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Thursday, 20 July 2023

JMJ - "Virão dos quatro cantos da terra"

Já começou!

Para nós pode parecer que ainda faltam quase duas semanas para começar a JMJ Lisboa 2023, mas para muitos peregrinos que vêm de mais longe, a aventura já começou. 

Neste momento já estão a caminho grupos da Nova Zelândia, como estes de Bathurst, que estão a caminho do Luxemburgo para depois vir com os luxemburgueses para Lisboa. Com eles trazem representantes da Ilha de Vanuato, no Pacífico (em baixo). 


Mas há também este grupo da Nova Zelândia, que já se encontra em França, e que traz o único representante de Tuvalu, outra ilha nação do Pacífico.


O Médio Oriente será representado certamente por vários grupos, seja de Egípcios, Libaneses e Iraquianos - os sírios muito dificilmente poderão vir, e muitos libaneses também não por causa da crise e da guerra, mas terão os seus próprios eventos em paralelo - mas já estão a caminho grupos de Omã, dos Emirados Árabes Unidos (em baixo) e da Arábia Saudita (no topo). 

E por fim, temos grupos do Brasil também já a fazer-se à estrada, como este de Niterói. 

A delegação do Sudão do Sul, com a delegação da Etiópia, a receber uma bênção antes de partir de Adis Abeba


Voluntários do Togo a partir para Lisboa

Colômbia a caminho!

Filipinos antes de partir


Os nossos irmãos de Cabo Verde à chegada a Lisboa


Peregrinos de Timor Leste em Lisboa


Rapaziada de El Salvador prestes a partir


Peruanos juntos antes de deixar Lima


Católicos do Nepal à chegada a Lisboa!


Esta é dedicada a todos os que pensam que estão a fazer um frete por ficar em Lisboa durante a JMJ. 
Os peregrinos das ilhas da Mariana do Norte saíram de Saipan e ainda param em Guam, em Manila, no Dubai e só depois é que chegam a Lisboa.


Peregrinos mexicanos no Canadá, em trânsito para Portugal, acompanhados da embaixatriz de Portugal no Canadá.




A todos os que vêm, Portugal espera-vos e aguarda ansiosamente a vossa alegria e fé! 

Wednesday, 20 October 2021

A Liberdade das Crianças e Transfusões Forçadas

O Papa Francisco foi surpreendido esta quarta-feira por uma criança que foi ter com ele durante a audiência geral semanal. Francisco aproveitou o momento para falar da importância daquela liberdade que é muito particular às crianças.

Temos estado a falar nas últimas semanas sobre a questão das transfusões de sangue e Testemunhas de Jeová. Ora, do Brasil chega um caso surpreendente de um tribunal que ordenou que uma mulher recebesse uma transfusão de sangue contra a sua vontade.

Do lado de cá do Atlântico a notícia triste e chocante, mas menos surpreendente, de como a polícia impediu um padre de administrar a unção dos doentes ao deputado David Amess, que foi assassinado na passada sexta-feira.

Vem aí mais uma Caminhada Pela Vida. Este ano a caminhada acontece em dez cidades ao mesmo tempo e conta com o apoio de D. Manuel Clemente e de D. Francisco Senra Coelho.

Nos Estados Unidos existe muita tensão atualmente em torno da lei do aborto, que poderá ser posta em causa num processo que vai ser analisado pelo Supremo Tribunal. O que é que isso significa para o movimento pró-vida? Randall Smith diz que a batalha está apenas a começar e que os ativistas pró-vida devem esperar muitas ameaças e muita hostilidade. Já começou.

Thursday, 11 February 2021

D. Luiz Fernando transferido de Moçambique por ameaças?

O Papa transferiu esta quinta-feira o bispo de Pemba, em Moçambique, para oBrasil. A notícia foi inesperada e causa alguma estranheza. Consegui falar com D. Luiz esta tarde, que confirmou que a decisão pode ter sido tomada a pensar na sua integridade física, pois tem estado a receber ameaças em Moçambique.

A Rádio Vaticano faz 90 anos esta sexta-feira. Tudo começou com a voz de Marconi e atualmente até se faz ouvir nas prisões dos jihadistas.

Um município na Alemanha proibiu um grupo pró-vida de fazer uma vigília de oração silenciosa perto de um centro de aconselhamento para o aborto. É, infelizmente, uma tendência crescente.

Quinta-feira foi o dia mundial do Doente. A conferência episcopal mandou celebrar uma missa em Fátima e D. António Marto recordou que “uma sociedade é tanto mais humana quanto melhor cuida dos seus membros mais frágeis”.

O artigo desta semana do The Catholic Thing em português é de Stephen P. White e fala de misericórdia. «Jesus repreendeu os fariseus não por eles terem identificado (corretamente) o pecado de adultério da mulher, mas porque não conseguiam conceber que o verdadeiro remédio para o seu pecado não era o juízo à luz da lei, mas a misericórdia de Deus. A ordem de Jesus para a mulher apanhada em adultério foi: “Vai e não tornes a pecar”. O seu pecado não é ignorado nem tolerado, como muitos hoje tendem a fazer; é reconhecido e perdoado.»

