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Wednesday, 20 December 2023

As minhas declarações sobre o Fiducia Supplicans

Ao longo dos últimos dias tenho sido chamado a pronunciar-me algumas vezes sobre a mais recente declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé "Fiducia Supplicans".

Junto aqui links para os que estão disponíveis.

Aqui encontram o meu texto para o Expresso online. É apenas para assinantes. Vai sair outro texto na edição impressa desta semana.  

Aqui encontram as minhas declarações à Rádio Observador.

Aqui encontram a minha participação na SIC Notícias de quarta-feira de manhã.

Aqui podem ouvir a minha participação no podcast Expresso da Manhã. 

E por fim, aqui encontram o artigo que escrevi sobre esta questão em Outubro, quando foram publicadas as respostas às dubia, em que este assunto apareceu.

Friday, 20 October 2023

Coragem e desinformação na Terra Santa, e Papa pode ir ao Dubai

Continuamos todos com os olhos postos no Médio Oriente, onde ainda decorre a guerra entre Israel e o Hamas e se sucedem notícias trágicas. Mas quão fiáveis são essas notícias? Esta semana tivemos um exemplo perfeito dos problemas da comunicação social moderna, com o episódio do Hospital Anglicano, um paradigma da era da desinformação. Leia aqui a minha análise, onde também dedico umas linhas a explicar porque é que os anglicanos, que praticamente não têm presença no terreno na Palestina, continuam a gerir um hospital em Gaza.

No meio de todo este conflito lembrei-me também do momento em que o Papa Francisco entregou ao Patriarca Latino de Jerusalém os símbolos de cardeal, tendo-lhe dito “Força, coragem”. Mal sabiam que daí a pouco mais de uma semana romperia este conflito e que o Patriarca estaria a oferecer-se para ser trocado por reféns israelitas em Gaza. Entretanto o Papa tem estado em contacto telefónico com a paróquia católica em Gaza, dizendo-lhes o mesmo que disse ao Patriarca.

Terça-feira muitos responderam ao apelo dos bispos da Terra Santa para rezar e jejuar pela paz. Agora o Papa convocou nova jornada de oração e jejum pela mesma razão, mas para o dia 27 de Outubro.

Falando do Papa Francisco, esta semana soube-se que ele tinha cancelado uma audiência com organizadores da JMJ Lisboa marcada para 30 de Novembro, por causa de uma “viagem não programada”. Viagens não programadas não são normais para a Santa Sé, onde tudo é sempre meticulosamente planeado. De início, e pela data, ainda avancei a possibilidade de estar em vista uma viagem ao Patriarcado de Constantinopla, na Turquia, mas nesse mesmo dia consegui apurar que o destino pretendido é, afinal, o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Tanto quanto me apercebi, fui mesmo o primeiro a dar essa notícia a nível mundial, publicada no Expresso e no The Pillar. Leiam para perceber porque é que esta viagem, caso se confirme, é tão importante.

Há notícias boas e más da Nicarágua. O regime libertou 12 padres, permitindo que fossem transportados para Roma. A má notícia é que continua no poder um regime que prende padres às dúzias por razão nenhuma, e também que o bispo Rolando Alvarez continua atrás das grades. Rezemos por ele.

Aqui têm finalmente o link (só para assinantes) para o meu artigo no Expresso sobre o lugar da mulher na Igreja Católica, a propósito do sínodo que decorre em Roma.

Esta manhã, às 10h35, estive na SIC Notícias a falar sobre a variedade religiosa na Terra Santa. Podem meter para trás e ver, e espero poder ter o link para o segmento no blog muito em breve.

Não percam ainda o artigo desta semana do The Catholic Thing, no qual Randall Smith explica que a Igreja Católica nunca ensinou que os governantes políticos devem ser necessariamente católicos, nem que devem obedecer às autoridades eclesiásticas.

Friday, 8 September 2023

Novo Patriarca, Papa na Mongólia e família beatificada na Polónia

Espero que as vossas férias tenham sido tão boas como as minhas!

Durante estas últimas semanas passou-se muita coisa. Temos um novo Patriarca de Lisboa, por exemplo, que já tomou posso oficialmente. Mas porque é que o Arcebispo de Lisboa é Patriarca? E quais os privilégios associados a isso? Escrevi sobre o assunto para o Expresso. Caso não sejam assinantes, e leiam bem em inglês, tenho uma versão parecida publicada no The Pillar.

