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Friday, 26 May 2023

A lei é má, mas Deus é Bom

A lei da eutanásia já foi publicada em Diário da República. A partir de agora não há nada a fazer. Ou há? Foi isso que tentei saber neste artigo publicado no The Pillar, em inglês, cuja leitura recomendo.

Uma das pessoas que entrevistei para esta reportagem foi a presidente do Conselho de Ética, que apontou duas grandes falhas na lei, que os deputados ignoraram. Dada a importância das suas palavras para se entender tudo isto, decidi publicar na íntegra a transcrição do que ela me disse, em português, claro. Está aqui, não deixem de ler.

Ainda em inglês, tenho uma pequena nota sobre o assunto na edição desta semana do The Tablet, aqui.

Há anos que escreve sobre a questão da eutanásia. Era bastante evidente que este dia ia chegar, se calhar há sete anos poucos acreditavam que demoraria tanto… Desta vez, notei alguma saturação por parte das pessoas em relação ao assunto, daí que seja importante reafirmar muitas vezes, e de forma clara, que a eutanásia é sobre muito mais do que o direito de alguém escolher como e quando morrer e tem muito mais implicações do que apenas acabar com o sofrimento. A eutanásia estabelece que há vidas que são indignas, e isso é uma monstruosidade. Temos a obrigação de continuar esta luta. Não é fácil, pelo contrário, é muito difícil. Mas ainda bem! Se fosse fácil deixávamos para os outros.

O Papa vai estar em Portugal mais dias do que originalmente previsto. É, claro, uma excelente notícia!

Francisco pede liberdade para a Igreja na China, algo que tarda em manifestar-se!

Recentemente partilhei que o meu filho fez a primeira comunhão. Tenho outro, o mais velho, que será crismado no final do mês. Muitos de vocês estarão na mesma situação, tendo filhos, irmãos ou netos que estão a passar importantes marcos nesta altura, que é também tempo de ordenações. Leiam, por isso, este artigo do Stephen White no The Catholic Thing de hoje. É um texto simples para ler numa altura de incessantes polémicas e guerrinhas, para nos recordarmos de que Deus é Bom. Não é bonzinho, é mesmo Bom. Com B grande e tudo! Louvado seja!

Friday, 7 April 2023

Para alguns cristãos toda a vida é uma Sexta-feira Santa

Sexta-feira Santa é amanhã, mas para alguns cristãos parece que todos os dias são uma longa Via Sacra. Falo por exemplo dos cristãos da Ucrânia, que se preparam para viver a sua segunda Semana Santa desde a invasão de Fevereiro de 2021. Juntei aqui links para uma série de reportagens feitas no terreno por um excelente jornalista português. A minha sugestão é lerem uma por dia durante o tríduo pascal.

Na Nicarágua a vida também parece estar parada na Sexta-feira Santa, mas Vias Sacras não as há, porque o Governo não deixa. Isso não impede os fiéis de encontrarem esperança e sustento na Eucaristia. Não deixem de ler também esta fascinante entrevista a um dos padres que acompanhou o arcebispo Rolando Álvarez na prisão durante meses e que acabou por ser exilado para os Estados Unidos. Ele explica como era a vida na prisão e como os detidos animavam os outros presos e buscavam forças na oração do terço. É um testemunho de fé impressionante, publicado no The Pillar.

Por cá a nossa Quaresma tem sido marcada pela questão dos abusos. No Porto um grupo de fiéis organizou-se e está a pressionar o bispo para tomar decisões mais firmes, frustrados por D. Manuel Linda não ter afastado preventivamente quatro dos padres que constavam da lista que recebeu da Comissão Independente, apesar de pelos vistos ter enviado os seus processos directamente para o Dicastério para a Doutrina da Fé, em Roma. Já em Lisboa, como sabemos, houve grande revolta entre fiéis e clero pelo Patriarcado ter afastado preventivamente o padre Mário Rui Pedras. Duas posições antagónicas, críticas semelhantes. Escrevi sobre isso para o The Tablet.