Thursday, 26 December 2019

Integralistas contra Porta dos Fundos

Antes de passar ao apanhado de notícias de hoje queria avisar que a partir de 2020 vou deixar de fazer o email neste formato. A verdade é que não tenho conseguido manter o ritmo deste serviço, que no início se queria diário, e não faz sentido fazê-lo apenas de forma esporádica.

Assim sendo, vou passar apenas a mandar emails quando publicar artigos de opinião ou de análise, incluindo os artigos traduzidos do Catholic Thing e, em contrapartida, irei esforçar-me mais por fazer essa análise e opinião de forma mais regular.

Por hoje, contudo, ainda mando as notícias destes últimos dias.

Não leu a mensagem de Natal do seu bispo? Estão todas reunidas aqui. Ainda vai a tempo, porque o Natal são 12 dias.

O Papa recordou esta quinta-feira os cristãos perseguidos, num Natal que até agora tem sido relativamente pacífico… Mas não vamos lançar foguetes para já.

O que acontece quando se mistura religião e futebol? Pode acontecer de tudo um pouco, mas é sempre fascinante. Foi esse o tema de conversa do podcast “O Brinco do Baptista”, em que participei como convidado recentemente. Podem ouvir tudo aqui

O grupo brasileiro Porta dos Fundos tem sido criticado pelo seu “Especial de Natal” que muitos consideram ofensivo. A contestação chegou ao extremo com o ataque aos escritórios do grupo, na noite de 24 para 25. Esse ataque foi agora reivindicado por um grupo integralista, que no seu comunicado alega ter motivações cristãs. No artigo explica-se um pouco o que é o integralismo.

Temos ainda artigo do Catholic Thing da semana passada em que Michael Pakaluk parte de uma revelação da biologia para tirar ilações teológicas sobre a maternidade de Nossa Senhora. Muitíssimo interessante!

Wednesday, 30 October 2019

Secularismo Militante e Repressão Religiosa na América Latina

Eric Patterson
Quando pensamos em locais do mundo onde a expressão de fé é restringida, não se costuma pensar no Hemisfério Ocidental. Os Estados Unidos têm uma população religiosamente ativa. A América Latina está adornada com a arte e a arquitectura do Catolicismo. Mas olhando mais de perto vemos tendências antirreligiosas – ou mesmo casos de perseguição aberta – em várias cidades da América Latina.

Existem pelo menos dois tipos de perseguição religiosa. A primeira é levada a cabo por pessoas que reclamam uma justificação religiosa para fazer mal a outros, como no Irão. A segunda acontece em países como na China, onde indivíduos ou comunidades são perseguidos por causa da sua religião. O Estado Islâmico exemplifica o pior do pior: um cabal que assenta a sua autoridade em justificações explicitamente religiosas para poder praticar a violência, ao mesmo tempo que persegue comunidades com base na sua identidade religiosa.

Felizmente a maior parte da América Latina não tem de lidar com conflitos ou perseguição religiosa como vemos noutras partes do mundo. Porém, olhando para a paisagem atual da América Latina, existem exemplos de perseguição explícita. Esta repressão é normalmente da responsabilidade dos velhos secularistas: autoritários movidos pelo dogma materialista, secular, anti-fé da esquerda dura do Século XX.

Nalguns sítios, sobretudo em Cuba, existem restrições legais pesadas que foram desenhadas para colocar os crentes sempre em risco de violar a lei. Depois vemos esses cidadãos a serem perseguidos pela polícia, multados e detidos. Por exemplo, de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos o gabinete de Assuntos Religiosos do Partido Comunista Cubano e o Ministro da Justiça recorrem a “ameaças, restrições às viagens internacionais e internas, detenções e violência contra alguns líderes religiosos e seus seguidores, restringindo ainda os direitos dos reclusos de praticar livremente a sua religião. Os líderes religiosos e dos media dizem que o governo continua a assediar ou deter membros de grupos religiosos que lutam por mais liberdade política e religiosa.”

É extremamente difícil registar uma igreja, arrendar propriedades, abrir uma nova igreja, renovar edifícios que já existem ou construir uma igreja nova em Cuba, seja protestante ou católica.

Hugo Chavez e os seus sucessores têm sido muito críticos da Igreja Católica quando isso lhes convém. A Venezuela também tem assistido a um aumento grande de anti-semitismo, em larga medida devido a propaganda antijudaica e anti-Israel por parte do Governo. Tanto na Venezuela como na Nicarágua figuras religiosas, tanto clericais como leigas, têm sido investigadas, assediadas e nalguns casos acusadas e condenadas por tomarem posições públicas contra a corrupção.

Hoje o México é um local religiosamente diverso e vibrante, mas também existem casos de perseguição. Alguma desta é um legado da revolução (1910-1920) e das políticas secularistas de partidos do Século XX, tal como o PRI, que governou o país anos e anos, e o PRD socialista. De acordo com pelo menos um relatório contemporâneo o México é o local mais perigoso do mundo para padres católicos e para leigos, sobretudo por se oporem aos cartéis de droga e à sua violência e corrupção.