Tivemos também a histórica viagem do Papa à Mongólia. Esta foi literalmente uma viagem às periferias, para um país que tem apenas 1500 católicos, mas foi também um acto demonstrativo da diplomacia da Santa Sé, uma vez que a Mongólia se localiza entre a Rússia e a China e é por isso um excelente ponto de apoio para a política da Igreja Católica para a Asia Central.

Convido-vos a ler ainda esta história do regresso das freiras católicas ao Dómuè, Moçambique, depois de 40 anos, do meu amigo Paulo Aido, da AIS. Outra boa notícia é a libertação de um padre e um seminarista na Nigéria, que tinham sido raptados.

No próximo domingo será feita a primeira beatificação de uma família inteira na Igreja Católica. Os Ulma foram assassinados por terem dado guarida a oito judeus durante a perseguição nazi na Polónia. Explico este assunto neste texto, onde tento também perceber quais são as lições deste episódio para a nossa realidade. Leiam e digam-me se concordam com a minha análise.

Por fim, temos os artigos do The Catholic Thing, que continuaram a ser publicados ao longo destas semanas. Randall Smith escreveu sobre a clássica distinção entre a colaboração formal e material com o mal, e porque é que essa distinção não é particularmente útil para as nossas vidas; depois Robert Royal escreve um texto muito interessante sobre as duas árvores que marcaram a vida de Santo Agostinho de forma simbólica e por fim, esta semana, Randall Smith de novo escreve sobre a aplicação da lógica à fé.

Friday, 24 February 2023

Vigílias em Lisboa e retransmissores de Moscovo

Por mais que alguns estejam fartos, o grande tema continua a ser o Relatório da Comissão Independente. Ontem houve vigílias em vários pontos do país em que os católicos oraram em silêncio pelas vítimas, pela Igreja e pelos padres. O Patriarca de Lisboa esteve na vigília em Lisboa.

Antes disso D. Manuel Clemente celebrou missa de Quarta-feira de Cinzas e sublinhou que nesta questão dos abusos “não podemos falhar de modo algum”, utilizando ainda os termos “tristeza, vergonha, arrependimento”.

Como é que a Igreja deve receber os dados constantes deste relatório? Que leitura deve fazer de algumas das suas conclusões? O que vem a seguir? Foi sobre isso que conversei com o Octávio Carmo, jornalista da Ecclesia, no episódio da semana passada do podcast Hospital de Campanha. Se este assunto vos interessa – e se não interessa, devia interessar – ouçam esta conversa, mesmo!

Estive também no programa da Agência Ecclesia que foi para o ar na Sexta-feira passada a falar desta questão, desta vez com o Pedro Gil, do gabinete de imprensa da Opus Dei. Podem ver aqui.

A informação constante do relatório já me permitiu actualizar o post em que elenco todos os casos de abusos – ou alegados abusos – que houve em Portugal nas últimas décadas e já sabem que podem sempre consultar a cronologia que mantenho sobre este assunto desde 2012, e que também vai sendo actualizada.

Se acham que eu levo muito na cabeça por escrever sobre a questão dos abusos, então nem imaginem a porrada que às vezes levo pelas minhas posições críticas que assumo em relação à Igreja Ortodoxa Russa e o seu papel na guerra da Ucrânia, nomeadamente do seu Patriarca. Foi por isso com algum espanto que ontem li num artigo de opinião no Observador que há quem me considere “responsável por retransmitir a voz da Igreja Ortodoxa de Moscovo para o mundo católico”. Isto a propósito da minha recente entrevista ao bispo da Igreja Ortodoxa Russa para Portugal e Espanha, que entretanto foi publicada em versão portuguesa no Expresso. Já enviei para o Observador um curto artigo de esclarecimento, que espero poder partilhar convosco para a semana.

Deixo-vos, por fim, com o artigo desta semana do The Catholic Thing, em que John M. Grondelski explica porque é que mandamos celebrar missas pelos defuntos. Um artigo que vem mesm
o a calhar para uma altura em que começamos a caminhada quaresmal.

O que me leva à seguinte questão… Santa Quaresma para todos. Que seja um período de aprofundamento espiritual! Até para a semana, se Deus quiser.

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