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Friday, 17 May 2019

KKK? No way!

Faz hoje 95 anos que um grupo de estudantes católicos correu com uma parada do Ku Klux Klan no estado do Indiana. A história é boa de mais para não ser lida!

Há cada vez mais pessoas a estudar Teologia. Quem o diz é Alexandre Palma, vice-diretor da Faculdade de Teologia da UCP.

O Papa aceitou a demissão de um bispo brasileiro (na foto) suspeito de encobrir casos de abusos, de extorsão e de enriquecimento ilícito.

Ontem houve outra conversa da série “E Deus Nisso Tudo?”. Desta vez Maria João Avillez conversou com José Manuel Pureza.

Será que o Patriarcado andou a aconselhar ao voto no Basta, como surgiu em vários órgãos de imprensa? Saiba aqui exatamente o que se passou e conheça as posições de várias organizações católicas sobre estas eleições europeias.


Friday, 14 December 2018

Papa aos ortodoxos e Teologia Relevante

Pell. Condenado? Quem sabe...
A nova diretora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica quer dar à Teologia o “relevo que merece ter”. Ana Jorge é a primeira mulher a desempenhar este cargo em Portugal.

Centenas de cristãos egípcios protestaram ontem o assassinato de um pai e um filho por um… polícia.

O Papa tem mais uma viagem confirmada para 2018. Desta vez vai à Bulgária e à Macedónia, países de maioria ortodoxa.

Têm circulado várias notícias sobre a alegada condenação do Cardeal Pell, na Austrália, por abusos sexuais. Acontece que o tribunal australiano proíbe a divulgação de qualquer detalhe sobre o processo enquanto não terminar outro caso que envolve o cardeal e que será julgado dentro de poucos meses. As notícias que existem citam fontes anónimas próximas do processo. Se eu tivesse fontes seguras, seria uma coisa, mas não tendo acho que seria irresponsável da minha parte estar a dar uma notícia dessa importância com base em fontes desconhecidas. O meu silêncio sobre o assunto explica-se por isso e não por qualquer vontade de esconder ou disfarçar a realidade.

Se não conhece Solzhenitsyn, então devia conhecer Solzhenitsyn… Pode começar por ler este artigo do The Catholic Thing sobre o grande herói anticomunista.

Monday, 19 November 2018

A raiz perversa da pobreza, segundo o Papa Francisco

O Papa Francisco almoçou com cerca de três mil pobres, ontem em Roma, na segunda Jornada Mundial dos Pobres. Antes celebrou missa e criticou a injustiça, que é a “raiz perversa da pobreza”. O Papa elencou ainda diferentes classes de pobreza, incluindo os bebés que não chegam a nascer e as populações privadas dos seus recursos naturais.

Ontem houve ainda a celebração do Angelus, como é tradicional. O Papa recordou as vítimas de um terrível massacre de cristãos na República Centro Africana e também as vítimas mortais dos incêndios na Califórnia.

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica tem nova direcção. Pela primeira vez na sua história a directora é uma mulher e leiga, embora consagrada. A Renascença deu a notícia na véspera de o Papa ter valorizado o papel das mulheres na teologia.

Os Jesuítas de Angola juntam-se aos bispos do Congo ao manifestar preocupação pela situação de centenas de milhares de congoleses deportados de Angola e que poderão ter sido vítimas de maus-tratos.

Não deixem de ler o artigo da semana passada do The Catholic Thing, sobre o perigo para a alma dos bispos que encobrem casos de abusos sexuais praticados pelo clero. Pode também gostar de ler outro artigo na mesma linha, da semana anterior, sobre como a sua oração e os seus sacrifícios espirituais podem beneficiar a Igreja nesta fase difícil que atravessa.

Termino com um aviso. No dia 27 de Novembro há concerto dos Simplus, no auditório da Igreja de Santa Joana Princesa, em Lisboa. A cara mais bonita desta dupla de artistas católicos fala sobre o seu trabalho nesta entrevista a Aura Miguel. Todas as informações no cartaz anexo.