Melhor filme estrangeiro nos óscares de 2018
À parte disso, ainda existem no México sítios onde as autoridades locais punem – com espancamentos e prisão, entre outros – quem se converte do Catolicismo a outra fé. Infelizmente isto é um problema global: o uso de violência governamental para inibir ou punir o direito fundamental de tomar decisões religiosas, incluindo de mudar de religião, que sejam consistentes com as suas consciências.

Mais a norte vemos perseguição menos violenta, mas há uma tendência para o secularismo violento que procura empurrar as pessoas, instituições e ideias religiosas para fora da praça pública. Normalmente isto é feito com expedientes jurídicos, usando como armas novas regulações de forma a retirar aos crentes o seu ganha pão e os seus direitos religiosos.

No Canadá, por exemplo, o Quebec passou recentemente uma lei que impede os funcionários públicos de usar símbolos religiosos em serviço. Trata-se de uma clara violação da Constituição do Canadá, uma vez que impede um cristão de usar um pequeno crucifixo ao pescoço, um judeu de usar um quipá e uma muçulmana de cobrir o cabelo no local de trabalho.

Nos Estados Unidos temos visto leis e processos semelhantes, forçando empresas privadas, organizações religiosas e instituições privadas de solidariedade social a violar as suas convicções mais profundas ao obrigá-las a pagar por contracetivos ou sobre se os empregados têm ou não a obrigação de cumprir com os valores religiosos dos seus empregadores.

Veremos a mesma coisa na América Latina num futuro próximo? Infelizmente, parece que sim. O primeiro sinal é o aumento do secularismo das populações urbanas e das elites. Segundo organizações como a Pew, e outras, há dados que apontam para níveis muito baixos de prática religiosa entre católicos, sobretudo em cidades influentes como Buenos Aires, Rio de Janeiro e La Paz. As sondagens mostram números cada vez maiores de pessoas que nem sequer fingem identificar-se culturalmente como católicas, preferindo o termo “secular”: Uruguai (42%), Cuba (25%), Chile (25%), Argentina (21%), e quase 10% no Haiti, Brasil, Venezuela, Equador e Suriname.

Em segundo lugar, estamos a assistir uma campanha jurídica agressiva em muitas capitais, sobretudo no que diz respeito a questões de vida, casamento e orientação sexual/identidade de género. Só em 2018 o Uruguai e o Chile aprovaram leis que tornam mais fácil aos transgéneros mudar as suas identidades nos documentos oficiais; tribunais em Costa Rica e no Equador declaram inconstitucionais proibições de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e um tribunal nas Bermudas declarou a inconstitucionalidade de uma lei que restringia o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os media estão a desempenhar o seu papel: o melhor filme estrangeiros dos óscares o ano passado foi para um filme chileno sobre rejeição e triunfo de transgéneros que se tornou uma sensação na região.

Num artigo em que documenta orgulhosamente todos estes avanços progressistas, o autor avisa que “estão a surgir sinais de uma contramaré conservadora. Liderada por evangélicos e católicos conservadores, os cidadãos estão a organizar-se para exigir o fim de políticas progressistas sobre diversidade de género, sexualidade e direitos reprodutivos”. O próximo passo será, logicamente, catalogar os ensinamentos religiosos sobre sexualidade como “discurso de ódio”. As primeiras tentativas já chegaram aos tribunais.

Os defensores da liberdade religiosa apoiam o direito fundamental de todos os cidadãos, incluindo aqueles com quem alguns discordam, apresentarem argumentos inspirados na sua fé na praça pública. Isto devia estar acima de posições religiosas ou partidárias, sejam elas conservadoras ou progressistas. Contudo, os novos secularistas da América Latina, tal como os antigos, estão a tentar usar o poder coercivo do Governo para impor uma nova ideologia à população, uma que ameaça claramente uma visão de fé da vida, da família e das instituições fundamentais da sociedade.


(Publicado pela primeira vez na segunda-feira, 16 de Setembro de 2019 em The Catholic Thing)

Eric Patterson, é vice-presidente executivo da Religious Freedom Institute, em Washington, D.C. Entre os 14 livros que já escreveu incluem-se “Latin America’s Neo-Reformation: Religion’s Influence onContemporary Politics” e “Politics in a Religious World: Building a ReligiouslyInformed U.S. Foreign Policy”.


© 2019 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte:info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Tuesday, 9 October 2018

Papa de visita à Coreia do Norte?

Hong Yong-ho, último bispo de Pyongyang
A surpresa surgiu logo pela manhã. O líder da Coreia do Norte convida o Papa Francisco para visitar o seu país, cuja capital foi em tempos conhecida como a “Jerusalém do Oriente”.

No mesmo dia foi anunciada uma missa, que se realiza na próxima semana, de uma missa pela paz na Península coreana.

Estamos em fase de eleições no Brasil e os bispos portugueses estão atentos, confiantes que prevalecerão os “valores humanos e cristãos”, ganhe quem ganhar.

Deixo-vos ainda com um convite para o próximo “Fórum Wahou!”, sobe teologia do Corpo, que decorre no fim-de-semana de 27 e 28 de Outubro. Mais informação aqui e aqui.

