que pode parecer simbólico, mas é também importante, sobretudo para a comunidade arménia. Os arménios são um povo muito unido. Estando espalhados pelo mundo, mantém entre eles uma solidariedade e sentido de pertença assinalável. Por isso, todos os arménios sentiram na sua própria pele a derrota dos seus compatriotas em Nagorno Karabakh e a consequente expulsão do território disputado pelo Azerbaijão. Pode-se dizer, por isso, que a ameaça de serem varridos de outro território que habitam há séculos é levada muito a sério.

Mas para agravar tudo isto, sabe-se que para além do apoio da Turquia, o Azerbaijão só conseguiu reverter o status quo em Nagorno Karabakh com armas fornecidas por Israel, por isso a actual ameaça partir de israelitas armados é um golpe particularmente duro para os arménios.

O confronto entre Israel e o Hamas, em Gaza, tem dominado as notícias ao longo do último mês, mas, como estamos a ver, essa é apenas uma parte de um conflito muito complexo e que tem uma variedade de frentes, nas quais o dinheiro e a aquisição de terra são também armas fundamentais.

Thursday, 26 October 2023

A voz que mais precisa de se ouvir na Terra Santa é a que tem menos força

O cardeal Pizzaballa e o Patriarca Ortodoxo
Comecei hoje a fazer uma coisa que já tinha feito durante o primeiro ano da guerra da Ucrânia. Assim, a partir desta quinta-feira podem encontrar aqui as declarações relevantes dos principais líderes religiosos da região da Terra Santa, sobre a guerra actualmente em curso.

Este texto serve para fazer uma primeira breve análise ao que já foi dito, agora que estamos perto dos 20 dias de conflito.

Judeus e muçulmanos calados

Procurei, mas sem sucesso, declarações públicas de líderes muçulmanos e judeus. As grandes referências destas duas religiões na Terra Santa são os rabinos-mor sefardita e asquenaze, para os judeus, e o grão-mufti de Jerusalém, para os muçulmanos. Não encontrei rigorosamente nada.

O que é que isto quer dizer? Não me quero antecipar… Pode querer dizer que os judeus e os muçulmanos encaram as suas lideranças religiosas de forma diferente dos cristãos. Enquanto numa situação destas o cristão espera, e bem, que seja o seu bispo a falar, e que o faça claramente, o judaísmo e o islão tendem a ser menos centralizados e por isso poderá não existir essa expectativa. Em vez disso, cada indivíduo estará mais focado no seu imã ou rabino particular, da sua própria comunidade. Espero poder conversar com contactos de ambas as religiões nos próximos dias para confirmar esta ideia.

Mas poderá dar-se o caso também de os líderes judeus e muçulmanos preferirem não falar por agora, por não poderem estar a apelar à serenidade e ao fim das hostilidades – sob pena de serem acusados de traição pelas suas próprias comunidades; nem quererem ser vistos como instigadores se usarem da palavra para incentivar e encorajar apenas os seus.

Cristãos faladores

Já com os cristãos passa-se o contrário. As principais figuras de liderança da comunidade cristã local já falaram, e bastante.

Para além do Patriarca Latino, o Cardeal Pierbattista Pizzaballa, e do líder da Igreja Greco-Ortodoxa, o Patriarca Teófilo III, temos tido declarações do líder da comunidade anglicana local (por sinal o único dos três que é de facto nativo da região) e também bastantes declarações conjuntas dos líderes das Igrejas com presença na Terra Santa.

Isto pode até parecer normal, mas é um dado extraordinário, uma vez que é mais que conhecido que as igrejas cristãs na Terra Santa se dão particularmente mal, chegando a haver frequentemente conflitos entre eles até dentro do Santo Sepulcro, cuja custódia é partilhada por seis confissões diferentes.

