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| Protesto anti-israelita na Grécia |
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| George Habash, cristão e pioneiro da luta armada palestiniana |
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| Clérigos ortodoxos gregos em Jerusalém |
Quem são os cristãos na Terra Santa?
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| Judeus messiânicos |
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| Judeus messiânicos |
A tragédia aconteceu na cidade de Qaraqosh, também conhecida
como Baghdeda, ou Bakhtida, que tem a particularidade de ser a única cidade
100% cristã do Iraque. Embora existam cristãos de diferentes ritos e igrejas na
cidade, este parece ter sido um evento da comunidade Siríaca Católica (e não a ortodoxa, como erradamente afirmei de início).
Um acidente destes é sempre uma enorme tragédia, não há
vidas mais valiosas que outras, mas este incidente tem a dimensão acrescida de
representar mais um grave golpe contra a comunidade cristã do Iraque.
Qaraqosh sempre foi um símbolo para a comunidade cristã deste
país. O facto de serem maioria permitiu aos cristãos daqui manterem as suas tradições
e costumes durante os anos de caos que se seguiram à invasão americana de 2003.
Podiam praticar a sua religião sem qualquer medo ou restrição.
O primeiro grande teste para Qaraqosh veio com a ascensão
do Estado Islâmico. A cidade foi ocupada pelos jihadistas quando varreram a
região em torno de Mossul, mas todos os cristãos conseguiram fugir. Contudo, a
instabilidade geral e o medo de que a situação se possa repetir no futuro levaram
muitos cristãos a preferir emigrar, ou a permanecer no Curdistão Iraquiano, que
é mais seguro e estável.
Os cristãos que regressaram a Qaraqosh são aqueles que
resistiram, são aqueles que não quiseram, ou não puderam, sair do país. São,
numa palavra, a esperança para o futuro do Cristianismo no Iraque.
Que 100, ou mais, dos membros dessa comunidade tenham
morrido num acidente desta natureza é mais do que um desperdício de vidas, é um
ataque a essa mesma esperança, mais uma razão na já longa lista de razões para
simplesmente desistirem e saírem para a Europa, América do Norte ou Austrália,
onde de geração em geração os seus costumes, práticas, língua e espiritualidade
se vão dissipando.
Rezemos pelos cristãos do Iraque que, mais uma vez,
enfrentam o desespero e a morte. Que Deus lhes dê coragem para resistir, que a
luz do Evangelho se mantenha naquele país. E que Deus dê eterno descanso às
vítimas deste incêndio, e a graça da recuperação aos feridos.
Recebi há dias um pedido de ajuda, que partilho convosco.
Como sabemos, os cristãos na Terra Santa são cada vez menos e passam muitas dificuldades. Muitos dos que vivem em Belém dependem da indústria do turismo, que por causa da pandemia tem estado parada.
Todos os anos costumava vir a Portugal o Nicolas, católico de Belém, que trazia peças esculpidas em madeira de oliveiras da Terra Santa, para vender. É uma importante fonte de rendimento que, infelizmente, secou por causa da Covid.
Já em desespero, ele e outros vendedores juntaram-se para vender as peças, a preço quase de custo, com possibilidade de envio por correio. De uma perspetiva comercial, quase que não vale a pena, para nós, uma vez que pagamos mais pelo envio do que pelas peças, mas não são os cristãos chamados a olhar a realidade por outra perspetiva?
Estes cristãos precisam da nossa ajuda. Aqui podem ver em detalhe as peças (cliquem para aumentar as fotos) e em baixo está a lista com os preços. As encomendas podem ser feitas diretamente ao Nicolas por whattsapp, para o número +972 52-457-6851.
Ele poderá depois dar melhor ideia de valores de envio, mas pelo que me disse uma encomenda de 20 quilos fica a cerca de 100 euros e uma de 2 kilos a cerca de 20 euros. Os pagamentos podem ser feitos por transferência para uma conta que eles mantêm em Portugal, evitando taxas. Por que não juntar uma família, ou uma paróquia, para fazer encomendas maiores e ter peças para vender ou distribuir pelo Natal?
Falamos muito em ajudar os cristãos perseguidos e que passam dificuldades. Rezamos por eles. Esta é uma forma prática e ao alcance de todos de ajudar pessoas em concreto. Não a desperdicemos!
Hoje houve dois momentos marcantes, o discurso aos políticos,
em que Francisco pediu direitos para os cristãos, e o discurso perante os católicos, em que o Papa
pediu que o sofrimento e o martírio não sejam sementes de ressentimento e vingança, mas de perdão e reconciliação.
Houve um momento bonito em que Francisco recebeu uma estola, muito simbólica, feita por cristãos que voltaram agora
às suas casas depois de terem tido de fugir do Estado Islâmico.
Os cristãos, esses, são cada vez menos, mas os que permanecem querem que o Papa ponha a máquina diplomática a funcionar.
Leiam ainda a entrevista com o ex-embaixador do Iraque em
Portugal – não o da polémica dos filhos que espancaram um rapaz em Ponte de Sor, o
antecessor – que diz que o futuro do Iraque não pode ficar refém do seu passado.
Amanhã há mais momentos importantes, incluindo um
encontro com o líder supremo do islão xiita no Iraque.
Termino com o apelo para lerem o artigo desta semana do
The Catholic Thing, com importantes reflexões sobre a Quaresma. É do nosso grande Randall Smith.
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| ISIS prefere Messi a Ronaldo |
| Presentes de Natal! |
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| Igreja destruída em Aleppo. Foto: Alfredo Girardi |
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| Membros da família salesiana em Aleppo |
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| As duas novas santas palestinianas |
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| Cristão refugiado no Iraque |
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| Manifestação a favor da criação de um território para os assírios |
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| Mardean Isaac |
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| Militantes do Estado Islâmico em cima de uma Igreja em Sinjar, no Iraque |
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| Iraqi Christian displaced by Islamic State |
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| David Warren |
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| Cristãos obrigados a abandonar Mossul |