E agora despeço-me, em princípio até meados de novembro. Durante o próximo mês estarei de licença de paternidade, a dedicar-me a muitos outros assuntos! Estarei atento à actualidade religiosa, como é evidente, e se houver notícias urgentes partilharei por aqui, mas de resto podem contar todas as semanas com o artigo em português do The Catholic Thing e com novidades no Facebook e no Twitter.

Thursday, 29 September 2016

Papa em Fátima e Fátima em São Paulo

O Papa deu mais uma indicação de que vem a Fátima em Maio, mas apenas a Fátima. Foi em conversa com D. Nuno Brás, bispo auxiliar de Lisboa.

Francisco não se tem cansado de erguer a voz pela paz na Síria, agora sobretudo numa altura em que os confrontos assumem proporções terríveis em Alepo.

Está a decorrer em São Paulo, no Brasil, a Feira Internacional de Turismo. Fátima é um dos temas que está a ser abordado.

Os bispos lusófonos estão preocupados com a instabilidade social e política nos países de língua portuguesa.

Frequentemente fala-se das questões da Igreja e da contracepção como se Roma apenas se tivesse pronunciado sobre o assunto nos anos 60. Mas não. Neste artigo do The Catholic Thing, Randall Smith explica que a posição da Igreja radica no início do Cristianismo, quando um dos métodos contraceptivos usados era ainda pó de bosta de crocodilo.

Termino com mais um desafio. Vai decorrer em Outubro, nos dias 14-16, um retiro vocacionado para casais que sofrem de infertilidade ou que passaram pelo drama de um aborto espontâneo. Todas as informações estão na imagem.

Monday, 13 October 2014

“Os desejos homossexuais não definem que és”

Publicamos aqui as respostas, na íntegra, de Rimont, de 25 anos e membro da Courage no Brasil. As respostas foram enviadas por escrito. Alguma da linguagem foi “aportuguesada” e fiz emendas de pontuação, mas não cortei qualquer resposta.

A notícia respectiva pode ser lida aqui.

Está a decorrer em Lisboa um encontro de associações homossexuais católicas. Ouviram falar nesse encontro?
Não soubemos do evento. Além da distância geográfica óbvia, pesou neste desconhecimento, provavelmente, a natureza do encontro, que se dirige às pessoas que tomaram outras resoluções diante da fé católica e os desafios da atracção pelo mesmo sexo (AMS).

Nós, membros do apostolado Coragem, fiéis ao que nos pede a Santa Madre Igreja no Catecismo e em tantos outros documentos, optamos por viver castamente e buscar a santidade, tal como nos pede também Nosso Senhor Jesus Cristo e tal como viveram os santos homens e mulheres que nos inspiram até hoje e por nós intercedem no Céu.

A associação brasileira que participa chama-se “Diversidade Católica”. Que comentário lhes merece essa associação?
Desconhecemos o trabalho em detalhes. O que conhecemos é a unidade em Cristo e Sua Igreja. A diversidade da Igreja existe apenas enquanto permanece ligada à mesma raiz que é Cristo e não há outra forma de mostrar esse vínculo senão pela fidelidade ao que nos ensinou Jesus, Nosso Senhor, e que foi transmitido pelos Apóstolos e seus sucessores ao longo dos séculos.

Elementos que diferem entre si apenas pela negação e pelo protesto em favor de novidades desordenadas não podem naturalmente coexistir e formar uma unidade orgânica - se fosse possível, seria como um corpo cujos membros se repelem entre si, pois não aceitam os comandos da Cabeça.

A verdadeira e justa diferença só encontra sua vitalidade na obediência e na humildade, mesmo quando são virtudes difíceis de se praticar - o que, aliás, as torna ainda mais heróicas e meritórias.

Acreditamos que Deus tem, com respeito a cada um de nós, um amor particular e infinito, um caminho de santidade próprio e a cruz correspondente, que não falta a ninguém. Assim, todos nos identificamos uns com os outros porque nos vemos irmãos na mesma fé e filhos do mesmo Pai do Céu, fiéis ao mesmo propósito de conversão e santidade, o que não nos impede de ver também as diferenças dos dons, que colocamos a serviço de Deus e do próximo, e das cruzes, que carregamos cotidianamente a exemplo de Nosso Senhor. Essa é, assim cremos, uma autêntica diversidade católica.

Há ideia de quantas pessoas a Courage acompanha no Brasil? Há quanto tempo existe no vosso país?
Acompanhamos directamente cerca de cinquenta pessoas, actualmente, e outras centenas indirectamente, por meio das publicações na Internet. Acreditamos, porém, que conseguimos falar a outras mais, devido às várias ferramentas de compartilhamento disponíveis no mundo virtual. Muitos irmãos e muitas irmãs, que carregam a mesma cruz, devem-nos acompanhar em silêncio, lendo nossos textos e ouvindo nossas palestras, talvez esperando que algum dia demos a grata notícia que começaremos um grupo na sua paróquia.

Somos poucos e temos algumas limitações que as obrigações de estado nos impõem, mas estamos disponíveis sempre para acolher, mesmo que simplesmente pelo correio electrónico. Buscamos responder a todos que nos escrevem e fazer um acompanhamento mais próximo, se for o caso - pois há os que nos escrevem apenas para saber do apostolado; informação que damos com muito gosto.

