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Tuesday, 2 November 2021

A morte, sob várias perspectivas

Estamos a dois dias da votação da nova versão da lei da eutanásia. A Associação de Juristas Católicos critica este processo, o Dr. Pedro Vaz Patto, juiz desembargador e presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz espera que Marcelo Rebelo de Sousa vete a lei e o especialista em bioética, Michel Renaud, explica porque é que a lei – seja aprovada ou não – não presta.

O Papa Francisco esteve esta terça-feira no cemitério militar francês em Roma, onde criticou “as vítimas da guerra que devora os filhos da pátria”. Francisco mandou também uma mensagem para a Cimeira Climática que está a decorrer em Glasgow.

Chamo a vossa atenção para a entrevista conjunta da Ecclesia e da Renascença desta semana, com o provedor da Irmandade da Misericórdia e São Roque. Os voluntários da irmandade acompanham enterros daqueles que morrem sozinhos e Mário Pinto fala sobre a terrível pandemia de solidão que afeta cidades como Lisboa.

Este fim-de-semana decorreu o V Fórum Europeu One of Us, em Lisboa. Saiba o que se passou aqui.

E temos a lamentar a morte de D. Basílio do Nascimento, um homem que marcou muito Timor-Leste e que foi fundamental em garantir uma transição pacífica para a independência em Bacau, como não aconteceu em Dili e outras partes.

Tuesday, 8 October 2019

Bispos preocupados com abstenção e todos preocupados com a Turquia



Deus é como um pai que do seu tesouro tira coisas novas e coisas antigas. Os cartuxos deixaram Évora, mas já há quem os substitua.



Olhos postos na Síria, onde a Turquia prepara-se para invadir e acabar com o único projecto democrático funcional do país

Thursday, 2 August 2018

Papa mata pena capital

O Papa promulgou uma mudança no Catecismo sobre a legitimidade da Pena de Morte. Muitos não sabiam que a Igreja ainda aceitava na teoria, e em casos muito raros, essa medida. Agora já não.

Esta é uma notícia que foi recebida com alegria por pessoas ligadas ao sector e que apenas está a causar alguma celeuma nos EUA. Luís Gagliardini Graça, da associação Confiar, recorda que todo o homem é maior que o seu erro.


Tuesday, 31 May 2016

Ecumenismo, "Lisbon Style"

Amanhã é Dia Internacional da Criança. Aproveite o dia, brinque com os seus filhos, mime-os, mas pare, nem que seja por uns instantes, para rezar por todas aquelas que não têm possibilidade de ser criança. Em particular, rezemos pelas crianças da Síria, juntamente com a Ajuda à Igreja que Sofre.

Começou esta terça-feira em Lisboa um encontro ecuménico que se realiza pela primeira vez em Portugal. Trata-se da reunião dos Conselhos Nacionais das Igrejas da Europa. Falei com D. José Jorge de Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana, sobre este encontro em que D. Manuel Clemente participará como conferencista.

Estamos em pleno debate sobre as 35 horas. O que é que isto tem a ver com a religião? Bom, tudo o que mexe com a vida familiar interessa á Igreja, como explica Pedro Vaz Patto, que considera que mais importante que 35 horas ou 40 é dar-se prioridade à família.

Volto a chamar a vossa atenção para o meu artigo sobre a polémica das escolas e dos contratos de associação, que publiquei ontem no blog e que está a gerar grande discussão, muito interessante e informativa, aliás, no Facebook. Aproveito também para partilhar este artigo do meu amigo José Maria Seabra Duque, bastante em linha com o meu, mas mais bem sistematizado e que vale a pena ler.

Wednesday, 4 May 2016

Foros internos e famílias destroçadas

Ontem demos conta das reclamações da Associação de Juristas Católicos às leis da procriação medicamente assistida e das “barrigas de aluguer”. Hoje temos declarações nesse sentido do juiz Pedro Vaz Patto.

O Papa Francisco divulgou o mais recente vídeo com intenções de oração para Maio. Este mês é dedicado sobretudo à questão da violência contra as mulheres.

O Arcebispo de Évora chegou aos 75 anos e já pediu a resignação ao Papa Francisco. Não faz ideia, porém, quem o irá suceder, nem quando.

Porque hoje é quarta-feira temos novo artigo do The Catholic Thing. A propósito da exortação apostólica do Papa tem-se falado muito sobre o “foro interno” e Howard Kainz faz uma cronologia sobre este conceito, mas termina, e bem, recordando que a grande prioridade tem de ser o acompanhamento espiritual dos que são injustamente abandonados pelos seus esposos ou pelos seus pais. A ler, sem dúvida!

Monday, 25 January 2016

Perdão ecuménico e resistência pia a Hitler

O Vaticano confirmou esta segunda-feira que o Papa Francisco irá à Suécia em Outubro de 2016 para uma cerimónia conjunta que assinala os 500 anos da reforma luterana.

