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Tuesday, 14 January 2020

Escreves tu ou escrevo eu?

Mártires de Marrocos
O que nos vale é que a Igreja Católica nunca se cansa de polémicas! A última tem a ver com um livro alegadamente escrito a meias entre o cardeal Sarah e o Papa emérito Bento XVI. Primeiro causou algum desconforto, depois veio-se a perceber que afinal Bento XVI não queria o seu nome associado à obra e agora temos a editora americana a insistir que não retira o nome do antigo Papa da capa do livro.

A minha opinião sobre isto? É triste, feio e absolutamente evitável. Isso e mais algumas coisas no meu artigo sobre o assunto, no blogue, em que revelo também um detalhe que tem passado despercebido no meio da novela toda.

Num assunto actual, mas que não tem uma vertente religiosa direta, escrevi também umas curtas notas sobre o aproveitamento político que se está a fazer, tristemente, a propósito da morte do jovem cabo-verdiano Giovani, em Bragança. Morte essa que foi lamentada pelo bispo de Bragança, D. José Cordeiro.

Fiquem também a saber que a Igreja Portuguesa vai transformar as directrizes para a proteção dos menores em normas.

Continua o calvário dos cristãos na Nigéria, agora foram raptados quatro seminaristas.

E termino com a chamada de atenção para o jubileu que se vive em Coimbra desde ontem, alusivo aos 800 anos dos mártires de Marrocos. Conheça a influência que tiveram sobre Santo António.

Uma trapalhada triste, feia e a roçar o absurdo

Recebi alguns pedidos para comentar esta polémica sobre o livro do Cardeal Sarah sobre o celibato. A primeira coisa que me vem à cabeça é dizer que tudo isto é uma grande trapalhada e tudo é muito triste e feio. Era evitável e começa a ganhar contornos absurdos, com as notícias mais recentes de que apesar do pedido expresso feito por Bento XVI, através do seu secretário pessoal, e reiterados pelo cardeal Sarah, a editora em língua inglesa recusou e vai mesmo atribuir o livro aos dois.

Há aqui algo que está mal contado. O Cardeal Sarah insiste que recebeu luz verde do Papa emérito para avançar com a obra, que estava sempre entendido que seria um livro assinado pelos dois, incluindo a introdução e a conclusão, e que Bento XVI viu e aprovou a capa. O arcebispo Ganswein rejeita essa versão dos factos e, embora diga que não põe em causa a boa fé de Sarah, esclarece que o Papa não quer o seu nome associado à obra enquanto autor, que não autorizou a capa e que não ajudou a escrever a introdução e a conclusão.

Mas há aqui um detalhe que está a passar despercebido… A que capa é que o cardeal Sarah se refere? Que capa é que Bento XVI viu (se é que viu alguma) e aprovou? É que o livro sai amanhã em duas versões diferentes: a francesa, original e a tradução inglesa. A versão francesa tem apenas o nome dos dois na capa e o título e a editora já disse que vai deixar claro que Bento XVI contribuiu para a obra, e não que é coautor.

Já a edição da Ignatius Press, que insiste em manter a coautoria, tem um subtítulo que diz: “Sacerdócio, celibato e a crise da Igreja Católica”. É o mesmo livro, mas estas capas são muito diferentes. A versão inglesa dá a entender que existe uma crise na Igreja de que Francisco é Papa e deixa subentendido que Bento XVI está a tomar um partido nessa crise. Julgo que terá sido daí que veio grande parte do desconforto.

Mas é possível ir mais atrás, à decisão do próprio cardeal Sarah de escrever este livro e publicá-lo precisamente numa altura em que o Papa Francisco se prepara para publicar uma exortação pós-sinodal sobre a Amazónia e em que a questão da ordenação sacerdotal de homens casados está em cima da mesa.