O nosso serviço começou há pouco tempo, desde 2009, e cresce a cada dia, graças ao Bom Deus.

A Courage encoraja os seus membros a viver uma vida de castidade no celibato. Isto é difícil para qualquer pessoa solteira… há uma dificuldade acrescida quando se tem atracção por pessoas do mesmo sexo?
Nosso director, Pe. Paul Check, gosta de citar que a castidade, como qualquer virtude, é uma força da alma. A própria etimologia da palavra nos sugere: uirtus que, em latim, significa a força viril.

De facto, a castidade não é uma dificuldade, nem acrescenta um fardo, mas ela é o motor que nos põe em marcha para praticar mais livremente e perfeitamente o amor que nos ensina Nosso Senhor. Muitas vezes nos queixamos que a vida é difícil e fazemos isso enquanto apontamos os obstáculos ou o grande número de tarefas. Porém nós nos esquecemos frequentemente que a dificuldade não nos fala sobre a complexidade e as exigências das nossas tarefas, mas, sim, da nossa fraqueza em atendê-las.

Eis que Deus nos dá a castidade para nos fortalecer e, se houver alguma dúvida sobre as nossas capacidades naturais, Ele nos oferece, ainda, a Sua graça, em abundância. "Pedi e recebereis", diz o Senhor.

Ora, o sexo e os desejos sexuais trazem consigo muitos desafios, especialmente: o desafio de amar alguém do sexo oposto dentro de uma aliança para a vida inteira, com aquela obediente e responsável abertura à vida dos filhos que Deus enviar.

Semelhantemente, no que toca à situação da pessoa com AMS, os desafios mais decisivos não se resumem à libido, como muitos fazem parecer. A moderação do apetite sexual se consegue com as ferramentas que Igreja sempre indicou: fuga das ocasiões de pecado, oração, recebimento dos sacramentos e jejum. Resta, contudo, o desafio de sair das atitudes de vitimismo e de isolamento. É necessário amar assim como Cristo nos pede para fazer. Por isso, o apostolado Coragem insiste na recomendação da Igreja e dos santos, como São Francisco de Sales e Santo Afonso Maria de Ligório, de que a pessoa precisa se abrir ao próximo, sair de si mesmo, cultivar as amizades espirituais e castas.

Para esse desafio também, Deus nos ajuda e, cremos, o apostolado Coragem é um dos meios dos quais Ele se vale para fazer isso.

Alguns activistas homossexuais dizem que esta recomendação de celibato pode levar a danos psicológicos, frustração, repressão de sentimentos… Como comentam?
O celibato não é a frustração de um desejo, mas a recondução dele ao seu propósito original, nem é sua repressão, mas sua moderação, para que se expresse ordenadamente, segundo o seu fim próprio.

A conversa de que pessoas celibatárias degeneram-se até a loucura é bem antiga. Não é estranha também sua associação com a frieza, o distanciamento emocional, o farisaísmo e atitudes semelhantes.

Entretanto, qualquer um que conheça um convento de freiras – eu, ao menos, conheço alguns muito bons – conhece também como as irmãs cultivam um grave senso de realidade – melhor que o de muitos experimentados na vida –, são muito afectuosas e conservam sempre, não importa a idade, um brilho jovial nos olhos, próprio da pureza mantida desde a mais tenra idade. Qualquer um que tenha bons amigos monges - até mesmo um monge budista, quem sabe – pode ter a mesma impressão com respeito a eles.

Como diz o padre Groeschel, morto recentemente, em seu livro "Courage to be chaste", o problema existe no irrealismo com que alguns buscam a castidade, ou quando tentam negar sua realidade sexual e afectiva, ou quando tentam abraçá-la sem a prudência necessária. O segredo, como nos ensina o padre, é viver castamente, enquanto admitimos sem máscaras as nossas fraquezas, trabalhamos para cultivar as castas amizades e progredimos alegremente no amor cristão, buscando lidar criativamente com os desafios que aparecerem. Ao invés de uma prisão de regras, o celibato é, na verdade, libertador. Ele nos ensina que podemos amar e sermos amados, independentemente da atracção pelo mesmo sexo e seus desafios.

Pe. Groeschel
O que pensam da forma como a Igreja acolhe as pessoas com atracção pelo mesmo sexo? Que recomendariam à hierarquia?
A Igreja, enquanto Corpo Místico de Cristo, é perfeita na sua acolhida. Pessoalmente, quando eu me vi aos 14 anos sendo amado por Jesus e pela multidão dos santos e dos anjos, fiquei muitíssimo tocado e soube que não havia nenhum outro lugar que me acolheria daquele jeito.

O que preocupa, porém, leigos e padres, muito provavelmente também os leitores, é o testemunho do cristão que está na comunidade paroquial. Sejamos claros e coloquemo-nos todos no lugar desse cristão, pois somos ele. Nós já gastamos muito tempo apontando o dedo para os outros, denunciando suas atitudes enquanto mostramos nossos elevados princípios. A hora é de exame de consciência e conversão.