Todas estas declarações que têm sido feitas, tanto as individuais como as comuns, têm em comum o facto de apelarem sempre à paz, ao fim das hostilidades e à necessidade de se apostar numa nova abordagem ao problema Israelo-Palestiniano, que permita acabar com o ódio crescente entre os dois povos. Os cristãos falam aqui da perspectiva singular de quem tem fiéis de ambos os lados da barricada. A maioria dos cristãos na Terra Santa são árabes, muitos vivem ainda nos territórios administrados pela Autoridade Palestiniana – mais na Cisjordânia, poucos em Gaza – mas existem também comunidades cristãs não-árabes que vivem em Israel. Assim, apesar de poder haver alguma desconfiança por parte dos israelitas, os líderes cristãos são os que estão mais bem posicionados para falar de forma neutra neste conflito, uma vez que os muçulmanos, que têm também um “rebanho” significativo em território israelita, serão sempre encarados pelos judeus como sendo a voz dos palestinianos.

Assim, podemos ver que logo no dia 7 de Outubro o Patriarca Latino já estava a condenar a incursão do Hamas que matou mais de mil pessoas inocentes em Israel, mas também a reacção das Forças Armadas de Israel. Esta condenação dupla tornou-se mais explícita no dia 24 de Outubro, quando ele afirmou numa carta para a diocese:

“A minha consciência e o dever moral obrigam-me a dizer claramente que aquilo que aconteceu no dia 7 de Outubro no sul de Israel não é de forma alguma aceitável, e que só pode ser condenado. Não existem razões para tamanha atrocidade. Sim, temos o dever de o afirmar e de o denunciar. O uso da violência é incompatível com o Evangelho e não conduz à paz. A vida de todas as pessoas tem igual dignidade diante de Deus, que criou a todos à sua imagem.

Contudo, a mesma consciência, com grande peso no coração, leva-me a declarar com igual clareza hoje que este novo ciclo de violência trouxe mais de cinco mil mortes a Gaza, incluindo muitas mulheres e crianças, dezenas de milhares de feridos, bairros inteiros arrasados, falta de medicina, falta de água e de necessidades básicas para mais de duas milhões de pessoas. Estas são tragédias que não se podem compreender e que temos a obrigação de denunciar e condenar sem reservas. Os bombardeamentos contínuos que se têm feito sentir em Gaza há dias apenas causarão mais morte e destruição, e levarão a mais ódio e ressentimento. Não vão resolver quaisquer problemas, antes criam novos. Chegou a hora de travar esta guerra, esta violência sem sentido.”

Também logo no dia 8 de Outubro os líderes das igrejas locais condenavam qualquer acto de violência contra pessoas inocentes, tendo o cuidado de não referir nenhuma das partes em particular, deixando claro que defendem a vida das pessoas de ambos os lados da fronteira.

O “caso” do hospital

O dia 17 de Outubro colocou à prova os líderes cristãos, tendo sido o dia em que se deu a explosão no hospital anglicano de Gaza. Como se lembram, as primeiras notícias apontavam para um bombardeamento aéreo de Israel, mas mais tarde veio-se a comprovar que afinal a explosão terá sido causada por um míssil errante disparado de dentro de Gaza.

Se a declaração conjunta dos líderes das igrejas utilizou uma linguagem bastante neutra, dizendo apenas que o hospital tinha sido “profanado” por “forças militares”, o comunicado da Igreja Anglicana, a quem o hospital pertence, chegou a condenar explicitamente Israel. Se é verdade que o arcebispo Hosam Naoum nunca chegou a emendar publicamente a mão, o próprio arcebispo de Cantuária, Justin Welby, fê-lo durante uma visita a Jerusalém.

Já em relação ao ataque à Igreja Greco-Ortodoxa em Gaza, os líderes das igrejas condenam abertamente Israel, que não negou ser o autor do ataque, que diz ter ocorrido por engano, quando tentava atingir um posto de comando do Hamas localizado nas proximidades. Morreram 18 cristãos nesse ataque.

A voz que precisa de se fazer ouvir

Lendo as declarações dos líderes cristãos, não podemos deixar de notar que no geral estamos perante apelos equilibrados e sensatos à paz e ao abandono do ódio. Eles não se limitam a pedir que se baixem as armas, regressando à situação anterior, pedem antes que se encontrem novos caminhos e abordagens que permitam a Israel viver em segurança e aos palestinianos ter perspectivas de futuro e de desenvolvimento também, evitando assim que novas gerações cresçam com um ódio tão profundo pelos seus vizinhos como aquele que permitiu as atrocidades de dia 7.