A informação foi divulgada no dia em que encerra a semana de oração pela unidade dos cristãos, com o Papa a pedir que os erros e pecados do passado não envenenem as relações ecuménicas, incitando ao perdão de parte a parte.

Em Portugal estes dias de oração pela unidade dos cristãos prolongam-se e no próximo sábado haverá uma celebração ecuménica na paróquia de Algueirão, onde eu serei um dos oradores. Vejas as imagens em anexo para mais informação.

Na Jordânia há fiéis a viver o Cristianismo como no tempo das catacumbas, explica o actual responsável pelos católicos de rito latino daquele país. O bispo Maroun Lahham faz também um balanço dos cinco anos da Primavera Árabe, tendo assistido à queda do regime tunisino em primeira mão. Agora os políticos têm medo do povo, diz, e isso é um desenvolvimento positivo.

A esta hora já saberão que Cavaco Silva vetou as alterações à lei do aborto e a lei da adopção por homossexuais. É uma medida recebida com agrado por várias figuras da sociedade civil, incluindo o juiz Pedro Vaz Patto, responsável pela Comissão Nacional Justiça e Paz, e a professora de direito Rita Lobo Xavier, entre outros.

Amanhã e quarta-feira não poderei enviar o mail diário. Por isso, publiquei já hoje o artigo desta semana do The Catholic Thing desta semana, sobre um interessantíssimo livro que faz revelações sobre como Pio XII desafiou e conspirou contra Hitler e o regime nazi.

Friday, 19 June 2015

Patriarca Siríaco no Vaticano e Rito Moçarabe em Lisboa

Vasos sagrados a serem tapados com um véu
numa celebração de rito moçárabe
O Papa encontrou-se esta sexta-feira com o Patriarca da Igreja Ortodoxa Siríaca, uma Igreja de mártires, como disse Francisco. Juntos rezaram pelas vítimas da guerra na Síria, incluindo os dois bispos raptados há mais de dois anos perto de Alepo.

A encíclica do Papa Francisco continua a dar que falar. Ontem na Renascença houve um debate entre Pedro Vaz Patto, da Comissão Nacional Justiça e Paz e Francisco Ferreira, da Quercus, em que foi dito esta é uma “forma de pressão” sobre os líderes mundiais.

Pelo menos um desses líderes, Barack Obama, não poupou elogios ao documento.

Ontem houve um trágico massacre numa igreja histórica afro-americana, no sul dos Estados Unidos. O assassino, que matou nove pessoas, incluindo um pastor, é um jovem branco e racista, que entretanto foi detido.

O eurodeputado Paulo Rangel publicou um ensaio sobre política e religião que foi lançado esta semana e no qual se descreve como um “mau samaritano”.


Deixo-vos com um aviso e um convite. No sábado, às 18h30, quem vive na zona de Lisboa tem a oportunidade raríssima de ir a uma missa de rito moçárabe na Sé de Lisboa. A não perder!

Thursday, 18 September 2014

Bispos a prazo e santuário iluminado

Santuário do Senhor Jesus da Piedade
O sínodo da família e a ameaça colocada pelo Estado Islâmico são dois dos temas que foram abordados na noite de ontem pelos participantes no debate sobre religião na Renascença. Recordo que este debate, moderado por José Pedro Frazão, conta com a participação do juiz Pedro Vaz Patto, D. Nuno Brás, Aura Miguel e, agora, o jornalista António Marujo. Podem ler aqui um apanhado e ouvir o debate na íntegra.

O Papa criticou hoje os “bispos a prazo”, isto é, os bispos que estão numa diocese mas já de olhos postos noutra…

O Santuário do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, está iluminada por estes dias das festas locais. Vale a pena ler a reportagem e ver algumas das imagens da Igreja.

Não deixem ainda de ler o artigo desta semana do The Catholic Thing, onde Robert Royal levanta a questão que a Igreja tem de debater. O conflito com o Estado Islâmico pode ser considerado “guerra justa”?

Tuesday, 22 January 2013

Dois mil milhões que nunca farão 40 anos

Faz hoje 40 anos que o Supremo Tribunal americano decidiu que o “direito à privacidade” se traduzia num direito implícito ao aborto, protegido constitucionalmente. Explorei este assunto aqui, falando com três especialistas.

Como de costume pode ler a transcrição integral destas conversas no blogue. Temos o juiz português Pedro Vaz Patto, que compara a situação com a portuguesa, Joseph Meaney da Human Life International e o filósofo Francis Beckwith, que já conhecemos dos seus artigos para The Catholic Thing, incluindo um recente que tratava exactamente este assunto.