Aproveitando que esta questão dos abusos tem estado um pouco mais calma por cá, passei vários dias a actualizar esta lista completa e detalhada dos casos que existem em Portugal, e o que sabemos sobre cada um deles, com estatísticas e informação organizada por diocese. A par disto vou mantendo também a cronologia de casos, actualizada agora com a notícia de um padre suspeito de abusos em Braga que foi apanhado com uma arma ilegal em casa.

Há dias estive no “Explicador” da Rádio Observador para falar sobre o Caminho Sinodal alemão. Podem ouvir e ler as minhas ideias sobre o assunto aqui.

Há milénios que os filósofos tentam produzir provas para a existência de Deus. Mas Randall Smith argumenta que provar a existência de um Deus é secundário. Importante é saber que Deus é amor. Mas como é que se fala de Deus a quem nem no amor acredita?

E com isto termino, pedindo-vos que tenham sempre presente que aquilo que celebramos nesta Semana Santa não é o sofrimento, nem é apenas o milagre da Ressurreição, mas sobretudo o amor. O amor que foi até ao fim na fidelidade, o amor que sofreu, porque amar custa, e o amor que triunfou sobre a morte, porque o amor supera o ódio e o pecado.

Monday, 24 October 2022

O Homem do Sudário e o que aprendemos com a crise dos abusos

A semana passada prometi novidades sobre a minha viagem a Salamanca, em Espanha. Pois venho cumprir! Estive numa fascinante exposição sobre o Santo Sudário, que apresenta como novidade um modelo hiper-realista do corpo que nele foi sepultado. É uma peça muito impressionante e a boa notícia é que os organizadores esperam trazê-la a Lisboa para as jornadas.

Aqui têm a minha reportagem principal, publicada no jornal online The Pillar (em inglês); aqui outra notícia mais curta, no The Tablet (também em inglês) e aqui a reportagem da RTP, que esteve também na viagem.

Surgiu esta quinta-feira uma notícia que, a ser verdade, é preocupante. A embaixada da Rússia diz que um padre russo em Portugal está a ser alvo de ameaças. Digo preocupante porque esse tipo de comportamento é sempre condenável, ainda que o padre defendesse coisas erradas. Mas neste caso é duplamente preocupante porque o padre em questão é um dos signatários de uma belíssima carta aberta de padres ortodoxos russos contra a guerra, que podem ler aqui.

Temos tido tempos difíceis na Igreja por causa dos abusos. Hoje publiquei no blog um artigo em que resumo três coisas que penso que aprendemos sobre esta questão em Portugal. 1º, que a comissão independente fazia mesmo falta; 2º, que se quebrou o mito de que em Portugal os abusos que existiam eram apenas casos isolados e circunstanciais e, 3º, que para bem de todos os bispos parecem estar a aprender com os erros no que diz respeito à comunicação.

Sobre este assunto volto a chamar a vossa atenção para os últimos três episódios do Hospital de Campanha, e também para este texto sobre os casos de alegados encobrimentos de que foi acusado D. José Ornelas.

O artigo desta semana do The Catholic Thing é para todos os que estão envolvidos de alguma forma na vida académica. Randall Smith explica que “não estamos na universidade para nos servirmos a nós mesmos ou aos nossos egos, mas aos nossos alunos. Nem devemos servir uma ideologia. Servimos a verdade, porque quando servimos a verdade é a Deus, que é a Verdade, que servimos (...) Todos os que procuram sinceramente a verdade têm um lugar na universidade católica”.

Esta semana foi anunciado o preço para participação plena nas jornadas. Claro que surgiram imediatamente notícias a dizer que esse era o preço a pagar para ver o Papa. O meu pai sempre disse que o número de parvos é infinito… Claro que o preço diz respeito a alojamento, alimentação e todos os materiais logísticos. O acesso aos eventos é gratuito, como sempre foi.



Friday, 8 June 2018

Actualidade Religiosa: Papa pede vigor e Lavrador mostra agrado

O Papa vai receber 500 crianças, amanhã, a maioria dos quais de bairros problemáticos dos arredores de Milão.

Francisco convida ainda os sacerdotes a um “novo vigor” na missão de servir as suas comunidades.

Este fim-de-semana assinala-se o Dia de Portugal. As cerimónias oficiais vão ser nos Açores, o que muito agrada ao bispo de Angra.