Não deixa de ser irónico e triste que a voz que mais precisa de ser ouvida na Terra Santa neste momento seja a voz menos expressiva, uma vez que os cristãos são uma pequeníssima minoria em todo o território, e hoje praticamente inexistente em Gaza.

Statements by religious leaders in the Holy Land, regarding the 2023 war between Israel and Hamas

In this post I will try to collect signficant statements by local religious leaders regarding the current ongoing war between the Israeli military and Hamas, in Gaza. 

Despite an initial search, I have not found public written statements by Jewish or Muslim leaders. I searched specifically for statements by the two chief rabbis of Israel, and by the Grand Mufti of Jerusalem, but to no avail. If I find them later, I will add them. 

Highlights in the statements are my own.

Português: Neste post tentarei reunir as declarações dos principais líderes religiosos da região, sobre a actual guerra entre as Forças Armadas de Israel e o Hamas, em Gaza. 

Apesar dos meus esforços, ainda não consegui encontrar declarações públicas de líderes muçulmanos e judeus. Procurei especificamente dos dois Rabinos-mor de Israel e do Grão-Mufti de Jerusalém, mas sem sucesso. Se os encontrar adicioná-los-ei. 

Os realces nos textos - que estão todos em inglês - são da minha responsabilidade.

Wednesday, 10 January 2018

Europa sem Sharia e reclusos no circo

Estou de volta depois de uma ausência motivada por horários nocturnos, dias de folga e excesso de trabalho. Certamente já morriam de saudades!

Começo por vos informar que foi preciso esperar por 2018 para a Sharia deixar de ser obrigatória na… Grécia. Leu bem. Saiba porquê.

O Papa teve um dia ocupado. Começou por assumir o controlo directo de mais uma organização católica conservadora envolvida em escândalos de abusos sexuais e ainda teve tempo de convidar 2.100 sem-abrigo, presos e refugiados para ir ao circo.

Boas notícias de Angola, onde a Igreja venceu a “guerra da rádio” contra o regime. A Ecclesia vai poder emitir para todo o país.

No dia 7 assinalou-se o Natal para os cristãos que seguem o calendário juliano. No Egipto, onde a data tem sido ocasião para atentados nos últimos anos, correu tudo bem mas em Belém o patriarca greco-ortodoxo passou um mau bocado, tendo sido insultado por uma multidão que lançou ovos e pedras contra o seu carro. Os responsáveis? Não foram muçulmanos, foram os seus próprios fiéis. Veja porquê.

Depois de na semana passada o The Catholic Thing nos ter desafiado a largar a ira durante 2018, hoje o grande Randall Smith pede-nos para dar um passo atrás antes de embarcar nas discussões já cansadas entre liberaise conservadores sobre problemas como a educação católica, os processos de nulidade e outros e perceber quais são as verdadeiras origens destes problemas. É boa leitura, não deixe de ver!

Tuesday, 19 December 2017

Papa e Rei falam de Jerusalém

O Papa e o Rei da Jordânia encontraram-se hoje e discutiram a situação de Jerusalém “pós-Trumpada”.

Ao que parece há mais uma portuguesa a caminho dos altares. Trata-se de Luzia Andaluz, fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima.

Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Sé de Lisboa, onde foi recebido por D. Manuel Clemente e expressou aprovação sobre o projecto de recuperação do claustro da Sé.

Recentemente foi nomeado um novo bispo para Paris, trata-se de um antigo-médico. Pois Londres não quis ficar atrás e por isso a Igreja Anglicana nomeou uma ex-enfermeira para o cargo

A comissão australiana que esteve a investigar os abusos sexuais naquele país sugere à Igreja que altere a disciplina do celibato e que reveja o segredo de confissão para casos de abusos de menores. É já a seguir…

E o padre Tom Uzhunnalil, que esteve cativo um ano e maio na Líbia, recebeu o prémio Madre Teresa.

