Showing posts with label Jordânia. Show all posts
Showing posts with label Jordânia. Show all posts

Tuesday, 19 December 2017

Papa e Rei falam de Jerusalém

O Papa e o Rei da Jordânia encontraram-se hoje e discutiram a situação de Jerusalém “pós-Trumpada”.

Ao que parece há mais uma portuguesa a caminho dos altares. Trata-se de Luzia Andaluz, fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima.

Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Sé de Lisboa, onde foi recebido por D. Manuel Clemente e expressou aprovação sobre o projecto de recuperação do claustro da Sé.

Recentemente foi nomeado um novo bispo para Paris, trata-se de um antigo-médico. Pois Londres não quis ficar atrás e por isso a Igreja Anglicana nomeou uma ex-enfermeira para o cargo

A comissão australiana que esteve a investigar os abusos sexuais naquele país sugere à Igreja que altere a disciplina do celibato e que reveja o segredo de confissão para casos de abusos de menores. É já a seguir…

E o padre Tom Uzhunnalil, que esteve cativo um ano e maio na Líbia, recebeu o prémio Madre Teresa.

É tempo de mensagens de Natal dos bispos. Já se manifestaram Évora, Bragança-Miranda, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Portalegre-Castelo Branco.

Thursday, 28 January 2016

Memórias de infância para acordar terroristas

A acordar terroristas desde 2014
Regressei ontem de Bruxelas, onde estive a cobrir um seminário sobre a resposta da União Europeia ao terrorismo.

Uma das oradoras era uma senhora francesa especializada em processos de desradicalização que explica aqui como uma das chaves para despertar a humanidade dos fundamentalistas são as memórias da infância.

Tive ainda o privilégio de poder ver a homenagem do Parlamento Europeu pelo Dia da Memória do Holocausto, que contou com a presença de sobreviventes. No final o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, disse que é inaceitável comparar o tratamento dos refugiados por parte de alguns países europeus à perseguição dos judeus pelos nazis.

Por falar em judeus e em nazis, quem não ouviu dizer que o Papa Pio XII não fez o suficiente para contrariar Hitler? O debate dura há anos, mas pode ter chegado ao fim, como pode ver neste artigo do The Catholic Thing, que refere documentação recentemente divulgada pela Santa Sé.

Também podem ir ver a transcrição integral da entrevista que fiz ao responsável pela Igreja Católica de rito latino na Jordânia, que aborda uma variedade de temas, incluindo a situação dos refugiados (cá e lá) e a situação do Médio Oriente cinco anos depois da Primavera Árabe.

Monday, 25 January 2016

Perdão ecuménico e resistência pia a Hitler

O Vaticano confirmou esta segunda-feira que o Papa Francisco irá à Suécia em Outubro de 2016 para uma cerimónia conjunta que assinala os 500 anos da reforma luterana.

A informação foi divulgada no dia em que encerra a semana de oração pela unidade dos cristãos, com o Papa a pedir que os erros e pecados do passado não envenenem as relações ecuménicas, incitando ao perdão de parte a parte.

Em Portugal estes dias de oração pela unidade dos cristãos prolongam-se e no próximo sábado haverá uma celebração ecuménica na paróquia de Algueirão, onde eu serei um dos oradores. Vejas as imagens em anexo para mais informação.

Na Jordânia há fiéis a viver o Cristianismo como no tempo das catacumbas, explica o actual responsável pelos católicos de rito latino daquele país. O bispo Maroun Lahham faz também um balanço dos cinco anos da Primavera Árabe, tendo assistido à queda do regime tunisino em primeira mão. Agora os políticos têm medo do povo, diz, e isso é um desenvolvimento positivo.

A esta hora já saberão que Cavaco Silva vetou as alterações à lei do aborto e a lei da adopção por homossexuais. É uma medida recebida com agrado por várias figuras da sociedade civil, incluindo o juiz Pedro Vaz Patto, responsável pela Comissão Nacional Justiça e Paz, e a professora de direito Rita Lobo Xavier, entre outros.

Amanhã e quarta-feira não poderei enviar o mail diário. Por isso, publiquei já hoje o artigo desta semana do The Catholic Thing desta semana, sobre um interessantíssimo livro que faz revelações sobre como Pio XII desafiou e conspirou contra Hitler e o regime nazi.

Friday, 22 January 2016

Ainda os judeus: Nem todos os católicos pensam o mesmo

Na sequência do que tenho colocado neste blog sobre o problema teológico de saber se os cristãos devem ou não tentar evangelizar os judeus, coloco agora mais dois contributos para aprofundar a discussão. São contraditórios, o que apenas vem dar força ao título que escolhi para o post...

A primeira é um excerto da entrevista que fiz na semana passada ao padre Peter Stilwell, especialista em diálogo inter-religioso e ecuménico, a propósito da visita do Papa à Sinagoga de Roma.

Recentemente causou bastante discussão, e mesmo alguma polémica, um novo documento da Comissão para as Relações Religiosas com os Judeus. Surgiram logo órgãos de comunicação social a dizer que a Igreja estava a dizer que não é preciso converter os judeus. É assim?