Thursday, 6 June 2013

“Uma peregrinação à Terra Santa é um belíssimo instrumento de evangelização”

Transcrição integral da entrevista ao padre João Lourenço, director da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, a propósito da peregrinação à Terra Santa da Universidade. A notícia encontra-se aqui.


Quantas pessoas vão nesta peregrinação e quanto tempo dura?
Trata-se de uma peregrinação que eu considero um programa longo, são duas semanas. Inclui a totalidade de Israel e também a Península do Sinai, incluindo a subida ao Monte Sinai e a visita ao Convento de Santa Catarina.

É uma peregrinação singular porque feita a partir da Universidade Católica, mas também porque reúne dois grupos, um que vem directamente de Macau, constituído por 17 pessoas, que vêm via Hong Kong, e um grupo de Lisboa, incluindo pessoas ligadas à universidade, na sua maioria, e outras menos próximas. As ligadas à universidade são essencialmente as que frequentam os cursos que eu oriento, ou pessoas amigas. De Lisboa vão 16 pessoas.

É uma tradição a Universidade Católica peregrinar à Terra Santa?
Eu já orientei outras iniciativas semelhantes a esta, a partir da universidade. A primeira, propriamente, que remonta a uma relação com a universidade foi em 1988, em que participou D. José Policarpo que nesse mesmo ano tinha sido nomeado reitor. Várias vezes fiz peregrinações destas com grupos de finalistas. Depois a tradição interrompeu-se e desde o meu regresso desenvolvi mais neste sentido.

Da sua parte não será a primeira vez. Que experiência tem da Terra Santa?
Estudei em Israel durante dois períodos de tempo que perfazem cinco anos, quatro a fazer o meu doutoramento, de 1980 a inícios de 1985, depois mais tarde por alguns meses entre 2003 e 2004, em licença sabática para preparar a minha agregação. Portanto posso dizer que conheço melhor Israel que Portugal, pelo menos na sua diversidade geográfica, histórica, espiritual, nos seus caminhos e itinerários. Para além disso dirigi já várias viagens. Uma das que faço frequentemente é precisamente ao monte Sinai, ao qual espero subir em breve pela 12ª vez.

Portanto vou lá num ritmo relativamente anual, às vezes com duas ou mais visitas, se bem que desde que sou director da Faculdade de Teologia tenho menos tempo. Para além disso tenho cartão de guia de peregrinações, pelo que não só organizo e preparo os programas, como faço de guia na totalidade da peregrinação, não só espiritual. Isso dá-me uma satisfação muito grande porque acredito e sinto que uma peregrinação à Terra Santa é um belíssimo instrumento de evangelização e de fazer uma nova catequese, que contextualizada, localizada, quer histórica e geograficamente pode retirar-se e colher-se mais benefícios espirituais, tanto em grupo como individualmente.

Para mim é um instrumento muito importante, que por outro lado, como sou professor de Sagrada Escritura, me ajuda a actualizar e a passar aos peregrinos aquilo que já escutaram e sentiram a partir do texto, ou no estudo exegético e hermenêutico dos textos bíblicos.

É importante, a seu ver, viajar com um guia, alguém que já conheça o local e as suas histórias?
Essa é uma questão muito importante. Em Israel há bons guias, conheço alguns bons, excelentes, respeitadores, conhecedores da realidade cristã e atenciosos. Não diria que todos, mas uma parte sim. O que é importante quando se prepara uma viagem à Terra Santa, se se quer que seja verdadeiramente uma peregrinação e os peregrinos colham os melhores frutos dessa experiência e dêem por bem empregues os custos e os sacrifícios que fazem para poder beneficiar desses momentos, creio que uma viagem dessas deve ser bem preparada e deve ter alguém, se não o guia primeiro da peregrinação, pelo menos um bom assistente espiritual.