O mandamento já nos foi dado: "Amar ao próximo como a si mesmo". Então, como eu tenho acolhido meu irmão, minha irmã, em Cristo, na comunidade? Seja ele quem for, tenha ele feito o que for. Eu o escuto? Eu o aconselho a se aproximar de Deus? Busco compreendê-lo? Adianto-me em ver e atender suas necessidades, se isto estiver ao meu alcance? Ajudo-o a fazer um exame de consciência, que o desperte para o mal que esteja eventualmente fazendo a si mesmo ou a outros? Mostro com acções concretas que estou próximo e que não lhe virarei as costas, nem o abandonarei de uma hora para outra?

Se cada um se dedicar a este exame de consciência, fizer novo propósito de amar como Cristo nos pede e agir, creio que não haverá nenhuma recomendação a acrescentar a quem quer que seja e sobre o assunto que for.

O que resta dizer, na verdade, é um pedido. Que os bispos e os presbíteros nos ajudem a levar este trabalho do apostolado Coragem para as várias dioceses, paróquias e comunidades. Qualquer católico pode, com a sua amizade, ajudar uma pessoa que tenha AMS, porém o apostolado possui o programa e as ferramentas apropriados para atender às questões que nem sempre alguém com AMS se sente à vontade para partilhar com quem não passa pelo mesmo. A especificidade do nosso serviço só tem a somar e contribuir com as comunidades.

Pode contar-nos um pouco da sua experiência pessoal? Sempre foi católica, ou converteu-se? Sempre teve esta forma de viver a sua orientação sexual? A sua família acompanha e apoia, ou não sabe sequer? No caso de ter amigos homossexuais que não optam por esta via, como é que reagem à sua opção?
Eu nasci numa família católica, porém o meu pai e a minha mãe tornaram-se espíritas depois de um tempo e eu não tive formação religiosa na infância.

No meu coração, notei sempre um chamado à vida com Deus. Mais tarde, minha imaginação juvenil tacteou muitas crenças confusas em espíritos, magia e realidades ocultas, à procura desse Alguém que me via tal como eu era. Isto era-me muito caro, pois eu notava em mim a atracção pelo mesmo sexo desde os cinco anos. Não era algo erotizado, mas tornou-se depois, com o tempo.

Aos catorze anos, dentro de um processo de toda família de retornar à fé Católica, participei num retiro espiritual, organizado por jovens da minha paróquia, e lá eu ouvi pela primeira vez e aceitei que Jesus Cristo é o Senhor, meu Salvador, Aquele que sempre esteve comigo e me amou infinitamente.

Quando li o Evangelho segundo São Mateus pela primeira vez, lágrimas caíam copiosamente dos meus olhos e um desejo ardente queimava no meu peito, dizendo-me que naquelas páginas estava uma palavra verdadeira, que fazia ressonância total com todas as aspirações da minha alma.

Foi quando eu me converti à fé Católica, que decidi abrir-me com os meus pais sobre a minha situação. Contei-lhes tudo depois daquele retiro. Graças ao Bom Deus, eles me acolheram e apoiaram-me. Conversaram comigo sobre suas adolescências e seus namoros, seus desafios e como se conheceram e se casaram. Os meus pais casaram-se virgens, os dois. Comemoram 26 anos de matrimónio este ano. Eles me ajudaram a procurar ajuda, primeiro psicológica e, depois, pastoral.

A psicóloga ajudou-me muito. Contrariamente ao que devem pensar agora os leitores – suspeito –, eu não fui fazer terapia reparativa. Nunca passou pela minha cabeça seriamente a ideia de superar a AMS. De algum modo que não sei explicar, eu via que, no máximo, eu aprenderia a lidar com ela, conhecer suas raízes e tratá-las, na expectativa de que, pelo menos, a forma de eu me relacionar comigo mesmo e com os outros melhorasse. Os padres com quem conversei me ajudaram no mesmo sentido.

No site do apostolado, eu falo mais da minha história. Basta procurar por "testemunho de Rimont".

Eu tenho amigos que aderiram às práticas homossexuais e alguns estão em relacionamentos. Não me abro com eles sobre o assunto e isso porque eles não têm o mesmo propósito de vida. Amo-os e respeito-os. Sei que eles não compreendem uma decisão como a minha, mas não os culpo, pois julgam de acordo com o que sabem da realidade. Vejo as suas dificuldades e rezo por eles, sempre. Noto também como sofrem por razões que ignoram, mas que eu vejo claramente hoje, graças à fé. Busco não os confrontar sobre o assunto, pois, antes de lhes falar sobre moral, eu tento apresenta-los ao Jesus que os ama.

Tudo começou para mim no encontro com a pessoa de Nosso Senhor. Amparado nas catequeses de Bento XVI e Francisco, estou persuadido que será assim com eles, também.

Que mensagem tem para quem vive actualmente o dilema de tentar conciliar a sua orientação sexual com a sua fé?
Ao meu irmão e à minha irmã de cruz, eu dirijo as seguintes palavras. Eu sei que é difícil. Você não está sozinho.

Andamos neste mundo à procura de alguém que nos veja, nos escute e entenda. Sentimos a falta da proximidade de um amigo que nos enxergue além das máscaras, mesmo aquelas que colocamos com a desculpa de "sermos livres" ou "nós mesmos".