Não saberia o cardeal Sarah que a publicação deste livro seria incómoda para a igreja e para o Papa Francisco? Claro que sabia. E a prova de que sabia é que no comunicado que publicou hoje, defendendo a sua versão dos factos, diz mesmo que convidou Bento XVI a participar na obra nos seguintes termos. “Imagino que pense que as suas reflexões poderiam não ser oportunas por causa das polémicas que causarão na imprensa”.

Ou seja, ele sabia já de antemão que a publicação deste livro, nesta altura, causaria polémica, ainda mais se viesse com o nome de Bento XVI. Então porque é que avançou com o projecto? Porque é que insistiu em colocar Francisco e Bento XVI nesta posição?

Poderão dizer que o fez porque sentia que não tinha outra hipótese que não falar. Tudo bem, mas então que deixe de insistir em dizer que a sua obediência filial ao Papa Francisco é absoluta, como teima em fazer. Não se mostra obediência filial absoluta colocando a pessoa em questão numa situação embaraçosa e pondo em causa a decisão que está prestes a tomar, seja ela qual for.

Já pensaram? Imagine-se que Francisco estava a preparar-se para rejeitar a ideia de ordenar homens casados ao sacerdócio na Amazónia? Como é que o pode fazer agora sem parecer que está a ceder a pressões?

Eu não tenho a menor dúvida de que o cardeal Sarah é um homem bom e espiritualmente profundo, os seus escritos assim o indicam. Mas começo a ter grandes dúvidas sobre o seu bom-senso. É aflitivo como se tem deixado manipular, no passado, por fações que lutam contra o magistério do Papa Francisco e é aflitiva a ingenuidade com que se comportou neste caso, com a agravante de envolver na polémica o grande Papa Bento XVI.

Wednesday, 24 August 2016

Porque nos Voltámos Para Oriente

Pe. Gerald E. Murray
Desde Julho que os padres da igreja de Holy Family, na cidade de Nova Iorque, onde sou pároco, voltaram à prática de celebrar a Santa Missa virados para o Oriente litúrgico, ad orientem. Decidi que o faríamos depois de ter lido uma entrevista dada pelo Cardeal Robert Sarah à revista francesa Famille Chrétienne, em Maio. Mais tarde voltaria a falar do assunto numa conferência em Londres, em Julho, recomendando reavivar a celebração da missa ad orientem.

Na entrevista de Maio ele aborda a questão da legalidade canónica desta prática: “É legítima e adequada à letra e ao espírito do Concílio. Na minha capacidade de prefeito para a Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, continuo a recordar a todos que a celebração voltada para Oriente (versus orientem) é autorizada pelas rúbricas do missal, que especificam os momentos em que o celebrante se deve voltar para as pessoas. Não é necessária, por isso, autorização particular para celebrar a missa voltado para o Senhor”.

Estas palavras do Cardeal Sarah mexeram comigo. Ele relaciona o voltar para o Oriente litúrgico com o movimento mais profundo das nossas almas que se voltam para Deus. O nosso culto deve ser uma experiência que nos faz sair de nós mesmos em direcção a Cristo. “A conversão é um voltar-se para Deus. Estou profundamente convencido que os nossos corpos devem participar nesta conversão. A melhor forma é certamente celebrar – padre e fiéis – voltados juntos para a mesma direcção: Para o Senhor que vem. Não se trata, como por vezes ouvimos, de celebrar de costas para as pessoas ou voltado para elas. O problema não é esse. Trata-se de estarem voltados em conjunto para a abside, que simboliza o Oriente, onde está entronizada a cruz do Senhor ressuscitado.”

Os fiéis não são um público que precisa de ser conquistado ou entretido por um espectáculo interessante por parte do padre que preside, que precisa de se manter na frente e no centro e não deixar que os paroquianos lhe saiam do campo de visão. Não, a natureza do culto divino exige que não deixemos nada interferir na união de Deus com o seu povo. Ao voltar-se para o Senhor com os fiéis, o padre assume o papel de guia na peregrinação para o Senhor, para o Céu. Não se põe a tentação de agir como actor principal num espectáculo para um público cativo.