Conheço o documento e essa expressão, dita dessa forma ou de outra, é correcta. 

A posição é que não se deve fazer proselitismo em relação aos judeus, e que deve haver diálogo, como é evidente, mas que deve haver respeito no sentido em que eles têm uma tradição que nós usamos quotidianamente na nossa liturgia para reflectir sobre a nossa tradição religiosa e temos muito que partilhar uns com os outros. 

Mas fazer uma evangelização dos judeus no sentido do proselitismo, de tentar transformar os judeus em cristãos, de uma forma de "pesca à linha", por assim dizer, é realmente uma posição que a Igreja não considera apropriada. 

Entretanto ontem entrevistei, a propósito de outro assunto, o vigário-patriarcal da Jordânia, o bispo Maroun Lahham. Coloco aqui a pergunta que lhe fiz sobre este assunto, no inglês original.

The Pope’s recent visit to the Synagogue in Rome raised once more the issue of whether Christians should try to convert Jews or whether they already have a salvific covenant with God, and therefore there should not be specific missions to the Jews. What is your opinion, and what is the standard practice of the Latin Patriarchate in Jerusalem?
Firstly, we do not try to evangelize the Jews in Israel, it is very hard. Jesus himself tried, and he failed. Unless we evangelize by our witness, by our life.

Secondly, this famous document which was published on the 50th anniversary of Nostra Aetate... Yes, they repeat more than 100 times that the covenant of God is irrevocable. The mere fact that they repeat it over 100 times means that they don't believe it. When you have to insist on something so many times, there is something wrong. 

I understand that the west wants to repair the bad history with the Jews, but you cannot use the Bible as an instrument for political or historical issues.

If you go to the Bible, sure there is this sentence, but there are others which say the opposite.

It is a kind of Western theology, based on historical events and political events and psychological complexes, while theology, to be a true theology must be free, like the Holy Spirit, from any pressure here and there. So for me this is not really theology.

Ver também: 

Wednesday, 28 October 2015

50 anos de diálogo inter-religioso

Coisa só possível por causa do Nostra Aetate
Faz hoje 50 anos que foi publicado o importantíssimo documento “Nostra Aetate” que abriu as portas da Igreja para o diálogo inter-religioso e ecuménico. O facto não foi esquecido por Francisco na sua audiência geral.

Nessa ocasião, o Papa aproveitou ainda para rezar pela situação no Paquistão e no Afeganistão onde um violento sismo fez centenas de mortos.

A Irmandade dos Clérigos vai doar vários milhares de euros aos iraquianos refugiados na Jordânia.

Depois de ter partilhado na segunda-feira a notícia sobre o encontro de Campos de Férias Católicos que decorre no próximo sábado. Agora publiquei a transcrição integral da entrevista ao José Diogo Ferreira Martins e à Carminho Cordovil, que podem ler aqui.

Por fim, e porque hoje é quarta-feira, o artigo desta semana do The Catholic Thing é da autoria de Robert Royal, que faz uma análise séria ao relatório final do sínodo dos bispos sobre a família e do que o futuro nos reserva.

Wednesday, 4 February 2015

Jordânia responde na mesma moeda

A Jordânia respondeu à cruel execução do seu piloto por parte do Estado Islâmico na mesma moeda, executando dois presos com ligações aos jihadistas, incluindo uma mulher iraquiana. Não, não os queimaram vivos numa jaula, mas consta que o resultado final é o mesmo. Pessoalmente, considero que foi a pior resposta possível mas (e isto não é uma justificação moral), poderá ter sido uma forma de satisfazer e garantir a lealdade da tribo de Kassasbeh, que é uma das mais importantes de um reino que sobrevive graças a complexos pactos de lealdade.


Se já nos habituámos a ver a Síria e o Iraque dilacerados pela guerra, não posso dizer o mesmo da Ucrânia. Faz a maior confusão ver aquele conflito que continua a fazer mortes diariamente. Ao Papa também custa, pelos vistos.

Nasceu a Federação Europeia Pró-vida, que junta 29 associações de toda a Europa.

Os paulistas têm um novo superior-geral. É lusófono e é o primeiro não-italiano desde a fundação da ordem (na foto).

Monday, 26 May 2014

Beijinhos e abraços na Terra Santa

(Clicar para aumentar)
O Papa Francisco está neste momento a despedir-se da Terra Santa, onde passou os últimos três dias. Está por publicar um artigo com 10 dos pontos altos desta viagem, que divulgarei amanhã, mas desta peregrinação destaco os seguintes:


O discurso do Rei Abdullah, da Jordânia, que chamou ao Papa “Consciência do mundo”.

O encontro ecuménico entre Francisco e o Patriarca de Constantinopla.

E por fim o momento esta manhã em que o Papa beijou as mãos a seis sobreviventes do Holocausto.

Leiam também a crónica de Aura Miguel sobre a viagem para a Jordânia, em que o Papa falou de Fátima.

A viagem termina, mas o Papa vai falar com os jornalistas a bordo do avião, de regresso a Roma, pelo que haverá certamente novidades ainda, já sabem que as poderão encontrar na Renascença.