O que sucede muitas vezes é que os programas são de descanso disfarçado, são viagens quase iguais às outras, os grupos compram os programas e não propõem os seus programas.

No meu guia da Terra Santa deixei algumas propostas de programas que se podem fazer, para grupos, sacerdotes, orientadores de peregrinações, com motivações, lugares, itinerários, percursos adequados, o que permitirá aos grupos beneficiar mais. Portanto uma viagem à Terra Santa, para ser uma peregrinação, tem de ter esta matriz, esta identidade específica. Caso contrário não será uma peregrinação, chamem-lhe uma visita turística, um percurso, um itinerário de matriz histórica, tudo isso tem o seu lugar, mas acho que para uma identidade específica de um grupo em peregrinação, e para poder beneficiar dessa riqueza, que pode proporcionar, tem de ser bem acompanhada e bem organizada, não deixar que sejam as agências a fazer os percursos, mas que cada guia, chefe ou responsável do grupo, saiba de facto ter uma identidade específica para conferir a esse grupo.

Isso é uma tarefa muito importante e creio que com isso todos beneficiam e as viagens podem tornar-se de facto um momento privilegiado na vida de cada pessoa.

Durante a peregrinação existe algum contacto com as comunidades cristãs locais?
Procuramos algum contacto. Não é fácil. Os contactos que acima de tudo procuramos é sermos recebidos por alguém da Custódia da Terra Santa, que nos apresenta as dinâmicas pastorais e motivações fundamentais que presidem à espiritualidade da Terra Santa e à presença dos cristãos.

Os contactos com as comunidades, às vezes ocasionais, acontecem com grupos que se cruzam connosco ou que celebram ou antecedem as nossas celebrações. É difícil fazermos visitas porque as comunidades só se reúnem ao domingo, Sábado ou sexta-feira, de acordo com as possibilidades que têm, e isso é de facto muito difícil, porque os itinerários são marcados por um ritmo acelerado. Para podermos fazer mais esse contacto com os santuários, as experiências dos lugares, o percurso das estradas e dos itinerários bíblicos, o nosso tempo é muito limitado. Mesmo com duas semanas, muito fica por fazer.

Para os cristãos não há centros de peregrinação obrigatórias, como existe no Islão, por exemplo, mas acha que todos os cristãos devem tentar ir à Terra Santa?
Eu diria que isso era um ideal, desde que fosse uma experiência espiritual, não uma obrigação ou uma necessidade.

Um contacto com a Terra Santa pode ajudar os cristãos a interiorizar, a percepcionar, a ter aquela experiência interior, de uma dimensão mais contextualizada e mais vivenciada daquilo que é a realidade bíblica, dos dinamismos da experiência e da teologia bíblica. Contextuar, situar no espaço e no tempo, ter uma geografia bíblica da realidade da palavra bíblica é uma experiência importante e um elemento importante.


Na minha experiência os inúmeros grupos que têm ido comigo, muitos dizem que a partir da visita toda a riqueza da palavra tem um novo sabor, um novo sentido.

Friday, 7 October 2011

Yom Kipur em Lisboa e em Tripoli

Para os nossos leitores judeus, votos de um santo Yom Kipur.
A partir do pôr-do-sol começa este dia da expiação/arrependimento, cujo significado nos foi explicado pelo Rabino de Lisboa, para ler e ouvir aqui.
Ainda no campo do judaísmo falamos de David Gebri, que voltou para a Líbia para limpar uma sinagoga. Resultado? Uma manifestação esta tarde em Tripoli contra ele, contra os judeus em geral e contra a abertura das sinagogas…
Hoje o Papa aceitou a renúncia de um dos bispos auxiliares do Porto e ontem foi lançada uma obra que o Opus Dei espera que possa acabar com alguns dos preconceitos que existem contra ele.

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