Como você, eu já chorei muitas vezes, no quarto, antes de dormir, abafando os soluços com o travesseiro, porque eu me sentia muito sozinho. Nada me doía mais do que esse isolamento, nem mesmo os xingamentos de "viado", "bixa", "maricas".

Eu vivi assim por nove anos, até que eu conheci Jesus e Seu amor por mim.

Não sei como posso descrever isto. Em meu coração eu ouvia uma voz que me dizia para amar o próximo e Jesus me disse o mesmo nos Evangelhos. Em meu coração eu ouvia uma voz que me dizia estar próximo de mim e Jesus me disse o mesmo no Apocalipse: "Eis que eu estou à porta e bato. Quem abrir, eu entrarei e nós cearemos juntos". Eu queria conhecer alguém que me acolhesse e me amasse, independentemente dos meu erros do passado, e eu vi aquele homem, Jesus de Nazaré, chamar a Levi, o cobrador de impostos, e dizer-lhe "Hoje eu vou a sua casa". E Jesus foi. E ele esteve entre pecadores públicos, como um médico perto dos enfermos. Ele não os repeliu, não os rejeitou, mas amou e apostou neles, que eles podiam mudar de vida e ser pessoas melhores.

Ele entregou-se na cruz por mim, por eles e por você, deixando jorrar o sangue até Lhe secar as medulas. Fez para pagar o preço das nossas almas e fê-lo gratuitamente.

Nunca ninguém nos amará assim, nem é possível que alguém assim nos proponha algo que nos faça mal, ou que nos afaste de si. Assim, Ele nos deixou um caminho de amor que exige a castidade, também para nós que temos este espinho na carne. Tantas vezes pensei - creio que você também - que seria mais feliz se não o tivesse. Talvez eu conseguisse ser uma pessoa melhor. Mas eu enganei-me. Os sofrimentos que me afligiam antes, trazem-me hoje o consolo da presença e união com o Senhor. Cristo abraçou a cruz e Ele nos pede para abraçar, também, junto com ele.

Pe. Paul Check
"Basta-te a minha graça", disse Ele a São Paulo. Ele está connosco. Jesus não nos propõe com a castidade nada que seja contra nossa natureza, nada que nos violenta. Pelo contrário, Ele nos propõe algo que atende ao mais profundo dos nossos anseios. Amar!
Para isso, não tenha medo. As pessoas não vão saber mais sobre você, se algum dia você lhes contar sobre a AMS. Isso não fará diferença, pois os desejos homossexuais não definem quem você é.

Então não tema que as pessoas se aproximem, não tema se aproximar delas, não tema servir os mais necessitados e amar o Cristo presente neles. Deixe seu coração se alargar com generosidade e não desista de investir na prática do bem e da virtude. O isolamento não é o melhor jeito de lidar com a AMS, nem a fuga para as práticas homossexuais.

Coragem! Ame como Cristo ama. Seus irmãos e irmãs no Brasil rezam por você.

Escreva-nos, que estamos aqui para ajudar também. Mais uma vez: você não está sozinho. Nos corações de Jesus e Maria. Um abraço fraterno.

Leia também a entrevista feita a George Day, do apostolado Courage, no Reino Unido
Leia também a entrevista feita à irmã Maria Vaz Pinto

Thursday, 25 July 2013

Papa aos "palavrões" na favela

"É só estender a mão para tocar no Papa
mas vou tirar uma fotografia"
Esta tarde Francisco visitou a Favela da Varginha, no Rio de Janeiro. A recepção foi fenomenal e entre café e “feijão com água”, só faltou cachaça porque o Papa não quis. Na notícia podem ver a reportagem em vídeo.

No seu discurso aos habitantes da favela o Papa sublinhou a importância da solidariedade. Uma palavra que, segundo Francisco, às vezes mais parece um palavrão.

Ao longo destes dias da visita do Papa ao Rio de Janeiro foi-me pedido para fazer alguns textos de opinião. A primeira, feita após a sua chegada, fala da curiosa expressão “o que vai ser de nós se não cuidarmos dos nossos olhos” e a segunda aborda a questão do Deus das surpresas, como Francisco o descreveu no Santuário de Aparecida.

Esta noite ainda há programa, com o Papa a participar numa festa com os jovens em Copacabana. O começo está marcado para as 22h e, já sabe, pode seguir as imagens em directo no site da Renascença, ou ouvir a transmissão na rádio.

Mas nem tudo são Jornadas. Por cá houve encontro da Pastoral da Liturgia e as conclusões são claras: Menos espectáculos na missa, se faz favor.

Wednesday, 17 July 2013

Idosos, doentes, nascituros e outras obras primas

Papa Francisco na praia
Hoje certamente não vos passaram despercebidas as dezenas de manchetes a informar que o Papa ia “perdoar os pecados através do Twitter”. Pois é, o Papa Francisco surpreende, mas não a esse ponto. Claro que a notícia é absurda. Está tudo explicado aqui.

Entretanto o Papa avisou que não quer andar num carro blindado quando estiver no Rio de Janeiro, isto enquanto os escultores de areia se apressam a fazer homenagens ao Pontífice.