Na próxima quinta-feira realiza-se um colóquio em Lisboa que não vai querer perder. Trata-se do primeiro evento do género dedicado a Chesterton (pelo menos de que eu tenha conhecimento…). Supostamente eu vou moderar uma das conferências, mas acabei de ser informado pelo obstetra da minha mulher que na quinta-feira os planos poderão ser outros, por isso não posso garantir a minha presença. Mas a não ser que estejam a ter filhos também, espero que consigam ir ao Auditório 2 da Universidade Católica a partir das 16h para ouvir João César das Neves, Tiago Cavaco, Pedro Picoito, Miguel Morgado e Zita Seabra, entre outros, a falar desta figura ímpar.

Friday, 29 June 2012

Não queremos um Iraque em todas as regiões


Transcrição integral da entrevista feita a Dom Farès Maakaroun, arcebispo do greco-melquitas no Brasil. A notícia está aqui. Para esta entrevista contei com a ajuda inestimável de Philippe Gebara, a quem agradeço.

Quando falámos, D. Farès estava ainda no Líbano, onde esteve a participar no sínodo da Igreja Melquita.

Foi discutida a questão da Síria durante o Sínodo?
O Sínodo aconteceu no Líbano, na sede Patriarcal, a 50 quilómetros de Beirute. Participaram todos os bispos do Oriente e da Diáspora também, da América, Canadá, Austrália e América do Sul. Todos participaram menos os que estavam bem doentes.

Foi uma semana de encontros, de reflexão e, visto a situação um pouco crítica no Oriente, especialmente na Síria, e como de greco-melquitas já morreram pelo menos 200 a 300 pessoas, e há bastantes pessoas que já saíram das suas aldeias, estudámos a possibilidade de como fazer para poder lançar uma chamada ao mundo inteiro, pela paz, pela fraternidade, pela ajuda mútua, porque todo o mundo está a precisar de amor, de carinho, de amor, de comida e de bebida, de padres para cuidar deles. Há padres que precisam de ajuda, porque a maioria, em algumas regiões, não têm possibilidades de ter sequer um salário mínimo para viver.

Estudámos um pouco esta situação complicada e pedimos muitas orações aos responsáveis de todo o lado, de permitir um pouco mais à região, de trabalhar a humanidade, aos homens de boa-fé, de boa vontade, de trabalhar bem, para que a paz possa reinar em todo o lugar, porque perder tudo seria algo prejudicial para todos.

Discutimos essa situação e também estamos tentando colocar bispos onde faltam, mesmo dentro da Síria, porque em muitas regiões a paz reina completamente, não têm nada de especial, mas há regiões que são um pouco críticas e faltam dois* bispos na Síria. Enviámos os nomes para o Vaticano e estamos à espera de confirmação.

No início das revoltas a Igreja Melquita teve uma posição muito cautelosa e parecia estar com algum medo do que poderia acontecer se de facto fosse derrubado o regime.
Somos cristãos do Oriente. Somos árabes. Somos sírios, libaneses, iraquianos, egípcios, jordanianos, palestinianos. Não somos estrangeiros aqui, é nossa terra. Sempre os cristãos tentaram ser cidadãos exemplares em todos os lugares. Mas com esta situação complicada ninguém sabe o que está a acontecer. Pedimos às forças mundiais para nos deixarem em paz ou para nos ajudarem para permitir a paz. Ninguém sabe o que o amanhã pode trazer, nem o que uma troca de regime pode dar. Tome-se o exemplo do Iraque, que é muito triste. Não queremos um Iraque em todas as regiões. Hoje, depois de anos e anos, centenas de pessoas morrem todos os dias. Queremos a paz, o amor e o perdão. Vamos continuar a rezar, a amar e a perdoar a todos.

Tem havido relatos de perseguição aos cristãos por parte dos opositores ao regime. Confirma isso?
Não tem casos muito especiais, mas quando há pessoas a morrer, um tipo de guerra aqui ou ali, todos perdem, sejam cristãos ou não. Mas como os cristãos não participam, não andam armados, eles ficam na situação de perder tudo. Nós olhamos ao exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, levado à cruz, sim, mas sabemos que na final a religião vai vencer, a fé vai vencer, o bem vai vencer o mal. Com a graça de Deus, a graça da Virgem Maria nossa mãe, mãe de todos nós, respeitada também pelo mundo muçulmano, temos muita esperança que apesar dos feridos e dos mortos, vamos ter no final uma cura.

Acredita que essa paz que tanto deseja é possível ainda com o regime actual no poder?
Não entendo bem a política, mas entendo bem as coisas do céu. E com a ajuda do Senhor ninguém sabe. Nosso Senhor venceu a morte pela morte. Tudo é possível com a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.

*Por erro do entrevistador, numa versão anterior lia-se que faltavam dez bispos na Síria. O som da entrevista não estava totalmente perceptível, mas a Igreja Melquita teve a bondade de me enviar uma correcção a esse respeito. É de realçar que dos dois que faltavam, o novo bispo de Homs já viu a sua nomeação confirmada pelo Vaticano.

Partilhar