Amanhã, para quem estiver interessado, há uma sessão na Universidade Católica, em Lisboa, às 18h15, sobre o decreto conciliar Unitatis Redintegratio, que trata do ecumenismo, proferida por João Duque.

"É difícil sustentar que não se trata de vida humana"


Transcrição integral das respostas do juiz Pedro Vaz Patto às questões sobre o 40º aniversário do caso Roe v. Wade. Ver reportagem aqui.

Que semelhança há entre o processo de legalização do aborto nos EUA e em Portugal?
Uma primeira diferença que é bom sublinhar é que nos EUA a legalização resultou de uma decisão judicial. Não conheço mais nenhum país em que tenha sido assim.

Noutros países, como Portugal, a decisão partiu sempre de uma iniciativa legislativa e penso que é assim que deve ser, uma decisão desta importância não pode depender de uma decisão judicial. Os tribunais têm toda a legitimidade para interpretar a lei, mas não para criar leis novas, acho que aqui há uma diferença que é aquilo a que se chama activismo judicial, os juízes vão para além daquilo que seria a sua competência e legitimidade.

Por outro lado, o fundamento da decisão do tribunal americano é o chamado direito à privacidade, um direito consagrado na Constituição do Tribunal americano e na constituição de muitos outros países.

Esse direito já tinha sido invocado num outro caso célebre, mas esse relativo à aquisição de contraceptivos e utilização de contraceptivos, mas há aqui uma diferença substancial. Em relação aos contraceptivos não abortivos nós podemos de facto invocar o direito à privacidade, mas invocar o direito à privacidade no caso do aborto significa negar pura e simplesmente qualquer estatuto jurídico ou qualquer forma de protecção à vida na fase pré-Natal.

O Tribunal Constitucional português, quando se pronunciou sobre esta questão, para controlar as decisões tomadas pela Assembleia da República, partiu sempre de um princípio distinto, de que a vida humana, e a protecção constitucional da vida humana, artigo 24º da Constituição Portuguesa, que determina que a vida humana é inviolável, uma expressão categórica e que aparentemente não permite excepções, é também a vida intra-uterina. O Tribunal Constitucional sempre partiu deste princípio e avaliou a legislação sobre o aborto sempre à luz deste princípio, de que a vida do embrião tem protecção constitucional, deve é ser compatibilizada, deve haver uma ponderação de valores entre esse valor constitucional e outros, incluindo o direito à autodeterminação da mulher.

Depois podemos questionar se realmente a legislação que foi sucessivamente aprovada, designadamente a lei em vigor, correspondem a um equilíbrio razoável e justo entre estes vários valores constitucionais, porque à luz deste princípio da concordância prática nenhum destes valores deve ser sacrificado em absoluto. O que se pode questionar é se a legislação em vigor não deixa sem protecção a vida intra-uterina. De facto as decisões do Tribunal Constitucional foram controversas, tanto que houve sempre votos de vencido.

Mas o Supremo Tribunal americano toma alguma posição sobre a vida intra-uterina?
O tribunal americano diz que como não havia consenso nessa matéria. Mas é uma neutralidade aparente, porque aqui está-se a fazer uma opção no sentido de não reconhecer que a vida começa na concepção. Se em 1973, do ponto de vista científico, era questionável ignorar a vida humana pré-natal, muito mais é hoje. Neste período muito se descobriu no sentido de conhecimento da vida pré-natal e cada vez mais se conhece e cada vez mais é difícil sustentar que não se trata de vida humana.

Tanto assim é que é curioso que uma reportagem da revista americana Time, num dos últimos números, vinha pôr em relevo o facto de hoje a adesão da opinião pública a estes princípios subjacentes ao Roe v. Wade é hoje das mais baixas. Podemos até pôr em causa que a maioria das pessoas se reveja nessa decisão. Mesmo que as pessoas aceitem alguma forma de legalização do aborto, a maioria entende que deve haver limitações e não aceitam esta liberalização completa e absoluta que deriva da decisão do Supremo Tribunal americano.

Thursday, 24 May 2012

Banqueiro demitido, freira promovida e Küng apanha o 18


Those were the days...
O presidente do Banco do Vaticano (na foto) foi hoje demitido. Se não me engano isto estará ligado à questão das fugas de documentos e deverá dar mais que falar.

Se tudo isto são preocupações para o Papa, ao menos há quem lhe queira dar música. Dulce Pontes, por exemplo.


Hoje é dia de oração pela Igreja na China, um assunto recordado ontem no debate semanal da Renascença.

No mesmo debate o juiz Pedro Vaz Patto recordou que os portugueses votaram para liberalizar o aborto, mas ninguém disse que tinha de ser de borla

Uma nota final para uma portuguesa que foi hoje nomeada responsável mundial pela Ordem das Irmãs Hospitaleiras, uma congregação que se dedica sobretudo aos doentes mentais.

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