O Reino Unido está imerso numa discussão sobre os cuidados paliativos e eutanásia e a Irlanda acabou de aprovar o aborto em casos de “perigo de vida” para a mãe (que pode incluir o perigo de suicídio…). É nesse contexto que o Papa escreve aos católicos ingleses a dizer que mesmo os idosos, doentes e nascituros são “obras-primas de Deus”. Amen!

Thursday, 7 March 2013

D. Odilo Pedro Scherer

Nascido: 21 de Setembro de 1949
Ordenado padre a 7 de Setembro de 1976
e bispo a 2 de Fevereiro de 2002
Quando se fala na possibilidade de um Papa oriundo do “terceiro mundo”, como era conhecido, o Brasil surge logo como uma das possibilidades mais fortes, até por ser o maior país católico do mundo, em termos demográficos.

D. Odilo Scherer é arcebispo de uma das maiores e mais importantes dioceses do Brasil. A isso acresce o facto de o actual arcebispo do Rio de Janeiro não ser Cardeal, o que não impossibilita a sua escolha, mas torna-a muito pouco provável. Para além disso D. Odilo tem experiência curial, sem ser um "homem da cúria", e conhece bem o Banco do Vaticano, pertencendo ao comité de 15 cardeais encarregues de acompanhar mais de perto a situação financeira da Santa Sé.

O Cardeal brasileiro é bastante novo, com apenas 63 anos, o que poderá desmotivar mesmo alguns cardeais que já manifestaram querer um Papa mais novo do que era Bento XVI quando foi eleito. Por outro lado, João Paulo II tinha 58 quando foi eleito.

Do ponto de vista teológico Scherer apresenta visões equilibradas. Critica os excessos da Teologia da Libertação, que tantos adeptos tem ainda na América do Sul, mas louva por exemplo a acentuação da justiça social da mesma corrente teológica. Tem criticado as tentativas de legalizar o aborto no Brasil e, do ponto de vista liturgico tende para o conservador, tendo criticado as missas “espectáculo” do padre Rossi, por exemplo. Permite na sua arquidiocese a celebração da forma extraordinária do rito romano, conhecido frequentemente como rito tridentino.

Recentemente viu-se envolvido numa polémica por causa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) quando, na qualidade de magno-chanceler, vetou o nome do reitor eleito por alunos e professores, nomeando antes a terceira classificada, mas a única candidata que considerava adequada à chefia de uma instituição católica. A decisão foi mal recebida por muitos alunos, mas louvada por sectores mais conservadores da população, preocupados com a deriva liberal da universidade.

Nos últimos dias tem-se falado na existência de uma “campanha” por parte da comitiva brasileira em torno de D. Odilo. Não é certo se a intenção existe mesmo, se está a ser empolada pela imprensa brasileira ou se é invenção mesmo. Certo é que frases como “vocês podem divulgar, dos cardeais brasileiros, elementos que podem apresentá-lo como um bom candidato”, atribuída pela Folha de São Paulo ao assessor dos cardeais brasileiros, só prejudicam as hipóteses do Arcebispo de São Paulo.

É de notar que o segundo nome de D. Odilo é Pedro, o que seria uma dádiva a todos os crentes nas “profecias” de São Malaquias e coisas do género.

Tuesday, 24 July 2012

Perdoa-me Papa! Ass. Paolo

Universidade do Peru procura jardineiros...
A Síria continua a dar que falar. Temos um artigo interessante com as opiniões do Patriarca Melquita, com sede em Damasco. Sua Beatitude Gregórios Halam III é muito pró-árabe e tem uma visão da realidade no Médio Oriente que muitos acharão surpreendente vindo de um líder cristão.





E por fim, o ex-mordomo do Papa, Paolo Gabriele, escreveu uma carta ao ex-patrão a pedir perdão.

Ontem, por lapso, disse que as ordenações de diáconos tinham sido em Viana do Castelo, na verdade foram em Viseu.

Tuesday, 19 June 2012

Agora vou fingir que sou Dan Brown...

D. Orani João Tempesta
A Igreja brasileira está preocupada com a segurança e os direitos dos índios da Amazónia. Para terem ideia, 50 são mortos por ano, outros 500 suicidam-se…

Também no Brasil está prestes a começar Cimeira da Terra. O Arcebispo do Rio de Janeiro (na foto) lidera a delegação da Santa Sé e já fez saber que ou muda o documento final, ou a Igreja não alinha.



Deixo-vos com um vídeo que vale bem a pena ver. Se pensam que as vossas discussões com os pais/filhos são complicadas, imaginem estar na posição deste jovem…

Wednesday, 11 January 2012

Notícias nunciais, terroristas trocados e Tim Tebow

Temos dois núncios nas notícias hoje. O “nosso” esteve de visita ao Presidente e pede-nos que não cedemos ao pessimismo. Já o núncio no Brasil está de saída e deixa uns recados para o Governo de lá.

Novos ataques contra cristãos. Na Nigéria deu em mais 16 mortos. No Iraque, ao que tudo indica, foi engano… um engano que os terroristas pagaram caro. Ooops!


Quando a religião e o desporto se misturam os resultados são sempre imprevisíveis. Na América, neste momento, não se fala de outra coisa que não o “Milagre de Tim Tebow”. Vejam, que vale bem a pena!

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