O tempo para estar voltado para os fiéis e dirigir-se a eles durante a missa é sobretudo a Liturgia da Palavra. A Palavra de Deus é proclamada e o pregador utiliza os seus talentos e os frutos dos seus estudos numa exortação que tem as suas raízes no Evangelho, nas outras leituras e nos ensinamentos da Igreja. Mas depois de começar o ofertório, o sacerdote dirige-se em primeiro lugar a Deus e os fiéis unem-se a ele nas suas orações enquanto seu sacerdote e advogado dos pecadores.

Ainda segundo o Cardeal Sarah: “Celebrando desta forma, experimentamos, nos nossos próprios corpos, a primazia de Deus e da adoração. Compreendemos que a liturgia é a nossa primeira participação no sacrifício perfeito da Cruz. Eu próprio já tive esta experiência. Ao celebrar desta forma, com o padre à cabeça, a assembleia vê-se arrebatada de forma quase física pelo mistério da cruz no momento da elevação”.

O Papa Francisco a celebrar ad orientem
Também eu partilho desta experiência. Agora, quando elevo a Hóstia consagrada, e depois o cálice que contém o Sangue de Cristo, sei que os meus paroquianos estão a olhar para o sacramento de Cristo, e não para mim. A ausência de contacto visual entre o padre e os fiéis neste momento central do culto é uma das melhores formas de comunicar a presença de Deus na Santa Eucaristia.

Quando vimos para a Missa, sejamos padres ou paroquianos, procuramos todos, juntos, a presença de Deus. Na celebração ad orientem, quando Cristo desce sobre o altar na altura da consagração, estamos todos concentrados nele. A sua presença domina a nossa atenção. É como se o padre desaparecesse da cena, continuando depois as orações da Missa, antes de se voltar para os fiéis para oferecer a paz do Senhor e, depois, para mostrar o Senhor Eucarístico aos seus fiéis, antecipando o momento em que o Senhor dará de comer ao seu rebanho com o dom de si próprio, pelas mãos do seu sacerdote.

A maioria dos nossos paroquianos na Holy Family habituaram-se já, serenamente, a estas mudanças. Houve algumas queixas, mas houve mais expressões de agradecimento e de encorajamento. Alguns não entenderam ainda que ter o padre voltado para o Senhor e não para os fiéis não tira nada a estes, mas antes os ajuda a focar-se em Cristo.

Os benefícios para o padre que preside incluem lembrar-se de que, no cânone da missa, ele está a falar a Deus em nome de todos, especialmente em nome daqueles que conduz naquele momento. O padre que preside é o seu pai espiritual e está a suplicar a Deus em seu nome enquanto renova o sacrifício perfeito do Calvário.

Outro benefício para o padre é que ele pode estar mais focado naquilo que está a fazer e distrair-se menos pelos movimentos inevitáveis na Igreja – pessoas a entrar e a sair, crianças e até adultos a andar de um lado para o outro, portas a abrir-se e a fechar-se, etc.

Estou agradecido ao Cardeal Sarah por encorajar pelo reavivar desta antiga prática litúrgica da Igreja. Ele recorda-nos de algo que já sabemos, mas de que facilmente nos esquecemos quando o nosso culto se torna demasiado autoreferencial e menos cristocêntrico: “Para nós, a luz é Jesus Cristo. Quando está voltada para Oriente, toda a Igreja está orientada para Cristo: ad Dominum. Uma Igreja fechada sobre si mesma, num círculo, perderá a sua razão de ser. Para ser ela mesma, a Igreja deve viver voltada para Deus. O nosso ponto de referência é o Senhor! Sabemos que Ele esteve connosco e que regressou ao Pai do Monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e que voltará da mesma forma. Estar voltado para o Senhor significa esperar por ele todos os dias. Não devemos dar a Deus razões para se queixar constantemente de nós: ‘porque me viraram as costas, e não o rosto’ (Jeremias 2:27)”. 