Aproveito para partilhar convosco duas notícias minhas que foram publicadas a semana passada na imprensa britânica, sobre a rejeição da lei da eutanásia no Parlamento português. Uma foi no Catholic Herald e outra no The Tablet. Fui ainda citado pela BBC e esta semana deve sair uma análise para o Herald também. Se tiverem amigos anglófonos, partilhem! Claro que se a eutanásia tivesse sido aprovada seria notícia em todo o mundo, como foi rejeitada pouco se fala nisso.


Wednesday, 24 May 2017

A Verdade não é Rígida, é Real

Pe. Gerald E. Murray
A realidade interessa? Ela é a referência necessária e decisiva para descobrir o que é e o que não é, o que é verdade e o que é falso? Ou será a realidade sujeita a revisão com base nas nossas preferências, desejos ou outros factores? São questões como estas que se nos colocam quando vemos comentários como aqueles feitos pelo Cardeal Francesco Coccopalmerio sobre a validade das ordens anglicanas. Segundo Christopher Lamb, do “The Tablet”, Coccopalmerio caracterizou o ensinamento da Igreja sobre as ordens anglicanas da seguinte maneira: “Temos tido, e temos ainda, uma compreensão muito rígida sobre a validade e a invalidade: Isto é válido, aquilo não é. Mas deve-se poder dizer: ‘Isto é válido num certo contexto, aquilo é válido noutro’.”

O Cardeal especula sobre as implicações doutrinais de gestos papais de respeito e de amizade no passado, dizendo: “O que significa o facto de o Papa Paulo VI ter dado um cálice ao Arcebispo de Cantuária? Se era para celebrar a Ceia do Senhor, a Eucaristia, então era para ser feito de forma válida, não?” E continua: “Isto é ainda mais significativo do que a cruz peitoral, porque o cálice não é usado apenas para beber, mas para celebrar a Eucaristia. Com estes gestos a Igreja Católica está já a intuir, a reconhecer uma realidade”.

Estas declarações surgem num novo livro, cujo título não é indicado por Lamb, que inclui o conteúdo de um encontro do Grupo de Conversação de Malines, que teve lugar perto de Roma em Abril deste ano. A Rádio Vaticano cobriu o encontro, tomando nota da participação do Cardeal Coccopalmerio. A reportagem da Rádio Vaticano inclui comentários feitos pelo padre Tony Currer, do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Sobre as ordens anglicanas ele diz: “Penso que é verdade que não utilizamos termos como ‘nulas’” pois “claramente não é isso que dizem os gestos, a generosidade e a simpatia que temos visto repetidamente”.

Validade é sinónimo de realidade quando se fala de sacramentos. A Igreja ensina claramente o que é necessário para a celebração válida – isto é, verdadeira e real – dos sacramentos. Ao invocar linguagem pejorativa como “compreensão rígida” sobre validade e invalidade, Coccopalmerio reduz o entendimento da Igreja sobre o que conta como um sacramento válido à expressão de uma atitude psicologicamente doentia, radicada na ignorância e no medo irracional.

A questão da validade é simples: A Igreja considera que uma ordenação anglicana é uma administração válida do sacramento da Ordem? A resposta é não, tal como foi determinado com a autoridade do Papa Leão XIII na sua encíclica Apostolicae Curae. A ordenação anglicana não transforma um homem num sacerdote católico. Essa determinação é objectiva e feita com base num estudo razoável e cuidadoso da história, da doutrina e da prática tanto da Igreja Católica como da Comunhão Anglicana.

Paulo VI e o arcebispo de Cantuária
Coccapalmerio diz mais: “Quando alguém é ordenado na Igreja Anglicana e se torna pároco numa comunidade não podemos dizer que não se passou nada, que é tudo ‘inválido’.” A opção apresentada nesta afirmação é de que numa ordenação anglicana ou o homem se torna um padre validamente ordenado, ou então nada acontece. Mas há uma terceira possibilidade: A ordenação anglicana transforma alguém num padre anglicano, não num padre católico.