É tempo de mensagens de Natal dos bispos. Já se manifestaram Évora, Bragança-Miranda, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Portalegre-Castelo Branco.

Wednesday, 19 November 2014

Pandas e rifas no Vaticano

Seu por apenas 10 euros...
O Papa Francisco condenou hoje o mais recente atentado em Jerusalém, que deixou quatro rabinos mortos, e recordou que construir a paz pode ser difícil, mas viver sem ela é um calvário.

O Papa também decidiu rifar alguns dos seus presentes pessoais, que tem recebido ao longo dos últimos 20 meses, desde que foi eleito. Por apenas 10 euros pode ganhar desde um Fiat Panda 4x4 a relógios ou até uma bicicleta de dois lugares. O dinheiro é para os pobres.

Manuel Braga da Cruz considera que ainda há discriminação contra as escolas católicas em Portugal, uma nova opinião para uma velha discussão.

Em Braga volta-se a promover o evento HiGOD, mas este ano será na terra vizinha de Vila Nova de Famalicão. Uma proposta para um da diferente que espera cerca de 500 jovens.

A "lua-de-mel" entre o Papa e a Comunicação Social já chegou ao fim? E será que isso é mau para Francisco? Russell Shaw argumenta que podemos estar a assistir a uma viragem benéfica tanto para o pontificado como para o jornalismo, no mais recente artigo do The Catholic Thing, em Portugal.

Tuesday, 22 May 2012

Todos fortes, todos diferentes



Os israelitas também são fortes e por isso mesmo não tencionam largar mão dos lugares santos de Jerusalém. Netanyahu diz mesmo que isso seria um “erro fatal”.


Na Irlanda querem-se fazer das fraquezas forças e criar um “Dia da Expiação” para pedir perdão às vítimas de abusos sexuais. A Igreja já disse que alinha… só é pena que a ideia tenha tido que partir de uma vítima.

E segundo os tradicionalistas bem precisamos todos de força, isto porque “O diabo está à solta”, e quer evitar a reintegração da SSPX na Igreja.

Finalmente, para quem não pôde ir à conferência de ontem de Peter Colosi, podem ver o vídeo no blogue, graças ao trabalho da Infovitae, que agradecemos. Força aí!

Wednesday, 15 February 2012

As fugas no Vaticano, baronesas muçulmanas na Santa Sé

Hoje é Quarta-feira, logo há um novo artigo de The Catholic Thing no blogue. Robert Royal analisa a “guerra” entre Obama e os bispos católicos, e não poupa o Presidente.

D. Jorge Ortiga alertou hoje para o risco de “ruptura social”, por causa da crise. Ontem, na mesma linha, D. José Policarpo pediu aos católicos para serem “voz de esperança”.

Fartos de fugas de informação, a sala de imprensa da Santa Sé emitiu um comunicado em que diz que o objectivo é desacreditar os responsáveis da Igreja. O alvo poderá mesmo ser o Cardeal Bertone, como já tinha indicado aqui.

Ainda pelo Vaticano, está lá uma delegação britânica chefiada por uma baronesa muçulmana que ontem fez fortes críticas ao secularismo militante.

Os Kachin (na foto), que são uma minoria étnica cristã no Myanmar, estão a ser duramente perseguidos pelo Governo.

O que nos vale é que alguém se lembrou de vender terra do Muro das Lamentações no eBay. (O rabino responsável pelo local não está contente!)

Friday, 20 January 2012

“To be pro-Israel is to be pro-Palestinian”

Full transcript of the interview with Archbishop Kelly, of Liverpool, about his recent trip to the Holy Land

What exactly is the Holy Land Coordination meeting, what is its mission?

These meetings were set up about 12 years ago by the Holy See. The initial idea was that the presidents of the Bishops conferences or a representative, of the countries which played a political role in establishing the present reality of the Holy Land would come together to the Holy Land above all to support the local church in two things, in its endeavours never to be silent in the face of injustice wherever it comes from, but also always to be a church which seeks to reconcile, and that has always been the focus.

As we know, the Christian community in the Holy Land has been diminishing, is that something you feel on your trips?

