Por mais que alguns estejam fartos, o grande tema continua a ser o Relatório da Comissão Independente. Ontem houve vigílias em vários pontos do país em que os católicos oraram em silêncio pelas vítimas, pela Igreja e pelos padres. O Patriarca de Lisboa esteve na vigília em Lisboa.
Antes disso D. Manuel Clemente
celebrou missa de Quarta-feira de Cinzas e sublinhou que nesta questão dos
abusos “não podemos falhar de modo algum”, utilizando ainda os termos “tristeza,
vergonha, arrependimento”.
Como é que a Igreja deve
receber os dados constantes deste relatório? Que leitura deve fazer de algumas das suas conclusões? O que vem a seguir? Foi
sobre isso que conversei com o Octávio Carmo, jornalista da Ecclesia, no
episódio da semana passada do podcast Hospital de Campanha. Se este assunto vos
interessa – e se não interessa, devia interessar – ouçam esta conversa, mesmo!
Estive também no programa da
Agência Ecclesia que foi para o ar na Sexta-feira passada a falar desta questão,
desta vez com o Pedro Gil, do gabinete de imprensa da Opus Dei. Podem ver aqui.
A informação constante do
relatório já me permitiu actualizar o post em que elenco todos os casos de abusos – ou alegados abusos – que houve em
Portugal nas últimas décadas e já sabem que podem sempre consultar a cronologia que mantenho sobre este assunto desde 2012, e que também vai
sendo actualizada.
Se acham que eu levo muito na
cabeça por escrever sobre a questão dos abusos, então nem imaginem a porrada
que às vezes levo pelas minhas posições críticas que assumo em relação à Igreja
Ortodoxa Russa e o seu papel na guerra da Ucrânia, nomeadamente do seu
Patriarca. Foi por isso com algum espanto que ontem li num artigo de opinião no Observador que há quem me considere “responsável por
retransmitir a voz da Igreja Ortodoxa de Moscovo para o mundo católico”. Isto a
propósito da minha recente entrevista ao bispo da Igreja Ortodoxa Russa para
Portugal e Espanha, que entretanto foi publicada em versão portuguesa no Expresso. Já enviei para o Observador um curto artigo de
esclarecimento, que espero poder partilhar convosco para a semana.
Deixo-vos, por fim, com o
artigo desta semana do The Catholic Thing, em que John M. Grondelski explica porque é que mandamos celebrar missas pelos defuntos. Um artigo que vem mesm
o a
calhar para uma altura em que começamos a caminhada quaresmal.
O que me leva à seguinte questão…
Santa Quaresma para todos. Que seja um período de aprofundamento espiritual!
Até para a semana, se Deus quiser.