A Igreja ensina que esta ordenação não é uma ordenação católica válida. O homem ordenado numa cerimónia anglicana não recebe o sacramento da Ordem. O sacramento da Ordem não é administrado. (Deixo de parte aqui a questão de anglicanos ordenados por bispos que receberam sagração episcopal das mãos de bispos veterocatólicos ou ortodoxos).

Mas aparentemente Coccopalmerio e Currer resistem a esta verdade. O Cardeal afirma que o cálice que o Papa ofereceu ao Arcebispo de Cantuária significa que o Papa Paulo VI considerava que o Serviço de Comunhão Anglicano era uma celebração válida da Missa porque “era suposto ser feito de forma válida”. Mas o Papa Paulo VI nunca disse aquilo que Coccopalmerio conclui. Um gesto não equivale a um pronunciamento papal.

O padre Currer diz que “nós já não usamos termos como ‘nulo’”. Se por “nós” se refere à Igreja Católica, está enganado. O pronunciamento do Papa Leão XIII não foi rejeitado por qualquer dos seus sucessores. É evidente que o padre Currer e outros não gostarem do facto de as ordens anglicanas terem sido consideradas nulas. Mas esta insatisfação de Currer com o exercício do magistério papal não significa que a Igreja tenha deixado de defender a invalidade das ordens anglicanas.

Coccopalmerio procura dispensar a verdade objectiva do que constitui validade sacramental na Igreja Católica, tornando-a variável de acordo com um “contexto”. Não estamos perante relativismo, puro e simples? O Cardeal não afirma que os critérios para determinar a validade ou a invalidade da administração da Ordem foram mal aplicados por Leão XIII quando este examinou as ordens anglicanas. (Talvez aborde a questão noutro lado). Limita-se a dizer que estes critérios não se devem aplicar porque são rígidos. A conclusão do Papa Leão XIII de que as ordens anglicanas são inválidas é criticada como sendo rígida quando a pessoa não gosta dessa verdade em particular. O que para uns é rigidez, para outros é solidez. A Igreja está a ser teimosa ou firme nesta questão? Diria que ambos. É isso que a verdade exige, independentemente do contexto. Se ela tiver cometido um enorme erro neste ponto, que mais devemos lançar borda fora?

No seu ensaio “O Destronar da Verdade”, Dietrich von Hildebrand escreveu: “O desrespeito pela verdade – quando não se trata de uma tese teorética, mas de uma atitude vivida – claramente destrói toda a moralidade, mesmo a razoabilidade e a vida comunitária. Todas as normas objectivas são dissolvidas por esta atitude de indiferença para com a verdade; como é destruída também a possibilidade de resolver de forma objectiva qualquer discussão ou controvérsia. Também se torna impossível haver paz entre pessoas ou entre nações. A própria base da vida humana real é subvertida”.  

Corremos grande risco ao dispensar a verdade. 


O padre Gerald E. Murray, J.C.D. é pastor da Holy Family Church, em Nova Iorque, e especializado em direito canónico.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na Quinta-feira, 18 de Maio de 2017)

© 2017 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org


The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 4 January 2017

MacVaticano? Not so Happy Meal...

O Papa falou esta quarta-feira do terrível massacre da prisão brasileira de Manaus, que aconteceu no início desta semana, reafirmando a dignidade inerente a toda a gente, incluindo os presos. Já agora, escrevi também sobre este tema para o jornal britânico The Tablet, como podem ler aqui.

Todos os anos morrem padres, religiosos ou missionários ao serviço do Evangelho. Em 2016 o número voltou a ser alto de mais. Foram 28.

Vai abrir um MacDonalds no Vaticano. Nem toda a gente está contente!

Aproveito ainda para partilhar o artigo que escrevi para outro jornal católico britânico, o Catholic Herald, sobre António Guterres.


E porque hoje é quarta-feira temos novo artigo do The Catholic Thing. Robert Royal especula sobre o ano que agora começou e diz que o conflito com o Islamismo (e não com o Islão) é que vai ser o grande assunto. Concorda? Leia e deixe a sua opinião.

Monday, 10 October 2016

O rabino que conversou com Jesus e novos cardeais

Morreu este fim-de-semana o rabino que “conversou” com Jesus. Jacob Neusner era admirado por Bento XVI que o citou muito nos seus livros. Se não conhecem já a figura, não é tarde de mais…

Também este fim-de-semana o Papa nomeou 17 novos cardeais, incluindo algumas escolhas que só não são surpreendentes porque Francisco já nos habituou a estas coisas.