Every year when we go we are made ever more aware of the diminishing numbers and there is no doubt that a number of factors weigh down upon them. They feel very much, especially in a place like Bethlehem, that they are almost living within prison walls, their restriction of movement is so great, and indeed the movement across the West Bank. In our final communiqué we used the word was that they are living in a state of occupation.

We also experienced that very often there is wonderful work done in education, but for reasons I can understand, not least as a son of an economic migrant from Ireland to England, very often education opens up opportunities to go to other countries where they have more space and freedom.

So the diminishing numbers are a real factor, but there are many factors that bring that about.

Despite that, do you feel there is hope for the future?

There must always be hope for that. I always go back to the first pilgrim pope to the Holy Land who said, “If you want peace, seek justice”, then I am sure, if there is justice for the two peoples and three ways of walking before God, which are the reality of that land. If that justice is achieved then there will be peace and then the communities have more hope for the future. At the present time there is still the clear teaching of the Holy See in favour of a Two State Solution. One thing we also mention in our final Communiqué is that to be pro-Israel is to be Pro-palestinian, it is not an either or, for there to be peace for both peoples there has to be justice for all.

Archbishop Kelly plays snooker in Nablus, Palestine

Just a few weeks ago we witnessed a fight between monks in the Church of the Nativity. The same thing often happens in Jerusalem, around Easter Time. Were these bad examples discussed?

It was mentioned. I gather it was more complex as to who was involved, certainly the leaders were not involved.

I know well the story of Ireland and have always found that wherever you have people suffering under a sense of injustice behaviour can go very wrong indeed. It is so hard to have a normal discourse in a context which has so many factors which weigh down upon you. It is tempting for me to say that this should not happen, but if I lived with this reality every day I am sure I would probably break out into words and actions which I wish were not there.

Wednesday, 28 December 2011

Novos cardeais e monges à pancada

Poderemos ter nomeações de novos cardeais já em Fevereiro de 2012. Saiba quantos e quem poderão ser.

Na sequência dos confrontos que mataram 40 cristãos na Nigéria na noite de Natal, a mais alta autoridade islâmica estende a mão aos cristãos num gesto de paz.

E por fim, mais um triste mas sempre fascinante episódio de monges à pancada. Desta vez foi na Igreja da Natividade e opôs arménios a gregos. Nada como assinalar a época de Natal como uma guerra de vassouras ecuménica! (Video aqui)

"Que sejam um, como nós somos um" Jo. 17,11

Assim rezou Jesus ao Pai na hora da sua paixão. A frase é a pedra angular de todo o movimento ecuménico internacional.

Algo me diz que não era isto que Ele tinha em mente...


É triste quando os "purificadores do Templo" têm de ser polícias palestinianos de cacetete na mão.

Thursday, 24 November 2011

Igrejas feias e sugestões musicais

O Vaticano está a criar uma comissão para tentar impedir a construção de Igrejas feias. Não conhecem nenhum caso? Ora bem, é só espreitar aqui…

Hoje foi dia de greve geral, caso não tenham reparado… a Liga de Operários Católicos achou muito bem.

Mais um católico assassinado no Paquistão. É trágico quando começamos a pensar que isto já nem é notícia.


Ontem disse por engano que em Dezembro Bento XVI vai fazer a sua primeira visita a uma prisão desde que é Papa. É engano, afinal é a segunda. Peço desculpa pelo lapso.

Por fim uma sugestão cultural, a propósito do dia de Santa Cecília, que calhou nesta semana. 

No Sábado a Academia de Santa Cecília promove uma missa às 10 horas na Igreja da Graça, presidida por D. Joaquim Mendes, e com todos os coros da Escola e Orquestra a cantar (cerca de 400 a 500 jovens).

E no mesmo Sábado, os Coros Católicos de Lisboa fazem uma tarde de Convívio cultural, com uma conferência pelo Maestro Victor Roque Amaro, uma Missa às 17.30, cantada por todos os coros inscritos, presidida por D. Joaquim Mendes, uma ceia e um concerto por todos os coros – tudo na Paróquia de Santa Beatriz da Silva.

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