O padre Gerald E. Murray, J.C.D. é pastor da Holy Family Church, em Nova Iorque, e especializado em direito canónico.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no Domingo, 21 de Agosto de 2016)

© 2016 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

Wednesday, 1 June 2016

A Ditadura do Horror

Há meses que temos ouvido elogios à biografia do Cardeal Robert Sarah “Deus ou Nada”. E com razão. É um texto belíssimo. Uma longa conversa entre o jornalista francês Nicholas Diat e um homem belo e santo. Recorda com grande detalhe a sua infância em África; a santidade dos seus pais, da família e da aldeia e a profunda influência que os europeus que vieram evangelizar a Guiné tiveram sobre ele e sobre tantos outros.

Por estranho que pareça, fez-me lembrar o retrato igualmente gentil que Bento XVI pinta da sua infância numa aldeia bávara, permeada por festas católicas e uma fé comum, no seu livro “O Sal da Terra”. Lidos em conjunto – e se ainda não o fez, deve ler ambos – fornecem uma bela imagem da vida católica em ambientes muito diferentes, simultaneamente intensamente particular e transculturalmente universal.

Em ambas as figuras podemos ver que a bondade que encontraram na sua juventude não os cegou à realidade do pecado e do mal. Ratzinger sentiu-se repelido pelos esforços nazis de impor o culto do Volk no lugar das festas cristãs tradicionais. E Sarah teve a sua quota-parte de dificuldades com homens fortes e pequenos tiranos em África. Mas tanto num caso como no outro o facto de terem tido contacto bem cedo com o bem permitiu que enfrentassem – e avaliassem correctamente – o mal.

Essa sanidade básica faz com que seja ainda mais pertinente quando alguém como Sarah resume grande parte daquilo a que assistimos hoje, dizendo que “a destruição da vida humana já não é só um acto bárbaro, mas um sinal do progresso da civilização… Já não é uma forma de decadência, mas, antes, uma ditadura do horror, um genocídio programado de que são culpadas as potências ocidentais. Esta campanha incansável contra a vida é uma fase nova e definitiva de uma campanha incansável contra o plano de Deus.”

A semana passada disse coisas semelhantes no National Catholic Prayer Breakfast, em Washington. Trata-se de mais do que uma variação do famoso aviso de Bento XVI sobre a “ditadura do relativismo”, uma vez que aponta para algo que o mundo se esforça por não ver, ao mesmo tempo que se congratula por combater males selectivos. A Fundação Gates, por exemplo, gasta milhões em contraceptivos, alegadamente para promover a dignidade das mulheres. Mas Sarah questiona se o verdadeiro propósito não será eliminar africanos pobres. A promoção mundial do aborto e da eutanásia é, também ela, uma forma de insensibilidade mascarada de compaixão.

Mas não é só no estrangeiro. Nos Estados Unidos temos estado a tentar expor a Planned Parenthood como aquilo que é: o maior matadouro de crianças nascituras – por vezes vendendo os seus restos mortais – através de 300,000 abortos por ano. Trata-se do equivalente às melhores estimativas de civis mortos na guerra civil da Síria. Com a Síria assistimos à revolta internacional, mas os dados do aborto são só mais uma estatística, neste caso anual.

As organizações de socorro calculam que já morreram 14,000 crianças no conflito sírio. É horrível mas, fazendo as contas, são apenas algumas semanas de trabalho na Planned Parenthood.

Barack Obama acaba de visitar Hiroshima, recordando as duas bombas atómicas que os americanos largaram sobre o Japão e encorajando o mundo a nunca mais usar este tipo de armamento. Em Hiroshima e Nagasaki morreram 130,000 mil pessoas.