Sobre a eleição de António Guterres, aproveito para partilhar dois artigos que escrevi para a imprensa estrangeira. Uma maior, para a Religion News Service e outra mais breve para a revista britânica The Tablet.

As igrejas cristãs da Síria vão fazer chegar à ONU e à União Europeia testemunhos de crianças sobre a guerra que destrói lentamente o país. Sobre a guerra, nomeadamente sobre o que se passa em Alepo, partilho o meu artigo da semana passada, que dá algum contexto.

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa tem um novo presidente. O padre Duarte da Cunha continua como secretário-geral, pelo menos até 2018.

Se tivesse vivido no Sul dos EUA no tempo da escravatura, teria sido anti-esclavagista? De certeza? Então não deixe de ler o artigo interessantíssimo de Anthony Esolen do The Catholic Thing, publicado a semana passada. 

Monday, 5 March 2012

Freiras, Bordel, Mouraria, Cáritas e campas profanadas

Na semana passada falou-se muito da polémica de um suposto “bordel” que iria ser aberto pela Câmara de Lisboa na Mouraria e “gerido” pelas irmãs oblatas.

Fui falar com as irmãs em causa para esclarecer a questão. Vale a pena ler a reportagem, porque se é verdade que a história não é de modo nenhum o que parece, continua a ter alguns aspectos que me parecem discutíveis. Encontrarão a minha opinião aqui.

Este fim-de-semana o Patriarca de Lisboa fez a sua segunda catequese quaresmal, dedicado ao matrimónio. D. Manuel Clemente também falou sobre a Quaresma, numa conferência.

Entrámos no Domingo na Semana Nacional da Cáritas. Aqui pode conhecer melhor o trabalho desenvolvido em Setúbal, e aqui o que se faz em Évora. Destaco a frase: “Fazemos o que o Estado não pode ou não sabe fazer”. Durante a semana haverá certamente mais reportagens.

A nível internacional, notícias tristes da Líbia onde um cemitério de ingleses e italianos mortos na Segunda Guerra Mundial foi profanado, com campas vandalizadas e cruzes destruídas (na foto).

Recentemente escrevi uma carta ao jornal britânico The Tablet, a reclamar pelo facto de terem deturpado as declarações de D. Manuel Monteiro de Castro. Recebi na Sexta-feira uma resposta a dizer que foi publicada uma correcção na presente edição. Como já não sou assinante não cheguei a ver, mas não deixa de ser um sinal positivo.

Por fim, uma chamada de atenção para a edição especial do “webzine” dos jesuítas, este mês dedicado todo ele à esperança.

Tuesday, 28 February 2012

Tablet colludes in defamation of Cardinal

UPDATE: On Friday the 2nd of January I received a reply from The Tablet, informing me that a correction had been published in the upcoming print edition of the magazine.

Dear Ms Pepinster,
I am writing to call your attention to a grave error in your item on Cardinal Manuel Monteiro de Castro, printed on your website on the 27th of February. [I later realised that it was also published in the print edition]

Your title and interpretation of the Cardinal’s words are based on a clear case of mistranslation.

What the cardinal actually said, in Portuguese: “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.”

Your article translates this as: “The woman should stay at home, or if she works outside the home, it should be only part-time, so that she can dedicate herself to her essential function which is to bring up the children”

However a correct translation is: “The woman should be able to stay at home or, if she works outsider the home, part-time, so that she can dedicate herself to a function in which she is essential, which is the education of children”

As I am sure you understand, to say that a woman should “be able” to stay at home is very different from saying that she “should stay at home”. Also, to say that a woman is essential in the education of her children is very different from saying that educating children is her essential role.

In publishing this report you have done the cardinal a grave injustice, which I believe merits an apollogy. You have also simply parroted the Portuguese secular press, in which these deturpations first arose, which is somewhat less than what we expect from an informed Catholic Magazine.

Yours,
Filipe d’Avillez

A propósito deste assunto, remeto para aqui.

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