Mas vamos a mais números. A China relata 13 milhões de abortos por ano. Os peritos dizem, contudo, que muitos casos são escondidos por razões políticas e que o verdadeiro número pode ser o dobro. Todas as ofensas à vida humana interessam e os meros números nunca contam a história toda. Mas mesmo esse dado oficial significa que a China comunista é responsável (em muitos casos através de abortos forçados) por 100 vezes mais mortes por ano do que houve vítimas dos ataques nucleares ao Japão – cerca de metade dos mortos em batalha durante a II Guerra Mundial. Estamos a falar de dados anuais, todos os anos, durante décadas. Em todo o mundo, ao longo dos últimos trinta anos, houve provavelmente uns 1,2 mil milhões de abortos.

Nunca houve uma guerra, holocausto ou praga natural que se aproximasse sequer desta escala.

A “ditadura do horror” de Sarah mostra claramente como adoramos lamentar-nos de coisas de que é fácil não gostar, mas fazemos por não reparar nos massacres muito maiores que se passam diária e anualmente não só aqui e na China mas na Europa, na América Latina e na Ásia.

Cardeal Robert Sarah
Longe de tentar impedir que estas coisas continuem, as organizações internacionais como a ONU, a União Europeia e, infelizmente, o Governo Americano sub regno Obamae, estão activamente a promover o massacre moderno de inocentes sob o disfarce de um direito humano.

Recentemente o Papa Francisco sublinhou outro horror que até há muito pouco tempo era invisível: a tragédia de milhões de refugiados e migrantes – só esta semana dúzias de cadáveres de refugiados e migrantes que tentavam atravessar o Mediterrâneo deram à costa. Centenas de outros morreram só este ano a tentar fazer a travessia. Estas são verdadeiras tragédias humanas, que devem ser levadas a sério, sem que deixemos de recordar os outros massacres que o mundo prefere ignorar.

Sendo africano, o Cardeal Sarah repara nestas coisas e noutras ainda, que nos passam despercebidas. Muitas vezes é ignorado por essa mesma razão. Mas é difícil ignorar passagens como esta: “Os europeus não compreendem como os africanos ficam chocados com a falta de atenção que é dada aos idosos nos países ocidentais. Esta tendência para esconder e marginalizar a velhice é sinal de um egoísmo preocupante, de falta de coração ou, mais precisamente, de dureza de coração. Sim, as pessoas têm todo o conforto e o acompanhamento físico de que precisam. Mas falta-lhes o calor, a proximidade e o afecto humano dos seus parentes e amigos, que estão demasiado ocupados com as suas obrigações profissionais, tempos livres e férias.”

O desejo por conforto também está associado à dependência global pelo aborto e uma atracção crescente pela eutanásia. O cardeal Sarah foi educado de forma diferente: “Eu aprendi dos meus pais a dar. Estávamos habituados a receber visitas, o que me ensinou a importância da generosidade e da hospitalidade. Para os meus pais, e para todos os habitantes da minha aldeia, no acto de receber convidados estava implícita a ideia de que os queríamos agradar. A harmonia familiar pode ser um reflexo da harmonia celeste.”

Os valores da família podem ser pervertidos e transformados em falso tribalismo, diz ainda o Cardeal, mas a ausência de relações próximas poderá ser hoje o mais comum de todos os horrores, porque toca na raiz da nossa humanidade: “A batalha para preservar as raízes da humanidade é talvez o maior desafio que o nosso mundo enfrenta desde que foi criado”.


Robert Royal é editor de The Catholic Thing e presidente do Faith and Reason Institute em Washington D.C. O seu mais recente livro é A Deeper Vision: The Catholic Intellectual Tradition in the Twentieth Century, da Ignatius Press. The God That Did Not Fail: How Religion Built and Sustains the West está também disponível pela Encounter Books.

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing no sábado, 28 de Maio de 2016)

© 2016 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

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